Notas de Prova: Menegotto Mostra Que Um Espumante Moscatel Pode Ir Além da Sobremesa

Sou completamente fascinada por harmonização entre vinho e comida. E, desde que recebi uma amostra de espumante moscatel da Carpe Vinum, decidi que não iria testá-la com nada óbvio, como torta de maçã ou sorvete de creme.

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Lembra quando eu mencionei que no inverno acabo sempre com apenas uma garrafa de vinho branco na adega? Pois é, gosto de ter um rótulo do estilo para harmonizar com comida japonesa, fondue de queijo, entre outros pratos que, no meu entendimento, acompanham bem um branco. Contudo, ao retornar de viagem, minha adega estava carregada de tintos (sempre acabo me rendendo a eles, ainda mais no friozinho) e ao procurar por opções, lá estava a garrafa do Menegotto Moscatel, se oferecendo para mim.

MOSCATEL E COMIDA JAPONESA?

Peguei a garrafa e liguei para o Restaurante Japonês. Vamos testar algo nada óbvio. Voilá!

Sei que os espumantes moscatéis são doces e, portanto, combinam bem com sobremesas. Porém, o doce também pode contrastar, por exemplo, com o salgado do molho shoyo. Sem falar que o frescor das borbulhas pedem algo fresco, como sushi e sashimi. Por que não?

MENEGOTTO MOSCATEL 

Elaborado com as cepas Moscato Branco (80%), e Malvasia de Cândia (20%),  o Menegotto é elaborado pelo tradicional processo Asti italiano. A tomada de espuma acontece em autoclaves com controle de graduação alcoólica até atingir 7,5% de álcool.

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O espumante é produzido pela Vinícola Courmayeur, fundada em 1976 na região de Garibaldi, na Serra Gaúcha, que é, sem dúvida, uma das melhores para a produção de borbulhas. O nome Courmayeur provém de uma comuna italiana da região do Valle d’Aosta, na fronteira com o território francês, ou seja, já senti que de método italiano eles entendem.

O MÉTODO ASTI

Asti está ligado ao processo de elaboração e é o nome de uma cidade italiana, na região do Piemonte, onde esses espumantes são elaborados há muito tempo. O método Asti é uma variação do Charmat, através do qual a fermentação ocorre em cubas de aço inoxidável. Contudo, ao contrário do método Charmat, em que o vinho base é colocado para fermentar pela segunda vez, a fim de produzir álcool e gás carbônico, no método Asti ocorre apenas a fermentação.

Logo, o mosto é colocado nas cubas junto com leveduras que irão consumir o açúcar do líquido, transformando-o em álcool e gás carbônico. A fermentação é interrompida quando o teor de álcool atinge 7% ou 8%. Como as uvas são mais doces que outras variedades, o resultado é um espumante adocicado (com alto teor de açúcar), de baixo teor alcoólico, leve, refrescante e muito aromático.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha com nuances esverdeadas. Perlage fina e persistente.

OLFATIVO: Notas de mel e flores brancas. 

GUSTATIVO: Doce, sem ser enjoativo. As notas de nariz se confirmam em boca. Apesar de leve, possui boa cremosidade de frescor.

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HARMONIZAÇÃO: além de casar bem com sobremesas, também faz bonito ao lado de saladas e entradas mais leves. Minha experiência com sushi, sashimi e muito shoyo foi totalmente aprovada. 

TEMPERATURA DE SERVIÇO: entre 3 e 7ºC

7,5% de volume alcoólico. 


Então é isso, enoamigos. Nada como sair do lugar comum! Você encontra o Espumante Moscatel Menegotto na loja virtual da Carpe Vinum .

Até a próxima! Ótimos vinhos e combinações inusitadas! Tim-Tim!

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(Chile) Vinolia: Vivendo a Aventura do Vinho Sem Sair de Santiago

E aí, viníferos? Como vocês perceberam, fiquei um tempinho afastada do blog por motivos de… Férias! E, nessas horas, se jogar no enoturismo é sempre a melhor pedida para nós, apaixonados por vinho. Porém, hoje vou contar para vocês uma experiência surpreendente que tive com uma região vinícola sem sair da capital da chilena.

O VINOLIA

O Vinolia é uma loja de vinhos que oferece aos seus clientes vivenciar uma experiência de degustação completa com vinhos de determinada região vinícola do país. E, sim, trata-se de uma vivência sobretudo sensorial.

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Lá é possível escolher entre duas regiões para o tour: Valle De Casablanca ou Valle Del Colchagua. Em princípio eu tinha escolhido “visitar” o Colchagua, visto que seria o único local que não foi possível encaixar presencialmente na viagem. Porém, justo no dia que deixei reservado para ir ao Vinolia eles estavam apenas com o tour por Casablanca, em todos os horários, sendo que eu tinha ido à região de carro no dia anterior. Mas a minha vontade de conhecer uma proposta tão diferente de perto era tão grande que sim, fui e não me arrependi nem um centímetro!

DECORAÇÃO INSPIRADORA

A arquitetura do lugar encanta, sobretudo por traduzir o espírito do vinho em toda sua essência. Tijolinhos típicos das antigas caves e dominós de carvalho, utilizados na fabricação de vinhos cobrem as belas paredes lugar, rodeado por uma vitrine belíssima, povoada de belos rótulos, entre eles de vinícolas chilenas renomadas como Casa Silva, Lapostolle, Koyle, Botegas RE, Viña Casa Del Bosque, Loma Larga, Los Vascos, Morandé e Veramonte.

 

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Como boa amante dos bons vinhos, me vi hipnotizada pela energia do lugar, que reluzia tanto quantos os lustres de vime pendurados no teto, todos fabricados a mão por artesãos chilenos.

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E A AVENTURA COMEÇA

Antes de “iniciar os trabalhos”, nos foi servido um espumante, o Dominga. Trata-se de um Brut (charmat) da Casa Silva, uma das minhas vinícolas favoritas no Chile, e que cumpriu perfeitamente o seu papel de vinho de boca para a degustação que viria a seguir.

E a recepção não poderia ser melhor! A Sommellière Gabriela Pedroso Sampaio já chegou esbanjando simpatia e conhecimento sobre o mundo do vinho. Paulista, de São José dos Campos, nem parece que está há apenas 2 meses vivendo em Santiago, tamanha sua desenvoltura sobre tudo o que diz respeito ao lugar.

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Sem falar que é supersolícita e quis logo saber como andava o meu espanhol, já que eu era a única brasileira do grupo, formado em sua maioria por visitantes de língua hispânica. Ainda bem que o meu espanhol já estava desenferrujando e topei assistir às explicações totalmente na língua local sem dificuldade.

A SALA DOS SENTIDOS 

Enfim, começa o tour e logo somos conduzidos por Gabi à Sala dos Sentidos. Antes da experiência, a Sommelière explica ao grupo as diferenças entre os aromas primários (oriundos da uva), secundários (da fermentação) e terciários (das barrigas e amadurecimento) do vinho.

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Nos deparamos com várias mesinhas, que tinham, ao todo, 48 caixas com diversos aromas, sendo que a brincadeira é adivinhar cada um deles. Pura diversão e descontração nessa hora! Em pouco tempo, a galera já estava rindo junta e conversando. Afinal, no mundo do vinho as amizades se formam como que por encanto. É uma magia que só quem curte entende.

Ao fundo, ouvíamos sons que reproduziam os mesmo de uma vinha, entre eles o vento e o canto dos passarinhos. Uma delícia!

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Havia caixinhas com nuances florais, frutadas, de mel, especiarias, entre outras. Sem dúvida, foi um ótimo treinamento para a segunda etapa do processo. Bora lá!

CINEMA E DEGUSTAÇÃO 

Imaginem uma sala de projeção, tal como a de um cinema, com um telão de 7 metros de largura à frente de várias mesas que subiam como num grande auditório. Ao sentar em nossos lugares, cada um tinha diante de si 5 taças com os vinhos que iríamos degustar, todos oriundos de vinícolas do Valle de Casablanca.

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No início, nos foi apresentado um vídeo lindo da Wines of Chile, sobre as belezas desse país que encanta e impressiona. Até que chegamos ao Valle de Casablanca, um terroir que, pela proximidade com o Oceano Pacífico, dá origem a vinhos maravilhosos e de características bem particulares.

E sabe quem nos apresentou cada etapa da degustação de cada um dos rótulos? Os próprios produtores e enólogos das vinícolas, na tela, diante dos nossos olhos. Com timing perfeito, provamos juntos e ouvimos o que inspirou cada um deles a criar o vinho.

OS VINHOS DA DEGUSTAÇÃO

Para começar, a degustação dos vinhos é acompanhada de água e de uma seleção de queijos, torradinhas e frutos secos.

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Agora, vou falar um pouquinho dos rótulos com a minha impressão sobre cada um deles.

1- Veramonte, Ritual Sauvignon Blanc

De coloração amarelo-palha claro, esse vinho traz todo o frescor de Casablanca direto para a taça. Uma ótima forma de iniciar uma degustação. No nariz, aromas cítricos e ótima acidez. Ou seja, muito sabor e persistência. Metade dele é fermentada em barricas usadas e a outra metade em ovos de concreto. Para uma Sauvignon Blanc Lover como eu, está aprovadíssimo! Pura tipicidade.

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2- Morandé, Gran Reserva Chardonnay

Um Chardonnay que é a cara do Valle de Casablanca, bem do tipo surpreendente. Com 40% de fermentação (com as cascas) em barricas de carvalho francês, possui cor dourada e notas cítricas, suportando de 3 a 5 anos de guarda com todo o vigor.

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3 – Casas Del Bosque, Gran Reserva Pinot Noir 

Um vinho bem típico, vermelho-rubi intenso, com reflexos terrosos. No nariz, exala frutas vermelhas e especiarias. Passa 14 meses em barrica, sem comprometer em nada e o seu frescor. Para beber geladinho em qualquer época do ano.

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4 – Bodegas RE, Syranoir

O nome já diz tudo. Trata-se de um blend de Syrah e Pinot Noir. De coloração vermelho-rubi intenso, sem reflexos, chega no nariz carregado de frutas vermelhas do bosque (típicas da Pinot) e Azeitonas (provenientes da Syrah).

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5 – Loma Larga, Cabernet Franc

Para fechar as degustações com chave-de-ouro temos esse Cabernet Franc incrível, de cor vermelho-rubi intensa. No olfato, frutos negros, mentolado e especiarias. Estrutura, presença e persistência. Maravilhoso!

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EMPÓRIO DE VINHOS E APERITIVOS

Após a degustação, voltamos para o empório e lojas de vinhos para confraternizar. Sim, o encontro continuou com vários petiscos e outros rótulos para degustar sem compromisso, só curtindo a presença do pessoal, gente de todo lugar do mundo numa só paixão pelo vinho.

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Nessa hora, não há barreira na língua. Brasileiros, chilenos, colombianos e argentinos aproveitaram juntos, desfrutando do ambiente maravilhoso do Vinolia. Infelizmente, tive que sair mais cedo e levei só uma garrafa de Rosé Laspostolle comigo (sozinha, de táxi, não dava para levar mais..rsrs). Mas o restante do pessoal continuou curtindo a loja e o wine bar delicioso. Amei demais

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O tour possui o valor de 32.500 pesos chilenos por pessoa (cerca de R$160,00). Mas paguei feliz, pois vale cada centavo! Vinhos maravilhosos e tratamento VIP! Recomendo a todos que amam vinho e desejam curtir uma experiência diferente no Chile.

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Ficou a fim de conhecer? Então, reserve seu tour favorito AQUI no site do Vinolia. 

O Vinolia fica na Alonso de Monroy 2869, Local 5, Vitacura.

Até a próxima, com mais um pouco das minhas aventuras viníferas no Chile. Tim-Tim!

Olá, Muito Prazer! Chenin Blanc!

Acreditem, os vinhos brancos andam super na moda ao redor do mundo. E, embora as críticas tenham girado mais em torno dos tintos, é fato que os brancos vêm organizando uma revolução silenciosa nos últimos anos, quebrando preconceitos e encantando um número cada vez maior de apreciadores devido ao estilo seco e fresco de grande parte de seus rótulos. Ou seja, provocam o mesmo prazer de uma cerveja gelada, porém, sem aqueles quilos de carboidratos vilões da boa forma (rs).

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DÊ UMA CHANCE PARA OS VINHOS BRANCOS

São inúmeros os benefícios dos vinhos brancos, entre eles o fato de que são tipicamente mais leves em álcool, ao passo que combinam com uma variedade enorme de alimentos, além de serem bem mais acessíveis que o vinho tinto, em termos de qualidade. E, em meio a rótulos de Chardonnay e Sauvignon Blanc, superdisponíveis, um branquinho têm chamado a atenção de grande parte dos White Lovers ao redor do mundo: o Chenin Blanc!

MUITO PRAZER, CHENIN BLANC!

A casta Chenin Blanc é cultivada em todo o mundo, mais notavelmente na região francesa do Vale do Loire e na África do Sul. O que impressiona nessa variedade, sem dúvida, é a diversidade de estilos, sendo que vai desde espumantes até dourados néctares doces (de sobremesa) e conhaque.

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Na África do Sul, por exemplo, a Chenin Blanc é a uva branca mais plantada e, nos últimos anos, os produtores investiram um grande esforço para fazer com que o Chenin sul-africano possa competir de igual para a igual com os melhores do mundo. O bacana da história é que, embora a África do Sul esteja elaborando exemplares incríveis de Chenin Blanc, sobretudo de vinhedos antigos, os preços ainda são bastante competitivos. Ou seja, trata-se de rótulos com ótimo custo-benefício. 

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CHENIN BLANC NO VALE DO LOIRE

Na fria região do Vale do Loire, na França, o amadurecimento da Chenin Blanc pode ser tão desigual, que às uvas geralmente são selecionadas à mão em sucessivas passagens pelas vinhas.

As uvas menos maduras constituem uma ótima base para vinhos espumantes. Já as uvas mais maduras são utilizadas em estilos ricamente aromáticos, ao passo que aquelas retiradas no final da época da colheita estão muito maduras ou afetadas pela podridão nobre, fungo que desidrata e concentra os açúcares das uvas, dando origem a ricos sabores de geleia de laranja, gengibre e açafrão. Estas uvas de colheita tardia vão para os famosos vinhos doces da região, como os das DO’s Quarts de Chaume e Bonnezeaux.

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HARMONIZAÇÃO

Um bom Chenin Blanc, sobretudo os dos estilos espumante, seco e aromático, combina com Frutos do Mar, Frango ou Peru. Presunto e Bacon também são ótimas ideias para harmonizar com esses vinhos.

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BORA DEGUSTAR UM CHENIN BLANC!

Ficou curioso para conhecer o Chenin Blanc? Então, a sua lição de casa será escolher um estilo deste vinho e saboreá-lo em grande estilo. Veja algumas ideias:

  • ESPUMANTE: Brut (seco) ou Demi-Sec (frutado e seco) são os principais estilos. Você pode optar por um Methode Traditionelle Vouvray da França ou um Cap Classique da África do Sul.

  • SECOS: Em Vouvray, os estilos secos são rotulados como “Sec” e na África do Sul, você geralmente encontrará um indicador de doçura no rótulo traseiro. Esses vinhos costumam ser leves e minerais.

  • AROMÁTICOS: Eis um estilo exuberante de Chenin, que cheira a buquê de flores e pera recém-cortada. Sem dúvida, é o mais popular em todo o mundo. Em Vouvray, os produtores costumam usar as palavras “Tendre” para indicar esse estilo.

  • NÉCTAR DE OURO: Trata-se do mais doce estilo de vinho de sobremesa, que pode ser encontrado principalmente no Vale do Loire, na França, incluindo as regiões do Côteaux du Layon ou vinhos rotulados como “Moelleux” da Vouvray.


Então é isso, enoamigos! o mundo do vinho é muito vasto, por isso, permita-se sempre! Prove vários estilos e se entregue por completo. Afinal, a paixão pelo nosso néctar dos deuses vai muito além de uma taça de tinto.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Consulta e referência: Wine Folly, Vinhos do Mundo Todo

Harmonização: Vinhos Que Combinam com as Nossas Amadas Pizzas!

10 de julho é o Dia Internacional da Pizza! Sim, meus amigos, e poucas iguarias combinam tanto com vinhos quanto essas redondas deliciosas. Por isso, hoje trago alguns pares perfeitos para você comemorar a data em grande estilo!

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Esqueça a cerveja, pois existe um estilo de vinho para cada sabor de pizza. Para começar, aqui no Brasil praticamente todos os sabores acompanham uma “cama” de muçarela que serve como base para o recheio, inclusive em muitas das pizzas doces.

Veja as opções paras as mais tradicionais, aquelas que a gente gosta de pedir em casa, seja para curtir sozinho ou em ótima companhia.

PIZZAS À BASE DE PEPPERONI E CALABRESA

Se você é fã de pizzas recheadas com Pepperoni, Calabresa, Salaminho ou Lombinho Canadense, incluindo aí a tradicional Portuguesa, do tipo que vem com tudo isso e muito mais em cima, aposte nos vinhos tintos de médio corpo e acidez equilibrada, visto que casam superbem com o molho de tomate.

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Minhas sugestões são:

  • SYRAH
  • CHIANTI CLÁSSICO ITALIANO
  • CABERNET SAUVIGNON
  • ZINFANDEL CALIFORNIANO. 

PIZZA VEGETARIANA

Quando se trata de pizza vegetariana a gente já imagina uma profusão de pimentão, azeitonas, cebolas, cogumelos e legumes, como abobrinha e berinjela que, na minha opinião, são os que mais combinam com a tradicional receita italiana. Para ser feliz com ela, sugiro vinhos rosés e brancos de boa acidez, como:

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  • SAUVIGNON BLANC
  • ESPUMANTE BRUT OU DEMI-SEC
  • VINHO PORTUGUÊS DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES (TODAS AS CASTAS)
  • CHARDONNAY SEM PASSAGEM POR MADEIRA
  • ROSÉ FRANCÊS DA PROVENCE
  • ROSÉ NACIONAL (como, por exemplo, VILLA FRANCIONI e MARIE GABI (ROUTHIER E DARRICARRÈRE)

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Sem dúvida, a 4 Queijos é uma das pizzas favoritas dos brasileiros. O recheio nada mais é que uma combinação de 4 estilos de queijos diferentes, os mais comuns são Parmesão, Gorgonzola, Muçarela e Requeijão (tipo catupiry). Para essa mistura incrível, sugiro um bom CHARDONNAY, seja com ou sem passagem por madeira. Se preferir harmonizar por contraste, o salgado do gorgonzola vai superbem com um rótulo mais adocicado, seja PORTO ou BRANCO COLHEITA TARDIA.

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PIZZAS À BASE DE MUÇARELA E TOMATES (MARGHERITA)

Adoro todos os sabores de pizza, inclusive os denominados “gourmet” ou mais sofisticados. Mas sabe aquele dia que a gente prefere optar pela simplicidade? Nessas horas, a Margherita (Muçarela, Tomate e Manjericão) é meu sabor favorito. 

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Minhas sugestões para esse sabor, incluindo o mais simples de todos, só com MUÇARELA, são vinhos leves, tanto brancos quanto tintos.

  • CHIANTI ITALIANO, ENTRE OUTROS ESTILOS DE VINHOS SANGIOVESE
  • MERLOT
  • PINOT NOIR
  • BEAUJOLAIS NOVEAU
  • CARMENÈRE CHILENO

PIZZA DE ATUM

O atum é um dos peixes de sabor mais forte, de modo que não é tão leve quanto os demais. Acho que um vinho branco, para ele, fica muito leve, ao passo que um tinto pode se sobressair demais, passando por cima de seus sabores. Logo, fico com o meio-termo, ou seja, um belo VINHO ROSÉ. Neste caso, optaria por um Rosé mais encorpado, com corpo e estrutura de um tinto, mas com as notas frescas de um branco. Que tal um ROSÉ ARGENTINO, todo trabalhado no MALBEC, desses de coloração mais para o cereja? Vai nessa que você vai acertar!

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PIZZA DE RÚCULA COM TOMATE SECO

Trata-se de uma pizza leve e seus toques herbáceos se destacam bastante. Eu amo! Esse sabor fica perfeito com um bom SAUVIGNON BLANC, sobretudo aqueles com boa acidez e aquelas nuances de grama cortada, mato verde, frutas tropicais, ou seja, um rótulo bem típico dessa varietal. Hummm.. Delícia!

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PIZZA DE FRANGO COM CATUPIRY

Quando se trata desta combinação deliciosa, todo cuidado é pouco. Afinal, é necessário um vinho que faça frente à gordura do catupiry e que seja leve o suficiente para combinar com a delicadeza do frango. Com essa ideia em mente, sugiro todas as nuances de VINHOS ROSÉS, assim como a leveza de um belo PINOT NOIR. Se for um ROSÉ ELABORADO COM PINOT NOIR, então, é mais do que perfeito!

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PIZZA DE CHOCOLATE

Até que enfim, chegamos nos exemplares doces, que fecham com chave de ouro qualquer refeição. Pizzas com base de chocolate, seja com calda, brigadeiro, confeitos, enfim, são pares perfeitos para os Vinhos do Porto, seja no estilo RUBY ou TAWNY. Orgasmo gustativo garantido! Bom demais!

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PIZZA DE FRUTAS EM GERAL, INCLUINDO BANANA COM CANELA

Sabores nos quais as frutas são protagonistas, para mim, pedem um maravilhoso ESPUMANTE MOSCATEL, do tipo doce e delicado, mas nada enjoativo. Um que eu gostei demais e indico para todo mundo é o Aquarela, da Casa Perini. 


Então é isso, enófilos de plantão! Desfrutem do dia de hoje com uma bela pizza e um bom vinho. Aqui em casa o maridão tem uma receita superespecial, que não fica devendo a nenhuma pizzaria. Para nós, noite de pizza é sinônimo de amigos, risadas e, claro, muitos vinhos!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Notas de Prova: Equilíbrio no Batalha Tannat 2015

Até que enfim, cheguei para dar o meu feedback sobre o vinho do fim de semana. Recebi uma amostra do Batalha Tannat 2015, um nacional produzido na Campanha Gaúcha. Faz tempo que ouvia falar dessa vinícola, através do amigo Luis Carlos Silva, da DiVino Vinhos, de SP. E, quando se trata de vinho nacional, certamente a vontade de provar triplica. Afinal, sei bem que os nossos rótulos têm se destacado não só no Brasil como pelo mundo afora.

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Sendo assim, aproveitei o sábado para desarrolhar o Batalha, sobretudo porque desta vez eu teria companhia para degustá-lo. Em meio a uma trupe de cervejeiros, eis que a Ana, amiga catarinense, chegou disposta a curtir o friozinho ao lado do nosso néctar dos deuses e dividiu a ampola comigo. Harmonizamos com pizzas de diversos sabores, preparadas pelo maridão e, sim, foi sucesso total!

DIFERENCIAL: POTÊNCIA E SUTILEZA 

O que a gente espera de um Tannat? Ainda mais um daqueles amadurecidos em carvalho? Potência e presença! E esse tinha muito, sobretudo porque o rótulo é bem-feito e equilibrado, do tipo que funciona bem tanto para acompanhar um belo churrasco quanto para harmonizar com as nossas delicadas pizzas. Tudo graças ao enólogo, que acertou na mão ao colocar apenas uma parte do vinho na madeira. Sem dúvida, isso trouxe equilíbrio na medida em que adicionou nuances do carvalho sem impedir que a fruta se expressasse.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Límpido, de coloração rubi, com reflexos violáceos. 

NARIZ: Frutas vermelhas e negras, com destaque para Ameixa e Mirtilo e Framboesas maduras, além de um discreto toque de caramelo, torrefação e especiarias. 

BOCA: Seco, com taninos elegantes e médias acidez e persistência (5 segundos). 

DICAS DE HARMONIZAÇÃO: Carne bovina e de caça, queijos de sabor forte, pizzas e massas recheadas. 

O vinho é elaborado com 11% Merlot e 89% Tannat. As uvas que originaram este vinho foram colhidas manualmente em parreirais na região da Campanha Gaúcha. Após cuidadosa seleção dos cachos, as uvas foram maceradas e passaram pelo processo de fermentação em tanques de aço inox. Uma parte do vinho maturou em barricas de carvalho francês por seis meses.

  • Servir entre 16º e 17ºC.
  • 12,5% de volume alcoólico.
  •   Lote de 4.000 garrafas

POR QUE O NOME BATALHA?

O nome da vinícola se refere à famosa Batalha do Seival,  ocorrida em 1836 onde hoje se localiza o município de Candiota (RS). Foi um conflito militar em que os revolucionários da revolução farroupilha venceram o exército do império brasileiro e ensejaram a República Riograndense.

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Com o objetivo original de derrubar o presidente da província, apenas, os revoltosos gaúchos enfrentaram as tropas imperiais. Sob a liderança do coronel Neto que deslocou-se à região da, hoje, Candiota, onde encontrava-se o comandante imperial João da Silva Tavares, vindo do Uruguai. O coronel legalista João da Silva Tavares tinha se refugiado no Uruguai, depois de reveses que sofreu em combates isolados. Voltou para a Província em Setembro de 1836, comandando uma força de 560 homens, a maior parte recrutada entre rio-grandenses no exílio. Bem armado, Tavares provocou os farroupilhas, passando pela região de Bagé, território guarnecido pela tropa do coronel Antônio de Souza Netto, formada por 430 soldados, muitos dos quais eram uruguaios.

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No dia 10 de setembro, os inimigos se encontraram nas margens do Arroio Seival. Apesar do menor número, os farrapos, investindo com espadas e lanças contra os inimigos, destroçaram a força legalista. O coronel Tavares teve uma perna ferida, mas o pior aconteceu com seus soldados: 180 mortos, 60 feridos e 116 presos. As perdas farroupilhas foram mínimas. Apesar da experiência e da valentia, Silva Tavares poucas vezes venceu um combate, embora sempre pronto para a luta. Derrotado, levou o que sobrou da tropa para a região do Rio Camaquã. A batalha do Seival proporcionou aos rebeldes um dos maiores feitos de toda a Guerra dos Farrapos.


Sem dúvida, o Batalha 2015 é um Tannat com estilo bem brasileiro, o que é ótimo, pois a cada dia sinto que os nossos vinhos são capazes de se expressar com uma personalidade única frente a exemplares de outros países mais tradicionais no cultivo da casta, como o Uruguai, por exemplo.

Clique e veja onde encontrar o vinhos da Batalha no Rio de Janeiro

Em São Paulo, você encontra os rótulos da Batalha Vinhos e Vinhas na DiVino Vinhos na Rua Madre de Deus, 370. Telefone: (11) 99390-9412 – Luis Carlos Silva. 

Então é isso, enoamigos! Espero que vocês tenham curtido mais um post desta série que a cada dia tem conquistado mais espaço aqui no Vila Vinífera. E que sirva de dica para vocês escolherem o próximo vinho.

Ahhhh, e aproveito para deixar claro que só escrevo sobre vinhos cujas amostras provei e aprovei! Se eu não curtir, podem ter certeza de que não mencionarei o rótulo por aqui. 

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

Wine Drinks: 3 Coquetéis com Espumante para Agitar Seu Happy Hour

Além dos vinhos, eu amo o mundo da coquetelaria! Tanto isso é verdade que não abro mão dessa série de posts, que sem dúvida é uma das mais amadas pelos meus leitores, desde o início do Vila. Para mim, trata-se de uma ciência quase como a da gastronomia. Só que, aqui, é a magia de reunir nuances e sabores para criar uma bebida única e inesquecível!

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Sim, sabores alcoólicos instigantes, como o do nosso amado Espumante Brut! Para esses casos, as pessoas costumam usar um Charmat para economizar. Mas, na sinceridade? Eu arriscaria um vinho elaborado pelo método tradicional (champenoise), mais complexo, sobretudo em aromas. Aquele cheirinho de “pão tostado’ faz sim, toda a diferença! Amo!

E foi pensando nisso que hoje trouxe 3 receitas deliciosas de Winedrinks com Espumante. Seja para você curtir num happy hour com os amigos ou num momento a dois, com certeza elas são garantias de sucesso!

1- BIG APPLE

Ingredientes
1 colher (sobremesa) de açúcar ou adoçante
1 colher (café) de canela em pó
1 fatia fina de maçã verde em meia-lua
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Modo de fazer
Numa tigela, misture bem o açúcar e a canela em pó. Envolva a lâmina da maçã com a mistura, formando uma crosta. Reserve. Em uma taça flûte ou tulipa, despeje o espumante. Junte a maçã em crosta e sirva.
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2- BERRY BUBBLES
Ingredientes
6 fatias finas de morango fresco
10 ml de licor de framboesa
10 ml de licor de amora
75 ml de espumante BRUT em uma taça flûte ou tulipa
Modo de fazer
Junte as lâminas de morango e os licores. Complete com o espumante e sirva.
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3– FRISCO

Ingredientes
10 ml de xarope de hortelã
75 ml de espumante BRUT
1 folha de hortelã para decorar
Modo de fazer
Em uma taça, despeje o xarope e complete com o espumante. Decore a borda da taça com a hortelã e sirva.
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Esses são drinks refrescantes e deliciosos, que combinam com qualquer estação do ano. Até para os dias mais frios, funcionam muito bem como Welcome Drink antes da degustação de brancos, rosés e tintos.
Ou seja, são chiques e fazem bonito em qualquer ocasião!
Então é isso, enoamigos! Até a próxima!
Ótimos drinks! Tim-Tim!
*Referências: Noiva com classe

Lifestyle: Em Defesa do Vinho de Meia-Garrafa

Acho que a maioria dos enófilos admitiria que, ao entrar numa loja de vinhos, a seção de meias-garrafas é a primeira a ser visitada. Para falar a verdade, muitas pessoas provavelmente nem percebem que estão lá. Até hoje é o que acontece comigo! Ou seja, a meia-garrafa sempre foi subestimada. A gente pega, olha o preço e pensa assim, “Na ponta do lápis vale mais a pena levar 750 que 350ml”.

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Será verdade?

BORA PENSAR NOS PRÓS E CONTRAS

Reflita e certamente você chegará à conclusão de que se trata de um tamanho único! Afinal, é menos que uma garrafa cheia e mais que as minis de uma só dose ( 187ml), que se tornaram tão populares ultimamente. A seleção geralmente é limitada e, além disso, a meia-garrafa não se presta a ocasiões ou circunstâncias específicas. Ou seja, na real ninguém se dirige a uma loja de vinhos pensando, “Preciso comprar uma meia-garrafa!”. 

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Por tudo isso, eu argumentaria, inclusive, que a meia-garrafa é, na verdade, um dos maiores negócios de utilidade da indústria do vinho. Pode ser um herói desconhecido. Mas só se você quiser, claro! Não é tão elegante quanto uma garrafa cheia e nem é tão divertido de comprar. Mas os produtos mais práticos e úteis geralmente não são conhecidos por seu charme e sim pelas vantagens que podem te proporcionar. E, pelo menos para mim, é isso o que faz da meia-garrafa uma grande escolha. 

1/2 GARRAFA: VOCÊ SÓ DESCOBRE O QUANTO ELA É BOA QUANDO PRECISA DELA

Pois é, estou aqui defendendo a meia-garrafa, mas nem sempre pensei desta forma. Há um tempo tenho adotado essas queridinhas com mais carinho, tudo porque não é sempre que alguém está disposto a dividir uma garrafa comigo.

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Meu marido, por exemplo, nos fins de semana aqui em casa ou em restaurantes, geralmente, acaba optando pela cerveja. Ou seja, a possibilidade de eu me empolgar demais com uma garrafa inteira é grande quando estou degustando-a sozinha. E, no dia, seguinte, quem é apaixonado por vinho sabe que a sensação nem sempre é agradável. Ou seja, para esses casos, a meia-garrafa é sim, uma solução e tanto!

Fora isso, sabe quando você vai num restaurante rolha free (que não cobra taxa) e a sua companhia não está disposta a dividir uma garrafa ou, então, prefere um rótulo branco quando naquele dia tudo o que você mais quer é uma taça de tinto? Sim, isso acontece! Levem cada um uma meia-garrafa de seu estilo favorito e aproveitem! Simples assim!

O TAL DO CUSTO X BENEFÍCIO

Enfim, apesar do valor da meia-garrafa muitas vezes não compensar frente a uma garrafa inteira (nunca é metade do preço!), é preciso admitir que é sempre bom ter uma ou outra na adega para aqueles casos de necessidade, como os citados acima. Sem falar que é a quantidade de vinho perfeita para uma noite sozinho, sem o risco de sobrar para o dia seguinte (e, cá entre nós, a bebida nunca está igual ao dia em que a ampola foi aberta). Ou seja, se você está só, é muito mais prático comprar uma meia-garrafa e ser feliz! Sim, em se tratando de vinho, é possível ser feliz sozinho!

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“Ah, mas eu nunca bebo só meia-garrafa no fim de semana!”. Pois é, pode ser que a ampola de 350ml não te satisfaça num sábado à noite, quando você está acompanhado e o papo rola solto. Mas, sozinho, num dia de semana, quando se precisa acordar cedo no dia seguinte, a meia-garrafa é perfeita!

Uma meia-garrafa também pode ser a salvação para aquelas noites nas quais não se consegue decidir o que beber. Tinto ou branco? Pinot Noir ou Malbec? Ou meu dilema pessoal, “Vinho tinto ou espumante?” Para mim, é uma decisão superdifícil de tomar, sobretudo quando eu estou MESMO desejando um espumante, mas não sei se conseguirei seguir adiante com as borbulhas até o fim da noite (as perlages costumam ser traiçoeiras..rsrsrs). Graças à meia-garrafa, não preciso fazer essa escolha. Basta comprar 350ml de cada e correr para o abraço enquanto a noite continua! 

ALÉM DA VERSATILIDADE 

Viu como, em muitas ocasiões, uma meia-garrafa pode resolver metade dos seus problemas? E sabe que o portfólio para elas nem anda tão limitado? Cada vez mais as empresas estão investindo em meias-garrafas de seus melhores rótulos, os chamados best-sellers. E tem de todos os estilos – espumante, branco, rosé, tinto, doce… Ou seja, vai da entrada a sobremesa sem te dar prejuízo! 

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Se você é um amante dos tintos, já é possível encontrar, por exemplo, em meia-garrafa os rótulos TOP da Vinícola Catena (Malbec e Pinot Noir). Se não couber no seu bolso,  ainda é possível se deliciar com o clássico Casillero Del Diablo. Bom demais! Aliás, esses foram alguns dos motivos pelos quais decidi dar uma chance às meias-ampolas.


Então, enoamigos, se vocês ainda não provaram da versatilidade de uma meia-garrafa, chegou a hora de vivenciar todo o seu senso prático.

Até a próxima! Ótima semana repleta de bons vinhos! Tim-Tim!