Terroir Nacional: Grande Prova de Vinhos do Brasil Bate Recorde de Vinícolas Participantes

Está rolando até quinta-feira (26/10), no Hotel Vila Galé, na Lapa (RJ), a maior avaliação às cegas de Vinho Brasileiros – a Grande Prova de Vinhos do Brasil. No time de jurados, nada mais nada menos do que alguns dos melhores profissionais do setor, entre eles jornalistas, professores, consultores e sommelieres.

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Sob a batuta de Marcelo Copello, jornalista e expert superinfluente e conhecido no Mundo do Vinho, o concurso tem tudo para revelar grandes rótulos brazucas. Outra presença ilustre fica por conta de Eugenio Lira, presidente da associação de enólogos do Chile. Agora, vamos deixar de rodeios e conferir as categorias que serão avaliadas:

CATEGORIAS AVALIADAS NA GRANDE PROVA

  1. Espumante Brut branco Champenoise
  2. Espumante Brut branco Charmat
  3. Espumante Brut rosé Champenoise
  4. Espumante Brut rosé Charmat
  5. Espumante extra-brut, nature branco
  6. Espumante extra-brut, nature rosé
  7. Espumante prosecco/glera
  8. Espumante moscatel branco
  9. Espumante demi-sec, branco
  10. Espumante moscatel e demi-sec rosé
  11. Branco Chardonnay
  12. Branco Sauvignon Blanc
  13. Branco Gewurztraminer
  14. Branco Riesling
  15. Branco Moscato
  16. Branco de outras castas e cortes brancos
  17. Tinto Cabernet Sauvignon
  18. Tinto Merlot
  19. Tinto Tannat
  20. Tinto Sangiovese
  21. Tinto Pinot Noir
  22. Tinto Syrah
  23. Tinto Tenpranillo
  24. Tinto Cabernet Franc
  25. Tinto Marselan
  26. Tinto de outras castas
  27. Tinto Cortes
  28. Tintos Super Premium (acima de R$ 120)
  29. Rosé
  30. Doces e Fortificados
  31. Suco de Uva Integral Branco
  32. Suco de Uva Integral Tinto
  33. Best Buys (até R$ 49,99)

*As categorias estreantes em 2016 ganham novos valores, corrigidos. Tintos Super Premium (acima de R$ 120) e Best Buys (os mais bem pontuados até R$ 49,99).


A Grande Prova de Vinhos do Brasil chega à sua sexta edição como um dos eventos mais badalados do setor, sendo que este ano alcançou a incrível marca de 122 vinícolas participantes, com mais de 821 amostras (1.642 garrafas) inscritas para serem organizadas durante quatro dias, em 33 categorias, das quais sairá a classificação dos melhores vinhos do Brasil, incluindo os campeões de cada categoria, que serão eleitos pelo jurí a seguir:

JURADOS PARTICIPANTES

  • 1.    Marcelo Copello, presidente do júri, Grupo BACO Multimídia
  • 2.    Sergio Queiroz, Grupo BACO Multimídia
  • 3.    Eugenio Lira, Presidente da Associação de Enólogos do Chile
  • 4.    Danio Braga – chef e sommelier, fundador da ABS Brasil
  • 5.    José Luiz Pagliari, professor do SENAC-SP e diretor da SBAV-SP
  • 6.    Luiz Cola – jornalista da Gazeta de Vitória
  • 7.    Ricardo Farias – Diretor da ABS-Rio
  • 8.    Celio Alzer – Professor da ABS-Rio
  • 9.    Deise Novakoski, jornalista e consultora em vinhos
  • 10. Maria Helena Tahuata, vice-presidente da ABS-Rio
  • 11. Homero Sodré, consultor de vinhos
  • 12. Jocelyn Sodré, professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá
  • 13. Roberto Rodrigues, diretor da ABS Rio
  • 14. Ed Arruda, Sommelier chefe do Copacabana Palace
  • 15. Ramon Justino, Sommelier bi-campeão do RWFF 2015 e 2017
  • 16. Wallace Neves, Sommelier campeão do RWFF 2016
  • 17. João Pedro Lamonica, Sommelier campeão do RWFF 2013
  • 18. Giancarlo Pochettino, Gerente de A&B da Rede Windsor
  • 19. Marcelo dos Santos, Sommelier do Mr Lam
  • 20. Rodrigo Moura, Sommelier e diretor da ABS-Rio
  • 21. Joseph Morgan, diretor da ABS-Rio
  • 22. Paulo Decat, diretor da ABS-Rio
  • 23. Raphael Zanon, Sommelier do Satyricon
  • 24. Eduardo Ferreira, Sommelier do Fasano
  • 25. Gabliela Poletto – Ibravin

Os organizadores estão mais do que surpresos com a quantidade de vinhos que serão avaliados esse ano. Sem dúvida, uma prova do grande desenvolvimento do vinho nacional.

“Sempre destaco o quanto é fascinante acompanhar a evolução qualitativa dos nossos vinhos, mas agora tenho que destacar minha surpresa com esse novo número alcançado”, relata Sergio Queiroz, promotor do evento.

E o melhor de tudo é que o resultado já será divulgado na semana que vem. Por isso, enoamigos, segurem a ansiedade, pois vem coisa boa por aí! A cerimônia de entrega dos certificados e medalhas acontecerá num evento superfestivo, com direito à Feira de Vinhos, onde os enófilos poderão degustar algumas das grandes revelações da grande prova.

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Sérgio Queiroz é Sócio-Diretor do Grupo Baco Multimídia e um dos organizadores do evento.

Já o resultado consolidado de todas as categorias será publicado no Anuário Vinhos do Brasil 2018, junto com o panorama do setor, tradicionalmente divulgado no início do ano. Como novidade, a versão digital chega para facilitar ainda mais a consulta: “Do celular, tablet e PC, o consumidor poderá escolher seu vinho, contando com a avaliação deste seleto time de jurados, podendo ainda, se desejar, esticar a leitura para conhecer as regiões, nossas IG’s, DO’s  e etc”, destaca Queiroz

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O evento conta com o apoio do Ibravin, SEAPI (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul); e apoio institucionais das seguintes entidades: SindiVinho, Aprovale, Acavitis,  Agavi, Apromontes, Vinhos da Campanha, ABS-RJ  e Hotel Vila Galé.

 

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Mais Do Que Nunca O Vinho Nacional é COISA NOSSA!

Amigos, na última quinta-feira, 4/05, tive a honra de participar de uma verdadeira festa do vinho brasileiro. O evento “Coisa Nossa Vinhos e Etc” agitou o Novotel de Botafogo (RJ) com enófilos apaixonados, imprensa especializada e profissionais do ramo de bebidas e gastronomia. Sucesso absoluto!

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Logo no início, já esbarrei com muita gente bacana que eu só conhecia virtualmente, como os queridos colegas Joana Rangel (Blog Divina e Vinho), Ana Borba (Blog Da Água Para o Vinho) e Fernando Lima (Vinhos com Fernando Lima), além do amigo Fábio Dobbs (Além da Taça).

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Olha só eu com a Joana Rangel (Divina e Vinho) e o simpático Nicola, da Le Chateaux Laurentia.

DESTAQUES BRASILEIROS 

Após um bate-papo com a galera, degustamos algumas pérolas do nosso terroir. Primeiro da Serrado Vinhos (Tijuca – que se destaca pelos exemplares da vinícola catarinense Villa Francioni), em seguida Vinícola Pericó (também catarinense), Cave Nacional (e-commerce do amigo Marcelo Rebouças, que trouxe para o evento nada mais nada menos que o badalado Maria, Maria Syrah da vinícola mineira de mesmo nome), Routhier & Darricarrère, Cattacini Vinhos, Vinum Rio (que só vende vinhos finos nacionais, como o rótulo Don Laurindo), Grupo Miolo (com vários rótulos de prestígio, como o espumante Millésime, Quinta do Seival – tinto e o maravilhoso Alvarinho), a mineira Luiz Porto, Decanter (com os rótulos da Hermann e Quinta da Neve), Lidio Carraro, Pizzato (amei o espumante Brut Champenoise deles!), entre outras.

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Outro destaque ficou por conta da Vinícola Le Chateaux Laurentia, com seu espumante  Brut elaborado com as uvas Montepulciano e Nebbiolo. Uma surpresa maravilhosa!

VINHO MINEIRO

Eram muitos rótulos e infelizmente não consegui degustar todos. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a forte presença dos mineiros, certamente por suas vinícolas terem uma grande aceitação aqui no Rio de Janeiro.

O “Maria, Maria Syrah”, exposto no stand da Cave Nacional, foi responsável por um dos maiores reboliços do encontro. Tudo porque se trata de um  vinho de produção pequena e muito elogiado (seu nome é sim, uma homenagem ao grande cantor e compositor Milton Nascimento).

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Já a Luiz Porto Vinhos Finos (Cordislândia-MG) nos brindou com uma palestra memorável, proferida pelo Diretor da Vinícola, Luiz Roberto Porto Júnior (em breve teremos um artigo exclusivo sobre ela, visto que foi realmente muito bacana!), que falou principalmente a respeito das particularidades do terroir mineiro e da técnica de poda invertida, através da qual a colheita das uvas é realizada no inverno. Da vinícola, degustamos os vinhos da linha Dom de Minas (Merlot e Cabernet Franc), assim como o belo espumante Luiz Porto Brut.

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Luiz Roberto Porto Júnior, Diretor da Luiz Porto Vinhos Finos.
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Dom de Minas Cabernet Franc: surpreendente a estrutura!

PALESTRAS

Também tive oportunidade de prestigiar a palestra Panorama do Mercado de Vinhos Brasileiro, com o brilhante escritor Rogerio Dardeau, autor do aclamado livro “Vinho Fino Brasileiro”.  Expert em terroir nacional , Dardeau falou, entre outros assuntos, sobre as novas regiões vinícolas brasileiras, bem como as particularidades de cada uma, incluindo Microclima, Denominação de Origem (Vale dos Vinhedos) e Indicação Geográfica. Ao longo da palestra, degustamos rótulos de algumas vinícolas, como o Chardonnay 2015 da Pizzato e o Chenin Blanc da Catacini, elaborado em parceria com a Vinícola Miolo.

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Rogerio Dardeau: uma aula sobre o Vinho Nacional

Valdiney Ferreira, professor do curso de Wine Business da Faculdade Getúlio Vargas, ministrou a palestra “Vinhos do Brasil – Do Passado Para o Futuro”. Me chamou a atenção os números de vendas e consumo do mercado brasileiro, assim como a criação das primeiras cooperativas nos anos 30. Enfim, o Brasil ainda exporta pouco frente a outras regiões vinícolas e tem tudo para que seu vinho ocupe um lugar de prestígio no mundo.

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Durante a palestra, degustamos alguns rótulos, entre eles o Espumante Brut Rosé da Luiz Argenta (100% Pinot Noir), o Alvarinho Quinta do Seival, da Miolo (Maravilhoso!) e o Agnus Tannat, da Lidio Carraro (destaque na Expovinis 2016). DETALHE: todos os vinhos foram servidos às cegas, para a gente descobrir. Ou seja, é sempre uma experiência muito bacana. 

GASTRONOMIA

O Coisa Nossa também contou com o que há de melhor na gastronomia. Não consegui resistir aos croissants e biscoitinhos da Blé Patisserie (de Itapaiva). O Francisco Patitucci, um dos sócios,  foi supersimpático com todo mundo. Me atrevo, ainda, a elogiar os macarrons. Maravilhosos e muito bem-feitos!

Outro destaque ficou por conta dos queijos artesanais da capixaba Orolatte e da mineira Serra das Antas (meus amigos sabem que não resisto ao queijo tipo Reblochon da marca). Enfim, tudo de primeiríssima qualidade, muito a ver com o clima do evento, que ainda contou com música ao vivo e muita gente bonita e engajada no mundo do vinho.


Então é isso, gente! Podem ter certeza que ao longo do ano ainda teremos muitos outros eventos em homenagem ao vinho nacional. Sim, é uma forma de divulgar o nosso néctar não só internacionalmente como também para o mercado interno. Afinal, os consumidores brasileiros ainda não se familiarizaram totalmente com os nossos vinhos, que não ficam devendo aos de nenhuma outra região vinícola ao redor do mundo.

Sem dúvida, todos os organizadores do Coisa Nossa estão de parabéns! É o tipo do evento que cumpre perfeitamente o papel de difusão da cultura do vinho.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Estudo Comprova Que Degustar Vinhos Estimula Mais o Cérebro Que Matemática

O ato de degustar um vinho é bem mais complexo do que a gente imagina. Afinal, há uma série de processos cerebrais, sensoriais e motores envolvidos ao longo desse verdadeiro ritual que todos nós, enófilos, conhecemos tão bem.

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Trata-se de um processo longo, que se inicia desde a escolha da garrafa até o momento em que levamos a bebida à boca. E tudo isso foi comprovado por um estudo conduzido pelo Dr. Gordon Sheperd, neurocientista da Universidade de Yale. “Todos esses processos juntos envolvem mais atividade cerebral que ouvir música ou resolver complicados problemas de matemática”, explicou Sheperd, em seu livro “Neuroenologia: Como o Cérebro Cria a Degustação de Vinhos”.

DEGUSTAÇÃO DE VINHOS É COMO GINÁSTICA PARA O CÉREBRO

O livro do Dr. Sheperd explora todos os processos neurológicos complexos que fazem parte da degustação de vinhos.

A partir do momento em que se visualiza o líquido na garrafa e, em seguida, na taça, até a interação da bebida na boca, incluindo os movimentos da mandíbula, língua, diafragma e garganta, as moléculas do vinho estimulam milhares de receptores olfativos e gustativos. “Ao enviar um sinal de sabor para o cérebro, é desencadeada uma resposta cognitiva maciça que implica no reconhecimento de padrões, memória, juízo de valor, emoção e prazer”, disse o Dr.Sheperd.

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Todas essas conclusões vieram à tona após outro estudo, documentado pela Revista Fronteiras da Neurociência Humana, publicado em setembro do ano passado. Segundo esse estudo, os cérebros de Masters Sommeliers eram fisicamente mais espessos em virtude da agilidade mental que desenvolveram ao longo de suas carreiras. Ou seja, o estudo contatou com que a prática diária de degustar vinhos realiza uma verdadeira ginástica cerebral.


Enoamigos, volta e meia me surpreendo com esses estudos que atestam cada vez mais que o vinho é sim uma das bebidas mais saudáveis existentes no planeta. E para sentir todos esses benefícios, nada melhor que degustar uma bela taça!

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referência: Decanter.com

Mar de Borbulhas: Miolo é a Primeira Vinícola Brasileira a Armazenar Suas Garrafas Em Caves Submarinas

Sempre falo por aqui que os espumantes brasileiros já ganharam o mundo. Afinal, não é de hoje que o nosso terroir é conhecido como um dos melhores para a produção desses vinhos, sendo, inclusive, comparado ao da mítica região francesa de Champagne.

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EFERVESCÊNCIA MARÍTIMA

E nossos produtores querem mais, muito mais! Este mês a Vinícola Miolo, uma das mais inovadoras do país, comemora os 6 meses de imersão do primeiro lote do espumante Miolo Cuvée Tradition Brut (um dos meus nacionais favoritos!) no mar da província de Bretagne, na França, e anuncia a imersão de um segundo lote ainda este ano.

“A imersão do primeiro lote já está gerando expectativas comerciais no Brasil e no exterior, pois vamos retirar as garrafas entre outubro e novembro deste ano, período em que tradicionalmente aumentam as vendas de espumantes devido às festas de final de ano. Certamente muitos apreciadores e colecionadores vão querer adquirir um exemplar do primeiro produto brasileiro envelhecido em cave submersa, antecipa Adriano Miolo, superintendente do grupo.

VANTAGENS DA CAVE SUBMARINA

Sabemos que o armazenamento perfeito de um vinho depende literalmente de condições ideais de “temperatura e pressão”, além de escuridão e umidade total.

A ideia de utilizar o mar como adega não é novidade. Em 2002, Yannick Heude, proprietário da Cave de L’Abbaye Saint-Jean, começou a experiência de submergir garrafas de vinho na baía de Saint-Malo. Em termos de temperatura, umidade e luz, Heude não tinha dúvidas de que o mar seria uma excelente adega. “O que nós não podíamos prever era o efeito das fortes marés e das correntes (a 15 km/h), que massageiam as garrafas duas vezes ao dia”, explica.

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Em 2007, 600 garrafas de vinho (metade tinto e metade branco) foram resgatadas do fundo da baía, depois de um ano de repouso em engradados de madeira. Além de Heude, produtores de vinhos da região do Loire, como Christophe Daviaud, estiveram presentes na degustação às cegas que se seguiu.

Para Daviaud, responsável pelos Anjou Village de Brissac-Quincé usados na experiência, os brancos apresentaram aromas de carvalho mais óbvios, enquanto que os tintos evoluíram mais lentamente, em comparação aos não-submersos.

“O processo de envelhecimento é certamente diferente. Parece que depois de um ano, o vinho sai do mar rejuvenescido, com aromas e sabores mais arredondados. água salgada como experiência. Não há dúvidas que o fenômeno das marés tem um papel importante nesses resultados”, explicou Yannick Heude 

A CAVE SUBMARINA DA MIOLO

As garrafas do Miolo Cuvée Tradition Brut estão dispostas horizontalmente em um container especial que propicia seu contato direto com as correntes marítimas. Elas serão comercializadas em uma edição especial no Brasil e na Europa.

A ação inédita realizada pela Miolo celebra o sucesso internacional do Cuvée Tradition Brut na França: ele foi o espumante brasileiro mais vendido em Paris em 2016. O rótulo é elaborado no Vale dos Vinhedos (RS) com uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo Método Tradicional de fermentação na própria garrafa, o mesmo utilizado pelas maisons francesas para a elaboração de Champagne. Lembro-me de um reveillon inesquecível que tive com o Miolo Cuvée Tradition e nem preciso dizer que o ano seguinte foi maravilhoso.

Agora, a pergunta que não quer calar: Qual será o precinho do Cuvée submarino, hein? Estou mega ansiosa para experimentar todas as nuances da guarda desses espumantes que, sem dúvida, é muito especial!

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referências: Diguste, Assessoria de Imprensa.

Loja Virtual Com Vinícola Própria Traz Inovação Para o Mundo do Vinho

Não é a Vinícola com Loja Virtual que estamos habituados a ver por aí. É Loja Virtual com Vinícola própria! E logo que me deparei com o site da Wine For Me, percebi que essa ideia poderia dar um caldo (por sinal, bem fermentado!).

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Um dos destaques fica por conta de que essa proposta pode impactar os rótulos de forma muito positiva, tanto pela elaboração de um vinho que atenda todas as expectativas do enófilo, quanto pelo fator custo x benefício, que faz tanta diferença na nossa vida.

Em conversa por e-mail, o Diretor-Presidente da Wine For Me, Mario Verdini Meireles, explicou melhor essa ideia, que tem tudo para conquistar os amantes do vinho:

Vila Vinífera: Qual é a proposta da Wine For Me? 
Mario Verdini: A Wine For Me foi criada para a escolha que vai além da compra; saborear uma ocasião em que o principal motivo é você mesmo.
 

Vila Vinífera: O nome já diz tudo, né? 

Mario Verdini: Sim, vinho para mim! Vinho para brindar momentos, um convite a comemorar a vida, a minha, a sua, a nossa vida.

Vila Vinífera: A segmentação do público pode ser feita de acordo com os gostos pessoais de cada um?

Mario Verdini: Disposta a compartilhar o mundo dos vinhos, Wine For Me deseja fazer amigos por amor ao sabor. Quem conhece ama e, quem começa a se interessar, se apaixona. Pensando nisso, buscamos atrair pessoas através da variedade de conteúdo e custo/benefício incomparável, encontrados nas redes sociais ou loja online com formas de busca intuitivas, seja por uva, país ou safra.

Vila Vinífera: A empresa possui uma vinícola própria, em Portugal. Como vocês determinam a demanda dos vinhos junto aos enólogos, bem como os diversos estilos que irão produzir?
Mario Verdini: Como bons portugueses alentejanos, acreditamos em mão na massa e no resultado de quem trabalha de verdade. Sem dúvida as condições externas influenciam, economia desfavorável, impostos altos e crises, fatores considerados de alto risco por enólogos e empresários do segmento. Alguns enxergam como dificuldade, nós vemos como desafio para criarmos a oportunidade. E pensando em mercado, vemos potencial no consumo brasileiro e confiamos na cultura adaptável que existe aqui. 
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A Wine For Me vem para colaborar para uma nova cultura no consumo e disseminar a boa influência dos vinhos à mesa através de variedade de bons produtos portugueses, chilenos e argentinos explorando castas, safras, temperaturas, dos nossos vinhos e outros tão bons quanto.
 
Temos direcionamento em manter as influências de origem portuguesa, trazendo mais sabores regionais como Dão, Douro, entre outros próximos à nossa vinícola Encosta de São Romão no Alentejo. Acreditamos no retorno positivo com a certeza de que todos os momentos merecem vinho, sabor de verdade.
Vila Vinífera: Qual o diferencial da Wine For Me frente à concorrência?
Mario Verdini: Apostamos na criação de uma nova marca digital de influência em vinhos envolvendo as infinitas possibilidades decorrentes do segmento como: decoração, gastronomia, viagens, cinema, música… Wine For Me vem ao mercado disposta a descobrir e degustar mais sobre o mundo dos vinhos junto ao público com alta qualidade e baixo valor nos rótulos exclusivos, tornando acessível a cultura de bons vinhos à mesa brasileira.

O site não trabalha apenas com vinhos de sua vinícola portuguesa. O portfólio conta, ainda, com outros rótulos  oriundos da Argentina, Chile, Califórnia e Portugal (lógico!).
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Curiosa, como sou, quis logo conferir essa novidade e a Wine For Me me enviou uma amostra do Encosta de São Romão, produzido em sua vinícola própria, a Outeiro de São Romão, situada na região do Alentejo, em Portugal.
O Encosta de São Romão 2015 é formulado com as castas Alicante, Aragonez (que é a mesma Tempranillo espanhola), Syrah e Touriga.
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De coloração Rubi, com aro Rubi-claro, servido a 16ºC o Encosta de São Romão já invade o olfato com uma explosão de frutas vermelhas e negras frescas, como Amora, Ameixa, Cereja e Framboesa. Na boca é seco, com acidez e taninos na medida. O final é longo e persistente (contei 8 segundos!). 
Sem dúvida, ficaria perfeito com pratos à base de cordeiro e outras carnes vermelhas, sobretudo a de porco. Já imagino um leitão típico da região portuguesa da Bairrada com esse vinho. Hummmm… qualquer adjetivo abaixo de “divino” seria pouco para essa combinação.

Esses dias de folga e folia me motivaram a ir em busca de novidades. E, sim, esse ano eu quero registrar tudo aqui para vocês. Afinal, esse mundo vinífero é tão vasto que a gente tem mais é que explorar tudo o que temos direito. Vamos juntos!
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Então é isso, galera da enofilia. Boa semana! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Wine Institute Inaugura Sede em São Paulo

No último dia 8 de novembro foi inaugurado em São Paulo mais uma sede do Wine Institute, escola argentina com sólida expertise em formação vitivinícola na América Latina. Entre os cursos que já se encontram disponíveis na filial brasileira estão “Cartas e Harmonizações”, “Sommelier” e “Azeite de Oliva”.

A parte profissionalizante se inicia em março de 2017, informou a instituição, que nasceu das mãos de Analía Videla e se difundiu tanto em províncias na Argentina quanto no exterior, em países como Chile, Cuba e, agora, Brasil.

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Essa nova empreitada corresponde ao processo de internacionalização da Wine Institute, cujas capacitações são especialmente direcionadas às áreas de sommelier, marketing e comercialização de bebidas alcoólicas, enologia e produtos tais como azeite de oliva, cervejas, entre outros.

A sede em São Paulo, uma das cidades mais enogastronômicas do Brasil, contará com cursos curtos e ágeis que representam um pouco do espírito inovador da escola, que incentiva seus alunos a explorarem novos horizontes, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Assim como no Chile e na Argentina, as aulas terão uma abordagem moderna, com ênfase na prática, que é uma das principais características da Wine Institute.

O lema da Wine Institute é “estudar, participar, trabalhar, viajar”. Sua formação envolve o estudante diretamente com a viticultura em âmbito internacional, por meio de viagens a algumas das principais regiões vinícolas do mundo.

“Temos notado um crescente interesse por parte dos brasileiros em conhecer, viajar e entrar em contato com o mundo do vinho em todos os seus aspectos. Isso nos impulsionou a aprofundarmos essa parte de vivência em nossas capacitações”, disse Analía Videla, fundadora e diretora geral da Wine Institute.

Analía ressaltou, ainda, que a ideia de abrir uma sede no Brasil também diz respeito à crescente demanda de seu setor gastronômico e vitivinícola, sobretudo no que tange à formação de profissionais. “É necessário se qualificar com base nos padrões internacionais de qualidade. Com esse objetivo em mente a Wine Institute criou um formado educativo de alto nível, que se estende a todos os nossos escritórios na América Latina”.

Serviço: a Wine Institute Brasil fica na Casa da Travessa, Rua Dr. Estevão de Almeida, 40 Perdizes, 05014-010. (11) 3966-8212, e-mail: info@wineinstitute.com.br

Referência: http://www.sitioandino.com.ar/n/215975/


Acredito que a propagação dessas escolas de formação, muitas internacionalmente conhecidas, como a International Sommelier Guild é uma prova da importância que o Brasil tem adquirido no mundo do vinho.

Os enófilos e profissionais querem estudar e buscam por uma bagagem que ultrapasse a prática do dia a dia em lojas, hotéis e restaurantes. Sem falar na expansão do nosso terroir, que já abrange vinhedos em regiões nunca antes imaginadas, como São Paulo, Espírito Santo, Pernambuco, Goiás e Minas Gerais.

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Isso me deixa muito otimista com relação ao cenário vinícola brasileiro nos próximos 10 anos. Apesar da crise, é um dos setores que se mostra mais promissor, tanto na vitivinicultura quanto no enoturismo e gastronomia.

Pois é, em breve o Brasil vai dominar os livros sobre o mundo do vinho. Pelo menos, assim espero!

Semana curtinha, com gostinho de quero mais. Ando um pouco atarefada, estudando muito para a minha formação na Sommelier School. Porém, sempre que dá, encontro um tempinho para deixar vocês a par de todas as novidades.

Boa quinta! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Descubra o Vinfusion, Uma Geringonça Que Te Ajuda a Criar Um Vinho Personalizado

Que vinho é questão de gosto pessoal, todo mundo já sabe. Eu mesma volta e meia falo sobre isso por aqui. Afinal, se todos somos únicos e diferentes uns dos outros, por que a nossa bebida favorita não poderia ser feita especialmente para a gente?

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E foi exatamente nisso que a empresa Cambridge Consultants se inspirou para criar o Vinfusion, o sistema que te permite criar um vinho que atenda  às suas preferências. E por que não, brincar um pouquinho de enólogo?

COMO FUNCIONA?

O sistema Vinfusion é conhecido como “uma experiência de vinho de mistura, através da qual o consumidor pode ajustar a composição da bebida de acordo com a demanda”. Trata-se de um geringonça revolucionária, que promete entregar “centenas de sabores diferentes”. Então, amigo, chegou a hora de parar de reclamar daquele tinto muito tânico ou do branquinho com aroma exagerado de “mato molhado” e colocar a mão na massa. Como? A gente te explica aqui.

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“O ato de combinar vinhos para alcançar um certo sabor ou aroma tem sido empregado ao longo dos séculos e esse é o principal objetivo do Vinfusion”, disse Sajith Wilamaratne, gerente comercial de bebida e comida da Cambridge Consultants. Ainda de acordo com o executivo, um dos desafios do sistema é a compreensão da complexa relação entre o sabor e a proporção dos vinhos durante essa espécie de “assemblage” no melhor estilo “faça você mesmo”.

COMO FOI CRIADO?

Para criar a geringonça, os profissionais realizaram diversos testes que incluíam examinar a forma com que os consumidores escolhiam seus vinhos, bem como provas gustativas, a fim de observar como os bebedores percebiam e descreviam os sabores.

Ao analisar a composição química de diversos vinhos diferentes e eleger quais os componentes mais importantes para o sabor global, os consultores da Cambridge determinaram que havia quatro vinhos de base sobre os quais você pode iniciar a sua própria mistura.

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Logo, com o Vinfusion é possível criar vinhos personalizados, introduzindo preferências como “leve ou encorpado”, “seco ou doce”. E com a ajuda de um aplicativo, os entusiastas do vinho poderão não apenas personalizar seu néctar como poderão, ao mesmo tempo, aprender sobre a química por trás da sua mistura perfeita.


Basicamente, amigos, é lançar mão da tecnologia para extrair o que há de melhor dos nossos rótulos favoritos. Ou seja, “não é feitiçaria…”. Agora, se a geringonça vai se popularizar, só o tempo dirá. Imagino que o Vinfusion deva chegar ao Brasil com preços astronômicos, ainda mais em tempos de recessão econômica e dólar nas alturas.

Porém, esse artigo me fez pensar em como estará o cenário do vinho daqui a uns 20 anos. Será que cada um de nós terá sua própria maquininha para fazer vinho em casa, de acordo com as nossas preferências? Como as empresas vinícolas irão administrar isso? É algo a se pensar… E você, amigo? Acha que isso é possível?

Apesar de adorar essas novidades, confesso que sou um pouco tradicional nesse sentido. Gosto de conhecer diversos estilos de produto, comparar… Mas, como falamos no início dessa postagem, vinho é questão de gosto pessoal.

E já que sextou, bora decidir sobre qual será o meu estilo de vinho para hoje à noite. Sem geringonça, só com a minha querida adega ao lado.

Boa sexta! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Referência: Digital Trends