Os 4 Termos Mais Comuns Nos Rótulos de Vinhos

Ultimamente, tenho pesquisado muito sobre formas de simplificar o entendimento dos rótulos, sobretudo para os iniciantes que ainda não estão acostumados ao mundo dos vinhos. Afinal, é por meio dessas informações que nos sentiremos mais seguros na hora da compra, sem a preocupação de poder estar levando “gato por lebre”.

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É importante saber diferenciar termos factuais, como *Gran Cru, por exemplo, de expressões marketeiras, criadas apenas para nos levar a adquirir determinado vinho. E foi pensando nisso que hoje trouxe algumas das denominações mais comuns encontradas nos rótulos por aí afora.

1-  Medalha de Ouro (Gold Medal Standard): 

Seja em inglês ou em português, o termo “medalha de ouro” já engana desde o início. Se o rótulo não indicar em qual concurso o vinho ganhou essa suposta medalha de ouro, não se deixe influenciar. É puro marketing.

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2- Grand Vin (Para rótulos franceses)

Do francês, traduz-se exatamente como Grande Vinho, ou seja, Gran Vin é  uma designação tradicional, dada às melhores garrafas de um Domaine (Vinhedo). Porém, não há regulamentação sobre quem teria o direito de usar esse termo, assim como se ele realmente atesta a qualidade de um vinho. Por isso, olhos bem abertos! Nessa hora, vale pedir a indicação de um sommelier ou de algum amigo que já tenha degustado o rótulo em questão.

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3- Seleção do Enólogo (Winemaker’s Selection)

Outro termo bonito que não quer dizer nada. Ou seja, pode ser que o vinho seja realmente muito bom e tenha sido escolhido a dedo pelo enólogo responsável ou, na pior das hipóteses, apenas uma jogada de marketing para tornar o rótulo conhecido.

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4- Reserva (Reserve)/ Grand Reserva (Grand Reserve)/ Riserva

Desses nós já falamos em uma outra postagem, mas não custa nada repetir. Os termos Reserva e Gran Reserva não são regulamentados em todos os países. Por isso, não deixe que os mesmos influenciem na sua decisão de compra. Contudo, quando se trata da Espanha, os termos Reserva (Reserve) e Grand Reserva (Grand Reserve) correspondem a vinhos que foram armazenados por longos períodos em barricas de carvalho. Já o termo Riserva é legalizado e utilizado para designar denominações de origem controlada na Itália, como é o caso do Chianti e do Pielmonte, a fim de demonstrar aos consumidores a alta qualidade dos exemplares envelhecidos.

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EVITE LEVAR GATO POR LEBRE

  • Busque sempre informações sobre o real significado dos termos explícitos nos rótulos, assim como agora.
  • Outra dica bacana é utilizar os aplicativos para smartphones. Através deles, é possível ter acesso às opiniões de enófilos e profissionais do mundo do vinho.
  • Vale, ainda, pedir sugestões aos amigos e lojistas. Não importa o canal de compra, se um vendedor deseja conquistar um cliente fiel, com certeza ele falará a verdade sobre os pontos positivos e negativos da bebida em questão. Como diria o vendedor da Adega do supermercado do meu bairro, “se eu te enganar, você vai ficar chateada e nunca mais vai comprar com a gente”. No fundo, é meio isso mesmo. Uma relação de confiança construída a partir da satisfação de ambos os lados.

 * O termo Grand Cru, mencionado no início deste artigo, é uma “Appellation d’origine contrôlée” (AOC) dos melhores vinhos produzidos na Côte de Beaune e Côte de Nuits na Borgonha, França, e a mais alta das quatro categorias principais que são: Grand Cru. Premier Cru,  Appellation Communale e Appellation Régionale.

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