Notas de Prova: Um Verdejo Leve e Perfeito Para os Dias de Calor

Enoamigos, estamos na temporada dos brancos, rosés e espumantes. Pelo menos para mim, claro, pois sei de gente que não abre mão do tinto por nada no mundo. Vinho tinto no calor me dá mais calor ainda, sobretudo aqui no Rio, onde os termômetros já marcam de 30 graus para cima.

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Então, imaginem a minha alegria quando recebi da WineBrands esse Verdejo Espanhol da Real Compañía de Vinos? Degustei sem medo de ser feliz! Sem falar que me deu a maior vontade de falar para vocês sobre essa uva branca, menos comum por aqui. É leve e fresca, com ótima acidez. Harmoniza com verão e frutos do mar. Amei!

CONHEÇA A VERDEJO

A uva branca Verdejo possui grande notoriedade e é destaque nas regiões espanholas de cultivo e elaboração de bons vinhos. Os exemplares elaborados com a Verdejo são muito elegantes, frutados e frescos, apresentando, em geral, elevado teor alcoólico, além de possuir uma acentuada acidez.

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Usada com sucesso na elaboração de vinhos varietais, a Verdejo também apresenta ótima combinação com as castas Sauvignon Blanc e Viura. Os vinhos produzidos a partir da uva Verdejo costumam ser consumidos ainda jovens, entretanto, é possível encontrar excelentes rótulos com maturação prolongada, chegando a uma década.

A Verdejo confere aos vinhos uma coloração verde dourada, que pode variar de acordo com o método de vinificação utilizado por cada produtor. A uva produz vinhos conhecidos por seu caráter cítrico e herbáceo, além do peculiar toque de noz e nuances de mineralidade.


NOTAS DE PROVA

Visual: Amarelo-palha médio, com reflexos verdeais, é límpido e transparente. Fica lindo na taça.

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Olfato: Notas de frutas brancas, cítricas e um toque herbáceo bem particular.


Gustativo: Em boca, é leve, fresco e equilibrado. Pouco se sente os 14,5% de teor alcoólico. Tem um retrogosto meio-amargo, próprio da casta.


Harmonização: Frutos do mar, incluindo pratos da culinária oriental, sobretudo japonesa e tailandesa.


Enfim, amigos, certamente a partir de agora vocês verão mais comentários sobre vinhos brancos, rosés e espumantes. Isso não quer dizer que os tintos não serão consumidos até segunda ordem. Afinal, um Pinot Noir numa temperatura menor, assim como outras castas mais leves, como Pipeño e Gamay são sempre bem-vindas, inclusive no calor que tem feito por aqui. Mas tem sempre aquele dia em que a harmonização pede um tinto. Com ar-condicionado bombando, claro!

Ótima semana para vocês! Bons vinhos! Tim-Tim!

*Este post é um publieditorial.

Referência: Mistral.

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Wine Tour: Conheça 12 Vinícolas Incríveis ao Redor do Mundo

O que a princípio deveria ser uma simples visita, seguida por degustação de alguns rótulos, acaba se tornando uma verdadeira ostentação em determinadas vinícolas. Com arquitetura imponente e serviços de alta classe, sem dúvidas, elas fazem parte do imaginário de grande parte dos enófilos em todo o mundo.

Esses “templos de Baco” estão, em sua maioria, localizados em regiões vinícolas de grande tradição e suas instalações realmente impressionam. Sendo assim, compilamos uma lista de 12 vinícolas, algumas contruídas por nomes como Gehry e Calatrava, em locais como Napa, Rioja e Bordeaux. E se você é um autêntico apreciador de vinhos, certamente vai colocá-las em suas listas de futuros roteiros. Afinal, trata-se de lugares capazes de revirar os sentidos, tanto pelo que se vê quanto pelo que se prova.

 

1 – Bodegas Ysios

Esta vinícola, desenhada por Santiago Calatrava, na região espanhola de La Rioja foi concebida como um verdadeiro local de culto ao vinho.

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Chateau Margaux (França)

Simplesmente uma das vinícolas bordalesas mais famosas do mundo, cuja mansão é tão conhecida que estampa, inclusive, os rótulos de suas preciosas garrafas.

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3. Mission Hill Winery

O ponto alto desta vinícola canadense é o campanário de 12 andades, cujo propósito é o de acolher os convidados e despertar seus sentidos enquanto os sinos tocam.

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4. Darioush Winery

Toda a propriedade desta vinícola em Napa Valley assemelha-se a um palácio persa, em homenagem aos herdeiros do trono.

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5. Chateau Pichon Lalande

Um dos castelos mais fotografados em todo o mundo, esta vinícola de Bordeaux é, agora, propriedade da família Rouzaud, igualmente dona da Maison de Champagne Louis Roederer. Linda de viver!

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6. Marques de Riscal

Quando a vinícola espanhola Marques De Riscal decidiu que cada um dos seus visitantes deveria experimentar o espírito inovador e o mundo de sensações incorporadas pela vinícola, os proprietários se voltaram para o famoso arquiteto Frank Gehry. A construção tem algo futurista que impressiona. Maravilhosa!

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7. Dornier Winery

Projetada pelo fundador da vinícola, Christoph Dornier, esta vinícola sul-africana parece fazer parte da paisagem em sua volta.

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8. Castello di Amorosa Winery

Com ares medievais, esse castelo nem parece estar localizado na região californiana de Napa, nos EUA. Também pudera! Dario Sattui estava determinado a erguer o edifício mais belo e interessante da América do Norte e que, ainda por cima, produzisse vinhos incríveis.

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9. Opus One

Projeto conjunto entre o Baron Philippe de Rothschild e Robert Mondavi,  a vinícola Opus One foi criada para produzir o primeiro vinho ultra premium dos Estados Unidos. Tanto a vinícola quanto o rótulo em questão são verdadeiros ícones do mundo de Baco.

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10. Chateau DuCru Beaucaillou

Projetado pelo famoso arquiteto parisiense Paul Abadie, este castelo de Bordeaux é tão icônico que, como Chateau Margaux, também estampa o rótulo de seus vinhos.

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11. Ledson Winery

A construção francesa com ares da Normandia desta vinícola de Sonoma tornou-a famosa antes mesmo do vinho. E, graças a atenção que a família Ledson recebeu em virtude da propriedade que seus integrantes decidiram optar por produzir vinho antes de qualquer outra coisa.

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12. Bodegas Sommos

Uma das vinícolas mais modernas da Espanha, a Sommos tem sua construção superparecida com uma borboleta. Outro exemplo de arquitetura futurista nos vinhedos espanhóis.

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Então, enoamigos, espero que tenham curtido o post! Já fazia tempo que não pesquisava sobre lugares maravilhosos do mundo do vinho e curti muito! Afinal, esses são de tirar o fôlego!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referência: VinePair Fotos: Shutterstock

WineStyle: O Vinho do Verão É Verde!

O vinho verde é uma opção fresca e acessível para esse verão!

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Sem dúvida, o Vinho Verde tem tudo a ver com o verão. Frescos e jovens, esses exemplares são agradáveis e fáceis de beber. Ou seja, trata-se do companheiro perfeito para um dia de sol e calor (na praia, inclusive!).

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Além disso, os Vinhos Verdes geralmente são bem acessíveis. Sendo assim, com mais ou menos R$5o é possível adquirir um rótulo que tem tudo para ser aquele sopro refrescante num dia quente. Produzido em Portugal, ele pode, ainda, ter uma leve qualidade efervescente que acentua sua acidez e frescor. 

Muitas vezes, uma taça de Vinho Verde geladinho pode se apresentar como um oásis em pleno sol escaldante. Aliás, no verão, o Vinho Verde pode ser uma ótima alternativa ao espumante, seja como aperitivo ou para acompanhar um belo prato de frutos do mar, incluindo, aí, as delícias da culinária japonesa.

REGIÃO DEMARCADA DOS VINHOS VERDES

Na real, o Vinho Verde não é verde. Trata-se de um exemplar branco, que provém de…

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MasterClass da Belle Cave Encanta com Excelentes Rótulos do Velho Mundo

Rio de Janeiro – No último dia 30 de novembro, a Importadora Belle Cave brindou enófilos e profissionais do mundo do vinho com uma super MasterClass no salão de eventos do Hotel Emiliano, na qual apresentaram grandes nomes do seu portfólio. E o melhor:  com participação dos próprios responsáveis das vinícolas, que vieram ao Brasil especialmente para nos mostrar seus rótulos.

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Sem dúvida, o destaque ficou por conta dos pequenos produtores escolhidos pela Belle Cave para figurar em seu portfólio. Tudo isso foi citado logo no início do evento pelo proprietário, Ulisses Kameyama, assim como a participação das mulheres na elaboração dos vinhos.

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Ulisses Kameyama e Francis Brulez, Fundador da Maison Louise Brison

Tradicionais e atenciosos, os representantes das vinícolas surpreenderam a todos com vinhos carregados de alma e personalidade. Bora falar sobre as vinícolas e os rótulos que mais me chamaram a atenção 😉 :

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O evento teve início com a Maison Louise Brison, da região de Champanhe, que produz exclusivamente rótulos safrados (millésimes). Trata-se de um produtor de boutique, que segue um conceito artesanal único, resultando em champagnes realmente especiais.

Fundada em 1991, a casa possui 13 hectares de vinhas plantadas em Côtes des Bar, departamento de Aube, Champagne, lugar onde a Pinot Noir amadurece com perfeição, vigor e muito sabor. Praticam a cultura orgânica desde a fundação e, assim, prezam pela integridade da terra, identidade do terroir e tradição de Champagne.

Champagne Louise Brison – Cuvée Tendresse 2008

Vinificado em barricas de carvalho usadas, com fermentação malolática parcial, o Cuvée Tendresse amadurece 8 meses em barrica e envelhece em garrafa, sobre as borras, ao longo de 7 anos, para que o vinho ganhe complexidade. E que complexidade. Notas de tostado e pão brioche exuberantes fazem jus às premiações do rótulo, superelegante!

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  • Medalha de Ouro – Chardonnay Du Monde 2016
  • Medalha de Prata – Decanter World Wine Awards 2016
  • Medalha de Ouro – Concurso dos melhores vinhos franceses nos EUA (Miami, 2016).

Champagne Louise Brison Rosé 2010

Me apaixonei por esse Rosé, 100% Pinot Noir. Diferente de grande parte dos rótulos rosés da Champanhe, elaborados por mistura (de branco e tinto), aqui temos um exemplar produzido por Maceração, através do qual o mosto fica por 4 dias em contato com as cascas. 

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Outro ponto é que ele não passa por fermentação malolática e amadurece 8 meses em barris de carvalho, com envelhecimento “sur lies” (contato com as leveduras) na garrafa de junho de 2011 e degórgement (retirada das leveduras) em 2016.

De acordo com o fundador da Maison, Francis Brulez, trata-se de um champanhe perfeito para harmonizar com um churrasco tipicamente brasileiro.


SARAH SELECTIONS, NAVARRA

Enfim, nossa viagem chega à Espanha, sobretudo Navarra. Como boa apreciadora dos Rosés, na mesma hora já fiquei ansiosa pelo que viria. E, além do rosado, adorei um 100% Garnacha Blanca de ótimo custo-benefício (75,00), servido logo no início da apresentação realizada pela própria Sarah Martinez, que nos brindou com um portuñol supersimpático e atencioso.

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Sarah Martinez em ação.

Sarah Selections é uma empresa criada por Sarah Martinez-Lagos e Leon Florez em 2013. Eles conseguiram unir vários produtores de toda a Espanha que têm o objetivo de trabalhar de mãos dadas com o maior respeito pelo terroir deles.

Latido de Sarah 2016, Navarra (100% Garnacha Blanca)

Vinificado em tanques de inox, o Latido de Sarah Blanco 2016 recebeu 86/100 pontos do renomado crítico James Suckling e custa só 75,00 no site da Belle Cave.

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Latido de Sarah 2016, Navarra (100% Garnacha)

Quem me conhece sabe da minha paixão por Rosés e esse me conquistou logo de cara. Não só porque sou amante dos rótulos de Navarra, mas porque amei as notas de maçã, cereja e melancia. Superdiferente! Sim, e você encontra esse rosé no site por módicos 75,00 (me conquistou!). 

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DOMAINE BOUCABEILLE, CÔTES-DU-ROUSSILLON VILLAGES

Chegamos ao sul da França, mais precisamente no Languedoc Roussilon, região que vem produzindo vinhos interessantes e com excelente custo-benefício.

Os vinhos do Domaine Boucabeille são produzidos na colina da Forca Real (altitude de 505 metros), 15 quilômetros ao norte de Perpignan. No cume, dá para enxergar toda a planície do Roussillon e o mar. Por este motivo, a Forca Real sempre serviu de covil para os pescadores da região.

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Jean Boucabeille explica sobre a cultura em colinas utilizada no vinhedos do Domaine.

A colina é composta de xistos  com ardósia de 450 milhões de anos de idade! Este tipo de terroir favorece a produção de vinhos redondos, longos na boca, complexos e elegantes. Por que? Por que os xistos permitem às raízes das vinhas se afundarem profundamente para encontrar a água e minerais que precisam. E com o sol do sudeste, o vento do noroeste e o ar fresco da altitude, o vinhedo quase não precisa de cuidados.

Monte Nero 2015 (32% Grenache, 40% Syrah, 28% Mouvèdre)

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Para mim, esse foi o grande destaque do Domaine Boucabeille. Aliás, a Grenache (ou Garnacha, em espanhol) foi a uva mais comentada desta Master Class. Elaborado com uvas provenientes de vinhedos de mais de 30 anos de idade, o Monte Nero recebeu nada mais nada menos que 90/100 pontos do grande crítico Robert Parker.

O Monte Nero possui nuances de frutas negras e violeta. Em boca é elegante e equilibrado.


VIGNOBLES MAYARD, CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE

O Vignobles Mayard é familiar, com vinicultores que já estão em sua 5ª geração, entre eles Didier, Françoise (que nos brindou com uma linda apresentação) e Beatrice. Eles gerenciam 43 hectares da denominação CHATEAUNEUF DO PAPE, produzindo cerca de 140 mil garrafas, incluindo de 1000 a 15.000 garrafas do rótulo branco, que sem dúvida, foi um dos que mais me surpreendeu. Adorei!

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Françoise Roumieux fala sobre os vinhos de sua família

Localizado no coração da Vila de Châteauneuf Du Pape, o vinhedo Mayard está situado num belo castelo do século XVII.

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Châteauneuf-du-Pape La Crau de Ma Mère Blanc 2016

Esse branco foi uma das grandes surpresas do evento. Com aroma de flores, frutas brancas e ótima acidez, sem dúvida conquistou o paladar dos presentes. Infelizmente essa belezinha ainda não está disponível no mercado brasileiro. Aguardamos com ansiedade!


VINÍCOLA BASILÍSCO

A vinícola Basilisco foi fundada na década de 90. Está localizada em Basilicata, sul da Itália – no “solado da bota”- entre Puglia, Campanha e Calábria. Aglianico del Vulture é a única DOC da região estabelecida na encosta do Monte Vulture – um vulcão extinto, responsável por desenhar a região e pela composição do solo.

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Francesca Festa

A propriedade se beneficia da herança deixada pelo vulcão, além do distinto terroir, possui 8 cavernas seculares escavadas em meio a lava petrificada que, naturalmente, mantém a temperatura e umidade ideais para o amadurecimento do vinho.

Os vinhos foram apresentados pela simpática Francesca Festa, que falou sobre a vinícola e seu terroir, que produz vinhos muito interessantes, sobretudo em virtude do solo tão peculiar.

Basilisco, Aglianico del Vulture, Basilisco 2010 (100% Aglianico)

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Amei esse tinto, que se expressa com muita personalidade. De cor vermelho-rubi com reflexos violeta, conta com um nariz de frutas negras, café e um leve toque mineral (provavelmente por conta do solo vulcânico). Muito elegante, levou 91/100 pontos do aclamado crítico Robert Parker.


QUINTA DE LEMOS

Portugal não podia ficar de fora desta MasterClass. Hugo Chaves e Eduardo Figueiral falaram dos vinhedos da Quinta de Lemos, localizados na região do Dão, uma das mais valorizadas e badaladas em terras lusitanas.

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A Quinta de Lemos é um projeto de Pierre de Lemos, cuja família possui um grupo têxtil (Celso de Lemos) e decidiu, ainda, investir na produção de vinhos de alta qualidade. Para tanto, não poupou esforços e trouxe para a equipe o renomado enólogo Hugo Chaves e, juntos, produzem vinhos elegantes e que exprimem maravilhosamente o terroir do Dão.

Quinta de Lemos, 100% Alfocheiro 2010

De cor rubi, esse Alfocheiro surpreende pelo equilíbrio e harmonia, com nuances de frutas vermelhas, terra úmida e flores. Recebeu 17/20 da Revista de Vinhos, uma das publicações mais importantes de Portugal. Amei!

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VINÍCOLA GIOVANNI CORINO, PIEMONTE, ITÁLIA

Os vinhedos, atualmente conduzidos por Giovanni e Giuliano Corino, têm como carro-chefe os Barolos, belos vinhos elaborados 100% com a uva Nebbiolo. A empresa é do tipo que respeita a natureza, não fazendo uso de pesticidas na produção.

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O jovem Andrea Corino

Hoje, a empresa cultiva 9 hectares de vinhas, no município de La Morra, com uma produção anual de cerca de 50 mil garrafas. Andrea Corino (3ª geração da família) falou sobre cada um dos três Barolos que levaram para a MasterClass, todos maravilhosos! Porém, um deles me chamou mais a atenção:

Giovanni Corino, Barolo DOCG Giachini 2013

De coloração vermelho-rubi com reflexos granada, esse Barolo possui toda a tipicidade desta pérola do Piemonte. No nariz, frutas vermelhas, flores e um toque mentolado muito particular. E como um Barolo tão expressivo pode ser de safra 2013, apenas? Segundo Andrea Corino, “Foi uma safra espetacular!”. Simples assim. Realmente, foi para fechar com chave de ouro.

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GRANDE DEGUSTAÇÃO BELLE CAVE

Após a MasterClass, rolou uma degustação com mais de 60 produtores que fazem parte da Belle Cave, reunindo enófilos, trade, press e profissionais do mundo do vinho. Conhecemos muitos rótulos primorosos, muitos deles apresentados pelos próprios representantes das vinícolas. E, como sempre, tive a oportunidade de encontrar os amigos que nutrem uma mesma paixão pelo vinho.

Então é isso, meus queridos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Facebook: /bellecavebr
Instagram: @bellecaveimportadora

 

Descubra as Diferenças entre os Vinhos Biodinâmicos, Orgânicos e Naturais

Descubra as diferenças entre vinhos orgânicos, naturais e biodinâmicos. Não é tudo a mesma coisa, viu?

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Então, estava eu assistindo um programa de TV sobre vinhos aqui com o marido. E no momento em que os trabalhadores do vinhedo começaram a fazer adubo para as videiras, afirmando que “estavam passando as energias positivas”, o marido saiu da sala…ahahahaha… “Ah, parei! Que coisa mística, que frescura!”. Porém, o próprio produtor biodinâmico disse em entrevista que não tinha “nada de místico”.

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Sim, acredito que muitos telespectadores (inclusive você, que está me lendo agora), devem ter ficado com a pulga atrás da orelha: “Que raios é isso, de vinho orgânico? Biodinâmico? Natureba? Bicho-Grilo?”. Mais uma vez, decidi pesquisar e ir à caça de informações. Afinal, uma boa dose de conhecimento pode quebrar muitos preconceitos.

VINHOS ORGÂNICOS 

Os vinhos orgânicos são conhecidos pela ausência de práticas agressivas e invasivas desde o vinhedo, nos quais o uso de herbicidas, pesticidas, fertilizantes e qualquer outro aditivo tóxico industrial é totalmente proibido

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Wine Drinks: Mimosa é Garantia de Sabor e Elegância

Mimosa supercombina com a estação e é superfácil de fazer!

Vila Vinífera

O calor está aí instalado e não há nada que possamos fazer para reverter esse quadro, retornando ao friozinho de antes. Sendo assim, o melhor é se entregar e lançar mão de espumantes, brancos, rosés e drinks geladinhos.

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Em busca de receitinhas de wine drinks, me deparei com um coquetel que eu amo, sendo que o mesmo ainda é super prático e fácil de preparar. Sabe aquela bebida simples que surpreende? O Mimosa é assim! Fica perfeito para receber seus convidados em um dia quente, ao ar livre, não importa se a ocasião é almoço, jantar ou pic-nic. Ao mesmo tempo, cai bem numa noitada animada, dessas com muita música e gente bacana.

HISTÓRIA DA MIMOSA

O Mimosa é um coquetel superchique, geralmente servido em hotéis de luxo e voos de primeira classe. Os ingredientes são os mesmos do Buck’s Fizz, um drink bem parecido, sendo que neste caso é possível utilizar o…

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Notas de Prova: Novo Moscatel RAR, Direto do Vale de São Francisco

Enoamigos, hoje cheguei com mais um post da série Notas de Prova. Desta vez com um Moscatel que recebi no kit do mês do Club RAR, empresa do lendário Raul Randon. Aliás, faz um tempo que sou fã da marca, sobretudo dos queijos e vinhos (em parceria com a Miolo Wine Group). A linha Gran Formaggio, por exemplo, é de alta qualidade e uma delícia!

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MOSCATEL DO VALE DE SÃO FRANCISCO

Então, vamos falar do vinho. Os moscatéis brasileiros estão superbadalados e têm conquistado medalhas pelo mundo afora. E um dos terroirs que vem chamando a atenção na produção de espumantes desse estilo no Brasil é o Vale de São Francisco, em Pernambuco, próximo de Petrolina. Sem dúvida, é um local que tenho muita vontade de conhecer e está no meu roteiro de Wine Tour.

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Vinhedos do Vale de São Francisco – Foto: Uol

Ok, nem todo mundo curte um vinho docinho. E, sim, o Espumante Moscatel da RAR é um Vinho de Sobremesa, mas que também pode ser apreciado como aperitivo, antes do início dos trabalhos. Eu sou do tipo que acha que existe um estilo de vinho para cada momento. E a uva moscatel, por sua doçura (pense na reputação dos moscatéis de Setúbal, por exemplo..) fica maravilhosa em rótulos que harmonizam perfeitamente com sorvetes, tortas e doces de frutas, em geral. Inclusive, a minha favorita é com torta de maça ou limão – e quem me conhece sabe que se trata dos meus doces favoritos.

Vale ressaltar, ainda, que o método de produção é o ASTI, com uma única fermentação em tanques de inox.

OPÇÃO REFRESCANTE PARA O VERÃO

Tenho vários amigos e amigas que são fãs dos espumantes moscatéis e que, sim, levam essa delícia para além da sobremesa. Geladinho, num dia quente de verão à beira da piscina, por exemplo. Ou até na praia! Por seu baixo teor alcóolicoe açúcar residual, acaba sendo uma opção mais leve para aqueles que não curtem vinhos secos e cerveja.

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ANÁLISE: NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha claro, com nuances verdeais e perlage fina e persistente. Espuma muito cremosa! 

OLFATIVO: Além do cheiro característico da uva (o Moscatel é um dos poucos vinhos em que o aroma da uva se sobressai), também é possível perceber outras frutas, como pêra, abacaxi e maçã verde. Além disso, é bem “florido” e com um toque de mel irresistível. É realmente muito agradável no nariz!

GUSTATIVO: Na boca é doce, sem ser enjoativo. Possui uma boa acidez e equilíbrio. A gente sente a cremosidade na boca. É leve e um parcerio ideal para sobremesas à base de frutas.


COMPLEMENTO DO KIT DO CLUB RAR

O RAR é um Clube que vai além do vinho, tendo uma pegada mais gourmet. Tanto que recebi, além do Espumante Moscatel, uma bandeja do Queijo Gran Formaggio Grana Padano, que eu amo! Sem brincadeira: é um dos melhores granas que já degustei. Ele é salgado, cremoso em boca e, ao mesmo tempo, com um toque adocicado.

O kit vem, ainda, com um Molho Pesto Rosso Italiano, perfeito para combinar com o Spaghetti Al Nero Di Seppia, também uma iguaria do país da bota. Vale destacar que a massinha (que eu ainda não provei, mas o farei em breve) é elaborada com sêmola de trigo de grano duro e tintura de lula. Ou seja, deve ficar o máximo também com um molho à base de camarão ou frutos do mar. Curti tudo!

Ah, se você quiser receber um kit como esse todos os meses, é só acessar o site da RAR. Lá você encontra, além de um link para se associar ao Clube, várias sugestões de vinhos, presentes, enfim, tudo muito bacana e delicioso.


Então é isso, meus queridos! Amanhã é sexta e com certeza vou divulgar uma receitinha de Wine Drink aqui para vocês. Espero que tenham curtido o post.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim

*Este post é um publieditorial.