Notas de Prova: Equilíbrio no Batalha Tannat 2015

Até que enfim, cheguei para dar o meu feedback sobre o vinho do fim de semana. Recebi uma amostra do Batalha Tannat 2015, um nacional produzido na Campanha Gaúcha. Faz tempo que ouvia falar dessa vinícola, através do amigo Luis Carlos Silva, da DiVino Vinhos, de SP. E, quando se trata de vinho nacional, certamente a vontade de provar triplica. Afinal, sei bem que os nossos rótulos têm se destacado não só no Brasil como pelo mundo afora.

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Sendo assim, aproveitei o sábado para desarrolhar o Batalha, sobretudo porque desta vez eu teria companhia para degustá-lo. Em meio a uma trupe de cervejeiros, eis que a Ana, amiga catarinense, chegou disposta a curtir o friozinho ao lado do nosso néctar dos deuses e dividiu a ampola comigo. Harmonizamos com pizzas de diversos sabores, preparadas pelo maridão e, sim, foi sucesso total!

DIFERENCIAL: POTÊNCIA E SUTILEZA 

O que a gente espera de um Tannat? Ainda mais um daqueles amadurecidos em carvalho? Potência e presença! E esse tinha muito, sobretudo porque o rótulo é bem-feito e equilibrado, do tipo que funciona bem tanto para acompanhar um belo churrasco quanto para harmonizar com as nossas delicadas pizzas. Tudo graças ao enólogo, que acertou na mão ao colocar apenas uma parte do vinho na madeira. Sem dúvida, isso trouxe equilíbrio na medida em que adicionou nuances do carvalho sem impedir que a fruta se expressasse.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Límpido, de coloração rubi, com reflexos violáceos. 

NARIZ: Frutas vermelhas e negras, com destaque para Ameixa e Mirtilo e Framboesas maduras, além de um discreto toque de caramelo, torrefação e especiarias. 

BOCA: Seco, com taninos elegantes e médias acidez e persistência (5 segundos). 

DICAS DE HARMONIZAÇÃO: Carne bovina e de caça, queijos de sabor forte, pizzas e massas recheadas. 

O vinho é elaborado com 11% Merlot e 89% Tannat. As uvas que originaram este vinho foram colhidas manualmente em parreirais na região da Campanha Gaúcha. Após cuidadosa seleção dos cachos, as uvas foram maceradas e passaram pelo processo de fermentação em tanques de aço inox. Uma parte do vinho maturou em barricas de carvalho francês por seis meses.

  • Servir entre 16º e 17ºC.
  • 12,5% de volume alcoólico.
  •   Lote de 4.000 garrafas

POR QUE O NOME BATALHA?

O nome da vinícola se refere à famosa Batalha do Seival,  ocorrida em 1836 onde hoje se localiza o município de Candiota (RS). Foi um conflito militar em que os revolucionários da revolução farroupilha venceram o exército do império brasileiro e ensejaram a República Riograndense.

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Com o objetivo original de derrubar o presidente da província, apenas, os revoltosos gaúchos enfrentaram as tropas imperiais. Sob a liderança do coronel Neto que deslocou-se à região da, hoje, Candiota, onde encontrava-se o comandante imperial João da Silva Tavares, vindo do Uruguai. O coronel legalista João da Silva Tavares tinha se refugiado no Uruguai, depois de reveses que sofreu em combates isolados. Voltou para a Província em Setembro de 1836, comandando uma força de 560 homens, a maior parte recrutada entre rio-grandenses no exílio. Bem armado, Tavares provocou os farroupilhas, passando pela região de Bagé, território guarnecido pela tropa do coronel Antônio de Souza Netto, formada por 430 soldados, muitos dos quais eram uruguaios.

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No dia 10 de setembro, os inimigos se encontraram nas margens do Arroio Seival. Apesar do menor número, os farrapos, investindo com espadas e lanças contra os inimigos, destroçaram a força legalista. O coronel Tavares teve uma perna ferida, mas o pior aconteceu com seus soldados: 180 mortos, 60 feridos e 116 presos. As perdas farroupilhas foram mínimas. Apesar da experiência e da valentia, Silva Tavares poucas vezes venceu um combate, embora sempre pronto para a luta. Derrotado, levou o que sobrou da tropa para a região do Rio Camaquã. A batalha do Seival proporcionou aos rebeldes um dos maiores feitos de toda a Guerra dos Farrapos.


Sem dúvida, o Batalha 2015 é um Tannat com estilo bem brasileiro, o que é ótimo, pois a cada dia sinto que os nossos vinhos são capazes de se expressar com uma personalidade única frente a exemplares de outros países mais tradicionais no cultivo da casta, como o Uruguai, por exemplo.

Clique e veja onde encontrar o vinhos da Batalha no Rio de Janeiro

Em São Paulo, você encontra os rótulos da Batalha Vinhos e Vinhas na DiVino Vinhos na Rua Madre de Deus, 370. Telefone: (11) 99390-9412 – Luis Carlos Silva. 

Então é isso, enoamigos! Espero que vocês tenham curtido mais um post desta série que a cada dia tem conquistado mais espaço aqui no Vila Vinífera. E que sirva de dica para vocês escolherem o próximo vinho.

Ahhhh, e aproveito para deixar claro que só escrevo sobre vinhos cujas amostras provei e aprovei! Se eu não curtir, podem ter certeza de que não mencionarei o rótulo por aqui. 

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

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