Terroir Nacional: Grande Prova de Vinhos do Brasil Bate Recorde de Vinícolas Participantes

Está rolando até quinta-feira (26/10), no Hotel Vila Galé, na Lapa (RJ), a maior avaliação às cegas de Vinho Brasileiros – a Grande Prova de Vinhos do Brasil. No time de jurados, nada mais nada menos do que alguns dos melhores profissionais do setor, entre eles jornalistas, professores, consultores e sommelieres.

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Sob a batuta de Marcelo Copello, jornalista e expert superinfluente e conhecido no Mundo do Vinho, o concurso tem tudo para revelar grandes rótulos brazucas. Outra presença ilustre fica por conta de Eugenio Lira, presidente da associação de enólogos do Chile. Agora, vamos deixar de rodeios e conferir as categorias que serão avaliadas:

CATEGORIAS AVALIADAS NA GRANDE PROVA

  1. Espumante Brut branco Champenoise
  2. Espumante Brut branco Charmat
  3. Espumante Brut rosé Champenoise
  4. Espumante Brut rosé Charmat
  5. Espumante extra-brut, nature branco
  6. Espumante extra-brut, nature rosé
  7. Espumante prosecco/glera
  8. Espumante moscatel branco
  9. Espumante demi-sec, branco
  10. Espumante moscatel e demi-sec rosé
  11. Branco Chardonnay
  12. Branco Sauvignon Blanc
  13. Branco Gewurztraminer
  14. Branco Riesling
  15. Branco Moscato
  16. Branco de outras castas e cortes brancos
  17. Tinto Cabernet Sauvignon
  18. Tinto Merlot
  19. Tinto Tannat
  20. Tinto Sangiovese
  21. Tinto Pinot Noir
  22. Tinto Syrah
  23. Tinto Tenpranillo
  24. Tinto Cabernet Franc
  25. Tinto Marselan
  26. Tinto de outras castas
  27. Tinto Cortes
  28. Tintos Super Premium (acima de R$ 120)
  29. Rosé
  30. Doces e Fortificados
  31. Suco de Uva Integral Branco
  32. Suco de Uva Integral Tinto
  33. Best Buys (até R$ 49,99)

*As categorias estreantes em 2016 ganham novos valores, corrigidos. Tintos Super Premium (acima de R$ 120) e Best Buys (os mais bem pontuados até R$ 49,99).


A Grande Prova de Vinhos do Brasil chega à sua sexta edição como um dos eventos mais badalados do setor, sendo que este ano alcançou a incrível marca de 122 vinícolas participantes, com mais de 821 amostras (1.642 garrafas) inscritas para serem organizadas durante quatro dias, em 33 categorias, das quais sairá a classificação dos melhores vinhos do Brasil, incluindo os campeões de cada categoria, que serão eleitos pelo jurí a seguir:

JURADOS PARTICIPANTES

  • 1.    Marcelo Copello, presidente do júri, Grupo BACO Multimídia
  • 2.    Sergio Queiroz, Grupo BACO Multimídia
  • 3.    Eugenio Lira, Presidente da Associação de Enólogos do Chile
  • 4.    Danio Braga – chef e sommelier, fundador da ABS Brasil
  • 5.    José Luiz Pagliari, professor do SENAC-SP e diretor da SBAV-SP
  • 6.    Luiz Cola – jornalista da Gazeta de Vitória
  • 7.    Ricardo Farias – Diretor da ABS-Rio
  • 8.    Celio Alzer – Professor da ABS-Rio
  • 9.    Deise Novakoski, jornalista e consultora em vinhos
  • 10. Maria Helena Tahuata, vice-presidente da ABS-Rio
  • 11. Homero Sodré, consultor de vinhos
  • 12. Jocelyn Sodré, professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá
  • 13. Roberto Rodrigues, diretor da ABS Rio
  • 14. Ed Arruda, Sommelier chefe do Copacabana Palace
  • 15. Ramon Justino, Sommelier bi-campeão do RWFF 2015 e 2017
  • 16. Wallace Neves, Sommelier campeão do RWFF 2016
  • 17. João Pedro Lamonica, Sommelier campeão do RWFF 2013
  • 18. Giancarlo Pochettino, Gerente de A&B da Rede Windsor
  • 19. Marcelo dos Santos, Sommelier do Mr Lam
  • 20. Rodrigo Moura, Sommelier e diretor da ABS-Rio
  • 21. Joseph Morgan, diretor da ABS-Rio
  • 22. Paulo Decat, diretor da ABS-Rio
  • 23. Raphael Zanon, Sommelier do Satyricon
  • 24. Eduardo Ferreira, Sommelier do Fasano
  • 25. Gabliela Poletto – Ibravin

Os organizadores estão mais do que surpresos com a quantidade de vinhos que serão avaliados esse ano. Sem dúvida, uma prova do grande desenvolvimento do vinho nacional.

“Sempre destaco o quanto é fascinante acompanhar a evolução qualitativa dos nossos vinhos, mas agora tenho que destacar minha surpresa com esse novo número alcançado”, relata Sergio Queiroz, promotor do evento.

E o melhor de tudo é que o resultado já será divulgado na semana que vem. Por isso, enoamigos, segurem a ansiedade, pois vem coisa boa por aí! A cerimônia de entrega dos certificados e medalhas acontecerá num evento superfestivo, com direito à Feira de Vinhos, onde os enófilos poderão degustar algumas das grandes revelações da grande prova.

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Sérgio Queiroz é Sócio-Diretor do Grupo Baco Multimídia e um dos organizadores do evento.

Já o resultado consolidado de todas as categorias será publicado no Anuário Vinhos do Brasil 2018, junto com o panorama do setor, tradicionalmente divulgado no início do ano. Como novidade, a versão digital chega para facilitar ainda mais a consulta: “Do celular, tablet e PC, o consumidor poderá escolher seu vinho, contando com a avaliação deste seleto time de jurados, podendo ainda, se desejar, esticar a leitura para conhecer as regiões, nossas IG’s, DO’s  e etc”, destaca Queiroz

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O evento conta com o apoio do Ibravin, SEAPI (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul); e apoio institucionais das seguintes entidades: SindiVinho, Aprovale, Acavitis,  Agavi, Apromontes, Vinhos da Campanha, ABS-RJ  e Hotel Vila Galé.

 

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Uma Uva Dois Vinhos: Jantar Harmonizado com Célio Alzer na Gran Cru Niterói

A Gran Cru de Niterói é uma das maiores da rede, enorme, tem 2 andares (loja e bistrô) e uma grande variedade de rótulos. Geralmente é meu destino quando quero presentear algum amigo com vinho, pois acho o preço bem justo para o que entrega. Aliás, eles dispõem de exemplares para todos os gostos e bolsos. Óbvio, se levarmos em conta as demais lojas especializadas. (Leia aqui dicas para comprar vinhos em lojas).

Então, o jantar foi conduzido por ninguém menos que Célio Alzer, consultor de vinhos e meu professor na ABS-RJ. Logo, já fui esperando por algo didático e, ao mesmo tempo, descontraído. Aqui a brincadeira foi desvendar como uma mesma uva se expressa de forma diferente na taça de acordo com a região onde é produzida. Ou seja, é a prova de que o terroir influencia (e MUITO!) no resultado final.

BOAS-VINDAS COM ESPUMANTE VICTORIA GEISSE ROSÉ BRUT

Logo na chegada, fomos recepcionados com uma taça de espumante Victoria Geisse Rosé  brut 2016 (100% Pinot Noir). Quem me conhece sabe que considero os espumantes da Familia Geisse, de Pinto Bandeira (RS), um dos melhores do Brasil. Amo muito, de paixão! A perlage dele é qualquer coisa de linda e persistente, forma uma coluna muito bonita na taça.

victoria geisse

Esse rótulo, em específico, foi elaborado pela vinícola especialmente para a Gran Cru. E me lembro que sempre quis saber a respeito do nome. Achava que fosse alguma mulher da vida do Mário Geisse, dono e enólogo, mas não. O professor Célio nos contou que Victoria era o nome do navio que trouxe os antepassados do Mário da Itália para o Chile (Sim, o enólogo é chileno e também assina os vinhos da Casa Silva, uma das melhores do país).

No vídeo abaixo você pode observar a incrível perlage desse espumante:

No nariz, o Victoria traz uma explosão de frutas vermelhas, assim como uma nota inconfundível de pão fresco, provavelmente em virtude dos 12 meses de autólise (contato com as leveduras).

SAUVIGNON BLANC

Começamos com essa, que é uma das uvas brancas mais conhecidas e aromáticas. Tenho ouvido alguns colegas se queixando de que, ultimamente, muito do que temos visto sobre essa casta têm permanecido no lugar comum, sem muita ousadia. Discordo.

Sauvignon Blanc_Gran Cru

Quando a gente entende que o que manda na expressão de uma uva é o terroir, ou seja, o solo, o clima e as condições da região onde é produzida, dá até vontade de provar vários rótulos diferentes. Aqui, o Professor Célio nos apresentou um Sauvignon Blanc do Chile e outro da Nova Zelândia.

1- MATETIC CORRALILLO SAUVIGNON BLANC 2016 – VALE DE SAN ANTONIO, CHILE

Um vinho fresco, amarelo palha claro, com aromas de frutas cítricas, maracujá, ervas e um toque mineral (provavelmente pela proximidade com o Oceano Pacífico). No nariz, é intenso, chega chegando. O professor Célio sugeriu harmonizá-lo com queijo de cabra, comida oriental, ceviche, ostras e moqueca capixaba. 

corralillo

SOBRE O PRODUTOR: Eleita a Vinícola do Ano de 2014 pela Revista Wine & Spirits, a Matetic preza pela originalidade. A cultura é feita de forma orgânica e biodinâmica, livre de produtos químicos, respeitando o solo e as plantas. O resultado disso são vinhos puros, autênticos e inesquecíveis.

Matetic Vineyards está localizada no Valle del Rosario, subdivisão do Valle de San Antonio a 120 km de Santiago, entre Casablanca e San Antonio. São mais de 9.000 hectares de vinhedos em um vale fechado, orientado perpendicularmente ao mar, com uma luminosidade extraordinária – condições ideais para a produção dos vinhos.


2 – MARLBOROUGH SUN SAUVIGNON BLANC 2016, NOVA ZELÂNDIA

Gosto muito da expressão dos Sauvignon Blancs da Nova Zelândia, sobretudo por este ter se tornado um dos melhores terroirs do mundo para a casta, devido à presença e delicadeza de seus vinhos.

MB -NZ

Marlborough, na porção norte da Ilha Sul, é a região mais famosa da Nova Zelândia quando se trata de Sauvignon Blanc. O Sun tem o rótulo lindo e original, lembrando um clássico tabloide (jornal local). Possui um caráter fresco e herbáceo, com notas de frutas tropicais. Porém, diferente do exemplar chileno, este é mais sutil, lembrando um pouco os franceses do Loire. É delicado, enquanto o outro é mais intenso.

SOBRE O PRODUTOR: Saint Clair Family Estate é o resultado da união da propriedade de Neal e Judy Ibbotson, dois dos pioneiros da viticultura em Marlborough. Com o talento de uma das principais equipes de vinificação da Nova Zelândia, liderada por Matt Thomson e Hamish Clark, a vinícola, que teve sua primeira safra produzida em 1994, é destaque por ter sido a primeira a ganhar grandes troféus internacionais de Sauvignon Blanc e Pinot Noir no mesmo ano, o que ajudou a colocar a Nova Zelândia no cenário mundial de vinhos de qualidade.

CONCLUSÃO: 2 ótimos vinhos, mas com expressões diferentes. O neozelandes está por 79,00 no site da Gran Cru. Ótimo preço se levarmos em conta que a maioria dos SB da Nova Zelândia estão custando mais de 2 dígitos por aí afora. Bom custo x benefício!


PINOT NOIR

1 – LEYDA PINOT NOIR RESERVA 2015, Chile, Vale do Leyda.

Produzido no Vale do Leyda, a apenas 7 quilômetros do oceano pacífico, esse Pinot tem uma expressão bem diferente de muitos sul-americanos que vimos por aí. Afinal, sempre ouvi falar sobre a dificuldade de se produzir uma casta tão temperamental fora da Borgonha, sua terra natal.

leyda

Para começar, a cor dele é linda e bem típica, um vermelho-rubi claro. No nariz, é surpreendente, com notas terrosas e de frutas vermelhas. Gente, não fica devendo para nenhum Pinot Noir da Borgonha. Não mesmo! Desafio a você, Borgonha-maníaco, a provar esse vinho e me dizer. Fico MUITO orgulhosa quando me deparo com esse tipo de coisa, vocês não têm noção. Orgulho da viticultura sul-americana! Trata-se de um vinho para se beber jovem e que passa seis meses em barricas de carvalho.

SOBRE O PRODUTOR: Fundada em 1998, a vinícola foi pioneira na vitivinicultura no vale do Leyda. Interessados no microclima da região, os criadores construíram uma tubulação que desviou parte do fluxo do rio Maipo por oito quilômetros, o que viabilizou o cultivo de uvas de qualidade. O sucesso foi tanto que, anos depois, outras vinícolas se instalaram no Vale do Leyda, que tornou-se uma denominação de origem em 2002 e já se transformou em uma das mais promissoras para o plantio de uvas brancas. Quem encabeça a equipe é Viviana Navarrete, discípula de Ignacio Recabarren, da Concha Y Toro.

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2- FORGEOT BOUGOGNE PINOT NOIR 2013 – BORGONHA, Maison Forgeot Père et Fils

Então, eis um legítimo Pinot Noir da Borgonha. Elegante, com notas terrosas e de frutas vermelhas, em taça foi menos intenso que o chileno. Porém, ao ser harmonizado com a comida (Risoto de Shitake e Shimeji com Vitela) o vinho teve um upgrade sem igual, ficou maravilhoso! É incrível como alguns exemplares são realmente feitos para serem apreciados com um bom prato. Os do velho mundo são desse tipo, geralmente pedem comida!

borgonha

Em boca ele também tem mais presença, com notas de cogumelos, terra molhada, amora e morango fresco. Um vinho leve e pronto para beber, quanto mais jovem melhor.

SOBRE O PRODUTOR: A Maison Forgeot é referência na produção de excelentes Pinot Noir e Chablis com preços competitivos. Sob o comando do grupo Bouchard, Forgeot é uma excelente opção de vinhos elegantes e expressivos. Fundada em 1731, por Michel Bouchard, a Bouchard Père et Fils é uma das mais antigas e tradicionais vinícolas da Borgonha – mais de 280 anos se passaram e hoje está sob o comando da nona geração da família. Duas aquisições foram feitas ainda no século 18: os vinhedos de Volnay e de Beaune. Mas as propriedades continuaram se estendendo Borgonha afora e, durante os séculos 19 e 20, adquiriram terrenos nas melhores vilas de Côte d’Or.

CONCLUSÃO: O Leyda, chileno, é mais intenso no nariz e muito agradável. Porém, ao ser hamonizado com o jantar (risoto de cogumelos e vitela) o Forgeot, da Borgonha, se saiu melhor. Ambos vinhos gastronômicos, agradáveis, para serem bebidos jovens.


SYRAH

O gran finale ficou por conta da Syrah/Shiraz. Dizem que esta casta é originária na Pérsia, ou seja, é uma das mais antigas. Na Europa, têm sua casa mais famosa em Hermitage, na França. Os exemplares do Novo Mundo são mais intensos, com notas achocolatadas e de especiarias, com destaque para a pimenta.

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Desta vez, confrontamos dois exemplares, um italiano e um chileno. Ambos harmonizaram de forma primorosa com o mix de queijos, sobretudo com Gouda, Gruyére e Parmesão.

1 – ERRAZURIZ RESERVA ESTATE SERIES SHIRAZ 2015, Alto Aconcágua, Chile

De coloração rubi intensa, esse vinho (95% Shiraz e 5% Viognier) é um bom exemplo do quanto a casta ganha potência no Alto Aconcágua, com notas de ameixas maduras, canelas e toques de pimenta vermelha. Aliás, a Errazuriz foi fundada em 1870 por Maximiliano Errazuriz, um dos grandes expoentes da viticultura chilena, ao lado de Don Melchor de Concha Y Toro.

ERRAZURIZ

Em boca, o  Errazuriz tinha os taninos ainda bem presentes, mas nada incômodo, acredito que por conta de sua juventude. Apesar de pronto para beber, ainda pode esperar tranquilamente por mais uns 3 anos em adega. Passa 8 meses em barrica de carvalho.

SOBRE O PRODUTOR: Foi depois de viajar o Chile de norte a sul que Don Maximiano Errázuriz encontrou no Vale do Aconcágua o terroir ideal para as mudas europeias que trouxe para o país sul-americano em pleno século XIX. Foi pioneiro na exploração do Vale para a produção de vinhos finos e abriu as portas da vinícola batizada com o sobrenome de sua família em 1870. Os seus descendentes herdaram seu espírito visionário e consagraram seus vinhos mundo afora. Hoje, a vinícola é conduzida por Eduardo Chadwick Errázuriz que conta com o enólogo Francisco Baettig, um dos mais respeitados do Novo Mundo.

2 – BARONE MONTALTO ACQUERELLO SYRAH TERRE SICILIANE IGT 2015, ITÁLIA

Está cada vez mais comum encontrar exemplares de Syrah ao redor do mundo (inclusive no Brasil, que se destaca na região sudeste, sendo produzido por poda invertida). Sendo assim, na Itália não poderia ser diferente.

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No Barone Montalto, encontramos taninos mais sedosos e redondos, segundo o Professor Célio, provavelmente por conta do clima quente da Sicília, que favorece a evolução do vinho.  No nariz, frutas vermelhas maduras e alcaçuz chamam a atenção, confirmando sua expressão em boca. Ótimo para harmonizar com queijos, hamburguer de picanha e lasanha de berinjela. Pronto para beber, esse vinho passa 4 meses em barricas de carvalho.

CONCLUSÃO: Ambos harmonizaram bem com os queijos, sendo que o italiano, apesar de menos intenso que o chileno, chegou com taninos mais sedosos. Sem dúvida, foi uma bela finalização!

SOBRE O PRODUTOR: A vinícola Barone Montalto foi fundada em 2000 em Santa Ninfa, na Sicília. Administrada atualmente por Marco Martini, a vinícola só tem crescido nos últimos anos, aliando pesquisa e experimentação à tradição da Sicília. Os vinhedos estão localizados em uma privilegiada região, com solo calcário e clima quente e seco, que extraem o melhor das uvas.


Enfim, gente, adorei o ambiente do bistrô da Gran Cru Niterói e pretendo retornar em breve. O Chef Anilton preparou tudo com muito capricho e o cardápio foi nota 10, graças às habilidades do Professor Célio Alzer em harmonizar vinho e comida. Sem dúvida, vale à pena conferir. Lugar intimista, aconchegante e ótimos vinhos, que podem ser consumidos no bistrô pelo preço de venda na loja.

E fiquem ligados, pois volta e meia acontecem esses jantares harmonizados por lá, que são verdadeiras Masterclasses, onde se aprende muito sobre vinhos.

Então é isso! Ótima semana! Bons vinhos! Tim-Tim!

A Gran Cru fica na Rua Castilho França, 36 – Icaraí, Niterói.

Se segurem e peguem suas taças, porque os vinhos do Uruguai estão com tudo! Por Joana Rangel

Eu e minha amiga Joana Rangel estivemos nos eventos do Rio Wine and Food Festival, realizados na semana passada, no Clube Piraquê, na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Foi bacana demais e o relato dela ficou tão informativo e bem-humorado, que resolvi postar aqui para vocês.

*Por Joana Rangel, do Blog Divina e Vinho

Quando, em 2013, a revista The Economist classificou o Uruguai como sendo o país de maiores “reformas inovadoras que poderiam beneficiar o mundo”, não estavam se referindo aos vinhos. Mas bem que poderiam. Os Tannats Uruguaios deveriam ser considerados patrimônios da humanidade.

E foi para mostrar esse valor, que nossos amigos vizinhos estiveram aqui como parte da Rio Wine & Food Festival. Um verdadeiro passeio de emoções, descobertas e experiências que contagiou todos que estiveram presentes no Clube Piraquê, Rio de Janeiro.

O evento dedicado ao Uruguai foi dividido em dois momentos: uma Master Class com degustação de 14 rótulos e o Tannat Tasting Tour – a Feira dos Vinhos Uruguaios.

Esperando a aula, minha amiga e gastrônoma Tita Moraes, tão ansiosa quanto eu.

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A Master Class foi de tirar o fôlego! Foram 14 vinhos degustados, cada um com particularidades e características próprias. Os vinhos foram apresentados pelos profissionais representantes das vinícolas. Todos muito simpáticos, falavam rapidamente sobre a missão da empresa e  sobre a proposta do vinho degustado.

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Amei ver a quantidade de mulheres presentes!
Os vinhos degustados foram:
  1. Favretto Dragone – Espumoso Natural Felicia 2016
  2. Castillo Viejo – Catamayor Pinot Noir 2015
  3. Nabune – Corte Barrica 2016
  4. Casa Grande – Super Blend 2015
  5. Familia Traversa – Viña Salort Syrah Tannat 2015
  6. Bouza – Monte Vide Eu 2015
  7. Finca Narbona – Luz de Luna Tannat 2013
  8. Pizzorno – Don Prospero Maceración Carbónica 2017
  9. Varela Zarranz – Tannat Crianza 2015
  10. Antigua Bodega – Prima Donna Tannat 2013
  11. Giménez Mendez – Alta Reserva Tannat 2015
  12. Viña Edén – Tannat Reserva 2015
  13. Montes Toscanini – Gran Tannat 2013
  14. Rodríguez Bidegain – Licor de Tannat Roble 2011

Achei todos de altíssimo nível, mas, claro, tive meus encantos favoritos. E desse grupo, fiquei muito impressionada com:

  • O Luz de Luna (corte de Tannat-Petit Verdot da Narbona que eu ainda não conhecia) – possui a audácia e uma força quase ancestral;
  • Com o Tannat Crianza da Varela Zarranz – de uma potência, de um tamanho e de um equilíbrio absurdo;
  • Com o Dom Prospero da Pizzorno – que trouze elementos inesperados de leveza e pluralidade à Tannat (creio eu, que devido à maceração carbônica);
  • E com o Licor de Tannat da Rodríguez Bidegain que, pra mim, foi uma das grandes descobertas do dia.

 

Que os vinhos uruguaios trazidos seriam ótimos, todo mundo já sabia. Mas as surpresas que os nossos amigos estavam guardando para a gente, olhaaaaaa…por essa ninguém esperava!

Depois de tanto vinho maravilhoso, os caras  fizeram um CHURRASCO pra gente!

Um chur-ras-co

os. caras. fizeram. um. churrasco. pra gente

de CORDEIRO!!!

Não merecemos tanto!

Aí é demais para o meu coração! Que povo lindo, meu deus! Me senti no Uruguai, sem sair do Rio. Se a intenção deles era fazer com que ficássemos apaixonados, eles conseguiram!

Harmonizar essas maravilhas com uma carne de cordeiro na brasa, não tem preço!

Após tanto comer – eu devo ter ido à churrasqueira umas 3 vezes, era hora de retornar aos salões do Piraque, pois ainda havia a Feira de Vinhos do Uruguai, o Tannat Tour.

E que feira, minha gente! Que feira!

Pensa que no Uruguai só tem Tannat? Rá! Aí é que você se engana.

Nossos vizinhos vieram com tudo.

Provei um Cabernet Franc da Braccobosca 2016 que estou até agora sonhando com ele. Algo de maravilhoso, de incrível, fiquei apaixonada!

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Agora pense comigo: quase não se planta Cabernet Franc no Uruguai (7% do plantio de uvas tintas)  e os caras me chegam com um vinho avassalador desses! Onde eles vão parar?

O Uruguai não está para brincadeiras.

Dos já aclamados, sabemos bem: Garzon, Bouza, Alto de la Ballena, Pisano, Varela Zarranz…são queridos mundialmente, sempre com vinhos de alta gama, sempre com senhores vinhos. Mas tem gente muito pequena vindo aí. Pequenos, micro produtores, gente que produz vinho quase como um desafio mesmo! Porque é teimoso, porque ama, porque é apaixonado! Tem sabores novos vindo aí e como isso é maravilhoso!

E foram inúmeros rótulos degustados, muita conversa e aprendizado. Lógico que a Tannat, uva ícone do país, é a senhora da casa, mas é bom a gente ver como os vinhos uruguaios estão se tornando algo que transcende isso.

Não tenho como falar de todos os rótulos, mas deixo aqui algumas imagens do que provei. Tem cortes inusitados, Chardonnays, Roses de Tannat, Sauvignon Blancs, Licor de Tannat (que depois vão ganhar um post só deles, porque foi muito amor) etc. Tem de tudo um pouco!

Preciso terminar dizendo que a produção do evento, pela Rio Wine & Food Festival, acertou em cheio, trazendo o que há de mais plural e diverso no mundo do vinho, mostrando que nossa bebida predileta pode (e deve!) ser apreciada por todos e a qualquer hora.

São essas iniciativas que fazem a diferença, parabéns!

*Joana Rangel é Engenheira, Gestora de Negócios e Blogueira de Vinhos superdedicada. 

 

#RWFF: Feira de Vinhos do Chile Agita Meliá, em São Conrado

O Rio Wine Food And Festival é uma verdadeira celebração ao néctar de Baco, que engloba uma semana de feiras, wine outs, encontros e master classes pela cidade maravilhosa. Sem dúvida, o RWFF é um dos mais aguardados do gênero por aqui, na medida que reúne profissionais, apreciadores, confrarias, press e trade do vinho em cenários dignos de cartões-postais. Ou seja, acima de tudo, é um evento que valoriza o Rio de Janeiro.

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Joana Rangel, Marcelo Copello e eu nessa que foi uma superfesta do vinho.

Na última quarta-feira estive em mais um evento que integra o festival (na semana anterior assisti ao concurso que elegeu o melhor Sommelier do ano, cujo campeão foi Ramon Justino, do Restaurante Cantina da Praça). A Feira de Vinhos do Chile aconteceu no Hotel Gran Meliá Nacional, em São Conrado, e trouxe diversos stands de representantes de vinícolas chilenas, entre elas Montes Winery, Carmén, Perez Cruz, Viña Requingua, Santa Carolina, Cousiño Macul, Siegel, Casa Silva, Toro de Piedra, Cono Sur, entre outras. 

Por se tratar de um dos festivais mais importantes do vinho aqui no RJ, o RWFF, em parceria com a Wines of Chile, foi o responsável por receber o evento oficial da entidade, onde tivemos oportunidade de degustar alguns dos melhores rótulos do país que é líder de mercado no Brasil.

OS MEUS FAVORITOS 

Ok,  você deve estar aí se perguntando sobre os exemplares que me encantaram e me fizeram ter vontade de levar para a minha adega. Pois aí vai uma lista com aqueles que me mais conquistaram o meu paladar:

BRANCOS

Quem me conhece sabe que sou fã dos brancos chilenos, sobretudo dos oriundos do Vale de Casablanca. No entanto, houve alguns do Colchágua que não fizeram feio, hein. Vejamos os meus queridinhos:

  • Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc: esse vinho me conquistou com um toque mineral que dificilmente se vê nessa variedade.
  • Siegel Especial Reserve Viognier 2015: foi um dos brancos mais aguardados, vários conhecidos chegavam e diziam, “Você tem que provar esse!”. Realmente, esperar valeu a pena, pois o rótulo ganhou 93 pontos do crítico James Suckling e não foi à toa. Fresco e com uma complexidade de aromas que me fisgou logo de cara.

ROSÉS

Ahhh, a minha paixão pelos rosés não podia ficar de fora. E, entre os poucos que experimentei por lá, gostei mais do Montes Cherub, da Viña Montes (importado pela Mistral). Minha amiga e parceira Joana Rangel, do Blog Divina e Vinho logo me chamou para degustá-lo, já que bem sabe que tenho preferência por rosés mais “tutti-frutti”, totalmente diferente do que ela curte. E como é bacana esse gosto pessoal! Nos permite trocar muitas ideias e experiências.

 

 

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Tava um friozinho bom na quarta-feira, ou seja, o dia perfeito para degustar muitos tintos! E, como sempre, os brancos não estavam na tempratura correta logo que chegamos,  por volta das 15h30. Sendo assim, decidi optar por um bom Pinot Noir e, por sugestão do amigo Fernando, do Blog Vinhos com Fernando Lima, provei logo o melhor de todos. Veja os meus eleitos, por ordem de degustação, pois os estilos são bem diferentes:

  • Ocio Pinot Noir, Cono Sur: um Pinot Noir leve, com um estilo que lembra os do velho mundo.
  • Chaski, 100% Petit Verdot, Perez Cruz: Há uma tendência nos vinhos chilenos em adotar esse estilo mais moderno (lembra quando comentei sobre o da Santa Carolina?). Achei muito interessante!
  • Montes Alpha M, Viña Montes: Como sempre digo, nada na vida como ter amigos, hein? E a galera foi provando e me arrastando para o “M”, um verdadeiro ícone da vinícola Montes, que chega por aqui através da Importadora Mistral. O Montes Alpha M é uma mistura das uvas Cabernet Sauvignon (80%), Merlot (10%), Cabernet Franc (5%) e Petit Verdot (5%) e suas uvas são produzidas em La Finca de Apalta. Situada no Vale del Colchágua, é considerada por muitos o melhor terroir para produção de vinho tinto no Chile.

Eu simplesmente amei a feira da Wines of Chile, sobretudo porque, como sempre, pude encontrar os amigos do mundo do vinho, sendo uma oportunidade bacana de sair do virtual para o real.

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Entre eles, destaco Fabio Dobbs (do Blog Além da Taça), Eduardo (do Blog Botequim do Vinho, que mantém com a esposa Letícia), Marcelo Copello (superjornalista e formador de opinião do mundo dos vinhos, um dos respeonsáveis por essa beleza de Rio Wine and Food Festival), Chico Cineasta, do site Vinhos Pelo Mundo, além dos meus sommeliers favoritos, Wallace Neves, Laís Aoki e Efraim Moraes, Joana Rangel e Fernando Lima (blogueiros parceirássos, do tipo que somam e multiplicam) e mais um mar de gente bacana.

E o RWFF não ficou só nisso não. Tem muito mais e aguardem, pois em breve vou publicar sobre outros eventos em que estive presente, sendo os seus olhos, ouvidos e boca por lá, vinífero! E você sabe que pode contar comigo para narrar uma boa história…rsrsrs…

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim!

 

 

 

 

 

Vinhos da Península de Setúbal Brilham no Copacabana Palace

Ontem estive em mais uma celebração ao vinho português no tradicional Hotel Copacabana Palace, aqui no Rio. E, sim, os amigos lusitanos devem ter muito orgulho de seus fermentados. Afinal, provei tantos rótulos sensacionais que poderia ficar horas aqui dissertando sobre a expressão de cada um deles.

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Para começar, todos os enoamigos mais queridos estavam presentes, desde as blogueiras Joana Rangel, Ana Borba e Tita Moraes, passando pelo Sommelier Marcelo Marques e sua bela e simpática esposa Patrícia Pacheco, até as maravilhosas confreiras do Amigas do Vinho, comandadas por Maria Lúcia Rodrigues.

Foi um encontro intimista, só para convidados – enófilos e profissionais do setor. Ou seja, o local estava povoado por aqueles que nutrem profunda paixão pelo néctar de Baco. E, realmente, os vinhos foram as grandes estrelas do evento.

PROFUSÃO DE CORES E SABORES

Entre as vinícolas e representantes presentes estavam Adega de Pegões,  Casa Ermelinda de Freitas, Herdade da Comporta, José Maria da Fonseca (sim, a Vinícola do icônico Periquita), Quinta Brejinho da Costa, Venâncio da Costa Lima e Quinta do Piloto, grande destaque, não só pela qualidade dos vinhos, mas também pelo carisma e atenção total do simpático Filipe Cardoso, também responsável pelos caldos da SIVIPA (Sociedade Vinícola de Palmela).

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Sérgio Coelho e o simpático Filipe Cardoso, da SIVIPA e Quinta do Piloto

E o que falar dos Vinhos? Foram Espumantes, Brancos, Tintos e Rosés, além dos famosos Moscatéis que, de tão versáteis, se transformaram num delicioso Welcome Drink para os convidados: uma versão de “Porto Tônico” elaborada com o Moscatel de Setúbal, com direito a gelo, água tônica e limão siciliano. Maravilhoso!

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Welcome Drink: Moscatel de Setúbal Tônico

O buffet ficou a cargo do Chef Executivo do Copa, David Mansaud, supersimpático e que fez questão de nos cumprimentar e receber nossos merecidos elogios. Sem dúvida foram comidinhas saborosas, que harmonizaram perfeitamente com os grandes vinhos presentes no evento.

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Com Cristina, amiga da ISG

PENÍNSULA DE SETÚBAL: TRADIÇÃO EM VINHOS PORTUGUESES

A demarcação da Região do Moscatel de Setúbal em 1907 comprova toda a tradição do lugar para a vitivinicultura, que simplesmente é um dos mais antigos de Portugal para essa finalidade. A existência de vinhas tanto em zonas planas, como nas encostas da Serra da Arrábida, deu origem a uvas capazes de produzir vinhos de muita qualidade, com personalidades únicas e que contribuíram imensamente para que a região se afirme cada vez mais no mapa vitivinícola de Portugal e do mundo. 

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O famoso néctar de Setúbal!

As castas mais plantadas desta região e que, de certa forma, traçaram o perfil do local, são a Castelão, Syrah, Aragonez (para as tintas e Moscatel de Setúbal) e Fernão Pires e Arinto, no caso das brancas. 

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA (I.G) DA PENÍNSULA DE SETÚBAL

D.O PALMELA: Abrangendo os conselhos de Setúbal, Palmela, Montijo e, ainda, a freguesia do Castelo, no conselho de Sesimbra, a Denominação de Origem (D.O) Palmela cobre a mesma área que a D.O de Setúbal, excluindo a produção de Moscatel. Nessa D.O são produzidos vinhos brancos, rosados, tintos, espumantes e licorosos, sendo que a estrela de Palmela é, sem dúvida, a varietal Castelão, exigida em pelo menos em 67% dos blends dos tintos. 

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D.O DE SETÚBAL: É a região dos famosos Moscatéis! Os vinhos dessa D.O são produzidos na mesma área demarcada de Palmela, mas se refere apenas aos vinhos generosos/licorosos conhecidos como Moscatéis de Setúbal. Existem dois tipos de vinhos fortificados com essa denominação: o produzido com a casta branca Moscatel de Setúbal e o fabricado com a casta rosada Moscatel Roxo (meus favoritos!), cuja presença deve estar em pelo menos 67% do lote, podendo, contudo, estar associadas a outras castas, como Arinto, Fernão Pires etc. Entretanto, a tradição acabou exigindo que tais vinhos sejam elaborados com 100% dessas duas varietais. Logo, as designações tradicionais de Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo de Setúbal só podem ser empregadas quando essas castas contribuíram com, no mínimo, 85% do mosto (suco de uva) utilizado na fabricação dos vinhos. 


Então é isso, galera da enofilia! Sem dúvida estamos na temporada dos eventos de vinhos. Para mim, trata-se da oportunidade perfeita de rever e fazer amigos, além de conhecer um pouco mais sobre a nossa amada bebida dos deuses. Tudo é bagagem. Tudo é aprendizado. E quando a gente se compromete em fazer o que ama, qualquer atividade vira prazer e vontade de melhorar mais a cada dia.

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Um brinde ao Conhecimento! Tim-Tim!

Vinho Verde Wine Fest: Um Néctar Com a Cara do Brasil

Na última sexta-feira, dia 26 de maio, estive no Vinho Verde Wine Fest. Realizado no Iate Clube do Rio de Janeiro, o evento foi uma verdadeira homenagem ao caldo português que, na minha opinião, é um dos que mais combina com o nosso clima. E não falo só de calor! Sem dúvida, os Vinhos Verdes têm super a ver com a alegria e descontração do público brasileiro.

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E foi uma profusão de gente bonita por todos os lados, que apreciou Loureiros, Arintos e Avessos em todo seu esplendor e delícia!

Entre os produtores e distribuidores presentes estavam Abrigueiros – Casa da Senra, Adega de Monção, Agri-Roncão – Quinta de Linhares, Aveleda, Campelo, Enoport United Wines, PROVAM, Quinta & Casa das Hortas, Quinta da Lixa, Quinta das Arcas, Quinta de Carapeços, Quinta de Lourosa, Soalheiro, Solar de Serrade, Vercoope e Viniverde/Adega Ponte da Barca.

WINE FEST MARCADO POR MUITA ALEGRIA E DESCONTRAÇÃO

Logo na chegada, encontrei meu amigo Fernando Lima, do Blog Vinhos com Fernando Lima, que me apresentou suas amigas, enófilas supersimpáticas com as quais fiz logo amizade. Recebemos óculos escuros de armação verde que eram simplesmente a cara do clima de descontração que tomou conta da feira.

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Com Luciana Paes Leme, uma das amigas que conheci através do Fernando Lima.

Já que estava cedo, visitamos os stands com toda a calma e conversamos com representantes e produtores. Confesso que me surpreendi com muita coisa! Aliás, muito do que eu conhecia dos vinhos verdes (que na verdade não são verdes e sim elaborados com castas provenientes da Região portuguesa dos Vinhos Verdes) correspondia aos rótulos mais conhecidos e distribuídos aqui pelo Brasil. Ou seja, amei ter contato com as novidades em varietais e vinícolas.

ÓTIMAS SURPRESAS ENGARRAFADAS

Como boa apreciadora dos Rosés portugueses, adorei tudo o que provei do estilo, com destaque para o rótulo da Quinta de Lourosa, primeiro stand que visitei.

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Aliás, a própria enóloga da Quinta estava lá e me contou sobre a expressão dos vinhos, sendo que o que me chamou mais a atenção foi um Alvarinho com 13% de teor alcoólico, algo raro em se tratando de vinhos verdes, que costumam ter entre 8 e 11%. “As uvas dessa safra amadureceram além do normal, devido ao clima mais ensolarado. E todo o açúcar se transformou em álcool durante a fermentação”, explicou ela. 

Outra surpresa ficou por conta do famoso Soalheiro Alvarinho Reserva, distribuído pela Importadora Mistral. Possui corpo e complexidade, com um toque discreto de carvalho. Por falar em Alvarinho, ela é a varietal mais célebre da região, justamente por dar origem a caldos mais estruturados.

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Entretanto, os vinhos verdes mais leves também tiveram seu lugar de destaque no evento. Inclusive, segundo minha amiga Marcela Lima, esses são os exemplares que mais combinam com seu paladar. E, na minha opinião, vão superbem geladinhos, na beira da piscina, de preferência como acompanhamento para uma bela porção de bolinhos de bacalhau. Nada mais português e brazuca ao mesmo tempo!

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Clima de descontração total!

No quesito vinhos leves, entre os que mais me chamaram a atenção estavam o meu queridinho Acácio e o Terra de Camões, ambos de ótimo custo-benefício. Porém, entre os leves, amei muito a linha Estreia, distribuída pela Adega Cooperativa Ponte da Barca.

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O do rótulo Estreia verdinho, feito com Loureiro, Trajadura e Arinto foi o meu favorito! O Rosé deles (Vinhão, Borraçal e Espadeiro) também não decepcionou. Já tinha me deparado com esses rótulos à venda no supermercado Pão de Açúcar e por pouco não comprei para experimentar. Estou até agora pensando o que eu tinha na cabeça para não ter levado nem uma garrafinha.. rsrsr.

SHOWCOOKINGS E “CONVERSAS COM VINHO”

E o Wine Fest de sexta contou, ainda, com 2 Showcookings e 3 Conversas Com Vinho. Infelizmente não pude acompanhar todos eles, devido aos horários disputadíssimos.

Contudo, tive a sorte de acompanhar o Showcooking da Chef Ellen Gonzalez, do Restaurante Miam Miam. Ela explicou para a gente como fazer camarão empanado com chutney de manga e sorvete de coentro. Um prato que harmoniza muito com o Vinho Verde, estrela do evento. Aliás, foi o melhor chutney de manga que já provei na vida. Sem falar que a Chef é simpatica e muito solícita. Uma fofa!

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Showcooking com Ellen Gonzalez, do Miam Miam

Logo depois, dei uma conferida no “Conversa Com Vinho” com o Professor Euclides Penedo Borges, da ABS-RJ. Já disse por aqui que sou profunda admiradora do trabalho dele. Afinal, o cara é uma inspiração quando se trata de harmonização entre vinho e comida, tanto que o mesmo falou sobre “Vinhos à Mesa”, demonstrando o quanto os vinhos verdes são gastronômicos. Muito bacana!

O evento contou, ainda, com música ao vivo (um sambinha delícia), além de Food Truck na entrada, que nos brindou com pratos inspirados na culinária lusitana. A feira foi organizada pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

Enfim, o Vinho Verde Wine Fest de sexta foi um tremendo sucesso, que se repetiu no sábado, quando contou com 3 Master Classes. O Vinho Verde é uma marca internacional que se refere a todos os vinhos produzidos no noroeste de Portugal, uma das regiões mais antigas do país, existente desde os tempos dos romanos.

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São vinhos em sua maioria leves e jovens, com a cara do público brasileiro e carioca. Quer saber mais sobre os Vinhos Verdes? Então dá uma olhada nesse artigo que escrevi sobre eles, no último verão. 

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Vinho Verde Wine Fest: www.vinhoverdewinefest.com.br 


6 Dicas Para Aproveitar ao Máximo Uma Feira de Vinhos

Sem dúvida, 2017 é o ano dos eventos de vinhos em todo o país. E, logo que o friozinho começou a pintar por aqui, diversos produtores se mobilizaram para divulgar o nosso néctar junto aos consumidores brasileiros. Afinal, precisamos desenvolver uma cultura do vinho no Brasil.

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Por mais que o paladar dos enófilos esteja cada vez mais voltado para experimentar coisas novas, nosso consumo ainda está longe do ideal se comparado a o de outros países. Então, acho superválida a organização de eventos com o intuito de difundir o vinho, sobretudo o nacional. Sim, o Brasil produz rótulos belíssimos! E acredito que seja apenas questão de tempo para o brasileiro se apaixonar definitivamente pela bebida dos deuses. 

DEMOCRATIZAÇÃO DO VINHO

Por exemplo, atualmente, a maioria dos eventos que está rolando aqui no Rio de Janeiro é aberta ao público. Ou seja, qualquer um pode adquirir um ingresso e conferir os rótulos de vinícolas e importadoras. Pensando nisso, hoje trouxe para  vocês algumas dicas preciosas para aproveitar ao máximo cada segundo de uma feira de vinhos. Vamos lá!

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1- INFORME-SE SOBRE O EVENTO E AS VINÍCOLAS PARTICIPANTES

Há eventos de vários portes, mas em todos você vai se deparar com stands de produtores e importadores com vinhos para você conhecer e degustar. Logo, para otimizar o tempo, é essencial estar bem informado sobre as empresas participantes. Assim, você já chega com uma ideia dos exemplares mais interessantes. Sem uma pesquisa prévia, é bem capaz de você deixar passar grandes rótulos e se arrepender depois, “Puxa, não provei o vinho X”.

2- ATENTE-SE PARA O HORÁRIO

Todas as feiras possuem seus horários de pico nos quais é maior o número de pessoas circulando. Por isso, se você é consumidor e o seu objetivo for apenas o de degustar os rótulos, vale à pena chegar cedo, quando tudo é mais silencioso e os stands estão vazios. Essa hora é perfeita para conhecer melhor uma vinícola e tirar dúvidas com os representantes sobre determinado vinho. A maioria dos eventos começa na parte da tarde, por volta das 14h, 15h. Sem dúvida, é o melhor horário para chegar e aproveitar. 

3- ORDEM DE DEGUSTAÇÃO

Os eventos não deixam de ser uma grande degustação em formato descontraído, onde é possível conhecer os rótulos e conversar com outros apaixonados pelo néctar de Baco. Por isso, para ser bacana mesmo, vale respeitar a mesma ordem que você teria em uma degustação de amigos. Comece pelos espumantes, em seguida brancos, tintos leves e finalize com tintos mais encorpados. Assim, você percebe cada nuance olfativa e gustativa, ao passo que nenhum exemplar mascara o que o outro tem de melhor e vice-versa. Deixe os vinhos fortificados e os de sobremesa para o gran finale. Vale muito mais a pena!

4- UM COPO DE ÁGUA PARA CADA TAÇA DE VINHO

A maioria das feiras conta com “descartes”, aqueles recipientes próprios para você devolver o restante do vinho que não bebeu. Mas sabe aquele rótulo que você amou e tem pena de descartar? Se for realmente degustar esses vinhos até o fim, vale se hidratar muito! Portanto, após cada taça de vinho que você ingerir até o final (mais ou menos 50ml), beba um belo copo d’água. Desta forma, você evita a perda de sensibilidade e prolonga sua integridade organoléptica e motor.

5-  LEMBRE-SE DE PEDIR OS CONTATOS DAS VINÍCOLAS QUE VOCÊ MAIS GOSTOU

Outra grande vantagem de participar de uma feira de vinhos é a de conhecer a fundo os produtos de determinada vinícola ou importadora por meio de seus representantes diretos. Estes podem ser enólogos, sommeliers, distribuidores etc. Então, aproveite para conhecer cada rótulo e tirar todas as dúvidas, sem medo. O profissional está lá justamente para isso. Pegue as garrafas dos vinhos que você mais gostou e tire uma foto do rótulo, sem inibição. Assim você terá munição suficiente para desfrutar novamente da bebida quando for adquiri-la nos pontos de venda.

6- COMPARTILHE SUAS EXPERIÊNCIAS

As redes sociais estão a cada dia exercendo um maior poder de influência. Logo, vale compartilhar suas experiências durante o evento com fotos, conselhos e opiniões. Todo mundo gosta de uma indicação de um amigo sobre determinado vinho. Desta forma, você incentiva seus amigos a também entrarem no mundo do vinho e a compartilhar essas experiências com você. E desfrutar de um bom rótulo sozinho é, sem dúvida, muito chato. Por isso,

  • Use a Hashtag do evento nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter…).
  • Marque seus amigos que curtem um bom vinho.
  • Use a hashtag das vinícolas e/ou importadoras favoritas.
  • Compartilhe informações sobre o evento nas redes.

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Então é isso, enoamigos! A agenda de feiras viníferas está bombando nos 4 cantos do Brasil e se você ama vinhos, aconselho a ir a pelo menos em uma para saber como é na prática. Informe-se sobre a organização do evento, convoque os amigos e curtam juntos essa experiência.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!