Tudo O Que Você Queria Saber Sobre Sulfitos nos Vinhos (e sempre teve medo de perguntar)

Sabe quando você nem exagerou tanto no vinho e no dia seguinte acorda com aquela típica dor de cabeça? Na mesma hora, você coloca a culpa em quem? No seu amado néctar dos deuses? Claro que não! Os responsáveis, meu amigo, são sempre os sulfitos!

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Pois bem, hoje cheguei com um artigo definitivo sobre esse elemento misterioso do mundo vinho. Na real, para que serve? Trata-se de um mal necessário ou só uma polêmica típica de enochatos? Bora desvendar isso!

O QUE SÃO SULFITOS?

Aí você olha no contrarrótulo daquela desejada garrafa e lê, “Contém Sulfitos”, geralmente ao lado daquele símbolo proibitivo para mulheres grávidas. Que raios são esses tais de sulfitos? O que estou prestes a beber?

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Os sulfitos fazem parte do subproduto natural da fermentação, ou seja, você acaba de ouvir eu dizer que ocorrem NATURALMENTE. Quando leveduras e açúcar se juntam para criar gás carbônico (CO2) e álcool, quantidades mínimas de dióxido de enxofre (SO2) também são produzidas nesse processo. Portanto, todo vinho terá pelo menos um pouquinho de sulfitos em sua composição. 

No entanto, não são esses sulfitos gerados naturalmente que incomodam os consumidores e sim aqueles adicionados pela indústria artificialmente após a fermentação. Afinal, a quantidade de sulfitos geradas durante a fermentação é bem pequena, variando de 5 a 40 partes por milhão. Porém, em alguns lugares os vinhos podem conter até 350 partes por milhão, uma quantidade significativamente maior do que a produzida naturalmente.

POR QUE OS SULFITOS SÃO ADICIONADOS AO VINHO?

Trata-se do resultado direto de produtores que adicionam sulfitos aos vinhos acabados, tudo porque esses componentes atuam como conservantes, permitindo que os rótulos tenham uma vida útil mais longa e mantenham o seu sabor. Mesmo os vinhos orgânicos admitem um máximo de 100 partes por milhão de sulfitos por garrafa, embora, em geral, eles tenham apenas de 50 a 75 partes por milhão.

VILÕES DA RESSACA?

Muitos enófilos costumam culpar os sulfitos por suas ressacas matinais. Mas é tudo mito! Os sulfitos não são os vilões causadores da sua dor de cabeça.

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Afinal, o que muita gente não percebe é que esses mesmos sulfitos são usados em muitos dos alimentos que consumimos diariamente, sendo utilizados, nesses casos, pelas mesmas razões da indústria do vinho, ou seja, esses componentes, nos alimentos, também agem como conservantes, impedindo que eles fiquem ruins ou percam a cor original. Na verdade, alguns dos seus alimentos favoritos podem conter mais sulfitos que a culpada garrafa de vinho.

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Por exemplo, frutas secas, suco de limão industrializado e alimentos em conserva podem chegar à sua mesa carregados de sulfitos, com as frutas secas liderando o topo desta lista, visto que chegam a ter dez vezes mais sulfitos que uma garrafa de vinho não-orgânico. Carnes, queijos e sopas pré-embalados também se enquadram nessa categoria, com alguns contendo bem mais sulfitos que uma porção de vinho.

É SEGURO CONSUMIR VINHO COM SULFITOS?

As dosagens de sulfitos utilizadas no vinho são supercontroladas pela legislação dos países produtores de vinho para que estejam dentro de limites seguros para a sua saúde.

Contudo, já que os limites máximos autorizados podem variar muito de país para país, vamos citar, como exemplo, a União Europeia, cujos limites permitidos são:

  •  160 mg/litro para vinhos tintos
  •   260 mg/litro para vinhos brancos
  •  300 mg/litro para vinhos doces
  •   400 mg/litro para vinhos botrytizados

Vale destacar que a maioria dos vinhos fica muito abaixo desses limites, frente aos alimentos aqui citados.


Ou seja, meus amigos, provavelmente os sulfitos não são os únicos responsáveis por aquelas suas dores de cabeça. Porém, existem pessoas que realmente são alérgicas a esses componentes e podem se sentir mal com a mínima presença de anidrido sulfuroso em suas taças.

Justamente por isso aqui no Brasil a lei exige que o contrarrótulo traga a informações de que contém sulfitos. Sou muito a favor desse tipo de transparência, não só com relação aos vinhos, mas em toda a indústria alimentícia.

Se não são adicionados os sulfitos, não é necessário o alerta “contém sulfitos”, visto que a legislação brasileira não exige que se diga “contem sulfitos”, mas “contem conservador anidrido sulfurico INS 220”. Trata-se de um produto específico, usado para colocar “sulfitos” no vinho. Logo, o Ministério da Agricultura não exige a presença dessa frase no contrarrótulo se não foi adicionado o “sulfito” no processo.

O sulfito natural não cabe na descrição do INS 220. E os sulfitos naturais parecem não causar mal, sobretudo quando a quantidade é mínima.

Vale ressaltar, ainda, que vinícolas usam sulfitos em várias etapas da vinificação. Os produtores industriais usam sulfitos assim que a fruta chega à cantina – para evitar fermentação precoce. Mas o sulfito pode ser utilizado inclusive durante a vinificação.

Até a próxima! Ótimos vinhos, com ou sem sulfitos. Tim-Tim!

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Ávidos Douro: História de Amor e Inspiração Para o Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e nada melhor que celebrar com a nossa bebida favorita. Nessa hora, não importa se você tem ou não companhia. O que vale à pena mesmo é se cercar de gente querida e, sim, brindar ao amor em todas as suas expressões. 

COISA DO DESTINO

E quem me conhece sabe que acredito muito em destino. Realmente, nada acontece por acaso. Sendo assim, estava eu dando aquela olhadinha básica no Facebook até me deparar com um vinho de rótulo APAIXONADO. Desse jeito, em letras maiúsculas! Lindo e com um belo coração estilizado. Na mesma hora tive vontade de provar esse néctar romântico e ao mesmo tempo misterioso.

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Poucos minutos depois, eis que uma grande-recente-amiga me chama para dizer que poderia me colocar em contato com um dos casais que produz o vinho em Portugal, na região do Douro Superior. O mais curioso é que eles vivem no Rio de Janeiro. “Só podia ser coisa do destino”, pensei.

TUDO COMEÇOU COM UM CASAL APAIXONADO

O amor com que Christiane e Plínio falam de seus vinhos já declara o porquê do nome de seus rótulos principais. Amantes da bebida dos deuses, sempre acabavam visitando regiões vinícolas pelo mundo, ainda que este não fosse o motivo principal de suas viagens. 

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O casal Christiane e Plínio Simões

Até que um dia, no meio dessas andanças, se depararam com uma área no Douro, mais precisamente no Douro Superior, na margem direita do rio português. Trata-se da área mais seca e ensolarada do lugar, semi-árida, onde a videira chora e sofre para produzir poucos cachos de maravilhosas uvas. Sim, foi amor à primeira vista como visto nos melhores romances!

“É uma área de beleza pungente, sofrida, onde, de imediato, se é tomado por uma sensação diferente, inquietantemente agradável. Em 48 horas estávamos negociando a área, em 72 assinamos um compromisso e começamos a trabalhar nas vinhas, assistidos por um fabuloso enólogo, que nos ajudou em todos os passos do caminho.” contou Plínio

Após a paixão arrebatadora, o casal passou a pesquisar toda a história do lugar, tentando entender ao máximo de onde vinha a energia inusitada daquele terroir, bem como de suas sofridas videiras. Aos pouco, foram descobrindo as origens e  lendas daquela micro-região. Logo, se entregaram por completo, na companhia dos amigos Elsa e Marcos que, igualmente atraídos pelo local, compraram as terras vizinhas e , desde então, se tornaram sócios de Chris e Plínio na produção dos vinhos. 

GUIADOS POR UMA HISTÓRIA DE AMOR E INSPIRAÇÃO

Uma dessas lendas que até hoje inspira o casal trata da história de uma donzela lusa, dos tempos da Lusitânia, que se perdeu de paixão por um conquistador romano. Não aceitando o romance, os pais a esconderam fora dos limites da Lusitânia, atravessando o Rio Douro até a sua margem direita, mantendo-a em propriedades próximas ao rio, na Lousa, justamente onde se encontra o terroir da Ávidos Douro.

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Nesse local, a donzela passava dias e noites a chorar e a vagar perdida pelas encostas dos morros, com suas lágrimas impregnando as terras com seus sentimentos de amor, paixão, saudade e anseio pelo reencontro.

Estava explicada a energia que Christiane, Plínio, Elsa e Marcos sentiram e que é vivenciada por todos os que visitam os vinhedos, que relatam se sentir “diferentes”, embora sem saber explicar como ou por que.

A ÁVIDOS DOURO

Após esse turbilhão de sentimentos, não foi difícil concluírem que tanto a vinícola quanto seus quatro vinhos tintos (três ainda a serem lançados) deveriam orbitar em torno do amor sempre evocar essas emoções e desejos típicos de quem não se conforma e quer mais, tal qual os casais apaixonados.

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Logo, o nome Ávidos é uma  homenagem a quem anseia, a quem quer e não se contenta, sonha grande e corre atrás, de um amor, de uma conquista.

Apaixonado, para quem já alcançou o estágio seguinte, já sucumbiu à paixão, sendo esta realizada ou não, assim como o casal da lenda.

Anónimo, para não nos esquecermos do amor perdido que às vezes não mais se consegue sequer identificar, como o soldado da antiga lenda.

E, por fim, Amavio, palavra do português arcaico, quem sabe contemporânea dos  nossos apaixonados, usada para designar uma beberagem que favorece ao amor, ao entendimento, à sedução. Os dicionários antigos não esclarecem que beberagem era essa, mas, para nós, temos a certeza moral de que era o vinho!

NOTAS DE PROVA DO APAIXONADO

APAIXONADO 2016 ROSÉ 12,5% de volume alcoólico

O amor é cor-de-rosa, assim como esse Rosé, elaborado 100% com uvas da casta Touriga Nacional. A cor é linda, delicada e envolvente. Um rosa claro que não se parece com cereja e muito menos casca de cebola. Uma coloração única!

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No nariz é floral e frutado, com notas de morango e cerejas frescas. Possui boa acidez e final redondo de média persistência, pedindo mais um gole. Surpreendente para uma primeira safra! Realmente, apaixonante.

APAIXONADO TINTO 2014 – 13,7% de volume alcoólico

Segundo Plínio Simões, o ano de 2014, apesar de períodos de bastante calor e seca, teve na época da maturação das uvas, Agosto e Setembro, temperaturas amenas e alguma chuva, permitindo uma maturação dos açúcares e taninos bastante equilibrada. Estas condições permitiram fazer vinhos muito elegantes e equilibrados com boa acidez e taninos suaves.

O APAIXONADO TINTO 2014 possui coloração rubi intensa, com reflexos violáceos. Produzido com as castas Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinta Amarela, se expressa com aroma de frutas vermelhas maduras e um toque de especiarias. Apesar de ter estado por 16 meses em barrica de carvalho, o vinho é bem frutado e a madeira se apresenta de forma equilibrada, responsável por boa parte do “borogodó” do vinho que é, por si só, muito sedutor.

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De taninos sedosos, possui um final de boca persistente (contei mais de 8 segundos). Digo para vocês que até da minha parte foi amor à primeira vista, tendo sido inesquecível na comemoração do Dia do Sommelier, no último sábado, 3 de junho.


Enfim,  é muita inspiração junta para esse Dia dos Namorados! E se você quer conquistar alguém, trata-se de uma ótima motivação. Afinal, certamente vai impressionar o seu amor.

Por fim, como bem me disse o Plínio, da Ávidos Douro,

“Um conselho de amigo: se não queres terminar dona de vinhedos, não se aventure na região. No máximo, tome o Apaixonado, tinto ou rosé, ou o Ávidos, Anónimo e Amavio, quando chegarem. De preferência, junto com a cara metade.”

Pois é, Plínio. Esse conselho só me deu ainda mais vontade de visitar essa região tão mítica que somente os casais apaixonados compreendem. Quem sabe um dia não chego naquelas terras em companhia da minha cara metade numa viagem romântica, hein? Me aguardem!


ONDE COMPRAR NO RIO DE JANEIRO:

1) Casa Carandaí
Rua Lopes Quintas, 165 – Jardim Botânico

2) Candy da Barra
Av. Armando Lombardi, 800, Loja N – Barra

3) Delly Gil
Rua Gilberto Cardoso, 1, loja 8 – Leblon (Cobal do Leblon)

ONDE ENCONTRAR NO DOURO, EM PORTUGAL

1) DOC – Rui Paula
Estrada Nacional, 222
Armamar – Douro
Tel.: +351 25465-8123

2). Restaurante Papa Zaide
Provesende – Douro
Tel.: +351 254 731 899

3) Garrafeira Gato Preto
Av João Franco
5050-226 Peso da Régua – Douro
Tel.: +351 25431-3367

4) Doces da Puri
Beco do Jaime 30
5140-182 Parambos -Douro Superior
+351 278 685233
http://www.docesdapuri.com

5) Pousada Barão Forrester
Rua Comendador José Rufino
5070 031 Alijó – Douro
+351 25995-9215

6) Taberna da Helena
Av. Aquilino Ribeiro s/n
5140.058 Carrazeda de Ansiães – Douro Superior
+351 278 615 083

ONDE ENCONTRAR NO PORTO, EM PORTUGAL

1) DOP – Rui Paula
Palácio das Artes, Largo de S. Domingos 18
4050-545 Porto
+351 22 201 4313

2) Restaurante Casa da Foz – Antônio Guimarães
+351 226 177 636


ONDE DEGUSTAR NO RIO:

1) Laguiole
Av. Infante Dom Henrique, 85
Glória – Rio de Janeiro
+55 21 2517.3129 / 98744.8679
reserva@laguiole.com.br
http://www.bestfork.com.br/laguiole/adega.php

2) Giuseppe Grill Leblon
Av. Bartolomeu Mitre, 370
Leblon – Rio de Janeiro
contato@giuseppegrill.com.br
+55 21 2249.3055
http://www.bestfork.com.br/giuseppegrill/leblon/

3) Lorenzo Bistrô
Rua Visc. Carandaí, 2
Jardim Botânico – Rio de Janeiro
http://www.lorenzobistro.com.br
+5521 3114 0855


Um belo Dia dos Namorados com muito amor e vinhos! Tim-Tim!

Vinhos da Península de Setúbal Brilham no Copacabana Palace

Ontem estive em mais uma celebração ao vinho português no tradicional Hotel Copacabana Palace, aqui no Rio. E, sim, os amigos lusitanos devem ter muito orgulho de seus fermentados. Afinal, provei tantos rótulos sensacionais que poderia ficar horas aqui dissertando sobre a expressão de cada um deles.

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Para começar, todos os enoamigos mais queridos estavam presentes, desde as blogueiras Joana Rangel, Ana Borba e Tita Moraes, passando pelo Sommelier Marcelo Marques e sua bela e simpática esposa Patrícia Pacheco, até as maravilhosas confreiras do Amigas do Vinho, comandadas por Maria Lúcia Rodrigues.

Foi um encontro intimista, só para convidados – enófilos e profissionais do setor. Ou seja, o local estava povoado por aqueles que nutrem profunda paixão pelo néctar de Baco. E, realmente, os vinhos foram as grandes estrelas do evento.

PROFUSÃO DE CORES E SABORES

Entre as vinícolas e representantes presentes estavam Adega de Pegões,  Casa Ermelinda de Freitas, Herdade da Comporta, José Maria da Fonseca (sim, a Vinícola do icônico Periquita), Quinta Brejinho da Costa, Venâncio da Costa Lima e Quinta do Piloto, grande destaque, não só pela qualidade dos vinhos, mas também pelo carisma e atenção total do simpático Filipe Cardoso, também responsável pelos caldos da SIVIPA (Sociedade Vinícola de Palmela).

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Sérgio Coelho e o simpático Filipe Cardoso, da SIVIPA e Quinta do Piloto

E o que falar dos Vinhos? Foram Espumantes, Brancos, Tintos e Rosés, além dos famosos Moscatéis que, de tão versáteis, se transformaram num delicioso Welcome Drink para os convidados: uma versão de “Porto Tônico” elaborada com o Moscatel de Setúbal, com direito a gelo, água tônica e limão siciliano. Maravilhoso!

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Welcome Drink: Moscatel de Setúbal Tônico

O buffet ficou a cargo do Chef Executivo do Copa, David Mansaud, supersimpático e que fez questão de nos cumprimentar e receber nossos merecidos elogios. Sem dúvida foram comidinhas saborosas, que harmonizaram perfeitamente com os grandes vinhos presentes no evento.

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Com Cristina, amiga da ISG

PENÍNSULA DE SETÚBAL: TRADIÇÃO EM VINHOS PORTUGUESES

A demarcação da Região do Moscatel de Setúbal em 1907 comprova toda a tradição do lugar para a vitivinicultura, que simplesmente é um dos mais antigos de Portugal para essa finalidade. A existência de vinhas tanto em zonas planas, como nas encostas da Serra da Arrábida, deu origem a uvas capazes de produzir vinhos de muita qualidade, com personalidades únicas e que contribuíram imensamente para que a região se afirme cada vez mais no mapa vitivinícola de Portugal e do mundo. 

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O famoso néctar de Setúbal!

As castas mais plantadas desta região e que, de certa forma, traçaram o perfil do local, são a Castelão, Syrah, Aragonez (para as tintas e Moscatel de Setúbal) e Fernão Pires e Arinto, no caso das brancas. 

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA (I.G) DA PENÍNSULA DE SETÚBAL

D.O PALMELA: Abrangendo os conselhos de Setúbal, Palmela, Montijo e, ainda, a freguesia do Castelo, no conselho de Sesimbra, a Denominação de Origem (D.O) Palmela cobre a mesma área que a D.O de Setúbal, excluindo a produção de Moscatel. Nessa D.O são produzidos vinhos brancos, rosados, tintos, espumantes e licorosos, sendo que a estrela de Palmela é, sem dúvida, a varietal Castelão, exigida em pelo menos em 67% dos blends dos tintos. 

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D.O DE SETÚBAL: É a região dos famosos Moscatéis! Os vinhos dessa D.O são produzidos na mesma área demarcada de Palmela, mas se refere apenas aos vinhos generosos/licorosos conhecidos como Moscatéis de Setúbal. Existem dois tipos de vinhos fortificados com essa denominação: o produzido com a casta branca Moscatel de Setúbal e o fabricado com a casta rosada Moscatel Roxo (meus favoritos!), cuja presença deve estar em pelo menos 67% do lote, podendo, contudo, estar associadas a outras castas, como Arinto, Fernão Pires etc. Entretanto, a tradição acabou exigindo que tais vinhos sejam elaborados com 100% dessas duas varietais. Logo, as designações tradicionais de Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo de Setúbal só podem ser empregadas quando essas castas contribuíram com, no mínimo, 85% do mosto (suco de uva) utilizado na fabricação dos vinhos. 


Então é isso, galera da enofilia! Sem dúvida estamos na temporada dos eventos de vinhos. Para mim, trata-se da oportunidade perfeita de rever e fazer amigos, além de conhecer um pouco mais sobre a nossa amada bebida dos deuses. Tudo é bagagem. Tudo é aprendizado. E quando a gente se compromete em fazer o que ama, qualquer atividade vira prazer e vontade de melhorar mais a cada dia.

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Um brinde ao Conhecimento! Tim-Tim!

6 Dicas Para Aproveitar ao Máximo Uma Feira de Vinhos

Sem dúvida, 2017 é o ano dos eventos de vinhos em todo o país. E, logo que o friozinho começou a pintar por aqui, diversos produtores se mobilizaram para divulgar o nosso néctar junto aos consumidores brasileiros. Afinal, precisamos desenvolver uma cultura do vinho no Brasil.

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Por mais que o paladar dos enófilos esteja cada vez mais voltado para experimentar coisas novas, nosso consumo ainda está longe do ideal se comparado a o de outros países. Então, acho superválida a organização de eventos com o intuito de difundir o vinho, sobretudo o nacional. Sim, o Brasil produz rótulos belíssimos! E acredito que seja apenas questão de tempo para o brasileiro se apaixonar definitivamente pela bebida dos deuses. 

DEMOCRATIZAÇÃO DO VINHO

Por exemplo, atualmente, a maioria dos eventos que está rolando aqui no Rio de Janeiro é aberta ao público. Ou seja, qualquer um pode adquirir um ingresso e conferir os rótulos de vinícolas e importadoras. Pensando nisso, hoje trouxe para  vocês algumas dicas preciosas para aproveitar ao máximo cada segundo de uma feira de vinhos. Vamos lá!

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1- INFORME-SE SOBRE O EVENTO E AS VINÍCOLAS PARTICIPANTES

Há eventos de vários portes, mas em todos você vai se deparar com stands de produtores e importadores com vinhos para você conhecer e degustar. Logo, para otimizar o tempo, é essencial estar bem informado sobre as empresas participantes. Assim, você já chega com uma ideia dos exemplares mais interessantes. Sem uma pesquisa prévia, é bem capaz de você deixar passar grandes rótulos e se arrepender depois, “Puxa, não provei o vinho X”.

2- ATENTE-SE PARA O HORÁRIO

Todas as feiras possuem seus horários de pico nos quais é maior o número de pessoas circulando. Por isso, se você é consumidor e o seu objetivo for apenas o de degustar os rótulos, vale à pena chegar cedo, quando tudo é mais silencioso e os stands estão vazios. Essa hora é perfeita para conhecer melhor uma vinícola e tirar dúvidas com os representantes sobre determinado vinho. A maioria dos eventos começa na parte da tarde, por volta das 14h, 15h. Sem dúvida, é o melhor horário para chegar e aproveitar. 

3- ORDEM DE DEGUSTAÇÃO

Os eventos não deixam de ser uma grande degustação em formato descontraído, onde é possível conhecer os rótulos e conversar com outros apaixonados pelo néctar de Baco. Por isso, para ser bacana mesmo, vale respeitar a mesma ordem que você teria em uma degustação de amigos. Comece pelos espumantes, em seguida brancos, tintos leves e finalize com tintos mais encorpados. Assim, você percebe cada nuance olfativa e gustativa, ao passo que nenhum exemplar mascara o que o outro tem de melhor e vice-versa. Deixe os vinhos fortificados e os de sobremesa para o gran finale. Vale muito mais a pena!

4- UM COPO DE ÁGUA PARA CADA TAÇA DE VINHO

A maioria das feiras conta com “descartes”, aqueles recipientes próprios para você devolver o restante do vinho que não bebeu. Mas sabe aquele rótulo que você amou e tem pena de descartar? Se for realmente degustar esses vinhos até o fim, vale se hidratar muito! Portanto, após cada taça de vinho que você ingerir até o final (mais ou menos 50ml), beba um belo copo d’água. Desta forma, você evita a perda de sensibilidade e prolonga sua integridade organoléptica e motor.

5-  LEMBRE-SE DE PEDIR OS CONTATOS DAS VINÍCOLAS QUE VOCÊ MAIS GOSTOU

Outra grande vantagem de participar de uma feira de vinhos é a de conhecer a fundo os produtos de determinada vinícola ou importadora por meio de seus representantes diretos. Estes podem ser enólogos, sommeliers, distribuidores etc. Então, aproveite para conhecer cada rótulo e tirar todas as dúvidas, sem medo. O profissional está lá justamente para isso. Pegue as garrafas dos vinhos que você mais gostou e tire uma foto do rótulo, sem inibição. Assim você terá munição suficiente para desfrutar novamente da bebida quando for adquiri-la nos pontos de venda.

6- COMPARTILHE SUAS EXPERIÊNCIAS

As redes sociais estão a cada dia exercendo um maior poder de influência. Logo, vale compartilhar suas experiências durante o evento com fotos, conselhos e opiniões. Todo mundo gosta de uma indicação de um amigo sobre determinado vinho. Desta forma, você incentiva seus amigos a também entrarem no mundo do vinho e a compartilhar essas experiências com você. E desfrutar de um bom rótulo sozinho é, sem dúvida, muito chato. Por isso,

  • Use a Hashtag do evento nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter…).
  • Marque seus amigos que curtem um bom vinho.
  • Use a hashtag das vinícolas e/ou importadoras favoritas.
  • Compartilhe informações sobre o evento nas redes.

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Então é isso, enoamigos! A agenda de feiras viníferas está bombando nos 4 cantos do Brasil e se você ama vinhos, aconselho a ir a pelo menos em uma para saber como é na prática. Informe-se sobre a organização do evento, convoque os amigos e curtam juntos essa experiência.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Dirceu Scottá Fala Sobre Dal Pizzol e os Desafios do Vinho Brasileiro

Na última quarta-feira, 10/05, estive no Pow Boteco Espumante, comandado pelo amigo Luiz Fernando Macedo, para a palestra do Dirceu Scottá, Presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e enólogo da Vinícola Dal Pizzol, tradicionalíssima e localizada na Rota das Cantinas Histórias no Distrito de Faria Lemos, no Rio Grande do Sul.

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Com Dirceu Scottá e os amigos Beatriz Machado, Luiz Fernando Macedo e Fábio Cunha

POW BOTECO ESPUMANTE 

Para começar, fiquei totalmente encantada pelo Pow. Localizado na Lapa (Rua do Senado, 41), o lugar é puro deleite para os amantes do espumante nacional. Sim, pois a casa dispõe de uma carta maravilhosa, munida com os melhores rótulos do nosso terroir, incluindo belezinhas das vinícolas Pizzato (que assina o delicioso espumante com a marca da casa), Miolo, Hermann, Dal Pizzol, Geisse, entre outras. Logo que cheguei, encontrei dois amigos, o Fábio Cunha, do curso de Wine and Business da FGV, além da bela e simpática Beatriz Machado, da Wine and Travel Enoturismo.

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Além de ter a missão de divulgar e fomentar o espumante brasileiro, o Pow ainda conta com uma extensa programação que inclui música ao vivo, palestras, mini-weddings (para quem deseja celebrar o casamento só com os íntimos), karaokê e happy hour. Tudo para reunir a galera apaixonada por borbulhas! Sem falar que a casa está com altos projetos, entre eles, a Academia Brasileira do Espumante, além de outros cursos de especialização em Vinhos, Azeites, Queijos, Chocolates… ou seja, de tudo o que há de melhor no mundo da enogastronomia.

O Luiz Fernando apresentou, ainda, o renomado Duda Ribeiro, Chef que promete agitar ainda mais a cozinha do Pow com delícias sob medida para acompanhar a temática efervescente do local. 

DIRCEU SCOTTÁ E OS ESPUMANTES DAL PIZZOL

Enfim, fomos conduzidos ao segundo andar da casa, onde Dirceu Scottá nos aguardava para falar sobre a Vinícola Dal Pizzol, da qual é nada mais nada menos que enólogo-chefe. Scottá começou abrindo nossos horizontes sobre a história da vitivinicultura no Brasil, que começou em 1878 com os imigrantes italianos, entre eles a Família Dal Pizzol que, inicialmente, fazia parte de uma cooperativa, até plantar suas primeiras videiras em 1940. E, em 1978, centenário da vinícola, foi lançado o famoso Cabernet Franc “Do Lugar” até hoje um dos seus maiores bestsellers.

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DEGUSTAÇÃO DE ESPUMANTES 

Em seguida, iniciou-se a degustação dos belos espumantes Dal Pizzol, por ordem de peso (do rótulo mais leve até o mais substancial). Começamos com o Brut Charmat (60% Chardonnay e 40% Pinot Noir). Com aromas cítricos e nuances de mel e abacaxi, é uma mistura de várias safras.

Aliás, nessa hora o Scottá nos explicou que uma das lutas da Ibravin é a de que espumantes que contenham pelo menos 85% de uvas da mesma safra sejam rotulados com o ano da colheita, ocorrendo, assim, uma maior padronização. Esse Brut possui 12g/l de açúcar, estando bem de acordo com o paladar do brasileiro, que em sua maioria prefere exemplares com um pouco mais de açúcar residual.

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Já o Rosé Charmat (60% Pinot Noir e 40% Chardonnay) possui seu vinho base macerado com as cascas, retirando o máximo de coloração da Pinot. E que cor! O rosé possui uma tonalidade casca de cebola intensa que eu amo em vinhos desse estilo. A garrafa é transparente. Então, amigos, vocês já podem imaginar o quanto fica bonito!

Trata-se de um rótulo muito agradável, com notas de frutas vermelhas, flores e um toque cítrico. Apesar do preconceito com os vinhos rosés ter sido discutido nesse momento, por experiência própria, sinto que isso tem mudado. Afinal, um dos artigos mais acessados daqui do blog é o 5 Pratos Para Acompanhar Um Vinho Rosé. Sucesso absoluto!

Então, chegamos na parte que eu mais gosto: a dos espumantes elaborados pelo método tradicional champenoise, extremamente gastronômicos!

O Brut Tradicional fica 18 meses em contato com as leveduras na garrafa e a segunda fermentação leva em torno de 30 dias para acontecer. Nele, encontramos nuances totalmente diferentes, como torrefação, amêndoas e frutas mais complexas, em virtude do contato com as leveduras. Ah, e aquele cheirinho de pão saído do forno que os amantes do espumante conhecem bem. 

Além disso, esse Brut já é mais seco que o Charmat, visto que contém apenas 7g/l de açúcar. Por isso, deixa a boca mais enxuta, com mais estrutura e um belo final.

COMPLEXO ENOTURÍSTICO DAL PIZZOL

Antes de nos apresentar o gran finale, Scottá falou sobre o Ecomuseu da Cultura do Vinho, localizado numa área de 8 hectares em meio à vinícola. Nele, é possível conhecer arados e utensílios utilizados pelos imigrantes italianos, além de um espaço sob medida para a diversão da garotada.

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Ecomuseu da Cultura do Vinho

CONCEITOS DA VINÍCOLA

Aliás, vale lembrar que a Dal Pizzol conta com vinhos 100% varietais, com exceção dos espumantes, produzidos em pequenos lotes, a fim de preservar o máximo de sua qualidade. A vinícola acredita ainda na não-intervenção do carvalho, produzindo caldos modernos, com total expressão da fruta, alinhando-se ainda mais com o estilo dos Vinhos do Novo Mundo e a tendência mundial de exemplares mais frutados e com menos madeira.

Segundo Scottá, outro projeto da Ibravin é o de tornar obrigatório na rotulagem se o vinho foi adicionado de carvalho (com o uso de chips, dominós etc.) ou envelhecido em barris de carvalho. Tais informações atualmente são praticamente inexistentes nos rótulos, confundindo totalmente os consumidores. 

O GRAN FINALE: DAL PIZZOL NATURE 40 ANOS 

Para fechar as degustações com chave de ouro, nos foi servido o Dal Pizzol Nature, parte integrante das 3 mil garrafas produzidas para a comemoração dos 40 anos da vinícola. Sem dúvida, foi um dos pontos altos da noite.

O Nature (60% Pinot Noir e 30% Chardonnay) chegou carregado de um nariz imponente, com notas de pão, pêssegos maduros, avelãs e amêndoas. Possui estrutura marcante, elegância e finesse e pode continuar evoluindo perfeitamente na garrafa.

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Segundo Dirceu Scottá, esse champenoise harmoniza totalmente com a nossa brasileira feijoada. Confesso que quando ele falou isso combinei os aromas na minha cabeça e logo me deu água na boca. Sem falar que a garrafa é linda de viver. Uma verdadeira joia! Possui apenas 1,5g/l de açúcar, no estilo dos melhores champanhes do mundo.

Scottá falou, ainda, sobre outros desafios do vinho nacional, sobretudo com relação à vontade política, praticamente inexistente, de transformar o nosso vinho em alimento, difundindo sua cultura por aqui e fomentando, assim, o mercado interno.

A própria logística entre os estados (para transporte das garrafas) já se mostra como um obstáculo, sem falar na falta de incentivos e tributação altíssima, que encarece os nossos vinhos frente aos rótulos de outros países. 


Então é isso, enoamigos, foi uma honra estar presente nesse encontro e aprender um pouco mais sobre os vinhos da nossa terra com uma das grandes figuras do cenário vitivinícola brasileiro.

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Parabéns ao Luiz Fernando Macedo e toda a equipe do Pow Boteco Espumante por difundir a cultura do vinho nacional e organizar uma noite, sem dúvida, memorável.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Mais Do Que Nunca O Vinho Nacional é COISA NOSSA!

Amigos, na última quinta-feira, 4/05, tive a honra de participar de uma verdadeira festa do vinho brasileiro. O evento “Coisa Nossa Vinhos e Etc” agitou o Novotel de Botafogo (RJ) com enófilos apaixonados, imprensa especializada e profissionais do ramo de bebidas e gastronomia. Sucesso absoluto!

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Logo no início, já esbarrei com muita gente bacana que eu só conhecia virtualmente, como os queridos colegas Joana Rangel (Blog Divina e Vinho), Ana Borba (Blog Da Água Para o Vinho) e Fernando Lima (Vinhos com Fernando Lima), além do amigo Fábio Dobbs (Além da Taça).

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Olha só eu com a Joana Rangel (Divina e Vinho) e o simpático Nicola, da Le Chateaux Laurentia.

DESTAQUES BRASILEIROS 

Após um bate-papo com a galera, degustamos algumas pérolas do nosso terroir. Primeiro da Serrado Vinhos (Tijuca – que se destaca pelos exemplares da vinícola catarinense Villa Francioni), em seguida Vinícola Pericó (também catarinense), Cave Nacional (e-commerce do amigo Marcelo Rebouças, que trouxe para o evento nada mais nada menos que o badalado Maria, Maria Syrah da vinícola mineira de mesmo nome), Routhier & Darricarrère, Cattacini Vinhos, Vinum Rio (que só vende vinhos finos nacionais, como o rótulo Don Laurindo), Grupo Miolo (com vários rótulos de prestígio, como o espumante Millésime, Quinta do Seival – tinto e o maravilhoso Alvarinho), a mineira Luiz Porto, Decanter (com os rótulos da Hermann e Quinta da Neve), Lidio Carraro, Pizzato (amei o espumante Brut Champenoise deles!), entre outras.

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Outro destaque ficou por conta da Vinícola Le Chateaux Laurentia, com seu espumante  Brut elaborado com as uvas Montepulciano e Nebbiolo. Uma surpresa maravilhosa!

VINHO MINEIRO

Eram muitos rótulos e infelizmente não consegui degustar todos. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a forte presença dos mineiros, certamente por suas vinícolas terem uma grande aceitação aqui no Rio de Janeiro.

O “Maria, Maria Syrah”, exposto no stand da Cave Nacional, foi responsável por um dos maiores reboliços do encontro. Tudo porque se trata de um  vinho de produção pequena e muito elogiado (seu nome é sim, uma homenagem ao grande cantor e compositor Milton Nascimento).

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Já a Luiz Porto Vinhos Finos (Cordislândia-MG) nos brindou com uma palestra memorável, proferida pelo Diretor da Vinícola, Luiz Roberto Porto Júnior (em breve teremos um artigo exclusivo sobre ela, visto que foi realmente muito bacana!), que falou principalmente a respeito das particularidades do terroir mineiro e da técnica de poda invertida, através da qual a colheita das uvas é realizada no inverno. Da vinícola, degustamos os vinhos da linha Dom de Minas (Merlot e Cabernet Franc), assim como o belo espumante Luiz Porto Brut.

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Luiz Roberto Porto Júnior, Diretor da Luiz Porto Vinhos Finos.
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Dom de Minas Cabernet Franc: surpreendente a estrutura!

PALESTRAS

Também tive oportunidade de prestigiar a palestra Panorama do Mercado de Vinhos Brasileiro, com o brilhante escritor Rogerio Dardeau, autor do aclamado livro “Vinho Fino Brasileiro”.  Expert em terroir nacional , Dardeau falou, entre outros assuntos, sobre as novas regiões vinícolas brasileiras, bem como as particularidades de cada uma, incluindo Microclima, Denominação de Origem (Vale dos Vinhedos) e Indicação Geográfica. Ao longo da palestra, degustamos rótulos de algumas vinícolas, como o Chardonnay 2015 da Pizzato e o Chenin Blanc da Catacini, elaborado em parceria com a Vinícola Miolo.

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Rogerio Dardeau: uma aula sobre o Vinho Nacional

Valdiney Ferreira, professor do curso de Wine Business da Faculdade Getúlio Vargas, ministrou a palestra “Vinhos do Brasil – Do Passado Para o Futuro”. Me chamou a atenção os números de vendas e consumo do mercado brasileiro, assim como a criação das primeiras cooperativas nos anos 30. Enfim, o Brasil ainda exporta pouco frente a outras regiões vinícolas e tem tudo para que seu vinho ocupe um lugar de prestígio no mundo.

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Durante a palestra, degustamos alguns rótulos, entre eles o Espumante Brut Rosé da Luiz Argenta (100% Pinot Noir), o Alvarinho Quinta do Seival, da Miolo (Maravilhoso!) e o Agnus Tannat, da Lidio Carraro (destaque na Expovinis 2016). DETALHE: todos os vinhos foram servidos às cegas, para a gente descobrir. Ou seja, é sempre uma experiência muito bacana. 

GASTRONOMIA

O Coisa Nossa também contou com o que há de melhor na gastronomia. Não consegui resistir aos croissants e biscoitinhos da Blé Patisserie (de Itapaiva). O Francisco Patitucci, um dos sócios,  foi supersimpático com todo mundo. Me atrevo, ainda, a elogiar os macarrons. Maravilhosos e muito bem-feitos!

Outro destaque ficou por conta dos queijos artesanais da capixaba Orolatte e da mineira Serra das Antas (meus amigos sabem que não resisto ao queijo tipo Reblochon da marca). Enfim, tudo de primeiríssima qualidade, muito a ver com o clima do evento, que ainda contou com música ao vivo e muita gente bonita e engajada no mundo do vinho.


Então é isso, gente! Podem ter certeza que ao longo do ano ainda teremos muitos outros eventos em homenagem ao vinho nacional. Sim, é uma forma de divulgar o nosso néctar não só internacionalmente como também para o mercado interno. Afinal, os consumidores brasileiros ainda não se familiarizaram totalmente com os nossos vinhos, que não ficam devendo aos de nenhuma outra região vinícola ao redor do mundo.

Sem dúvida, todos os organizadores do Coisa Nossa estão de parabéns! É o tipo do evento que cumpre perfeitamente o papel de difusão da cultura do vinho.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Wine Drinks: Sangria Rosé Para Animar o Dia!

Amigos, hoje cheguei com mais um post da série “Wine Drinks”, que é sucesso total entre os viníferos. E quando me deparo com algo diferente e delicioso, o que faço? Corro para dividir com vocês!

Natasha David, co-proprietária do famoso bar Nitecap, em Nova Iorque, criou esse sofisticado wine drink graças à sensibilidade de combinar elementos que harmonizam perfeitamente entre sim.

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Quem me conhece sabe que não resisto a um bom néctar rosado. Além disso, faz tempo que estava à caça de um drink refrescante com Rosé, algo diferente e ao mesmo tempo clássico, como uma típica sangria! Essa é perfeita e fica linda na jarra. Funciona bem  tanto no encontro romântico quanto num bate-papo animado com os amigos.

Caderninho em mãos? Então, bora anotar a receitinha:

SANGRIA ROSÉ

Ingredientes:

  • 250ml de vinho rosé seco (Cor cereja (mais encorpado) ou salmão (ao estilo da Provence), tanto faz). 
  • 120ml de Lillet Rosé
  • 120ml de Chá de Hibisco (eu prefiro o chá de verdade, feito pela infusão das flores desidratadas)
  • 60ml de Suco de Limão Siciliano fresco, espremido na hora. 
  • 60ml de Xarope de Açúcar (basta misturar água com açúcar em fogo (médio) até que o mesmo se dissolva). 
  • 30 ml de Aperol
  • Gelo
  • 200ml de Club Soda 
  • Rodelas de laranja, limão siciliano e morango para decorar. 

Modo de Fazer:

Numa jarra, misture o vinho rosé, Lillet, Chá de Hibisco, Suco de Limão, Xarope de Açúcar e Aperol. Coloque o gelo e mexa bem. Adicione o Club Soda e as Frutas. Sirva, de preferência, em copos congelados. 


Como ainda é sexta, temos tempo suficiente para sair em busca dos ingredientes da sangria, ideal para animar o seu fim de semana! Sem falar que é uma ótima forma de variar o jeito de curtir um belo Vinho Rosé em ótima companhia!

Até a próxima!  Bom Fim de Semana! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referência: Food & Wine.com