Notas de Prova: Menegotto Mostra Que Um Espumante Moscatel Pode Ir Além da Sobremesa

Sou completamente fascinada por harmonização entre vinho e comida. E, desde que recebi uma amostra de espumante moscatel da Carpe Vinum, decidi que não iria testá-la com nada óbvio, como torta de maçã ou sorvete de creme.

WhatsApp Image 2017-08-15 at 22.38.10 (1)

Lembra quando eu mencionei que no inverno acabo sempre com apenas uma garrafa de vinho branco na adega? Pois é, gosto de ter um rótulo do estilo para harmonizar com comida japonesa, fondue de queijo, entre outros pratos que, no meu entendimento, acompanham bem um branco. Contudo, ao retornar de viagem, minha adega estava carregada de tintos (sempre acabo me rendendo a eles, ainda mais no friozinho) e ao procurar por opções, lá estava a garrafa do Menegotto Moscatel, se oferecendo para mim.

MOSCATEL E COMIDA JAPONESA?

Peguei a garrafa e liguei para o Restaurante Japonês. Vamos testar algo nada óbvio. Voilá!

Sei que os espumantes moscatéis são doces e, portanto, combinam bem com sobremesas. Porém, o doce também pode contrastar, por exemplo, com o salgado do molho shoyo. Sem falar que o frescor das borbulhas pedem algo fresco, como sushi e sashimi. Por que não?

MENEGOTTO MOSCATEL 

Elaborado com as cepas Moscato Branco (80%), e Malvasia de Cândia (20%),  o Menegotto é elaborado pelo tradicional processo Asti italiano. A tomada de espuma acontece em autoclaves com controle de graduação alcoólica até atingir 7,5% de álcool.

350x450

O espumante é produzido pela Vinícola Courmayeur, fundada em 1976 na região de Garibaldi, na Serra Gaúcha, que é, sem dúvida, uma das melhores para a produção de borbulhas. O nome Courmayeur provém de uma comuna italiana da região do Valle d’Aosta, na fronteira com o território francês, ou seja, já senti que de método italiano eles entendem.

O MÉTODO ASTI

Asti está ligado ao processo de elaboração e é o nome de uma cidade italiana, na região do Piemonte, onde esses espumantes são elaborados há muito tempo. O método Asti é uma variação do Charmat, através do qual a fermentação ocorre em cubas de aço inoxidável. Contudo, ao contrário do método Charmat, em que o vinho base é colocado para fermentar pela segunda vez, a fim de produzir álcool e gás carbônico, no método Asti ocorre apenas a fermentação.

Logo, o mosto é colocado nas cubas junto com leveduras que irão consumir o açúcar do líquido, transformando-o em álcool e gás carbônico. A fermentação é interrompida quando o teor de álcool atinge 7% ou 8%. Como as uvas são mais doces que outras variedades, o resultado é um espumante adocicado (com alto teor de açúcar), de baixo teor alcoólico, leve, refrescante e muito aromático.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha com nuances esverdeadas. Perlage fina e persistente.

OLFATIVO: Notas de mel e flores brancas. 

GUSTATIVO: Doce, sem ser enjoativo. As notas de nariz se confirmam em boca. Apesar de leve, possui boa cremosidade de frescor.

WhatsApp Image 2017-08-15 at 22.38.10

HARMONIZAÇÃO: além de casar bem com sobremesas, também faz bonito ao lado de saladas e entradas mais leves. Minha experiência com sushi, sashimi e muito shoyo foi totalmente aprovada. 

TEMPERATURA DE SERVIÇO: entre 3 e 7ºC

7,5% de volume alcoólico. 


Então é isso, enoamigos. Nada como sair do lugar comum! Você encontra o Espumante Moscatel Menegotto na loja virtual da Carpe Vinum .

Até a próxima! Ótimos vinhos e combinações inusitadas! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

Anúncios

(Chile) Viña Emiliana: Linda, Orgânica e Biodinâmica

Em minhas andanças pelo Chile, acabei conhecendo uma bela vinícola no Valle de Casablanca. E não é qualquer uma! Essa possui uma proposta muito bacana e sustentável, que eu só tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto na prática.

Emiliana_1_eu
O dia bonito colaborou para o sucesso do passeio!

A Emiliana é orgânica, na medida em que produz seus vinhos com o mínimo de intervenções, como uso de pesticidas, fertilizantes, entre outros. Tudo na base da natureza! E biodinâmica, porque faz uso desses mesmos recursos naturais para driblar as dificuldades e tomar decisões a respeito da saúde das vinhas.

O TOUR PELA EMILIANA

Ao reservar a visita na vinícola, através do site, optei pelo Tour Orgânico, o mais simples que não tinha degustação do Gê, vinho-ícone da vinícola. Chegando lá, encontramos um grupo muito bacana, que incluía muitos brasileiros e alguns australianos.

WhatsApp Image 2017-08-13 at 19.33.46

O lugar é lindo e tivemos a sorte de pegar um dia perfeito, de sol, apesar do frio intenso, típico do inverno. Como o tour foi pela manhã, havia, ainda, uma certa nebulosidade, mas nada que comprometesse o lugar e as fotos.

Nossa guia foi o Wilson, um chileno muito simpático e solícito, que falava um português ótimo. Logo de início, ele nos mostrou os vinhedos e todos os “personagens” que fazem parte desse grande ecossistema. Cada elemento tem sua função na saúde das videiras.

WhatsApp Image 2017-08-13 at 19.33.47
Nosso guia, Wilson, tirando todas as dúvidas, em portuñol e inglês. 🙂

Os galos, as galinhas, a vegetação rasteira no entorno das vinhas (no centro das espaldeiras), os gansos e até as alpacas (da família das llamas) contribuem muito para o controle natural de pragas, de acordo com a proposta orgânica do vinhedo.

WhatsApp Image 2017-08-13 at 19.33.46 (1)
Dando uma espiadinha do galinheiro: animais superimportantes para a sáude das vinhas.

E todo esse conceito se traduz de forma muito clara nos vinhos da Emiliana, que tivemos a oportunidade de degustar ao final do tour.

PROPOSTA ORGÂNICA E BIODINÂMICA 

Logo de cara, o Wilson nos explicou que a vinícola precisou de três anos para se adaptar totalmente ao estilo orgânico de produção. Tanto que durante esse tempo, a mesma não produziu vinhos. Tudo porque a legislação é muito criteriosa quando se trata de certificar vinhedos orgânicos, com um selo que atesta a sua autenticidade.

vinhedo_emiliana_geral

Nesse momento “sabático”, é como se as vinhas, anteriormente tratadas da forma tradicional, se limpassem para deixar tudo o mais natural possível.

VINÍCOLA ORGÂNICA 

Sendo assim, atualmente cada um dos vinhedos da Emiliana é um fiel reflexo dessas práticas orgânicas, que se baseiam em fomentar a biodiversidade e a ausência de pesticidas, herbicidas e fertilizantes sintéticos, a fim de produzir alimentos mais saudáveis.

alpacas
As lindas alpacas (da família das llamas). Minha pequena amou!

Através desse tipo de agricultura, é possível cuidar da terra e evitar problemas ambientais a longo prazo, melhorando a qualidade das uvas e, por consequência, dos vinhos que delas se originam.

AGRICULTURA BIODINÂMICA 

A biodinâmica é uma forma integral e compreensiva de agricultura orgânica que zela pela saúde do planeta por meio do cultivo regenerativo. Trata-se de uma ideia meio diferente de se enxergar o processo e muita gente acha que é “coisa do outro mundo”. Mas a natureza é tão simples que vocês nem imaginam!

Na visão da Emiliana, é fundamental respeitar os princípios básicos da agricultura biodinâmica e, segundo o Wilson, até hoje isso tudo tem dado supercerto na vinícola. Entre esses preceitos, está o fato de que o campo é um ser vivo que tem seu próprio tempo. A intervenção do homem não deve de forma alguma alterar o equilíbrio biológico natural do campo, mas, sim, trabalhar para mantê-lo.

uva_curso_agricultura
Agricultura biodinâmica é natureza pura se refletindo nos vinhos.

Com isso, através da compreensão dos ciclos e ritmos do sol, da lua, dos planetas e suas influências, programa-se as diferentes atividades e trabalhos agrícolas através do calendário biodinâmico, resultando na obtenção de maior qualidade do produto final, ou seja, dos vinhos!

Para o sucesso de todo esse processo, deve-se fomentar a interligação entre os reinos mineral, vegetal e animal, através do uso de preparados homeopáticos biodinâmicos que são adicionados ao solo. O Wilson mostrou alguns para a gente e achei muito interessante. Ou seja, todo o cuidado com a saúde das vinhas é feito através dos recursos naturais e isso é muito bacana mesmo!

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS DA EMILIANA

Ao final do tour fomos em direção a uma sala de degustação com uma mesa enorme e uma bela vista para os vinhedos. Lá, o Wilson fez conosco uma degustação dirigida de quatro vinhos deles, incluindo um dos mais famosos, o blend Coyam. Vamos aos rótulos:

Vinhos_Emiliana
Ótima seleção de vinhos na degustação final do tour

1- Novas Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014: como sempre, tudo começa com um leve e fresco Sauvignon Blanc. Notas cítricas e muito agradável, é perfeito para um dia quente na beira da piscina ou curtindo uma praiana. Ou seja, a cara do Rio! Combina com Ceviche e Queijo de Cabra. Os clássicos!

2- Adobe Chardonnay Reserva 2016: ótimo Chardonnay Reserva, como sempre, foi o preferido do marido, que é fã dos brancos dessa casta. Boa tipicidade! Versátil, vai superbem com um belo fondue de queijo ou geladinho num dia quente de verão. Esse é facilmente encontrado nos supermercados por aqui. Amei!

3- Novas Gran Reserva Carmenère e Cabernet Sauvignon 2014: esse blend me surpreendeu muito positivamente. Muita complexidade para um rótulo despretensioso. Aromas de cassis e frutas negras muito presentes. Taninos sedosos, muito agradável. Delícia para acompanhar pratos a base de carne bovina de cortes mais leves. Aliás, achei que ficaria ótimo com fondue de carne. Excelente!

vinhos_taças
Vinhos da degustação, nas taças (da esquerda para a direita): Sauvignon Blanc, Chardonnay, Corte de Carménere e CS e o famoso Coyam.

4 – Coyam 2014: produzido no Valle do Colchágua, o Coyam é um dos carros-chefes da Emiliana e superconhecido pelos enófilos ao redor do mundo. Trata-se de um blend de Syrah(34%), Merlot(31%), Carménère(17%), Cabernet Sauvignon(12%), Malbec(3%) e Mouvédre(3%). Uma mistura rica em aromas e complexidade, com destaque para notas de frutas negras maduras, defumadas, de chocolate e toques minerais. Encorpado, mas de taninos sedosos, possui boa presença e persistência. Sem dúvida, foi o meu favorito para aquele dia superfrio. É um vinho que acompanha bem carnes de caça, como javali e cordeiro. Santé!


Para quem tem a curiosidade conhecer um vinhedo orgânico e biodinâmico, certamente esse passeio é obrigatório e tem tudo para agradar adultos e crianças. Minha pequena amou ver os bichinhos. Foi um dia muito especial!

vinhedo_emiliana_da_sala
Belíssima vista da sala de degustação. Cenário perfeito!

Você também pode visitar a Emiliana em sua sede, no Valle de Casablanca, com agendamento prévio pelo site da vinícola. 

 

No Brasil, os vinhos da Emiliana se encontram à venda nos sites da Vino Mundi e World Wine

emiliana_degustação_eu

Então é isso, enoamigos! Alguns viníferos estão me enviando mensagens pedindo dicas para o Chile. Estou respondendo aos poucos e, sim, adoro dar sugestões de passeios, ainda mais quando se trata de um lugar que eu curti tanto!

Bons vinhos! Ótimas viagens! Tim-Tim!

Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre as Cápsulas dos Vinhos

Já quis saber o porquê daquelas belas cápsulas envolvendo o gargalo das nossas amadas garrafas? Pois é, logo que comecei a apreciar vinhos, achava que se tratava apenas de um enfeite. Mas não! Apesar de não serem essenciais, as cápsulas são um elemento superimportante em qualquer garrafa de vinho.

capsulas_en_botella

O QUE SÃO AS CÁPSULAS DE VINHO?

Como já falei no início, a cápsula envolve o gargalo, que possui o intuito de proteger a cortiça (e, por conseguinte, a bebida) de possíveis danos.

QUAL A FUNÇÃO DA CÁPSULA?

Não se trata de invenção divina e muito menos parafernália do mundo do vinho. As cápsulas possuem, basicamente, duas funções:

1) Função higiênica e protetora: as cápsulas do vinho protegem a rolha de cortiça do mofo, sujeira e de qualquer risco de deterioração. 

vinho_capsula

2) Função estética: e não é que a história do “ornamento” faz sentido? As cápsulas nos indicam parte do estilo de um vinho e da vinícola, seja em virtude da cor ou do desenho da mesma. Afinal, no mundo do vinho, a estética conta muito! Óbvio que não deve ser a razão principal para se escolher determinado vinho, porém, em meio a prateleiras lotadas de garrafas, um belo design realmente chama a atenção e faz com que a gente queira saber um pouco mais sobre aquele produto e a origem do mesmo. 

HÁ QUANTO TEMPO AS CÁPSULAS SÃO UTILIZADAS NAS GARRAFAS?

Tudo começou na Idade Média, quando as cápsulas entraram em cena a fim de controlar alguns probleminhas, como a evaporação ou falsificação e alteração dos vinhos.

home_capsulas

No entanto, o atual conceito de cápsula foi desenvolvido pela primeira vez na Hungria, no século XVIII. Nessa época, elas tinham a função de identificar os vinhos mais luxuosos como forma de se ter um controle da qualidade dos mesmos. Assim, era possível evitar o risco de falsificação ao mesmo tempo que asseguravam uma melhor conservação da bebida.

COM QUAIS MATERIAIS AS CÁPSULAS SÃO FABRICADAS?

Um dos primeiros materiais usados ​​para fazer as atuais cápsulas de vinho como hoje conhecemos foi o chumbo. Contudo, o mesmo foi proibido pelos órgãos de fiscalização, visto que ocasiona sérios danos à saúde, além de alterar o paladar do vinho.

Logo, atualmente os principais materiais possíveis de serem encontrados na fabricação das cápsulas de vinho são:

  • ESTANHO (Material Premium): trata-se do material mais caro. É altamente customizável e elegante, além de abrir novas possibilidades de design. As cápsulas de puro estanho possuem um selo que atestam a qualidade das mesmas. 
  • ALUMÍNIO: utilizado em vinhos de alta e média gama, o alumínio dá um toque refinado e agradável. Além disso, é reciclável e resistente à corrosão.

“Um vinho dito de alta gama é mais que um produto muito bom. É um rótulo atraente, uma garrafa que o justifique. É uma estratégia de marketing bem formatada e executada, é desenvolvimento de canal de venda e é, sobretudo, uma boa história. Os vinhos são feitos de paixão e grandes histórias. Para vinhos de alta gama isso tudo é fundamental” (Pascal Marty, enólogo francês)

  • COMPLEXO: são placas de alumínio elaboradas com polietileno. Geralmente são fabricados com duas peças e utilizados em vinhos de média gama. 
  • PVC: É o material mais barato e econômico, elaborado em duas peças. Uma opção bem simples, que reduz as chances de impressão e design, mas é muito adaptável e eficiente. Porém, em alguns países tal material é proibido, visto que é considerado um perigoso poluente para o meio-ambiente. 

Certamente, você já viu alguma garrafa lacrada com cera. Na minha ida ao Chile, me deparei com os vinhos da Bodegas RE (Valle de Casablanca) todos desta forma e achei bem interessante, já que só tinha visto cápsulas de cera nos livros, em garrafas caríssimas. Esse tipo de material era usado no passado em vinhos associados à realeza.

O objetivo desse lacre é o mesmo de outras cápsulas elaboradas com outros materiais, porém, há o fator “fragilidade”, que pode ser corrigido por meio da substituição da cera por outros materiais que, de certa forma, simulem esse lacre.

octogeranius wine to you

O QUE SÃO OS FUROS NA PARTE SUPERIOR DAS CÁPSULAS?

É bem provável que você já tenha observado pequenos furos na parte superior das cápsulas. Para que servem? Esses furos servem para deixar escapar o ar a partir das cápsulas fixadas em garrafas por pressão. Durante esse processo acumula-se ar na parte superior e deteriora-se o encapsulamento, podendo afetar negativamente o vinho. Como correção, esses furos dão saída à acumulação de ar no processo.

post7

Porém,  a existência desses furos não é algo negativo, já que o processo de encapsulamento pode ser feito sem a pressão, como no caso de cápsulas de estanho, por exemplo.

HÁ GARRAFAS DE VINHO SEM CÁPSULAS?

Hoje é mais difícil encontrar um vinho sem cápsula. Contudo, há alguns anos os vinhos (sobretudo das áreas rurais) eram comercializados sem cápsulas e, em muitos casos, sem rótulos. Os vinhos nesses locais eram, muitas vezes, comprados de amigos viticultores e pessoas de confiança. Ou seja, o consumidor estava perfeitamente ciente da procedência e credibilidade do produto, mais tradicional e rústico.

HÁ CÁPSULAS PARA TAMPA DE ROSCA (SCREW-CAP)?

Sim! E as cápsulas para os vinhos com tampas de rosca operam sob as mesmas normas mencionadas acima, sobretudo no que diz respeito à parte estética.

screw-cap

Além disso, nesses vinhos a cápsula atesta a autenticidade, ou seja, é um sinal claro de qualidade do produto.

COMO A CÁPSULA É CORTADA?

A abertura da garrafa começa justamente com a remoção da cápsula. Para isso, deve-se usar o canivete do saca-rolhas para cortar a mesma (no caso do modelo “saca-rolhas do Sommelier”, meu favorito e bem mais prático, na minha opinião). Geralmente, se corta a cápsula abaixo do anel do gargalo, visto que esta não deve de maneira alguma entrar em contato com a bebida. 


Então é isso enoamigos! Adoro escrever sobre esse tipo de curiosidade, ou seja, coisas que a gente sempre quis saber sobre a bebida dos deuses.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

(Chile) Haras de Pirque: Uma Das Mais Belas Vinícolas do Valle do Maipo

Enquanto planejava minha viagem ao Chile, pedi aos amigos sugestões de vinícolas as quais eu pudesse visitar, sobretudo nos arredores de Santiago (nas regiões do Valle do Maipo e Valle de Casablanca).  Nessa busca, mais de uma pessoa me indicou a visita à Haras de Pirque. Ao pesquisar sobre a vinícola e ver a construção em forma de ferradura, tive a certeza de que iria amar o lugar. E não é que minha intuição estava certa?

Haras-de-Pirque-FotodelAire__01
Foto: Viña Haras de Pirque

A história do grupo começou com um haras, o mais antigo do Chile, comandado pela família Matte. Em 2002, a tradicional e renomada família toscana Antinori (aquela, dos famosos supertoscanos) se juntou ao projeto para reunir haras e vinícola. A Bodega Haras de Pirque foi construída em formato de ferradura e em degraus, o que, com a força da gravidade, melhora os processos de vinificação.

WhatsApp Image 2017-08-07 at 22.10.55 (1)

Logo que chegamos, fomos super bem-recebidos por Anais Reciné, com quem tinha trocado alguns e-mails bem antes, a fim de agendar o tour. Em seguida, ela nos apresentou ao Cristian, que seria o nosso guia pela vinícola.

VINÍCOLA EM FORMATO DE FERRADURA

O prédio, imponente e majestoso, possui uma linda vista dos vinhedos e das Cordilheiras dos Andes. Após um breve passeio pelo pátio, finalmente entramos na vinícola. Trata-se de uma construção em formato de ferradura, relativamente nova (dos anos 2000), com 5.300 m2 e capacidade para 1.5 milhões de litros de vinho, sendo que, por ano, são produzidos 360 mil. Desses, 95% são destinados à exportação.

may-29th-2008-031
Foto: Viña Haras de Pirque

O INTERIOR DA HARAS DE PIRQUE

Para começar, participamos de um tour privado bem personalizado e diferente do que encontramos em outras vinícolas maiores, visto que se trata de uma Bodega Boutique, de menor porte. Simpático e superarticulado, Cristian nos conduziu pelas escadas em formato de caracol, que davam acesso a cada ambiente da cantina, toda construída em desnível, a fim de facilitar o trabalho manual e evitar o uso de máquinas.

WhatsApp Image 2017-08-07 at 22.10.59 (1)

Aliás, segundo o nosso guia, a Haras de Pirque recentemente conquistou o selo de vinícola orgânica, ou seja, seus vinhos são produzidos da forma mais natural possível, sem uso de pesticidas, fertilizantes, entre outras intervenções. 

Enfim, fomos conduzidos a uma área com grandes tanques de inox destinados à fermentação dos vinhos brancos e, ainda, a um grande balcão, uma espécie de sacada enorme de onde era possível ter uma linda vista dos vinhedos. O dia estava ensolarado, aberto, lindo e fizemos fotos maravilhosas!

WhatsApp Image 2017-08-07 at 22.11.00
Nosso guia Cristian em ação!

Em seguida, chegamos a um pátio interno com grandes tanques de carvalho francês utilizados para a fermentação dos tintos mais premium (sim, para a fermentação e não para amadurecimento). “Esses barris são uma conquista da vinícola, pois foram trazidos da França, e podem durar por até cem anos”, explicou Cristian.

WhatsApp Image 2017-08-07 at 22.10.59 (3)
Eu e minha família no balcão que dá vista para os vinhedos. Lindo demais!

A CAVE REALMENTE IMPRESSIONA

Depois do tour interno, voltamos ao pátio, que conta com uma fonte de água bem no centro. O Cristian nos contou que esta possui um piso de vidro que permite que a luz natural penetre no interior da cave subterrânea que se encontra bem abaixo dela.

WhatsApp Image 2017-08-07 at 22.10.59 (2)
A fonte localizada bem no meio do pátio, no jardim da vinícola

Gente, vocês não têm noção do que é aquilo! Fiquei de boca aberta, é muita lindeza! Infelizmente, após dois recentes tremores de terra (supercomuns no Chile), os vidros racharam e ficou perigosíssimo realizarmos a degustação dos vinhos na mesa situada na cave abaixo da fonte, com aquela luz natural incrível, a melhor do mundo para apreciar os vinhos.

WhatsApp Image 2017-08-07 at 22.10.58
Abaixo da fonte, a mesa localizada na cave do subsolo. Infelizmente não foi possível aproveitar essa bela luz na degustação dos vinhos, pois algumas vidraças foram danificadas pelos últimos tremores de terra.

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS 

Não conseguimos ficar na área abaixo da fonte, mas degustamos os vinhos na belíssima cave, onde as barricas de carvalho com os tintos íconos descansavam. Foi muito agradável estar com a minha família num lugar como aquele. Até meu marido, que não é tão louco por vinho quanto eu, adorou. A paz encontrada na adega era tão grande, que a minha pequena, de 3 anos, ficou muito tranquila e não atrapalhou em nada a explicação e degustação dos vinhos que viriam a seguir.

WhatsApp Image 2017-08-07 at 22.11.00 (1)

ALBACLARA GRAN RESERVA SAUVIGNON BLANC 2015: 100% elaborado com a casta Sauvignon Blanc, esse Gran Reserva possui acidez e frescor bem típicos do Maipo. Seu nome é em homenagem ao amanhecer nos campos chilenos. Trata-se de um vinho equilibrado e fácil de beber, que ficaria perfeito com queijo de cabra ou um belo ceviche. 


HUSSONET GRAN RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2012: O nome deste vinho é em homenagem ao garanhão mais famoso e importante do Haras de Pirque. Elegante e envolvente, chega com uma profusão de frutas negras maduras e carvalho, além de um quê mentolado, próprio da casta. De produção limitada a cerca de 4.800 caixas, Hussonet representa bastante o terroir da vinícola. Equilibrado em acidez, álcool e taninos, é o par perfeito para um belo churrasco ou por que não, chocolate-amargo? Fizemos esta última harmonização lá e caiu muito bem! 


ALBIS 2006 : Albis significa amanhecer, a união entre o Velho e o Novo Mundo. Representa a união entre dois hemisférios, dois enólogos e duas famílias, com o ideal de criar um grande vinho no coração do Alto Valle do Maipo. Essa junção entre o renomado viticultor Marchese Piero Antinori e Eduardo A. Matte, proprietário da vinícola chilena Haras de Pirque, surgiu do desejo mútuo de unir tradição e inovação para revelar o incrível potencial dos vinhos chilenos.

WhatsApp Image 2017-08-07 at 22.10.57
Cristian apresentando o vinho ícono Albis.

Sem dúvida, Albis é o rótulo-ícone da vinícola e ultimamente tem sido um pouco mais divulgado no mercado interno. De coloração vermelho-rubi intensa, possui aromas de balsâmico, chocolate, caramelo, além de notas mais terciárias, como couro, por exemplo. Perfeito para acompanhar carnes de caça, como cordeiro ou javali. 


Atualmente, a Vinícola Haras de Pirque é de propriedade exclusiva da Família Antinori, que comprou a parte de Eduardo Matte na bodega. Logo, é possível que muitas novidades estejam por vir, sobretudo no que diz respeito aos vinhos. 

A cargo dos vinhos está  a enóloga Cecília Guzmán, que acompanha a produção dos rótulos desde o início da bodega e manejou o estilo dos caldos, que são um claro reflexo do que é elaborado hoje em Pirque.

No fim do tour, compramos um Hussonet, que foi o rótulo preferido do marido, que nem era muito ligado em vinhos..rsrs. Ah, e a equipe foi tão gentil que ainda levamos um azeite de presente (sim, eles também produzem um azeite extra-virgem delicioso!).

A Haras de Pirque conta, ainda, com um restaurante, o Hussonet. Não almoçamos por lá, mas o ambiente me pareceu superagradável, com uma linda vista para os vinhedos.

  • Para reservas e informações dos tours: reservas@harasdepirque.com

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Aqui no Brasil, os vinhos da Haras de Pirque estão à venda no site da Importadora WineBrands.

*Fiz o tour a convite da vinícola Haras de Pirque e este artigo reflete minha opinião.

 

(Chile) Vinolia: Vivendo a Aventura do Vinho Sem Sair de Santiago

E aí, viníferos? Como vocês perceberam, fiquei um tempinho afastada do blog por motivos de… Férias! E, nessas horas, se jogar no enoturismo é sempre a melhor pedida para nós, apaixonados por vinho. Porém, hoje vou contar para vocês uma experiência surpreendente que tive com uma região vinícola sem sair da capital da chilena.

O VINOLIA

O Vinolia é uma loja de vinhos que oferece aos seus clientes vivenciar uma experiência de degustação completa com vinhos de determinada região vinícola do país. E, sim, trata-se de uma vivência sobretudo sensorial.

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.29

Lá é possível escolher entre duas regiões para o tour: Valle De Casablanca ou Valle Del Colchagua. Em princípio eu tinha escolhido “visitar” o Colchagua, visto que seria o único local que não foi possível encaixar presencialmente na viagem. Porém, justo no dia que deixei reservado para ir ao Vinolia eles estavam apenas com o tour por Casablanca, em todos os horários, sendo que eu tinha ido à região de carro no dia anterior. Mas a minha vontade de conhecer uma proposta tão diferente de perto era tão grande que sim, fui e não me arrependi nem um centímetro!

DECORAÇÃO INSPIRADORA

A arquitetura do lugar encanta, sobretudo por traduzir o espírito do vinho em toda sua essência. Tijolinhos típicos das antigas caves e dominós de carvalho, utilizados na fabricação de vinhos cobrem as belas paredes lugar, rodeado por uma vitrine belíssima, povoada de belos rótulos, entre eles de vinícolas chilenas renomadas como Casa Silva, Lapostolle, Koyle, Botegas RE, Viña Casa Del Bosque, Loma Larga, Los Vascos, Morandé e Veramonte.

 

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.28 (3)

Como boa amante dos bons vinhos, me vi hipnotizada pela energia do lugar, que reluzia tanto quantos os lustres de vime pendurados no teto, todos fabricados a mão por artesãos chilenos.

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.28

E A AVENTURA COMEÇA

Antes de “iniciar os trabalhos”, nos foi servido um espumante, o Dominga. Trata-se de um Brut (charmat) da Casa Silva, uma das minhas vinícolas favoritas no Chile, e que cumpriu perfeitamente o seu papel de vinho de boca para a degustação que viria a seguir.

E a recepção não poderia ser melhor! A Sommellière Gabriela Pedroso Sampaio já chegou esbanjando simpatia e conhecimento sobre o mundo do vinho. Paulista, de São José dos Campos, nem parece que está há apenas 2 meses vivendo em Santiago, tamanha sua desenvoltura sobre tudo o que diz respeito ao lugar.

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.40.45

Sem falar que é supersolícita e quis logo saber como andava o meu espanhol, já que eu era a única brasileira do grupo, formado em sua maioria por visitantes de língua hispânica. Ainda bem que o meu espanhol já estava desenferrujando e topei assistir às explicações totalmente na língua local sem dificuldade.

A SALA DOS SENTIDOS 

Enfim, começa o tour e logo somos conduzidos por Gabi à Sala dos Sentidos. Antes da experiência, a Sommelière explica ao grupo as diferenças entre os aromas primários (oriundos da uva), secundários (da fermentação) e terciários (das barrigas e amadurecimento) do vinho.

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.28 (1)

Nos deparamos com várias mesinhas, que tinham, ao todo, 48 caixas com diversos aromas, sendo que a brincadeira é adivinhar cada um deles. Pura diversão e descontração nessa hora! Em pouco tempo, a galera já estava rindo junta e conversando. Afinal, no mundo do vinho as amizades se formam como que por encanto. É uma magia que só quem curte entende.

Ao fundo, ouvíamos sons que reproduziam os mesmo de uma vinha, entre eles o vento e o canto dos passarinhos. Uma delícia!

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.30

Havia caixinhas com nuances florais, frutadas, de mel, especiarias, entre outras. Sem dúvida, foi um ótimo treinamento para a segunda etapa do processo. Bora lá!

CINEMA E DEGUSTAÇÃO 

Imaginem uma sala de projeção, tal como a de um cinema, com um telão de 7 metros de largura à frente de várias mesas que subiam como num grande auditório. Ao sentar em nossos lugares, cada um tinha diante de si 5 taças com os vinhos que iríamos degustar, todos oriundos de vinícolas do Valle de Casablanca.

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.30 (1)

No início, nos foi apresentado um vídeo lindo da Wines of Chile, sobre as belezas desse país que encanta e impressiona. Até que chegamos ao Valle de Casablanca, um terroir que, pela proximidade com o Oceano Pacífico, dá origem a vinhos maravilhosos e de características bem particulares.

E sabe quem nos apresentou cada etapa da degustação de cada um dos rótulos? Os próprios produtores e enólogos das vinícolas, na tela, diante dos nossos olhos. Com timing perfeito, provamos juntos e ouvimos o que inspirou cada um deles a criar o vinho.

OS VINHOS DA DEGUSTAÇÃO

Para começar, a degustação dos vinhos é acompanhada de água e de uma seleção de queijos, torradinhas e frutos secos.

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.30 (2)

Agora, vou falar um pouquinho dos rótulos com a minha impressão sobre cada um deles.

1- Veramonte, Ritual Sauvignon Blanc

De coloração amarelo-palha claro, esse vinho traz todo o frescor de Casablanca direto para a taça. Uma ótima forma de iniciar uma degustação. No nariz, aromas cítricos e ótima acidez. Ou seja, muito sabor e persistência. Metade dele é fermentada em barricas usadas e a outra metade em ovos de concreto. Para uma Sauvignon Blanc Lover como eu, está aprovadíssimo! Pura tipicidade.

2011-Veramonte-Ritual-Sauvignon-Blanc

2- Morandé, Gran Reserva Chardonnay

Um Chardonnay que é a cara do Valle de Casablanca, bem do tipo surpreendente. Com 40% de fermentação (com as cascas) em barricas de carvalho francês, possui cor dourada e notas cítricas, suportando de 3 a 5 anos de guarda com todo o vigor.

morandé

3 – Casas Del Bosque, Gran Reserva Pinot Noir 

Um vinho bem típico, vermelho-rubi intenso, com reflexos terrosos. No nariz, exala frutas vermelhas e especiarias. Passa 14 meses em barrica, sem comprometer em nada e o seu frescor. Para beber geladinho em qualquer época do ano.

pinot_noir

4 – Bodegas RE, Syranoir

O nome já diz tudo. Trata-se de um blend de Syrah e Pinot Noir. De coloração vermelho-rubi intenso, sem reflexos, chega no nariz carregado de frutas vermelhas do bosque (típicas da Pinot) e Azeitonas (provenientes da Syrah).

bodegas-re-syranoir-cool-climate-coastal-wine-casablanca-valley-chile-10633860

5 – Loma Larga, Cabernet Franc

Para fechar as degustações com chave-de-ouro temos esse Cabernet Franc incrível, de cor vermelho-rubi intensa. No olfato, frutos negros, mentolado e especiarias. Estrutura, presença e persistência. Maravilhoso!

loma-larga-cabernet-franc-casablanca-valley-chile-10315508

EMPÓRIO DE VINHOS E APERITIVOS

Após a degustação, voltamos para o empório e lojas de vinhos para confraternizar. Sim, o encontro continuou com vários petiscos e outros rótulos para degustar sem compromisso, só curtindo a presença do pessoal, gente de todo lugar do mundo numa só paixão pelo vinho.

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.30 (3)

Nessa hora, não há barreira na língua. Brasileiros, chilenos, colombianos e argentinos aproveitaram juntos, desfrutando do ambiente maravilhoso do Vinolia. Infelizmente, tive que sair mais cedo e levei só uma garrafa de Rosé Laspostolle comigo (sozinha, de táxi, não dava para levar mais..rsrs). Mas o restante do pessoal continuou curtindo a loja e o wine bar delicioso. Amei demais

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.27 (2)


O tour possui o valor de 32.500 pesos chilenos por pessoa (cerca de R$160,00). Mas paguei feliz, pois vale cada centavo! Vinhos maravilhosos e tratamento VIP! Recomendo a todos que amam vinho e desejam curtir uma experiência diferente no Chile.

WhatsApp Image 2017-08-05 at 14.32.28 (2)

Ficou a fim de conhecer? Então, reserve seu tour favorito AQUI no site do Vinolia. 

O Vinolia fica na Alonso de Monroy 2869, Local 5, Vitacura.

Até a próxima, com mais um pouco das minhas aventuras viníferas no Chile. Tim-Tim!

Wine Drinks: Limonada de Vinho Tinto

Sexta-feira, drink com vinho tinto… Tudo a ver!

Vila Vinífera

Sexta-feira, como sempre, é dia de aprender a preparar drinks com o nosso néctar dos deuses. O de hoje chegou para quebrar paradigmas. Afinal, limão e vinho tinto? Como assim?

lo3d0564Imagem: Veja SP

Ficou curioso para experimentar? Então, anota aí:

Ingredientes:
2 colheres de chá de açúcar
1 colher de sopa de suco de limão
1 dose de conhaque
1 dose de vinho tinto seco de estilo mais leve, como Pinot Noir, Beaujolais Noveau, Merlot ou Carmenère (de preferência sem passagem por barricas de carvalho). 
Soda Limonada (versão normal ou zero)

Modo de Preparo:
Num copo alto dissolva o açúcar no suco de limão, acrescente o conhaque e mexa com uma colher, acrescente gelo e adicione a soda até completar 3/4 do copo, flutue o vinho e não mexa mais. Em seguida, sirva em uma taça própria para vinho tinto.

Rende 1 porção.

lime-755289_640

Já vi que o happy hour de amanhã…

Ver o post original 19 mais palavras

10 Embalagens de Bag-In-Box de Vinhos Supercriativas

Perfeitas para o dia a dia, as bag in boxs chegam com vinhos de qualidade em embalagens inacreditáveis!

Vila Vinífera

Diferente de muita gente, que acha que as bag-in-box tiram todo o glamour do vinho, eu sou super a favor de sua proliferação, sobretudo no Brasil. Além de econômico, pois reduz os gastos com matéria-prima, esse formato ainda por cima é superprático, na medida que conserva a bebida por mais tempo, graças à sua embalagem que, basicamente, é um saco em uma caixa.

EMBALAGEM EVITA A OXIDAÇÃO

Traduzindo, o líquido fica em um saco de material plástico, dentro de uma caixa acartonada, sendo servido diretamente na taça por meio de uma torneirinha. O saco tem a função de evitar a oxidação do vinho, garantindo que, uma vez aberto, possa ser consumido sem problemas durante semanas e até meses. Os formatos mais comuns de bag-in-box são os de 3 e 5 litros de capacidade. 

DESIGN ORIGINAL

Nesta postagem, a parte criativa fica por conta da caixa que guarda esse saquinho. Muitas ostentam designs…

Ver o post original 385 mais palavras