Carvalho Exagerado Ou No Ponto? Hora de Treinar o Paladar!

Adorei essa analogia: o carvalho está para o vinho assim como o sal está para a comida. Em certos momentos, é fundamental para aumentar a profundidade e o sabor. Porém, em outros, ambos podem soar exagerados, mascarando o verdadeiro tempero que se pretende degustar.

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Mais especificamente no caso dos vinhos, muitas vezes o excesso de madeira, torrefação, baunilha… pode se sobrepor aos sabores primordiais, ou seja, aqueles responsáveis por conferir personalidade à bebida. Diferente do que muitos pensam, o carvalho nem sempre é tudo. Há no mercado rótulos maravilhosos que nunca passaram por barricas.

Então, como treinar o paladar para saber diferenciar exatamente quando o teor de madeira é ideal ou exagerado? Prepare-se, pois agora você vai aprender. 

CHARDONNAY

Uma das formas mais fáceis de perceber o efeito que o carvalho causa nos vinhos é experimentar um Chardonnay com e outro sem passagem por madeira. Quando a bebida não vê carvalho, a fruta brilha logo no ataque, entregando uma acidez que nem é tão característica dessa casta. Agora, prove um Chardonnay armazenado em barrica e na hora você sente a diferença. Nesse caso, o amanteigado e a baunilha logo se sobressaem. 

Durante a degustação dos dois estilos, lado a lado, também será possível notar a influência do carvalho na coloração dos vinhos. Um Chardonnay sem madeira é amarelo-palha claro e bem mais vivo. Dá para perceber o frescor do rótulo apenas pela cor. Já um exemplar que passou por barrica possui uma coloração amarelo-palha mais escura e puxada para o dourado. É a madeira que confere essa tonalidade, assim como acontece com o whisky.

 Mas e aí? Como notar a presença do carvalho em um vinho tinto?

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RIOJA

Está aí a resposta! Os tintos de Rioja são elaborados com a uva Tempranillo e podem variar de nenhuma a dois anos ou mais de armazenamento em barricas de carvalho.

Cosecha: quando o exemplar é jovem e sem passagem por madeira. Nota-se, aqui, as nuances originais da Tempranillo: frutas vermelhas maduras, frescor e elevada acidez.

Crianza: o Rioja dessa classificação já fica um tempinho em carvalho. Por lei, deve permanecer armazenado em barricas por pelo menos um ano. Nesse momento, é possível notar a baunilha, sobretudo se for degustar o Crianza lado a lado com um Cosecha.

Reserva ou Gran Reserva: aqui é possível notar a presença marcante do carvalho, visto que ambas as denominações são obrigadas a permanecerem por, no mínimo, um ou dois anos em barricas. Nesse caso, os taninos conferidos pela madeira se sobressaem bastante, ao passo em que você poderá captar, ainda, aromas mais arredondados, graças ao armazenamento um pouco mais longo na barrica. Esses vinhos são mais longevos e essa capacidade de envelhecimento se deve muito à presença do carvalho.

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O fim de semana vem aí. Prontos para colocar essas dicas em prática? Muitas bebidas incluem no rótulo se possuem ou não passagem por barrica de carvalho e o tempo que permaneceram lá. Não é necessário gastar uma grana preta num Rioja, por exemplo. Que tal começar treinando com um rótulo reserva e um vinho de entrada? Aposto que será uma ótima experiência de degustação. 

Bom final de semana! Tim-Tim!

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