Notas de Prova: Novo Moscatel RAR, Direto do Vale de São Francisco

Enoamigos, hoje cheguei com mais um post da série Notas de Prova. Desta vez com um Moscatel que recebi no kit do mês do Club RAR, empresa do lendário Raul Randon. Aliás, faz um tempo que sou fã da marca, sobretudo dos queijos e vinhos (em parceria com a Miolo Wine Group). A linha Gran Formaggio, por exemplo, é de alta qualidade e uma delícia!

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MOSCATEL DO VALE DE SÃO FRANCISCO

Então, vamos falar do vinho. Os moscatéis brasileiros estão superbadalados e têm conquistado medalhas pelo mundo afora. E um dos terroirs que vem chamando a atenção na produção de espumantes desse estilo no Brasil é o Vale de São Francisco, em Pernambuco, próximo de Petrolina. Sem dúvida, é um local que tenho muita vontade de conhecer e está no meu roteiro de Wine Tour.

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Vinhedos do Vale de São Francisco – Foto: Uol

Ok, nem todo mundo curte um vinho docinho. E, sim, o Espumante Moscatel da RAR é um Vinho de Sobremesa, mas que também pode ser apreciado como aperitivo, antes do início dos trabalhos. Eu sou do tipo que acha que existe um estilo de vinho para cada momento. E a uva moscatel, por sua doçura (pense na reputação dos moscatéis de Setúbal, por exemplo..) fica maravilhosa em rótulos que harmonizam perfeitamente com sorvetes, tortas e doces de frutas, em geral. Inclusive, a minha favorita é com torta de maça ou limão – e quem me conhece sabe que se trata dos meus doces favoritos.

Vale ressaltar, ainda, que o método de produção é o ASTI, com uma única fermentação em tanques de inox.

OPÇÃO REFRESCANTE PARA O VERÃO

Tenho vários amigos e amigas que são fãs dos espumantes moscatéis e que, sim, levam essa delícia para além da sobremesa. Geladinho, num dia quente de verão à beira da piscina, por exemplo. Ou até na praia! Por seu baixo teor alcóolicoe açúcar residual, acaba sendo uma opção mais leve para aqueles que não curtem vinhos secos e cerveja.

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ANÁLISE: NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha claro, com nuances verdeais e perlage fina e persistente. Espuma muito cremosa! 

OLFATIVO: Além do cheiro característico da uva (o Moscatel é um dos poucos vinhos em que o aroma da uva se sobressai), também é possível perceber outras frutas, como pêra, abacaxi e maçã verde. Além disso, é bem “florido” e com um toque de mel irresistível. É realmente muito agradável no nariz!

GUSTATIVO: Na boca é doce, sem ser enjoativo. Possui uma boa acidez e equilíbrio. A gente sente a cremosidade na boca. É leve e um parcerio ideal para sobremesas à base de frutas.


COMPLEMENTO DO KIT DO CLUB RAR

O RAR é um Clube que vai além do vinho, tendo uma pegada mais gourmet. Tanto que recebi, além do Espumante Moscatel, uma bandeja do Queijo Gran Formaggio Grana Padano, que eu amo! Sem brincadeira: é um dos melhores granas que já degustei. Ele é salgado, cremoso em boca e, ao mesmo tempo, com um toque adocicado.

O kit vem, ainda, com um Molho Pesto Rosso Italiano, perfeito para combinar com o Spaghetti Al Nero Di Seppia, também uma iguaria do país da bota. Vale destacar que a massinha (que eu ainda não provei, mas o farei em breve) é elaborada com sêmola de trigo de grano duro e tintura de lula. Ou seja, deve ficar o máximo também com um molho à base de camarão ou frutos do mar. Curti tudo!

Ah, se você quiser receber um kit como esse todos os meses, é só acessar o site da RAR. Lá você encontra, além de um link para se associar ao Clube, várias sugestões de vinhos, presentes, enfim, tudo muito bacana e delicioso.


Então é isso, meus queridos! Amanhã é sexta e com certeza vou divulgar uma receitinha de Wine Drink aqui para vocês. Espero que tenham curtido o post.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim

*Este post é um publieditorial.

 

 

 

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Uma Uva Dois Vinhos: Jantar Harmonizado com Célio Alzer na Gran Cru Niterói

A Gran Cru de Niterói é uma das maiores da rede, enorme, tem 2 andares (loja e bistrô) e uma grande variedade de rótulos. Geralmente é meu destino quando quero presentear algum amigo com vinho, pois acho o preço bem justo para o que entrega. Aliás, eles dispõem de exemplares para todos os gostos e bolsos. Óbvio, se levarmos em conta as demais lojas especializadas. (Leia aqui dicas para comprar vinhos em lojas).

Então, o jantar foi conduzido por ninguém menos que Célio Alzer, consultor de vinhos e meu professor na ABS-RJ. Logo, já fui esperando por algo didático e, ao mesmo tempo, descontraído. Aqui a brincadeira foi desvendar como uma mesma uva se expressa de forma diferente na taça de acordo com a região onde é produzida. Ou seja, é a prova de que o terroir influencia (e MUITO!) no resultado final.

BOAS-VINDAS COM ESPUMANTE VICTORIA GEISSE ROSÉ BRUT

Logo na chegada, fomos recepcionados com uma taça de espumante Victoria Geisse Rosé  brut 2016 (100% Pinot Noir). Quem me conhece sabe que considero os espumantes da Familia Geisse, de Pinto Bandeira (RS), um dos melhores do Brasil. Amo muito, de paixão! A perlage dele é qualquer coisa de linda e persistente, forma uma coluna muito bonita na taça.

victoria geisse

Esse rótulo, em específico, foi elaborado pela vinícola especialmente para a Gran Cru. E me lembro que sempre quis saber a respeito do nome. Achava que fosse alguma mulher da vida do Mário Geisse, dono e enólogo, mas não. O professor Célio nos contou que Victoria era o nome do navio que trouxe os antepassados do Mário da Itália para o Chile (Sim, o enólogo é chileno e também assina os vinhos da Casa Silva, uma das melhores do país).

No vídeo abaixo você pode observar a incrível perlage desse espumante:

No nariz, o Victoria traz uma explosão de frutas vermelhas, assim como uma nota inconfundível de pão fresco, provavelmente em virtude dos 12 meses de autólise (contato com as leveduras).

SAUVIGNON BLANC

Começamos com essa, que é uma das uvas brancas mais conhecidas e aromáticas. Tenho ouvido alguns colegas se queixando de que, ultimamente, muito do que temos visto sobre essa casta têm permanecido no lugar comum, sem muita ousadia. Discordo.

Sauvignon Blanc_Gran Cru

Quando a gente entende que o que manda na expressão de uma uva é o terroir, ou seja, o solo, o clima e as condições da região onde é produzida, dá até vontade de provar vários rótulos diferentes. Aqui, o Professor Célio nos apresentou um Sauvignon Blanc do Chile e outro da Nova Zelândia.

1- MATETIC CORRALILLO SAUVIGNON BLANC 2016 – VALE DE SAN ANTONIO, CHILE

Um vinho fresco, amarelo palha claro, com aromas de frutas cítricas, maracujá, ervas e um toque mineral (provavelmente pela proximidade com o Oceano Pacífico). No nariz, é intenso, chega chegando. O professor Célio sugeriu harmonizá-lo com queijo de cabra, comida oriental, ceviche, ostras e moqueca capixaba. 

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SOBRE O PRODUTOR: Eleita a Vinícola do Ano de 2014 pela Revista Wine & Spirits, a Matetic preza pela originalidade. A cultura é feita de forma orgânica e biodinâmica, livre de produtos químicos, respeitando o solo e as plantas. O resultado disso são vinhos puros, autênticos e inesquecíveis.

Matetic Vineyards está localizada no Valle del Rosario, subdivisão do Valle de San Antonio a 120 km de Santiago, entre Casablanca e San Antonio. São mais de 9.000 hectares de vinhedos em um vale fechado, orientado perpendicularmente ao mar, com uma luminosidade extraordinária – condições ideais para a produção dos vinhos.


2 – MARLBOROUGH SUN SAUVIGNON BLANC 2016, NOVA ZELÂNDIA

Gosto muito da expressão dos Sauvignon Blancs da Nova Zelândia, sobretudo por este ter se tornado um dos melhores terroirs do mundo para a casta, devido à presença e delicadeza de seus vinhos.

MB -NZ

Marlborough, na porção norte da Ilha Sul, é a região mais famosa da Nova Zelândia quando se trata de Sauvignon Blanc. O Sun tem o rótulo lindo e original, lembrando um clássico tabloide (jornal local). Possui um caráter fresco e herbáceo, com notas de frutas tropicais. Porém, diferente do exemplar chileno, este é mais sutil, lembrando um pouco os franceses do Loire. É delicado, enquanto o outro é mais intenso.

SOBRE O PRODUTOR: Saint Clair Family Estate é o resultado da união da propriedade de Neal e Judy Ibbotson, dois dos pioneiros da viticultura em Marlborough. Com o talento de uma das principais equipes de vinificação da Nova Zelândia, liderada por Matt Thomson e Hamish Clark, a vinícola, que teve sua primeira safra produzida em 1994, é destaque por ter sido a primeira a ganhar grandes troféus internacionais de Sauvignon Blanc e Pinot Noir no mesmo ano, o que ajudou a colocar a Nova Zelândia no cenário mundial de vinhos de qualidade.

CONCLUSÃO: 2 ótimos vinhos, mas com expressões diferentes. O neozelandes está por 79,00 no site da Gran Cru. Ótimo preço se levarmos em conta que a maioria dos SB da Nova Zelândia estão custando mais de 2 dígitos por aí afora. Bom custo x benefício!


PINOT NOIR

1 – LEYDA PINOT NOIR RESERVA 2015, Chile, Vale do Leyda.

Produzido no Vale do Leyda, a apenas 7 quilômetros do oceano pacífico, esse Pinot tem uma expressão bem diferente de muitos sul-americanos que vimos por aí. Afinal, sempre ouvi falar sobre a dificuldade de se produzir uma casta tão temperamental fora da Borgonha, sua terra natal.

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Para começar, a cor dele é linda e bem típica, um vermelho-rubi claro. No nariz, é surpreendente, com notas terrosas e de frutas vermelhas. Gente, não fica devendo para nenhum Pinot Noir da Borgonha. Não mesmo! Desafio a você, Borgonha-maníaco, a provar esse vinho e me dizer. Fico MUITO orgulhosa quando me deparo com esse tipo de coisa, vocês não têm noção. Orgulho da viticultura sul-americana! Trata-se de um vinho para se beber jovem e que passa seis meses em barricas de carvalho.

SOBRE O PRODUTOR: Fundada em 1998, a vinícola foi pioneira na vitivinicultura no vale do Leyda. Interessados no microclima da região, os criadores construíram uma tubulação que desviou parte do fluxo do rio Maipo por oito quilômetros, o que viabilizou o cultivo de uvas de qualidade. O sucesso foi tanto que, anos depois, outras vinícolas se instalaram no Vale do Leyda, que tornou-se uma denominação de origem em 2002 e já se transformou em uma das mais promissoras para o plantio de uvas brancas. Quem encabeça a equipe é Viviana Navarrete, discípula de Ignacio Recabarren, da Concha Y Toro.

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2- FORGEOT BOUGOGNE PINOT NOIR 2013 – BORGONHA, Maison Forgeot Père et Fils

Então, eis um legítimo Pinot Noir da Borgonha. Elegante, com notas terrosas e de frutas vermelhas, em taça foi menos intenso que o chileno. Porém, ao ser harmonizado com a comida (Risoto de Shitake e Shimeji com Vitela) o vinho teve um upgrade sem igual, ficou maravilhoso! É incrível como alguns exemplares são realmente feitos para serem apreciados com um bom prato. Os do velho mundo são desse tipo, geralmente pedem comida!

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Em boca ele também tem mais presença, com notas de cogumelos, terra molhada, amora e morango fresco. Um vinho leve e pronto para beber, quanto mais jovem melhor.

SOBRE O PRODUTOR: A Maison Forgeot é referência na produção de excelentes Pinot Noir e Chablis com preços competitivos. Sob o comando do grupo Bouchard, Forgeot é uma excelente opção de vinhos elegantes e expressivos. Fundada em 1731, por Michel Bouchard, a Bouchard Père et Fils é uma das mais antigas e tradicionais vinícolas da Borgonha – mais de 280 anos se passaram e hoje está sob o comando da nona geração da família. Duas aquisições foram feitas ainda no século 18: os vinhedos de Volnay e de Beaune. Mas as propriedades continuaram se estendendo Borgonha afora e, durante os séculos 19 e 20, adquiriram terrenos nas melhores vilas de Côte d’Or.

CONCLUSÃO: O Leyda, chileno, é mais intenso no nariz e muito agradável. Porém, ao ser hamonizado com o jantar (risoto de cogumelos e vitela) o Forgeot, da Borgonha, se saiu melhor. Ambos vinhos gastronômicos, agradáveis, para serem bebidos jovens.


SYRAH

O gran finale ficou por conta da Syrah/Shiraz. Dizem que esta casta é originária na Pérsia, ou seja, é uma das mais antigas. Na Europa, têm sua casa mais famosa em Hermitage, na França. Os exemplares do Novo Mundo são mais intensos, com notas achocolatadas e de especiarias, com destaque para a pimenta.

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Desta vez, confrontamos dois exemplares, um italiano e um chileno. Ambos harmonizaram de forma primorosa com o mix de queijos, sobretudo com Gouda, Gruyére e Parmesão.

1 – ERRAZURIZ RESERVA ESTATE SERIES SHIRAZ 2015, Alto Aconcágua, Chile

De coloração rubi intensa, esse vinho (95% Shiraz e 5% Viognier) é um bom exemplo do quanto a casta ganha potência no Alto Aconcágua, com notas de ameixas maduras, canelas e toques de pimenta vermelha. Aliás, a Errazuriz foi fundada em 1870 por Maximiliano Errazuriz, um dos grandes expoentes da viticultura chilena, ao lado de Don Melchor de Concha Y Toro.

ERRAZURIZ

Em boca, o  Errazuriz tinha os taninos ainda bem presentes, mas nada incômodo, acredito que por conta de sua juventude. Apesar de pronto para beber, ainda pode esperar tranquilamente por mais uns 3 anos em adega. Passa 8 meses em barrica de carvalho.

SOBRE O PRODUTOR: Foi depois de viajar o Chile de norte a sul que Don Maximiano Errázuriz encontrou no Vale do Aconcágua o terroir ideal para as mudas europeias que trouxe para o país sul-americano em pleno século XIX. Foi pioneiro na exploração do Vale para a produção de vinhos finos e abriu as portas da vinícola batizada com o sobrenome de sua família em 1870. Os seus descendentes herdaram seu espírito visionário e consagraram seus vinhos mundo afora. Hoje, a vinícola é conduzida por Eduardo Chadwick Errázuriz que conta com o enólogo Francisco Baettig, um dos mais respeitados do Novo Mundo.

2 – BARONE MONTALTO ACQUERELLO SYRAH TERRE SICILIANE IGT 2015, ITÁLIA

Está cada vez mais comum encontrar exemplares de Syrah ao redor do mundo (inclusive no Brasil, que se destaca na região sudeste, sendo produzido por poda invertida). Sendo assim, na Itália não poderia ser diferente.

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No Barone Montalto, encontramos taninos mais sedosos e redondos, segundo o Professor Célio, provavelmente por conta do clima quente da Sicília, que favorece a evolução do vinho.  No nariz, frutas vermelhas maduras e alcaçuz chamam a atenção, confirmando sua expressão em boca. Ótimo para harmonizar com queijos, hamburguer de picanha e lasanha de berinjela. Pronto para beber, esse vinho passa 4 meses em barricas de carvalho.

CONCLUSÃO: Ambos harmonizaram bem com os queijos, sendo que o italiano, apesar de menos intenso que o chileno, chegou com taninos mais sedosos. Sem dúvida, foi uma bela finalização!

SOBRE O PRODUTOR: A vinícola Barone Montalto foi fundada em 2000 em Santa Ninfa, na Sicília. Administrada atualmente por Marco Martini, a vinícola só tem crescido nos últimos anos, aliando pesquisa e experimentação à tradição da Sicília. Os vinhedos estão localizados em uma privilegiada região, com solo calcário e clima quente e seco, que extraem o melhor das uvas.


Enfim, gente, adorei o ambiente do bistrô da Gran Cru Niterói e pretendo retornar em breve. O Chef Anilton preparou tudo com muito capricho e o cardápio foi nota 10, graças às habilidades do Professor Célio Alzer em harmonizar vinho e comida. Sem dúvida, vale à pena conferir. Lugar intimista, aconchegante e ótimos vinhos, que podem ser consumidos no bistrô pelo preço de venda na loja.

E fiquem ligados, pois volta e meia acontecem esses jantares harmonizados por lá, que são verdadeiras Masterclasses, onde se aprende muito sobre vinhos.

Então é isso! Ótima semana! Bons vinhos! Tim-Tim!

A Gran Cru fica na Rua Castilho França, 36 – Icaraí, Niterói.

Wine Drinks: 3 Coquetéis Com Vinho do Porto para Alegrar sua Primavera

Aos poucos, o inverno sai de cena, dando lugar à estação das flores. Nessas horas, nada como arriscar drinks diferentes e mais alegres. E se você acha que o Vinho do Porto só funciona bem com queijos azuis e sobremesas, abra seus horizontes, pois os fortificados fazem bonito como ingrediente de coquetéis para lá de originais.

Caderninho em mãos, então, bora anotar as receitinhas para já ir praticando no fim de semana:

1 – PORTO ROYAL

Esse é o drink perfeito para degustar após um jantar memorável. Suas visitas vão amar!

Ingredientes:

  • 1 dose de Tequila Ouro ou Mezcal (outro destilado obtido do algave, só que mais difícil de encontrar por aqui).
  • 3/4 de dose de Vinho do Porto Tawny
  • 3/4 de dose de Meletti (licor italiano) ou Licor de Anis
  • Cereja para enfeitar

 

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Modo de Fazer:

  • Adicione todos os ingredientes (exceto a cereja) numa coqueteleira e preencher com gelo.
  • Agite e coloque em um copo próprio para coquetel gelado.
  • Decore com a cereja.

2 – VALENTINO’S DELIGHT 

Um drink luxuoso e complexo, que impressiona qualquer um:

Ingredientes:

  • 1 dose e 1/2 de Bourbon
  • 1 dose de Porto Ruby (quanto mais doce melhor)
  • 1 dose de licor de café
  • 1 dose e 1/2 de creme de leite
  • Noz-moscada moída a gosto

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Modo de Fazer:

  • Encha uma coqueteleira com gelo,  adicione os ingredientes líquidos e agite bem por 10 segundos.
  • Coloque a mistura num grande copo de martini gelado.
  • Polvilhe suavemente a noz-moscada no topo.

3 – PORTO TÔNICO

Esse eu já postei por aqui, mas já se tornou um clássico, que virou mania em terras lusitanas:

Ingredientes:

  • 1 dose e ½ de Vinho do Porto Branco Dry,
  • 3 doses de água tônica,
  • Rodelas de limão tahiti ou siciliano a gosto.

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Modo de Fazer:

  • Encha um copo com gelo.
  • Adicione o Vinho do Porto Branco e a Água Tônica.
  • Mexa cuidadosamente.
  • Jogue uma fatia de limão de sua preferência dentro do copo.

Enoamigos, eu adoro um friozinho, mas nada como curtir um drinkezinho de meia estação. Aguardem, pois ando virando essa internet de cabeça para baixo em busca de receitas diferentes para vocês.

Ainda dá tempo de comprar os ingredientes e fazer em casa, hein? Sábado à noite promete!

Até a próxima! Bons drinks! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: One Martini, New York Times, HGTV

 

 

Notas de Prova: Menegotto Mostra Que Um Espumante Moscatel Pode Ir Além da Sobremesa

Sou completamente fascinada por harmonização entre vinho e comida. E, desde que recebi uma amostra de espumante moscatel da Carpe Vinum, decidi que não iria testá-la com nada óbvio, como torta de maçã ou sorvete de creme.

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Lembra quando eu mencionei que no inverno acabo sempre com apenas uma garrafa de vinho branco na adega? Pois é, gosto de ter um rótulo do estilo para harmonizar com comida japonesa, fondue de queijo, entre outros pratos que, no meu entendimento, acompanham bem um branco. Contudo, ao retornar de viagem, minha adega estava carregada de tintos (sempre acabo me rendendo a eles, ainda mais no friozinho) e ao procurar por opções, lá estava a garrafa do Menegotto Moscatel, se oferecendo para mim.

MOSCATEL E COMIDA JAPONESA?

Peguei a garrafa e liguei para o Restaurante Japonês. Vamos testar algo nada óbvio. Voilá!

Sei que os espumantes moscatéis são doces e, portanto, combinam bem com sobremesas. Porém, o doce também pode contrastar, por exemplo, com o salgado do molho shoyo. Sem falar que o frescor das borbulhas pedem algo fresco, como sushi e sashimi. Por que não?

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Elaborado com as cepas Moscato Branco (80%), e Malvasia de Cândia (20%),  o Menegotto é elaborado pelo tradicional processo Asti italiano. A tomada de espuma acontece em autoclaves com controle de graduação alcoólica até atingir 7,5% de álcool.

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O espumante é produzido pela Vinícola Courmayeur, fundada em 1976 na região de Garibaldi, na Serra Gaúcha, que é, sem dúvida, uma das melhores para a produção de borbulhas. O nome Courmayeur provém de uma comuna italiana da região do Valle d’Aosta, na fronteira com o território francês, ou seja, já senti que de método italiano eles entendem.

O MÉTODO ASTI

Asti está ligado ao processo de elaboração e é o nome de uma cidade italiana, na região do Piemonte, onde esses espumantes são elaborados há muito tempo. O método Asti é uma variação do Charmat, através do qual a fermentação ocorre em cubas de aço inoxidável. Contudo, ao contrário do método Charmat, em que o vinho base é colocado para fermentar pela segunda vez, a fim de produzir álcool e gás carbônico, no método Asti ocorre apenas a fermentação.

Logo, o mosto é colocado nas cubas junto com leveduras que irão consumir o açúcar do líquido, transformando-o em álcool e gás carbônico. A fermentação é interrompida quando o teor de álcool atinge 7% ou 8%. Como as uvas são mais doces que outras variedades, o resultado é um espumante adocicado (com alto teor de açúcar), de baixo teor alcoólico, leve, refrescante e muito aromático.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha com nuances esverdeadas. Perlage fina e persistente.

OLFATIVO: Notas de mel e flores brancas. 

GUSTATIVO: Doce, sem ser enjoativo. As notas de nariz se confirmam em boca. Apesar de leve, possui boa cremosidade de frescor.

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HARMONIZAÇÃO: além de casar bem com sobremesas, também faz bonito ao lado de saladas e entradas mais leves. Minha experiência com sushi, sashimi e muito shoyo foi totalmente aprovada. 

TEMPERATURA DE SERVIÇO: entre 3 e 7ºC

7,5% de volume alcoólico. 


Então é isso, enoamigos. Nada como sair do lugar comum! Você encontra o Espumante Moscatel Menegotto na loja virtual da Carpe Vinum .

Até a próxima! Ótimos vinhos e combinações inusitadas! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

Harmonização: Vinhos Que Combinam com as Nossas Amadas Pizzas!

10 de julho é o Dia Internacional da Pizza! Sim, meus amigos, e poucas iguarias combinam tanto com vinhos quanto essas redondas deliciosas. Por isso, hoje trago alguns pares perfeitos para você comemorar a data em grande estilo!

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Esqueça a cerveja, pois existe um estilo de vinho para cada sabor de pizza. Para começar, aqui no Brasil praticamente todos os sabores acompanham uma “cama” de muçarela que serve como base para o recheio, inclusive em muitas das pizzas doces.

Veja as opções paras as mais tradicionais, aquelas que a gente gosta de pedir em casa, seja para curtir sozinho ou em ótima companhia.

PIZZAS À BASE DE PEPPERONI E CALABRESA

Se você é fã de pizzas recheadas com Pepperoni, Calabresa, Salaminho ou Lombinho Canadense, incluindo aí a tradicional Portuguesa, do tipo que vem com tudo isso e muito mais em cima, aposte nos vinhos tintos de médio corpo e acidez equilibrada, visto que casam superbem com o molho de tomate.

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Minhas sugestões são:

  • SYRAH
  • CHIANTI CLÁSSICO ITALIANO
  • CABERNET SAUVIGNON
  • ZINFANDEL CALIFORNIANO. 

PIZZA VEGETARIANA

Quando se trata de pizza vegetariana a gente já imagina uma profusão de pimentão, azeitonas, cebolas, cogumelos e legumes, como abobrinha e berinjela que, na minha opinião, são os que mais combinam com a tradicional receita italiana. Para ser feliz com ela, sugiro vinhos rosés e brancos de boa acidez, como:

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  • SAUVIGNON BLANC
  • ESPUMANTE BRUT OU DEMI-SEC
  • VINHO PORTUGUÊS DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES (TODAS AS CASTAS)
  • CHARDONNAY SEM PASSAGEM POR MADEIRA
  • ROSÉ FRANCÊS DA PROVENCE
  • ROSÉ NACIONAL (como, por exemplo, VILLA FRANCIONI e MARIE GABI (ROUTHIER E DARRICARRÈRE)

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Sem dúvida, a 4 Queijos é uma das pizzas favoritas dos brasileiros. O recheio nada mais é que uma combinação de 4 estilos de queijos diferentes, os mais comuns são Parmesão, Gorgonzola, Muçarela e Requeijão (tipo catupiry). Para essa mistura incrível, sugiro um bom CHARDONNAY, seja com ou sem passagem por madeira. Se preferir harmonizar por contraste, o salgado do gorgonzola vai superbem com um rótulo mais adocicado, seja PORTO ou BRANCO COLHEITA TARDIA.

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PIZZAS À BASE DE MUÇARELA E TOMATES (MARGHERITA)

Adoro todos os sabores de pizza, inclusive os denominados “gourmet” ou mais sofisticados. Mas sabe aquele dia que a gente prefere optar pela simplicidade? Nessas horas, a Margherita (Muçarela, Tomate e Manjericão) é meu sabor favorito. 

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Minhas sugestões para esse sabor, incluindo o mais simples de todos, só com MUÇARELA, são vinhos leves, tanto brancos quanto tintos.

  • CHIANTI ITALIANO, ENTRE OUTROS ESTILOS DE VINHOS SANGIOVESE
  • MERLOT
  • PINOT NOIR
  • BEAUJOLAIS NOVEAU
  • CARMENÈRE CHILENO

PIZZA DE ATUM

O atum é um dos peixes de sabor mais forte, de modo que não é tão leve quanto os demais. Acho que um vinho branco, para ele, fica muito leve, ao passo que um tinto pode se sobressair demais, passando por cima de seus sabores. Logo, fico com o meio-termo, ou seja, um belo VINHO ROSÉ. Neste caso, optaria por um Rosé mais encorpado, com corpo e estrutura de um tinto, mas com as notas frescas de um branco. Que tal um ROSÉ ARGENTINO, todo trabalhado no MALBEC, desses de coloração mais para o cereja? Vai nessa que você vai acertar!

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PIZZA DE RÚCULA COM TOMATE SECO

Trata-se de uma pizza leve e seus toques herbáceos se destacam bastante. Eu amo! Esse sabor fica perfeito com um bom SAUVIGNON BLANC, sobretudo aqueles com boa acidez e aquelas nuances de grama cortada, mato verde, frutas tropicais, ou seja, um rótulo bem típico dessa varietal. Hummm.. Delícia!

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PIZZA DE FRANGO COM CATUPIRY

Quando se trata desta combinação deliciosa, todo cuidado é pouco. Afinal, é necessário um vinho que faça frente à gordura do catupiry e que seja leve o suficiente para combinar com a delicadeza do frango. Com essa ideia em mente, sugiro todas as nuances de VINHOS ROSÉS, assim como a leveza de um belo PINOT NOIR. Se for um ROSÉ ELABORADO COM PINOT NOIR, então, é mais do que perfeito!

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PIZZA DE CHOCOLATE

Até que enfim, chegamos nos exemplares doces, que fecham com chave de ouro qualquer refeição. Pizzas com base de chocolate, seja com calda, brigadeiro, confeitos, enfim, são pares perfeitos para os Vinhos do Porto, seja no estilo RUBY ou TAWNY. Orgasmo gustativo garantido! Bom demais!

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PIZZA DE FRUTAS EM GERAL, INCLUINDO BANANA COM CANELA

Sabores nos quais as frutas são protagonistas, para mim, pedem um maravilhoso ESPUMANTE MOSCATEL, do tipo doce e delicado, mas nada enjoativo. Um que eu gostei demais e indico para todo mundo é o Aquarela, da Casa Perini. 


Então é isso, enófilos de plantão! Desfrutem do dia de hoje com uma bela pizza e um bom vinho. Aqui em casa o maridão tem uma receita superespecial, que não fica devendo a nenhuma pizzaria. Para nós, noite de pizza é sinônimo de amigos, risadas e, claro, muitos vinhos!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Notas de Prova: “5”, Uma Delícia de Blend da Vinícola Helios

Continuando com minhas notas de prova, trago mais um rótulo que recebi da Vinícola Helios, uma amostra de um vinho que me surpreendeu muito positivamente. Trata-se de um corte (Assemblage) que não se encontra facilmente por aí, ainda mais aqui no Brasil, uma mistura de Tannat (10%), Merlot (30%) e Cabernet Sauvignon (60%). 

UM VINHO QUE ME FEZ VIAJAR ANTES MESMO DE PROVAR

Sim, é um vinho instigante desde o nome e design do rótulo até o paladar. Para começar, pensei em qual seria o significado do número 5. Por que? Seria o 5 um número da sorte? Algo a ver com numerologia? Se eu não desvendasse, nunca iria saber! Então, bora comigo!

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“5” é o único exemplar cujo nome remete a um grupo de amigos. Logo de cara, já imaginei 5 companheiros, homens e mulheres, em volta de uma mesa degustando esse tinto encorpado, que passa 12 meses em barrica de carvalho francês antes de ser engarrafado.

A potência das castas Cabernet Sauvignon e Tannat fazem desse vinho o parceiro ideal para pratos requintados e substanciosos como carnes assadas, cordeiro e carnes de caça com molhos densos, bem como queijos fortes. Penso que a Merlot chega para dar uma amaciada nessas duas feras, dando origem a um caldo único e cheio de personalidade.

NOTAS DE PROVA


VISUAL: Coloração Rubi, com aro Rubi-Claro, sem reflexos. 

OLFATO: O nariz vem carregado de frutas vermelhas e negras, um certo toque de ameixa, tostado, frutas em compota, especiarias, baunilha e caramelo, que ficam mais evidentes com o passar do tempo em taça. 

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SABOR: em boca é elegante, moderno e ao mesmo tempo clássico. Possui boa adstringência, sendo realmente uma ótima opção para harmonizar com carnes vermelhas em geral. O final é longo e de boa persistência, lembrando frutas secas, caramelo e especiarias. Apesar da potência, é muito agradável e equilibrado. Acredito que esta sensação esteja ligada à presença da Merlot, que faz um par bacana com a Cabernet Sauvignon e a Tannat! O “5” brilhou como parceiro do meu Bife de Mignon com Legumes assados. Ficou sensacional!

Com certeza eu repetiria a experiência (junto com os amigos, claro! rs).

 

Um destaque desse vinho fica por conta de que o mesmo foi medalha de prata no concurso Grande Prova Vinhos do Brasil 2016, recebendo, ainda,  87 pontos da Revista Adega, uma das maiores publicações do país quando o assunto é vinho. 

FICHA TÉCNICA

  • ORIGEM: Guaporé – RS
  • PRODUTO: Hélios “5”
  • SAFRA: 2013
  • TIPO DE UVA: Cabernet Sauvignon (60)% Merlot (30%) e Tannat (10%)
  • GRAD. ALCOÓLICA: 13,0% vol.
  • ALTITUDE: 730 metros
  • CLIMA: Temperado Úmido
  • SOLO: Profundo, arenoso-argiloso e medianamente fértil.
  • SISTEMA DE CONDUÇÃO: Espaldeira.
  • PRODUÇÃO: 2,0 kg por planta.
  • ÉPOCA DA COLHEITA: Fevereiro e Março de 2013.
  • FERMENTAÇÃO: Maceração longa com as cascas (2 semanas).
  • BARRICA: 12 meses carvalho francês.
  • ENGARRAFADO: Julho de 2014.
  • NÚMERO DE GARRAFAS: 2.000.
  • LOTE: 01.
  • ESTILO: Vinho tinto encorpado com bom potencial de guarda.

O “5” se encontra à venda no site da Helios, junto com outros rótulos dessa vinícola brazuca que está dando o que falar no meio vinífero, sobretudo por produzir rótulos de alta qualidade, apesar do pouco tempo de mercado (a empresa foi lançada em 2014). E, para mim, tudo o que é bom e da nossa terra deve ser valorizado e divulgado. Saúde!

Então é isso, enoamigos! Para a galera da Expovinis 2017, estou aí com vocês em pensamento e coração. Meus deveres aqui no Rio me impediram de ir esse ano, mas no ano que vem, me aguardem!

Até a próxima! Bons Vinhos! Experiências Inesquecíveis! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

 

Vinho Verde Wine Fest: Um Néctar Com a Cara do Brasil

Na última sexta-feira, dia 26 de maio, estive no Vinho Verde Wine Fest. Realizado no Iate Clube do Rio de Janeiro, o evento foi uma verdadeira homenagem ao caldo português que, na minha opinião, é um dos que mais combina com o nosso clima. E não falo só de calor! Sem dúvida, os Vinhos Verdes têm super a ver com a alegria e descontração do público brasileiro.

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E foi uma profusão de gente bonita por todos os lados, que apreciou Loureiros, Arintos e Avessos em todo seu esplendor e delícia!

Entre os produtores e distribuidores presentes estavam Abrigueiros – Casa da Senra, Adega de Monção, Agri-Roncão – Quinta de Linhares, Aveleda, Campelo, Enoport United Wines, PROVAM, Quinta & Casa das Hortas, Quinta da Lixa, Quinta das Arcas, Quinta de Carapeços, Quinta de Lourosa, Soalheiro, Solar de Serrade, Vercoope e Viniverde/Adega Ponte da Barca.

WINE FEST MARCADO POR MUITA ALEGRIA E DESCONTRAÇÃO

Logo na chegada, encontrei meu amigo Fernando Lima, do Blog Vinhos com Fernando Lima, que me apresentou suas amigas, enófilas supersimpáticas com as quais fiz logo amizade. Recebemos óculos escuros de armação verde que eram simplesmente a cara do clima de descontração que tomou conta da feira.

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Com Luciana Paes Leme, uma das amigas que conheci através do Fernando Lima.

Já que estava cedo, visitamos os stands com toda a calma e conversamos com representantes e produtores. Confesso que me surpreendi com muita coisa! Aliás, muito do que eu conhecia dos vinhos verdes (que na verdade não são verdes e sim elaborados com castas provenientes da Região portuguesa dos Vinhos Verdes) correspondia aos rótulos mais conhecidos e distribuídos aqui pelo Brasil. Ou seja, amei ter contato com as novidades em varietais e vinícolas.

ÓTIMAS SURPRESAS ENGARRAFADAS

Como boa apreciadora dos Rosés portugueses, adorei tudo o que provei do estilo, com destaque para o rótulo da Quinta de Lourosa, primeiro stand que visitei.

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Aliás, a própria enóloga da Quinta estava lá e me contou sobre a expressão dos vinhos, sendo que o que me chamou mais a atenção foi um Alvarinho com 13% de teor alcoólico, algo raro em se tratando de vinhos verdes, que costumam ter entre 8 e 11%. “As uvas dessa safra amadureceram além do normal, devido ao clima mais ensolarado. E todo o açúcar se transformou em álcool durante a fermentação”, explicou ela. 

Outra surpresa ficou por conta do famoso Soalheiro Alvarinho Reserva, distribuído pela Importadora Mistral. Possui corpo e complexidade, com um toque discreto de carvalho. Por falar em Alvarinho, ela é a varietal mais célebre da região, justamente por dar origem a caldos mais estruturados.

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Entretanto, os vinhos verdes mais leves também tiveram seu lugar de destaque no evento. Inclusive, segundo minha amiga Marcela Lima, esses são os exemplares que mais combinam com seu paladar. E, na minha opinião, vão superbem geladinhos, na beira da piscina, de preferência como acompanhamento para uma bela porção de bolinhos de bacalhau. Nada mais português e brazuca ao mesmo tempo!

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Clima de descontração total!

No quesito vinhos leves, entre os que mais me chamaram a atenção estavam o meu queridinho Acácio e o Terra de Camões, ambos de ótimo custo-benefício. Porém, entre os leves, amei muito a linha Estreia, distribuída pela Adega Cooperativa Ponte da Barca.

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O do rótulo Estreia verdinho, feito com Loureiro, Trajadura e Arinto foi o meu favorito! O Rosé deles (Vinhão, Borraçal e Espadeiro) também não decepcionou. Já tinha me deparado com esses rótulos à venda no supermercado Pão de Açúcar e por pouco não comprei para experimentar. Estou até agora pensando o que eu tinha na cabeça para não ter levado nem uma garrafinha.. rsrsr.

SHOWCOOKINGS E “CONVERSAS COM VINHO”

E o Wine Fest de sexta contou, ainda, com 2 Showcookings e 3 Conversas Com Vinho. Infelizmente não pude acompanhar todos eles, devido aos horários disputadíssimos.

Contudo, tive a sorte de acompanhar o Showcooking da Chef Ellen Gonzalez, do Restaurante Miam Miam. Ela explicou para a gente como fazer camarão empanado com chutney de manga e sorvete de coentro. Um prato que harmoniza muito com o Vinho Verde, estrela do evento. Aliás, foi o melhor chutney de manga que já provei na vida. Sem falar que a Chef é simpatica e muito solícita. Uma fofa!

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Showcooking com Ellen Gonzalez, do Miam Miam

Logo depois, dei uma conferida no “Conversa Com Vinho” com o Professor Euclides Penedo Borges, da ABS-RJ. Já disse por aqui que sou profunda admiradora do trabalho dele. Afinal, o cara é uma inspiração quando se trata de harmonização entre vinho e comida, tanto que o mesmo falou sobre “Vinhos à Mesa”, demonstrando o quanto os vinhos verdes são gastronômicos. Muito bacana!

O evento contou, ainda, com música ao vivo (um sambinha delícia), além de Food Truck na entrada, que nos brindou com pratos inspirados na culinária lusitana. A feira foi organizada pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

Enfim, o Vinho Verde Wine Fest de sexta foi um tremendo sucesso, que se repetiu no sábado, quando contou com 3 Master Classes. O Vinho Verde é uma marca internacional que se refere a todos os vinhos produzidos no noroeste de Portugal, uma das regiões mais antigas do país, existente desde os tempos dos romanos.

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São vinhos em sua maioria leves e jovens, com a cara do público brasileiro e carioca. Quer saber mais sobre os Vinhos Verdes? Então dá uma olhada nesse artigo que escrevi sobre eles, no último verão. 

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Vinho Verde Wine Fest: www.vinhoverdewinefest.com.br