Miolo Encanta em Lançamento de Sua Linha Single Vineyard

Na última terça, 7 de agosto, estive na Majórica, uma das churrascarias mais tradicionais do Rio de Janeiro, para o lançamento da linha Single Vineyard, do Grupo Miolo.

Foi um jantar harmonizado para 150 pessoas e que me surpreendeu muito positivamente, seja pelo serviço, organização, vinhos e pratos apresentados.

whatsapp-image-2018-08-13-at-10-06-53.jpeg

Logo na entrada fomos recebidos com uma taça de Espumante Millésime, um dos meus queridinhos em se tratando de borbulhas genuinamente brasileiras (e olha que somos ótimos em efervescência!).

Em seguida, ninguém menos que Adriano Miolo, enólogo e Superintendente Geral do grupo, nos falou sobre a nova linha, a fim de nos preparar para o que viria: um verdadeiro show de caldos com personalidade para dar e vender (sim, o valor é bem acessível frente a qualidade que os rótulos entregam).

img_20180807_201511349_ll

SINGLE VINEYARD

O Single Vineyard é um vinho de um único vinhedo, onde se encontra a máxima expressão do Terroir. A linha conta com 4 rótulos, sendo que o Touriga Nacional, proveniente do projeto Seival, na Campanha Gaúcha, foi inclusive premiado com 93 pontos pelo Guia Descorchados, referência em fermentados sul-americanos, de autoria de Patricio Tappia.

MIOLO SINGLE VINEYARD RIESLING JOHANNISBERG 2018

Nada como iniciarmos com um branquinho. E, sem dúvida, o Riesling foi um dos meus preferidos. Com estilo alemão renano, é aromático, do tipo que vai abrindo na taça. Aliás, deixei um pouquinho para apreciar com o olfato no final do jantar e estava simplesmente incrível. Harmonizou superbem com bolinhos de bacalhau.

Segundo Adriano Miolo, trata-se de um vinho de safra 2018 com alguns bons anos pela frente, ou seja, ainda tem muito para evoluir. Sem dúvida, apresentou-se como a expressão máxima dessa variedade em solo brazuca.

WhatsApp Image 2018-08-13 at 10.06.54

A uva Riesling Johannisberg, casta mais conhecida por Riesling Renano, deve o seu nome ao Scholoss (castelo) Johannisberg, vinícola alemã da Região do Rheingau que desde 1720 cultiva exclusivamente Riesling.

O Miolo Single Vineyard Riesling Johannisberg é oriundo da Região da Campanha Central, do micro-lote do Vinhedo da Toca do Tigre, Quadra 121, Parcela A, através de colheita manual e seletiva de 1,5 héctares.

WhatsApp Image 2018-08-13 at 11.43.20 (1)

Visão: Límpio, de cor transparente com reflexos esverdeados.
Nariz: Flores e frutas brancas, pura alegria engarrafada.
Boca: Vinho jovem, muito agradável, vívida estrutura ácida, pontiagudo e fresco.

MIOLO SINGLE VINEYARD PINOT NOIR 2017

Continuamos com o Pinot Noir, que já chegou quebrando paradigmas. Afinal, acompanhou nada mais nada menos que Camarão ao Alho e Óleo com Rodelas de Palmito. Ou seja, se você acha que vinho tinto não vai bem com frutos do mar, saiba que esse rótulo leve, da Região da Campanha Meridional, fez muito bonito, viu?

WhatsApp Image 2018-08-13 at 10.06.53 (2)

A Pinot Noir é sempre um dos maiores desafios para qualquer agrônomo e enólogo. Trata-se de uma casta sensível, difícil de cultivar e que se expressa muito bem em lugares frios. Talvez por isso tenha se encontrado no terroir da Quinta do Seival, região de baixas temperaturas, situada quase na fronteira com o Uruguai.

Visão: Vermelho-Rubí intenso, sem reflexos.
Nariz: Franco, com excelente intensidade frutada, bouquet fino e delicado.
Boca: Fresco, foi servido mais geladinho, revelando uma agradável acidez, com taninos delicados.

MIOLO SINGLE VINEYARD SYRAH 2017

Sem dúvida, o Syrah foi o meu queridinho da noite (e de todos os que dividiam a mesa comigo). Vinificado no ano de 2017 no Vale do São Francisco, essa lindeza estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.

WhatsApp Image 2018-08-13 at 10.06.53 (3)

Ficou divino com Carré de Cordeiro com aquela farofinha esperta da Majórica. Aliás, trata-se dos primeiros resultados da Miolo com a casta Syrah, na Vinícola TerraNova, às margens do Velho Chico.

WhatsApp Image 2018-08-13 at 10.06.53 (4)

Visão: Púrpura com reflexos violáceos.
Nariz: Frutas vermelhas maduras (compota), com nuances defumadas e de especiarias, sobretudo pimenta preta.
Boca: redonda, com baixa acidez e marcante em taninos. Muita presença e persistência.

Um vinho que certamente ainda tem muito o que evoluir. Dá para guardar e degustar daqui a uns cinco anos que, provavelmente, estará em sua melhor forma. Quero uma garrafinha para mim! Fato!

MIOLO SINGLE VINEYARD TOURIGA NACIONAL 2017

Enfim, chegamos ao prato principal, que foi acompanhado pelo Touriga Nacional 93 pontos no Descorchados e que também fez o maior sucesso entre os convidados.

WhatsApp Image 2018-08-13 at 10.06.52

E o que rolou no prato principal? Simplesmente o Bife de Chorizo da Majórica, com batatas chips e legumes grelhados. Casamento perfeito!

WhatsApp Image 2018-08-13 at 11.49.47

O Miolo Single Vineyard Touriga Nacional é proveniente da Região da Campanha Meridional. Feito de uvas colhidas na safra 2017, no micro-lote do Vinhedo da Tapera, Quadra 15, Parcela B, através de colheita manual e seletiva de 1,3 hectares. Mais uma lindeza da Quinta do Seival.

Visão: vermelho-rubi com reflexos violáceos.
Nariz: Notas de flores, frutas vermelhas, baunilha e carvalho (amadurece 12 meses em barricas francesas)Boca: Corpo médio. Notas do nariz se confirmam em boca. Bom volume e persistência.


O gran finale ficou por conta da sobremesa – banana frita com canela e açúcar! Para acompanhar, Miolo Cuvvé Tradition Demi-Sec – um dos espumantes que, particularmente, acho que ficam perfeitos com doces, sobretudo por entregar dulçor e acidez sem se mostrar enjoativo.

E aí, amigos? Quais os rótulos que vocês tiveram mais vontade de provar? Se já degustou algum, conta para mim o que achou.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Entenda os Diversos Estilos de Rosados (Rosé e Claret)

Até que enfim estou de volta com mais um artigo! Desta vez, cheguei com um assunto bem interessante sobre o qual andei lendo muito ultimamente. Quem me conhece sabe da minha paixão por néctares rosados e do quanto tenho me esforçado para quebrar paradigmas, sobretudo quando se trata daqueles seres preconceituosos, que dizem que “Rosé não é sinônimo de qualidade” ou, simplesmente, “Vinho de Mulherzinha”.

16930242136_1b241e2c92_z

Então, eu sempre ouvi falar de Vinho Rosé e Claret como se fossem dois estilos distintos e isso é a mais pura verdade, principalmente no diz respeito à forma com que ambos são elaborados.

VINHOS DE VERÃO

Sabemos que tanto o rosé quanto o claret atingem seu pico de consumo nas épocas mais quentes. Afinal, não é segredo que o calor faz com que o nosso corpo (e, sobretudo a nossa mente) peça vinhos próprios para serem servidos geladinhos. Nessas horas, um bom branco ou rosé são sempre perfeitos!

Mas não é só o frescor que nos atrai nesse tipo de vinho. Estudos de neuromarketing garantem que a cor da bebida atua como um importante gatilho para o consumo em determinadas épocas do ano (no verão, por exemplo). Assim como a luz e o calor, de certa forma, trazem mais felicidade, as cores vívidas e alegres desses vinhos despertam e ativam regiões do nosso cérebro que nos fazem optar por eles. Sim, em busca da felicidade!

Não bastasse tudo isso, a culinária mais leve dos dias de calor harmoniza superbem com os rosados. Enfim, Saladas e frutos do mar acabam caindo como uma luva em qualquer ocasião.

ROSÉ X CLARET

Quando se trata de rosés e claretes, tanto seu método de produção quanto a forma de comercialização são aspectos que devem ser levados em conta a hora de diferenciá-los.

rosados

Portanto, não cabe a mim dizer se um ou outro é melhor. Afinal, são, apenas, diferentes. E nisso o que vale mesmo é a opinião de enólogos, vinhateiros e amantes desse estilo de vinho (tipo eu ou você).

VINHO CLARET

O que é claret?

O Claret é uma especialidade de Bordeaux que vem conquistando popularidade. Trata-se de uma homenagem ao vinho que era exportado ao Reino Unido na Idade Média e inspirou o termo em inglês claret, usado para descrever um bordeaux tinto. 

Possui mais personalidade e vigor que um vinho rosé. Porém, é menos tânico que um tinto. Sua coloração costuma ser rosa-escuro ou vermelho-claro, com tons de cereja. Frutado e fácil de beber, é ideal para ser apreciado como aperitivo ou entrada com grelhados.

acorn-2655580_640

A casta preferida para a sua elaboração é a Merlot, mas podem ser usadas, ainda,  Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. As cascas das uvas são maceradas com o mosto por até dois dias, em vez das 4 ou 5 horas usadas num rosé. Vale destacar que, de vez em quando, o vinho é ligeiramente envelhecido em barricas. Vai bem se for consumido gelado no ano seguinte à safra.

* As legislações atuais proíbem a antiga prática de misturar vinho tinto com branco para obter o clarete. Portanto, o mesmo acaba sendo produzido por meio de uma maceração mais longa.

 VINHO ROSÉ

O termo rosa vem do francês “roseé” muito popular em Provence, uma região da França conhecida como uma das maiores produtoras do mundo em se tratando de rosados.

bottles-2490657_640

No geral, o vinho rosé é um meio termo entre um tinto e um branco. São vinhos jovens, sem potencial de guarda. As cascas das uvas tintas utilizadas costumam ficar bem pouco tempo em contato com o mosto (tudo depende da estratégia do enólogo). O resultado é um vinho de cor rosa-claro, parecido com salmão ou casca de cebola, em que predominam os aromas de flores brancas, pêssegos, entre outros. Em boca possuem um ponto de acidez muito agradável, sendo, assim, frescos e superfáceis de beber.

MÉTODOS DE PRODUÇÃO

Rosés e claretes podem ser produzidos de diversas formas. Ou seja, não existe um único método ou uma receita única. Tudo vai depender da estratégia do enólogo e do que se pretende em relação ao vinho.

Maceração curta

Chamamos maceração todo o período em que as cascas das uvas permanece em contato com o mosto (suco). Esta define bem o que é um vinho rosé: um meio termo entre um vinho tinto (que passa por longa maceração, de dias ou semanas) e um vinho branco (no qual o contato das cascas com o mosto é mínimo e dura o exato tempo da prensagem). Os vinhos rosés produzidos por esse método costumam ter tempo de maceração entre 6 e 24 horas.

Compressão direta

Aqui, as uvas tintas são vinficadas da mesma forma que as uvas brancas, sendo prensadas assim que chegam à vinícola. Logo, o contato das cascas com o mosto é mínimo, assim como na produção de um vinho branco.

Sangria

Muito usada na Califórnia (EUA). O vinho rosé produzido por esse método é, na verdade, um subproduto da produção de vinho tinto. Durante a fermentação de um vinho tinto, pode-se drenar cerca de 10% do suco, de maneira a produzir um tinto com aromas e sabores mais concentrados. O líquido desta drenagem, ou sangria, é então fermentado, produzindo rosé. Os vinhos produzidos com o método de sangria costumam ser rosés tipicamente mais escuros e mais alcoólicos (ou seja, praticamente um clarete, entenderam?).

Corte de vinho

Nesse processo, misturam-se vinho tinto e vinho branco já vinificado, após a fermentação. Ao contrário do que é dito e repetido, o Champagne rosé não é produzido por esse método, e, sim, pela maceração curta (num limite de até 72 horas).

Mistura de uvas

Cada vez menos utilizado, esse método consiste na mistura de uvas brancas e tintas, antes da fermentação. É um método de difícil controle e o resultado dos vinhos, nesse caso, costuma ser duvidoso.

HARMONIZAÇÃO

Não importa se o rosé é mais claro, com menos corpo (estilo Provence) ou mais escuro e substancial (como um clarete). Em se tratando de combiná-los com a gastronomia, poucos estilos são tão versáteis.

harmonizando-vinho-rose

As harmonizações mais clássicas são com peixes mais gordurosos, como Atum e Salmão, sushi, entre outros pratos à base de frutos do mar. Porém, no caso do clarete, por ser mais intenso em taninos, considero perfeitamente possível combinar esse estilo com carnes pouco gordurosas, indo desde de frango a um belo bife de filé mignon, sem comprometer o resultado.

Nesse artigo AQUI eu dou várias outras sugestões de pratos que harmonizam com os nossos amados rosés.


E, claro, rosé combina com calor e com frio (por que não?). Com jantar formal e eventos descontraídos. Afinal, quando se trata de vinhos, o que vale é soltar a imaginação! Nada de se limitar, Ok?

Então é isso, amigos! Bons vinhos! Ótimas Combinações! Até a próxima! Tim-Tim!

 

 

Referências: Revista Adega, The Big Wine Theory, Tintos e Tantos, ABS-RJ

 

 

(Chile) Faça um 360 e entre no eixo dos bons vinhos chilenos! (Por Joana Rangel)

Parcerias no mundo do vinho são sempre tudo de bom. E, logo que pensei em escrever um artigo sobre esse projeto superbacana, me deparei com esse registro da minha amiga Joana Rangel, do Divina e Vinho. Então, por que não republicar por aqui as impressões dela, que esteve lá curtindo a experiência bem de pertinho?

E mais: com direito a uma surpresinha no final! Vambora!

Brasileiros que visitam Santiago e querem conhecer um pouco mais de vinho, só que com uma pegada fora do lugar comum, não podem deixar de participar do @winetaste360, um jantar harmonizado em 5 passos, elaborado com muito carinho por um brasileiro e que vale muito a pena!

winetaste

Artur Tremper, que é especialista em vinhos, vive em Santiago e é referência no atendimento a brasileiros em busca de novas experiências.

O Wine Taste 360º é um jantar harmonizado em 5 passos com degustação orientada de cinco rótulos cuidadosamente selecionados por um apaixonado por vinhos e que há 8 anos vive o turismo, o vinho e a receptividade em Santiago.

Falou em experiência, em vinhos diferenciados, falou comigo! Eu não poderia deixar de participar!

A minha edição foi no La Vinocracia – bar que já citei aqui, como dica para se tomar um bom vinho em taça – e teve início na adega do bar, onde fomos apresentados, tivemos uma explicação sobre a casa e sobre como seriam conduzidos os trabalhos da noite.

Éramos todos brasileiros, de todo canto do país, o que me deixou muito satisfeita! Me alegra ver brasileiros buscando algo mais, algo além do óbvio, buscando aprendizado e se divertindo com isso!

Os vinhos foram apresentados conforme era servido o menu – que, aliás, preciso ressaltar: estava delicioso!

 

A experiência foi muito válida! Pude aprender mais e, principalmente, fazer novos amigos, todos interessados em vinho!

Dentre as amizades da noite, estava o casal Pedro e Ivanize, que também dissemina o vinho nas redes sociais por meio do perfil @just_wine do Instagram. Foi um prazer conhecê-los! Eles são de Natal e também estavam passeando em enoturismo pelo Chile.

 

img_20180116_002411256
Joana Rangel, Artur – que comanda o 360º e Pedro, do @just_wine

Essa Enosfera é maravilhosa! Se existe alguma coisa melhor que aprender e se divertir ao mesmo tempo, eu desconheço!

img_20180115_233137476_burst000_cover_top
Joana e o grupo do Wine Taste 360º, superanimados!

Recomendo muito o Wine Taste 360º para aqueles que não podem ou não querem gastar muito tempo (e $$$) em vinícolas.O Artur explica tudo muuuuito bem explicado, em detalhes e ainda te deixa hiper à vontade para perguntar qualquer coisa!

Em uma só noite provamos vinhos de altíssimo nível, diferenciados e aprendemos bastante sobre cada um deles!

Quem quiser se informar sobre as próximas edições e fazer uma reserva, enviem um e-mail para ele (vocês vão ver como ele é gente fina! Podem falar de mim, que ele vai lembrar!):

reservas@winetaste360.com

No face: https://www.facebook.com/winetaste360 e

Insta: https://www.instagram.com/winetaste360/?hl=pt-br

Só lembrem de me contar depois como foi!!


Delícia de texto, né ? Agora, que rufem os tambores!!!!!

Você, leitor do Vila Vinífera, que não vê a hora de curtir uma experiência como essa da Joana: aproveite, pois a partir de hoje, vocês terão 10% de desconto no Wine Taste 360º. Basta informar o código do cupom abaixo quando for fazer a reserva por e-mail (reservas@winetaste360.com).

vilavinifera360

Espero que aproveitem e curtam muito! Em breve, teremos novidades em parcerias para enoturismo no Chile. Fiquem ligados!

Ótimos vinhos! Até a próxima! Tim-Tim!

Harmonização: RAR Collezione Gewurztraminer Semibotritizado com Queijo Tipo Grana Padano

Galera do vinho, cá estou de volta após um carnaval de muita animação. Esse mês recebi da RAR Gastronomia  um kit com alguns produtos disponíveis para os clientes do Club Queijos e Vinhos RAR. Trata-se de uma combinação interessante entre vinho e sabores, que nos permite harmonizar de diversas formas.

WhatsApp Image 2018-02-15 at 17.33.10

VÁRIAS OPÇÕES DE HARMONIZAÇÃO

Por falar nisso, logo de cara o que me chamou a atenção foi o Gewruztraminer ser demi-sec (meio-seco). Sim, amigos, mas para o meu paladar, estava mais para um vinho doce. E, depois, lendo sobre ele, vi que o intuito é esse mesmo: combiná-lo com sobremesas e o queijo tipo Grana da marca, primeira a produzir essa iguaria em terras latino-americanas.

Aliás, o Gran Formaggio já virou um clássico. Tudo por conta do sabor marcante, típico de um produto que passou por um longo período de maturação (12 meses).

WhatsApp Image 2018-02-15 at 17.24.58

Ao combiná-lo com o queijo, confesso que ficou MUITO perfeito! Afinal, o Grana também tem um adocicado inconfundível, resultado de seu teor de gordura (esbanja untuosidade!). Além do queijo, resolvi fazer uma combinação inusitada, com ceviche. Mas ficou péssima e não tenho nenhum pudor em citar.

Harmonização entre vinho e comida, antes de tudo é experimentação. Tentativa e erro. E eu estava louca para provar o vinho e muito a fim de um ceviche. Tentei juntar as duas coisas e não deu certo. Mas, fazer o que? Com o Queijo Grana ficou muito, muito bom!

O QUE VEIO NO KIT?

Esse mês, o kit do Club Queijos e Vinhos RAR veio com 4 itens:

  • Aceto Condimento RAR Importados: Sim, é um vinagre balsâmico, capaz de potencializar e realçar o sabor de diversos pratos. Em particular, adoro como tempero para salada.WhatsApp Image 2018-02-15 at 17.33.10 (1)
  • RAR Collezione Gewürztraminer Demi-Sec 2011: Um vinho branco doce, que mantém as características da casta em questão. Aromática, com ótima acidez e nuances de flores, lichia, frutas em compota, enfim, ficou ideal com o queijo grana padano. Sobre o vinho, vale destacar que suas uvas provém de Campos de Cima da Serra (RS) e foram parcialmente atacadas pelo botrytis cinerea ( responsável pela podridão nobre) mesmo fungo presente em alguns dos vinhos de sobremesa mais apreciados em todo o mundo.
  • Gran Formaggio Tipo Grana Padano (12 meses): Eu já falei por aqui que esse queijo é um espetáculo, né? Combinou muito com o Gewürztramniner Demi-Sec, sobretudo por seu sabor marcante e adocicado. Trata-se de um queijo que fica maturando por 12 meses, o que lhe dá uma personalidade única.
  • Arroz Carnaroli Paganini: Um arroz italiano gourmet, próprio para risotos. Confesso que ainda não o utilizei, pois queria uma receita bacana e nunca fiz risoto. Aliás, amigos, quem tiver uma receitinha bacana, pode me enviar que sou toda ouvidos.

Para saber mais sobre o Club de Queijos e Vinhos RAR, clique no banner abaixo:

banner-1

Amigos. Sinto que o ano começa para valer a partir de agora, não? Então, bora colocar os projetos em prática com direito a muitos vinhos e delícias!

Ótima semana! Vinhos memoráveis! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Notas de Prova: Brindei ao Natal com Um Rosé Italiano (Aprovadíssimo!)

Enoamigos, acharam que não iriam me ver mais por aqui em 2017? Pois hoje cheguei para quebrar paradigmas. E quando a gente fala isso no mundo do vinho logo me vem um belo Rosé à mente! Ontem, inclusive, me surpreendi com os números apresentados pelo especialista Rafael Puyau no Wenbinar “O Futuro é Rosé“, apontando que, no Brasil, a quantidade de homens que apreciam a bebida já ultrapassa a das mulheres. Ou seja, essa história que “Rosé é vinho de mulherzinha” já caiu por terra há muito tempo.

WhatsApp Image 2017-12-27 at 13.54.17 (3)

Quem me conhece sabe que sempre fui fã dos rosados! Nesse Natal, escolhi um rótulo italiano frutado, descontraído e versátil, que recebi da Winebrands Brasil. E, antes que alguém me pergunte o porquê de sua versatilidade, afirmo que o vinho harmonizou com todos os pratos, do Tender ao Salpicão. Sem falar que o calor que tem feito aqui o Rio de Janeiro tem pedido cada vez mais por esse estilo de vinho, ideal para beber na piscina e à beira mar. 

WhatsApp Image 2017-12-27 at 13.54.17 (2)

STA CRISTINA CIPRESSETO ROSÉ 2015 – ANTINORI

Visual: Casca de cebola intenso e muito límpido.

Olfativo: Muito frutado, com notas de frutas vermelhas frescas, como cereja e framboesa.

Gustativo: Fresco, equilibrado, frutado, com nuances que correspondem ao nariz.

Fora as notas de prova, o rótulo dele é lindo e representa os ciprestes típicos da região da Toscana, na Itália. Elaborado, sobretudo, com a tinta mais importante da região, a Sangiovese, tem presença e personalidade. Ou seja, um rosé muito agradável, do tipo que não pode faltar na sua adega nesse verão e em todas as demais estações do ano.

Então é isso, meus amigos! Sem dúvida vocês vão me ver curtindo vários rótulos rosés nesse verão!

Aqui você confere 5 pratos que harmonizam perfeitamente com o néctar rosado!

E quer saber qual o espumante que vou brindar à chegada de 2018?

Já adianto que é um Rosé Nacional delicioso!

Confira o vídeo que fiz para o nosso Instagram Vila Vinífera.


Então é isso, galera do vinho! Continuem acompanhando a nossa saga em prol da democratização do vinho! Feliz 2018! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

  • Esse post reflete minha opinião sincera sobre o produto em questão.