Wine Drinks: Prepare Um Refrescante Clericot com Sauvignon Blanc

Um drink que é sucesso garantido nos dias mais quentes!

Vila Vinífera

Sempre adorei drinks com vinho: são bonitos, refrescantes e não deixam de ser uma forma original de degustar a nossa bebida favorita. Pensando nisso, hoje decidi postar para vocês uma receita que deu o que falar no último verão.

Que tal servir um Clericot como Welcome Drink para os seus amigos? É uma ótima pedida para aquela festinha que você organizou para apresentar a nova casa, ou seja, o famoso “Open House”. Escolha um bom Sauvignon Blanc. É aromático e fresco na medida. Deixe de lado essa ideia de que drink é para ser feito com qualquer vinho. Escolha um bom, rótulo, pense no resultado final e vamos lá!

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CLERICOT DE VERÃO

Ingredientes:
  • 1 Garrafa de vinho branco gelado Sauvignon Blanc
  • 2 Xícaras de frutas picadas – uva, maça, manga, morango, kiwi, tangerina/laranja, pêssego, banana (pode parecer uma combinação inusitada, mas pode ir na fé que funciona)
  • 2 Cálices de licor de…

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Vinho & Saúde: Por que o Vinho Pode Ser Considerado um Alimento?

Logo de cara podemos dizer que um alimento é qualquer substância, comida ou bebida, que contribua para a nutrição dos seres vivos. Não só para fins nutricionais, como também sociais e psicológicos.

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O alimento é NUTRICIONAL porque fornece matéria e energia para o anabolismo e a manutenção das funções fisiológicas. SOCIAL, porque favorece a comunicação e o estabelecimento de laços afetivos, bem como as conexões sociais e culturais. E PSICOLÓGICO, porque melhora a saúde emocional, proporcionando alegria e satisfação.

Tendo em vista essa definição, não há dúvidas de que o VINHO É UM ALIMENTO, pois, se por um lado, contém macronutrientes (carboidratos e algumas proteínas), que fornecem energia, por outro dispõe de micronutrientes, como sais minerais, oligoelementos e até vitaminas. Isso porque eu ainda nem mencionei o fato de que o nosso néctar fomenta a comunicação, conexões, enfim, junta as pessoas! Ah, e ainda oferece prazer e satisfação. Ou seja, se existe um produto que atende totalmente a definição de alimento, esse com certeza é o VINHO!

BAIXO TEOR DE PROTEÍNAS

As proteínas geralmente são escassas o vinho (em torno de 1 a 2g por litro). Esse baixo teor no vinho, ao contrário do suco de uva, deve-se ao seu processo de produção. Ou seja, se tomarmos por base que a quentidade de proteína reocmendada é de 1g por quilo de peso corporal, chegamos a conclusão de que o vinho não pode ser considerado uma grande fonte de proteínas.

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SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR

Quanto aos carboidratos, estes podem ser encontrados em proporções variáveis, dependendo da forma com que o vinho é elaborado. Durante a fermentação alcoólica, a maior parte dos açúcares do mosto (suco da uva) é transformada em álcool, graças à ação das leveduras. No vinho tinto, os açúcares residuais, como glicose e frutose, representam apenas de 2 a 3 gramas por litro. Já no vinho branco, essa porcentagem pode ser maior.

Além dos citados acima, o vinho também pode conter outros açúcares, como aqueles naturais do álcool. Em todo caso, com exceção de vinhos doces (com açúcar residual), os de sobremesa e fortificados, a maioria dos presentes no mercado atual é de vinhos secos, com baixo teor de açúcar, sendo que, após a fermentação, este nunca é adicionado a esse tipo de bebida.

0% DE GORDURA

Lipídios (gorduras) são compostos químicos formados, principalmente, por misturas orgânicas de ácidos graxos. O vinho não contém lipídios e é essencial que essa susbtância não chegue nem perto da bebida dos deuses, afinal, certamente isso traria um gosto desagradável. O único risco é que as sementes de uvas, quando esmagadas, podem liberar uma espécie de óleo. Por isso, em algumas ocasiões, é possível visualizar algo gorduroso nas paredes da taça depois que se bebe o vinho, mas é raro, bem raro! Ou seja, em geral, o nosso néctar é 0% gordura.

ÁLCOOL E SAIS MINERAIS

O álcool é outra substância que, óbviamente, aparece no vinho. No entanto, é importante notar que o teor alcoólico de um vinho é determinado pela quantidade de açúcar das uvas durante a colheita. No vinho, o % de álcool indica a proporção deste na garrafa. Por exemplo, 14% contém 105ml de álcool por garrafa de 750ml ou cerca de 140ml por litro. O vinho contém, sobretudo, álcool etílico, mas também podemos encontrar outros tipos de álcool, como Glicerina, Metano, Eritritol, entre outros poli-álcoois.

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Com relação aos sais minerais, vale lembrar que o vinho contém de 2 a 4 gramas de sal por litro. Os minerais que podemos encontrar no vinho são: potássio, sódio, cálcio, cloro, enxofre, flúor, silício, iodo, bromo e boro. Alguns desses elementos são muito raros em alimentos mais comuns de serem consumidos.

O vinho possui, ainda, alguns elementos nutricionais ou oligoelementos, como ferro, cobre, zinco e manganês. Alguns vinhos são bem ricos em ferro, facilitando a boa absorção intestinal. Por outro lado,  o vinho pode conter elementos indesejáveis, como alumínio, chumbo e até mesmo arsênico, embora em proporções praticamente insignificantes.

No vinho também encontramos muitas VITAMINAS, como a B12, B6 e B2, porém, em baixas proporções. O fermentado não contém Vitamina C, apesar desta estar presente naturalmente nas uvas.

OS MARAVILHOSOS POLIFENÓIS

Um dos aspectos que mais é ressaltado nos vinhos fica por conta da quantidade de polifenóis. Isso porque estes são ótimos aliados para a saúde. Se por um lado o vinho branco possui apenas algumas miligramas, por outro, o vinho tinto contém de 1 a 3 gramas por litro de polifenóis que estão, a princípio, concentrados nas cascas, sementes e engaços das uvas.

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E por que se fala tanto em polifenóis? Essas substâncias são famosas por transformarem o vinho num poderoso aliado na prevenção cardiovascular. Entre os fenóis, distinguimos ácidos fenpolicos ou ácido fenólico, flavonóides (ou fator de vitamina P), antocianos, fleuma, taninos, quinonas e resveratrol.

No vinho  encontramos, ainda, ácidos minerais como tartárico, malico e salicílico, entre outros. Todos eles contribuem para tornar o vinho um líquido alcoólico acídico, cujo Ph está entre 2 e 3, ou seja, uma acidez próxima a do estômago. Desta forma, a bebida facilita a digestão de proteínas alimentares. Logo, a recomendação de se consuir o vinho durante as refeições não vem por acaso e também tem uma razão sob o ponto de vista químico-nutricional.


Depois de tudo isso, é impossível encarar o vinho apenas como bebida alcoólica. Não, não é! O vinho é SIM, um alimento que, se consumido com equilíbrio, faz muito bem paea a saúde. Por essas e outras que tantos países incentivam a produção e o consumo do vinho (infelizmente não é o caso do Brasil, mas isso já é história para outro post).

Então é isso, enoamigos! Uma semana repleta de ótimos vinhos para vocês. Até a próxima! Tim-Tim!

Referência: Vinetur

Wine Drinks: Um Tinto de Verano Para Fazer em Casa

Esse Wine Drink é sucesso garantido!

Vila Vinífera

Se você é superfã de um bom vinho tinto, daqueles que não abrem mão da bebida nem no verão, prepare-se, pois hoje vamos ensinar a fazer um drink que virou mania na Espanha, o Tinto de Verano.

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Mas você deve estar aí pensando, “Os espanhóis não são loucos por sangria?”. Então, os descolados dizem que sangria é para os turistas. Já os locais, preferem o Tinto de Verano!

Mais um exemplar para saborear num dia quente, junto com amigos na beira da piscina. Afinal, nada como encontrar formas inusitadas de se degustar um bom vinho.

HISTÓRIA DO TINTO DE VERANO

O drink surgiu em Córdoba, na Espanha, no início do século XX, num bar onde cantores e guitarristas se apresentavam nas noites quentes do verão europeu. Era chamado de Venta de Vargas, em homenagem ao proprietário, Antônio Vargas. Nos dias de maior calor, os moradores da cidade  já chegavam pedindo a bebida…

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Degustando com os Amigos: Ótimos Vinhos e Descontração no Espaço École Du Vin

E eis que o casal querido, Sommelier Marcelo Marques e Patrícia Pacheco, nos convidaram para uma degustação descontraída em seu aconchegante Espaço École Du Vin, em Copacabana. A missão: cada participante levaria um vinho e uma comidinha. Eu e o marido levamos o Espumante Brut da Batalha Vinhos & Vinhas e o Sagiovese Toscano Querciavalle, importado pela Vindame.

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A noite foi muito especial, repleta de risadas e boas histórias, como em qualquer animada confraria. Afinal, o grupo era nota 1000 e, além do Marcelo e da Patrícia, contava com Joana Rangel (do, Blog Divina e Vinho), Fernando Lima (do Blog Vinhos com Fernando Lima) e esposa, bem como mais 3 amigos do casal de anfitriões, todos muito simpáticos e empolgados.

OS VINHOS DA NOITE

E, como diria o amigo Fernando Lima, vamos à análise das ampolas degustadas!

1 – Espumante Casa Marques Pereira Extra Brut: Um bom Champenoise (com segunda fermentação em garrafa). Elaborado com a uva Trebbiano Toscano, possui cor Amarelo-palha, com perlage muito fina e elegante. Muito agradável e perfeito para iniciar os trabalhos e “fazer a boca” para os rótulos seguintes.

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2 – Vinho Verde Vila dos Ingleses: Logo de cara, a cor impressiona. É um rosé que tende para casca de cebola, porém, até mais alaranjado. Muito fresco, frutado e levemente frizante, com notas de pêssego. Geladinho, num dia de verão à beira da piscina…já imagino o sucesso!

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3 – Segredos da Adega Tannat Gran Reserva 2008: Sim, começamos com um Tannat 100% nacional e daquela safra que amacia qualquer potência. Sim, os taninos estavam perfeitos! Coloração rubi, com reflexos granada, a cara da evolução! No nariz, frutas do bosque, mais para compota (geleia), além de um toque de café e couro. Muito agradável e interessante!

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Agora, pausa para uma Vertical de Valmarino Reserva de Família! Sim, o amigo Fernando Lima levou essas duas preciosidades de sua adega para a gente curtir a experiência. Analisamos as safras 2008 e 2013. Vamos lá!

4- Valmarino Reserva de Família 2008: Trata-se de um corte de 30% Cabernet Sauvignon, 30% Tannat, 30% Cabernet Franc e 10% Merlot. Realmente, uma mistura que só tem a ganhar com a guarda. Coloração rubi-intensa, com reflexos granada e sinais claros de evolução em garrafa. Taninos sedosos, mas ainda bem presentes, com notas herbáceas e caráter mentolado. Depois de um tempo na taça, as especiarias tomam conta do nariz. Maravilhoso, sem dúvida, para mim, foi o grande destaque da noite. 13,5 de vol. alcoólico.

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5 – Valmarino Reserva de Família 2013: Logo na cor, a diferença foi bem clara com relação ao exemplar 2008. Era um vermelho-rubi sem reflexos. No nariz, como era de se esperar, bem mais frutado, com toques de café tostado e especiarias. Nesse caso, o corte é de 45% Cabernet Franc, 25% Merlot, 15% Tannat  e 15% Cabernet Sauvignon. Na boca, encorpado, com taninos bem presentes, porém, agradáveis. Um vinho que ainda aguenta uns bons anos de guarda e que ainda tem muito para mostrar. Excelente! 13,0% de vol.alcoólico.

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Depois desses dois espetáculos de tinto, mais uma vez, vamos a um espumante!

6 – Espumante Batalha Brut Método Tradicional (Champenoise): Então, esse espumante foi na minha bolsa de Niterói a Copa, sacolejando e previamente gelado (estava na minha cervejeira). Após a viagem, tudo podia acontecer! E eis que na minha taça a perlage não era numerosa, porém, bem fina. O nariz dele era ótimo, muito tostado, leveduras (aquele pão característico). Na boca também estava ótimo. Só a perlage que ora aparecia, ora não.

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7 – Santa Cristina Branco 2012: Ah, gente, eu amei esse branco italiano. E eu nem sabia que quem produzia era a Família Antinori, tá? Senão eu já chegaria sugestionada..rs. Sim, mas esse branquinho, produzido na Umbria, é elaborado com as uvas Grechetto e Procanico. Apesar de 2012 ainda estava muito vivo, agradável, com cor dourada. Muito fresco, com notas tropicais e geladinho! Delícia!
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8 – Querciavalle Toscano Rosso 2015: Esse foi mais uma das ampolas que eu levei. Da importadora Vindame, o Querciavalle é produzido na mesma região italiana do Chianti Clássico. Um vinho 100% Sangiovese, macio, frutado (eu já tinha provado), com 14% de vol. alcóolico, mas que foi assassinado com requintes de crueldade pelos poderosos tintos servidos anteriormente. Ou seja, enoamigos, em se tratando de degustação, uma regra básica é seguir a ordem dos vinhos. Logo que cheguei, eu já tinha que ter falado com o Marcelo que esse tinto era mais leve. Dei mole! Serve como aprendizado para a próxima 😉

Então é isso, galera da enofilia. Foi um encontro memorável que uniu amigos, vinhos e muitas experiências. Com relação às comidinhas, tenho que dar o merecido destaque ao “Dadinho de Tapioca” da Patrícia. Divino, maravilhoso com os molhinhos agridoces.

Até a próxima, pessoal! Bom vinhos! Ótimas companhias! Tim-Tim!

4 Destinos Europeus Para Amantes do Vinho Branco

Wine Tour para quem não resiste a um vinho branco!

Vila Vinífera

Me considero uma amante dos vinhos, em todas as suas castas e variações. Não só pela bebida, como também por viagens que envolvem vinícolas no roteiro. Pensando nisso, trouxe um tour sob medida para qualquer enófilo, sobretudo aqueles que adoram um fermentado de uvas brancas.

Borgonha e Piemonte são destinos europeus clássicos quando se pensa em vinho branco. Mas, que tal sair um pouco desse roteiro previsível? Eu curti muito essa ideia e me surpreendi com os lugares lindos que estão fora do radar da maioria dos winelovers.

Vamos viajar juntos? Então, apertem os cintos.

Rias Baixas, Espanha

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A Albarino é a rainha de Rias Baixas, região do noroeste da Espanha, e corresponde a 90% de todas as uvas plantadas no local. É uma das poucas castas espanholas que produzem um único vinho varietal. Produz bebidas com frescor e acidez, notas de pêssego e damasco, além de aroma floral maravilhoso, com toque mineral.

O QUE FAZER?

Conheça o sabor da…

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Notas de Prova: (Tellus 2015): Toda a Personalidade de um Syrah Italiano

Sim, você leu certo! Syrah italiano! Aliás, quando se trata de vinhos do país da bota, a gente já espera logo por castas clássicas das regiões, como Sangiovese, Nebbiolo e por aí vai… Enfim, cepas francesas geralmente aparecem em cortes com uvas tipicamente italianas. Porém, não neste caso. O Tellus, que recebi da Winebrands Brasil, é um vinho 100% Syrah, produzido pela vinícola Falesco na região de Lazio, a 300 de altitude e amadurecimento de 5 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso. 

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GARRAFA LINDA, INSPIRADA NOS ROMANOS

Antes de tudo, vale citar que o nome Tellus remete à deusa romana da terra, tanto que sua ampola (linda, por sinal!) foi inspirada nas antigas garrafas do império romano, mais baixa e larga na lateral, do tipo que chama a atenção em qualquer prateleira.

Criado em 2009, seu rótulo é o quadro vencedor de um concurso com artistas, no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Agora que já falei um pouquinho sobre ele, vamos às notas de prova!

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NOTAS DE PROVA

Achei o vinho elegante e com notas bem típicas da uva Syrah. Sabe aquela picância, própria dos fermentados da casta? Esse tem! É do tipo que acompanharia superbem com carne temperada com especiarias. Perfeito!

 

VISUAL:  Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos. Bem límpido, possui cor de vinho jovem mesmo e logo de cara a gente já imagina uma safra 2015 ou 2016 (neste caso, 2015).

OLFATIVO: Frutas do Bosque, ameixa e especiarias, com nuances de pimenta-do-reino.

BOCA: Picante em boca, com médio corpo e taninos presentes, afinal, trata-se de um vinho jovem. Mas nada que incomode o paladar. Deixa a boca enxuta e conta com média persistência (contém uns 6 segundos).

  • Recomendo aerar em Decanter, a fim de estimular a liberação de todos os aromas e amaciar os taninos.

  • É um vinho pronto, mas que pode esperar na adega por mais uns 3 anos e só tem a ganhar.

  • A presença da madeira é bem discreta, mal se nota. Provavelmente pelo fato de ter passado por barricas de segundo uso. Supercombinou com o estilo do vinho. Eu curto!


Então é isso, enoamigos! O Tellus Syrah 2015 está à venda no site da importadora Winebrands Brasil.

Até a próxima e ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

La Vie en Rosé: Saiba Tudo Sobre os Rosados, com Direito a Dicas de Vinhos Para Curtir na Primavera

O que é o que é: não é tinto, mas tem tanino. Não é branco, mas esbanja acidez. Sim, é ele! O meu queridinho Rosé, que me encanta, sobretudo, por sua versatilidade e variedade de estilos. 

Com a chegada oficial da Primavera, os rosados se apresentam como ótimas opções, seja para acompanhar o happy hour e as festinhas à beira da piscina ou simplesmente para apreciar um belo pôr-do-sol à beira mar.

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Liberte-se do preconceito e se abra ao Rosé, que foi a bebida oficial do último verão na França, onde cujas vendas já ultrapassaram as do vinho branco! Sem falar que é o favorito de celebridades como Madonna, Sting e Drew Barrymore. Mas, se você pensa que se trata de uma moda recente, saiba que o Rosé faz parte do mundo do vinho há séculos.

DE ONDE VEM O VINHO ROSÉ

Se o vinho tinto é feito com uvas tintas e o branco com uvas brancas, do que é feito o rosado? Uma vez que as uvas rosadas não existem (com exceção da Zinfandel, mas aí é outra história), a melhor forma de se produzir um bom Rosé é através do contato do suco da uva (mosto) com as cascas. Afinal, são elas que contém as antocianinas, substâncias que transmitem cor à bebida. E quanto maior for o contato do mosto com as cascas, mais cor terá o vinho!

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Ou seja, a cor do Vinho Rosé se dá pelo contato do suco (mosto) com as cascas, visto que, sem elas, o resultado será simplesmente o de um vinho branco. E esse contato dura o tempo necessário para um vinho mais claro, casca de cebola, ou mais escuro, em tom de cereja. Pode durar de 1 a 6 horas, de acordo com a preferência do enólogo.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Os vinhos mais claros sempre estiveram presentes ao longo da história do vinho. Evidentemente, o termo rosé não era empregado, mas o aspecto lembrava muito essas cores rosadas, alaranjadas e as várias tonalidades assumidas pelo rosé. Isso é mais ou menos intuitivo de conceber, pois em épocas remotas, a técnica de vinificação era rudimentar e pouco dominada. Portanto, as macerações eram relativamente curtas e os vinhos eram tomados normalmente jovens.

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Além disso, era muito comum fermentarem juntas, uvas brancas e tintas. Não havia o conceito de envelhecimento do vinho, sobretudo antes da existência da garrafa e da rolha. Este gosto antigo chamava esses vinhos como vinhos de prazer. Os vinhos de cores mais acentuadas, semelhantes ao que conhecemos hoje, eram denominados vinhos de alimentação, destinados aos trabalhadores braçais. Eram frutos de macerações longas, prensagens grosseiras, elaborados com pouco cuidado. Os termos usados para esses vinhos eram vin nourriture e vinum rubeum.

Na Idade Média, em vários quadros onde o vinho aparece, notamos uma cor que nos lembra os vinhos rosés. Na época, chamado de Vinum Clarum ou Claret. A foto abaixo ilustra este fato.

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4 RÓTULOS PARA DESCOBRIR OS ROSÉS

Agora que vocês já conhecem um pouco mais sobre os Rosados, que tal ir mais a fundo e degustar Rosés de países e estilos diferentes? Aqui eu indico 4 rótulos para começar a brincadeira:

  1. Rosé Francês:

    Falar de rosé no mundo é falar de França. E falar de França, é falar de Provence, seu grande vinho emblemático. 

L’Opale de la Presqu’Ile de St. Tropez é um vinho elegante, fresco e muito saboroso. O visual é de coloração casca de cebola, acobreado, é bem típico da região. Límpido e muito brilhante, possui aromas que lembram rosas, morango fresco, cereja e canela.

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2- Rosé Português:

Cor-de-rosa e refrescante, o estilo do Mateus, Rosé mais vendido em Portugal, conta com uma efervescência ligeira e extremamente versátil.

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Criado em 1942, o Mateus tem aquela garrafa linda e estilosa, cujo formato foi inicialmente inspirado nos cantis usados pelos soldados na Primeira Guerra Mundial. Era o preferido de Jimmy Hendrix e, até hoje, dizem que a Rainha Elizabeth II tem sempre uma garrafinha de Mateus em sua adega.

3- Rosé Argentino:

O estilo do Rosé Argentino, elaborado com a uva Malbec, costuma tender mais para a cor cereja. Em alguns casos chega a ser só um pouco mais claro que um tinto. O Crios, da Susana Balbo, na minha opinião, é o melhor em termos de cor, olfato e paladar. Possui nuances de frutas vermelhas e negras frescas, com notas florais. Ótimo Custo-benefício, da Importadora Cantu Wines.

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5 – Rosé Brasileiro:

Claro que eu não poderia deixar de sugerir um Rosé 100% nacional. Sou simplesmente APAIXONADA pelo Marie Gabi, da vinícola Routhier & Darricarrère, da Campanha gaúcha (RS). A cor dele é um casca de cebola bem clarinho, do tipo que fica macerando por, no máximo, 1 hora. Além do rótulo fofo, o Marie Gabi possui toques cítricos e herbáceos. No aroma, notas florais, de amêndoas e frutas vermelhas. Vale a pena!

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Então é isso, viníferos! Fico feliz em ver que mais e mais enófilos estão se rendendo ao néctar rosado, que ainda tem muito o que ser descoberto. Todos os rótulos listados acima foram provados e aprovados por mim e a maioria conta com um ótimo custo-benefício.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Vine Pair, Vinho Sem Segredo