Conheça a Vindima Mais Perigosa Do Mundo

A Ribeira Sacra é a área da Galícia que compreende os rios Sil, Minho e Cabe. Trata-se, basicamente, da região situada entre o sul e o norte da Rodovia Lugo-Orense, na Espanha.

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VITICULTURA HEROICA

Agora, imagine colher uvas em uma encosta com 85% de inclinação, com solo de ardósia e granito? Em seguida, carregar caixas pesadas, promovendo verdadeiras acrobacias com as uvas, esquivando-se das videiras, chegar ao seu destino para aí, então, finalmente, carregá-las em um barco que as transportará para o continente. Sim, é um trabalho arriscado, duro, cansativo.

Ao meu ver, só não é mais perigoso que as vindimas da época da Primeira Grande Guerra, quando os camponeses colhiam suas uvas em meio aos estouros das bombas. 

A paisagem revela pequenos abrigos nas encostas. Neles, algumas famílias repousam nos tempos da colheita. Por essas, até hoje ela é chamada de Viticultura Heroica.

RIBEIRA SACRA E A HISTÓRIA

A região da Ribeira Sacra remonta 2.000 anos, sendo que foram os romanos que plantaram suas primeiras videiras. Em seguida, os monges católicos aprimoraram a técnica. Assim como em outras regiões da Espanha, no século XIX, as videiras foram atacadas pela phylloxera vastratrix – um pulgão que se proliferou como rastilho de pólvora sobre toda a Europa, dizimando tudo à sua volta.

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Anos mais tarde, veio a Guerra Civil. Muitas terras foram abandonadas, pois sobretudo os jovens abandonaram suas aldeias para viver na cidade. Felizmente, no final do século XX, um grande número de moradores retornaram à Ribeira Sacra. Logo, as vinhas floresceram novamente para se tornarem o que são hoje, o pilar da Denominação de Origem de Ribeira Sacra. Hoje, a região conta com  90 vinícolas, que produzem cerca de 4 milhões de litros de vinho.

DENOMINAÇÃO DE ORIGEM DE RIBEIRA SACRA 

De acordo com a sua Denominação de Origem, Ribeira Sacra produz, principalmente, rótulos tintos, embora os brancos também desenvolvam expressões muito interessantes.

A Mencía é a varietal mais cultivada, resultando em vinhos jovens altamente aromáticos e frutados. Os vinhos Mencía são de coloração cereja intensa e brilhante, com reflexos violáceos. De acidez equilibrada, são bem potentes em taninos e teor alcoólico. Entre os rótulos brancos, de produção menor, destacam-se aqueles elaborados com as uvas Godello e Albariño.

Agora, confira algumas imagens desta que é uma das Vindimas mais belas, perigosas e surpreendentes do mundo do vinho.

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Então é isso, pessoal! Achei muito interessante e, antes dessa pesquisa, eu realmente não tinha ideia de como era a Vindima numa região tão íngreme e difícil.

Bons Vinhos! Tim-Tim!

Referências:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2457492/Spanish-fruit-pickers-collect-grapes-precarious-Riberia-Sacra-hills.html

https://okdiario.com/economia/2016/05/27/ribeira-sacra-vendimia-peligrosa-168438

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Vivendo e Aprendendo: 4 Dicas Quentíssimas Para Comprar Vinhos em Madrid

Minha amiga Juliana Bezerra é historiadora e autora do blog Rumo a Madrid. A menina é tão craque na cidade que acabou se tornando uma super guia turística para brasileiros na terra de Cervantes. E hoje é ela quem assina mais um post da série “Vivendo e Aprendendo”, em que relata suas experiências comprando vinhos na capital espanhola. Mais um capítulo da nossa bela parceria.

Leia e viaje sem sair da taça!


POR JULIANA BEZERRA

Sabrina Trézze deu uma aula sobre vinho espanhol para os leitores do Rumo a Madrid e eu tenho que devolver a gentileza. Infelizmente, não vou poder cantar as virtudes do vinho madrilenho para os leitores da minha querida amiga: sabidamente a região não produz bons “sucos de uva”. O vinho da capital espanhola sempre foi vendido para a população trabalhadora, que aguentava duras horas de labuta sob o sol. Como todo mundo sabe as melhores regiões para o vinho espanhol atendem pelo nome de Douro e La Rioja.

Quem gosta de vinho também adora comprar belas garrafas quando viaja. Em Madrid, já nos supermercados, as seções de vinhos são enormes e dá pra levar bons rótulos por preços em conta.

Quando cheguei aqui, um dos meus alunos me recomendou que eu tivesse um vinho do “dia-a-dia”, que fosse acompanhar as refeições durante a semana. Pois o escolhido foi o Marquês de Cáceres, de La Rioja e que não ultrapassava 4 euros a garrafa; ele foi fundamental para termos uma noção entre as diferentes matizes de cada região espanhola, além de alegrar meus almoços e jantares do dia a dia.

Além dos supermercados, em Madrid há belas opções para se comprar vinhos e mesmo saborear uma taça de vinho comendo alguma “tapa”. Por isso, fiz uma pequena lista de lugares onde o visitante pode comprar o néctar de Baco na capital espanhola:

La Rebelión de los Mandiles: um simpático bar-cafeteria-delicatessem na calle Mayor, pertinho da catedral Nossa Senhora de Almudena. Além de poder tomar um café e descansar da caminhada, atenção aos azeites e vinhos de todas as regiões da Espanha. Em caso de dúvida, não hesite em perguntar às simpáticas atendentes sobre os produtos expostos. Elas dão uma verdadeira aula! Endereço: Calle Mayor, 88.

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La Rebelión de los Mandiles

– Lavinia: situada na chiquérrima calle Ortega y Gasset, a Lavinia é uma das lojas mais tradicionais de Madrid. Os rótulos ali são de fazer qualquer enólogo ficar satisfeito, mas os preços podem fazer doer um pouco o bolso. De qualquer maneira, vale a pena passar por ali, contemplar a paisagem e, quem sabe, aproveitar alguma promoção. Endereço: Calle de José Ortega y Gasset, 16.

LAVINIA/ 02 Diciembre 2009 / Foto: Enrique Cidoncha
Lavinia

Gourmet Gran Vía – Situada na cobertura do El Corte Inglés, junto à estação de metrô de Callao, a loja tem uma grande variedade de rótulos e vende produtos de vários lugares do mundo. Ainda tem restaurantes e bares, e uma das vistas mais lindas de Madrid. Infelizmente, não há atendentes para explicar sobre os produtos, mas para os entendidos é um belo passeio. Endereço: Plaza del Callao, 2.

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Gourmet Gran Vía

Mares Vinos – Quem deseja receber um atendimento personalizado, ambiente aconchegante e ótimos rótulos, deve se dirigir a esta simpática loja no bairro de Salamanca. Situada a 10 minutos do centro de metrô e perto de atrações como a Fundación Juan March, a proprietária Mares, é uma simpatia e explica tudo e mais um pouco sobre vinhos e inclusive realiza degustação todas as quartas-feiras. Isso sim: somente em espanhol. Endereço: Calle de Don Ramon de la Cruz, 46. Metrô Lista.

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Mares Vinos

Enoamigos, espero que tenham curtido essa delícia de texto. Deu até vontade de incluir a Espanha em um futuro Wine Tour. Afinal, é um dos países com maior área de vinhedos e exemplares espetaculares, provenientes de regiões de muita tradição em vinhos.

Aguardem, pois minha parceria com a Ju está apenas começando!

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Wine Drinks: Um Tinto de Verano Para Fazer em Casa

Se você é superfã de um bom vinho tinto, daqueles que não abrem mão da bebida nem no verão, prepare-se, pois hoje vamos ensinar a fazer um drink que virou mania na Espanha, o Tinto de Verano.

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Mas você deve estar aí pensando, “Os espanhóis não são loucos por sangria?”. Então, os descolados dizem que sangria é para os turistas. Já os locais, preferem o Tinto de Verano!

Mais um exemplar para saborear num dia quente, junto com amigos na beira da piscina. Afinal, nada como encontrar formas inusitadas de se degustar um bom vinho.

HISTÓRIA DO TINTO DE VERANO

O drink surgiu em Córdoba, na Espanha, no início do século XX, num bar onde cantores e guitarristas se apresentavam nas noites quentes do verão europeu. Era chamado de Venta de Vargas, em homenagem ao proprietário, Antônio Vargas. Nos dias de maior calor, os moradores da cidade  já chegavam pedindo a bebida, uma mistura de vinho de tinto e gaseosa (uma espécie de soda sem aditivo de sabor).

Em pouco tempo, o drink passou a se chamar Vargas, por conta do nome do lugar. Após se popularizar além de Córdoba, o mesmo foi batizado Tinto de Verano, como é conhecido até hoje junto aos espanhóis.

Quer preparar um Tinto de Verano em casa? É muito fácil e rápido de fazer! Anote a receitinha e surpreenda seus convidados.

ANOTE A RECEITINHA

A receita mais tradicional leva vinho tinto + gaseosa + gelo + rodela de limão siciliano. Porém, em muitos bares, atualmente a bebida é preparada com refrigerante de limão, do tipo Sprite, Soda Limonada, Fanta, entre outros.

Confesso que não sou muito fã de drink com refrigerante, por isso, certamente optaria por água tônica ao invés de Sprite.

Aí vai uma receita simples e eficaz, adaptada para o verão brasileiro. Aliás, eu acho o Tinto de Verano a nossa cara! Tenho uma amiga que não bebe vinho branco nem por decreto, espumante só de vez em quando. Aposto que ela, assim como todos os Red Lovers, vão se encantar por essa receitinha. Papel e caneta na mão? Então, anote aí:

Ingredientes

  • 750 ml de vinho tinto seco de boa qualidade (já que se trata de um drink espanhol, que tal um Tempranillo?)
  • 1 litro de refrigerante de limão ou água tônica (particularmente, acho a combinação com água tônica mais interessante)
  • Rodelas de limão siciliano e gelo à gosto

Modo de preparo

  • Misture em uma jarra o refrigerante com o vinho.
  • Coloque os cubos de gelo e as rodelas de limão.
  • Sirva em copos altos.

ATUALIZADO (28-12- 2016)

Pois é, amigos. Espero que tenham curtido mais essa receitinha de Wine Drink com a cara do verão. Outro dia mesmo vi uma galera bombando Tinto de Verano nas redes. Afinal, o nome já diz tudo. E brasileiro se amarra num tinto, não é mesmo? Até eu estou pensando em investir mais nele nesse verão, apesar de preferir os branquinhos nessa época do ano.

Então é isso. Por enquanto, fico garimpando posts para a galera que ainda não conferiu, sobretudo os de Wine Drinks que, sem dúvida, são os de maior sucesso aqui no Vila Vinífera.

Feliz 2007! Ótimo Verão! Bons drinks! Vinhos Inesquecíveis! Tim-Tim!

O Maravilhoso Mundo dos Cavas Espanhóis

Quanto mais exploramos os espumantes espanhóis, conhecidos como “Cavas”, mais encontramos semelhanças com o estilo da francesa Champagne. No entanto, há de se saber que as borbulhas da Espanha são, por si só, mais acessíveis e igualmente saborosas.

Sendo assim, para identificar os grandes vinhos Cava, é preciso estar por dentro dos diferentes estilos e métodos de produção, convenções de rotulagem e variedades de uvas. Eu, particularmente, sou fã do Cava, desde o Demi-Sec até o Extra Brut. Bora conhecê-lo um pouquinho mais? Então, vamos lá!

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O SABOR DO CAVA

A maioria dos Cavas disponíveis no mercado indica que são envelhecidos por, no mínimo, 9 meses sobre as borras. Mas, o que significa isso? Trata-se simplesmente de um dos fatores mais significativos que as permite rivalizar com os Champanhes franceses.

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Cordoníu, um dos Cavas mais tradicionais da Espanha

O estilo do Champanhe (assim como do Cava) passa por um processo de produção muito particular, ou seja, para obter as bolhas no vinho, os viticultores induzem uma fermentação secundária dentro da própria garrafa. Como subproduto, o CO2 dissolvido permanece preso no vinho. Embora o surgimento das bolhas leve apenas algumas semanas, a magia dos espumantes estilo Champanhe (incluindo o Cava) está apenas começando.

ENVELHECIMENTO NAS BORRAS

 A Autólise (um bi-produto de envelhecimento sobre as borras de leveduras), por sua vez, já se iniciou. As enzimas nas células de leveduras inativas (borras) passam, então, a enriquecer o vinho através da adição de uma nova família de sabores ao Cava, tais como massa de pão fresco, chocolate branco e notas de amêndoas e marzipan.

Quanto mais tempo um espumante sofre autólise, ou seja, envelhece sobre as borras, mais sabor ele terá. A maioria dos champanhes elaborados por esse método permanecem, no mínimo, 9 meses em amadurecimento.

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Freixenet também é uma das empresas mais prestigiadas

O fato do Cava ser o único exemplar de espumante a passar por um processo de autólise tão longo faz com ele tenha, por diferencial, um leque aromático riquíssimo. Um Cava jovem é totalmente dominado por notas cítricas e aromas como os de marmelo, maçã e limão siciliano. Sem falar que, como mencionamos, o contato com as leveduras ainda adiciona um nariz carregado de pão fresco, nozes, amêndoa e avelã torrada.

NORMAS DE ROTULAGEM

As normas de rotulagem espanholas com relação aos vinhos são das mais rigorosas do mundo. No que diz respeito ao espumante não é diferente.

CAVA: mínimo de 9 meses em contato com as borras de leveduras (processo semelhante ao do estilo Champagne Crémant)

CAVA RESERVA: mínimo de 15 meses em contato com as borras de leveduras (processo semelhante ao Champagne não-vintage)

CAVA GRAN RESERVA: mínimo de 30 meses de contato sobre as borras de leveduras, safra datada (vintage) e disponível como Brut, Brut Nature ou Extra Brut (os Champagnes vintage estão perto disso, com 36 meses de envelhecimento).

Os Cavas mais potentes são aqueles rotuladas como Reserva e Gran Reserva. Esses espumantes, por lei, precisam passar pela autólise por mais tempo e os produtores utilizam cuvées muito finas, com mais riqueza, textura e complexidade de aromas.

AS UVAS DO CAVA

MACABEO: exótica, cítrica. Possui notas florais e frutais (camomila, bergamota) e  acrescenta elegância, sendo base para a maioria das misturas.

PARELLADA: frutas cítricas e amarelas, flores amarelas e notas de nozes frescas. Acrescenta textura e corpo às misturas.

XAREL-LO: frutas cítricas e aroma de maçã. Contribui com acidez e frescor para as misturas.

TREPAT (e outras tintas): aromas florais e de frutas vermelhas. Adiciona corpo e e coloração aos Rosés.

Além das variedades nativas da região (incluindo a Trepat e a Granacha, que dão cor aos rosés), também é possível encontrar Cavas 100% Chardonnay (Blanc des Blancs). Alguns produtores acreditam que o uso da Chardonnay retira o caráter regional do Cava. Porém, alguns dos Cavas mais premiados contam com a Chardonnay em suas misturas.

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Muito legal, adorei saber um pouco mais sobre os meus queridos Cavas espanhóis. Nunca provei os Reservas e Gran Reservas. Fiquei com vontade! E você? Qual o seu exemplar preferido desse espumante tradicional da Espanha? Alguns dos melhores são produzidos na região da Catalunha. Frescos e extremamente aromáticos, valem muito a pena!

Referência: Wine Folly

Harmonização Entre Vinho e Paella

Hoje acordei com vontade de harmonizar vinho e culinária espanhola. Que tal, hein? Em minha última viagem à Europa, fui à Barcelona e degustei paellas deliciosas. As minhas favoritas são as de frutos do mar, com camarões e lulas. Além do mais, sabe que acho que esta delícia também combina com esse tempinho frio? Então, vamos lá!

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HISTÓRIA 

Dizem que a Paella surgiu em Valência, há cerca de 1000 anos. No início, era simplesmente uma mistura de arroz com vegetais e carnes brancas ou de caça, como por exemplo coelho, pato, galinha e porco.

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O nome “Paella” tem a ver com a panela em que a iguaria era preparada e não ao prato em si. Há diversos tipos de Paella diferentes (Até a negra! Certa vez vi o Chef Olivier Anquier preparando uma dessa em seu programa de Tv, filmado na Espanha. Era feita com a tinta das lulas. Interessante, provaria certamente!). Porém, existem 3 principais: a Valenciana (que mistura carnes brancas e de caça), com Frutos do Mar e a Mista (uma mistura das outras duas).

COMBINANDO COM VINHOS 

E agora? Como harmonizar a nossa bebida favorita com essa mistureba toda? Imagine, então, a Paella Mista com Vinho? Um tremendo desafio! Bora encarar!

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Para harmonizar tantos aromas marcantes com o vinho, é necessário um certo “peso”, além de uma boa acidez. Acredito que combine com exemplares de taninos macios ou muito muito leves, tudo para que o sabor do vinho não se sobreponha ao do prato e vice-versa.

> Paella de Frutos do Mar: aqui, optaria por um Chardonnay, com passagem por barrica, ou Rosé refrescante. 

> Paella Mista: sem dúvida, é a mais difícil, mas não impossível. Escolheria um Rosé ou Tinto Leve, como Pinot Noir, Merlot ou Carmenére.

> Paella Valenciana: nessa é possível arriscar um tinto mais encorpado, como um Tempranillo tipicamente espanhol ou um legítimo Rioja. Melhor, impossível!

No mais, acho que todos esses exemplares combinariam com uma bela Cava Espanhola (Brut) ou Espumante Brut Rosé. Deu até água na boca!

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O fim de semana vem aí e nada como descobrir novos sabores da enogastronomia. Mais tarde, preparem-se, pois tem post de Wine Drink esperando para sair do forno.

Boa sexta! Bons vinhos! Tim-Tim!