Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre as Cápsulas dos Vinhos

Já quis saber o porquê daquelas belas cápsulas envolvendo o gargalo das nossas amadas garrafas? Pois é, logo que comecei a apreciar vinhos, achava que se tratava apenas de um enfeite. Mas não! Apesar de não serem essenciais, as cápsulas são um elemento superimportante em qualquer garrafa de vinho.

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O QUE SÃO AS CÁPSULAS DE VINHO?

Como já falei no início, a cápsula envolve o gargalo, que possui o intuito de proteger a cortiça (e, por conseguinte, a bebida) de possíveis danos.

QUAL A FUNÇÃO DA CÁPSULA?

Não se trata de invenção divina e muito menos parafernália do mundo do vinho. As cápsulas possuem, basicamente, duas funções:

1) Função higiênica e protetora: as cápsulas do vinho protegem a rolha de cortiça do mofo, sujeira e de qualquer risco de deterioração. 

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2) Função estética: e não é que a história do “ornamento” faz sentido? As cápsulas nos indicam parte do estilo de um vinho e da vinícola, seja em virtude da cor ou do desenho da mesma. Afinal, no mundo do vinho, a estética conta muito! Óbvio que não deve ser a razão principal para se escolher determinado vinho, porém, em meio a prateleiras lotadas de garrafas, um belo design realmente chama a atenção e faz com que a gente queira saber um pouco mais sobre aquele produto e a origem do mesmo. 

HÁ QUANTO TEMPO AS CÁPSULAS SÃO UTILIZADAS NAS GARRAFAS?

Tudo começou na Idade Média, quando as cápsulas entraram em cena a fim de controlar alguns probleminhas, como a evaporação ou falsificação e alteração dos vinhos.

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No entanto, o atual conceito de cápsula foi desenvolvido pela primeira vez na Hungria, no século XVIII. Nessa época, elas tinham a função de identificar os vinhos mais luxuosos como forma de se ter um controle da qualidade dos mesmos. Assim, era possível evitar o risco de falsificação ao mesmo tempo que asseguravam uma melhor conservação da bebida.

COM QUAIS MATERIAIS AS CÁPSULAS SÃO FABRICADAS?

Um dos primeiros materiais usados ​​para fazer as atuais cápsulas de vinho como hoje conhecemos foi o chumbo. Contudo, o mesmo foi proibido pelos órgãos de fiscalização, visto que ocasiona sérios danos à saúde, além de alterar o paladar do vinho.

Logo, atualmente os principais materiais possíveis de serem encontrados na fabricação das cápsulas de vinho são:

  • ESTANHO (Material Premium): trata-se do material mais caro. É altamente customizável e elegante, além de abrir novas possibilidades de design. As cápsulas de puro estanho possuem um selo que atestam a qualidade das mesmas. 
  • ALUMÍNIO: utilizado em vinhos de alta e média gama, o alumínio dá um toque refinado e agradável. Além disso, é reciclável e resistente à corrosão.

“Um vinho dito de alta gama é mais que um produto muito bom. É um rótulo atraente, uma garrafa que o justifique. É uma estratégia de marketing bem formatada e executada, é desenvolvimento de canal de venda e é, sobretudo, uma boa história. Os vinhos são feitos de paixão e grandes histórias. Para vinhos de alta gama isso tudo é fundamental” (Pascal Marty, enólogo francês)

  • COMPLEXO: são placas de alumínio elaboradas com polietileno. Geralmente são fabricados com duas peças e utilizados em vinhos de média gama. 
  • PVC: É o material mais barato e econômico, elaborado em duas peças. Uma opção bem simples, que reduz as chances de impressão e design, mas é muito adaptável e eficiente. Porém, em alguns países tal material é proibido, visto que é considerado um perigoso poluente para o meio-ambiente. 

Certamente, você já viu alguma garrafa lacrada com cera. Na minha ida ao Chile, me deparei com os vinhos da Bodegas RE (Valle de Casablanca) todos desta forma e achei bem interessante, já que só tinha visto cápsulas de cera nos livros, em garrafas caríssimas. Esse tipo de material era usado no passado em vinhos associados à realeza.

O objetivo desse lacre é o mesmo de outras cápsulas elaboradas com outros materiais, porém, há o fator “fragilidade”, que pode ser corrigido por meio da substituição da cera por outros materiais que, de certa forma, simulem esse lacre.

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O QUE SÃO OS FUROS NA PARTE SUPERIOR DAS CÁPSULAS?

É bem provável que você já tenha observado pequenos furos na parte superior das cápsulas. Para que servem? Esses furos servem para deixar escapar o ar a partir das cápsulas fixadas em garrafas por pressão. Durante esse processo acumula-se ar na parte superior e deteriora-se o encapsulamento, podendo afetar negativamente o vinho. Como correção, esses furos dão saída à acumulação de ar no processo.

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Porém,  a existência desses furos não é algo negativo, já que o processo de encapsulamento pode ser feito sem a pressão, como no caso de cápsulas de estanho, por exemplo.

HÁ GARRAFAS DE VINHO SEM CÁPSULAS?

Hoje é mais difícil encontrar um vinho sem cápsula. Contudo, há alguns anos os vinhos (sobretudo das áreas rurais) eram comercializados sem cápsulas e, em muitos casos, sem rótulos. Os vinhos nesses locais eram, muitas vezes, comprados de amigos viticultores e pessoas de confiança. Ou seja, o consumidor estava perfeitamente ciente da procedência e credibilidade do produto, mais tradicional e rústico.

HÁ CÁPSULAS PARA TAMPA DE ROSCA (SCREW-CAP)?

Sim! E as cápsulas para os vinhos com tampas de rosca operam sob as mesmas normas mencionadas acima, sobretudo no que diz respeito à parte estética.

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Além disso, nesses vinhos a cápsula atesta a autenticidade, ou seja, é um sinal claro de qualidade do produto.

COMO A CÁPSULA É CORTADA?

A abertura da garrafa começa justamente com a remoção da cápsula. Para isso, deve-se usar o canivete do saca-rolhas para cortar a mesma (no caso do modelo “saca-rolhas do Sommelier”, meu favorito e bem mais prático, na minha opinião). Geralmente, se corta a cápsula abaixo do anel do gargalo, visto que esta não deve de maneira alguma entrar em contato com a bebida. 


Então é isso enoamigos! Adoro escrever sobre esse tipo de curiosidade, ou seja, coisas que a gente sempre quis saber sobre a bebida dos deuses.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

Winestyle: A Moda da Taça Tulipa Para Espumantes

Volta e meia os especialistas mudam de opinião no que diz respeito à melhor taça para se degustar um espumante. Já foi a “coupe”, a “flûte” e, agora, ora vejam só… estão afirmando que uma taça no estilo tulipa (linda, na minha opinião!) ou uma simples taça de vinho branco seriam os artefatos ideais para analisar aroma e perlage com maior eficácia.

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Winestyle: 8 Acessórios Para Curtir Um Bom Vinho

Fato que os apaixonados por vinho não se limitam apenas a apreciar o néctar dos deuses. Sim, nós ficamos ligados em tudo o que diz respeito ao nosso objeto de desejo. E, desta forma, os acessórios viníferos, como costumo chamar, são a cereja do bolo.

Confesso que sou fã dos apetrechos e volta e meia me surpreendo com a criatividade dos fabricantes. Afinal, é muita praticidade junta. Assim fica fácil curtir o nosso vinhozinho em sua maior forma. Olha só:

1- JARRA DUPLO CORPO: Além de linda, é perfeita para deixar o vinho branco sempre geladinho. Basta colocar gelo no cilindro e correr para o abraço. Vale lembrar que o suporte é lacrado, impedindo que o gelo entre em contato com o líquido. Uma maravilha!

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2- LIVRO GUARDA-VINHO: É sempre bom ter uma “garrafa na manga” para salvar aquela ocasião especial. Mas se você é do tipo que não pode ter um vinhaço à vista que acaba tentado em abri-lo, invista nesse acessório, que nada mais é do que um livro com fundo falso sob medida para armazenar uma ou mais garrafas de vinho longe de olhos gulosos.

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Lembre-se de posicionar o livro na horizontal e, caso o mesmo esteja numa estante junto de outros exemplares, é bem capaz de que até você se esqueça de sua existência.

3- VIN VALISE: Para os viajantes trazerem seus amados vinhos intactos, eis uma solução discreta, prática e bonita. Essa mala armazena até 11 garrafas. Protege do impacto e ainda é superestilosa. Você encontra essa belezinha à venda no site VIN GARDE VALISE. Algumas vêm, inclusive, com espaço para acoplar taças.  Um sonho de consumo para qualquer enófilo!

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4- CESTA PORTÁTIL REMOVÍVEL: Essa é ideal para piqueniques e churrascos ao ar livre. Em casa, é uma adega que cabe perfeitamente em qualquer cantinho. Já nos passeios, se torna uma espécie de bolsa perfeita para levar as suas amadas garrafas ao destino certo.

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5 – Agora, para aqueles que desejam levar só uma garrafinha, seja para um encontro romântico, para curtir com um amigo ou sozinho, nada mais charmoso que essa bolsinha. Amei481dc44300fac620a0eebb9a8b3a4dfd

6 – Ah, e se você planeja chegar ao encontro de bicicleta, saca só esse suporte lindo de viver. Garrafa segura e bike estilosa 🙂

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7 – SUPORTE PARA TAÇAS E GARRAFAS: um jeito simples de ter um bom vinho sempre à mão e pronto para ser aberto a qualquer momento. Sem falar que trata-se de um objeto de decoração charmoso de tudo.

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8 – SERVIÇO DE VINHOS PORTÁTIL: Esse suporte em formato de garrafa contém saca-rolhas, corta-gotas, entre outros apetrechos indispensáveis para apreciar um bom vinho. É superfácil de encontrar! Hoje em dia, em qualquer lojinha de presentes a gente dá de cara com um desse, em diversos tamanhos e estilos.

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Espero que tenham gostado desse artigo. Eu amei!  Se pudesse levava todos para casa. São acessórios muito úteis para os apreciadores de vinhos. Porém, para gente “normal”, podem parecer bobagem e perda de tempo (rs). Ainda bem que não é o nosso caso.

Como boa winelover, estou sempre à caça de tudo o que estiver relacionado aos meus amados vinhos. Se for um produto inusitado, então, é postagem na certa!

Até a próxima! Bons Vinhos! Boas Compras! Tim-Tim!

Como as Rolhas São Fabricadas?

Está aí algo que bem antes de ser apreciadora de vinhos eu já me perguntava. Então, eu já sabia que o material das rolhas era natural e extraído da natureza. Mas, como eram feitas? Curiosa do jeito que sou, fui logo enveredar-me pelos sites de busca, a fim de solucionar minha dúvida.

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E descobri que a cortiça vem de uma árvore linda, chamada Sobreiro, muito comum em Portugal. Realmente, quando estive na terra de Camões, em 2015, vi muitos deles ao longo de toda a rodovia, grande parte com as cascas de seus troncos cortadas.  Mas, como isso é feito mesmo? Bora descobrir!

O SOBREIRO

O sobreiro, sobro, sobreira ou chaparro (Quercus suber) é uma árvore da família do carvalho, cultivada no sul da Europa e a partir da qual se extrai a cortiça. O sobreiro é, juntamente com o pinheiro-bravo, uma das espécies de árvores mais predominante em Portugal, sendo mais comum no litoral do Alentejo e serras do Algarve.

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O sobreiro também fazia parte da vegetação natural da Península Ibérica, sendo espontâneo em muitos locais de Portugal e Espanha, onde constituía, antes da ação do homem, frondosas florestas em associação com outras espécies, nomeadamente do gênero Quercus.

ROLHAS E CORTIÇA

Pois é, amigos, apesar dessas árvores serem numerosas na Europa, a demanda da indústria vinícola é tão grande que não se satisfaz com a oferta da matéria-prima. Afinal, uma vez atingida a idade adulta, a árvore produtora de cortiça só pode ser “colhida” a cada 9 anos (o processo é manual e retira apenas a casca, não causando qualquer tipo de dano à planta). Vale lembrar, ainda, que as cortiças de melhor qualidade são desenvolvidas após 25 anos. Ou seja, trata-se de um produto natural seletivo e, ao mesmo tempo, caro para as empresas.

De fato, os sobreiros começam a produzir depois de 15/20 anos, mas a primeira cortiça (chamada de cortiça macho) que vem retirada é de péssima qualidade: ela volta a crescer depois de 9/12 anos, chegando a 5 cm de espessura, sem as irregularidades e defeitos do primeiro ciclo. Nesta altura a cortiça fêmea está pronta para ser cortada.

PRODUTO CARO

As melhores rolhas, de 4/5 cm de comprimento e sem defeitos custam na Europa mais que umas garrafas de vinho barato, mas garantem duração medível em décadas. Para todas as outras o destino está decidido: após 10 anos, a rolha se estraga, com tendência a se esfarelar com o uso do saca-rolha ou, então, tem poros demais e, conseqüentemente, pouca resistência ao oxigênio.

PROCESSO DE PRODUÇÃO

E, agora, prontos para matar a curiosidade? Então, vamos explicar com o máximo de detalhes possíveis como as nossas queridinhas são fabricadas. Atenção às legendas!

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O ano de vida da árvore é marcado no tronco, de modo que a mesma não seja cortada na hora errada.

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A etapa do corte é a mais delicada. É retirado somente o felogênio, deixando intactos os extratos sucessivos, a fim de não prejudicar o recrescimento. A operação é feita minuciosamente de forma manual, a golpes de machado.
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Desta forma se parecem as cascas logo depois de serem cortadas. Em geral, as empresas maiores as guardam logo em um ambiente protegido para evitar a contaminação indesejada.
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As cortiças passam em um fervedor, que, ao mesmo tempo, as desinfeta, limpa e as torna mais elásticas.
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Após a ebulição, as cascas, são prensadas, esticadas e submetidas a uma primeira seleção. As sobras da produção serão usadas para as rolhas técnicas: feitas de lascas de serragem coladas e prensadas.
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É hora da perfuração, uma fase importantíssima: deve-se escolher as melhores partes da cortiça para “extrair” as rolhas.
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A primeira seleção é feita com um leitor óptico. Um jato de ar vai dividir as rolhas conforme qualidade e medidas.
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A etapa final é a seleção, feita manualmente. As rolhas oriundas de um único pedaço de cortiça são divididas por tamanho (altura), porosidade e eventuais pequenas lesões. Cada fabricante pode ter até cinco variedades diferentes no catálogo de uma rolha mono-peça variando de um custo mínimo de 0,20 centavos a 1,50 centavos de dólar por garrafas.

Vale lembrar que Portugal produz 60% de toda a produção mundial, seguido por  Espanha e Itália. Pequenas parcelas procedem de Marrocos, Argélia e Tunísia.


Fiquei muito feliz em escrever esse post, pois quando a gente realmente aprecia algo, sente sim, curiosidade de saber como tudo é feito. Sendo assim, ao desarrolhar uma garrafa, percebemos mais ainda o quanto de história a mesma carrega – não só de quem produz as uvas e o vinho, mas daqueles que cultivam essas lindas árvores, responsáveis pela fabricação das rolhas que vedam com tanto esmero as nossas preciosidades.

Quem acompanha o Vila, sabe o quanto sou louca por rolhas! Elas estão presentes na identidade visual do blog, inclusive nas redes sociais. Sem falar que volta e meia dou ideias do que fazer com elas. Além de colecionar e vê-las lindas num pote, podemos, ainda, criar mil e um objetos lindos de artesanato. 

Boa semana! Ótimo vinhos! Tim-Tim!

Referências:  Wineanorak, Wikipedia.

8 Modelos de Saca-Rolhas Indicados Inclusive Para Iniciantes

Enoamigos, não há nada mais prático para qualquer amante dos vinhos do que ter um excelente saca-rolhas sempre a mão. E, acreditem, muitas vezes encontrar o seu queridinho não é tarefa fácil. Sem falar que nem todos os rótulos são ideais para cada tipo de saca-rolhas.

Por exemplo, vinhos de guarda, há tempos armazenados, devem ter suas rolhas retiradas de forma delicada e, portanto, precisam de um acessório que trabalhe com eficácia. Ou seja, trata-se de um acessório simples, mas, ao mesmo tempo muito útil e que atende a diversas necessidades.

Mas aí, você, leitor do Vila, deve estar se perguntando, “Mas esse já é o segundo artigo sobre saca-rolhas”.. Sim, é isso mesmo! Às vezes o novo conteúdo vale a pena uma nova postagem, mais objetiva. Então, bora descobrir quais são os modelos mais descolados e indicados por sommeliers de todo o mundo? Prepare-se:

1- SACA-ROLHAS DE DOIS ESTÁGIOS

Esse modelo é o mais utilizado por profissionais, sendo que a sua praticidade, precisão e facilidade de manuseio também encanta os enófilos mais experientes. Mas, no geral, é o preferido dos iniciados.

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Características: como o próprio nome sugere, 2 estágios são o suficiente para abrir a garrafa lindamente! É rápido e muito tranquilo. Na minha opinião, apesar da aparência intimidadora, é o modelo mais fácil de ser manuseado. De tamanho pequeno, conta, ainda, com um pequeno cortador de cápsulas. Perfeito para levar na bolsa!

Pontos Fortes: Uso simples e preciso.

Pontos Fracos:  Para os iniciantes, seu uso pode parecer complicado. Mas, não desista! Insista! Com o tempo, você perceber o quanto é fácil (foi assim comigo!).


2- SACA-ROLHAS DE ABAS

O modelo de abas é o mais comum em nossas casas. Provavelmente você deve ter conseguido sacar sua primeira rolha com um desse. Seu uso é muito difundido entre os inciantes.

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Características: Seu design permite abrir uma garrafa sem força e muito menos habilidade. Por seu tamanho, ocupa muito mais espaço que um saca-rolhas de dois estágios.

Pontos Fortes: Por ser menos intimidador, é o mais usado pelos amadores.

Pontos Fracos: Além de ocupar mais espaço, pelo menos comigo, não era nada prático. Eu acaba quebrando quase todas as rolhas que eu sacava. Ou seja, nem sempre o que parece mais fácil é o melhor.


3- SACA-ROLHAS EM FORMA DE “T”

Esse é o preferido dos mais conservadores, sobretudo aqueles que esbanjam força e habilidade. Meu pai usou muito até que eu o ensinei a manusear o de dois estágios. Hoje em dia ele não quer outra vida.

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É para quem ainda não se rendeu ao computador e insiste na antiga máquina de escrever. 

Características: O saca-rolhas em forma de T é o de design mais simples por sua vez o menos prático para o propósito. O arranque não tem qualquer ponto de apoio na cortiça, que deve ser retirada à mão livre, no “muque” mesmo. De carona na onda dos tradicionalistas, os fabricantes estão dando ares modernos aos saca-rolhas em formato de T, com desenhos inusitados e muito lindos.

Pontos Fortes: Hoje em dia há muitos saca-rolhas desse tipo com design muito atraentes. São verdadeiros objetos de decoração.

Pontos Fracos: Sua utilização é complicada e requer muita força e habilidade.


4- SACA-ROLHAS DE ROSCA

Apesar de não ser tão conhecido, esse saca-rolhas é ideal para os iniciantes, sobretudo aqueles que não se adaptaram a nenhum dos modelos listados acima.

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Características: Seu uso é muito simples, uma vez que devemos girar apenas a peça superior através da rolha para que essa seja retirada por completo. Esse modelo ocupa tanto espaço quanto o de abas e ainda custa muito mais caro.

Pontos Fortes: Seu uso é muito simples e prático.

Pontos Fracos: Ocupa muito espaço. Preço elevado.


5- SACA-ROLHAS DE LÂMINA

Esse é perfeito para os apreciadores dos vinhos de guarda, visto que permite puxar a rolha sem danificá-la.

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Características: Esse modelo é o mais complexo de todos e requer muita habilidade. Se usa introduzindo as lâminas entre a rolha e o gargalo da garrafa. A cortiça sai intacta, sem nenhum buraco sequer. É lindo de ver! Geralmente é utilizado em garrafas com rolhas de cortiça desgastadas pelo tempo e que devem ser removidas com toda a delicadeza, com o intuito de preservar o vinho.

Pontos Fortes: Nos permite extrair a rolha de garrafas de vinhos de guarda sem danificá-las, de forma supercorreta.

Pontos Fracos: Exige muita habilidade e prática. Pode provocar uma certa tensão no momento de remover a cortiça. Por isso, requer segurança e auto-confiança.


6- SACA-ROLHAS ELÉTRICO

Esse é para aqueles enófilos que querem abrir suas garrafas sem complicações. Só na praticidade.

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Características: Esse modelo não necessita prática e muito menos habilidade, justamente por ser elétrico. Basta acoplá-lo no gargalo da garrafa e apertar um botão. A rolha sai rapidinho.

Pontos Fortes: É muito, muito fácil de usar!

Pontos Fracos: Além de ser muito pouco portátil, você vai precisar de pilha (ou pilhas) para fazê-lo funcionar.


7- SACA-ROLHAS LEVER

O Lever também é um dos queridinhos dos iniciantes, sobretudo por sua facilidade de manuseio.

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Características: É necessário acoplá-lo em torno do gargalo e empurrar a alavanca para baixo, a fim de introduzi-lo até que a cortiça seja removida. É muito útil para quem está começando, porém, leva um pouco de tempo até que a gente se familiarize com ele.

Pontos Fortes: Uso fácil e preciso.

Pontos Fracos: A partir do momento em que a gente vai se acostumando, o tamanho passa a incomodar um pouquinho. Sem falar que, assim como o elétrico, também não é nada portátil.


8 – SACA-ROLHAS DE AR COMPRIMIDO

Mais um exemplar facílimo de operar. Perfeito para iniciantes!

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Características: O saca-rolhas de ar comprimido é o menos comum de se ver por aí. O mecanismo consiste em injetar uma agulha através da cortiça e bombear ar até que a rolha saia da garrafa. Esse método não é muito utilizado, visto que a injeção de ar pode remover os sedimentos e/ou alterar o vinho.

Pontos Fortes: É muito rápido e fácil! Qualquer um aprende a utilizar.

Pontos Fracos: Os sedimentos podem ser remexidos, alternando as características do vinho.


Então é isso, viníferos! Em se tratando de saca-rolhas, há modelos para todos os gostos e bolsos. Ou seja, zero razões para deixar os nossos amados vinhos aprisionados nas garrafas, certo? Vamos libertá-los!

Boa semana! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!