MasterClass da Belle Cave Encanta com Excelentes Rótulos do Velho Mundo

Rio de Janeiro – No último dia 30 de novembro, a Importadora Belle Cave brindou enófilos e profissionais do mundo do vinho com uma super MasterClass no salão de eventos do Hotel Emiliano, na qual apresentaram grandes nomes do seu portfólio. E o melhor:  com participação dos próprios responsáveis das vinícolas, que vieram ao Brasil especialmente para nos mostrar seus rótulos.

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Sem dúvida, o destaque ficou por conta dos pequenos produtores escolhidos pela Belle Cave para figurar em seu portfólio. Tudo isso foi citado logo no início do evento pelo proprietário, Ulisses Kameyama, assim como a participação das mulheres na elaboração dos vinhos.

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Ulisses Kameyama e Francis Brulez, Fundador da Maison Louise Brison

Tradicionais e atenciosos, os representantes das vinícolas surpreenderam a todos com vinhos carregados de alma e personalidade. Bora falar sobre as vinícolas e os rótulos que mais me chamaram a atenção 😉 :

CHAMPAGNE LOUISE BRISON

O evento teve início com a Maison Louise Brison, da região de Champanhe, que produz exclusivamente rótulos safrados (millésimes). Trata-se de um produtor de boutique, que segue um conceito artesanal único, resultando em champagnes realmente especiais.

Fundada em 1991, a casa possui 13 hectares de vinhas plantadas em Côtes des Bar, departamento de Aube, Champagne, lugar onde a Pinot Noir amadurece com perfeição, vigor e muito sabor. Praticam a cultura orgânica desde a fundação e, assim, prezam pela integridade da terra, identidade do terroir e tradição de Champagne.

Champagne Louise Brison – Cuvée Tendresse 2008

Vinificado em barricas de carvalho usadas, com fermentação malolática parcial, o Cuvée Tendresse amadurece 8 meses em barrica e envelhece em garrafa, sobre as borras, ao longo de 7 anos, para que o vinho ganhe complexidade. E que complexidade. Notas de tostado e pão brioche exuberantes fazem jus às premiações do rótulo, superelegante!

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  • Medalha de Ouro – Chardonnay Du Monde 2016
  • Medalha de Prata – Decanter World Wine Awards 2016
  • Medalha de Ouro – Concurso dos melhores vinhos franceses nos EUA (Miami, 2016).

Champagne Louise Brison Rosé 2010

Me apaixonei por esse Rosé, 100% Pinot Noir. Diferente de grande parte dos rótulos rosés da Champanhe, elaborados por mistura (de branco e tinto), aqui temos um exemplar produzido por Maceração, através do qual o mosto fica por 4 dias em contato com as cascas. 

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Outro ponto é que ele não passa por fermentação malolática e amadurece 8 meses em barris de carvalho, com envelhecimento “sur lies” (contato com as leveduras) na garrafa de junho de 2011 e degórgement (retirada das leveduras) em 2016.

De acordo com o fundador da Maison, Francis Brulez, trata-se de um champanhe perfeito para harmonizar com um churrasco tipicamente brasileiro.


SARAH SELECTIONS, NAVARRA

Enfim, nossa viagem chega à Espanha, sobretudo Navarra. Como boa apreciadora dos Rosés, na mesma hora já fiquei ansiosa pelo que viria. E, além do rosado, adorei um 100% Garnacha Blanca de ótimo custo-benefício (75,00), servido logo no início da apresentação realizada pela própria Sarah Martinez, que nos brindou com um portuñol supersimpático e atencioso.

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Sarah Martinez em ação.

Sarah Selections é uma empresa criada por Sarah Martinez-Lagos e Leon Florez em 2013. Eles conseguiram unir vários produtores de toda a Espanha que têm o objetivo de trabalhar de mãos dadas com o maior respeito pelo terroir deles.

Latido de Sarah 2016, Navarra (100% Garnacha Blanca)

Vinificado em tanques de inox, o Latido de Sarah Blanco 2016 recebeu 86/100 pontos do renomado crítico James Suckling e custa só 75,00 no site da Belle Cave.

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Latido de Sarah 2016, Navarra (100% Garnacha)

Quem me conhece sabe da minha paixão por Rosés e esse me conquistou logo de cara. Não só porque sou amante dos rótulos de Navarra, mas porque amei as notas de maçã, cereja e melancia. Superdiferente! Sim, e você encontra esse rosé no site por módicos 75,00 (me conquistou!). 

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DOMAINE BOUCABEILLE, CÔTES-DU-ROUSSILLON VILLAGES

Chegamos ao sul da França, mais precisamente no Languedoc Roussilon, região que vem produzindo vinhos interessantes e com excelente custo-benefício.

Os vinhos do Domaine Boucabeille são produzidos na colina da Forca Real (altitude de 505 metros), 15 quilômetros ao norte de Perpignan. No cume, dá para enxergar toda a planície do Roussillon e o mar. Por este motivo, a Forca Real sempre serviu de covil para os pescadores da região.

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Jean Boucabeille explica sobre a cultura em colinas utilizada no vinhedos do Domaine.

A colina é composta de xistos  com ardósia de 450 milhões de anos de idade! Este tipo de terroir favorece a produção de vinhos redondos, longos na boca, complexos e elegantes. Por que? Por que os xistos permitem às raízes das vinhas se afundarem profundamente para encontrar a água e minerais que precisam. E com o sol do sudeste, o vento do noroeste e o ar fresco da altitude, o vinhedo quase não precisa de cuidados.

Monte Nero 2015 (32% Grenache, 40% Syrah, 28% Mouvèdre)

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Para mim, esse foi o grande destaque do Domaine Boucabeille. Aliás, a Grenache (ou Garnacha, em espanhol) foi a uva mais comentada desta Master Class. Elaborado com uvas provenientes de vinhedos de mais de 30 anos de idade, o Monte Nero recebeu nada mais nada menos que 90/100 pontos do grande crítico Robert Parker.

O Monte Nero possui nuances de frutas negras e violeta. Em boca é elegante e equilibrado.


VIGNOBLES MAYARD, CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE

O Vignobles Mayard é familiar, com vinicultores que já estão em sua 5ª geração, entre eles Didier, Françoise (que nos brindou com uma linda apresentação) e Beatrice. Eles gerenciam 43 hectares da denominação CHATEAUNEUF DO PAPE, produzindo cerca de 140 mil garrafas, incluindo de 1000 a 15.000 garrafas do rótulo branco, que sem dúvida, foi um dos que mais me surpreendeu. Adorei!

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Françoise Roumieux fala sobre os vinhos de sua família

Localizado no coração da Vila de Châteauneuf Du Pape, o vinhedo Mayard está situado num belo castelo do século XVII.

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Châteauneuf-du-Pape La Crau de Ma Mère Blanc 2016

Esse branco foi uma das grandes surpresas do evento. Com aroma de flores, frutas brancas e ótima acidez, sem dúvida conquistou o paladar dos presentes. Infelizmente essa belezinha ainda não está disponível no mercado brasileiro. Aguardamos com ansiedade!


VINÍCOLA BASILÍSCO

A vinícola Basilisco foi fundada na década de 90. Está localizada em Basilicata, sul da Itália – no “solado da bota”- entre Puglia, Campanha e Calábria. Aglianico del Vulture é a única DOC da região estabelecida na encosta do Monte Vulture – um vulcão extinto, responsável por desenhar a região e pela composição do solo.

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Francesca Festa

A propriedade se beneficia da herança deixada pelo vulcão, além do distinto terroir, possui 8 cavernas seculares escavadas em meio a lava petrificada que, naturalmente, mantém a temperatura e umidade ideais para o amadurecimento do vinho.

Os vinhos foram apresentados pela simpática Francesca Festa, que falou sobre a vinícola e seu terroir, que produz vinhos muito interessantes, sobretudo em virtude do solo tão peculiar.

Basilisco, Aglianico del Vulture, Basilisco 2010 (100% Aglianico)

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Amei esse tinto, que se expressa com muita personalidade. De cor vermelho-rubi com reflexos violeta, conta com um nariz de frutas negras, café e um leve toque mineral (provavelmente por conta do solo vulcânico). Muito elegante, levou 91/100 pontos do aclamado crítico Robert Parker.


QUINTA DE LEMOS

Portugal não podia ficar de fora desta MasterClass. Hugo Chaves e Eduardo Figueiral falaram dos vinhedos da Quinta de Lemos, localizados na região do Dão, uma das mais valorizadas e badaladas em terras lusitanas.

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A Quinta de Lemos é um projeto de Pierre de Lemos, cuja família possui um grupo têxtil (Celso de Lemos) e decidiu, ainda, investir na produção de vinhos de alta qualidade. Para tanto, não poupou esforços e trouxe para a equipe o renomado enólogo Hugo Chaves e, juntos, produzem vinhos elegantes e que exprimem maravilhosamente o terroir do Dão.

Quinta de Lemos, 100% Alfocheiro 2010

De cor rubi, esse Alfocheiro surpreende pelo equilíbrio e harmonia, com nuances de frutas vermelhas, terra úmida e flores. Recebeu 17/20 da Revista de Vinhos, uma das publicações mais importantes de Portugal. Amei!

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VINÍCOLA GIOVANNI CORINO, PIEMONTE, ITÁLIA

Os vinhedos, atualmente conduzidos por Giovanni e Giuliano Corino, têm como carro-chefe os Barolos, belos vinhos elaborados 100% com a uva Nebbiolo. A empresa é do tipo que respeita a natureza, não fazendo uso de pesticidas na produção.

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O jovem Andrea Corino

Hoje, a empresa cultiva 9 hectares de vinhas, no município de La Morra, com uma produção anual de cerca de 50 mil garrafas. Andrea Corino (3ª geração da família) falou sobre cada um dos três Barolos que levaram para a MasterClass, todos maravilhosos! Porém, um deles me chamou mais a atenção:

Giovanni Corino, Barolo DOCG Giachini 2013

De coloração vermelho-rubi com reflexos granada, esse Barolo possui toda a tipicidade desta pérola do Piemonte. No nariz, frutas vermelhas, flores e um toque mentolado muito particular. E como um Barolo tão expressivo pode ser de safra 2013, apenas? Segundo Andrea Corino, “Foi uma safra espetacular!”. Simples assim. Realmente, foi para fechar com chave de ouro.

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GRANDE DEGUSTAÇÃO BELLE CAVE

Após a MasterClass, rolou uma degustação com mais de 60 produtores que fazem parte da Belle Cave, reunindo enófilos, trade, press e profissionais do mundo do vinho. Conhecemos muitos rótulos primorosos, muitos deles apresentados pelos próprios representantes das vinícolas. E, como sempre, tive a oportunidade de encontrar os amigos que nutrem uma mesma paixão pelo vinho.

Então é isso, meus queridos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Facebook: /bellecavebr
Instagram: @bellecaveimportadora

 

Terroir Nacional: Grande Prova de Vinhos do Brasil Bate Recorde de Vinícolas Participantes

Está rolando até quinta-feira (26/10), no Hotel Vila Galé, na Lapa (RJ), a maior avaliação às cegas de Vinho Brasileiros – a Grande Prova de Vinhos do Brasil. No time de jurados, nada mais nada menos do que alguns dos melhores profissionais do setor, entre eles jornalistas, professores, consultores e sommelieres.

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Sob a batuta de Marcelo Copello, jornalista e expert superinfluente e conhecido no Mundo do Vinho, o concurso tem tudo para revelar grandes rótulos brazucas. Outra presença ilustre fica por conta de Eugenio Lira, presidente da associação de enólogos do Chile. Agora, vamos deixar de rodeios e conferir as categorias que serão avaliadas:

CATEGORIAS AVALIADAS NA GRANDE PROVA

  1. Espumante Brut branco Champenoise
  2. Espumante Brut branco Charmat
  3. Espumante Brut rosé Champenoise
  4. Espumante Brut rosé Charmat
  5. Espumante extra-brut, nature branco
  6. Espumante extra-brut, nature rosé
  7. Espumante prosecco/glera
  8. Espumante moscatel branco
  9. Espumante demi-sec, branco
  10. Espumante moscatel e demi-sec rosé
  11. Branco Chardonnay
  12. Branco Sauvignon Blanc
  13. Branco Gewurztraminer
  14. Branco Riesling
  15. Branco Moscato
  16. Branco de outras castas e cortes brancos
  17. Tinto Cabernet Sauvignon
  18. Tinto Merlot
  19. Tinto Tannat
  20. Tinto Sangiovese
  21. Tinto Pinot Noir
  22. Tinto Syrah
  23. Tinto Tenpranillo
  24. Tinto Cabernet Franc
  25. Tinto Marselan
  26. Tinto de outras castas
  27. Tinto Cortes
  28. Tintos Super Premium (acima de R$ 120)
  29. Rosé
  30. Doces e Fortificados
  31. Suco de Uva Integral Branco
  32. Suco de Uva Integral Tinto
  33. Best Buys (até R$ 49,99)

*As categorias estreantes em 2016 ganham novos valores, corrigidos. Tintos Super Premium (acima de R$ 120) e Best Buys (os mais bem pontuados até R$ 49,99).


A Grande Prova de Vinhos do Brasil chega à sua sexta edição como um dos eventos mais badalados do setor, sendo que este ano alcançou a incrível marca de 122 vinícolas participantes, com mais de 821 amostras (1.642 garrafas) inscritas para serem organizadas durante quatro dias, em 33 categorias, das quais sairá a classificação dos melhores vinhos do Brasil, incluindo os campeões de cada categoria, que serão eleitos pelo jurí a seguir:

JURADOS PARTICIPANTES

  • 1.    Marcelo Copello, presidente do júri, Grupo BACO Multimídia
  • 2.    Sergio Queiroz, Grupo BACO Multimídia
  • 3.    Eugenio Lira, Presidente da Associação de Enólogos do Chile
  • 4.    Danio Braga – chef e sommelier, fundador da ABS Brasil
  • 5.    José Luiz Pagliari, professor do SENAC-SP e diretor da SBAV-SP
  • 6.    Luiz Cola – jornalista da Gazeta de Vitória
  • 7.    Ricardo Farias – Diretor da ABS-Rio
  • 8.    Celio Alzer – Professor da ABS-Rio
  • 9.    Deise Novakoski, jornalista e consultora em vinhos
  • 10. Maria Helena Tahuata, vice-presidente da ABS-Rio
  • 11. Homero Sodré, consultor de vinhos
  • 12. Jocelyn Sodré, professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá
  • 13. Roberto Rodrigues, diretor da ABS Rio
  • 14. Ed Arruda, Sommelier chefe do Copacabana Palace
  • 15. Ramon Justino, Sommelier bi-campeão do RWFF 2015 e 2017
  • 16. Wallace Neves, Sommelier campeão do RWFF 2016
  • 17. João Pedro Lamonica, Sommelier campeão do RWFF 2013
  • 18. Giancarlo Pochettino, Gerente de A&B da Rede Windsor
  • 19. Marcelo dos Santos, Sommelier do Mr Lam
  • 20. Rodrigo Moura, Sommelier e diretor da ABS-Rio
  • 21. Joseph Morgan, diretor da ABS-Rio
  • 22. Paulo Decat, diretor da ABS-Rio
  • 23. Raphael Zanon, Sommelier do Satyricon
  • 24. Eduardo Ferreira, Sommelier do Fasano
  • 25. Gabliela Poletto – Ibravin

Os organizadores estão mais do que surpresos com a quantidade de vinhos que serão avaliados esse ano. Sem dúvida, uma prova do grande desenvolvimento do vinho nacional.

“Sempre destaco o quanto é fascinante acompanhar a evolução qualitativa dos nossos vinhos, mas agora tenho que destacar minha surpresa com esse novo número alcançado”, relata Sergio Queiroz, promotor do evento.

E o melhor de tudo é que o resultado já será divulgado na semana que vem. Por isso, enoamigos, segurem a ansiedade, pois vem coisa boa por aí! A cerimônia de entrega dos certificados e medalhas acontecerá num evento superfestivo, com direito à Feira de Vinhos, onde os enófilos poderão degustar algumas das grandes revelações da grande prova.

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Sérgio Queiroz é Sócio-Diretor do Grupo Baco Multimídia e um dos organizadores do evento.

Já o resultado consolidado de todas as categorias será publicado no Anuário Vinhos do Brasil 2018, junto com o panorama do setor, tradicionalmente divulgado no início do ano. Como novidade, a versão digital chega para facilitar ainda mais a consulta: “Do celular, tablet e PC, o consumidor poderá escolher seu vinho, contando com a avaliação deste seleto time de jurados, podendo ainda, se desejar, esticar a leitura para conhecer as regiões, nossas IG’s, DO’s  e etc”, destaca Queiroz

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O evento conta com o apoio do Ibravin, SEAPI (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul); e apoio institucionais das seguintes entidades: SindiVinho, Aprovale, Acavitis,  Agavi, Apromontes, Vinhos da Campanha, ABS-RJ  e Hotel Vila Galé.

 

Se segurem e peguem suas taças, porque os vinhos do Uruguai estão com tudo! Por Joana Rangel

Eu e minha amiga Joana Rangel estivemos nos eventos do Rio Wine and Food Festival, realizados na semana passada, no Clube Piraquê, na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Foi bacana demais e o relato dela ficou tão informativo e bem-humorado, que resolvi postar aqui para vocês.

*Por Joana Rangel, do Blog Divina e Vinho

Quando, em 2013, a revista The Economist classificou o Uruguai como sendo o país de maiores “reformas inovadoras que poderiam beneficiar o mundo”, não estavam se referindo aos vinhos. Mas bem que poderiam. Os Tannats Uruguaios deveriam ser considerados patrimônios da humanidade.

E foi para mostrar esse valor, que nossos amigos vizinhos estiveram aqui como parte da Rio Wine & Food Festival. Um verdadeiro passeio de emoções, descobertas e experiências que contagiou todos que estiveram presentes no Clube Piraquê, Rio de Janeiro.

O evento dedicado ao Uruguai foi dividido em dois momentos: uma Master Class com degustação de 14 rótulos e o Tannat Tasting Tour – a Feira dos Vinhos Uruguaios.

Esperando a aula, minha amiga e gastrônoma Tita Moraes, tão ansiosa quanto eu.

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A Master Class foi de tirar o fôlego! Foram 14 vinhos degustados, cada um com particularidades e características próprias. Os vinhos foram apresentados pelos profissionais representantes das vinícolas. Todos muito simpáticos, falavam rapidamente sobre a missão da empresa e  sobre a proposta do vinho degustado.

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Amei ver a quantidade de mulheres presentes!
Os vinhos degustados foram:
  1. Favretto Dragone – Espumoso Natural Felicia 2016
  2. Castillo Viejo – Catamayor Pinot Noir 2015
  3. Nabune – Corte Barrica 2016
  4. Casa Grande – Super Blend 2015
  5. Familia Traversa – Viña Salort Syrah Tannat 2015
  6. Bouza – Monte Vide Eu 2015
  7. Finca Narbona – Luz de Luna Tannat 2013
  8. Pizzorno – Don Prospero Maceración Carbónica 2017
  9. Varela Zarranz – Tannat Crianza 2015
  10. Antigua Bodega – Prima Donna Tannat 2013
  11. Giménez Mendez – Alta Reserva Tannat 2015
  12. Viña Edén – Tannat Reserva 2015
  13. Montes Toscanini – Gran Tannat 2013
  14. Rodríguez Bidegain – Licor de Tannat Roble 2011

Achei todos de altíssimo nível, mas, claro, tive meus encantos favoritos. E desse grupo, fiquei muito impressionada com:

  • O Luz de Luna (corte de Tannat-Petit Verdot da Narbona que eu ainda não conhecia) – possui a audácia e uma força quase ancestral;
  • Com o Tannat Crianza da Varela Zarranz – de uma potência, de um tamanho e de um equilíbrio absurdo;
  • Com o Dom Prospero da Pizzorno – que trouze elementos inesperados de leveza e pluralidade à Tannat (creio eu, que devido à maceração carbônica);
  • E com o Licor de Tannat da Rodríguez Bidegain que, pra mim, foi uma das grandes descobertas do dia.

 

Que os vinhos uruguaios trazidos seriam ótimos, todo mundo já sabia. Mas as surpresas que os nossos amigos estavam guardando para a gente, olhaaaaaa…por essa ninguém esperava!

Depois de tanto vinho maravilhoso, os caras  fizeram um CHURRASCO pra gente!

Um chur-ras-co

os. caras. fizeram. um. churrasco. pra gente

de CORDEIRO!!!

Não merecemos tanto!

Aí é demais para o meu coração! Que povo lindo, meu deus! Me senti no Uruguai, sem sair do Rio. Se a intenção deles era fazer com que ficássemos apaixonados, eles conseguiram!

Harmonizar essas maravilhas com uma carne de cordeiro na brasa, não tem preço!

Após tanto comer – eu devo ter ido à churrasqueira umas 3 vezes, era hora de retornar aos salões do Piraque, pois ainda havia a Feira de Vinhos do Uruguai, o Tannat Tour.

E que feira, minha gente! Que feira!

Pensa que no Uruguai só tem Tannat? Rá! Aí é que você se engana.

Nossos vizinhos vieram com tudo.

Provei um Cabernet Franc da Braccobosca 2016 que estou até agora sonhando com ele. Algo de maravilhoso, de incrível, fiquei apaixonada!

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Agora pense comigo: quase não se planta Cabernet Franc no Uruguai (7% do plantio de uvas tintas)  e os caras me chegam com um vinho avassalador desses! Onde eles vão parar?

O Uruguai não está para brincadeiras.

Dos já aclamados, sabemos bem: Garzon, Bouza, Alto de la Ballena, Pisano, Varela Zarranz…são queridos mundialmente, sempre com vinhos de alta gama, sempre com senhores vinhos. Mas tem gente muito pequena vindo aí. Pequenos, micro produtores, gente que produz vinho quase como um desafio mesmo! Porque é teimoso, porque ama, porque é apaixonado! Tem sabores novos vindo aí e como isso é maravilhoso!

E foram inúmeros rótulos degustados, muita conversa e aprendizado. Lógico que a Tannat, uva ícone do país, é a senhora da casa, mas é bom a gente ver como os vinhos uruguaios estão se tornando algo que transcende isso.

Não tenho como falar de todos os rótulos, mas deixo aqui algumas imagens do que provei. Tem cortes inusitados, Chardonnays, Roses de Tannat, Sauvignon Blancs, Licor de Tannat (que depois vão ganhar um post só deles, porque foi muito amor) etc. Tem de tudo um pouco!

Preciso terminar dizendo que a produção do evento, pela Rio Wine & Food Festival, acertou em cheio, trazendo o que há de mais plural e diverso no mundo do vinho, mostrando que nossa bebida predileta pode (e deve!) ser apreciada por todos e a qualquer hora.

São essas iniciativas que fazem a diferença, parabéns!

*Joana Rangel é Engenheira, Gestora de Negócios e Blogueira de Vinhos superdedicada. 

 

Descobrindo Novos Sabores: Vaeni NAOUSSA e a História do Vinho Grego

Na última sexta-feira estive no Restaurante Terra Brasilis, na Urca, a fim de conhecer um pouco mais sobre os vinhos da Vinícola Vaeni Naoussa, um dos maiores grupos de produtores de vinhos da Grécia.

Sim, a Vaeni controla a maioria dos vinhedos na área de Naoussa que, de acordo com mitologia grega, foi o berço do deus Dionísio, nosso amado Baco, símbolo do vinho até os dias de hoje.

Continuar lendo “Descobrindo Novos Sabores: Vaeni NAOUSSA e a História do Vinho Grego”

Vinhos da Península de Setúbal Brilham no Copacabana Palace

Ontem estive em mais uma celebração ao vinho português no tradicional Hotel Copacabana Palace, aqui no Rio. E, sim, os amigos lusitanos devem ter muito orgulho de seus fermentados. Afinal, provei tantos rótulos sensacionais que poderia ficar horas aqui dissertando sobre a expressão de cada um deles.

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Para começar, todos os enoamigos mais queridos estavam presentes, desde as blogueiras Joana Rangel, Ana Borba e Tita Moraes, passando pelo Sommelier Marcelo Marques e sua bela e simpática esposa Patrícia Pacheco, até as maravilhosas confreiras do Amigas do Vinho, comandadas por Maria Lúcia Rodrigues.

Foi um encontro intimista, só para convidados – enófilos e profissionais do setor. Ou seja, o local estava povoado por aqueles que nutrem profunda paixão pelo néctar de Baco. E, realmente, os vinhos foram as grandes estrelas do evento.

PROFUSÃO DE CORES E SABORES

Entre as vinícolas e representantes presentes estavam Adega de Pegões,  Casa Ermelinda de Freitas, Herdade da Comporta, José Maria da Fonseca (sim, a Vinícola do icônico Periquita), Quinta Brejinho da Costa, Venâncio da Costa Lima e Quinta do Piloto, grande destaque, não só pela qualidade dos vinhos, mas também pelo carisma e atenção total do simpático Filipe Cardoso, também responsável pelos caldos da SIVIPA (Sociedade Vinícola de Palmela).

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Sérgio Coelho e o simpático Filipe Cardoso, da SIVIPA e Quinta do Piloto

E o que falar dos Vinhos? Foram Espumantes, Brancos, Tintos e Rosés, além dos famosos Moscatéis que, de tão versáteis, se transformaram num delicioso Welcome Drink para os convidados: uma versão de “Porto Tônico” elaborada com o Moscatel de Setúbal, com direito a gelo, água tônica e limão siciliano. Maravilhoso!

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Welcome Drink: Moscatel de Setúbal Tônico

O buffet ficou a cargo do Chef Executivo do Copa, David Mansaud, supersimpático e que fez questão de nos cumprimentar e receber nossos merecidos elogios. Sem dúvida foram comidinhas saborosas, que harmonizaram perfeitamente com os grandes vinhos presentes no evento.

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Com Cristina, amiga da ISG

PENÍNSULA DE SETÚBAL: TRADIÇÃO EM VINHOS PORTUGUESES

A demarcação da Região do Moscatel de Setúbal em 1907 comprova toda a tradição do lugar para a vitivinicultura, que simplesmente é um dos mais antigos de Portugal para essa finalidade. A existência de vinhas tanto em zonas planas, como nas encostas da Serra da Arrábida, deu origem a uvas capazes de produzir vinhos de muita qualidade, com personalidades únicas e que contribuíram imensamente para que a região se afirme cada vez mais no mapa vitivinícola de Portugal e do mundo. 

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O famoso néctar de Setúbal!

As castas mais plantadas desta região e que, de certa forma, traçaram o perfil do local, são a Castelão, Syrah, Aragonez (para as tintas e Moscatel de Setúbal) e Fernão Pires e Arinto, no caso das brancas. 

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA (I.G) DA PENÍNSULA DE SETÚBAL

D.O PALMELA: Abrangendo os conselhos de Setúbal, Palmela, Montijo e, ainda, a freguesia do Castelo, no conselho de Sesimbra, a Denominação de Origem (D.O) Palmela cobre a mesma área que a D.O de Setúbal, excluindo a produção de Moscatel. Nessa D.O são produzidos vinhos brancos, rosados, tintos, espumantes e licorosos, sendo que a estrela de Palmela é, sem dúvida, a varietal Castelão, exigida em pelo menos em 67% dos blends dos tintos. 

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D.O DE SETÚBAL: É a região dos famosos Moscatéis! Os vinhos dessa D.O são produzidos na mesma área demarcada de Palmela, mas se refere apenas aos vinhos generosos/licorosos conhecidos como Moscatéis de Setúbal. Existem dois tipos de vinhos fortificados com essa denominação: o produzido com a casta branca Moscatel de Setúbal e o fabricado com a casta rosada Moscatel Roxo (meus favoritos!), cuja presença deve estar em pelo menos 67% do lote, podendo, contudo, estar associadas a outras castas, como Arinto, Fernão Pires etc. Entretanto, a tradição acabou exigindo que tais vinhos sejam elaborados com 100% dessas duas varietais. Logo, as designações tradicionais de Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo de Setúbal só podem ser empregadas quando essas castas contribuíram com, no mínimo, 85% do mosto (suco de uva) utilizado na fabricação dos vinhos. 


Então é isso, galera da enofilia! Sem dúvida estamos na temporada dos eventos de vinhos. Para mim, trata-se da oportunidade perfeita de rever e fazer amigos, além de conhecer um pouco mais sobre a nossa amada bebida dos deuses. Tudo é bagagem. Tudo é aprendizado. E quando a gente se compromete em fazer o que ama, qualquer atividade vira prazer e vontade de melhorar mais a cada dia.

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Um brinde ao Conhecimento! Tim-Tim!

6 Dicas Para Aproveitar ao Máximo Um Festival de Vinhos

Sem dúvida, esse é o ano dos eventos de vinhos em todo o país. Com isso, diversos produtores têm se mobilizado para divulgar o nosso néctar junto aos consumidores brasileiros. Afinal, precisamos desenvolver uma cultura do vinho no Brasil e a hora é agora!

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Por mais que o paladar dos enófilos esteja cada vez mais voltado para experimentar coisas novas, nosso consumo ainda está longe do ideal se comparado a o de outros países. Então, acho superválida a organização de eventos com o intuito de difundir o vinho, sobretudo o nacional. Sim, o Brasil produz rótulos belíssimos! E acredito que seja apenas questão de tempo para o brasileiro se apaixonar definitivamente pela bebida dos deuses. 

DEMOCRATIZAÇÃO DO VINHO

Por exemplo, atualmente, a maioria dos eventos que está rolando aqui no Rio de Janeiro é aberta ao público. Ou seja, qualquer um pode adquirir um ingresso e conferir os rótulos de vinícolas e importadoras. Pensando nisso, hoje trouxe para  vocês algumas dicas preciosas para aproveitar ao máximo cada segundo de um festival de vinhos. Vamos lá!

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1- INFORME-SE SOBRE O EVENTO E AS VINÍCOLAS PARTICIPANTES

Há eventos de vários portes, mas em todos você vai se deparar com stands de produtores e importadores com vinhos para você conhecer e degustar. Logo, para otimizar o tempo, é essencial estar bem informado sobre as empresas participantes. Assim, você já chega com uma ideia dos exemplares mais interessantes. Sem uma pesquisa prévia, é bem capaz de você deixar passar grandes rótulos e se arrepender depois, “Puxa, não provei o vinho X”.

2- ATENTE-SE PARA O HORÁRIO

Todas as feiras possuem seus horários de pico nos quais é maior o número de pessoas circulando. Por isso, se você é consumidor e o seu objetivo for apenas o de degustar os rótulos, vale à pena chegar cedo, quando tudo é mais silencioso e os stands estão vazios. Essa hora é perfeita para conhecer melhor uma vinícola e tirar dúvidas com os representantes sobre determinado vinho. A maioria dos eventos começa na parte da tarde, por volta das 14h, 15h. Sem dúvida, é o melhor horário para chegar e aproveitar. 

3- ORDEM DE DEGUSTAÇÃO

Os eventos não deixam de ser uma grande degustação em formato descontraído, onde é possível conhecer os rótulos e conversar com outros apaixonados pelo néctar de Baco. Por isso, para ser bacana mesmo, vale respeitar a mesma ordem que você teria em uma degustação de amigos. Comece pelos espumantes, em seguida brancos, tintos leves e finalize com tintos mais encorpados. Assim, você percebe cada nuance olfativa e gustativa, ao passo que nenhum exemplar mascara o que o outro tem de melhor e vice-versa. Deixe os vinhos fortificados e os de sobremesa para o gran finale. Vale muito mais a pena!

4- UM COPO DE ÁGUA PARA CADA TAÇA DE VINHO

A maioria das feiras conta com “descartes”, aqueles recipientes próprios para você devolver o restante do vinho que não bebeu. Mas sabe aquele rótulo que você amou e tem pena de descartar? Se for realmente degustar esses vinhos até o fim, vale se hidratar muito! Portanto, após cada taça de vinho que você ingerir até o final (mais ou menos 50ml), beba um belo copo d’água. Desta forma, você evita a perda de sensibilidade e prolonga sua integridade organoléptica e motor.

5-  LEMBRE-SE DE PEDIR OS CONTATOS DAS VINÍCOLAS QUE VOCÊ MAIS GOSTOU

Outra grande vantagem de participar de uma feira de vinhos é a de conhecer a fundo os produtos de determinada vinícola ou importadora por meio de seus representantes diretos. Estes podem ser enólogos, sommeliers, distribuidores etc. Então, aproveite para conhecer cada rótulo e tirar todas as dúvidas, sem medo. O profissional está lá justamente para isso. Pegue as garrafas dos vinhos que você mais gostou e tire uma foto do rótulo, sem inibição. Assim você terá munição suficiente para desfrutar novamente da bebida quando for adquiri-la nos pontos de venda.

6- COMPARTILHE SUAS EXPERIÊNCIAS

As redes sociais estão a cada dia exercendo um maior poder de influência. Logo, vale compartilhar suas experiências durante o evento com fotos, conselhos e opiniões. Todo mundo gosta de uma indicação de um amigo sobre determinado vinho. Desta forma, você incentiva seus amigos a também entrarem no mundo do vinho e a compartilhar essas experiências com você. E desfrutar de um bom rótulo sozinho é, sem dúvida, muito chato. Por isso,

  • Use a Hashtag do evento nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter…).
  • Marque seus amigos que curtem um bom vinho.
  • Use a hashtag das vinícolas e/ou importadoras favoritas.
  • Compartilhe informações sobre o evento nas redes.

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Então é isso, enoamigos! A agenda de feiras viníferas está bombando nos 4 cantos do Brasil e se você ama vinhos, aconselho a ir a pelo menos em uma para saber como é na prática. Informe-se sobre a organização do evento, convoque os amigos e curtam juntos essa experiência.

 Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Mais Do Que Nunca O Vinho Nacional é COISA NOSSA!

Amigos, na última quinta-feira, 4/05, tive a honra de participar de uma verdadeira festa do vinho brasileiro. O evento “Coisa Nossa Vinhos e Etc” agitou o Novotel de Botafogo (RJ) com enófilos apaixonados, imprensa especializada e profissionais do ramo de bebidas e gastronomia. Sucesso absoluto!

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Logo no início, já esbarrei com muita gente bacana que eu só conhecia virtualmente, como os queridos colegas Joana Rangel (Blog Divina e Vinho), Ana Borba (Blog Da Água Para o Vinho) e Fernando Lima (Vinhos com Fernando Lima), além do amigo Fábio Dobbs (Além da Taça).

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Olha só eu com a Joana Rangel (Divina e Vinho) e o simpático Nicola, da Le Chateaux Laurentia.

DESTAQUES BRASILEIROS 

Após um bate-papo com a galera, degustamos algumas pérolas do nosso terroir. Primeiro da Serrado Vinhos (Tijuca – que se destaca pelos exemplares da vinícola catarinense Villa Francioni), em seguida Vinícola Pericó (também catarinense), Cave Nacional (e-commerce do amigo Marcelo Rebouças, que trouxe para o evento nada mais nada menos que o badalado Maria, Maria Syrah da vinícola mineira de mesmo nome), Routhier & Darricarrère, Cattacini Vinhos, Vinum Rio (que só vende vinhos finos nacionais, como o rótulo Don Laurindo), Grupo Miolo (com vários rótulos de prestígio, como o espumante Millésime, Quinta do Seival – tinto e o maravilhoso Alvarinho), a mineira Luiz Porto, Decanter (com os rótulos da Hermann e Quinta da Neve), Lidio Carraro, Pizzato (amei o espumante Brut Champenoise deles!), entre outras.

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Outro destaque ficou por conta da Vinícola Le Chateaux Laurentia, com seu espumante  Brut elaborado com as uvas Montepulciano e Nebbiolo. Uma surpresa maravilhosa!

VINHO MINEIRO

Eram muitos rótulos e infelizmente não consegui degustar todos. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a forte presença dos mineiros, certamente por suas vinícolas terem uma grande aceitação aqui no Rio de Janeiro.

O “Maria, Maria Syrah”, exposto no stand da Cave Nacional, foi responsável por um dos maiores reboliços do encontro. Tudo porque se trata de um  vinho de produção pequena e muito elogiado (seu nome é sim, uma homenagem ao grande cantor e compositor Milton Nascimento).

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Já a Luiz Porto Vinhos Finos (Cordislândia-MG) nos brindou com uma palestra memorável, proferida pelo Diretor da Vinícola, Luiz Roberto Porto Júnior (em breve teremos um artigo exclusivo sobre ela, visto que foi realmente muito bacana!), que falou principalmente a respeito das particularidades do terroir mineiro e da técnica de poda invertida, através da qual a colheita das uvas é realizada no inverno. Da vinícola, degustamos os vinhos da linha Dom de Minas (Merlot e Cabernet Franc), assim como o belo espumante Luiz Porto Brut.

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Luiz Roberto Porto Júnior, Diretor da Luiz Porto Vinhos Finos.
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Dom de Minas Cabernet Franc: surpreendente a estrutura!

PALESTRAS

Também tive oportunidade de prestigiar a palestra Panorama do Mercado de Vinhos Brasileiro, com o brilhante escritor Rogerio Dardeau, autor do aclamado livro “Vinho Fino Brasileiro”.  Expert em terroir nacional , Dardeau falou, entre outros assuntos, sobre as novas regiões vinícolas brasileiras, bem como as particularidades de cada uma, incluindo Microclima, Denominação de Origem (Vale dos Vinhedos) e Indicação Geográfica. Ao longo da palestra, degustamos rótulos de algumas vinícolas, como o Chardonnay 2015 da Pizzato e o Chenin Blanc da Catacini, elaborado em parceria com a Vinícola Miolo.

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Rogerio Dardeau: uma aula sobre o Vinho Nacional

Valdiney Ferreira, professor do curso de Wine Business da Faculdade Getúlio Vargas, ministrou a palestra “Vinhos do Brasil – Do Passado Para o Futuro”. Me chamou a atenção os números de vendas e consumo do mercado brasileiro, assim como a criação das primeiras cooperativas nos anos 30. Enfim, o Brasil ainda exporta pouco frente a outras regiões vinícolas e tem tudo para que seu vinho ocupe um lugar de prestígio no mundo.

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Durante a palestra, degustamos alguns rótulos, entre eles o Espumante Brut Rosé da Luiz Argenta (100% Pinot Noir), o Alvarinho Quinta do Seival, da Miolo (Maravilhoso!) e o Agnus Tannat, da Lidio Carraro (destaque na Expovinis 2016). DETALHE: todos os vinhos foram servidos às cegas, para a gente descobrir. Ou seja, é sempre uma experiência muito bacana. 

GASTRONOMIA

O Coisa Nossa também contou com o que há de melhor na gastronomia. Não consegui resistir aos croissants e biscoitinhos da Blé Patisserie (de Itapaiva). O Francisco Patitucci, um dos sócios,  foi supersimpático com todo mundo. Me atrevo, ainda, a elogiar os macarrons. Maravilhosos e muito bem-feitos!

Outro destaque ficou por conta dos queijos artesanais da capixaba Orolatte e da mineira Serra das Antas (meus amigos sabem que não resisto ao queijo tipo Reblochon da marca). Enfim, tudo de primeiríssima qualidade, muito a ver com o clima do evento, que ainda contou com música ao vivo e muita gente bonita e engajada no mundo do vinho.


Então é isso, gente! Podem ter certeza que ao longo do ano ainda teremos muitos outros eventos em homenagem ao vinho nacional. Sim, é uma forma de divulgar o nosso néctar não só internacionalmente como também para o mercado interno. Afinal, os consumidores brasileiros ainda não se familiarizaram totalmente com os nossos vinhos, que não ficam devendo aos de nenhuma outra região vinícola ao redor do mundo.

Sem dúvida, todos os organizadores do Coisa Nossa estão de parabéns! É o tipo do evento que cumpre perfeitamente o papel de difusão da cultura do vinho.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!