Dia do Amigo: Os Vinhos e a Amizade

Hoje, 20 de julho, comemoramos no Brasil o “Dia do Amigo”. Como pensar nesta data e não associá-la logo a uma mesa enorme, repleta de delícias, um bom bate-papo, risadas e muito vinho? Impossível! Compartilhar uma garrafa da nossa bebida preferida, para mim, é uma das demonstrações mais sinceras de amizade.

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Pensando nisso, para homenagear o dia de hoje, separei algumas frases e trechos de poemas que expressam todos esses momentos. Alguns, confesso, estão guardados na memória e volta e meia me pego revivendo-os.

“Por mais raro que seja,

Ou mais antigo,

Só um vinho é deveras excelente:

Aquele que tu bebes calmamente

Com o teu mais velho

E silencioso amigo…”

(Mário Quintana)

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“No banquete da vida a amizade é o pão, e o amor é o vinho.”

(Paolo Mantegazza)

“Amo tudo o que é velho: velhos amigos, velhos tempos, velhas maneiras, velhos livros, velhos vinhos.”

(Oliver Goldsmith)

“Se eu gosto de poesia?

Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.
Acho que a poesia está contida nisso tudo.”

(Carlos Drummond de Andrade)

E aí? Quais são os planos para hoje? Espero que seja rodeado de amigos e bons vinhos!

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Até a próxima! Feliz Dia do Amigo! Tim-Tim!

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Wine Drinks: Aprenda a Fazer um Ponche dos Deuses

Até que enfim, sexta! Dia de anotar a receitinha do seu coquetel vinífero. E quando se trata de festa, eu lembro logo do Ponche, um dos drinks mais fáceis e práticos de se fazer. Basta colocar a bebida em um jarro de vidro ou cristal (de boca larga) e deixar que seus convidados se sirvam com uma concha.  Apesar de simples, acho superchique!

Caderninho em mãos? Então, vamos lá!

Ingredientes:

  • 5 tipos de frutas (cuidado com as combinações): sugiro uva, morango, cereja, pêssego e pera. 
  • 2 garrafas de vinho branco bem gelado (Riesling ou Sauvignon Blanc)
  • 1 garrafa de Espumante Demi-Sec gelada 

Modo de Preparo

Corte as frutas e junte todas em um jarro grande e transparente, de boca larga. Acrescente as 2 garrafas de vinho branco e a de espumante demi-sec (todas bem geladas) . Sirva com uma concha. 

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Imagem: IFood TV

Gosto muito dessa receita. É ideal para comemorações e ao mesmo tempo simples ao ponto de também fazer bonito em reuniões mais íntimas. Com certeza, impressiona. Afinal, aqui no Brasil não é tão comum, por isso, não deixa de ser diferente.

O fim de semana está aí, então, curta muito com amigos e bons vinhos!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Degustação às Cegas com os Amigos é Diversão na Certa!

Organizar uma degustação às cegas e bem informal com os amigos pode ser muito divertido, tanto para iniciantes quanto para iniciados no mundo dos vinhos. Agora, é possível que você esteja aí se perguntando, “Mas, o que é uma degustação às cegas?”

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JULGAMENTO DE PARIS: A DEGUSTAÇÃO ÀS CEGAS MAIS FAMOSA DA HISTÓRIA 

Da mesma forma que não se deve julgar um livro pela capa, também não se deve julgar um vinho pelo rótulo. Ou seja, durante a análise, todas as garrafas são embrulhadas em papel alumínio, a fim de que nenhum dos participantes saiba qual vinho está provando. Ao longo da história, isso já rendeu relatos interessantes, como o caso do famoso Julgamento de Paris (1976), quando grandes vinhos franceses foram confrontados com exemplares californianos, sendo que estes últimos levaram a melhor!

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Imagem: Vinhos Dal Pizzol 

Segundo Steven Spurrier, organizador do evento, era visível a confusão na cabeça dos juízes, que volta e meia se enganavam com os vinhos. Bebiam rótulos americanos jurando se tratar de franceses e vice e versa.

ORGANIZANDO UMA DEGUSTAÇÃO ÀS CEGAS EM CASA 

A brincadeira começa quando um de seus amigos é eleito para comprar os vinhos que farão parte da festa. Ele deve manter sigilo absoluto e, certamente, não participará da avaliação. Assim como Spurrier, esse amigo será uma espécie de organizador da degustação e ficará encarregado de levar os vinhos, devidamente camuflados, para o evento.

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Escolham cerca de 4 rótulos para serem degustados. A partir daí, os participantes terão de pontuar (de 0 a 10, por exemplo) ou até mesmo tentar adivinhar pelo visual, olfato e paladar qual é o vinho. Nessa hora, não é raro sermos surpreendidos, pontuando os vinhos mais caros com notas baixas e os mais baratos com notas altas. Acredite, esse tipo de situação pode resultar em muitas risadas, sobretudo quando os rótulos são revelados pelo amigo-organizador.

EM GRUPOS DE DEGUSTAÇÃO MAIS DIDÁTICOS 

Pois é, quando escrevi a primeira versão dessa postagem, há uns 2 meses, ainda não tinha iniciado minha experiência em um dos grupos de degustação da ABS-RJ. Sim, é muito legal compartilhar esse momento sensorial com outras pessoas tão apaixonadas por vinho quanto você.

O grupo é super animado! Somos em 8 pessoas, sendo que a maior parte delas se encontra há mais de 10 anos para degustar a bebida (eu fui uma das felizardas a entrar no grupo após abrirem algumas poucas vagas). No geral, cada um leva uma comidinha para acompanhar, apesar do professor não gostar muito (pode atrapalhar na avaliação do vinho). Geralmente ele prefere alimentos mais neutros, como pão ou biscoitos mais lights.

A cada encontro temos 3 vinhos conhecidos e 1 surpresa, levado por um dos participantes, a fim de que os outros degustem “às cegas”, sem saber nome, preço, safra, nada. Na quarta-feira passada, 28/09, o tema foi “Vinhos Portugueses” e eu fui a responsável por levar o rótulo surpresa.

Fiquei muito feliz, pois meu “Rapariga da Quinta Select” (um tinto do Alentejo, mistura de Aragonez, Syrah e Touriga Nacional) foi eleito o segundo tinto da noite, sendo que custou bem mais barato que os exemplares anteriores, que também eram ótimos. É muito legal ver as pessoas curtindo o vinho sem se preocupar com o peso de um rótulo.

TESTE DE HUMILDADE

Por muitas vezes, tive curiosidade de fazer um teste com aquele amigo esnobe, colocando um vinho estilo “Reservado” numa garrafa de um outro caríssimo. Será que ele iria achar maravilhoso? Por essas e outras, admito que uma degustação às cegas é uma ótima maneira de se exercitar a humildade.


Então, que tal combinar uma brincadeira desse tipo com a galera? Aposto que será memorável ao ponto de vocês desejarem repetir a dose. Permita-se e Divirta-se!

 

Vinho & Saúde: Quem Bebe Vinho É Mais Feliz

“O vinho lava nossas inquietudes, enxágua a alma até o fundo e assegura a cura da nossa tristeza.” Lúcio Anneo Sênenca [4 a.C.-65 d.C.] – Filósofo romano

Você sabia que a bebida de Baco age como um verdadeiro elixir da felicidade? Dificilmente vemos alguém bebendo vinho para afogar as mágoas. Muito pelo contrário. Vinho é sinônimo de alegria, risadas, partilha, histórias, um mundo de sensações que se abre junto com a garrafa.

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EFEITO ANTIDEPRESSIVO

Há muitas evidências científicas que comprovam a ação antidepressiva do vinho. O sistema límbico é a área do cérebro na qual se processam as emoções. A transmissão das informações captadas e processadas ocorre por uma rede de neurônios (células do sistema nervoso).

A comunicação entre os mesmos, se dá por neurotransmissores – mediadores químicos que transmitem o estímulo de uma célula para outra. Uma das mais importantes dessas substâncias é a SEROTONINA.

A depressão é uma doença que se manifesta devido a uma reunião de fatores, como tendência biológica do indivíduo, associada a algum fato desagradável, tal como: perdas na família, desemprego, entre outros. Tudo por conta da deficiência de serotonina. A tiramina, que se encontra em grandes quantidades nos vinhos, sobretudo nos tintos, aumenta a produção da serotonina. Por isso, nossa amada bebida combate a depressão e nos deixa, sim, muito felizes! 

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EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Porém, como eu sempre digo, vale lembrar que esse benefício está ligado ao consumo moderado do vinho. Afinal, o equilíbrio é o segredo da felicidade.

Então, já viu. No dia em que estiver se sentindo para baixo, nada melhor que se deliciar com uma tacinha. Relaxa e faz com que a gente se lembre de curtir as boas coisas da vida.

E, sim, depressão é coisa séria. Por isso, antes de recorrer a o que o nosso néctar tem de bom, consulte um médico especializado.

Bons vinhos! Tim-Tim!

Referência: Dr. Jairo Monson de Souza Filho, Confraria do Vinho

Que Tal Criar a Sua Própria Confraria?

Pelo menos para nós, enófilos, há poucos prazeres na vida como o de reunir os amigos em torno de garrafas de vinho. Seja para falar sobre a vida, contar piadas ou simplesmente conversar sobre o nosso amado néctar de Baco.

CONFRARIA

A palavra confraria é resultado da junção do prefixo latim “Cum”, que significa junto, com o termo “Frater”, que quer dizer “irmão”.

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Nada como reunir amigos de longa data para degustar vinhos

HISTÓRICO

As Confrarias existem desde a Idade Média, quando reuniam religiosos em torno de práticas místicas e proteção social. Possuíam sempre um brasão, símbolo ou escudo, um santo como devoção e princípios compartilhados no grupo. Sempre tiveram a ideia de agregar as pessoas para dividir interesses e objetivos em comum.

Na Europa, as Confrarias de Apreciadores de Vinhos são supertradicionais. Uma das mais conhecidas é a Confrérie des Chevaliers du Tastevin, da Borgonha (ela aparece no filme “Um Ano na Borgonha”, lembram?). Ela reúne alguns dos maiores conhecedores de vinho do mundo e seus confrades se encontram no Chateau de Clos de Vogeot, um belo castelo francês. Os membros do “clube” usam uma espécie de uniforme e medalhas de honra. Da mesma forma, os confrades portugueses da Confraria dos Enófilos da Bairrada, que oferecem anualmente um banquete para seus novatos, no Palace Hotel do Bussaco, patrimônio arquitetônico do século XIX.

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COMO MONTAR A SUA PRÓPRIA CONFRARIA?

Antes de tudo, se o intuito é o de simplesmente chamar alguns amigos para beber, basta convocar a galera e rachar as bebidas. Pode ser até no restaurante ou bar mais próximo. Agora, se o seu objetivo for o de reunir quem realmente aprecia vinhos, curte degustar e falar sobre a bebida, aí sim, eu encorajo muito a criação de uma confraria. Afinal, ela nada mais é que um grupo de degustação. 

ELEJA UM GRUPO:

Sabe aqueles amigos que compartilham com você o mesmo gosto por vinhos? Que tal chamá-los para fazer parte da sua confraria? Pode ser através de um convite original, como por exemplo, um pergaminho no estilo da idade média. Se quiser algo mais prático, faça uma lista de e-mails ou um grupo no Whats app. Assim, vocês poderão se comunicar mais facilmente e agendar os futuros encontros. Para começar, de 6 a 8 pessoas já é um bom número. Aí, com o tempo, aos poucos, outras pessoas serão agregadas.

TAÇAS: 

É o primeiro investimento real para um grupo que está começando. Como já falamos por aqui, as taças ISO são as de melhor custo-benefício, sobretudo porque servem bem a tintos e brancos. São aquelas taças menores, usadas por sommeliers em suas degustações. Que tal se cada membro adquirir um pack com, no mínimo, 4 taças? Já é um ótimo começo, visto que cada participante utilizará mais de uma delas durante as degustações.

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SELECIONE OS VINHOS:

Aqui a ideia é que cada membro adquira uma garrafa de vinho para contribuir com os encontros de degustação. Como falamos no post de celebração com vinhos, uma sugestão é a de criar encontros temáticos, como por exemplo, “Vinhos do Velho Mundo”, “Vinhos do Novo Mundo”, “Dia da Uva Malbec”, “Dia da Pinot Noir”, “Vinhos Italianos”, “Dia do Champagne”, “Dia do Prosseco” e por aí vai….Sendo assim, cada um compra a sua garrafa seguindo a linha do estilo do encontro e o que vocês combinaram.

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COMIDINHAS:

Como ninguém degusta vários vinhos a seco, sugiro que o responsável por cada encontro providencie petiscos ou até organize um jantar harmonizado de acordo com os vinhos escolhidos para a noite.

PARA CADA ENCONTRO, UM ANFITRIÃO:

Outra ideia bacana na confraria é a de que cada encontro seja realizado na casa de um dos confrades. Assim, todos poderão exercitar a arte de receber. Eu adoro organizar eventos aqui em casa e surpreender meus convidados.

APÓS A DEGUSTAÇÃO:

Após a degustação, cada membro do grupo pode dar uma nota (de 0 a 5 ou de 0 a 10). Em seguida, os resultados serão apurados e os melhores vinhos da noite, então, revelados. Nessa hora, pode haver surpresas, como por exemplo, descobrir que o melhor exemplar também foi o mais barato. Os piores rótulos também serão catalogados, junto com seus devidos comentários.

TIPOS DE DEGUSTAÇÃO:

  • Vertical:  é a comparação entre diferentes safras de um mesmo vinho. A ideia é entender as diferenças e a evolução do vinho ao longo do tempo.
  • Horizontal: comparação entre vinhos assinados por vários produtores, na mesma safra. Comparação normalmente feita selecionando- se regiões produtoras ou uvas comuns.
  • Reconhecimento: elaborada para identificar e reconhecer o tipo e a origem. Busca distinguir características ligadas à tipicidade do vinho.
  • De Idoneidade: degustação para confirmar as características anunciadas pelo produtor.
  • Harmonização: degustação de vinhos combinados com pratos à base de aves, carne, frutos do mar, entre outros ingredientes.

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Então? Gostou da ideia de fundar sua própria confraria? Você já tem um grupo de degustação? Há quanto tempo se reúnem? Conta para mim a sua história e publicaremos a foto de vocês na nossa Fanpage, no Facebook.

Bons encontros e ótimos vinhos!

 

 

 

Celebrando com vinhos

Eu sou do tipo de pessoa que adora receber os amigos em casa, mesmo sem nenhum motivo aparente. Afinal, garrafas de 750ml só podem ser esvaziadas mediante ajuda, isso se você não quiser queimar a largada e dormir mais cedo, deixando de aproveitar a noite.

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Por essas que fico feliz quando algum amigo cervejeiro decide mudar de lado. E são muitos os que optam pela loira. Mas, se o seu círculo de amizades for povoado de amantes do néctar de Baco, se liga nessas dicas e arrase como anfitrião.

Quantidade de vinho: você pode calcular, por pessoa, duas taças para a entrada, duas para o prato principal e uma para a sobremesa, lembrando que neste último caso o vinho é sempre mais alcoólico e faz as vezes de um licor. Caso você esteja pensando em oferecer apenas alguns petiscos, sugiro meia garrafa por pessoa.

Seqüência: sempre dos vinhos leves aos encorpados.

Taças: se você tiver uma ampla coleção em casa, ótimo! Pode usar uma para cada tipo de vinho. Caso contrário, não vejo problema algum em usar a mesma taça para tintos e brancos. No caso dos espumantes, o ideal é investir em flûtes, que permitem que o convidado observe melhor a efervescência, sobretudo se o espumante for de qualidade e tiver a perlage persistente e linear. Em minha opinião, taças deste tipo devem ser transparentes, já que sua única função é a de favorecer a observação do sobe e desce das borbulhas.

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Temperatura: providencie para que os vinhos estejam na temperatura adequada na hora de servir. Neste caso, um termômetro próprio para vinhos auxilia muito o processo. Se for os do tipo bracelete, que é acoplado à garrafa ainda fechada, melhor ainda.

Os vinhos nunca devem pesar no seu bolso. Se você for conhecedor e souber exatamente o que seus convidados curtem, sugiro visitar um supermercado com uma boa seção de vinhos. Aqui na minha cidade (Niterói -RJ), alguns supermercados ostentam adegas climatizadas, cujos exemplares são devidamente armazenados, como no caso do Pomar de Santa Rosa.

Caso você não saiba exatamente o que deseja, a melhor orientação seria visitar uma loja especializada. Chegando lá, não tenha vergonha de dizer ao vendedor quanto pretende gastar (mesmo que o valor seja baixo). Assim, ele mostrará as opções de melhor custo-benefício.

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Criatividade é fundamental!

Que tal investir em um encontro temático? Vinhos do Novo Mundo, Vinhos do Velho Mundo, Vinhos da Espanha, Malbecs Argentinos, Noite de Queijos e Vinhos, Noite Italiana… são algumas ideias que podem ser colocadas em prática, criando expectativa em torno do seu evento.

Agora que você já tem tudo o que precisa, prepare os convites e mãos à obra!