Champanhe: as 10 Frases Mais Famosas Sobre o Rei das Borbulhas

A aula de Espumantes do meu curso profissional da ABS-RJ me inspirou a buscar curiosidades sobre as borbulhas que vão além das técnicas de produção. E, sendo assim, hoje trouxe para vocês algumas célebres frases sobre o Champanhe, que, sem dúvida, é a mais efervescente e charmosa das bebidas:

1 – “Venham rápido, irmãos! Estou bebendo estrelas!”.

Dom Pérignon.

Descrição famosa do monge cego que, reza a lenda, foi o descobridor do champanhe. Não importa se essa frase é ou não verídica, mas vamos combinar que se você já provou um bom espumante a sensação é exatamente essa!

DomPerignon

Logo, foi isso mesmo que o monge beneditino gritou quando provou o champanhe pela primeira vez numa adega subterrânea da abadia de Hautvillers, na fria região francesa de Champagne. Afinal, seus anos de trabalho e paciência tinham produzido um milagre. E olha que dizem que essa descoberta se deu de forma totalmente acidental, visto que, naquela época, o gás-carbônico no interior das garrafas era considerado um defeito. Que bom que Dom Pérignon decidiu provar o resultado, pois, daí nasceu um dos melhores vinhos do mundo.

2 – “O Champanhe é o único vinho que permite à mulher conservar-se bela após tê-lo bebido”. 

Marquesa de Pompadour (Jeanne-Antoinette Poisson).

Esperta que só, a marquesa bem sabia que o champanhe faz bem para a pele e a alma, tanto que sua beleza conquistou um dos mais poderosos homens do mundo em sua época.

madame de pompadour

A famosa cortesã francesa, amante do Rei Luís XV, foi uma das maiores promotoras do consumo de champanhe. Afinal, graças a ela, a mulherada de Versailles passou a acreditar na eficácia das borbulhas como produto de beleza. Ah, e como deve ser uma delícia se sentir mais bonita com champanhe!

Diz-se, ainda, que supostamente o rei tenha ordenado que as taças coupe fossem moldadas na forma perfeita de seus seios.

3- “Só bebo champanhe em duas ocasiões: quando estou apaixonada e quando não estou”.

 Coco Chanel.

Concordo com a elegante Coco. Assim como ela, também tento beber exclusivamente nessas duas ocasiões (rs).

Coco Chanel

Enfim, a famosa e revolucionária estilista francesa queria deixar claro que beber champanhe era algo que sempre fazia, não importava o que acontecesse ao seu redor.

4 – “Champanhe! Na vitória você o merece, na derrota você precisa dele”.

Napoleón Bonaparte.

Bem sabia Napoleão que as vitórias ficam mais doces e as derrotas menos amargas com champanhe. Sem dúvida, uma frase sábia, tanto que até hoje é uma das primeiras que me vem à mente quando penso em frases sobre borbulhas.

A paixão de Napoleão pelo champanhe, sobretudo os da Maison Moët & Chandon, fez com que o imperador, inclusive, popularizasse a técnica de Sabrage (desarrolhar a garrafa com a espada) entre os militares franceses, que lançavam mão dela em simplesmente todas as festas da cavalaria. Cada vitória espetacular era motivo para uma comemoração com muito champanhe.

5 – “Lembrem-se, Senhores: Não é pela França que lutamos, é pelo champanhe!”.

 Winston Churchill.

Certamente, Churchill, um dos mais famosos primeiros-ministros ingleses, poderia ter sido nomeado o primeiro embaixador do espumante francês. O estadista era conhecido por sua paixão pelas borbulhas, tanto que seu café da manhã favorito era ostras com champanhe. Sua marca favorita era a Pol Roger, elaborada com as três varietais de champanhe (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay).

churchill

6 – “O champanhe é o luxo dos amantes dos vinhos”.

Jancis Robinson.

Guru dos enófilos dos dias de hoje, Jancis Robinson sabe muito bem dos nossos desejos e sonhos de consumo. E qual o apaixonado pelo mundo de Baco que não gostaria de desfrutar de um bom champanhe gran cru sempre que possível? Porém, o champanhe é um artigo de luxo reservado a ocasiões muito especiais (ao menos que você tenha grana para ter várias garrafas na adega).

jancis-r-inside-header

Jancis é conhecida como uma das mais renomadas críticas e pensadoras do vasto universo do vinho. Uma das personalidades que mais admiro!

7 – “Só as pessoas pouco criativas não conseguem encontrar um motivo para beber champanhe”.

Oscar Wilde.

Um brinde à Oscar Wilde e todos os bebedores de champanhe criativos!

Um dos mais famosos escritores ingleses sempre foi conhecido por sua personalidade. Ou seja, falta de criatividade para “inventar” uma razão para beber champanhe nunca existiu em seu repertório.

8- “Você pode ter muito champanhe, mas nunca terá o suficiente”.

Elmer Rice.

Dramaturgo vencedor do American Prêmio Pulitzer, em 1929, Elmer Rice foi um dos membros do clube “Amantes de Champanhe”. Para ele, acima de tudo, a bebida representava infinitas emoções, entre elas a celebração e o prazer imediato que proporcionava esse néctar tão sedutor.

9 – “Qualquer coisa em excesso é prejudicial, mas champanhe demais é sempre bom”.

Scott Fitzgerald.

Quando o famoso escritor Scott Fitzgerald proferiu essa frase, obviamente não estava pensando no Grande Gatsby, mas sim em muitos amantes do champanhe.

champagne-2407247_640

Fato que Fitzgerald sempre viveu entre o sucesso, a indolência, o talento literário e excessos. Em “O Grande Gatsby” isso é bem retratado, numa obra em que o glamour e os loucos anos 20 são sempre acompanhados pelo espumante mais famoso do mundo. Quem nunca quis estar em festas com fontes de champanhe por todos os cantos? Sem dúvida, trata-se de um excesso maravilhoso..rs.rsrs.

10 – “Chega o momento da vida de uma mulher em que a única coisa  que ajuda é uma taça de champanhe”.

Bette Davis.

A vida é feita de altos e baixos e todos nós em algum dia iremos nos deparar com maus momentos. Nessas horas, uma bela taça de champanhe realmente pode operar milagres. No entanto, o que Bette Davis não menciona nessa frase é que o champanhe estava sempre com ela, inclusive nos bons momentos.

bete-davis

Essa atriz apaixonada, conhecida por suas performances melodramáticas em filmes históricos e românticos, aproveitava ao máximo cada momento da vida, com direito a muito glamour e champanhe, claro!


Enfim, enoamigos, o que não falta são motivos para desfrutar de uma taça de espumante, independente se é ou não champanhe. Até porque, uma coisa é certa: a vida deve ser sempre celebrada!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência: http://www.gourmandin.es/

Vinho e História: Desvendamos a Relação Entre Napoleão Bonaparte e o Champagne Moët & Chandon

Quando lembro de Napoleão Bonaparte nem sempre Champagne Rosé é a primeira coisa que me vem à mente. Sim, logo de cara, penso no grande líder que empurrou seus exércitos em direção a vitórias em batalhas históricas. Porém, todo amante do vinho já ouviu falar sobre a mítica ligação entre Napoleão e o borbulhante champagne, mais precisamente os da Casa Moët & Chandon. 

nap-internal

A AMIZADE COM JEAN-RÉMY MOËT

A conexão entre Bonaparte e a dinastia da famosa Casa de Champagne começou em 1782, quando o futuro imperador cursava a Escola Militar em Brienne Le Château. Foi lá que ele conheceu Jean-Rémy Moët, neto de Claude. O jovem herdeiro estava na escola resolvendo alguns dos negócios da família quando encontrou Napoleão.

Sabemos que a palavra “Champagne” sempre soou como música para os ouvidos de Napoleão. Logo, a afinidade entre os dois rapazes foi praticamente instantânea. A partir dali, uma amizade leal e duradoura se firmou, levando a luz da efervescente bebida a ocupar um papel de destaque na história francesa.

cats1

E essa importância se deu porque antes de cada campanha militar Napoleão fazia questão de visitar a Maison Moët a fim de se abastecer com caixas e mais caixas de champanhe. E isso ocorreu em todas as batalhas, exceto em Waterloo, de acordo com o livro “Champanhe”, de Don and Petie Kladstrup (que recomendo fortemente a leitura!)

Talvez venha daí a célebre frase:
“Champanhe: na vitória é merecido, na derrota  é necessário!

A PRIMEIRA GRANDE DERROTA

Entretanto, mesmo nas derrotas de Napoleão a amizade com a família Moët seguia firme e forte. Vejam, por exemplo, o caso da Guerra da Sexta Coligação. Foi um terrível desastre para o imperador, bem como para a França e seu povo.

Afinal, essa derrota não só conduziu Napoleão ao seu primeiro exílio na Ilha de Elba como, na sequência, teve uma invasão de russos à região da Champagne, quando os mesmos esvaziaram praticamente todas as adegas. Ou seja, todas as casas foram saqueadas, sendo que a de Moët foi a que obteve maiores baixas e presenciou cerca de seiscentas mil garrafas serem esvaziadas por soldados acampados nas instalações.

A PREVISÃO DE JEAN-RÉMY

Porém, mesmo essa grande derrota não foi capaz de enfraquecer os laços que existiam entre Napoleão e Jean-Rémy Moët. Ao invés disso, Moët se lembrou de um antigo ditado francês, “Qui a bu, boira” ou em bom português, “Aquele que bebeu uma vez, vai beber novamente”. Ou seja, “Todos aqueles soldados que hoje estão me arruinando hoje farão minha fortuna amanhã”, disse Moët a todos os seus amigos. “Vou deixá-los beber o quanto quiserem. Eles serão fisgados e se tornarão meus melhores vendedores quando retornarem ao seu próprio país”

Como podemos ver, Jean-Rémy não estava apenas sendo leal a seu amigo Napoleão. “Ele estava totalmente certo”, escreveram os Kladstrups no livro que é uma verdadeira biografia do Champanhe. Os negócios de Moët cresceram vertiginosamente nos anos seguintes e, entre seus muitos novos clientes, estavam justamente alguns dos maiores adversários de Napoleão Bonaparte, incluindo o Primeiro Duque de Wellington e Frederick William III da Prússia.

PROVAS DE AMIZADE E LEALDADE

Se toda essa história não foi suficiente para te convencer da força dessa conexão Bonaparte-Moët, considere os presentes que foram trocados pelos amigos ao longo dos anos. Começamos com a réplica do Grand Trianon (sim, o castelo de Versalhes!) que Moët construiu em sua propriedade como quartos de hóspedes para Napoleão e a Imperatriz Josephine sempre que o visitavam.

napoleao-bonaparte e sabre

Não é grande coisa, certo? Apenas um belo gesto de gratidão. Naturalmente, Napoleão também estava à altura quando o assunto era presentes. Ele não apenas concedeu à família Moët o último de seus famosos chapéus bicorn, como também presenteou-os com sua cruz de oficiais da Legião de Honra – a mais alta condecoração francesa de mérito para realizações civis e militares, em virtude de todos os seus esforços para estabelecer a França como líder mundial na difusão da cultura do vinho.

Contudo, sem dúvida, o presente que mais representa essa amizade é a criação da Champagne Moët Imperial (branco e rosé), rótulos que compõem a maior parte da produção de Moët & Chadon. Na verdade, esses exemplares foram os responsáveis pelo fato de muitas vezes lembrarmos de Napoleão quando o Champagne Rosé nos vem à mente. Afinal, a garrafa “Imperial” foi nomeada desta forma logo após o falecimento do imperador, em 1869, e desde então a casa passou a produzir suas garrafas com essa denominação.


Definitivamente, fatos que serão lembrados na próxima vez em que você estiver degustando um belo e borbulhante champanhe. Então, acho que quem acompanha o blog sabe o quanto também sou apaixonada por história. E, se vinho é história engarrafada, sem dúvida, esse artigo me deixou muito feliz!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referências: Livro “Champanhe” (Don & Petie Kladstrup), editora JZE./ Vine Pair.

Entenda os Rótulos de Espumante

Você está numa loja especializada em vinhos. Sua meta é escolher um espumante para uma comemoração ou simplesmente para bebericar com os amigos. São inúmeras as denominações nos rótulos: Brut, Extra-Brut, Nature, Doce, Demi-Sec… Impossível não se confundir nessa hora, certo? Então, prepare-se, pois hoje você vai aprender a optar pelo espumante que mais combina com o seu paladar.

Ah, e vale lembrar que os espumantes e champagnes ditos “Vintage” são aqueles cujas safras estão estampadas no rótulo. Geralmente esses exemplares são bem mais caros, visto que para um produtor incluir o ano da colheita no rótulo de um espumante, é sinal de que foi uma safra espetacular!

24503022425_293895bb3f

UM POUCO DE HISTÓRIA

Séculos atrás, quando os primeiros champanhes foram criados, as bebidas adocicadas estavam na moda. Na época, era comum adicionar altas doses de açúcar ao espumante (cerca de 200g de açúcar por litro), praticamente as mesmas quantidades incluídas nos refrigerantes dos dias de hoje. Até que, no século XIX, as casas de champanhe tinham os ingleses entre seus maiores clientes.

Eles estavam cansados de tanta doçura. Queriam algo mais leve e que combinasse mais com seu estilo sóbrio. E eis que Madame Louise Pommery deu o que eles tanto queriam, o Champanhe Brut, que em francês, quer dizer “Bruto, grosseiro, em seu estado natural”. Mesmo assim, as primeiras garrafas que entraram no mercado ainda continham mais de 20 gramas de açúcar por litro.

O tempo passou, o paladar dos consumidores se apurou e essa quantidade foi caindo, até que se determinou que não poderia ultrapassar 12 gramas de açúcar por litro, de acordo com as leis francesas. Até hoje o Brut é, sem dúvida, o espumante mais vendido: preferência nacional e internacional!

24919279396_2fffb874c6_b.jpg

OUTRAS DENOMINAÇÕES

Logo que se criou o Brut, outras categorias surgiram no mercado, a fim de diferenciá-lo dos outros exemplares, cada uma de acordo com a quantidade de açúcar adicionada por litro. Os espumantes brasileiros possuem designações diferentes dos champanhes franceses. E, para você entender tudo “tim-tim por tim-tim” (literalmente), segue a tabela com as qualificações de acordo com a legislação dos dois países.

BRASIL
Nature 3g/l de açúcar, no máximo
Extra-Brut 3,1 a 8g/l de açúcar, no máximo
Brut 8,1 a 15g/l de açúcar, no máximo
Sec ou Seco 15,1 a 20g/l de açúcar, no máximo
Demi-Sec, Meio-Doce ou Meio-Seco 20,1 a 60g/l de açúcar, no máximo
Doce 60,1 a 80g/l de açúcar, no máximo
CHAMPAGNE, FRANÇA
Brut Nature, Pás Dosé ou Dosage Zéro 3g/l de açúcar, no máximo
Extra-Brut 0 a 6g/l de açúcar, no máximo
Brut 12g/l de açúcar, no máximo
Extra Dry 12 a 17g/l de açúcar, no máximo
Sec 17 a 32g/l de açúcar, no máximo
Demi-Sec 32 a 50g/l de açúcar, no máximo
Doux Acima de 50g/l de açúcar

Espero que tenha ajudado a acabar com essa dúvida muito comum, sobretudo para quem está começando a apreciar o espumante. Tenha em mente a importância de estar atento ao rótulo antes da compra. Só assim você saberá se está adquirindo uma bebida que atenda às suas expectativas. E, como não canso de falar, os exemplares brasileiros são maravilhosos, figurando, inclusive, entre os melhores do mundo.

Eu mesma, ultimamente, tenho optado mais por espumantes aqui em casa e nos fins de semana, visto que o calor insuportável já se instalou aqui no Rio de Janeiro. Geladinho, não há nada melhor!

Boas Festas, Ótimos vinhos e  Tim-Tim!

Referência: Revista Adega

Nem Tudo o Que Borbulha é Champanhe

Amigos, hoje tive vontade de pesquisar sobre mais um polêmica do mundo do vinho. Lembro-me de quando eu era criança e se dizia que qualquer espumante era champanhe. Fato é que todo champanhe é espumante, mas nem sempre o contrário é verdadeiro.

champagne-1110591_640

Champanhe: é todo o espumante produzido na região de Champagne, no norte da França, cuja capital chama-se Épernay. Inclusive, foi próximo a esta cidade, no povoado de Hautvillers, que os monges Don Pérignon e Don Ruinart fizeram de tudo para domar os vinhos que fermentavam mais de uma vez, fazendo suas garrafas explodirem. Sem falar que, naquela época, as borbulhas eram consideradas um defeito do vinho. Pois é, os tempos mudaram…

QUEM PODE USAR O NOME CHAMPANHE?

O Champanhe de verdade, além de ser produzido na Champagne, deve levar apenas uvas de vinhedos da região e serem fabricados através do método champenois (no qual o vinho é submetido a uma segunda fermentação dentro da própria garrafa). Esses e outros padrões são adotados graças à Denomição de Origem Controlada (AOC).

Trata-se de uma legislação que delimita toda a produção de Champanhe, inclusive os pré-requisitos para o uso do nome champanhe, que só pode ser atribuído aos vinhos originais da região. Qualquer bebida semelhante, mesmo que produzida pelo método champenois, proveniente de outros locais e/ou países, só pode ser chamada de espumante e nunca champanhe. Isso protege tanto as vinícolas quanto os trabalhadores do terroir.

No entanto, há sempre alguém tentando burlar a lei. Nos EUA, é comum vinhos espumantes apresentarem no rótulo a inscrição “Champagne” ou “American Champagne”. Agora,você já sabe que não são originais.

champagne-762697_640

Ao meu ver, nem os espumantes brasileiros que conseguiram o direito de usarem o nome por decisão do STF podem ser considerados champanhes. Eles alegam produzir o espumante com esta denominação bem antes da legislação francesa entrar em vigor, em 1927. Mas, gente, não é da região da Champagne. É só marketing que, convenhamos, é totalmente desnecessário, visto que os nossos espumantes estão dando show de qualidade lá fora.

PRODUÇÃO

O legítimo champanhe é produzido com três castas: a chardonnay (em maior proporção), a pinot noir e a pinot meunier. Estas últimas são uvas tintas, mas os vinhos utilizados, elaborados sem a casca, são brancos.

O champanhe é um corte (mistura de vinhos em proporções determinada pelos enólogos) de trinta a até cerca de duzentos vinhos brancos. O tradicional é feito com um corte de cerca de 30% de vinhos brancos de uvas tintas, o rosé com corte de vinhos tintos, o blanc des blancs, apenas com uvas brancas e o blanc des noirs elaborado apenas com uvas tinto.

Desde o ano passado, a Unesco classificou as Encostas, Caves e Casas de Champagne como Patrimônio da Humanidade.

Enfim, num momento em que o clima tem estado perfeito para o consumo do nosso amado espumante, é sempre bom termos essas diferenças em mente. E, agora, você já sabe! Nem tudo o que borbulha é Champanhe. Sidra não é Champanhe. Água com Gás também não. Refrigerante idem.

E vamos prestigiar a efervescência brasileira, que está maravilhosa!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

Livro: Champanhe

Que tal relaxar e ler um livro neste fim de semana? O friozinho do outono é um convite para esquecer da vida e se aventurar numa história. Se for sobre vinho, então, melhor ainda!

Estou terminando de ler Champanhe, de Don & Petie Kladstrup, o mesmo casal de jornalistas autores de Vinho e Guerra (Lembra?). Eles são pesquisadores superconceituados e escrevem para nada mais nada menos que a Revista Wine Spectator. 

champanhe1

Com narrativa leve e espontânea, os autores nos envolvem na mítica saga do Champanhe, a bebida mais sofisticada do mundo. Desde a violenta invasão de Átila, rei dos hunos, à barbarie da Segunda Guerra Mundial, a região da Champagne, no norte da França sempre foi palco dos mais sangrentos conflitos. E, mesmo assim, os viticultores nunca desistiram de produzir o rei das borbulhas.

No caminho, descobrimos histórias e lendas fascinantes, como a do monge Don Pérignon, considerado o pai do champanhe. Conta-se que, após degustar a bebida, este teria dito, “Estou bebendo estrelas!”. Também aprenderemos com os proprietários, das grandes casas Pommery e Moët & Chandon, a ultrapassar os obstáculos dos tempos difíceis com soluções ousadas e criativas.

E nem as inúmeras guerras, narradas pelos autores com detalhes emocionantes, desanimaram os champenois, ou seja, os determinados produtores da região da Champagne, a lutarem com unhas e dentes pelo direito de serem os únicos a comercializarem a bebida e por todas as regras de plantio, que até hoje os protegem de falsificações e conspirações da concorrência.

Estou amando, quase no finzinho, e recomendo fortemente! Boa leitura e Bons Vinhos!