Vinho Verde Wine Fest: Um Néctar Com a Cara do Brasil

Na última sexta-feira, dia 26 de maio, estive no Vinho Verde Wine Fest. Realizado no Iate Clube do Rio de Janeiro, o evento foi uma verdadeira homenagem ao caldo português que, na minha opinião, é um dos que mais combina com o nosso clima. E não falo só de calor! Sem dúvida, os Vinhos Verdes têm super a ver com a alegria e descontração do público brasileiro.

WhatsApp Image 2017-05-28 at 22.32.32

E foi uma profusão de gente bonita por todos os lados, que apreciou Loureiros, Arintos e Avessos em todo seu esplendor e delícia!

Entre os produtores e distribuidores presentes estavam Abrigueiros – Casa da Senra, Adega de Monção, Agri-Roncão – Quinta de Linhares, Aveleda, Campelo, Enoport United Wines, PROVAM, Quinta & Casa das Hortas, Quinta da Lixa, Quinta das Arcas, Quinta de Carapeços, Quinta de Lourosa, Soalheiro, Solar de Serrade, Vercoope e Viniverde/Adega Ponte da Barca.

WINE FEST MARCADO POR MUITA ALEGRIA E DESCONTRAÇÃO

Logo na chegada, encontrei meu amigo Fernando Lima, do Blog Vinhos com Fernando Lima, que me apresentou suas amigas, enófilas supersimpáticas com as quais fiz logo amizade. Recebemos óculos escuros de armação verde que eram simplesmente a cara do clima de descontração que tomou conta da feira.

WhatsApp Image 2017-05-28 at 22.31.43
Com Luciana Paes Leme, uma das amigas que conheci através do Fernando Lima.

Já que estava cedo, visitamos os stands com toda a calma e conversamos com representantes e produtores. Confesso que me surpreendi com muita coisa! Aliás, muito do que eu conhecia dos vinhos verdes (que na verdade não são verdes e sim elaborados com castas provenientes da Região portuguesa dos Vinhos Verdes) correspondia aos rótulos mais conhecidos e distribuídos aqui pelo Brasil. Ou seja, amei ter contato com as novidades em varietais e vinícolas.

ÓTIMAS SURPRESAS ENGARRAFADAS

Como boa apreciadora dos Rosés portugueses, adorei tudo o que provei do estilo, com destaque para o rótulo da Quinta de Lourosa, primeiro stand que visitei.

quinta_lourosa

Aliás, a própria enóloga da Quinta estava lá e me contou sobre a expressão dos vinhos, sendo que o que me chamou mais a atenção foi um Alvarinho com 13% de teor alcoólico, algo raro em se tratando de vinhos verdes, que costumam ter entre 8 e 11%. “As uvas dessa safra amadureceram além do normal, devido ao clima mais ensolarado. E todo o açúcar se transformou em álcool durante a fermentação”, explicou ela. 

Outra surpresa ficou por conta do famoso Soalheiro Alvarinho Reserva, distribuído pela Importadora Mistral. Possui corpo e complexidade, com um toque discreto de carvalho. Por falar em Alvarinho, ela é a varietal mais célebre da região, justamente por dar origem a caldos mais estruturados.

Soalheiro

Entretanto, os vinhos verdes mais leves também tiveram seu lugar de destaque no evento. Inclusive, segundo minha amiga Marcela Lima, esses são os exemplares que mais combinam com seu paladar. E, na minha opinião, vão superbem geladinhos, na beira da piscina, de preferência como acompanhamento para uma bela porção de bolinhos de bacalhau. Nada mais português e brazuca ao mesmo tempo!

18738458_1366279720119672_1993456056188106532_o
Clima de descontração total!

No quesito vinhos leves, entre os que mais me chamaram a atenção estavam o meu queridinho Acácio e o Terra de Camões, ambos de ótimo custo-benefício. Porém, entre os leves, amei muito a linha Estreia, distribuída pela Adega Cooperativa Ponte da Barca.

WhatsApp Image 2017-05-28 at 22.28.00

O do rótulo Estreia verdinho, feito com Loureiro, Trajadura e Arinto foi o meu favorito! O Rosé deles (Vinhão, Borraçal e Espadeiro) também não decepcionou. Já tinha me deparado com esses rótulos à venda no supermercado Pão de Açúcar e por pouco não comprei para experimentar. Estou até agora pensando o que eu tinha na cabeça para não ter levado nem uma garrafinha.. rsrsr.

SHOWCOOKINGS E “CONVERSAS COM VINHO”

E o Wine Fest de sexta contou, ainda, com 2 Showcookings e 3 Conversas Com Vinho. Infelizmente não pude acompanhar todos eles, devido aos horários disputadíssimos.

Contudo, tive a sorte de acompanhar o Showcooking da Chef Ellen Gonzalez, do Restaurante Miam Miam. Ela explicou para a gente como fazer camarão empanado com chutney de manga e sorvete de coentro. Um prato que harmoniza muito com o Vinho Verde, estrela do evento. Aliás, foi o melhor chutney de manga que já provei na vida. Sem falar que a Chef é simpatica e muito solícita. Uma fofa!

18671025_10212145620093620_2383838280885739355_n
Showcooking com Ellen Gonzalez, do Miam Miam

Logo depois, dei uma conferida no “Conversa Com Vinho” com o Professor Euclides Penedo Borges, da ABS-RJ. Já disse por aqui que sou profunda admiradora do trabalho dele. Afinal, o cara é uma inspiração quando se trata de harmonização entre vinho e comida, tanto que o mesmo falou sobre “Vinhos à Mesa”, demonstrando o quanto os vinhos verdes são gastronômicos. Muito bacana!

O evento contou, ainda, com música ao vivo (um sambinha delícia), além de Food Truck na entrada, que nos brindou com pratos inspirados na culinária lusitana. A feira foi organizada pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

Enfim, o Vinho Verde Wine Fest de sexta foi um tremendo sucesso, que se repetiu no sábado, quando contou com 3 Master Classes. O Vinho Verde é uma marca internacional que se refere a todos os vinhos produzidos no noroeste de Portugal, uma das regiões mais antigas do país, existente desde os tempos dos romanos.

vinho-verde-wine-fest-chega-ao-rio-de-janeiro_logo

São vinhos em sua maioria leves e jovens, com a cara do público brasileiro e carioca. Quer saber mais sobre os Vinhos Verdes? Então dá uma olhada nesse artigo que escrevi sobre eles, no último verão. 

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Vinho Verde Wine Fest: www.vinhoverdewinefest.com.br 


Anúncios

Combinando Brigadeiro e Vinho do Porto

Fim do ano e recebi um lindo mimo da Jeanne Campelo, da Bit Brigadeiro – a mais nova brigaderia gourmet de Nikity City (Niterói, para os íntimos). E a novidade dos docinhos elaborados especialmente para o Natal fica por conta de um ingrediente surpresa que eu amo: o Vinho do Porto.

img_20161217_141408228
Achei a embalagem da Bit superfofa! Ótima ideia para presentear no Natal.

Assim que senti o sabor superequilibrado do fortificado na receita, me lembrei de que se trata de uma das combinações mais deliciosas quando se trata de parear chocolate e vinho.  Ou seja, realmente a Jeanne sabe das coisas, tendo inclusive viajado para Portugal (terra do Porto e de alguns dos melhores doces do mundo) a fim de buscar inspiração para seu novo negócio.

HISTÓRIA DO BRIGADEIRO

Brasileiríssimo, o brigadeiro se tornou um dos doces mais famosos do mundo. Desde criança eu me perguntava sobre a origem do nome, já que imaginava que provavelmente derivava de algo bem original. E não é que era mesmo?

Em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Brasil estava em época de campanha para eleição de um novo presidente. O candidato Eduardo Gomes, cuja patente militar era Brigadeiro, tinha enorme sucesso entre as mulheres, o que aliás era comprovado pelo slogan da campanha: “Vote no brigadeiro que é bonito e solteiro”.

vote-no-brigadeiro-que-e-bonito-e-solteiro

Sendo assim, as eleitoras mais devotas decidiram tentar promover a campanha do “bonitão” organizando festas para angariar fundos e dar ainda mais visibilidade ao candidato. Como marketing político, as senhorinhas decidiram elaborar um doce para ser vendido nesses encontros.

Na ocasião, o grande obstáculo era que como o tempo era de pós -guerra, o leite fresco e o açúcar estavam em falta, o que complicava a tarefa de se fazer qualquer doce. Assim, decidiram recorrer ao leite condensado, misturando-o com manteiga e chocolate.

O resultado foi a criação da iguaria conhecida como “o doce do brigadeiro”, que foi vendido durante toda a campanha, com o intuito de conquistar votos por meio do paladar do eleitorado. O doce foi um sucesso, mas o candidato acabou não se elegendo.

Durante a década de 50, o nome foi abreviado e o doce espalhou-se por todo o país, recebendo o título de doce genuinamente brasileiro e, sim, é um verdadeiro patrimônio da nossa gastronomia.

COMBINANDO BRIGADEIRO E VINHOS

Finalmente chegamos na harmonização. Quando se trata de combinar vinho e sobremesa, um dos segredos é tentar aproximar os níveis de açúcar, tanto do doce quanto da bebida. Sendo assim, um deverá complementar o sabor do outro, resultando numa experiência inesquecível.

Com o brigadeiro, sem dúvida, os vinhos fortificados e de alto teor alcoólico são os mais indicados. Logo de cara eu já penso em Vinho do Porto ou Madeira.

brigadier-842636_640

Para combinar com brigadeiro ou chocolate, de uma forma geral,  o vinho deve ter alto teor alcoólico e textura encorpada, com sabores frutados. Por isso, gosto muito do Porto Rubi, sem muitas firulas. Se quiser investir mais, aposte no Bannyls, Ice Wine, Madeira, Porto Vintage, Colheita ou LBV. 

Acredito que o Porto Tawny, apesar de concentrar aromas mais oxidados, como os de compota, frutas secas etc; também seja uma ótima opção. Porém, o Rubi, por ser menos complexo, não travaria uma disputa com o brigadeiro. Nesse caso, o sabor de ambos seria beneficiado.

VINHO E CHOCOLATE: COMBINAÇÃO SAUDÁVEL

Um estudo britânico constatou que o vinho tinto, quando aliado ao chocolate amargo, faz bem à saúde, ao mesmo tempo que melhora a performance do cérebro. Bom demais! Entre os tintos tranquilos que mais combinam com o chocolate estão o Zinfandel (com chocolate meio-amargo) e o Malbec (com doces à base de chocolate e café). 

Então, amigos, nada como inovar com uma boa degustação de brigadeiros com vinho, hein? Ainda mais nesse fim de ano, quando em se tratando de combinações deliciosas, quase tudo é permitido 🙂 .

Ah, e se você quiser experimentar o brigadeiro gourmet da Bit, basta entrar em contato com a Jeanne pelo telefone (Whats App) 21-98157-4392, e-mail: jecampelo@yahoo.com.br. 

Boa semana pré-natalina e ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

Referências (e foto do Brigadeiro-Candidato: A Origem das Coisas)

Wine Drinks: Prepare um Delicioso Coquetel com Vinho de Colheita Tardia

Fim de semana que se preze tem que ter drink com vinho. E, quando se trata do nosso néctar dos deuses, nada como arriscar novas combinações. Afinal, são tantos estilos de fermentado que fica impossível não soltar a imaginação!

tardio

A bebida de hoje é nada mais nada menos que uma das preferidas do icônico chef argentino Francis Mallmann. Ou seja, é pura arte!

VINHO DE COLHEITA TARDIA (LATE HARVEST)

Os vinhos de colheita tardia (ou late harvest) são aqueles cujas uvas permanecem mais tempo no vinhedo antes de serem colhidas. Por isso, são néctares mais doces, que fazem parte da categoria de “vinhos de sobremesa”, visto que essas uvas contam com uma concentração de açúcar mais elevada.

O sucesso desse drink se dá pelo fato de que a doçura do colheita tardia se harmoniza perfeitamente com o Campari, uma bebida de sabor mais amargo. Sem falar que a cor fica linda! Feitos um para o outro!

Então, prepare o caderninho e anote a receita dessa delícia de coquetel, que funciona bem, tanto numa reunião em casa, quanto na pool party ou pós-praia com os amigos. Hit do verão!

Ingredientes:
(Serve de 04 a 06 pessoas)

  • 3 +3/4 xícara (chá) de vinho de sobremesa de colheita tardia. (aqueles elaborados com uva Riesling carregam uma acidez interessante, mas caso não encontre, não se preocupe. Todos funcionarão bem).
  •  2 + ¼ xícara (chá) de suco de laranja natural coado
  • 1 xícara de Campari (acredito que também funcione com o Aperol)
  • Gelo o quanto baste para servir

Modo de Fazer:

1. Em um copo próprio para misturar drinks, junte o vinho, o Campari e o suco de laranja. Misture bem.
2. Leve a geladeira de 1 a 2 horas para que esteja bem gelado na hora de servir.
3. Em um copo alto, coloque algumas pedras de gelo e complete com o drinque.

CUSTO- BENEFÍCIO EM COLHEITA TARDIA

Os vinhos de colheita tardia costumam ser mais caros, sobretudo os botritizados (contaminados com a deliciosa podridão nobre), que dependem de muitas uvas para que se produza uma única garrafinha. Mas existem opções mais em conta e que também fazem bonito. Gosto muito do exemplar da Vinícola Aurora, disponível nas lojas e supermercados com preços que variam entre R$25 e R$35, dependendo da região.

image-42

Por esse valor, obviamente não é botritizado, sendo elaborado com as uvas Semillion e Malvasia Bianca.

Agora já dá para a gente se animar mais em preparar essa delícia de wine drink, não é mesmo? Então, convoque os amigos e impressione com um coquetel chique e despretensioso, que também pode ser servido como welcome drink naquele churrascão.

Então é isso, amigos enófilos. Com o retorno de noites mais frias, já dá para arriscar mil e uma combinações de drinks, inclusive com tintos, porto e colheita tardia. E, claro, curtir noites descontraídas ao lado dos amigos. Afinal, variar de vez em quando é preciso!

Bom fim de semana! Bons Drinks! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referência: Revista Vogue. Foto: Bruno Geraldi

5 Delícias Que As Mudanças Climáticas Poderão Arruinar, incluindo o Vinho Europeu

O aquecimento global está aí, minha gente. Só que, dessa vez, a degradação ambiental pode afetar, inclusive, alguns alimentos que amamos, como Morango e Chocolate. Ou seja, é possível que daqui a alguns anos um simples fondue se torne um luxo para poucos endinheirados.

1280px-giss_temperature_2000-09_lrg

Quer saber até que ponto todas essas mudanças climáticas podem afetar o nosso paladar? Então, dá só uma olhada nesses 5 produtos que estão a um passo de se tornarem apenas doces lembranças:

1- Maple Syrup 

Maple Syrup é um xarope proveniente da árvore mais famosa  do Canadá, que tem menção na bandeira do país. O produto, que também é produzido nos EUA, contém sabor único por se tratar de uma espécie de “Mel” natural.

cff-33912-4

De acordo com um estudo da Universidade de Cornell, as mudanças climáticas na terra farão com que a produção do xarope seja atrasada em 1 mês. Mas isso nem é o pior. A incidência do Maple Syrup diminuirá significativamente nos próximos 100 anos e, em algumas regiões, como no sul da Pensilvânia, o produto será totalmente extinto.

2- Vinho Europeu

Ah, o nosso amado néctar de Baco… Até ele está sofrendo com tantas mudanças! Os viticultores da região francesa da Champagne, por exemplo, têm notado alterações nos últimos 25 anos, como um “aumento no teor de açúcar das uvas e, consequentemente, uma redução na acidez”. Sem falar que o tempo de colheita ainda foi adiantado em 2 semanas.

530644_381385431940171_1696229341_n

Em outras regiões,  como no norte dos Estados Unidos, a produção será reduzida em 50%, ao passo que em um dos casos mais extremos, como o de Bordeaux, na França, há um risco de que em 2050 o cultivo de uvas se torne totalmente impossível.

3- Chocolate

chocolate02

Se os produtores não se adaptarem às temperaturas mais altas, é possível que o chocolate se torne artigo de luxo daqui a alguns anos, sobretudo em países como Gana e Costa do Marfim, de onde vem a maioria do cacau consumido no mundo.

4- Morango

strawberries-5750_960_720

Devido ao clima cada vez mais árido, na Grã-Bretanha passou-se a desenvolver uma espécie de morango que sobrevive em temperaturas bem mais altas, com menos água. Ou seja, amigos, se Morango e Chocolates estão em risco, vamos torcer para que nosso adorado e romântico fondue continue a existir.

5 – Café

cup-1359012_960_720

Atenção, viciados! O café também poderá se tornar um produto escasso. Em entrevista ao  jornal The Guardian, Jim Hanna, diretor da Starbucks, disse que a mudança climática está ameaçando o grão de café arábico.


Pois é, amigos! Eu fico sem todos os produtos acima citados (principalmente o tal do Maple Syrup, do qual nunca tinha ouvido falar até pesquisar para esse artigo). E, acreditem se quiser, nunca fui fã de chocolate ao ponto de não viver sem. No entanto, o VINHO é a grande exceção nesse caso. Gente, acho que não suportaria…sobretudo o vinho europeu, que nos brinda com aromas e sabores tão sutis, envolventes, únicos!

Mas, sabe qual a conclusão que cheguei nessa história toda? O homem aprontou com o meio ambiente durante anos a fio e, agora, pode pagar com o estômago. Sim, tendo que se privar de algumas das boas coisas da vida. Só espero que isso sirva de alerta para as gerações futuras, a fim de que possam reverter tudo isso.

Então é isso! Boa sexta! Tim-Tim!

Referência: Big Wine Theory

Boas Surpresas no Wine Show 2016 do Grupo Paludo

 

Na última segunda-feira, dia 10, fui conferir o Wine Show 2016 do Grupo Paludo, que aconteceu em São Francisco, Niterói. Trata-se de um dos maiores conglomerados gastronômicos da cidade, que trouxe o que há de melhor no mundo do vinho para seus clientes e profissionais do setor.

vinhoniteroi

À convite da minha amiga Renatinha Werneck, do Explore Niterói, realizei a cobertura do evento, que contou com cerca de 350 pessoas no Restaurante Família Paludo, em plena enseada niteroiense. O Wine Show contou com a participação de 11 importadoras, incluindo Ilha de Baco, Casa Flora, Hannover,Interfood, Mistral, World Wine, Asa Import, Winebrands, Cantu, Barrinhase Zahil.

14690860_10209943386119147_4207078718202392727_n

É nesse momento que as empresas expõe seus exemplares para apreciação (e julgamento) do público. Foram cerca de 80 rótulos, entre eles espumantes, vinhos brancos, tintos e rosés. O evento também contou com comidinhas deliciosas, como queijos, frios e massas, sob medida para a degustação dos vinhos.

No Brasil, mesmo na atual conjuntura econômica, a cultura do vinho ( graças a Deus), passa por um ótimo momento. Segundo o Instituto Brasileiro de Vinho (Ibravin), o país se consolidou como o quinto maior produtor da bebida no Hemisfério Sul e certamente é um dos mercados que cresce mais rapidamente no mundo.

MEUS RÓTULOS PREFERIDOS

Durante a minha degustação, tive oportunidade de avaliar alguns rótulos, de algumas das importadoras mais importantes do país.

ESPUMANTE

Para começar, um espumante sempre vai bem. Sem dúvida, o melhor da noite foi o  Filipa Pato 3B Rosé, um português com perlage impecável e boa persistência, que enche a boca com suas borbulhas. Aroma de frutas vermelhas e um frescor sob medida para começar os trabalhos. Esse foi da Casa Flora. Nota 10!

VINHO BRANCO

O meu branquinho preferido foi o Viu Manet Secreto Sauvignon Blanc. Muito aromático! Abacaxi, Maracujá, Ervas… Tem tudo o que um vinho desta casta tem para me tirar do sério. Afinal, vocês sabem que, entre os brancos, o Sauvignon Blanc é o meu queridinho, né? E eu nem imaginava que a brincadeira estava apenas começando. Ponto para a importadora Hannover, que me recebeu com a Rosângela, uma simpatia de pessoa! Amei!

VINHO ROSÉ

Quem me conhece também sabe da minha predileção pelos rosés. Obviamente não poderia deixar de eleger o meu preferido do Wine Show! E a medalha de ouro neste quesito ficou para o Figaro 2014, da Mistral. Com o estilo fresco e saboroso dos vinhos do sul da França, trata-se de um exemplar frutado, leve e seco, elaborado por Mas de Daumas Gassac, um dos grandes ícones da França. Delícia!

14581457_10209943385039120_8154061376083367225_n

VINHO TINTO

Entre os tintos, vou destacar dois. Um de médio corpo e um mais encorpado. Para a primeira categoria, de tinto leve, fico com o El Incidente Carmenére 2010. Um vinho redondo, com predomínio de frutas negras e pimenta. Taninos muito sedosos! Confesso que há tempos não degusto um Carmenére tão bom. Isso até justifica o fato de a Rosângela ter feito um suspense danado para abrir esse vinho. Sensacional, by  Hannover.

Na categoria tinto mais potente, fico com o Garzon Tannat 2014, da Word Wine. No nariz, Frutas vermelhas maduras, como cerejas e framboesas, notas de frutas pretas, bem como  toques de baunilha e café. Um dos rótulos que deixei para o fim, a fim de comparar com os outros Tannats disponíveis. Não decepcionou.

OUTRAS SURPRESAS

Com relação às outras surpresas do Wine Show, destaco o Château Kefraya 2010, um rótulo libanês maravilhoso, da importadora Zahil. Claro que os chilenos de garagem não poderiam ficar de fora. Me encantei totalmente pelo Avla Pipeño 2013, da Importadora ASA. 70% Uva País, leve, aromático, perfeito para acompanhar os queijinhos do evento. Enfim, adorei todos os outros rótulo, mas esses foram os que mais me chamaram a atenção, em meio a mais de 80 variedade de ótimos vinhos.

14611049_10209943385479131_785780405463540409_n

Fico feliz em ver eventos desse tipo em Niterói, pois em sua maioria só acontecem no Rio ou em SP. Espero que o Wine Show do Grupo Paludo não seja exceção e que mais e mais exposições desse tipo possam abrilhantar a minha cidade sorriso.

Ótima semana! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Os Vilões da Harmonização Entre Vinho e Gastronomia

Quando se trata de vinho e comida, nada como se ter um casamento perfeito! Afinal, o objetivo de todo aquele que ama o néctar de Baco não é apenas degustar, mas fazer isso de forma cada vez melhor. Para tanto, unir um alimento que tenha seus sabores potencializados pelo vinho e vice-versa só tem a agregar em termos de experiência sensorial. É o que atualmente chamamos de ENOGASTRONOMIA.

Algumas combinações são superconhecidas. Vinhos tintos encorpados e adstringentes, por exemplo, com pratos à base de proteína, preferencialmente bem suculentas e gordurosas. Peixes, crustáceos e mariscos, com vinho brancos de ótima acidez, e por aí vai…

winery-782704_640

MAS E AQUELES ALIMENTOS QUE PARECEM NÃO COMBINAR COM VINHOS?

Excesso de amargor, acidez ou doçura na comida dificulta combinações com vinhos, visto que a bebida não possui componentes à altura para contrabalançá-los. Sendo assim, é importante prestarmos bastante atenção aos ingredientes incompatíveis, visto que estes realmente podem estragar um vinho, por melhor que seja.

CUIDADO COM:

Alcachofra, aspargos, jiló, rúcula, chicória, espinafre e endívias, pelo amargor. 

Como corrigir? Por cozimento ou acréscimo de ingredientes doces e frutas.


Pimenta, páprica, chili, gengibre e raiz-forte, pelo caráter picante.

Como corrigir? Por uso mínimo ou moderado ou pela adição de elementos neutros (arroz branco cozido, purês de batata, pão…)


Limão, laranja, lima, abacaxi, ananás, vinagre e vinagretes, por conta da acidez.

Como corrigir? Incluindo ingredientes adocicados (figo, leite de coco etc.), moderando o uso. Porém, no caso do vinagre, é melhor evitar.


Geleia de hortelã e doces açucarados, pela doçura.

Como corrigir? Evitando ou acrescentando elementos ácidos. 


Gema de ovo, pela cobertura das papilas gustativas.

Como corrigir? Sob a forma de omelete e acrescentando outros ingredientes (presunto, queijo, cogumelos).


Pratos da cozinha afro-brasileira: abará, acarajé, munguzá, bobó, vatapá etc – pela presença marcante de pimenta, temperos e azeite de dendê. No entanto, atualmente, os baianos estão descobrindo que os vinhos rosés harmonizam bem com seus pratos regionais. 

Segundo Euclides Penedo Borges, em seu livro “Harmonização – o livro definitivo do vinho com a comida”, a fim de ajustar o vinho com pratos culinários, nesses casos, devemos moderar o uso dos ingredientes sem afinidade e suavizar as caraterísticas apontadas, por adição de elementos neutros ou de sabor oposto. Para corrigir com eficácia, é indispensável que se leve em consideração a proporção do ingrediente não-compatível na receita total.

TRADUZINDO EM MIÚDOS

  • Proporção alta de ingredientes sem afinidade – evitar o vinho.

  • Proporção média de ingredientes sem afinidade – suavizar a presença do elemento sem afinidade, levando em conta a possibilidade de um espumante, que costuma harmonizar com praticamente tudo.

  • Ingredientes sem afinidade em pequenas proporções – desconsiderar o ingrediente sem afinidade e harmonizar o vinho ou espumante com os elementos preponderantes.


CLIQUE AQUI E CONFIRA MAIS DICAS DE HARMONIZAÇÃO ENTRE VINHO E COMIDA

Atualização: 31/01/2017

Amigos, foi muito bacana revisitar esse artigo que, pela data,  foi um dos primeiros do Vila Vinífera. Incrível como, desde então, amadureci como enófila e tomei decisões importantes, como a de batalhar por uma carreira no Mundo do Vinho.

pizza-1032057_640

E, sim, continuo apaixonada pela arte de harmonizar vinho e comida, assim como pelo prazer que nos proporciona. Juntar os sabores e perceber as sutilezas que fazem da combinação algo único e inesquecível é simplesmente delicioso.

Bons vinhos! Ótimas Harmonizações! Tim-Tim!