O Sommelier Ancestral

Contos e crônicas do Sommelier André Ribeiro

O Sommelier Ancestral

O povo do Egito era um muito adiantado para a sua época, muitos dizem que foi uma raça que se instalou na terra para ensinar aos povos aqui existentes a arte, a ciência e a tecnologia, mas devido a sua grande superioridade intelectual acabou escravizando o povo do planeta.

Os hebreus eram intitulados o povo escolhido por Deus, será que era por serem os verdadeiros moradores do planeta, sendo os demais apenas visitantes ou exilados de outros planetas assim como a raça adâmica – que foram expulsos do paraíso – é um caso a se pensar, passando pelo nosso equipamento de sensatez chamado crivo da razão no qual cada ser vem equipado com um.

Os Egípcios, sempre saudosos de sua terra natal, construíam templos e construções fantásticas, daí vem a origem da expressão obras faraônicas, quando algo é muito grande.

O povo egípcio acreditava na ressurreição. Tinha gravado em suas almas uma forte impressão do retorno para algum lugar e, devido ao seu grande avanço, já utilizavam várias técnicas no cultivo da uva para a produção de vinho. Não pensem que os escravos hebreus faziam esse trabalho… não, não.

Por serem apaixonados por vinho, os sacerdotes egípcios eram os responsáveis pela bebida. Foi assim que surgiram os ancestrais dos Sommelier. Eles escolhiam os sacerdotes com paladar mais apurado e com bom olfato para separar os melhores vinhos para o consumo do faraó. Não era um trabalho simples e divertido; se o vinho escolhido não fosse do gosto do faraó, o egípcio encarregado da bebida era punido.

Essa era a profissão com mais oportunidades de trabalho, pois antes do faraó ingerir a bebida, o suposto “Sommelier” ou mestre vinhateiro, tinha que provar o vinho na sua presença para ver se não estava envenenado. Como o faraó tinha muitos inimigos, vira e mexe abriam vagas para novos profissionais, ou seja, naquela época não havia crise no ramo de Sommelier.

Quando um faraó morria, a sua pirâmide estava prontinha. Ele era então embalsamado para preservar o seu corpo para a ressurreição, pois os egípcios era um povo reencarnacionista. Os seu tesouros e o seu melhores servos, inclusive o seu melhor Sommelier, era morto também e enterrado junto para servi-lo quando despertasse.

Já pensou? Acho que foi daí que criaram aquele bordão “vida longa ao rei”, porque se o faraó se fosse, o coitado do Sommelier e os seu criados iam juntos.

As tumbas iam cheias de mel, castanhas, cerveja e muito vinho. Na tumba de Tutancâmon tinha vinho tinto, branco e fortificado. O vinho já tinha uma espécie de rótulo, contendo a safra, o vinhedo e uma inscrição dizendo vinho de muito boa qualidade e junto de tudo isso o pobre do “Sommelier” lá embalsamado .

O tempo passou mas quase nada mudou. Continuamos provando um golinho dos grande ícones da vinicultura mundial , antes de servirmos aos nossos clientes mais abastados, continuamos escolhendo os melhores vinhos em relação custo x qualidade para oferecer aos nossos clientes e nos embalsamamos quando seguimos de olhos fechados os guias e críticos de vinho, matando assim a nossa própria opinião.

Até a próxima turminha e um faraônico abraço a todos!

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Foto montagem : Sommelier Guilherme Mota
#pordentrodovinho

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