Wine Decor: Barricas Recicladas Deixam a Casa ainda Mais Bonita (Parte 2)

2018 começou com tudo e lá fui eu garimpar ideias de decoração para vocês. Início de ano é sempre assim: a gente quer deixar a casa ainda mais bonita e cheia de boas vibrações. Pensando nisso, trouxe mais um post com ideias para decorar a vida com barricas que não servem mais para amadurecer o nosso amado néctar de Baco.

Então, bora admirar e babar por esses objetos incríveis!

Cooler de Bebidas

apoio para tablet
Apoio para tablet
bau
Baú ou Mesinha de Centro? Você escolhe!
apoio para velas
Apoio para Velas ou Vasos de Flores
fonte
Essa fonte enfeita qualquer jardim e, de quebra, você ainda relaxa com o barulhinho da água.
cabideiro
Cabide para bolsas, casacos e chapéus.
fruteira
Fruteira linda para a cozinha
luminária
Essa luminária deixa qualquer ambiente aconchegante e intimista.
revisteiro
Revisteiro lindinho de viver

Espero que tenham gostado dessas ideias. Confesso que já estou sonhando em ter alguns desses objetos em casa. Mas sabe o mais legal de tudo? É que as barricas de carvalho são capazes de engrandecer e agregar nuances tanto aos vinhos quanto ao lar. Missão encantadora!

Então é isso, galera do vinho! Ótimos rótulos, Bons Momentos! Tim-Tim!

Referência: Big Wine Theory

Vinhos Perfeitos Para Harmonizar Com as Ceias de Fim de Ano

Enoamigos, eu simplesmente adoro o Natal, o Ano-Novo e tudo o que envolve essa época do ano (com exceção do calor, é claro!). No que se refere à gastronomia, por exemplo, alguns pratos já são supertradicionais, como Panetone, Chester, Pernil, Tender, e Rabanadas. E, sem dúvida, todas essas iguarias combinam muito mais com vinhos do que com qualquer outro tipo de bebida.

Christmas-Dinner

Mas, aí, talvez você se pergunte: Com quais vinhos? Sim, quando se trata de tanta variedade de pratos, é normal a gente se confundir  na escolha!

Pensando nisso, abracei meus livros de harmonização e resolvi traçar esse pequeno guia para criarmos verdadeiros enlaces felizes entre as delícias de fim de ano e os nossos amados vinhos. Ah, e com dicas de rótulos para vocês! Curtiu? Então, Vamos lá!

PERU, FRANGO E CHESTER

Esses pratos são tão tradicionais que dificilmente você verá uma ceia sem, pelo menos, um deles. E eles estão presentes desde os tradicionais assados até o salpicão. São carnes de boa suculência e temperos marcantes, que pedem vinhos elegantes, leves e de taninos pouco acentuados. Vamos aos vinhos.

Latido de Sara Rosé, Navarra (BelleCave, 75,00):

Um Rosé espanhol 100% Granacha, de Navarra. No nariz, frutas suculentas e um frescor que combina demais com o verão e as festas de fim de ano.

latido de sara

Wave Series Pinot Noir, Chile (Pão de Açúcar, 49,90):

Um tinto leve com ótima tipicidade de Leyda Valley, no Chile. Perfeito para ser servido fresco, com temperatura em torno de 12, 13 graus. Um excelente pinot sul-americano com ótimo custo-benefício.

wave series

PERNIL E TENDER

Mais dois pratos clássicos e que marcam presença em muitas mesas brasileiras. O Tender é meu favorito! Com mel e cravo fica uma combinação agridoce diferente que eu amo! O pernil, na casa dos meus pais, por exemplo, demora mais de um dia para ser assado. Para essa dupla imbatível e suculenta, tintos mais potentes e incorpados costumam ser sucesso garantido.

Barone Montalto Acquerello Syrah Terre Siciliane IGT 2015 (Grand Cru, 64,00)

Um Syrah italiano que faz jus aos rótulos da Sicília, que têm surpreendido muito posivamente. Frutas vermelhas, alcaçuz e um mentolado que chama a atenção a cada girada de taça. Isso com o Tender..Hummm… salivei só de pensar.

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Eis um Tannat brazuca de responsa, perfeito para uma ocasião especial. O Corcéis, da Vinícola Helios, inclusive foi medalha de ouro na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2017. Um rótulo de presença, com estágio em barrica e que esbanja potência e fruta madura. Com o pernil é nota 1000!

corcéis

BACALHAU

Mais um super campeão de audiência das festas brasileiras! Herança dos portugueses, os pratos à base de bacalhau são tão variados que eu nem me arrisco em citar um mais específico. Ele está presente inteiro, em postas, ou desfiado em saladas, entre outras delícias de forno. Gosto de harmonizar bacalhau de duas formas, ambas sob o aspecto regional. Com branco e tinto. Eis os eleitos:

Vinho Verde Alvarinho Deu La Deu Branco (na facha de 100,00)

Esse Alvarinho é um de melhores custos-benefícios do mercado em se tratando de vinho verde. Elaborado com a casta Alvarinho, tem ótima acidez e elegância, com aromas de frutas tropicais, mel e um toque herbáceo.

ALvarinho

Monte Velho Escolha dos Enólogos 2016 (Wine.com, 49,00)

Tanto o do Rótulo Azul, vendido na Wine, quanto o clássico Monte Velho do rótulo preto, é sucesso garantido em termos de qualidade e preço. Muitas frutas vermelhas, com destaque para framboesas e amoras. É um corte de Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah que expressa de forma leve e elegante o terroir do Alentejo. Aproveita que a Wine está com frete grátis para as regiões sul e sudeste neste fim de ano e se joga!

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RABANADA E PANETONE

Enfim, chegou a hora de fechar a ceia com chave-de-ouro, com as saborosas rabanadas e o tradicional panetone de frutas. Para eles, indico vinhos de sobremesa que tenham o mesmo ou maior teor de doçura que o dos pratos em questão. 

Espumante RAR Moscatel (RAR, R$42,05)

O RAR Moscatel é produzido no Vale do São Francisco, região do Nordeste que demonstra dia após dia uma vocação nata para espumantes. Possui aroma intenso, fresco e típico, com notas de jasmim e outras flores brancas, guaraná, cítricos e mel. Perlage fino e elegante, além de uma doçura típica dos vinhos com esse estilo.

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De Martino Legado Sémillon Late Harvest 2005 (350ml) (Decanter, R$158,00)

Muita gente não daria R$158 num vinho de sobremesa. Mas, quem aprecia os doces botritizados (atacados pela podridão nobre) vai se encantar por esse chileno 100% Sémillon. É simplesmente o melhor que já provei do estilo em se tratando de Novo Mundo e, sem dúvida, apresenta-se como um opção mais em conta que os caríssimos Sauternes. De coloração âmbar opaca, chega intenso, com notas de damasco seco, mel, compota de laranja, marzipã e tabaco. Fresco e cheio de presença em boca, possui final muito persistente. Muito especial!

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Então é isso, enoamigos, adoro terminar um post inédito com sensação de dever cumprido. Sim, 2017 foi um ano de muitas descobertas profissionais e, em termos vinífetros, nem se fala! Conheci muita gente especial, fiz amizades queridas… enfim, estou pronta para recomeçar com ainda mais gás. Me aguardem!

E, claro, nessa brincadeira não podemos nos esquecer dos espumantes! Sim, as borbulhas são versáteis e os de estilo Brut, Extra-Brut e Nature, por exemplo, podem acompanhar uma refeição completa da entrada ao prato principal. Esses eu vou deixar para um próximo post, Ok? Me aguardem! 

Só na contagem regressiva para 2018!

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Até a próxima! Ótimos vinhos! Boas festas! Tim-Tim!

Notas de Prova: Um Verdejo Leve e Perfeito Para os Dias de Calor

Enoamigos, estamos na temporada dos brancos, rosés e espumantes. Pelo menos para mim, claro, pois sei de gente que não abre mão do tinto por nada no mundo. Vinho tinto no calor me dá mais calor ainda, sobretudo aqui no Rio, onde os termômetros já marcam de 30 graus para cima.

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Então, imaginem a minha alegria quando recebi da WineBrands esse Verdejo Espanhol da Real Compañía de Vinos? Degustei sem medo de ser feliz! Sem falar que me deu a maior vontade de falar para vocês sobre essa uva branca, menos comum por aqui. É leve e fresca, com ótima acidez. Harmoniza com verão e frutos do mar. Amei!

CONHEÇA A VERDEJO

A uva branca Verdejo possui grande notoriedade e é destaque nas regiões espanholas de cultivo e elaboração de bons vinhos. Os exemplares elaborados com a Verdejo são muito elegantes, frutados e frescos, apresentando, em geral, elevado teor alcoólico, além de possuir uma acentuada acidez.

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Usada com sucesso na elaboração de vinhos varietais, a Verdejo também apresenta ótima combinação com as castas Sauvignon Blanc e Viura. Os vinhos produzidos a partir da uva Verdejo costumam ser consumidos ainda jovens, entretanto, é possível encontrar excelentes rótulos com maturação prolongada, chegando a uma década.

A Verdejo confere aos vinhos uma coloração verde dourada, que pode variar de acordo com o método de vinificação utilizado por cada produtor. A uva produz vinhos conhecidos por seu caráter cítrico e herbáceo, além do peculiar toque de noz e nuances de mineralidade.


NOTAS DE PROVA

Visual: Amarelo-palha médio, com reflexos verdeais, é límpido e transparente. Fica lindo na taça.

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Olfato: Notas de frutas brancas, cítricas e um toque herbáceo bem particular.


Gustativo: Em boca, é leve, fresco e equilibrado. Pouco se sente os 14,5% de teor alcoólico. Tem um retrogosto meio-amargo, próprio da casta.


Harmonização: Frutos do mar, incluindo pratos da culinária oriental, sobretudo japonesa e tailandesa.


Enfim, amigos, certamente a partir de agora vocês verão mais comentários sobre vinhos brancos, rosés e espumantes. Isso não quer dizer que os tintos não serão consumidos até segunda ordem. Afinal, um Pinot Noir numa temperatura menor, assim como outras castas mais leves, como Pipeño e Gamay são sempre bem-vindas, inclusive no calor que tem feito por aqui. Mas tem sempre aquele dia em que a harmonização pede um tinto. Com ar-condicionado bombando, claro!

Ótima semana para vocês! Bons vinhos! Tim-Tim!

*Este post é um publieditorial.

Referência: Mistral.

Wine Tour: Conheça 12 Vinícolas Incríveis ao Redor do Mundo

O que a princípio deveria ser uma simples visita, seguida por degustação de alguns rótulos, acaba se tornando uma verdadeira ostentação em determinadas vinícolas. Com arquitetura imponente e serviços de alta classe, sem dúvidas, elas fazem parte do imaginário de grande parte dos enófilos em todo o mundo.

Esses “templos de Baco” estão, em sua maioria, localizados em regiões vinícolas de grande tradição e suas instalações realmente impressionam. Sendo assim, compilamos uma lista de 12 vinícolas, algumas contruídas por nomes como Gehry e Calatrava, em locais como Napa, Rioja e Bordeaux. E se você é um autêntico apreciador de vinhos, certamente vai colocá-las em suas listas de futuros roteiros. Afinal, trata-se de lugares capazes de revirar os sentidos, tanto pelo que se vê quanto pelo que se prova.

 

1 – Bodegas Ysios

Esta vinícola, desenhada por Santiago Calatrava, na região espanhola de La Rioja foi concebida como um verdadeiro local de culto ao vinho.

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Chateau Margaux (França)

Simplesmente uma das vinícolas bordalesas mais famosas do mundo, cuja mansão é tão conhecida que estampa, inclusive, os rótulos de suas preciosas garrafas.

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3. Mission Hill Winery

O ponto alto desta vinícola canadense é o campanário de 12 andades, cujo propósito é o de acolher os convidados e despertar seus sentidos enquanto os sinos tocam.

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4. Darioush Winery

Toda a propriedade desta vinícola em Napa Valley assemelha-se a um palácio persa, em homenagem aos herdeiros do trono.

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5. Chateau Pichon Lalande

Um dos castelos mais fotografados em todo o mundo, esta vinícola de Bordeaux é, agora, propriedade da família Rouzaud, igualmente dona da Maison de Champagne Louis Roederer. Linda de viver!

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6. Marques de Riscal

Quando a vinícola espanhola Marques De Riscal decidiu que cada um dos seus visitantes deveria experimentar o espírito inovador e o mundo de sensações incorporadas pela vinícola, os proprietários se voltaram para o famoso arquiteto Frank Gehry. A construção tem algo futurista que impressiona. Maravilhosa!

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7. Dornier Winery

Projetada pelo fundador da vinícola, Christoph Dornier, esta vinícola sul-africana parece fazer parte da paisagem em sua volta.

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8. Castello di Amorosa Winery

Com ares medievais, esse castelo nem parece estar localizado na região californiana de Napa, nos EUA. Também pudera! Dario Sattui estava determinado a erguer o edifício mais belo e interessante da América do Norte e que, ainda por cima, produzisse vinhos incríveis.

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9. Opus One

Projeto conjunto entre o Baron Philippe de Rothschild e Robert Mondavi,  a vinícola Opus One foi criada para produzir o primeiro vinho ultra premium dos Estados Unidos. Tanto a vinícola quanto o rótulo em questão são verdadeiros ícones do mundo de Baco.

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10. Chateau DuCru Beaucaillou

Projetado pelo famoso arquiteto parisiense Paul Abadie, este castelo de Bordeaux é tão icônico que, como Chateau Margaux, também estampa o rótulo de seus vinhos.

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11. Ledson Winery

A construção francesa com ares da Normandia desta vinícola de Sonoma tornou-a famosa antes mesmo do vinho. E, graças a atenção que a família Ledson recebeu em virtude da propriedade que seus integrantes decidiram optar por produzir vinho antes de qualquer outra coisa.

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12. Bodegas Sommos

Uma das vinícolas mais modernas da Espanha, a Sommos tem sua construção superparecida com uma borboleta. Outro exemplo de arquitetura futurista nos vinhedos espanhóis.

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Então, enoamigos, espero que tenham curtido o post! Já fazia tempo que não pesquisava sobre lugares maravilhosos do mundo do vinho e curti muito! Afinal, esses são de tirar o fôlego!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referência: VinePair Fotos: Shutterstock

MasterClass da Belle Cave Encanta com Excelentes Rótulos do Velho Mundo

Rio de Janeiro – No último dia 30 de novembro, a Importadora Belle Cave brindou enófilos e profissionais do mundo do vinho com uma super MasterClass no salão de eventos do Hotel Emiliano, na qual apresentaram grandes nomes do seu portfólio. E o melhor:  com participação dos próprios responsáveis das vinícolas, que vieram ao Brasil especialmente para nos mostrar seus rótulos.

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Sem dúvida, o destaque ficou por conta dos pequenos produtores escolhidos pela Belle Cave para figurar em seu portfólio. Tudo isso foi citado logo no início do evento pelo proprietário, Ulisses Kameyama, assim como a participação das mulheres na elaboração dos vinhos.

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Ulisses Kameyama e Francis Brulez, Fundador da Maison Louise Brison

Tradicionais e atenciosos, os representantes das vinícolas surpreenderam a todos com vinhos carregados de alma e personalidade. Bora falar sobre as vinícolas e os rótulos que mais me chamaram a atenção 😉 :

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O evento teve início com a Maison Louise Brison, da região de Champanhe, que produz exclusivamente rótulos safrados (millésimes). Trata-se de um produtor de boutique, que segue um conceito artesanal único, resultando em champagnes realmente especiais.

Fundada em 1991, a casa possui 13 hectares de vinhas plantadas em Côtes des Bar, departamento de Aube, Champagne, lugar onde a Pinot Noir amadurece com perfeição, vigor e muito sabor. Praticam a cultura orgânica desde a fundação e, assim, prezam pela integridade da terra, identidade do terroir e tradição de Champagne.

Champagne Louise Brison – Cuvée Tendresse 2008

Vinificado em barricas de carvalho usadas, com fermentação malolática parcial, o Cuvée Tendresse amadurece 8 meses em barrica e envelhece em garrafa, sobre as borras, ao longo de 7 anos, para que o vinho ganhe complexidade. E que complexidade. Notas de tostado e pão brioche exuberantes fazem jus às premiações do rótulo, superelegante!

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  • Medalha de Ouro – Chardonnay Du Monde 2016
  • Medalha de Prata – Decanter World Wine Awards 2016
  • Medalha de Ouro – Concurso dos melhores vinhos franceses nos EUA (Miami, 2016).

Champagne Louise Brison Rosé 2010

Me apaixonei por esse Rosé, 100% Pinot Noir. Diferente de grande parte dos rótulos rosés da Champanhe, elaborados por mistura (de branco e tinto), aqui temos um exemplar produzido por Maceração, através do qual o mosto fica por 4 dias em contato com as cascas. 

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Outro ponto é que ele não passa por fermentação malolática e amadurece 8 meses em barris de carvalho, com envelhecimento “sur lies” (contato com as leveduras) na garrafa de junho de 2011 e degórgement (retirada das leveduras) em 2016.

De acordo com o fundador da Maison, Francis Brulez, trata-se de um champanhe perfeito para harmonizar com um churrasco tipicamente brasileiro.


SARAH SELECTIONS, NAVARRA

Enfim, nossa viagem chega à Espanha, sobretudo Navarra. Como boa apreciadora dos Rosés, na mesma hora já fiquei ansiosa pelo que viria. E, além do rosado, adorei um 100% Garnacha Blanca de ótimo custo-benefício (75,00), servido logo no início da apresentação realizada pela própria Sarah Martinez, que nos brindou com um portuñol supersimpático e atencioso.

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Sarah Martinez em ação.

Sarah Selections é uma empresa criada por Sarah Martinez-Lagos e Leon Florez em 2013. Eles conseguiram unir vários produtores de toda a Espanha que têm o objetivo de trabalhar de mãos dadas com o maior respeito pelo terroir deles.

Latido de Sarah 2016, Navarra (100% Garnacha Blanca)

Vinificado em tanques de inox, o Latido de Sarah Blanco 2016 recebeu 86/100 pontos do renomado crítico James Suckling e custa só 75,00 no site da Belle Cave.

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Latido de Sarah 2016, Navarra (100% Garnacha)

Quem me conhece sabe da minha paixão por Rosés e esse me conquistou logo de cara. Não só porque sou amante dos rótulos de Navarra, mas porque amei as notas de maçã, cereja e melancia. Superdiferente! Sim, e você encontra esse rosé no site por módicos 75,00 (me conquistou!). 

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DOMAINE BOUCABEILLE, CÔTES-DU-ROUSSILLON VILLAGES

Chegamos ao sul da França, mais precisamente no Languedoc Roussilon, região que vem produzindo vinhos interessantes e com excelente custo-benefício.

Os vinhos do Domaine Boucabeille são produzidos na colina da Forca Real (altitude de 505 metros), 15 quilômetros ao norte de Perpignan. No cume, dá para enxergar toda a planície do Roussillon e o mar. Por este motivo, a Forca Real sempre serviu de covil para os pescadores da região.

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Jean Boucabeille explica sobre a cultura em colinas utilizada no vinhedos do Domaine.

A colina é composta de xistos  com ardósia de 450 milhões de anos de idade! Este tipo de terroir favorece a produção de vinhos redondos, longos na boca, complexos e elegantes. Por que? Por que os xistos permitem às raízes das vinhas se afundarem profundamente para encontrar a água e minerais que precisam. E com o sol do sudeste, o vento do noroeste e o ar fresco da altitude, o vinhedo quase não precisa de cuidados.

Monte Nero 2015 (32% Grenache, 40% Syrah, 28% Mouvèdre)

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Para mim, esse foi o grande destaque do Domaine Boucabeille. Aliás, a Grenache (ou Garnacha, em espanhol) foi a uva mais comentada desta Master Class. Elaborado com uvas provenientes de vinhedos de mais de 30 anos de idade, o Monte Nero recebeu nada mais nada menos que 90/100 pontos do grande crítico Robert Parker.

O Monte Nero possui nuances de frutas negras e violeta. Em boca é elegante e equilibrado.


VIGNOBLES MAYARD, CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE

O Vignobles Mayard é familiar, com vinicultores que já estão em sua 5ª geração, entre eles Didier, Françoise (que nos brindou com uma linda apresentação) e Beatrice. Eles gerenciam 43 hectares da denominação CHATEAUNEUF DO PAPE, produzindo cerca de 140 mil garrafas, incluindo de 1000 a 15.000 garrafas do rótulo branco, que sem dúvida, foi um dos que mais me surpreendeu. Adorei!

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Françoise Roumieux fala sobre os vinhos de sua família

Localizado no coração da Vila de Châteauneuf Du Pape, o vinhedo Mayard está situado num belo castelo do século XVII.

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Châteauneuf-du-Pape La Crau de Ma Mère Blanc 2016

Esse branco foi uma das grandes surpresas do evento. Com aroma de flores, frutas brancas e ótima acidez, sem dúvida conquistou o paladar dos presentes. Infelizmente essa belezinha ainda não está disponível no mercado brasileiro. Aguardamos com ansiedade!


VINÍCOLA BASILÍSCO

A vinícola Basilisco foi fundada na década de 90. Está localizada em Basilicata, sul da Itália – no “solado da bota”- entre Puglia, Campanha e Calábria. Aglianico del Vulture é a única DOC da região estabelecida na encosta do Monte Vulture – um vulcão extinto, responsável por desenhar a região e pela composição do solo.

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Francesca Festa

A propriedade se beneficia da herança deixada pelo vulcão, além do distinto terroir, possui 8 cavernas seculares escavadas em meio a lava petrificada que, naturalmente, mantém a temperatura e umidade ideais para o amadurecimento do vinho.

Os vinhos foram apresentados pela simpática Francesca Festa, que falou sobre a vinícola e seu terroir, que produz vinhos muito interessantes, sobretudo em virtude do solo tão peculiar.

Basilisco, Aglianico del Vulture, Basilisco 2010 (100% Aglianico)

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Amei esse tinto, que se expressa com muita personalidade. De cor vermelho-rubi com reflexos violeta, conta com um nariz de frutas negras, café e um leve toque mineral (provavelmente por conta do solo vulcânico). Muito elegante, levou 91/100 pontos do aclamado crítico Robert Parker.


QUINTA DE LEMOS

Portugal não podia ficar de fora desta MasterClass. Hugo Chaves e Eduardo Figueiral falaram dos vinhedos da Quinta de Lemos, localizados na região do Dão, uma das mais valorizadas e badaladas em terras lusitanas.

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A Quinta de Lemos é um projeto de Pierre de Lemos, cuja família possui um grupo têxtil (Celso de Lemos) e decidiu, ainda, investir na produção de vinhos de alta qualidade. Para tanto, não poupou esforços e trouxe para a equipe o renomado enólogo Hugo Chaves e, juntos, produzem vinhos elegantes e que exprimem maravilhosamente o terroir do Dão.

Quinta de Lemos, 100% Alfocheiro 2010

De cor rubi, esse Alfocheiro surpreende pelo equilíbrio e harmonia, com nuances de frutas vermelhas, terra úmida e flores. Recebeu 17/20 da Revista de Vinhos, uma das publicações mais importantes de Portugal. Amei!

alfocheiro


VINÍCOLA GIOVANNI CORINO, PIEMONTE, ITÁLIA

Os vinhedos, atualmente conduzidos por Giovanni e Giuliano Corino, têm como carro-chefe os Barolos, belos vinhos elaborados 100% com a uva Nebbiolo. A empresa é do tipo que respeita a natureza, não fazendo uso de pesticidas na produção.

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O jovem Andrea Corino

Hoje, a empresa cultiva 9 hectares de vinhas, no município de La Morra, com uma produção anual de cerca de 50 mil garrafas. Andrea Corino (3ª geração da família) falou sobre cada um dos três Barolos que levaram para a MasterClass, todos maravilhosos! Porém, um deles me chamou mais a atenção:

Giovanni Corino, Barolo DOCG Giachini 2013

De coloração vermelho-rubi com reflexos granada, esse Barolo possui toda a tipicidade desta pérola do Piemonte. No nariz, frutas vermelhas, flores e um toque mentolado muito particular. E como um Barolo tão expressivo pode ser de safra 2013, apenas? Segundo Andrea Corino, “Foi uma safra espetacular!”. Simples assim. Realmente, foi para fechar com chave de ouro.

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GRANDE DEGUSTAÇÃO BELLE CAVE

Após a MasterClass, rolou uma degustação com mais de 60 produtores que fazem parte da Belle Cave, reunindo enófilos, trade, press e profissionais do mundo do vinho. Conhecemos muitos rótulos primorosos, muitos deles apresentados pelos próprios representantes das vinícolas. E, como sempre, tive a oportunidade de encontrar os amigos que nutrem uma mesma paixão pelo vinho.

Então é isso, meus queridos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Facebook: /bellecavebr
Instagram: @bellecaveimportadora

 

Notas de Prova: Novo Moscatel RAR, Direto do Vale de São Francisco

Enoamigos, hoje cheguei com mais um post da série Notas de Prova. Desta vez com um Moscatel que recebi no kit do mês do Club RAR, empresa do lendário Raul Randon. Aliás, faz um tempo que sou fã da marca, sobretudo dos queijos e vinhos (em parceria com a Miolo Wine Group). A linha Gran Formaggio, por exemplo, é de alta qualidade e uma delícia!

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MOSCATEL DO VALE DE SÃO FRANCISCO

Então, vamos falar do vinho. Os moscatéis brasileiros estão superbadalados e têm conquistado medalhas pelo mundo afora. E um dos terroirs que vem chamando a atenção na produção de espumantes desse estilo no Brasil é o Vale de São Francisco, em Pernambuco, próximo de Petrolina. Sem dúvida, é um local que tenho muita vontade de conhecer e está no meu roteiro de Wine Tour.

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Vinhedos do Vale de São Francisco – Foto: Uol

Ok, nem todo mundo curte um vinho docinho. E, sim, o Espumante Moscatel da RAR é um Vinho de Sobremesa, mas que também pode ser apreciado como aperitivo, antes do início dos trabalhos. Eu sou do tipo que acha que existe um estilo de vinho para cada momento. E a uva moscatel, por sua doçura (pense na reputação dos moscatéis de Setúbal, por exemplo..) fica maravilhosa em rótulos que harmonizam perfeitamente com sorvetes, tortas e doces de frutas, em geral. Inclusive, a minha favorita é com torta de maça ou limão – e quem me conhece sabe que se trata dos meus doces favoritos.

Vale ressaltar, ainda, que o método de produção é o ASTI, com uma única fermentação em tanques de inox.

OPÇÃO REFRESCANTE PARA O VERÃO

Tenho vários amigos e amigas que são fãs dos espumantes moscatéis e que, sim, levam essa delícia para além da sobremesa. Geladinho, num dia quente de verão à beira da piscina, por exemplo. Ou até na praia! Por seu baixo teor alcóolicoe açúcar residual, acaba sendo uma opção mais leve para aqueles que não curtem vinhos secos e cerveja.

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ANÁLISE: NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha claro, com nuances verdeais e perlage fina e persistente. Espuma muito cremosa! 

OLFATIVO: Além do cheiro característico da uva (o Moscatel é um dos poucos vinhos em que o aroma da uva se sobressai), também é possível perceber outras frutas, como pêra, abacaxi e maçã verde. Além disso, é bem “florido” e com um toque de mel irresistível. É realmente muito agradável no nariz!

GUSTATIVO: Na boca é doce, sem ser enjoativo. Possui uma boa acidez e equilíbrio. A gente sente a cremosidade na boca. É leve e um parcerio ideal para sobremesas à base de frutas.


COMPLEMENTO DO KIT DO CLUB RAR

O RAR é um Clube que vai além do vinho, tendo uma pegada mais gourmet. Tanto que recebi, além do Espumante Moscatel, uma bandeja do Queijo Gran Formaggio Grana Padano, que eu amo! Sem brincadeira: é um dos melhores granas que já degustei. Ele é salgado, cremoso em boca e, ao mesmo tempo, com um toque adocicado.

O kit vem, ainda, com um Molho Pesto Rosso Italiano, perfeito para combinar com o Spaghetti Al Nero Di Seppia, também uma iguaria do país da bota. Vale destacar que a massinha (que eu ainda não provei, mas o farei em breve) é elaborada com sêmola de trigo de grano duro e tintura de lula. Ou seja, deve ficar o máximo também com um molho à base de camarão ou frutos do mar. Curti tudo!

Ah, se você quiser receber um kit como esse todos os meses, é só acessar o site da RAR. Lá você encontra, além de um link para se associar ao Clube, várias sugestões de vinhos, presentes, enfim, tudo muito bacana e delicioso.


Então é isso, meus queridos! Amanhã é sexta e com certeza vou divulgar uma receitinha de Wine Drink aqui para vocês. Espero que tenham curtido o post.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim

*Este post é um publieditorial.

 

 

 

Conheça Rhodter Rosengarten, o Vinhedo Mais Antigo do Mundo em Produção

Sabemos que o vinho existe desde os tempos mais remotos. Mas, você já se perguntou qual a vinha mais antiga do mundo em produção até hoje? Pois o site Wines of Germany constatou que essas videiras estão na Alemanha, no vinhedo Rhodter Rosengarten.

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As uvas são produzidas de vinhas originais, que estão por lá desde antes da guerra dos 30 anos, que ocorreu entre 1618 e 1648, na região alemã do Palatinado.

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Há 400 videiras ao longo dos 900 m² de vinhedos, a maioria provenientes da uva Gewürztraminer, em meio a algumas da cepa Silvaner.

A viticultura, no entanto, tem uma longa história em Rhodter, uma vez que é dito que os romanos começaram a viticultura nesta área. Na Idade Média, a região já era conhecida por seu vinho Gewürztraminer. Em 1603, Margrave Ernst Friedrich de Baden comprou a cidade inteira. Em seu castelo de 1200, ele e seus sucessores governaram até o ano de 1801.

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Aliás, foi o Margrave que transformou completamente a cidade e instalou o comércio de vinho local. Em seguida, ergueram-se as mansões dos produtores, que podem ser vistas até hoje – 80% da aldeia é formada por construções históricas (belas casas com arcos antigos).

BELEZA E TRADIÇÃO

A beleza da região, apelidada de Toscana do Norte, não passou despercebida por governantes e reis: o rei Ludwig I. da Baviera teve seu palácio de verão construído em 1846, logo acima da aldeia, numa encosta romântica: a Villa Ludwigshöhe.

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Villa Ludwigshöh

A importância que a viticultura tem para a população traduz-se pela especialidade local: o vinho é servido não só no vidro palatinado tradicional “Schoppen”, que contém meio litro de vinho, mas também no “Rhodter Piff”: um copo de vinho que contém um litro inteiro de vinho.

Apesar dos séculos de idade, as videiras de Rosegarden produzem, ano após ano, cerca de 500 litros de vinhos. Entre os mais famosos está o Gewurztraminer da fazenda Arthur Oberhofer, em Edesheim. O vinho seduz não só pela idade, mas também pelo aroma de Rosas, tão típico da Gewurztraminer e que reflete perfeitamente o nome do lugar, “Rhodter Rosengarten”.


Gente, a Gewurztraminer é uma das minhas castas brancas favoritas, sobretudo pela aromaticidade (amo vinhos perfumados!). Com certeza é uma boa aposta para esses dias mais quentes. E, sem dúvida, os vinhedos alemães estão entre os que gostaria de conhecer, até porque adoro o país e toda sua cultura.

Então é isso, enoamigos! Até a próxima, com mais novidades! Ótimos vinhos! Tim-tim!

Referência: http://www.recetum.com