Notas de Prova: Fácil de Beber, 1 Bottle of Red CS 2015 Harmoniza Com Amigos e um Bom Bate-Papo (BEST BUY)

Recebi uma amostra do 1 Bottle of Red, da Winebrands Brasil, e confesso: por se tratar de um chileno, demorei um pouquinho a degustá-lo. Afinal, eu tinha acabado de voltar do Chile e ainda teve a feira do Rio Wine and Food Festival… Ou seja, pensei, “Vou dar um tempinho nos chilenos e provar outras coisas”. Até que, numa sexta de friozinho, não resisti e coloquei a ampola  para jogo (esse lance de “ampola”, aprendi com meu amigo Fernando Lima. Muito chique).

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Sem dúvida, uma ótima companhia para a sua série favorita

Enfim, foi uma sábia decisão. Apesar de se tratar de um Cabernet Sauvignon, o 1 Bottle conta com taninos macios e muito agradáveis em boca. Sabe aquele vinho para beber acompanhado de petiscos, amigos e um bom bate-papo? É ele! Desce fácil, fácil e delicioso! Sem falar que o custo x benefício é ótimo (R$41,40) no site da marca.

Resultado: harmonizou perfeitamente bem com seleção de queijos, torradinhas e Outlander, minha série favorita. Curti mesmo! Porém, não espere por complexidade. É um vinho para beber sem compromisso, curtindo toda a expressão da Cabernet Sauvignon. 

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO

VISUAL: Rubi-escuro, com reflexos rubi-claro. Cor linda e ótima limpidez.

OLFATO: No nariz, frutas do bosque, com destaque para morangos silvestres e frutas negras, como ameixa e amora.

GUSTATIVO: De médio corpo e taninos sedosos, é um vinho muito agradável em boca, com ótima estrutura entre àlcool, acidez e taninos.

HARMONIZAÇÃO: É um bom parceiro para queijos, patês, massas e pratos à base de carne vermelha.

FICHA TÉCNICA

ONE BOTTLE OF RED CABERNET SAUVIGNON

  • TINTO | SAFRA 2015

  • TEOR ALCOÓLICO: 13% | SERVIR À TEMPERATURA DE 16o C |

  • VARIEDADES: 87,5% Cabernet Sauvignon e 12,5 Merlot

  • AMADURECIMENTO: Não passa por amadurecimento em madeira.

  • PAÍS: CHILE

 

  • REGIÃO: VINHEDOS DO CHILE

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Acredito que, por se tratar de um corte de Cabernet Sauvignon, com um toque de Merlot, senti que esta última foi essencial para domar os jovens taninos da CS. Sim, é um “Best Buy”, ótima compra, sobretudo em virtude do fator qualidade x preço.

E o fim de semana pós-feriado? Animados? Aliás, sexta é aquele dia em que a gente já acorda pensando no vinho da noite. Convoque os amigos e curta em ótima companhia!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Chile) Haras de Pirque: Uma Das Mais Belas Vinícolas do Valle do Maipo

Enquanto planejava minha viagem ao Chile, pedi aos amigos sugestões de vinícolas as quais eu pudesse visitar, sobretudo nos arredores de Santiago (nas regiões do Valle do Maipo e Valle de Casablanca).  Nessa busca, mais de uma pessoa me indicou a visita à Haras de Pirque. Ao pesquisar sobre a vinícola e ver a construção em forma de ferradura, tive a certeza de que iria amar o lugar. E não é que minha intuição estava certa?

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Foto: Viña Haras de Pirque

A história do grupo começou com um haras, o mais antigo do Chile, comandado pela família Matte. Em 2002, a tradicional e renomada família toscana Antinori (aquela, dos famosos supertoscanos) se juntou ao projeto para reunir haras e vinícola. A Bodega Haras de Pirque foi construída em formato de ferradura e em degraus, o que, com a força da gravidade, melhora os processos de vinificação.

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Logo que chegamos, fomos super bem-recebidos por Anais Reciné, com quem tinha trocado alguns e-mails bem antes, a fim de agendar o tour. Em seguida, ela nos apresentou ao Cristian, que seria o nosso guia pela vinícola.

VINÍCOLA EM FORMATO DE FERRADURA

O prédio, imponente e majestoso, possui uma linda vista dos vinhedos e das Cordilheiras dos Andes. Após um breve passeio pelo pátio, finalmente entramos na vinícola. Trata-se de uma construção em formato de ferradura, relativamente nova (dos anos 2000), com 5.300 m2 e capacidade para 1.5 milhões de litros de vinho, sendo que, por ano, são produzidos 360 mil. Desses, 95% são destinados à exportação.

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Foto: Viña Haras de Pirque

O INTERIOR DA HARAS DE PIRQUE

Para começar, participamos de um tour privado bem personalizado e diferente do que encontramos em outras vinícolas maiores, visto que se trata de uma Bodega Boutique, de menor porte. Simpático e superarticulado, Cristian nos conduziu pelas escadas em formato de caracol, que davam acesso a cada ambiente da cantina, toda construída em desnível, a fim de facilitar o trabalho manual e evitar o uso de máquinas.

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Aliás, segundo o nosso guia, a Haras de Pirque recentemente conquistou o selo de vinícola orgânica, ou seja, seus vinhos são produzidos da forma mais natural possível, sem uso de pesticidas, fertilizantes, entre outras intervenções. 

Enfim, fomos conduzidos a uma área com grandes tanques de inox destinados à fermentação dos vinhos brancos e, ainda, a um grande balcão, uma espécie de sacada enorme de onde era possível ter uma linda vista dos vinhedos. O dia estava ensolarado, aberto, lindo e fizemos fotos maravilhosas!

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Nosso guia Cristian em ação!

Em seguida, chegamos a um pátio interno com grandes tanques de carvalho francês utilizados para a fermentação dos tintos mais premium (sim, para a fermentação e não para amadurecimento). “Esses barris são uma conquista da vinícola, pois foram trazidos da França, e podem durar por até cem anos”, explicou Cristian.

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Eu e minha família no balcão que dá vista para os vinhedos. Lindo demais!

A CAVE REALMENTE IMPRESSIONA

Depois do tour interno, voltamos ao pátio, que conta com uma fonte de água bem no centro. O Cristian nos contou que esta possui um piso de vidro que permite que a luz natural penetre no interior da cave subterrânea que se encontra bem abaixo dela.

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A fonte localizada bem no meio do pátio, no jardim da vinícola

Gente, vocês não têm noção do que é aquilo! Fiquei de boca aberta, é muita lindeza! Infelizmente, após dois recentes tremores de terra (supercomuns no Chile), os vidros racharam e ficou perigosíssimo realizarmos a degustação dos vinhos na mesa situada na cave abaixo da fonte, com aquela luz natural incrível, a melhor do mundo para apreciar os vinhos.

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Abaixo da fonte, a mesa localizada na cave do subsolo. Infelizmente não foi possível aproveitar essa bela luz na degustação dos vinhos, pois algumas vidraças foram danificadas pelos últimos tremores de terra.

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS 

Não conseguimos ficar na área abaixo da fonte, mas degustamos os vinhos na belíssima cave, onde as barricas de carvalho com os tintos íconos descansavam. Foi muito agradável estar com a minha família num lugar como aquele. Até meu marido, que não é tão louco por vinho quanto eu, adorou. A paz encontrada na adega era tão grande, que a minha pequena, de 3 anos, ficou muito tranquila e não atrapalhou em nada a explicação e degustação dos vinhos que viriam a seguir.

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ALBACLARA GRAN RESERVA SAUVIGNON BLANC 2015: 100% elaborado com a casta Sauvignon Blanc, esse Gran Reserva possui acidez e frescor bem típicos do Maipo. Seu nome é em homenagem ao amanhecer nos campos chilenos. Trata-se de um vinho equilibrado e fácil de beber, que ficaria perfeito com queijo de cabra ou um belo ceviche. 


HUSSONET GRAN RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2012: O nome deste vinho é em homenagem ao garanhão mais famoso e importante do Haras de Pirque. Elegante e envolvente, chega com uma profusão de frutas negras maduras e carvalho, além de um quê mentolado, próprio da casta. De produção limitada a cerca de 4.800 caixas, Hussonet representa bastante o terroir da vinícola. Equilibrado em acidez, álcool e taninos, é o par perfeito para um belo churrasco ou por que não, chocolate-amargo? Fizemos esta última harmonização lá e caiu muito bem! 


ALBIS 2006 : Albis significa amanhecer, a união entre o Velho e o Novo Mundo. Representa a união entre dois hemisférios, dois enólogos e duas famílias, com o ideal de criar um grande vinho no coração do Alto Valle do Maipo. Essa junção entre o renomado viticultor Marchese Piero Antinori e Eduardo A. Matte, proprietário da vinícola chilena Haras de Pirque, surgiu do desejo mútuo de unir tradição e inovação para revelar o incrível potencial dos vinhos chilenos.

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Cristian apresentando o vinho ícono Albis.

Sem dúvida, Albis é o rótulo-ícone da vinícola e ultimamente tem sido um pouco mais divulgado no mercado interno. De coloração vermelho-rubi intensa, possui aromas de balsâmico, chocolate, caramelo, além de notas mais terciárias, como couro, por exemplo. Perfeito para acompanhar carnes de caça, como cordeiro ou javali. 


Atualmente, a Vinícola Haras de Pirque é de propriedade exclusiva da Família Antinori, que comprou a parte de Eduardo Matte na bodega. Logo, é possível que muitas novidades estejam por vir, sobretudo no que diz respeito aos vinhos. 

A cargo dos vinhos está  a enóloga Cecília Guzmán, que acompanha a produção dos rótulos desde o início da bodega e manejou o estilo dos caldos, que são um claro reflexo do que é elaborado hoje em Pirque.

No fim do tour, compramos um Hussonet, que foi o rótulo preferido do marido, que nem era muito ligado em vinhos..rsrs. Ah, e a equipe foi tão gentil que ainda levamos um azeite de presente (sim, eles também produzem um azeite extra-virgem delicioso!).

A Haras de Pirque conta, ainda, com um restaurante, o Hussonet. Não almoçamos por lá, mas o ambiente me pareceu superagradável, com uma linda vista para os vinhedos.

  • Para reservas e informações dos tours: reservas@harasdepirque.com

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Aqui no Brasil, os vinhos da Haras de Pirque estão à venda no site da Importadora WineBrands.

*Fiz o tour a convite da vinícola Haras de Pirque e este artigo reflete minha opinião.

 

10 Coisas Que Você Precisa Saber Sobre o Vinho Carménère

Fato que o vinho Carménère é mais um daqueles exemplares que você ou ama ou odeia. Conheço muitos apaixonados pela casta, do tipo que não podem ficar sem ela na adega. Afinal, um bom Carménère é capaz de fazer frente aos mais diversos pratos culinários. E, no que diz respeito à harmonização, sem dúvida, minha preferência fica com a gastronomia árabe. Trata-se de um fermentado que nasceu para acompanhar quibe, kafta, cordeiro, esfirras e afins.

Por outro lado, há aqueles enófilos que são totalmente fechados para a Carménère. Tenho um amigo que diz logo, “aquela uva que eu não gosto”. Pois é, vinho é gosto pessoal e nem sempre é possível agradar a todos. Mas, como tudo na vida, dá para mudar de ideia, não é mesmo?

E foi pensando nisso que hoje trouxe 10 fatos sobre a Carménère que vão te ajudar a tirar o máximo de proveito de cada gole:

  1. Marque no calendário! O Dia Mundial da Carménère é 24 de novembro!

Em 2018, a Carménère celebrará 20 anos como casta oficialmente reconhecida no Chile. Em 1996, a Viña Carmen foi a primeira Vinícola chilena a lançar um rótulo Carmenérè, mas o fez sob o nome “Grande Vidure”, visto que a variedade ainda não estava inscrita no Ministério da Agricultura. A cepa só foi oficializada no órgão em 1998.

2. A Carménère é conhecida por dar origem a vinhos com nuances de frutas vermelhas e uma nota de Pimentão inconfundível.

A Carménère contém níveis mais altos de compostos aromáticos chamados pirazinas, que dão a vinhos como Carménère, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon  sutis sabores de pimentão, pimenta-verde, eucalipto e até mesmo cacau em pó.

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3.Os Vinhos Carménère podem conter até 15% de outras castas.

No Chile, um vinho de uma única variedade pode ter até 15% de outras variedades de uvas misturadas com ela. Junto a Carménère, os enólogos costumam adicionar pequenas porcentagens de Syrah ou Petit Verdot, a fim de tornar o vinho ainda mais exuberante.

Vinhos conhecidos por ter amora, ameixa preta, blueberry (mirtilo) geralmente possuem outras uvas misturadas à casta primária varietal. 100% dos vinhos Carménère geralmente carregam sabores de frutas vermelhas, como framboesa e romã, juntamente com as notas clássicas de páprica e pimentão verde.

4.Os Vinhos Carménère mais bem-classificados envelhecem bem e custam entre 50 e 100 dólares a garrafa.

Os rótulos TOP de Carménère oferecem sabores densos, maduros e poderosos de ameixas, bagas e notas de cacau, juntamente com textura cremosa e taninos finos. Os vinhos mais bem-classificados possuem, no geral, porcentagem alcoólica entre 14,5% e 15%, assemelhando-se facilmente a um Bordeaux fino ou Cabernet Sauvignon (com taninos mais macios).

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Confira essa lista com Vinhos Carménère (de alguns dos maiores produtores chilenos), que de forma consistente, superam as listas da Wine Spectator, Wine Enthusiast e Wine Advocate.

  • “Herencia”, de Santa Carolina: um rótulo 100% Carménère de Peumo, do Vale de Cachapoal.
  • “Alka”, de François Lurton: 100% Carménère do Vale do Colchagua
  • “Carmín de Peumo”, de Concha Y Toro: 85% Carménère, misturado com Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, de Peumo, do Vale do Cachapoal.
  • “Kai”, de Viña Errazuriz: 95% Carménère e 5% Syrah, do Vale do Aconcágua.
  • “Purple Angel”, da Vinícola Montes: 92% Carménère e 8% Petit Verdot, das áreas de Marchigüe e Apalta, no Vale do Colchagua.

Tenha em mente que muitos produtores não chegam a ter seus vinhos classificados. Sendo assim, ainda há muito o que garimpar por aí.

5.Os Rótulos Carménère mais ousados vêm de Cachapoal e Vale do Colchagua.

A Carménère é conhecida por produzir exemplares mais ousados dos vales do Cachapoal e Colchagua. Essas duas 2 sub-regiões mais famosas dentro desses vales são Apalta e Peumo, em Colchagua e Cachapoal, respectivamente. Os vinhos elaborados com uvas de ambos os vales misturadas são geralmente rotulados como Vale do Rapel.

6.Carménère supercombina com pratos à base de carne de porco assada e cordeiro com hortelã.

Os taninos mais leves e maior acidez do vinho Carménère faz dele uma bebida versátil para harmonizar com a comida. Fica perfeito com carnes magras grelhadas, com molhos como o Chimichurri (à base de coentro), salsinha, hortelã ou pesto de salsa, que combinam muito com as notas vegetais do vinho, tornando-o mais frutado. O Carménère também faz bonito ao lado de carnes brancas escuras, como Peru e Pato.

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7.Carménère está quase extinta em sua terra natal. No entanto, é a 5ª casta mais importante do Chile.

A Carménère é originária da região de Boedeaux, na França. Antes de 1870, a Carménère era uma mistura predominante de uvas em Bordeaux, encontrada sobretudo em Graves, com a denominação de Pessac-Léognan.

No entanto, devido a infestação da Filoxera, quase todas as vinhas da casta Carménère – junto com a maioria dos vinhedos em Bordeaux- foram dizimadas.  Quando os vignerons de Bordeaux replantaram as cepas, optaram pelas mais adaptáveis ao terroir, como Cabernet Sauvignon e Merlot. Por isso, a Carménère, na França, está praticamente à beira da extinção.

8. A Carménère foi levada ao Chile em meados do século XIX, sendo que até 1994 pensou-se se tratar de Merlot.

Pois é! Quando a Carménère foi transportada pela primeira vez de Bordeaux para o Chile, todo mundo achava que se tratava da Merlot. Muitas vezes, a Carménère fora plantada em vinhedos ao lado de vinhas de Merlot de verdade, tendo sido misturada às mesmas.

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Por anos a fio pensou-se que eram uma mesma varietal, até que em 1994, o ampelógrafo francês Jean Michel Boursiquot observou como algumas das videiras “Merlot” levavam muito mais tempo para amadurecer. Boursiquot realizou pesquisas que constataram que cerca de 50% do que se pensou se tratar de Merlot, na verdade eram a Carménère originária de Bordeaux. Ufa! Finalmente, em 1998, o Chile oficializou a Carmenérè como uma variedade distinta.

9. Carménère é uma meia-irmã da Merlot, Hondarribi Beltza (do País Basco) e da Cabernet Sauvignon.

As quatro uvas, Carménère, Merlot, Hondarribi Beltza (do País Basco) e Cabernet Sauvignon possuem um mesmo “pai”, que é a Cabernet Franc. A Carménère é particularmente singular, porque tem a Cabernet Franc tanto como “pai”, quanto como “avô”. Talvez isso explique o porquê de ambas (Cabernet Franc e Carménère) terem o sabor tão semelhante.

10. Carménère é uma uva de maturação lenta, mais adequada para verões longos.

A Carménère amadurece normalmente cerca de 4 a 5 semanas após a Merlor, o que significa que a uva precisa de tempo de suspensão suficiente (um bom tempo), para maturar adequadamente. Quando isso ocorre, ela produz pequenos cachos de uvas pretas azuladas, tudo isso no outono, quando suas folhas ganham tonalidades vermelhas e alaranjadas.

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A produção global de uma videira de Carménère é relativamente muito baixa, o que pode ser considerado positivo para uvas de alta concentração e qualidade. Em geral, diz-se que a uva é moderadamente difícil de crescer bem, mas é notável que se desenvolve de forma promissora em solos arenosos (onde produz vinhos elegantes e aromáticos) e em solos argilosos (onde produz vinhos mais ricos e estruturados).


Então é isso, pessoal! Adoro pesquisar sobre as uvas e resolver algumas questões que volta e meia ficam martelando na cabecinha de quem é apaixonado por vinho.

Sem falar que os amigos sabem que adoro lançar algumas questões viníferas no Facebook e fico feliz quando a galera participa! Está aí uma forma de estudar e se abrir para o novo quando se trata do nosso néctar dos deuses.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência:Wine Folly

Carmenére: De Bordeaux Para o Chile e Do Chile Para o Mundo

Está aí uma das minhas castas favoritas. Seus vinhos costumam ser cálidos e ao mesmo tempo potentes, envolventes, deliciosos! Possuem coloração rubi bastante profunda, com reflexos violáceos, aromas de frutas vermelhas, terra, umidade, especiarias e notas vegetais.

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Os taninos são mais amigáveis e suaves que os de uma Cabernet Sauvignon, por exemplo. Costumo dizer que é um vinho que desce fácil, ótimo para embalar um bate-papo com amigos. De corpo-médio, é indicado para ser degustado ainda jovem, quando apresenta, em sua maioria, retrogosto persistente e sabor de framboesa madura e beterraba doce.

 

HISTÓRIA

No século XIX, a Carménère era amplamente cultivada na região francesa de Bordeaux, mais precisamente na localidade de Médoc. Na década de 1860, suas vinhas foram dizimadas pela praga filoxera e durante muitos anos acreditou-se que a mesma tivesse sido extinta em toda a Europa.

E quando todos pensavam que a Carménère tivesse evaporado da face da terra, eis que a mesma foi redescoberta em 1994, no Chile, pelo ampelógrafo francês Jean -Michel Boursiquot. Na verdade, a casta foi levada para os andes como se fosse Merlot. Boursiquot já estava intrigado, pois as mesmas demoravam muito a maturar. Até que resultados de estudos atestaram se tratar da antiga variedade de Bordeaux Carménère, que estava misturada a videiras de Merlot.

Dizem as más línguas que mesmo após a revitalização dos vinhedos, os produtores franceses preferiram investir em cepas mais rentáveis e resistentes, como a Merlot e a Cabernet Sauvignon. E, ultimamente, tenho visto muita gente numa onda de amar ou odiar a Carmenére, sem um meio-termo. Alguns amigos não passam nem perto, já outros, adoram e sempre chegam aqui em casa com uma garrafinha. Confesso que não existe cepa que me desagrade (sério, sou do tipo que bebe de tudo um pouco).

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UVA-ÍCONE DO CHILE

E não é que a cepa acabou sendo considerada uva-ícone do Chile? Tanto que 98% de todos os Vinhos Carménère consumidos no mundo são provenientes do país sul-americano.

A Carménère encontrou sua casa no Vale do Colchagua, no Chile, onde seu cultivo é predominante. Devido à fragilidade da cepa, esta se adaptou perfeitamente à região, graças ao ótimo terroir, mas sobretudo ao isolamento físico e geográfico criado por barreiras naturais, como o Oceano Pacífico, o Deserto do Atacama e a Cordilheira dos Andes, bem como as águas frias do Pólo Sul, que protege essa região de pragas.

HARMONIZAÇÃO

Vinhos Carménère casam muito bem com pratos à base de carnes vermelhas e assados em geral. Sua versatilidade faz com a mesma acompanhe bem até mesmo uma feijoada completa. No entanto, não é indicada a combinação com receitas que levem molho de tomate, por exemplo. Acredito que isso se deva à acidez do mesmo. Mas, sem dúvida, a melhor combinação é com as iguarias da culinária árabe (confira as dicas aqui).

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Não fosse esse calor insuportável que anda fazendo aqui no Rio, certamente investiria num Carmenére. Mas o La Niña tá aí, né? Quem sabe num tempinho ameno no fim de semana? Por enquanto, vou mesmo de espumante e vinho branco.

E você? Tem um rótulo de Carmenére favorito? Conta para mim!

Boa semana e Ótimos Vinhos!

 

 

Gato Negro Sauvignon Blanc

Mais um do fim de semana. Sempre gostei muito do Gato Negro, de todas as castas. Reza a lenda que numa Vinícola alemã, em uma degustação em que enólogos teriam que escolher entre 3 barricas, inesperadamente foram surpreendidos por um gato negro que saltou em uma delas e, então, a barrica foi eleita! E se tornou nome de um dos chilenos mais populares. Amarelo palha com reflexos esverdeados. Notas de abacaxi, maracujá, limão. Frutado e fresco.

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Harmoniza bem com saladas e frutos do mar. Este foi R$26,90 na Le Petit Sommelier , um dos melhores preços, batendo o de vários supermercados. Se for comprar mais de uma garrafa, vale o valor do frete.‪#‎vinhosdofimdesemana‬ ‪#‎vilavinifera‬ ‪#‎salvignonblanc‬ ‪#‎gatonegro‬ ‪#‎chile‬‪#‎sanpedro‬ ‪#‎wine‬ ‪#‎winelovers‬ ‪#‎vinhobranco‬ ‪#‎vinblanc‬ ‪#‎vinho‬