Vinho & Saúde: Por que o Vinho Pode Ser Considerado um Alimento?

Logo de cara podemos dizer que um alimento é qualquer substância, comida ou bebida, que contribua para a nutrição dos seres vivos. Não só para fins nutricionais, como também sociais e psicológicos.

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O alimento é NUTRICIONAL porque fornece matéria e energia para o anabolismo e a manutenção das funções fisiológicas. SOCIAL, porque favorece a comunicação e o estabelecimento de laços afetivos, bem como as conexões sociais e culturais. E PSICOLÓGICO, porque melhora a saúde emocional, proporcionando alegria e satisfação.

Tendo em vista essa definição, não há dúvidas de que o VINHO É UM ALIMENTO, pois, se por um lado, contém macronutrientes (carboidratos e algumas proteínas), que fornecem energia, por outro dispõe de micronutrientes, como sais minerais, oligoelementos e até vitaminas. Isso porque eu ainda nem mencionei o fato de que o nosso néctar fomenta a comunicação, conexões, enfim, junta as pessoas! Ah, e ainda oferece prazer e satisfação. Ou seja, se existe um produto que atende totalmente a definição de alimento, esse com certeza é o VINHO!

BAIXO TEOR DE PROTEÍNAS

As proteínas geralmente são escassas o vinho (em torno de 1 a 2g por litro). Esse baixo teor no vinho, ao contrário do suco de uva, deve-se ao seu processo de produção. Ou seja, se tomarmos por base que a quentidade de proteína reocmendada é de 1g por quilo de peso corporal, chegamos a conclusão de que o vinho não pode ser considerado uma grande fonte de proteínas.

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SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR

Quanto aos carboidratos, estes podem ser encontrados em proporções variáveis, dependendo da forma com que o vinho é elaborado. Durante a fermentação alcoólica, a maior parte dos açúcares do mosto (suco da uva) é transformada em álcool, graças à ação das leveduras. No vinho tinto, os açúcares residuais, como glicose e frutose, representam apenas de 2 a 3 gramas por litro. Já no vinho branco, essa porcentagem pode ser maior.

Além dos citados acima, o vinho também pode conter outros açúcares, como aqueles naturais do álcool. Em todo caso, com exceção de vinhos doces (com açúcar residual), os de sobremesa e fortificados, a maioria dos presentes no mercado atual é de vinhos secos, com baixo teor de açúcar, sendo que, após a fermentação, este nunca é adicionado a esse tipo de bebida.

0% DE GORDURA

Lipídios (gorduras) são compostos químicos formados, principalmente, por misturas orgânicas de ácidos graxos. O vinho não contém lipídios e é essencial que essa susbtância não chegue nem perto da bebida dos deuses, afinal, certamente isso traria um gosto desagradável. O único risco é que as sementes de uvas, quando esmagadas, podem liberar uma espécie de óleo. Por isso, em algumas ocasiões, é possível visualizar algo gorduroso nas paredes da taça depois que se bebe o vinho, mas é raro, bem raro! Ou seja, em geral, o nosso néctar é 0% gordura.

ÁLCOOL E SAIS MINERAIS

O álcool é outra substância que, óbviamente, aparece no vinho. No entanto, é importante notar que o teor alcoólico de um vinho é determinado pela quantidade de açúcar das uvas durante a colheita. No vinho, o % de álcool indica a proporção deste na garrafa. Por exemplo, 14% contém 105ml de álcool por garrafa de 750ml ou cerca de 140ml por litro. O vinho contém, sobretudo, álcool etílico, mas também podemos encontrar outros tipos de álcool, como Glicerina, Metano, Eritritol, entre outros poli-álcoois.

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Com relação aos sais minerais, vale lembrar que o vinho contém de 2 a 4 gramas de sal por litro. Os minerais que podemos encontrar no vinho são: potássio, sódio, cálcio, cloro, enxofre, flúor, silício, iodo, bromo e boro. Alguns desses elementos são muito raros em alimentos mais comuns de serem consumidos.

O vinho possui, ainda, alguns elementos nutricionais ou oligoelementos, como ferro, cobre, zinco e manganês. Alguns vinhos são bem ricos em ferro, facilitando a boa absorção intestinal. Por outro lado,  o vinho pode conter elementos indesejáveis, como alumínio, chumbo e até mesmo arsênico, embora em proporções praticamente insignificantes.

No vinho também encontramos muitas VITAMINAS, como a B12, B6 e B2, porém, em baixas proporções. O fermentado não contém Vitamina C, apesar desta estar presente naturalmente nas uvas.

OS MARAVILHOSOS POLIFENÓIS

Um dos aspectos que mais é ressaltado nos vinhos fica por conta da quantidade de polifenóis. Isso porque estes são ótimos aliados para a saúde. Se por um lado o vinho branco possui apenas algumas miligramas, por outro, o vinho tinto contém de 1 a 3 gramas por litro de polifenóis que estão, a princípio, concentrados nas cascas, sementes e engaços das uvas.

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E por que se fala tanto em polifenóis? Essas substâncias são famosas por transformarem o vinho num poderoso aliado na prevenção cardiovascular. Entre os fenóis, distinguimos ácidos fenpolicos ou ácido fenólico, flavonóides (ou fator de vitamina P), antocianos, fleuma, taninos, quinonas e resveratrol.

No vinho  encontramos, ainda, ácidos minerais como tartárico, malico e salicílico, entre outros. Todos eles contribuem para tornar o vinho um líquido alcoólico acídico, cujo Ph está entre 2 e 3, ou seja, uma acidez próxima a do estômago. Desta forma, a bebida facilita a digestão de proteínas alimentares. Logo, a recomendação de se consuir o vinho durante as refeições não vem por acaso e também tem uma razão sob o ponto de vista químico-nutricional.


Depois de tudo isso, é impossível encarar o vinho apenas como bebida alcoólica. Não, não é! O vinho é SIM, um alimento que, se consumido com equilíbrio, faz muito bem paea a saúde. Por essas e outras que tantos países incentivam a produção e o consumo do vinho (infelizmente não é o caso do Brasil, mas isso já é história para outro post).

Então é isso, enoamigos! Uma semana repleta de ótimos vinhos para vocês. Até a próxima! Tim-Tim!

Referência: Vinetur

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Degustando com os Amigos: Ótimos Vinhos e Descontração no Espaço École Du Vin

E eis que o casal querido, Sommelier Marcelo Marques e Patrícia Pacheco, nos convidaram para uma degustação descontraída em seu aconchegante Espaço École Du Vin, em Copacabana. A missão: cada participante levaria um vinho e uma comidinha. Eu e o marido levamos o Espumante Brut da Batalha Vinhos & Vinhas e o Sagiovese Toscano Querciavalle, importado pela Vindame.

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A noite foi muito especial, repleta de risadas e boas histórias, como em qualquer animada confraria. Afinal, o grupo era nota 1000 e, além do Marcelo e da Patrícia, contava com Joana Rangel (do, Blog Divina e Vinho), Fernando Lima (do Blog Vinhos com Fernando Lima) e esposa, bem como mais 3 amigos do casal de anfitriões, todos muito simpáticos e empolgados.

OS VINHOS DA NOITE

E, como diria o amigo Fernando Lima, vamos à análise das ampolas degustadas!

1 – Espumante Casa Marques Pereira Extra Brut: Um bom Champenoise (com segunda fermentação em garrafa). Elaborado com a uva Trebbiano Toscano, possui cor Amarelo-palha, com perlage muito fina e elegante. Muito agradável e perfeito para iniciar os trabalhos e “fazer a boca” para os rótulos seguintes.

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2 – Vinho Verde Vila dos Ingleses: Logo de cara, a cor impressiona. É um rosé que tende para casca de cebola, porém, até mais alaranjado. Muito fresco, frutado e levemente frizante, com notas de pêssego. Geladinho, num dia de verão à beira da piscina…já imagino o sucesso!

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3 – Segredos da Adega Tannat Gran Reserva 2008: Sim, começamos com um Tannat 100% nacional e daquela safra que amacia qualquer potência. Sim, os taninos estavam perfeitos! Coloração rubi, com reflexos granada, a cara da evolução! No nariz, frutas do bosque, mais para compota (geleia), além de um toque de café e couro. Muito agradável e interessante!

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Agora, pausa para uma Vertical de Valmarino Reserva de Família! Sim, o amigo Fernando Lima levou essas duas preciosidades de sua adega para a gente curtir a experiência. Analisamos as safras 2008 e 2013. Vamos lá!

4- Valmarino Reserva de Família 2008: Trata-se de um corte de 30% Cabernet Sauvignon, 30% Tannat, 30% Cabernet Franc e 10% Merlot. Realmente, uma mistura que só tem a ganhar com a guarda. Coloração rubi-intensa, com reflexos granada e sinais claros de evolução em garrafa. Taninos sedosos, mas ainda bem presentes, com notas herbáceas e caráter mentolado. Depois de um tempo na taça, as especiarias tomam conta do nariz. Maravilhoso, sem dúvida, para mim, foi o grande destaque da noite. 13,5 de vol. alcoólico.

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5 – Valmarino Reserva de Família 2013: Logo na cor, a diferença foi bem clara com relação ao exemplar 2008. Era um vermelho-rubi sem reflexos. No nariz, como era de se esperar, bem mais frutado, com toques de café tostado e especiarias. Nesse caso, o corte é de 45% Cabernet Franc, 25% Merlot, 15% Tannat  e 15% Cabernet Sauvignon. Na boca, encorpado, com taninos bem presentes, porém, agradáveis. Um vinho que ainda aguenta uns bons anos de guarda e que ainda tem muito para mostrar. Excelente! 13,0% de vol.alcoólico.

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Depois desses dois espetáculos de tinto, mais uma vez, vamos a um espumante!

6 – Espumante Batalha Brut Método Tradicional (Champenoise): Então, esse espumante foi na minha bolsa de Niterói a Copa, sacolejando e previamente gelado (estava na minha cervejeira). Após a viagem, tudo podia acontecer! E eis que na minha taça a perlage não era numerosa, porém, bem fina. O nariz dele era ótimo, muito tostado, leveduras (aquele pão característico). Na boca também estava ótimo. Só a perlage que ora aparecia, ora não.

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7 – Santa Cristina Branco 2012: Ah, gente, eu amei esse branco italiano. E eu nem sabia que quem produzia era a Família Antinori, tá? Senão eu já chegaria sugestionada..rs. Sim, mas esse branquinho, produzido na Umbria, é elaborado com as uvas Grechetto e Procanico. Apesar de 2012 ainda estava muito vivo, agradável, com cor dourada. Muito fresco, com notas tropicais e geladinho! Delícia!
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8 – Querciavalle Toscano Rosso 2015: Esse foi mais uma das ampolas que eu levei. Da importadora Vindame, o Querciavalle é produzido na mesma região italiana do Chianti Clássico. Um vinho 100% Sangiovese, macio, frutado (eu já tinha provado), com 14% de vol. alcóolico, mas que foi assassinado com requintes de crueldade pelos poderosos tintos servidos anteriormente. Ou seja, enoamigos, em se tratando de degustação, uma regra básica é seguir a ordem dos vinhos. Logo que cheguei, eu já tinha que ter falado com o Marcelo que esse tinto era mais leve. Dei mole! Serve como aprendizado para a próxima 😉

Então é isso, galera da enofilia. Foi um encontro memorável que uniu amigos, vinhos e muitas experiências. Com relação às comidinhas, tenho que dar o merecido destaque ao “Dadinho de Tapioca” da Patrícia. Divino, maravilhoso com os molhinhos agridoces.

Até a próxima, pessoal! Bom vinhos! Ótimas companhias! Tim-Tim!

Notas de Prova: (Tellus 2015): Toda a Personalidade de um Syrah Italiano

Sim, você leu certo! Syrah italiano! Aliás, quando se trata de vinhos do país da bota, a gente já espera logo por castas clássicas das regiões, como Sangiovese, Nebbiolo e por aí vai… Enfim, cepas francesas geralmente aparecem em cortes com uvas tipicamente italianas. Porém, não neste caso. O Tellus, que recebi da Winebrands Brasil, é um vinho 100% Syrah, produzido pela vinícola Falesco na região de Lazio, a 300 de altitude e amadurecimento de 5 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso. 

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GARRAFA LINDA, INSPIRADA NOS ROMANOS

Antes de tudo, vale citar que o nome Tellus remete à deusa romana da terra, tanto que sua ampola (linda, por sinal!) foi inspirada nas antigas garrafas do império romano, mais baixa e larga na lateral, do tipo que chama a atenção em qualquer prateleira.

Criado em 2009, seu rótulo é o quadro vencedor de um concurso com artistas, no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Agora que já falei um pouquinho sobre ele, vamos às notas de prova!

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NOTAS DE PROVA

Achei o vinho elegante e com notas bem típicas da uva Syrah. Sabe aquela picância, própria dos fermentados da casta? Esse tem! É do tipo que acompanharia superbem com carne temperada com especiarias. Perfeito!

 

VISUAL:  Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos. Bem límpido, possui cor de vinho jovem mesmo e logo de cara a gente já imagina uma safra 2015 ou 2016 (neste caso, 2015).

OLFATIVO: Frutas do Bosque, ameixa e especiarias, com nuances de pimenta-do-reino.

BOCA: Picante em boca, com médio corpo e taninos presentes, afinal, trata-se de um vinho jovem. Mas nada que incomode o paladar. Deixa a boca enxuta e conta com média persistência (contém uns 6 segundos).

  • Recomendo aerar em Decanter, a fim de estimular a liberação de todos os aromas e amaciar os taninos.

  • É um vinho pronto, mas que pode esperar na adega por mais uns 3 anos e só tem a ganhar.

  • A presença da madeira é bem discreta, mal se nota. Provavelmente pelo fato de ter passado por barricas de segundo uso. Supercombinou com o estilo do vinho. Eu curto!


Então é isso, enoamigos! O Tellus Syrah 2015 está à venda no site da importadora Winebrands Brasil.

Até a próxima e ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

La Vie en Rosé: Saiba Tudo Sobre os Rosados, com Direito a Dicas de Vinhos Para Curtir na Primavera

O que é o que é: não é tinto, mas tem tanino. Não é branco, mas esbanja acidez. Sim, é ele! O meu queridinho Rosé, que me encanta, sobretudo, por sua versatilidade e variedade de estilos. 

Com a chegada oficial da Primavera, os rosados se apresentam como ótimas opções, seja para acompanhar o happy hour e as festinhas à beira da piscina ou simplesmente para apreciar um belo pôr-do-sol à beira mar.

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Liberte-se do preconceito e se abra ao Rosé, que foi a bebida oficial do último verão na França, onde cujas vendas já ultrapassaram as do vinho branco! Sem falar que é o favorito de celebridades como Madonna, Sting e Drew Barrymore. Mas, se você pensa que se trata de uma moda recente, saiba que o Rosé faz parte do mundo do vinho há séculos.

DE ONDE VEM O VINHO ROSÉ

Se o vinho tinto é feito com uvas tintas e o branco com uvas brancas, do que é feito o rosado? Uma vez que as uvas rosadas não existem (com exceção da Zinfandel, mas aí é outra história), a melhor forma de se produzir um bom Rosé é através do contato do suco da uva (mosto) com as cascas. Afinal, são elas que contém as antocianinas, substâncias que transmitem cor à bebida. E quanto maior for o contato do mosto com as cascas, mais cor terá o vinho!

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Ou seja, a cor do Vinho Rosé se dá pelo contato do suco (mosto) com as cascas, visto que, sem elas, o resultado será simplesmente o de um vinho branco. E esse contato dura o tempo necessário para um vinho mais claro, casca de cebola, ou mais escuro, em tom de cereja. Pode durar de 1 a 6 horas, de acordo com a preferência do enólogo.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Os vinhos mais claros sempre estiveram presentes ao longo da história do vinho. Evidentemente, o termo rosé não era empregado, mas o aspecto lembrava muito essas cores rosadas, alaranjadas e as várias tonalidades assumidas pelo rosé. Isso é mais ou menos intuitivo de conceber, pois em épocas remotas, a técnica de vinificação era rudimentar e pouco dominada. Portanto, as macerações eram relativamente curtas e os vinhos eram tomados normalmente jovens.

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Além disso, era muito comum fermentarem juntas, uvas brancas e tintas. Não havia o conceito de envelhecimento do vinho, sobretudo antes da existência da garrafa e da rolha. Este gosto antigo chamava esses vinhos como vinhos de prazer. Os vinhos de cores mais acentuadas, semelhantes ao que conhecemos hoje, eram denominados vinhos de alimentação, destinados aos trabalhadores braçais. Eram frutos de macerações longas, prensagens grosseiras, elaborados com pouco cuidado. Os termos usados para esses vinhos eram vin nourriture e vinum rubeum.

Na Idade Média, em vários quadros onde o vinho aparece, notamos uma cor que nos lembra os vinhos rosés. Na época, chamado de Vinum Clarum ou Claret. A foto abaixo ilustra este fato.

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4 RÓTULOS PARA DESCOBRIR OS ROSÉS

Agora que vocês já conhecem um pouco mais sobre os Rosados, que tal ir mais a fundo e degustar Rosés de países e estilos diferentes? Aqui eu indico 4 rótulos para começar a brincadeira:

  1. Rosé Francês:

    Falar de rosé no mundo é falar de França. E falar de França, é falar de Provence, seu grande vinho emblemático. 

L’Opale de la Presqu’Ile de St. Tropez é um vinho elegante, fresco e muito saboroso. O visual é de coloração casca de cebola, acobreado, é bem típico da região. Límpido e muito brilhante, possui aromas que lembram rosas, morango fresco, cereja e canela.

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2- Rosé Português:

Cor-de-rosa e refrescante, o estilo do Mateus, Rosé mais vendido em Portugal, conta com uma efervescência ligeira e extremamente versátil.

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Criado em 1942, o Mateus tem aquela garrafa linda e estilosa, cujo formato foi inicialmente inspirado nos cantis usados pelos soldados na Primeira Guerra Mundial. Era o preferido de Jimmy Hendrix e, até hoje, dizem que a Rainha Elizabeth II tem sempre uma garrafinha de Mateus em sua adega.

3- Rosé Argentino:

O estilo do Rosé Argentino, elaborado com a uva Malbec, costuma tender mais para a cor cereja. Em alguns casos chega a ser só um pouco mais claro que um tinto. O Crios, da Susana Balbo, na minha opinião, é o melhor em termos de cor, olfato e paladar. Possui nuances de frutas vermelhas e negras frescas, com notas florais. Ótimo Custo-benefício, da Importadora Cantu Wines.

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5 – Rosé Brasileiro:

Claro que eu não poderia deixar de sugerir um Rosé 100% nacional. Sou simplesmente APAIXONADA pelo Marie Gabi, da vinícola Routhier & Darricarrère, da Campanha gaúcha (RS). A cor dele é um casca de cebola bem clarinho, do tipo que fica macerando por, no máximo, 1 hora. Além do rótulo fofo, o Marie Gabi possui toques cítricos e herbáceos. No aroma, notas florais, de amêndoas e frutas vermelhas. Vale a pena!

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Então é isso, viníferos! Fico feliz em ver que mais e mais enófilos estão se rendendo ao néctar rosado, que ainda tem muito o que ser descoberto. Todos os rótulos listados acima foram provados e aprovados por mim e a maioria conta com um ótimo custo-benefício.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Vine Pair, Vinho Sem Segredo

Vinho & Saúde: Quem Bebe Vinho Durante as Refeições é Mais Feliz e Adoece Menos

Hoje cheguei com mais ótimas notícias relacionadas ao nosso amado néctar de Baco!

Segundo recente pesquisa, o hábito mediterrâneo de desfrutar de uma taça de vinho  durante as refeições pode ser a chave para uma vida saudável e feliz.

 

De acordo com o estudo, as pessoas que consomem um terço de uma garrafa de vinho ou até duas taças de vinho em cada refeição adoecem menos, além de possuírem uma visão mais otimista da vida.

O VINHO EVITA A COMPULSÃO E TRAZ FELICIDADE

E os benefícios não param por aí. Pesquisadores das universidades finlandesas de Tampere e Helsinki constataram que essas pessoas tendem, ainda, a serem menos propensas a beber compulsivamente, ao ponto embriargar-se. Ou seja, o estudo determina que tal grupo não deve ser incluído no de “risco de vício”, mas sim, exatamente  o oposto, no de “consumidores equilibrados”.

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Os cientistas estudaram os hábitos de aproximadamente 2.600 consumidores de bebidas alcoólicas entre 18 e 69 anos, por meio de questionários que avaliaram sua autoestima e saúde física e mental, tendo constatado que 12% das pessoas que bebem vinho regularmente tiveram maior pontuação nos três quesitos, mesmo levando em conta fatores como trabalho, educação e estado civil.

CONSUMA VINHO DURANTE AS REFEIÇÕES

Os pesquisadores constataram, ainda, a importância, tanto do momento de consumo quanto do tipo de bebida alcoólica consumida. Ou seja, aqueles que não consumiram vinho no almoço não tiveram os mesmos benefícios para a saúde e o bem-estar daqueles que o fizeram.

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Outro fator relevante é que 25% dos que misturavam o consumo de vinho e cerveja nas refeições eram alcoólatras, ao passo que aqueles que bebiam apenas vinho,  sempre acompanhado de alimentos, representavam apenas 8% em relação ao risco de alcoolismo. 

BEBA SEMPRE COM EQUILÍBRIO

Então, enoamigos, essa é, sem dúvida, outra prova de que o consumo moderado de vinho não representa nenhum risco para a saúde da maioria das pessoas, muito pelo contrário: produz uma série de benefícios. Sim, e volta e meia descubro um diferente. Afinal, são centenas de estudos que atestam a veracidade disso (sem exageros!). Porém, em todos eles, o padrão-chave passa pela moderação. Logo, só quem consome, de preferência 1 taça por dia durante uma das refeições pode usufruir de todos esses benefícios a longo prazo.

Enfim, o vinho faz bem para a pele, para a mente e o coração. 🙂

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

*Referência: The Big Wine Theory

 

 

 

 

(Notas de Prova) Arrogant Frog Tutti Frutti 2016: Divertido, Vegano e Descomplicado

Vocês pediram e cá estou eu com mais um post da série “Notas de Prova”. Desta vez, recebi uma amostra da Loja Divino Vinhos e tal, que fica no Centro do Rio, pertinho do burburinho da Lapa e da boemia carioca.

O ARROGANT FROG TUTTI FRUTTI 2016

O rótulo, francês, fez parte de uma das seleções de agosto do Clube de Vinhos da Divino Vinhos e Tal. É um esquema bem prático, através do qual o associado recebe rótulos em casa e tem a oportunidade de estar sempre degustando algo novo. São exemplares de qualidade, a maioria deles da Importadora Decanter, que, atualmente, é a maior do segmento no Brasil.

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Mas,  vamos falar do vinho…

O Arrogant Frog Tutti Frutti (Sapo Arrogante) possui um design bem descontraído, que tem tudo a ver com o estilo descomplicado da bebida, um corte de Cabernet Sauvignon (8%), Cabernet Franc (7%), Syrah (24%), Merlot, (25%) Grenache (28%) e Mourvèdre (8%). Essa mistura deu origem a uma bebida versátil, sobretudo no que diz respeito à harmonização. Aliás, o médio-corpo ajuda muito nesse sentido. 

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Com a linha Arrogant Frog, o enólogo Jean Paul Mas demonstra que, com criatividade e uma boa dose de bom humor, é possível desmisitificar a impressão esnobe que temos dos franceses. Afinal, são rótulos de ótimo custo-benefício, elaborados no sul da França, numa área de 20 hectares em Limoux Gran Cru (Languedoc), que chama a atenção pelo uso da agricultura sustentável, sem o uso de pesticidas e fertilizantes, o que faz de seus rótulos orgânicos e veganos, visto que nenhum produto de origem animal é empregado durante o processo de vinificação.  

VINHO VEGANO

 

Tenho vários amigos veganos que sempre me perguntam sobre vinhos. Sendo assim, após pesquisa encontrei um e-mail do próprio Domaine Jean Paul atestando que veganos podem consumi-los sem medo;

“Para os nossos vinhos brancos, apenas usamos bentonita, um produto natural para estabilização de proteínas e filtração de fluxo cruzado antes do engarrafamento. Em relação aos vinhos tintos, utilizamos apenas filtração de fluxo cruzado antes do engarrafamento. Nenhum produto animal é usado em nosso processo de produção de vinho. ” (Domaine Jean Paul Mas)

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos (bem límpido).

OLFATO: Frutinhas vermelhas, ameixa, alcaçuz, morango e especiarias.

GUSTATIVO: O frutado se confirma em boca. Possui médio corpo e muito equilíbrio entre álcool (13,5°) e taninos. Bom acabamento com notas de ameixa.

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HARMONIZAÇÃO: massas, carne vermelha, aves e queijos de massa mole. Por se tratar de um vinho não muito encorpado, acredito que possa ser servido um pouco mais gelado que o normal para um tinto, por volta de 14°C. 


Ultimamente tenho optado por vinhos mais naturais e gostado muito do que tenho provado. São exemplares com bem menos ou ausência de quimíca, sobretudo se comparados aos das vinícolas mais convencionais. Ou seja, a gente sente bastante o terroir na taça. Recomendo a iniciantes e iniciados como uma experiência superválida.

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A Divino Vinhos e tal é uma lojinha aconchegante, que fica na Av. Henrique Valadares, 17 – Loja 4, Centro do Rio de Janeiro.

Mais informações sobre os rótulos e Clube de Vinhos pelo telefone: (21)  2221-0514.

Então é isso, viníferos! Nos vemos em breve! Bons vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

(Chile): Viña Santa Carolina Como Você Nunca Viu

Voltei para falar mais um pouquinho sobre as minhas andanças pelo Chile. E, sem dúvida, muita coisa aconteceu como planejado e, outras, nem tanto. Para começar, muitos amigos e conhecidos diziam que eu “TINHA” que visitar a Concha Y Toro.

E, em se tratando da maior vinícola da América Latina, é claro que a gente já chega meio sugestionada. Porém, ao mesmo tempo, havia aquelas pessoas que me diziam que, na minha condição de estudiosa do mundo do vinho, eu “NÃO DEVERIA” visitar a CyT, sobretudo por se tratar de uma vinícola enorme, industrial, turística e comercial.

UMA REVELAÇÃO: VISITAR A SANTA CAROLINA!

Pensei muito e decidi não ir, ainda mais depois do tour personalizado que tive na Haras de Pirque. Não fazia o menor sentido. No dia anterior, no Vinolia, eu tinha feito amizade com uma Sommelier do Bocanariz, um Wine Bar superdescolado. E ela me disse o mesmo que os meus amigos do vinho, mas com um adendo: “Vale mais a pena você visitar a Santa Carolina”. “Não tem vinhas na vinícola”, ela disse. “Mas é muito bonita e o atendimento é ótimo!”

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A partir daí, não tive mais dúvidas: agendei o tour por e-mail e fui feliz. Dessa vez, fiz a visita sozinha, pois o marido e a filhota preferiram curtir o belo jardim, com espaço de sobra para a pequena correr e brincar muito.

O meu tour estava agendado para às 15h. Como a vinícola fica bem pertinho da região metropolitana de Santiago, cheguei um pouco adiantada e aguardei numa salinha de espera bem confortável. Havia um casal de brasileiros comigo, acho que eles estavam em lua-de-mel. Resultado: mais um tour privado, personalizado, só que desta vez só para mim e o casalzinho.

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A vinícola Santa Carolina é uma das mais conhecidas aqui  no Brasil e creio que tenha sido uma das primeiras a trazer os vinhos para cá, logo que começou esse “Boom” de Mercosul e vinhos chilenos mais em conta, ainda nos anos 90. Inclusive, me lembrei de um fato curioso: o primeiro Merlot que degustei foi um Santa Carolina Reservado (Varietal), há muitos e muitos anos atrás, nem me lembro quando foi. Não tenho vergonha de dizer que foi com um rótulo Reservado, pois esse tipo de vinho é o mais comum de ser encontrado e, certamente, é uma porta de entrada para rótulos mais complexos e elaborados. Ou seja, a partir dele é que muitas pessoas passam a se interessar por vinhos. 

UM TOUR HISTÓRICO

Chegou a hora do tour e fomos recepcionados por Gabriela Dobre, brasileira, paulista e muito simpática! Ela nos contou vários fatos interessantes sobre a história da vinícola em cada ambiente que nos levava. E, em determinadas etapas, degustávamos um dos maravilhosos rótulos da vinícola. Aí eu já detectei um primeiro diferencial: a degustação não é realizada no final do tour e, sim, ao longo dele. Muito bacana! A gente se envolve ainda mais com tudo o que está sendo apresentado.

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No quadro, a Carolina, esposa de Luis Pereyra e que deu origem ao nome da vinícola.

Quem me conhece sabe que adoro história. Acho que, se não fosse Sommelier e Jornalista, certamente eu seria historiadora, pois é mais uma das minhas paixões. E um dos destaques desse tour é toda a carga histórica envolvida. Tudo começou com um homem visionário, Don Luis Pereyra, que, em 1875 fundou a vinícola em homenagem a sua esposa, Carolina Iñiguez. Desde o início, ele se preocupou em elaborar vinhos da mais alta qualidade, tanto que trouxe da França o prestigiado enólogo Germain Bachelet.

UM BELO JARDIM  E UMA PALMEIRA CENTENÁRIA 

Sem dúvida, a área externa da Santa Carolina impressiona, sobretudo pelo belo casarão e seu entorno, um jardim super bem-cuidado e a vista para a Cordilheira dos Andes. Logo de cara fiquei com vontade pintar aquele cenário. Muito lindo!

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O tour começou em uma sala de reuniões com móveis, quadros e ambiente do século XIX, tudo muito lindo e digno de qualquer museu. Me chamou muito a atenção o fato de que a atual família proprietária fez questão de manter toda a história que ronda a Santa Carolina. Afinal, trata-se de um belo legado. Nesta sala, nos foi servido um Sauvignon Blanc Reserva como primeiro vinho da degustação. Cada um com sua tacinha em mãos e o tour continuava…

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Copihue: nativa do Chile e ameaçada de extinção.

Em seguida, a Gabriela nos levou em uma espécie de pátio, muito comum nas casas dessa época, inclusive em algumas fazendas centenárias aqui no Brasil mesmo. Acontece que, no centro desses pátios, geralmente é possível ver uma estátua ou uma fonte. Porém, não na Santa Carolina. Lá no centro havia nada mais nada menos que uma Palmeira Imperial enorme, com muitos anos de idade.

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Sauvignon Blanc em harmonia com a natureza.

O fato curioso é que a majestosa palmeira foi plantada pelo próprio Luis Pereyra. Aliás, tudo no jardim remete ao Chile, com destaque para outra palmeira, a palma chilena, encontrada em vários lugares do país. Há, inclusive, um mel extraído dela (Mel de Palma), muito usado nas sobremesas locais. Me chamou a atenção, ainda, a Copihue, uma flor nativa que, atualmente, se encontra em extinção, inclusive, a Gabriela contou para a gente que regularmente o local é visitado por técnicos, com o intuito de acompanhar o desenvolvimento e os cuidados com as flores.

O INTERIOR DA VINÍCOLA SANTA CAROLINA

Antes de tudo, Gabriela nos explicou o porquê do local não possuir mais vinhas em seu entorno. Tudo porque a cidade de Santiago foi crescendo e se desenvolvendo e, de repente, a vinícola, antes situada numa zona rural, se transformou em parte integrante de uma área urbana. Com isso, a decisão mais sensata foi a de transportar as videiras para o Maipo, entre outras regiões, essencialmente vinícolas. O casarão, por sua vez, permaneceu como um belo patrimônio histórico e cultural em meio à capital chilena.

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O ótimo tour é comendado pela guia brasileira Gabriela Dobre: a menina sabe muito!

O tour continuou e Gabriela nos mostrou algumas barricas enormes, que eram usadas para fermentar o vinho. Hoje em dia, elas são apenas objetos de decoração que enriquecem ainda mais a arquitetura do lugar, que tem ripas de barricas revestindo o chão e tijolinhos nas paredes. Toda a área antes destinada à fabricação do vinho, um espaço enorme, com vários ambientes, atualmente funciona como salão de eventos, com destaque para grandes festas de casamento. Aliás, deve ser o máximo casar naqueles salões históricos de uma antiga vinícola. Chique demais!

Durante a visita aos salões, nos foi servido um vinho moderno e que representa mais um dos novos estilos da Santa Carolina. Trata-se de um Gran Reserva 100% Petit Verdot. Um vinho elegante, interessante e que te faz pensar em várias delícias para harmonizar. 

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UM RESERVA DE FAMÍLIA MUNDIALMENTE PREMIADO

Enfim, fomos direcionados às caves subterrâneas. Lugar silencioso, temperatura perfeita, meia-luz, muito bonita!  Essa cave é considerada Monumento Nacional pelo Governo do Chile, tamanha a sua importância. No fim do corredor com as barricas, lá estava ele, o local onde descansavam os barris com os vinhos elaborados para o consumo da família de Luis Pereyra.

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Na mesa, estava um dos meus vinhos favoritos da Santa Carolina, o Reserva de Família Cabernet Sauvignon, praticamente o mesmo vinho que foi premiado com a medalha de ouro na “Exposição Universal” de Paris, na França, em 1889, ano de inauguração da Torre Eiffel. 

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O corredor que dá acesso à cave onde descansavam os barris “Reserva de Família”.

Trata-se de um grande orgulho para todos na vinícola, tanto que o certificado original da premiação continua lá, na parede, dentro da cave, cujos portões são adornados com um enorme LP, de Luis Pereyra.

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Emocionante! Degustei o vinho e, naquele momento, a Santa Carolina me conquistou de vez, me apaixonei pela história da empresa. 

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A Cave subterrânea foi declarada Monumento Nacional pelo Governo do Chile

O FIM DO TOUR

Após o tour memorável, fomos levados para a lojinha da vinícola, onde é possível adquirir o rótulo e outros souvenirs. Lembrando que cada visitante recebeu uma bolsinha fofa com uma meia-garrafa de Santa Carolina Reserva Cabernet Sauvignon. Sem dúvida, uma delicada gentileza. Ah, e eu ainda ganhei da Gabriela um mapa com todas as regiões vinícolas chilenas, para eu aprimorar meus conhecimentos.

Na loja, também estão à venda alguns dos rótulos carros-chefe da Santa Carolina por taça, através dessa maquininha que é o meu sonho de consumo..rs.rs..rs. Ou seja, se você leu o meu relato até aqui já deve ter percebido que saí de lá completamente encantada e recomendo sim, a visita, sobretudo para quem deseja um tour mais tranquilo.

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Quem não queria ter uma dessa em casa? Conserva os vinhos por até 21 dias. Ótima para servir taças.

HISTÓRICO DA VINÍCOLA

A Santa Carolina faz parte da Carolina Wine Brands, um dos principais grupos vitivinícolas do Chile. Atualmente, pertence ao grupo industrial Watt’s S.A, propriedade da família Larraín. Com mais de 135 anos de história, ela é uma das vinícolas mais antigas do Chile.

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Com forte presença em nível mundial, a Carolina Wine Brands tem entre seus principais mercados o Canadá, Brasil, Japão, Chile, México, China e Estados Unidos. Nos últimos 3 anos, a bodega chegou a alcançar a marca de vendas de 25 milhões de garrafas, o que prova que o negócio cresce a cada dia.

Sim, o portfólio da vinícola é enorme e conta com rótulos ótimos em todas as faixas de preço. Muitos deles eu já tinha ouvido falar e não tinha ideia de que faziam parte da Carolina Wine Brands.

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Em 2015, a Santa Carolina completou 140 anos e foi eleita como Melhor Viña do Novo Mundo pela prestigiada revista americana Wine Enthusiast


Então é isso, viníferos, com a Santa Carolina termino minha maratona de vinícolas pelo Chile. E com uma pequena de 3 aninhos junto, podes crer, foi um tremendo desafio. Porém, a minha vontade era de ter visitado umas dez, no mínimo, mas como a viagem não era só minha, acabei aproveitando também de outras formas.

Quer visitar a Santa Carolina? Aqui você tem mais informações sobre os vários tipos de tour, inclusive com valores e contato.

Até o próximo Wine Tour. Ótimos vinhos! E viva o Chile! Tim-Tim!