Wine Day: Decanter Mostra Toda a Força de seu Portfolio em evento no RJ

Rio de Janeiro – Na última segunda-feira, 14 de maio, a importadora Decanter reuniu clientes, trade (força de vendas) e press (imprensa e formadores de opinião) num evento na Pizzaria Camelo, em Ipanema, no qual apresentou grande parte dos rótulos de seu portfolio.

WhatsApp Image 2018-05-16 at 11.51.33

Logo na entrada, fomos surpreendidos com alguns espumantes da marca, com destaque para o italiano Ferrari e o Lírica Crua (aquele sur lie, que mantém as leveduras na garrafa). Tudo geladinho e sintonizado com os rótulos que encontraríamos a seguir.

CHILE BRILHOU COM RÓTULOS DE DIVERSAS VINÍCOLAS

Antes de tudo, vale ressaltar que a Pizzaria Camelo foi uma ótima escolha para abrigar o Wine Day. Além de aconchegante e intimista, o lugar é super bem-localizado na zona sul carioca.

No primeiro andar, foram reunidas as vinícolas chilenas, entre elas El Principal (que trouxe 3 carros-chefes, sendo que o El Principal 2013 foi um dos meus preferidos do evento), De Martino (com muita variedade), Caliterra (com a linha custo-benefício Aventura, todos a R$60, 30 no site,  e os excelentes Edición Limitada A 2010 e Cenit 2007 e 2008, os tops da bodega), Villard (com Pinot Noir e Syrah sempre sensacionais!), Terranoble (curto muito os vinhos dela, mas ainda não conhecia o Reserva Sauvignon Blanc 2017 e adorei!) e, por fim, a Alcohuaz (com três rótulos incríveis, GRUS 2014, Tococo Syrah 2015 e RHU 2011, sendo esse último, na minha opinião, mais um dos grandes destaques do evento). 

SEGUNDO ANDAR COM DESTAQUES DO MUNDO TODO

Quando a gente pensou que o Wine Day estava todo no primeiro andar, eis que as escadas se abriram para mais uma viagem pelo mundo do vinho, desta vez de diversos terroirs espalhados pelo globo. Sim, muitos branquinhos! Já falei por aqui que tenho um fraco por grandes rótulos de cepas brancas, sendo que ultimamente tenho estado in love pelos vinhos de uva Riesling, sobretudo os alemães e alsacianos.

E lá tinha! Meus preferidos foram o Paul Blanck Riesling 2016, da Alsácia, e o alemão Charisma (Riesling Trocken) 2016, sendo este muito aromático, sedutor de verdade.

No mais, fomos para os tintos, que foram representados por rótulos de muita expressão, como o Valpolicella Superiore Casalvegri 2015, Quinta da Gaivosa Douro 2013 e o Basilisco Aglianico del Vulture 2006, um italiano 100% Aglianico que, apesar dos sinais de evolução, ainda tem muitos anos pela frente. 

Me encantei, ainda, pelo Peique Viñedos Viejos 2011, um espanhol 100% Mencía, com uvas oriundas de vinhedos de 45 a 55 anos de idade. Sem falar no Conde Vimioso Reserva 2012, um português regional Tejo, elaborado com 40% Touriga Nacional, 25% Cabernet Sauvignon, 25% Syrah e 10% Aragonez. 

VINHOS DE SOBREMESA

Por fim, vamos aos vinhos de sobremesa que mais me chamaram a atenção. Após diversos rótulos, cheguei a pensar em dispensar os fortificados, mas me deparei com Marsala Superiore Secco 5 Anni DOC, que é um estilo de fortificado da Sicilia, que volta e meia cai nas minhas provas da ABS-RJ (nada como uma dose de aprendizado, não é mesmo?).

Ah, e para fechar com chave de ouro, nada melhor que o Alambre Moscatel de Setúbal 2012, da José Maria da Fonseca. Não consegui provar o Moscatel Roxo 2011, mas também curto demais essa categoria. Em junho será realizado o evento “Vinhos de Setúbal” e, com certeza, teremos variados rótulos de Moscatel para comentar por aqui.


No mais, como sempre, encontrei toda a galera do vinho. Amigos queridos como a Joana Rangel (Divina e Vinho), Fernando Lima (Vinhos com Fernando Lima), Marcelo Marques, Patrícia, Chico Cineasta (Vinhos pelo Mundo), Renatha Brasil  e Marcele (do Circuito do Vinho), entre outros. O clima é sempre bacana, com muita descontração, risadas e aprendizado mútuo. Sim, a gente aprende muito com os amigos.

O Wine Day foi muito bem-organizado na cidade maravilhosa. Não estava lotado e tínhamos total tranquilidade para conversar com os produtores (muitas vinícolas levaram seus profissionais e enólogos). O ambiente estava tão bacana que circulávamos pelos dois andares o tempo todo, sem falar nas comidinhas… Dadinhos de Tapioca com molho de gengibre e as pizzas da casa, sempre maravilhosas!

Então é isso, amigos! Até a próxima! Excelentes Vinhos! Tim-Tim!

 

(Chile) Faça um 360 e entre no eixo dos bons vinhos chilenos! (Por Joana Rangel)

Parcerias no mundo do vinho são sempre tudo de bom. E, logo que pensei em escrever um artigo sobre esse projeto superbacana, me deparei com esse registro da minha amiga Joana Rangel, do Divina e Vinho. Então, por que não republicar por aqui as impressões dela, que esteve lá curtindo a experiência bem de pertinho?

E mais: com direito a uma surpresinha no final! Vambora!

Brasileiros que visitam Santiago e querem conhecer um pouco mais de vinho, só que com uma pegada fora do lugar comum, não podem deixar de participar do @winetaste360, um jantar harmonizado em 5 passos, elaborado com muito carinho por um brasileiro e que vale muito a pena!

winetaste

Artur Tremper, que é especialista em vinhos, vive em Santiago e é referência no atendimento a brasileiros em busca de novas experiências.

O Wine Taste 360º é um jantar harmonizado em 5 passos com degustação orientada de cinco rótulos cuidadosamente selecionados por um apaixonado por vinhos e que há 8 anos vive o turismo, o vinho e a receptividade em Santiago.

Falou em experiência, em vinhos diferenciados, falou comigo! Eu não poderia deixar de participar!

A minha edição foi no La Vinocracia – bar que já citei aqui, como dica para se tomar um bom vinho em taça – e teve início na adega do bar, onde fomos apresentados, tivemos uma explicação sobre a casa e sobre como seriam conduzidos os trabalhos da noite.

Éramos todos brasileiros, de todo canto do país, o que me deixou muito satisfeita! Me alegra ver brasileiros buscando algo mais, algo além do óbvio, buscando aprendizado e se divertindo com isso!

Os vinhos foram apresentados conforme era servido o menu – que, aliás, preciso ressaltar: estava delicioso!

 

A experiência foi muito válida! Pude aprender mais e, principalmente, fazer novos amigos, todos interessados em vinho!

Dentre as amizades da noite, estava o casal Pedro e Ivanize, que também dissemina o vinho nas redes sociais por meio do perfil @just_wine do Instagram. Foi um prazer conhecê-los! Eles são de Natal e também estavam passeando em enoturismo pelo Chile.

 

img_20180116_002411256
Joana Rangel, Artur – que comanda o 360º e Pedro, do @just_wine

Essa Enosfera é maravilhosa! Se existe alguma coisa melhor que aprender e se divertir ao mesmo tempo, eu desconheço!

img_20180115_233137476_burst000_cover_top
Joana e o grupo do Wine Taste 360º, superanimados!

Recomendo muito o Wine Taste 360º para aqueles que não podem ou não querem gastar muito tempo (e $$$) em vinícolas.O Artur explica tudo muuuuito bem explicado, em detalhes e ainda te deixa hiper à vontade para perguntar qualquer coisa!

Em uma só noite provamos vinhos de altíssimo nível, diferenciados e aprendemos bastante sobre cada um deles!

Quem quiser se informar sobre as próximas edições e fazer uma reserva, enviem um e-mail para ele (vocês vão ver como ele é gente fina! Podem falar de mim, que ele vai lembrar!):

reservas@winetaste360.com

No face: https://www.facebook.com/winetaste360 e

Insta: https://www.instagram.com/winetaste360/?hl=pt-br

Só lembrem de me contar depois como foi!!


Delícia de texto, né ? Agora, que rufem os tambores!!!!!

Você, leitor do Vila Vinífera, que não vê a hora de curtir uma experiência como essa da Joana: aproveite, pois a partir de hoje, vocês terão 10% de desconto no Wine Taste 360º. Basta informar o código do cupom abaixo quando for fazer a reserva por e-mail (reservas@winetaste360.com).

vilavinifera360

Espero que aproveitem e curtam muito! Em breve, teremos novidades em parcerias para enoturismo no Chile. Fiquem ligados!

Ótimos vinhos! Até a próxima! Tim-Tim!

Pow Boteco Espumante: Cheffs e Pequenos Produtores Brilham em Jantar Harmonizado

LAPA, RIO DE JANEIRO – No último dia 23, o Pow Boteco Espumante, reduto carioca dos amantes do vinho, realizou seu primeiro jantar harmonizado. Esse primeiro evento contou com a parceria entre três supercheffs, Duda Ribeiro (Pow), Paulo Araújo (Nori) e Thiago Faro (Confeitaria Colombo). Outro destaque ficou por conta dos ingredientes dos pratos, oriundos de pequenos produtores.

PROJETO TERCEIRA TERÇA

O nome do projeto é “Terceira Terça”, visto que o mesmo acontecerá toda terceira terça do mês no Pow, sempre com a participação de profissionais diferentes e ótimos vinhos (claro!). Desta vez, os fermentados ficaram a cargo de Cattacini Gelli, enólogo superconhecido no meio do vinho, cujos rótulos combinaram perfeitamente com a entrada e o prato principal (a sobremesa, por sua vez, foi harmonizada com o espumante brut Rosé com rótulo do Pow, elaborado pela Vinícola Pizzato).

WhatsApp Image 2018-02-02 at 18.12.54 (1)

Uma das coisas que eu adoro no Pow é o ambiente intimista e descontraído, bem carioca, do tipo que a gente chega e logo se sente em casa. O evento começou com um bate-papo informal com os produtores, entre eles Rancho Grande (Queijo de Cabra, de Nova Friburgo) e Cattacini Gelli. O enólogo falou sobre os vinhos que seriam servidos, entre eles um varietal 100% Trebbiano Romagnolo. “A produção é realizada em parceria com diversas vinícolas da região sul do Brasil”, explicou Cattacini.

whatsapp-image-2018-02-02-at-18-54-29.jpeg
Cattacini fala sobre seus vinhos.

Já Edinaldo Vasconcellos e Patrícia Tiedemann, da Caprill Rancho Grande, contaram que a produção de leite e queijo de cabra entrou na vida deles de forma totalmente inesperada, tudo por causa de uma das filhas, que era alérgica ao leite de vaca. A partir daí, a solução se transformou num negócio de muito sucesso. “Fornecemos nossos produtos para diversos restaurantes, inclusive do Rio de Janeiro”, disse Vasconcellos.

WhatsApp Image 2018-02-02 at 18.12.54 (3)
Uau! Belinni para começar.

Enquanto o papo rolava solto, o querido cheff Duda Ribeiro chegava com nosso drink de boas-vindas, um belíssimo Belinni, elaborado com espumante Pow Brut e Suco de Pêssego, acompanhado por brioches de cogumelos paris e coxinhas de frango com brie e chutney de manga, tudo delicioso!

JANTAR HARMONIZADÍSSIMO!

Enfim, começou o jantar, que nos brindou com vieiras grelhadas (produzidas pela Fazenda Vieiras da Ilha, de Ilha Grande (RJ)), com espuma de wasabi, purê de couve-flor e crispy de beterraba. O vinho foi o Clos Cattacini Trebbiano Romagnolo 2014, um branco cheio de personalidade e frescor, que combinou muito com o prato, de autoria do Cheff Paulo Araújo, do Restaurante Japonês Nori.

WhatsApp Image 2018-02-02 at 18.12.55 (6)
Vieiras de Entrada – Cheff Paulo Araújo (Nori)

Já o prato principal chegou com Paletas de Cordeiro do Sítio do Bicho Sem Vergonha, de Itamonte (MG), laqueadas com mel e acompanhadas de brioches de cogumelo e caviar de beringela defumada, de autoria de Duda Ribeiro, Cheff executivo do Pow. O Cattacini Barbera 2014 (10 meses em carvalho francês) foi simplesmente perfeito, teve uma ótima sinergia com o cordeiro.

WhatsApp Image 2018-02-02 at 18.12.55 (5)
Paletas de Cordeiro – Cheff Duda Ribeiro (Pow)

O gran finale ficou por conta da sobremesa. E que sobremesa! Juro que eu e mais da metade dos presentes estávamos um pouco apreensivos com o queijo de cabra num doce. Mas, gente! O Cheff Thiago Faro, da tradicional Confeitaria Colombo, fez uma cheesecake de comer rezando, com queijo de cabra da Capril Rancho Grande, de Mury, Nova Friburgo (RJ), no sabre de gergelim torrado, coulis de abóbora e coco.

WhatsApp Image 2018-02-02 at 18.12.53
Cheesecake de Queijo de Cabra – Cheff Thiago Faro (Confeitaria Colombo)

E esse verdadeiro manjar dos deuses supercombinou com o Espumante Pow Brut Rosé (Pizzato), fechando o nosso jantar com chave-de-ouro.

GRAND FINALE

O final foi muito bacana, com direito a discursos de agradecimento dos cheffs e produtores, assim como de Edu Santoro, do Pow, que nos brindou com o emocionante ritual de Sabrage. Confesso que nunca tinha visto ao vivo e fiquei encantada! E, aguardem, enoamigos, pois o calendário de eventos do Pow para 2018 está só começando. Vem muita coisa boa e novidades por aí!

O projeto “Terceira Terça”, sem dúvida, chegou para nos mostrar toda a diversidade brasileira, tanto nos vinhos quanto na gastronomia. Então é isso, pessoal! Ótimos Vinhos! Tim-Tim e até a próxima.

Terroir Nacional: Grande Prova de Vinhos do Brasil Bate Recorde de Vinícolas Participantes

Está rolando até quinta-feira (26/10), no Hotel Vila Galé, na Lapa (RJ), a maior avaliação às cegas de Vinho Brasileiros – a Grande Prova de Vinhos do Brasil. No time de jurados, nada mais nada menos do que alguns dos melhores profissionais do setor, entre eles jornalistas, professores, consultores e sommelieres.

Grande Prova Vinhos do Brasil 3 _baixa

Sob a batuta de Marcelo Copello, jornalista e expert superinfluente e conhecido no Mundo do Vinho, o concurso tem tudo para revelar grandes rótulos brazucas. Outra presença ilustre fica por conta de Eugenio Lira, presidente da associação de enólogos do Chile. Agora, vamos deixar de rodeios e conferir as categorias que serão avaliadas:

CATEGORIAS AVALIADAS NA GRANDE PROVA

  1. Espumante Brut branco Champenoise
  2. Espumante Brut branco Charmat
  3. Espumante Brut rosé Champenoise
  4. Espumante Brut rosé Charmat
  5. Espumante extra-brut, nature branco
  6. Espumante extra-brut, nature rosé
  7. Espumante prosecco/glera
  8. Espumante moscatel branco
  9. Espumante demi-sec, branco
  10. Espumante moscatel e demi-sec rosé
  11. Branco Chardonnay
  12. Branco Sauvignon Blanc
  13. Branco Gewurztraminer
  14. Branco Riesling
  15. Branco Moscato
  16. Branco de outras castas e cortes brancos
  17. Tinto Cabernet Sauvignon
  18. Tinto Merlot
  19. Tinto Tannat
  20. Tinto Sangiovese
  21. Tinto Pinot Noir
  22. Tinto Syrah
  23. Tinto Tenpranillo
  24. Tinto Cabernet Franc
  25. Tinto Marselan
  26. Tinto de outras castas
  27. Tinto Cortes
  28. Tintos Super Premium (acima de R$ 120)
  29. Rosé
  30. Doces e Fortificados
  31. Suco de Uva Integral Branco
  32. Suco de Uva Integral Tinto
  33. Best Buys (até R$ 49,99)

*As categorias estreantes em 2016 ganham novos valores, corrigidos. Tintos Super Premium (acima de R$ 120) e Best Buys (os mais bem pontuados até R$ 49,99).


A Grande Prova de Vinhos do Brasil chega à sua sexta edição como um dos eventos mais badalados do setor, sendo que este ano alcançou a incrível marca de 122 vinícolas participantes, com mais de 821 amostras (1.642 garrafas) inscritas para serem organizadas durante quatro dias, em 33 categorias, das quais sairá a classificação dos melhores vinhos do Brasil, incluindo os campeões de cada categoria, que serão eleitos pelo jurí a seguir:

JURADOS PARTICIPANTES

  • 1.    Marcelo Copello, presidente do júri, Grupo BACO Multimídia
  • 2.    Sergio Queiroz, Grupo BACO Multimídia
  • 3.    Eugenio Lira, Presidente da Associação de Enólogos do Chile
  • 4.    Danio Braga – chef e sommelier, fundador da ABS Brasil
  • 5.    José Luiz Pagliari, professor do SENAC-SP e diretor da SBAV-SP
  • 6.    Luiz Cola – jornalista da Gazeta de Vitória
  • 7.    Ricardo Farias – Diretor da ABS-Rio
  • 8.    Celio Alzer – Professor da ABS-Rio
  • 9.    Deise Novakoski, jornalista e consultora em vinhos
  • 10. Maria Helena Tahuata, vice-presidente da ABS-Rio
  • 11. Homero Sodré, consultor de vinhos
  • 12. Jocelyn Sodré, professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá
  • 13. Roberto Rodrigues, diretor da ABS Rio
  • 14. Ed Arruda, Sommelier chefe do Copacabana Palace
  • 15. Ramon Justino, Sommelier bi-campeão do RWFF 2015 e 2017
  • 16. Wallace Neves, Sommelier campeão do RWFF 2016
  • 17. João Pedro Lamonica, Sommelier campeão do RWFF 2013
  • 18. Giancarlo Pochettino, Gerente de A&B da Rede Windsor
  • 19. Marcelo dos Santos, Sommelier do Mr Lam
  • 20. Rodrigo Moura, Sommelier e diretor da ABS-Rio
  • 21. Joseph Morgan, diretor da ABS-Rio
  • 22. Paulo Decat, diretor da ABS-Rio
  • 23. Raphael Zanon, Sommelier do Satyricon
  • 24. Eduardo Ferreira, Sommelier do Fasano
  • 25. Gabliela Poletto – Ibravin

Os organizadores estão mais do que surpresos com a quantidade de vinhos que serão avaliados esse ano. Sem dúvida, uma prova do grande desenvolvimento do vinho nacional.

“Sempre destaco o quanto é fascinante acompanhar a evolução qualitativa dos nossos vinhos, mas agora tenho que destacar minha surpresa com esse novo número alcançado”, relata Sergio Queiroz, promotor do evento.

E o melhor de tudo é que o resultado já será divulgado na semana que vem. Por isso, enoamigos, segurem a ansiedade, pois vem coisa boa por aí! A cerimônia de entrega dos certificados e medalhas acontecerá num evento superfestivo, com direito à Feira de Vinhos, onde os enófilos poderão degustar algumas das grandes revelações da grande prova.

sergioqueiroz
Sérgio Queiroz é Sócio-Diretor do Grupo Baco Multimídia e um dos organizadores do evento.

Já o resultado consolidado de todas as categorias será publicado no Anuário Vinhos do Brasil 2018, junto com o panorama do setor, tradicionalmente divulgado no início do ano. Como novidade, a versão digital chega para facilitar ainda mais a consulta: “Do celular, tablet e PC, o consumidor poderá escolher seu vinho, contando com a avaliação deste seleto time de jurados, podendo ainda, se desejar, esticar a leitura para conhecer as regiões, nossas IG’s, DO’s  e etc”, destaca Queiroz

galeria_13026_1103215814

O evento conta com o apoio do Ibravin, SEAPI (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul); e apoio institucionais das seguintes entidades: SindiVinho, Aprovale, Acavitis,  Agavi, Apromontes, Vinhos da Campanha, ABS-RJ  e Hotel Vila Galé.

 

Uma Uva Dois Vinhos: Jantar Harmonizado com Célio Alzer na Gran Cru Niterói

A Gran Cru de Niterói é uma das maiores da rede, enorme, tem 2 andares (loja e bistrô) e uma grande variedade de rótulos. Geralmente é meu destino quando quero presentear algum amigo com vinho, pois acho o preço bem justo para o que entrega. Aliás, eles dispõem de exemplares para todos os gostos e bolsos. Óbvio, se levarmos em conta as demais lojas especializadas. (Leia aqui dicas para comprar vinhos em lojas).

Então, o jantar foi conduzido por ninguém menos que Célio Alzer, consultor de vinhos e meu professor na ABS-RJ. Logo, já fui esperando por algo didático e, ao mesmo tempo, descontraído. Aqui a brincadeira foi desvendar como uma mesma uva se expressa de forma diferente na taça de acordo com a região onde é produzida. Ou seja, é a prova de que o terroir influencia (e MUITO!) no resultado final.

BOAS-VINDAS COM ESPUMANTE VICTORIA GEISSE ROSÉ BRUT

Logo na chegada, fomos recepcionados com uma taça de espumante Victoria Geisse Rosé  brut 2016 (100% Pinot Noir). Quem me conhece sabe que considero os espumantes da Familia Geisse, de Pinto Bandeira (RS), um dos melhores do Brasil. Amo muito, de paixão! A perlage dele é qualquer coisa de linda e persistente, forma uma coluna muito bonita na taça.

victoria geisse

Esse rótulo, em específico, foi elaborado pela vinícola especialmente para a Gran Cru. E me lembro que sempre quis saber a respeito do nome. Achava que fosse alguma mulher da vida do Mário Geisse, dono e enólogo, mas não. O professor Célio nos contou que Victoria era o nome do navio que trouxe os antepassados do Mário da Itália para o Chile (Sim, o enólogo é chileno e também assina os vinhos da Casa Silva, uma das melhores do país).

No vídeo abaixo você pode observar a incrível perlage desse espumante:

No nariz, o Victoria traz uma explosão de frutas vermelhas, assim como uma nota inconfundível de pão fresco, provavelmente em virtude dos 12 meses de autólise (contato com as leveduras).

SAUVIGNON BLANC

Começamos com essa, que é uma das uvas brancas mais conhecidas e aromáticas. Tenho ouvido alguns colegas se queixando de que, ultimamente, muito do que temos visto sobre essa casta têm permanecido no lugar comum, sem muita ousadia. Discordo.

Sauvignon Blanc_Gran Cru

Quando a gente entende que o que manda na expressão de uma uva é o terroir, ou seja, o solo, o clima e as condições da região onde é produzida, dá até vontade de provar vários rótulos diferentes. Aqui, o Professor Célio nos apresentou um Sauvignon Blanc do Chile e outro da Nova Zelândia.

1- MATETIC CORRALILLO SAUVIGNON BLANC 2016 – VALE DE SAN ANTONIO, CHILE

Um vinho fresco, amarelo palha claro, com aromas de frutas cítricas, maracujá, ervas e um toque mineral (provavelmente pela proximidade com o Oceano Pacífico). No nariz, é intenso, chega chegando. O professor Célio sugeriu harmonizá-lo com queijo de cabra, comida oriental, ceviche, ostras e moqueca capixaba. 

corralillo

SOBRE O PRODUTOR: Eleita a Vinícola do Ano de 2014 pela Revista Wine & Spirits, a Matetic preza pela originalidade. A cultura é feita de forma orgânica e biodinâmica, livre de produtos químicos, respeitando o solo e as plantas. O resultado disso são vinhos puros, autênticos e inesquecíveis.

Matetic Vineyards está localizada no Valle del Rosario, subdivisão do Valle de San Antonio a 120 km de Santiago, entre Casablanca e San Antonio. São mais de 9.000 hectares de vinhedos em um vale fechado, orientado perpendicularmente ao mar, com uma luminosidade extraordinária – condições ideais para a produção dos vinhos.


2 – MARLBOROUGH SUN SAUVIGNON BLANC 2016, NOVA ZELÂNDIA

Gosto muito da expressão dos Sauvignon Blancs da Nova Zelândia, sobretudo por este ter se tornado um dos melhores terroirs do mundo para a casta, devido à presença e delicadeza de seus vinhos.

MB -NZ

Marlborough, na porção norte da Ilha Sul, é a região mais famosa da Nova Zelândia quando se trata de Sauvignon Blanc. O Sun tem o rótulo lindo e original, lembrando um clássico tabloide (jornal local). Possui um caráter fresco e herbáceo, com notas de frutas tropicais. Porém, diferente do exemplar chileno, este é mais sutil, lembrando um pouco os franceses do Loire. É delicado, enquanto o outro é mais intenso.

SOBRE O PRODUTOR: Saint Clair Family Estate é o resultado da união da propriedade de Neal e Judy Ibbotson, dois dos pioneiros da viticultura em Marlborough. Com o talento de uma das principais equipes de vinificação da Nova Zelândia, liderada por Matt Thomson e Hamish Clark, a vinícola, que teve sua primeira safra produzida em 1994, é destaque por ter sido a primeira a ganhar grandes troféus internacionais de Sauvignon Blanc e Pinot Noir no mesmo ano, o que ajudou a colocar a Nova Zelândia no cenário mundial de vinhos de qualidade.

CONCLUSÃO: 2 ótimos vinhos, mas com expressões diferentes. O neozelandes está por 79,00 no site da Gran Cru. Ótimo preço se levarmos em conta que a maioria dos SB da Nova Zelândia estão custando mais de 2 dígitos por aí afora. Bom custo x benefício!


PINOT NOIR

1 – LEYDA PINOT NOIR RESERVA 2015, Chile, Vale do Leyda.

Produzido no Vale do Leyda, a apenas 7 quilômetros do oceano pacífico, esse Pinot tem uma expressão bem diferente de muitos sul-americanos que vimos por aí. Afinal, sempre ouvi falar sobre a dificuldade de se produzir uma casta tão temperamental fora da Borgonha, sua terra natal.

leyda

Para começar, a cor dele é linda e bem típica, um vermelho-rubi claro. No nariz, é surpreendente, com notas terrosas e de frutas vermelhas. Gente, não fica devendo para nenhum Pinot Noir da Borgonha. Não mesmo! Desafio a você, Borgonha-maníaco, a provar esse vinho e me dizer. Fico MUITO orgulhosa quando me deparo com esse tipo de coisa, vocês não têm noção. Orgulho da viticultura sul-americana! Trata-se de um vinho para se beber jovem e que passa seis meses em barricas de carvalho.

SOBRE O PRODUTOR: Fundada em 1998, a vinícola foi pioneira na vitivinicultura no vale do Leyda. Interessados no microclima da região, os criadores construíram uma tubulação que desviou parte do fluxo do rio Maipo por oito quilômetros, o que viabilizou o cultivo de uvas de qualidade. O sucesso foi tanto que, anos depois, outras vinícolas se instalaram no Vale do Leyda, que tornou-se uma denominação de origem em 2002 e já se transformou em uma das mais promissoras para o plantio de uvas brancas. Quem encabeça a equipe é Viviana Navarrete, discípula de Ignacio Recabarren, da Concha Y Toro.

Pinot Noir_Gran Cru

2- FORGEOT BOUGOGNE PINOT NOIR 2013 – BORGONHA, Maison Forgeot Père et Fils

Então, eis um legítimo Pinot Noir da Borgonha. Elegante, com notas terrosas e de frutas vermelhas, em taça foi menos intenso que o chileno. Porém, ao ser harmonizado com a comida (Risoto de Shitake e Shimeji com Vitela) o vinho teve um upgrade sem igual, ficou maravilhoso! É incrível como alguns exemplares são realmente feitos para serem apreciados com um bom prato. Os do velho mundo são desse tipo, geralmente pedem comida!

borgonha

Em boca ele também tem mais presença, com notas de cogumelos, terra molhada, amora e morango fresco. Um vinho leve e pronto para beber, quanto mais jovem melhor.

SOBRE O PRODUTOR: A Maison Forgeot é referência na produção de excelentes Pinot Noir e Chablis com preços competitivos. Sob o comando do grupo Bouchard, Forgeot é uma excelente opção de vinhos elegantes e expressivos. Fundada em 1731, por Michel Bouchard, a Bouchard Père et Fils é uma das mais antigas e tradicionais vinícolas da Borgonha – mais de 280 anos se passaram e hoje está sob o comando da nona geração da família. Duas aquisições foram feitas ainda no século 18: os vinhedos de Volnay e de Beaune. Mas as propriedades continuaram se estendendo Borgonha afora e, durante os séculos 19 e 20, adquiriram terrenos nas melhores vilas de Côte d’Or.

CONCLUSÃO: O Leyda, chileno, é mais intenso no nariz e muito agradável. Porém, ao ser hamonizado com o jantar (risoto de cogumelos e vitela) o Forgeot, da Borgonha, se saiu melhor. Ambos vinhos gastronômicos, agradáveis, para serem bebidos jovens.


SYRAH

O gran finale ficou por conta da Syrah/Shiraz. Dizem que esta casta é originária na Pérsia, ou seja, é uma das mais antigas. Na Europa, têm sua casa mais famosa em Hermitage, na França. Os exemplares do Novo Mundo são mais intensos, com notas achocolatadas e de especiarias, com destaque para a pimenta.

syrah_grancru.jpeg

Desta vez, confrontamos dois exemplares, um italiano e um chileno. Ambos harmonizaram de forma primorosa com o mix de queijos, sobretudo com Gouda, Gruyére e Parmesão.

1 – ERRAZURIZ RESERVA ESTATE SERIES SHIRAZ 2015, Alto Aconcágua, Chile

De coloração rubi intensa, esse vinho (95% Shiraz e 5% Viognier) é um bom exemplo do quanto a casta ganha potência no Alto Aconcágua, com notas de ameixas maduras, canelas e toques de pimenta vermelha. Aliás, a Errazuriz foi fundada em 1870 por Maximiliano Errazuriz, um dos grandes expoentes da viticultura chilena, ao lado de Don Melchor de Concha Y Toro.

ERRAZURIZ

Em boca, o  Errazuriz tinha os taninos ainda bem presentes, mas nada incômodo, acredito que por conta de sua juventude. Apesar de pronto para beber, ainda pode esperar tranquilamente por mais uns 3 anos em adega. Passa 8 meses em barrica de carvalho.

SOBRE O PRODUTOR: Foi depois de viajar o Chile de norte a sul que Don Maximiano Errázuriz encontrou no Vale do Aconcágua o terroir ideal para as mudas europeias que trouxe para o país sul-americano em pleno século XIX. Foi pioneiro na exploração do Vale para a produção de vinhos finos e abriu as portas da vinícola batizada com o sobrenome de sua família em 1870. Os seus descendentes herdaram seu espírito visionário e consagraram seus vinhos mundo afora. Hoje, a vinícola é conduzida por Eduardo Chadwick Errázuriz que conta com o enólogo Francisco Baettig, um dos mais respeitados do Novo Mundo.

2 – BARONE MONTALTO ACQUERELLO SYRAH TERRE SICILIANE IGT 2015, ITÁLIA

Está cada vez mais comum encontrar exemplares de Syrah ao redor do mundo (inclusive no Brasil, que se destaca na região sudeste, sendo produzido por poda invertida). Sendo assim, na Itália não poderia ser diferente.

italiano_shiraz

No Barone Montalto, encontramos taninos mais sedosos e redondos, segundo o Professor Célio, provavelmente por conta do clima quente da Sicília, que favorece a evolução do vinho.  No nariz, frutas vermelhas maduras e alcaçuz chamam a atenção, confirmando sua expressão em boca. Ótimo para harmonizar com queijos, hamburguer de picanha e lasanha de berinjela. Pronto para beber, esse vinho passa 4 meses em barricas de carvalho.

CONCLUSÃO: Ambos harmonizaram bem com os queijos, sendo que o italiano, apesar de menos intenso que o chileno, chegou com taninos mais sedosos. Sem dúvida, foi uma bela finalização!

SOBRE O PRODUTOR: A vinícola Barone Montalto foi fundada em 2000 em Santa Ninfa, na Sicília. Administrada atualmente por Marco Martini, a vinícola só tem crescido nos últimos anos, aliando pesquisa e experimentação à tradição da Sicília. Os vinhedos estão localizados em uma privilegiada região, com solo calcário e clima quente e seco, que extraem o melhor das uvas.


Enfim, gente, adorei o ambiente do bistrô da Gran Cru Niterói e pretendo retornar em breve. O Chef Anilton preparou tudo com muito capricho e o cardápio foi nota 10, graças às habilidades do Professor Célio Alzer em harmonizar vinho e comida. Sem dúvida, vale à pena conferir. Lugar intimista, aconchegante e ótimos vinhos, que podem ser consumidos no bistrô pelo preço de venda na loja.

E fiquem ligados, pois volta e meia acontecem esses jantares harmonizados por lá, que são verdadeiras Masterclasses, onde se aprende muito sobre vinhos.

Então é isso! Ótima semana! Bons vinhos! Tim-Tim!

A Gran Cru fica na Rua Castilho França, 36 – Icaraí, Niterói.