(Chile) Viña Emiliana: Linda, Orgânica e Biodinâmica

Em minhas andanças pelo Chile, acabei conhecendo uma bela vinícola no Valle de Casablanca. E não é qualquer uma! Essa possui uma proposta muito bacana e sustentável, que eu só tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto na prática.

Emiliana_1_eu
O dia bonito colaborou para o sucesso do passeio!

A Emiliana é orgânica, na medida em que produz seus vinhos com o mínimo de intervenções, como uso de pesticidas, fertilizantes, entre outros. Tudo na base da natureza! E biodinâmica, porque faz uso desses mesmos recursos naturais para driblar as dificuldades e tomar decisões a respeito da saúde das vinhas.

O TOUR PELA EMILIANA

Ao reservar a visita na vinícola, através do site, optei pelo Tour Orgânico, o mais simples que não tinha degustação do Gê, vinho-ícone da vinícola. Chegando lá, encontramos um grupo muito bacana, que incluía muitos brasileiros e alguns australianos.

WhatsApp Image 2017-08-13 at 19.33.46

O lugar é lindo e tivemos a sorte de pegar um dia perfeito, de sol, apesar do frio intenso, típico do inverno. Como o tour foi pela manhã, havia, ainda, uma certa nebulosidade, mas nada que comprometesse o lugar e as fotos.

Nossa guia foi o Wilson, um chileno muito simpático e solícito, que falava um português ótimo. Logo de início, ele nos mostrou os vinhedos e todos os “personagens” que fazem parte desse grande ecossistema. Cada elemento tem sua função na saúde das videiras.

WhatsApp Image 2017-08-13 at 19.33.47
Nosso guia, Wilson, tirando todas as dúvidas, em portuñol e inglês. 🙂

Os galos, as galinhas, a vegetação rasteira no entorno das vinhas (no centro das espaldeiras), os gansos e até as alpacas (da família das llamas) contribuem muito para o controle natural de pragas, de acordo com a proposta orgânica do vinhedo.

WhatsApp Image 2017-08-13 at 19.33.46 (1)
Dando uma espiadinha do galinheiro: animais superimportantes para a sáude das vinhas.

E todo esse conceito se traduz de forma muito clara nos vinhos da Emiliana, que tivemos a oportunidade de degustar ao final do tour.

PROPOSTA ORGÂNICA E BIODINÂMICA 

Logo de cara, o Wilson nos explicou que a vinícola precisou de três anos para se adaptar totalmente ao estilo orgânico de produção. Tanto que durante esse tempo, a mesma não produziu vinhos. Tudo porque a legislação é muito criteriosa quando se trata de certificar vinhedos orgânicos, com um selo que atesta a sua autenticidade.

vinhedo_emiliana_geral

Nesse momento “sabático”, é como se as vinhas, anteriormente tratadas da forma tradicional, se limpassem para deixar tudo o mais natural possível.

VINÍCOLA ORGÂNICA 

Sendo assim, atualmente cada um dos vinhedos da Emiliana é um fiel reflexo dessas práticas orgânicas, que se baseiam em fomentar a biodiversidade e a ausência de pesticidas, herbicidas e fertilizantes sintéticos, a fim de produzir alimentos mais saudáveis.

alpacas
As lindas alpacas (da família das llamas). Minha pequena amou!

Através desse tipo de agricultura, é possível cuidar da terra e evitar problemas ambientais a longo prazo, melhorando a qualidade das uvas e, por consequência, dos vinhos que delas se originam.

AGRICULTURA BIODINÂMICA 

A biodinâmica é uma forma integral e compreensiva de agricultura orgânica que zela pela saúde do planeta por meio do cultivo regenerativo. Trata-se de uma ideia meio diferente de se enxergar o processo e muita gente acha que é “coisa do outro mundo”. Mas a natureza é tão simples que vocês nem imaginam!

Na visão da Emiliana, é fundamental respeitar os princípios básicos da agricultura biodinâmica e, segundo o Wilson, até hoje isso tudo tem dado supercerto na vinícola. Entre esses preceitos, está o fato de que o campo é um ser vivo que tem seu próprio tempo. A intervenção do homem não deve de forma alguma alterar o equilíbrio biológico natural do campo, mas, sim, trabalhar para mantê-lo.

uva_curso_agricultura
Agricultura biodinâmica é natureza pura se refletindo nos vinhos.

Com isso, através da compreensão dos ciclos e ritmos do sol, da lua, dos planetas e suas influências, programa-se as diferentes atividades e trabalhos agrícolas através do calendário biodinâmico, resultando na obtenção de maior qualidade do produto final, ou seja, dos vinhos!

Para o sucesso de todo esse processo, deve-se fomentar a interligação entre os reinos mineral, vegetal e animal, através do uso de preparados homeopáticos biodinâmicos que são adicionados ao solo. O Wilson mostrou alguns para a gente e achei muito interessante. Ou seja, todo o cuidado com a saúde das vinhas é feito através dos recursos naturais e isso é muito bacana mesmo!

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS DA EMILIANA

Ao final do tour fomos em direção a uma sala de degustação com uma mesa enorme e uma bela vista para os vinhedos. Lá, o Wilson fez conosco uma degustação dirigida de quatro vinhos deles, incluindo um dos mais famosos, o blend Coyam. Vamos aos rótulos:

Vinhos_Emiliana
Ótima seleção de vinhos na degustação final do tour

1- Novas Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014: como sempre, tudo começa com um leve e fresco Sauvignon Blanc. Notas cítricas e muito agradável, é perfeito para um dia quente na beira da piscina ou curtindo uma praiana. Ou seja, a cara do Rio! Combina com Ceviche e Queijo de Cabra. Os clássicos!

2- Adobe Chardonnay Reserva 2016: ótimo Chardonnay Reserva, como sempre, foi o preferido do marido, que é fã dos brancos dessa casta. Boa tipicidade! Versátil, vai superbem com um belo fondue de queijo ou geladinho num dia quente de verão. Esse é facilmente encontrado nos supermercados por aqui. Amei!

3- Novas Gran Reserva Carmenère e Cabernet Sauvignon 2014: esse blend me surpreendeu muito positivamente. Muita complexidade para um rótulo despretensioso. Aromas de cassis e frutas negras muito presentes. Taninos sedosos, muito agradável. Delícia para acompanhar pratos a base de carne bovina de cortes mais leves. Aliás, achei que ficaria ótimo com fondue de carne. Excelente!

vinhos_taças
Vinhos da degustação, nas taças (da esquerda para a direita): Sauvignon Blanc, Chardonnay, Corte de Carménere e CS e o famoso Coyam.

4 – Coyam 2014: produzido no Valle do Colchágua, o Coyam é um dos carros-chefes da Emiliana e superconhecido pelos enófilos ao redor do mundo. Trata-se de um blend de Syrah(34%), Merlot(31%), Carménère(17%), Cabernet Sauvignon(12%), Malbec(3%) e Mouvédre(3%). Uma mistura rica em aromas e complexidade, com destaque para notas de frutas negras maduras, defumadas, de chocolate e toques minerais. Encorpado, mas de taninos sedosos, possui boa presença e persistência. Sem dúvida, foi o meu favorito para aquele dia superfrio. É um vinho que acompanha bem carnes de caça, como javali e cordeiro. Santé!


Para quem tem a curiosidade conhecer um vinhedo orgânico e biodinâmico, certamente esse passeio é obrigatório e tem tudo para agradar adultos e crianças. Minha pequena amou ver os bichinhos. Foi um dia muito especial!

vinhedo_emiliana_da_sala
Belíssima vista da sala de degustação. Cenário perfeito!

Você também pode visitar a Emiliana em sua sede, no Valle de Casablanca, com agendamento prévio pelo site da vinícola. 

 

No Brasil, os vinhos da Emiliana se encontram à venda nos sites da Vino Mundi e World Wine

emiliana_degustação_eu

Então é isso, enoamigos! Alguns viníferos estão me enviando mensagens pedindo dicas para o Chile. Estou respondendo aos poucos e, sim, adoro dar sugestões de passeios, ainda mais quando se trata de um lugar que eu curti tanto!

Bons vinhos! Ótimas viagens! Tim-Tim!

Anúncios

Vinho & Saúde: 9 Motivos Para Adotar o Vinho Como Estilo de Vida

Sim, você não leu errado! Certamente os apaixonados pelo néctar  já adotaram o fermentado como estilo de vida. Ou seja, é comum ver a galera da enofilia sair para degustar vinhos com os amigos, isso quando não estão em casa cozinhando com vinhos ou arrumando as garrafas na adega. Mas o que muita gente ainda não se deu conta é que, além de ser delicioso e ativar os sentidos, a bebida dos deuses ainda faz superbem para saúde. 

Então, se você ainda não optou por degustar uma tacinha, seja diariamente, durante as refeições, ou junto dos amigos no fim de semana, dá só uma olhada em todos os benefícios que o vinho pode trazer para você:

1. REDUZ O RISCO CARDÍACO

Diversos estudos realizados ao longo dos anos constataram que o consumo moderado de vinho ajuda a manter o coração saudável, fazendo com que o colesterol não se deposite nas artérias. Logo, o consumo de equilibrado do fermentado é perfeito para prevenir doenças cardiovasculares.

heart-176879_640

Há, ainda, pesquisas que mostram que o vinho tinto reduz o desenvolvimento da aterosclerose por conta de seus benefícios anti-inflamatórios e ajuda a reduzir o colesterol ruim. 

2. RETARDA O ENVELHECIMENTO

O vinho contém polifenóis, que são partículas antioxidantes poderosas que ajudam a oxigenar as células, liberando estresse. Já o famosos resveratrol inibe a lipoproteína de baixa intensidade, melhorando as plaquetas. O resultado disso? Uma pele mais saudável e com aparência jovial por muito mais tempo. 

dinner-2021656_640

3- AJUDA A REDUZIR A ANEMIA

O vinho conta com substâncias que contribuem para a redução da anemia no sangue. Entre os oligoelementos encontrados na bebida estão o Lítio, Zinco, Magnésio, Potássio, Cálcio e Ferro.

wine-340493_640

4 – FORTALECE OS OSSOS

Conforme citamos anteriormente, o vinho contém cálcio, que ajuda a fortalecer os ossos. Portanto, o néctar é um poderoso aliado contra a osteoporose. Estudos recentes têm mostrado que o consumo moderado de vinho previne a perda óssea.

uvas-vino

5 – PREVINE A DEMÊNCIA SENIL E O MAL DE ALZHEIMER

O resveratrol presente no vinho impede a formação de placas no cérebro. Sendo assim, algumas pesquisas em idosos têm constatado que pessoas acostumadas a beberem 1 taça de vinho (150ml) ao dia, durante uma das refeições, se saem melhor em testes de memória. 

grapes-2520999_640

6 – REDUZ HEMORROIDAS E VARIZES  

O vinho contribui para o fluxo sanguíneo, evitando a formação de coágulos. Logo, isso ajuda a prevenir hemorroidas e varizes. Diante desta informação, acaba de passar pela minha cabeça que no caso de nós mulheres, é possível que o vinho auxilie, inclusive, na prevenção da celulite.

wine-1978545_640

7 – CONTROLA INFECÇÕES URINÁRIAS

Os componentes presentes no vinho ajudam a eliminar até 85% das bactérias que afetam o trato urinário, impedindo a formação de infecções.

wine-2490636_640

8COMBATE ALERGIAS E ASMA

A quercetina, encontrada no vinho, auxilia na liberação da histamina das células, evitando diversos tipos de reações alérgicas.  

wine-glasses-2403116_640

9 – MELHORA A DIGESTÃO

Os taninos encontrados no vinho tinto provocam o aumento da salivação, que é essencial para que os alimentos sejam bem digeridos pelo organismo. 


 

Então é isso, enoamigos! Mais 9 motivos para degustar e amar ainda mais os nossos amados vinhos. Porém, EQUILÍBRIO, SEMPRE! Os especialistas aconselham o consumo de 1 taça (150ml) por dia, de preferência acompanhando uma refeição.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

Notas de Prova: O Maravilhoso Corcéis Tannat, da Vinícola Helios

Gente, até que enfim provei a amostra do famoso Corcéis Tannat 2010, que recebi da Vinícola Helios. E vou falar uma coisa aqui para vocês: o rótulo superou as minhas expectativas e olha que eram muitas, pois toda a galera do vinho já tinha me intimado a experimentar o Corcéis.

Imagem1

RÓTULO LINDO

Eis um fato sobre mim que só os amigos íntimos sabem – Sou apaixonada por cavalos! E isso desde que conheci o marido, há quase 20 anos atrás. Afinal, desde criança ele já mandava muito bem nas rédeas. Por isso, durante esse tempo, tive a oportunidade de conhecer e interagir um pouco mais com esses animais fantásticos.

 

E o rótulo do Corcéis traduz totalmente essa ideia de espírito livre e selvagem que só têm os cavalos ainda jovens, que precisam ser domados, ou seja, “amansados”, como o pessoal diz. Ou seja, o rótulo é muito bonito e elaborado com muito esmero pela vinícola.

Como já falei por aqui, os vinhos da Helios têm seus nomes inspirados na mitologia grega. O Corcéis, seria o 4º rótulo dessa trajetória.

O número 4 ficou representado pelo vinho Corcéis Tannat. Percorria o cosmo num carro de fogo ou numa taça gigantesca de incrível velocidade, porque era puxada por Quatro fogosos corcéis: Pírois, Eóo, Éton e Flégon.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Rubi-escuro, com reflexos granada. 

OLFATIVO: O início é bem frutado, com nuances de framboesa, mirtilo, ameixa, entre outros frutos vermelhos e negros. Em seguida, entram notas de chocolate e baunilha, acredito que devido ao amadurecimento em barricas de carvalho. Porém, a madeira é bem sutil, pouco se nota. 

GUSTATIVO: Em boca, possui ótimo equilíbrio entre álcool, acidez e taninos. Sabe aquela sensação de boca limpa, que só uma boa adstringência proporciona? Então! É bem típica do Tannat e exatamente o que eu esperava desse rótulo. Possui final redondo e ótima persistência (contei 7 segundos). 

20121272_10212639676244715_9146851925760101718_o

HARMONIZAÇÃO: É um vinho que pede gordura e pratos substanciais. Acompanha superbem um bom churrasco, com direito a linguiça, costela e aquela picanha suculenta. Porém, também pode ser o par perfeito para carnes de caça, como cordeiro, javali, entre outros exemplares mais exóticos. 

A VINÍCOLA HELIOS

Criada em 2014, a Helios é uma empresa jovem, mas com objetivos bastante ousados, visto que pretende se tornar uma das cinco principais marcas de vinhos finos nacionais. Isso mesmo! A Helios é uma vinícola brazuca, sediada em Monte Belo do Sul (RS), com parcerias comerciais nas regiões Sul e Sudeste do país, com destaque para as cidades de São Joaquim (SC) e Guaporé (RS).

Mais do que produzir vinhos, a Helios deseja estar associada a todos os momentos inesquecíveis daqueles que apreciam um bom fermentado. Afinal, vinho é celebração, estar junto e misturado!


Resumo da ópera: esse VINHO TEM PODER! É do tipo que chega chegando e, ao mesmo tempo, encanta o paladar. Quero repeteco sim! Aliás, o amigo Marcelo Rebouças, da Cave Nacional, vende esse vinho tanto na loja virtual quando em seu Restobar, em Botafogo. Vale juntar os amigos para degustá-lo, pois não decepciona!

FICHA TÉCNICA DO CORCÉIS TANNAT 2010

ORIGEM: Guaporé – Serra Gaúcha – RS.

PRODUTO: Helios Corcéis Tannat.

SAFRA: 2010.

TIPO DE UVA: 100 %Tannat.

GRAU ALCOÓLICO: 13,0%.

ALTITUDE: 710 metros.

CLIMA: Temperado.

SOLO: Profundo, argiloso-arenoso e fértil.

SISTEMA DE CONDUÇÃO: Tipo “Y”.

PRODUÇÃO: 3,0 kg por planta (vinhedos pastoreados por ovelha).

ÉPOCA DA COLHEITA: Fevereiro de 2013.

COLHEITA: Manual com seleção de cachos.

DESENGACE: Seleção total da uva.

FERMENTAÇÃO: Aço inox com controle de T°C.

MACERAÇÃO: Longa (3 semanas).

BARRICA: 12 meses carvalho francês.

ENGARRAFADO: Julho de 2014.

NÚMERO DE GARRAFAS: 2.000 garrafas.

LOTE: 01.

ESTILO: Vinho tinto concentrado de bom potencial de guarda.


Enoamigos, se você é fã de Tannat e nunca provou um genuinamente brasileiro, indico fortemente esse rótulo, pois vale muito à pena.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

Olá, Muito Prazer! Chenin Blanc!

Acreditem, os vinhos brancos andam super na moda ao redor do mundo. E, embora as críticas tenham girado mais em torno dos tintos, é fato que os brancos vêm organizando uma revolução silenciosa nos últimos anos, quebrando preconceitos e encantando um número cada vez maior de apreciadores devido ao estilo seco e fresco de grande parte de seus rótulos. Ou seja, provocam o mesmo prazer de uma cerveja gelada, porém, sem aqueles quilos de carboidratos vilões da boa forma (rs).

169009307_692505fd7f_b

DÊ UMA CHANCE PARA OS VINHOS BRANCOS

São inúmeros os benefícios dos vinhos brancos, entre eles o fato de que são tipicamente mais leves em álcool, ao passo que combinam com uma variedade enorme de alimentos, além de serem bem mais acessíveis que o vinho tinto, em termos de qualidade. E, em meio a rótulos de Chardonnay e Sauvignon Blanc, superdisponíveis, um branquinho têm chamado a atenção de grande parte dos White Lovers ao redor do mundo: o Chenin Blanc!

MUITO PRAZER, CHENIN BLANC!

A casta Chenin Blanc é cultivada em todo o mundo, mais notavelmente na região francesa do Vale do Loire e na África do Sul. O que impressiona nessa variedade, sem dúvida, é a diversidade de estilos, sendo que vai desde espumantes até dourados néctares doces (de sobremesa) e conhaque.

wine-glass-beverage-drink-red-wine-material-41716-pxhere.com

Na África do Sul, por exemplo, a Chenin Blanc é a uva branca mais plantada e, nos últimos anos, os produtores investiram um grande esforço para fazer com que o Chenin sul-africano possa competir de igual para a igual com os melhores do mundo. O bacana da história é que, embora a África do Sul esteja elaborando exemplares incríveis de Chenin Blanc, sobretudo de vinhedos antigos, os preços ainda são bastante competitivos. Ou seja, trata-se de rótulos com ótimo custo-benefício. 

indaba-chenin-blanc-western-cape-south-africa-10120476

CHENIN BLANC NO VALE DO LOIRE

Na fria região do Vale do Loire, na França, o amadurecimento da Chenin Blanc pode ser tão desigual, que às uvas geralmente são selecionadas à mão em sucessivas passagens pelas vinhas.

As uvas menos maduras constituem uma ótima base para vinhos espumantes. Já as uvas mais maduras são utilizadas em estilos ricamente aromáticos, ao passo que aquelas retiradas no final da época da colheita estão muito maduras ou afetadas pela podridão nobre, fungo que desidrata e concentra os açúcares das uvas, dando origem a ricos sabores de geleia de laranja, gengibre e açafrão. Estas uvas de colheita tardia vão para os famosos vinhos doces da região, como os das DO’s Quarts de Chaume e Bonnezeaux.

domaine-des-baumard-quarts-de-chaume-loire-france-10274067

HARMONIZAÇÃO

Um bom Chenin Blanc, sobretudo os dos estilos espumante, seco e aromático, combina com Frutos do Mar, Frango ou Peru. Presunto e Bacon também são ótimas ideias para harmonizar com esses vinhos.

restaurant-dish-food-produce-seafood-lunch-938163-pxhere.com

BORA DEGUSTAR UM CHENIN BLANC!

Ficou curioso para conhecer o Chenin Blanc? Então, a sua lição de casa será escolher um estilo deste vinho e saboreá-lo em grande estilo. Veja algumas ideias:

  • ESPUMANTE: Brut (seco) ou Demi-Sec (frutado e seco) são os principais estilos. Você pode optar por um Methode Traditionelle Vouvray da França ou um Cap Classique da África do Sul.

  • SECOS: Em Vouvray, os estilos secos são rotulados como “Sec” e na África do Sul, você geralmente encontrará um indicador de doçura no rótulo traseiro. Esses vinhos costumam ser leves e minerais.

  • AROMÁTICOS: Eis um estilo exuberante de Chenin, que cheira a buquê de flores e pera recém-cortada. Sem dúvida, é o mais popular em todo o mundo. Em Vouvray, os produtores costumam usar as palavras “Tendre” para indicar esse estilo.

  • NÉCTAR DE OURO: Trata-se do mais doce estilo de vinho de sobremesa, que pode ser encontrado principalmente no Vale do Loire, na França, incluindo as regiões do Côteaux du Layon ou vinhos rotulados como “Moelleux” da Vouvray.


Então é isso, enoamigos! o mundo do vinho é muito vasto, por isso, permita-se sempre! Prove vários estilos e se entregue por completo. Afinal, a paixão pelo nosso néctar dos deuses vai muito além de uma taça de tinto.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Consulta e referência: Wine Folly, Vinhos do Mundo Todo

Wine Tour: 5 Dicas Para Aproveitar ao Máximo sua Visita à uma Vinícola

Se tem uma coisa que todo apaixonado por vinho não abre mão é visitar os locais que produzem o nosso amado néctar. Sim, o enoturismo tem bombado à medida que aumenta o consumo e a divulgação do vinho como um dos maiores prazeres da humanidade.

Eu amo esse tipo de passeio em minhas viagens e, desde que passei a encarar o vinho como profissão, o desejo de admirar os vinhedos, acompanhando toda a produção da bebida ficou ainda mais forte. Ou seja, mesmo que o lugar tenha várias vinícolas, eu tenho que visitar pelo menos uma delas. E, quando se tem uma filha pequena, conseguir fazer isso é, sem dúvida, um grande desafio!

bodega

Por exemplo, minhas próximas férias serão num dos países com maior número de vinícolas na América do Sul (se pensou em Chile, acertou em cheio!). Já agendei algumas visitas e, sinceramente, com a filhota, quatro está de bom tamanho. No ano passado, no Planalto Catarinense, eu só consegui ir em uma, imaginem! Desta vez, com a pequena um pouquinho maior, minha expectativa aumentou muito.

E com tudo fresquinho em mente, hoje trouxe para vocês algumas dicas para o sucesso do seu enoturismo, independente da região vinícola que você for visitar.

1- SISTEMA DE RESERVAS

A maioria das vinícolas solicita que a visita seja reservada com antecedência, mais ainda quando se trata de enoturismo e gastronomia. Em alguns casos, softwares de computador são ótimas ferramentas e a maior parte das vinícolas de grande porte lançam mão desse recurso.  Sendo assim, logo que você decidir o roteiro, acesse os sites das vinícolas que deseja visitar e faça sua reserva, seja no próprio site ou por e-mail.

enoturismo (1)

Mesmo que você mude seus planos, é possível cancelar ou transferir a data. Porém, todas as empresas gostam de se planejar quando se trata de receber visitantes. E são muitos! Em alguns casos, certos horários esgotam rapidamente, visto que o número de pessoas é limitado. Logo, o ideal é realizar a sua reserva com antecedência.

2- PESQUISE SOBRE A HISTÓRIA DO LUGAR

Antes da visita, busque mais informações sobre o local, seja em livros, revistas especializadas ou no próprio site da empresa. Afinal, é tão bom você chegar no lugar sabendo que o mesmo é carregado de história e da paixão dos proprietários pelo vinho que, sinceramente, dá até um friozinho na barriga logo na entrada.

Oporto_terraced_vineyards

Os guias das vinícolas costumam ser supersimpáticos e, geralmente, contam histórias sobre os vinhos e o lugar. Sendo assim, se você tiver alguma dúvida, seja sobre um rótulo ou “causo”, nunca guarde-a para você. Pergunte mesmo! O pessoal adora quando percebe que você pesquisou e quer saber mais sobre um assunto que, para quem trabalha na vinícola, é pura paixão! Certamente eles vão adorar falar sobre qualquer assunto relacionado à produção dos vinhos. Fique à vontade!

3- CURTA A EXPERIÊNCIA 

Estar numa vinícola é, sem dúvida, um privilégio para poucos. Por isso, enoamigos, curtam bastante essa experiência! A maioria das empresas oferece a degustação de alguns rótulos, não só para que a vivência seja sensorial e completa, mas para que os visitantes conheçam os vinhos e se sintam seguros em adquirir algumas garrafas (sim, as vinícolas são empresas que desejam vender seus produtos!).

enoturismo.jpg_869080375

No vinhedo, não deixe de acompanhar a irrigação por gotejamento ou sentir a textura do solo a partir do qual uma videira nasce e se desenvolve. Ao mesmo tempo, aprecie a paisagem, geralmente linda e diferente, com montanhas e picos nevados ao fundo. É uma experiência inesquecível!

Logo, do início da visita até o final, na lojinha da vinícola, sinta cada aroma, veja os barris de carvalho de perto e aproveite para degustar o vinho direto do tanque de fermentação, no caso dos lugares que oferecem essa experiência. Ou seja, curta cada momento, relaxe e divirta-se!

4- PARA QUEM VISITA VINÍCOLAS COM CRIANÇAS

Se você pretende levar os filhos, antes de qualquer coisa, certifique-se de que a vinícola tenha cuidado e responsabilidade para receber os pequenos. Hoje em dia, muitas delas oferecem uma “visita familiar”, com programação própria para a alegria dos pequenos. E qual criança não gosta de um lugar ao ar livre cheio de espaço, natureza e bichinhos? A minha filha ama!

Bento-Gonçalves-com-crianças-10

Muitas vinícolas dispõe de programação infantil na época da colheita da uva, envolvendo os pequenos em todo o processo. Vale lembrar que se trata de atividades que agregam muito á capacidade cognitiva das crianças e faz com que elas queiram continuar descobrindo tudo o que rodeia o mundo do vinho, que vai muito além de degustar a bebida (e isso elas só poderão fazer depois dos 18 anos!). Vinho é, acima de tudo, um contato intenso com a natureza!

Sem falar que a maioria das vinícolas produzem suco de uva integral da melhor qualidade e oferecem aos pequenos na visita. Ou seja, é um passeio que tem tudo para agradar a todas as idades.

5- NÃO SE SINTA OBRIGADO A ADQUIRIR OS PRODUTOS

Obviamente, o vinho é um negócio, assim como o enoturismo. Por isso, todas as empresas cobram por ingressos para a visitação na vinícola. Sendo assim, não se sinta de forma alguma obrigado a comprar uma ou mais garrafas ao final do passeio.

enoturismo

Gosto quando o valor do ingresso é revertido na compra de vinhos e algumas vinícolas fazem isso. Tudo porque eu vejo o enoturismo como uma maravilhosa ferramenta de marketing para as empresas. O consumidor conhece tudo de perto, se apaixona, degusta os vinhos e se torna um embaixador da marca. E para que ele volte para casa falando maravilhas da empresa, sem dúvida o atendimento e o serviço é o que contam.

 

E vamos combinar que se os vinhos forem maravilhosos e os preços atraentes, você vai acabar comprando. Mas deixe que isso seja um processo natural e não uma condição.


Então é isso, enoamigos! Estou ansiosa pelas visitas desse ano e agradeço à filhota e ao marido por toparem fazer esses programas comigo (apesar do que eu sei bem que eles também acabam curtindo muito!).

E você? Já visitou uma vinícola? Como foi a experiência? Tem vontade de conhecer? Conta para mim!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!


Imagens: Café Viagem.com, The Big Wine Theory

 

 

 

 

Harmonização: Vinhos Que Combinam com as Nossas Amadas Pizzas!

10 de julho é o Dia Internacional da Pizza! Sim, meus amigos, e poucas iguarias combinam tanto com vinhos quanto essas redondas deliciosas. Por isso, hoje trago alguns pares perfeitos para você comemorar a data em grande estilo!

supreme-pizza-619133_640

Esqueça a cerveja, pois existe um estilo de vinho para cada sabor de pizza. Para começar, aqui no Brasil praticamente todos os sabores acompanham uma “cama” de muçarela que serve como base para o recheio, inclusive em muitas das pizzas doces.

Veja as opções paras as mais tradicionais, aquelas que a gente gosta de pedir em casa, seja para curtir sozinho ou em ótima companhia.

PIZZAS À BASE DE PEPPERONI E CALABRESA

Se você é fã de pizzas recheadas com Pepperoni, Calabresa, Salaminho ou Lombinho Canadense, incluindo aí a tradicional Portuguesa, do tipo que vem com tudo isso e muito mais em cima, aposte nos vinhos tintos de médio corpo e acidez equilibrada, visto que casam superbem com o molho de tomate.

eat-1237431_640

Minhas sugestões são:

  • SYRAH
  • CHIANTI CLÁSSICO ITALIANO
  • CABERNET SAUVIGNON
  • ZINFANDEL CALIFORNIANO. 

PIZZA VEGETARIANA

Quando se trata de pizza vegetariana a gente já imagina uma profusão de pimentão, azeitonas, cebolas, cogumelos e legumes, como abobrinha e berinjela que, na minha opinião, são os que mais combinam com a tradicional receita italiana. Para ser feliz com ela, sugiro vinhos rosés e brancos de boa acidez, como:

pizza-346985_640

  • SAUVIGNON BLANC
  • ESPUMANTE BRUT OU DEMI-SEC
  • VINHO PORTUGUÊS DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES (TODAS AS CASTAS)
  • CHARDONNAY SEM PASSAGEM POR MADEIRA
  • ROSÉ FRANCÊS DA PROVENCE
  • ROSÉ NACIONAL (como, por exemplo, VILLA FRANCIONI e MARIE GABI (ROUTHIER E DARRICARRÈRE)

PIZZA 4 QUEIJOS

Sem dúvida, a 4 Queijos é uma das pizzas favoritas dos brasileiros. O recheio nada mais é que uma combinação de 4 estilos de queijos diferentes, os mais comuns são Parmesão, Gorgonzola, Muçarela e Requeijão (tipo catupiry). Para essa mistura incrível, sugiro um bom CHARDONNAY, seja com ou sem passagem por madeira. Se preferir harmonizar por contraste, o salgado do gorgonzola vai superbem com um rótulo mais adocicado, seja PORTO ou BRANCO COLHEITA TARDIA.

PIZZA-QUATRO-QUEIJOS

PIZZAS À BASE DE MUÇARELA E TOMATES (MARGHERITA)

Adoro todos os sabores de pizza, inclusive os denominados “gourmet” ou mais sofisticados. Mas sabe aquele dia que a gente prefere optar pela simplicidade? Nessas horas, a Margherita (Muçarela, Tomate e Manjericão) é meu sabor favorito. 

food-1856309_640

Minhas sugestões para esse sabor, incluindo o mais simples de todos, só com MUÇARELA, são vinhos leves, tanto brancos quanto tintos.

  • CHIANTI ITALIANO, ENTRE OUTROS ESTILOS DE VINHOS SANGIOVESE
  • MERLOT
  • PINOT NOIR
  • BEAUJOLAIS NOVEAU
  • CARMENÈRE CHILENO

PIZZA DE ATUM

O atum é um dos peixes de sabor mais forte, de modo que não é tão leve quanto os demais. Acho que um vinho branco, para ele, fica muito leve, ao passo que um tinto pode se sobressair demais, passando por cima de seus sabores. Logo, fico com o meio-termo, ou seja, um belo VINHO ROSÉ. Neste caso, optaria por um Rosé mais encorpado, com corpo e estrutura de um tinto, mas com as notas frescas de um branco. Que tal um ROSÉ ARGENTINO, todo trabalhado no MALBEC, desses de coloração mais para o cereja? Vai nessa que você vai acertar!

pizza-1626188_640

PIZZA DE RÚCULA COM TOMATE SECO

Trata-se de uma pizza leve e seus toques herbáceos se destacam bastante. Eu amo! Esse sabor fica perfeito com um bom SAUVIGNON BLANC, sobretudo aqueles com boa acidez e aquelas nuances de grama cortada, mato verde, frutas tropicais, ou seja, um rótulo bem típico dessa varietal. Hummm.. Delícia!

food-1281531_640

PIZZA DE FRANGO COM CATUPIRY

Quando se trata desta combinação deliciosa, todo cuidado é pouco. Afinal, é necessário um vinho que faça frente à gordura do catupiry e que seja leve o suficiente para combinar com a delicadeza do frango. Com essa ideia em mente, sugiro todas as nuances de VINHOS ROSÉS, assim como a leveza de um belo PINOT NOIR. Se for um ROSÉ ELABORADO COM PINOT NOIR, então, é mais do que perfeito!

product_106_1

PIZZA DE CHOCOLATE

Até que enfim, chegamos nos exemplares doces, que fecham com chave de ouro qualquer refeição. Pizzas com base de chocolate, seja com calda, brigadeiro, confeitos, enfim, são pares perfeitos para os Vinhos do Porto, seja no estilo RUBY ou TAWNY. Orgasmo gustativo garantido! Bom demais!

pizza-2333190_640

PIZZA DE FRUTAS EM GERAL, INCLUINDO BANANA COM CANELA

Sabores nos quais as frutas são protagonistas, para mim, pedem um maravilhoso ESPUMANTE MOSCATEL, do tipo doce e delicado, mas nada enjoativo. Um que eu gostei demais e indico para todo mundo é o Aquarela, da Casa Perini. 


Então é isso, enófilos de plantão! Desfrutem do dia de hoje com uma bela pizza e um bom vinho. Aqui em casa o maridão tem uma receita superespecial, que não fica devendo a nenhuma pizzaria. Para nós, noite de pizza é sinônimo de amigos, risadas e, claro, muitos vinhos!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Wine Drinks: A História da Sangria

Sem dúvida, a Sangria é um dos drinks mais populares entre os brasileiros. Só perde para a caipirinha! E, sim, ela é feita com o nosso néctar de Baco. Quando criança, tenho lembranças de ir a restaurantes com meus pais e vê-los pedir sangria, numa época em que os vinhos finos tinham o preço elevado e a alternativa para essa delícia era o bom e velho vinho de garrafão.

 

Pois bem, os tempos são outros (que bom!) e as sangrias se sofisticaram. Hoje em dia, desfrutamos de sangrias de vinhos tintos, rosés, branco (o famoso Clericot) e até azul, que virou moda na Europa. E vocês conhecem a história desse clássico Wine Drink?

sangria2

Bora descobrir!

Durante anos, a sangria tradicional ocupava das toalhas xadrez de piquenique aos restaurantes com mesas ao ar livre. Afinal, esse drink  tem o poder de se adaptar a qualquer ocasião. A receita clássica, todo mundo sabe. Basta misturar seu vinho favorito a qualquer ingrediente a mão, os mais emblemáticos são frutas e ervas aromáticas.

COMEÇOU COM GREGOS E ROMANOS

Sangria é um nome espanhol. E, realmente, se trata de um dos coquetéis mais tradicionais da terra de Cervantes. Porém, os primeiros a misturar seu vinho com açúcar, especiarias, frutas e tudo o mais que estivesse disponível foram os gregos e os romanos. Na época, essa bebida era chamada de “Hipócrates” e às vezes era aquecido como vinho quente. O Hipócrates é provavelmente um antepassado comum entre a sangria e o vinho quente e foi consumido em todos os lugares em que a água era infestada de bactérias e insegura para beber.

sangria2 (1)

Ou seja, um toque de álcool deixava o líquido “bebível” e misturar frutas e especiarias diluía o vinho ao mesmo tempo que dava sabor. Na Espanha moderna, o povo fazia algo semelhante com o néctar de videiras plantadas pelos fenícios em torno de 1.100 a.c e, posteriormente, com as vinhas plantadas pelos romanos. 

ATÉ QUE ENFIM, ESPANHA!

Porém, nos anos 700, o negócio do vinho espanhol e, de quebra, o negócio da sangria espanhola, caíram por terra. Os mouros islâmicos conquistaram a península em 711 e a Sangria não retornou até que a invasão dos mouros terminou em 1492. A partir daí, com o retorno do vinho, houve o retorno da sangria.

O nome Sangria, em espanhol, tem a ver mesmo com sangue e se refere ao vinho tinto utilizado na bebida. Tradicionalmente, ela era elaborada com Tempranillo espanhol, entre outros vinhos da região da Rioja. Mas, apesar disso, é fato que existem vários estilos de sangria e até hoje o povo solta a criatividade. 

FRANÇA, INGLATERRA E PRONTO! A SANGRIA GANHA O MUNDO!

Logo, nos anos 1700 e 1800, outros tipos de sangria foram criados na Inglaterra e na França, com uvas tradicionalmente francesas. Havia sangria de vinho branco, espumante e a elaborada com pêssegos, chamada “Zurra”. A bebida, em todos os seus estilos, teve, ainda, flashes de popularidade nos EUA, sobretudo em restaurantes espanhóis e determinados bares das grandes cidades.

sangria1

Até a Tailândia, que não tem nenhuma herança européia, possui sua versão da sangria, feita com saquê e curaçao. Devido ao nosso intenso calor, a sangria, obviamente, também se popularizou no Brasil. Ultimamente, o Clericot (feito com vinho branco) virou moda por aqui. Chique e refrescante!

De forma bem objetiva, a sangria é feita com 1/3 de tinto seco, 2/3 de água, pedaços de frutas como maçã, uvas, peras e abacaxi, e açúcar a gosto. Mas, dependendo do país, região e estação do ano, a receita pode mudar em relação à variedade das frutas e à mistura de outras bebidas.

Atualmente, de acordo com a legislação europeia, toda sangria deve ser feita na Espanha ou em Portugal, com menos de 12% de álcool por volume. A melhor sangria, no entanto, é  aquela que a gente faz em casa mesmo!

RECEITAS DE SANGRIA

Agora, com vocês, algumas receitas de sangrias da nossa série Wine Drinks. Para fazer em casa e saborear.

Sangria Rosé

Sangria de Romã e Alecrim, Skinny Girl Sangria, Sangria de Vinho Branco com Melão e Kiwi

Clericot Tropical

 


Então é isso, enoamigos! Sexta-feira e nada como curtir uns bons drinks com os amigos. Se for com vinho, então, é bom demais!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: VinePair, Sonoma