(Chile) Faça um 360 e entre no eixo dos bons vinhos chilenos! (Por Joana Rangel)

Parcerias no mundo do vinho são sempre tudo de bom. E, logo que pensei em escrever um artigo sobre esse projeto superbacana, me deparei com esse registro da minha amiga Joana Rangel, do Divina e Vinho. Então, por que não republicar por aqui as impressões dela, que esteve lá curtindo a experiência bem de pertinho?

E mais: com direito a uma surpresinha no final! Vambora!

Brasileiros que visitam Santiago e querem conhecer um pouco mais de vinho, só que com uma pegada fora do lugar comum, não podem deixar de participar do @winetaste360, um jantar harmonizado em 5 passos, elaborado com muito carinho por um brasileiro e que vale muito a pena!

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Artur Tremper, que é especialista em vinhos, vive em Santiago e é referência no atendimento a brasileiros em busca de novas experiências.

O Wine Taste 360º é um jantar harmonizado em 5 passos com degustação orientada de cinco rótulos cuidadosamente selecionados por um apaixonado por vinhos e que há 8 anos vive o turismo, o vinho e a receptividade em Santiago.

Falou em experiência, em vinhos diferenciados, falou comigo! Eu não poderia deixar de participar!

A minha edição foi no La Vinocracia – bar que já citei aqui, como dica para se tomar um bom vinho em taça – e teve início na adega do bar, onde fomos apresentados, tivemos uma explicação sobre a casa e sobre como seriam conduzidos os trabalhos da noite.

Éramos todos brasileiros, de todo canto do país, o que me deixou muito satisfeita! Me alegra ver brasileiros buscando algo mais, algo além do óbvio, buscando aprendizado e se divertindo com isso!

Os vinhos foram apresentados conforme era servido o menu – que, aliás, preciso ressaltar: estava delicioso!

 

A experiência foi muito válida! Pude aprender mais e, principalmente, fazer novos amigos, todos interessados em vinho!

Dentre as amizades da noite, estava o casal Pedro e Ivanize, que também dissemina o vinho nas redes sociais por meio do perfil @just_wine do Instagram. Foi um prazer conhecê-los! Eles são de Natal e também estavam passeando em enoturismo pelo Chile.

 

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Joana Rangel, Artur – que comanda o 360º e Pedro, do @just_wine

Essa Enosfera é maravilhosa! Se existe alguma coisa melhor que aprender e se divertir ao mesmo tempo, eu desconheço!

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Joana e o grupo do Wine Taste 360º, superanimados!

Recomendo muito o Wine Taste 360º para aqueles que não podem ou não querem gastar muito tempo (e $$$) em vinícolas.O Artur explica tudo muuuuito bem explicado, em detalhes e ainda te deixa hiper à vontade para perguntar qualquer coisa!

Em uma só noite provamos vinhos de altíssimo nível, diferenciados e aprendemos bastante sobre cada um deles!

Quem quiser se informar sobre as próximas edições e fazer uma reserva, enviem um e-mail para ele (vocês vão ver como ele é gente fina! Podem falar de mim, que ele vai lembrar!):

reservas@winetaste360.com

No face: https://www.facebook.com/winetaste360 e

Insta: https://www.instagram.com/winetaste360/?hl=pt-br

Só lembrem de me contar depois como foi!!


Delícia de texto, né ? Agora, que rufem os tambores!!!!!

Você, leitor do Vila Vinífera, que não vê a hora de curtir uma experiência como essa da Joana: aproveite, pois a partir de hoje, vocês terão 10% de desconto no Wine Taste 360º. Basta informar o código do cupom abaixo quando for fazer a reserva por e-mail (reservas@winetaste360.com).

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Espero que aproveitem e curtam muito! Em breve, teremos novidades em parcerias para enoturismo no Chile. Fiquem ligados!

Ótimos vinhos! Até a próxima! Tim-Tim!

Harmonização: RAR Collezione Gewurztraminer Semibotritizado com Queijo Tipo Grana Padano

Galera do vinho, cá estou de volta após um carnaval de muita animação. Esse mês recebi da RAR Gastronomia  um kit com alguns produtos disponíveis para os clientes do Club Queijos e Vinhos RAR. Trata-se de uma combinação interessante entre vinho e sabores, que nos permite harmonizar de diversas formas.

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VÁRIAS OPÇÕES DE HARMONIZAÇÃO

Por falar nisso, logo de cara o que me chamou a atenção foi o Gewruztraminer ser demi-sec (meio-seco). Sim, amigos, mas para o meu paladar, estava mais para um vinho doce. E, depois, lendo sobre ele, vi que o intuito é esse mesmo: combiná-lo com sobremesas e o queijo tipo Grana da marca, primeira a produzir essa iguaria em terras latino-americanas.

Aliás, o Gran Formaggio já virou um clássico. Tudo por conta do sabor marcante, típico de um produto que passou por um longo período de maturação (12 meses).

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Ao combiná-lo com o queijo, confesso que ficou MUITO perfeito! Afinal, o Grana também tem um adocicado inconfundível, resultado de seu teor de gordura (esbanja untuosidade!). Além do queijo, resolvi fazer uma combinação inusitada, com ceviche. Mas ficou péssima e não tenho nenhum pudor em citar.

Harmonização entre vinho e comida, antes de tudo é experimentação. Tentativa e erro. E eu estava louca para provar o vinho e muito a fim de um ceviche. Tentei juntar as duas coisas e não deu certo. Mas, fazer o que? Com o Queijo Grana ficou muito, muito bom!

O QUE VEIO NO KIT?

Esse mês, o kit do Club Queijos e Vinhos RAR veio com 4 itens:

  • Aceto Condimento RAR Importados: Sim, é um vinagre balsâmico, capaz de potencializar e realçar o sabor de diversos pratos. Em particular, adoro como tempero para salada.WhatsApp Image 2018-02-15 at 17.33.10 (1)
  • RAR Collezione Gewürztraminer Demi-Sec 2011: Um vinho branco doce, que mantém as características da casta em questão. Aromática, com ótima acidez e nuances de flores, lichia, frutas em compota, enfim, ficou ideal com o queijo grana padano. Sobre o vinho, vale destacar que suas uvas provém de Campos de Cima da Serra (RS) e foram parcialmente atacadas pelo botrytis cinerea ( responsável pela podridão nobre) mesmo fungo presente em alguns dos vinhos de sobremesa mais apreciados em todo o mundo.
  • Gran Formaggio Tipo Grana Padano (12 meses): Eu já falei por aqui que esse queijo é um espetáculo, né? Combinou muito com o Gewürztramniner Demi-Sec, sobretudo por seu sabor marcante e adocicado. Trata-se de um queijo que fica maturando por 12 meses, o que lhe dá uma personalidade única.
  • Arroz Carnaroli Paganini: Um arroz italiano gourmet, próprio para risotos. Confesso que ainda não o utilizei, pois queria uma receita bacana e nunca fiz risoto. Aliás, amigos, quem tiver uma receitinha bacana, pode me enviar que sou toda ouvidos.

Para saber mais sobre o Club de Queijos e Vinhos RAR, clique no banner abaixo:

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Amigos. Sinto que o ano começa para valer a partir de agora, não? Então, bora colocar os projetos em prática com direito a muitos vinhos e delícias!

Ótima semana! Vinhos memoráveis! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Notas de Prova: Brindei ao Natal com Um Rosé Italiano (Aprovadíssimo!)

Enoamigos, acharam que não iriam me ver mais por aqui em 2017? Pois hoje cheguei para quebrar paradigmas. E quando a gente fala isso no mundo do vinho logo me vem um belo Rosé à mente! Ontem, inclusive, me surpreendi com os números apresentados pelo especialista Rafael Puyau no Wenbinar “O Futuro é Rosé“, apontando que, no Brasil, a quantidade de homens que apreciam a bebida já ultrapassa a das mulheres. Ou seja, essa história que “Rosé é vinho de mulherzinha” já caiu por terra há muito tempo.

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Quem me conhece sabe que sempre fui fã dos rosados! Nesse Natal, escolhi um rótulo italiano frutado, descontraído e versátil, que recebi da Winebrands Brasil. E, antes que alguém me pergunte o porquê de sua versatilidade, afirmo que o vinho harmonizou com todos os pratos, do Tender ao Salpicão. Sem falar que o calor que tem feito aqui o Rio de Janeiro tem pedido cada vez mais por esse estilo de vinho, ideal para beber na piscina e à beira mar. 

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STA CRISTINA CIPRESSETO ROSÉ 2015 – ANTINORI

Visual: Casca de cebola intenso e muito límpido.

Olfativo: Muito frutado, com notas de frutas vermelhas frescas, como cereja e framboesa.

Gustativo: Fresco, equilibrado, frutado, com nuances que correspondem ao nariz.

Fora as notas de prova, o rótulo dele é lindo e representa os ciprestes típicos da região da Toscana, na Itália. Elaborado, sobretudo, com a tinta mais importante da região, a Sangiovese, tem presença e personalidade. Ou seja, um rosé muito agradável, do tipo que não pode faltar na sua adega nesse verão e em todas as demais estações do ano.

Então é isso, meus amigos! Sem dúvida vocês vão me ver curtindo vários rótulos rosés nesse verão!

Aqui você confere 5 pratos que harmonizam perfeitamente com o néctar rosado!

E quer saber qual o espumante que vou brindar à chegada de 2018?

Já adianto que é um Rosé Nacional delicioso!

Confira o vídeo que fiz para o nosso Instagram Vila Vinífera.


Então é isso, galera do vinho! Continuem acompanhando a nossa saga em prol da democratização do vinho! Feliz 2018! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

  • Esse post reflete minha opinião sincera sobre o produto em questão.

Vinhos Perfeitos Para Harmonizar Com as Ceias de Fim de Ano

Enoamigos, eu simplesmente adoro o Natal, o Ano-Novo e tudo o que envolve essa época do ano (com exceção do calor, é claro!). No que se refere à gastronomia, por exemplo, alguns pratos já são supertradicionais, como Panetone, Chester, Pernil, Tender, e Rabanadas. E, sem dúvida, todas essas iguarias combinam muito mais com vinhos do que com qualquer outro tipo de bebida.

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Mas, aí, talvez você se pergunte: Com quais vinhos? Sim, quando se trata de tanta variedade de pratos, é normal a gente se confundir  na escolha!

Pensando nisso, abracei meus livros de harmonização e resolvi traçar esse pequeno guia para criarmos verdadeiros enlaces felizes entre as delícias de fim de ano e os nossos amados vinhos. Ah, e com dicas de rótulos para vocês! Curtiu? Então, Vamos lá!

PERU, FRANGO E CHESTER

Esses pratos são tão tradicionais que dificilmente você verá uma ceia sem, pelo menos, um deles. E eles estão presentes desde os tradicionais assados até o salpicão. São carnes de boa suculência e temperos marcantes, que pedem vinhos elegantes, leves e de taninos pouco acentuados. Vamos aos vinhos.

Latido de Sara Rosé, Navarra (BelleCave, 75,00):

Um Rosé espanhol 100% Granacha, de Navarra. No nariz, frutas suculentas e um frescor que combina demais com o verão e as festas de fim de ano.

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Wave Series Pinot Noir, Chile (Pão de Açúcar, 49,90):

Um tinto leve com ótima tipicidade de Leyda Valley, no Chile. Perfeito para ser servido fresco, com temperatura em torno de 12, 13 graus. Um excelente pinot sul-americano com ótimo custo-benefício.

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PERNIL E TENDER

Mais dois pratos clássicos e que marcam presença em muitas mesas brasileiras. O Tender é meu favorito! Com mel e cravo fica uma combinação agridoce diferente que eu amo! O pernil, na casa dos meus pais, por exemplo, demora mais de um dia para ser assado. Para essa dupla imbatível e suculenta, tintos mais potentes e incorpados costumam ser sucesso garantido.

Barone Montalto Acquerello Syrah Terre Siciliane IGT 2015 (Grand Cru, 64,00)

Um Syrah italiano que faz jus aos rótulos da Sicília, que têm surpreendido muito posivamente. Frutas vermelhas, alcaçuz e um mentolado que chama a atenção a cada girada de taça. Isso com o Tender..Hummm… salivei só de pensar.

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Eis um Tannat brazuca de responsa, perfeito para uma ocasião especial. O Corcéis, da Vinícola Helios, inclusive foi medalha de ouro na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2017. Um rótulo de presença, com estágio em barrica e que esbanja potência e fruta madura. Com o pernil é nota 1000!

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BACALHAU

Mais um super campeão de audiência das festas brasileiras! Herança dos portugueses, os pratos à base de bacalhau são tão variados que eu nem me arrisco em citar um mais específico. Ele está presente inteiro, em postas, ou desfiado em saladas, entre outras delícias de forno. Gosto de harmonizar bacalhau de duas formas, ambas sob o aspecto regional. Com branco e tinto. Eis os eleitos:

Vinho Verde Alvarinho Deu La Deu Branco (na facha de 100,00)

Esse Alvarinho é um de melhores custos-benefícios do mercado em se tratando de vinho verde. Elaborado com a casta Alvarinho, tem ótima acidez e elegância, com aromas de frutas tropicais, mel e um toque herbáceo.

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Monte Velho Escolha dos Enólogos 2016 (Wine.com, 49,00)

Tanto o do Rótulo Azul, vendido na Wine, quanto o clássico Monte Velho do rótulo preto, é sucesso garantido em termos de qualidade e preço. Muitas frutas vermelhas, com destaque para framboesas e amoras. É um corte de Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah que expressa de forma leve e elegante o terroir do Alentejo. Aproveita que a Wine está com frete grátis para as regiões sul e sudeste neste fim de ano e se joga!

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RABANADA E PANETONE

Enfim, chegou a hora de fechar a ceia com chave-de-ouro, com as saborosas rabanadas e o tradicional panetone de frutas. Para eles, indico vinhos de sobremesa que tenham o mesmo ou maior teor de doçura que o dos pratos em questão. 

Espumante RAR Moscatel (RAR, R$42,05)

O RAR Moscatel é produzido no Vale do São Francisco, região do Nordeste que demonstra dia após dia uma vocação nata para espumantes. Possui aroma intenso, fresco e típico, com notas de jasmim e outras flores brancas, guaraná, cítricos e mel. Perlage fino e elegante, além de uma doçura típica dos vinhos com esse estilo.

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De Martino Legado Sémillon Late Harvest 2005 (350ml) (Decanter, R$158,00)

Muita gente não daria R$158 num vinho de sobremesa. Mas, quem aprecia os doces botritizados (atacados pela podridão nobre) vai se encantar por esse chileno 100% Sémillon. É simplesmente o melhor que já provei do estilo em se tratando de Novo Mundo e, sem dúvida, apresenta-se como um opção mais em conta que os caríssimos Sauternes. De coloração âmbar opaca, chega intenso, com notas de damasco seco, mel, compota de laranja, marzipã e tabaco. Fresco e cheio de presença em boca, possui final muito persistente. Muito especial!

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Então é isso, enoamigos, adoro terminar um post inédito com sensação de dever cumprido. Sim, 2017 foi um ano de muitas descobertas profissionais e, em termos vinífetros, nem se fala! Conheci muita gente especial, fiz amizades queridas… enfim, estou pronta para recomeçar com ainda mais gás. Me aguardem!

E, claro, nessa brincadeira não podemos nos esquecer dos espumantes! Sim, as borbulhas são versáteis e os de estilo Brut, Extra-Brut e Nature, por exemplo, podem acompanhar uma refeição completa da entrada ao prato principal. Esses eu vou deixar para um próximo post, Ok? Me aguardem! 

Só na contagem regressiva para 2018!

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Até a próxima! Ótimos vinhos! Boas festas! Tim-Tim!

Notas de Prova: Novo Moscatel RAR, Direto do Vale de São Francisco

Enoamigos, hoje cheguei com mais um post da série Notas de Prova. Desta vez com um Moscatel que recebi no kit do mês do Club RAR, empresa do lendário Raul Randon. Aliás, faz um tempo que sou fã da marca, sobretudo dos queijos e vinhos (em parceria com a Miolo Wine Group). A linha Gran Formaggio, por exemplo, é de alta qualidade e uma delícia!

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MOSCATEL DO VALE DE SÃO FRANCISCO

Então, vamos falar do vinho. Os moscatéis brasileiros estão superbadalados e têm conquistado medalhas pelo mundo afora. E um dos terroirs que vem chamando a atenção na produção de espumantes desse estilo no Brasil é o Vale de São Francisco, em Pernambuco, próximo de Petrolina. Sem dúvida, é um local que tenho muita vontade de conhecer e está no meu roteiro de Wine Tour.

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Vinhedos do Vale de São Francisco – Foto: Uol

Ok, nem todo mundo curte um vinho docinho. E, sim, o Espumante Moscatel da RAR é um Vinho de Sobremesa, mas que também pode ser apreciado como aperitivo, antes do início dos trabalhos. Eu sou do tipo que acha que existe um estilo de vinho para cada momento. E a uva moscatel, por sua doçura (pense na reputação dos moscatéis de Setúbal, por exemplo..) fica maravilhosa em rótulos que harmonizam perfeitamente com sorvetes, tortas e doces de frutas, em geral. Inclusive, a minha favorita é com torta de maça ou limão – e quem me conhece sabe que se trata dos meus doces favoritos.

Vale ressaltar, ainda, que o método de produção é o ASTI, com uma única fermentação em tanques de inox.

OPÇÃO REFRESCANTE PARA O VERÃO

Tenho vários amigos e amigas que são fãs dos espumantes moscatéis e que, sim, levam essa delícia para além da sobremesa. Geladinho, num dia quente de verão à beira da piscina, por exemplo. Ou até na praia! Por seu baixo teor alcóolicoe açúcar residual, acaba sendo uma opção mais leve para aqueles que não curtem vinhos secos e cerveja.

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ANÁLISE: NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha claro, com nuances verdeais e perlage fina e persistente. Espuma muito cremosa! 

OLFATIVO: Além do cheiro característico da uva (o Moscatel é um dos poucos vinhos em que o aroma da uva se sobressai), também é possível perceber outras frutas, como pêra, abacaxi e maçã verde. Além disso, é bem “florido” e com um toque de mel irresistível. É realmente muito agradável no nariz!

GUSTATIVO: Na boca é doce, sem ser enjoativo. Possui uma boa acidez e equilíbrio. A gente sente a cremosidade na boca. É leve e um parcerio ideal para sobremesas à base de frutas.


COMPLEMENTO DO KIT DO CLUB RAR

O RAR é um Clube que vai além do vinho, tendo uma pegada mais gourmet. Tanto que recebi, além do Espumante Moscatel, uma bandeja do Queijo Gran Formaggio Grana Padano, que eu amo! Sem brincadeira: é um dos melhores granas que já degustei. Ele é salgado, cremoso em boca e, ao mesmo tempo, com um toque adocicado.

O kit vem, ainda, com um Molho Pesto Rosso Italiano, perfeito para combinar com o Spaghetti Al Nero Di Seppia, também uma iguaria do país da bota. Vale destacar que a massinha (que eu ainda não provei, mas o farei em breve) é elaborada com sêmola de trigo de grano duro e tintura de lula. Ou seja, deve ficar o máximo também com um molho à base de camarão ou frutos do mar. Curti tudo!

Ah, se você quiser receber um kit como esse todos os meses, é só acessar o site da RAR. Lá você encontra, além de um link para se associar ao Clube, várias sugestões de vinhos, presentes, enfim, tudo muito bacana e delicioso.


Então é isso, meus queridos! Amanhã é sexta e com certeza vou divulgar uma receitinha de Wine Drink aqui para vocês. Espero que tenham curtido o post.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim

*Este post é um publieditorial.

 

 

 

Uma Uva Dois Vinhos: Jantar Harmonizado com Célio Alzer na Gran Cru Niterói

A Gran Cru de Niterói é uma das maiores da rede, enorme, tem 2 andares (loja e bistrô) e uma grande variedade de rótulos. Geralmente é meu destino quando quero presentear algum amigo com vinho, pois acho o preço bem justo para o que entrega. Aliás, eles dispõem de exemplares para todos os gostos e bolsos. Óbvio, se levarmos em conta as demais lojas especializadas. (Leia aqui dicas para comprar vinhos em lojas).

Então, o jantar foi conduzido por ninguém menos que Célio Alzer, consultor de vinhos e meu professor na ABS-RJ. Logo, já fui esperando por algo didático e, ao mesmo tempo, descontraído. Aqui a brincadeira foi desvendar como uma mesma uva se expressa de forma diferente na taça de acordo com a região onde é produzida. Ou seja, é a prova de que o terroir influencia (e MUITO!) no resultado final.

BOAS-VINDAS COM ESPUMANTE VICTORIA GEISSE ROSÉ BRUT

Logo na chegada, fomos recepcionados com uma taça de espumante Victoria Geisse Rosé  brut 2016 (100% Pinot Noir). Quem me conhece sabe que considero os espumantes da Familia Geisse, de Pinto Bandeira (RS), um dos melhores do Brasil. Amo muito, de paixão! A perlage dele é qualquer coisa de linda e persistente, forma uma coluna muito bonita na taça.

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Esse rótulo, em específico, foi elaborado pela vinícola especialmente para a Gran Cru. E me lembro que sempre quis saber a respeito do nome. Achava que fosse alguma mulher da vida do Mário Geisse, dono e enólogo, mas não. O professor Célio nos contou que Victoria era o nome do navio que trouxe os antepassados do Mário da Itália para o Chile (Sim, o enólogo é chileno e também assina os vinhos da Casa Silva, uma das melhores do país).

No vídeo abaixo você pode observar a incrível perlage desse espumante:

No nariz, o Victoria traz uma explosão de frutas vermelhas, assim como uma nota inconfundível de pão fresco, provavelmente em virtude dos 12 meses de autólise (contato com as leveduras).

SAUVIGNON BLANC

Começamos com essa, que é uma das uvas brancas mais conhecidas e aromáticas. Tenho ouvido alguns colegas se queixando de que, ultimamente, muito do que temos visto sobre essa casta têm permanecido no lugar comum, sem muita ousadia. Discordo.

Sauvignon Blanc_Gran Cru

Quando a gente entende que o que manda na expressão de uma uva é o terroir, ou seja, o solo, o clima e as condições da região onde é produzida, dá até vontade de provar vários rótulos diferentes. Aqui, o Professor Célio nos apresentou um Sauvignon Blanc do Chile e outro da Nova Zelândia.

1- MATETIC CORRALILLO SAUVIGNON BLANC 2016 – VALE DE SAN ANTONIO, CHILE

Um vinho fresco, amarelo palha claro, com aromas de frutas cítricas, maracujá, ervas e um toque mineral (provavelmente pela proximidade com o Oceano Pacífico). No nariz, é intenso, chega chegando. O professor Célio sugeriu harmonizá-lo com queijo de cabra, comida oriental, ceviche, ostras e moqueca capixaba. 

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SOBRE O PRODUTOR: Eleita a Vinícola do Ano de 2014 pela Revista Wine & Spirits, a Matetic preza pela originalidade. A cultura é feita de forma orgânica e biodinâmica, livre de produtos químicos, respeitando o solo e as plantas. O resultado disso são vinhos puros, autênticos e inesquecíveis.

Matetic Vineyards está localizada no Valle del Rosario, subdivisão do Valle de San Antonio a 120 km de Santiago, entre Casablanca e San Antonio. São mais de 9.000 hectares de vinhedos em um vale fechado, orientado perpendicularmente ao mar, com uma luminosidade extraordinária – condições ideais para a produção dos vinhos.


2 – MARLBOROUGH SUN SAUVIGNON BLANC 2016, NOVA ZELÂNDIA

Gosto muito da expressão dos Sauvignon Blancs da Nova Zelândia, sobretudo por este ter se tornado um dos melhores terroirs do mundo para a casta, devido à presença e delicadeza de seus vinhos.

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Marlborough, na porção norte da Ilha Sul, é a região mais famosa da Nova Zelândia quando se trata de Sauvignon Blanc. O Sun tem o rótulo lindo e original, lembrando um clássico tabloide (jornal local). Possui um caráter fresco e herbáceo, com notas de frutas tropicais. Porém, diferente do exemplar chileno, este é mais sutil, lembrando um pouco os franceses do Loire. É delicado, enquanto o outro é mais intenso.

SOBRE O PRODUTOR: Saint Clair Family Estate é o resultado da união da propriedade de Neal e Judy Ibbotson, dois dos pioneiros da viticultura em Marlborough. Com o talento de uma das principais equipes de vinificação da Nova Zelândia, liderada por Matt Thomson e Hamish Clark, a vinícola, que teve sua primeira safra produzida em 1994, é destaque por ter sido a primeira a ganhar grandes troféus internacionais de Sauvignon Blanc e Pinot Noir no mesmo ano, o que ajudou a colocar a Nova Zelândia no cenário mundial de vinhos de qualidade.

CONCLUSÃO: 2 ótimos vinhos, mas com expressões diferentes. O neozelandes está por 79,00 no site da Gran Cru. Ótimo preço se levarmos em conta que a maioria dos SB da Nova Zelândia estão custando mais de 2 dígitos por aí afora. Bom custo x benefício!


PINOT NOIR

1 – LEYDA PINOT NOIR RESERVA 2015, Chile, Vale do Leyda.

Produzido no Vale do Leyda, a apenas 7 quilômetros do oceano pacífico, esse Pinot tem uma expressão bem diferente de muitos sul-americanos que vimos por aí. Afinal, sempre ouvi falar sobre a dificuldade de se produzir uma casta tão temperamental fora da Borgonha, sua terra natal.

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Para começar, a cor dele é linda e bem típica, um vermelho-rubi claro. No nariz, é surpreendente, com notas terrosas e de frutas vermelhas. Gente, não fica devendo para nenhum Pinot Noir da Borgonha. Não mesmo! Desafio a você, Borgonha-maníaco, a provar esse vinho e me dizer. Fico MUITO orgulhosa quando me deparo com esse tipo de coisa, vocês não têm noção. Orgulho da viticultura sul-americana! Trata-se de um vinho para se beber jovem e que passa seis meses em barricas de carvalho.

SOBRE O PRODUTOR: Fundada em 1998, a vinícola foi pioneira na vitivinicultura no vale do Leyda. Interessados no microclima da região, os criadores construíram uma tubulação que desviou parte do fluxo do rio Maipo por oito quilômetros, o que viabilizou o cultivo de uvas de qualidade. O sucesso foi tanto que, anos depois, outras vinícolas se instalaram no Vale do Leyda, que tornou-se uma denominação de origem em 2002 e já se transformou em uma das mais promissoras para o plantio de uvas brancas. Quem encabeça a equipe é Viviana Navarrete, discípula de Ignacio Recabarren, da Concha Y Toro.

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2- FORGEOT BOUGOGNE PINOT NOIR 2013 – BORGONHA, Maison Forgeot Père et Fils

Então, eis um legítimo Pinot Noir da Borgonha. Elegante, com notas terrosas e de frutas vermelhas, em taça foi menos intenso que o chileno. Porém, ao ser harmonizado com a comida (Risoto de Shitake e Shimeji com Vitela) o vinho teve um upgrade sem igual, ficou maravilhoso! É incrível como alguns exemplares são realmente feitos para serem apreciados com um bom prato. Os do velho mundo são desse tipo, geralmente pedem comida!

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Em boca ele também tem mais presença, com notas de cogumelos, terra molhada, amora e morango fresco. Um vinho leve e pronto para beber, quanto mais jovem melhor.

SOBRE O PRODUTOR: A Maison Forgeot é referência na produção de excelentes Pinot Noir e Chablis com preços competitivos. Sob o comando do grupo Bouchard, Forgeot é uma excelente opção de vinhos elegantes e expressivos. Fundada em 1731, por Michel Bouchard, a Bouchard Père et Fils é uma das mais antigas e tradicionais vinícolas da Borgonha – mais de 280 anos se passaram e hoje está sob o comando da nona geração da família. Duas aquisições foram feitas ainda no século 18: os vinhedos de Volnay e de Beaune. Mas as propriedades continuaram se estendendo Borgonha afora e, durante os séculos 19 e 20, adquiriram terrenos nas melhores vilas de Côte d’Or.

CONCLUSÃO: O Leyda, chileno, é mais intenso no nariz e muito agradável. Porém, ao ser hamonizado com o jantar (risoto de cogumelos e vitela) o Forgeot, da Borgonha, se saiu melhor. Ambos vinhos gastronômicos, agradáveis, para serem bebidos jovens.


SYRAH

O gran finale ficou por conta da Syrah/Shiraz. Dizem que esta casta é originária na Pérsia, ou seja, é uma das mais antigas. Na Europa, têm sua casa mais famosa em Hermitage, na França. Os exemplares do Novo Mundo são mais intensos, com notas achocolatadas e de especiarias, com destaque para a pimenta.

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Desta vez, confrontamos dois exemplares, um italiano e um chileno. Ambos harmonizaram de forma primorosa com o mix de queijos, sobretudo com Gouda, Gruyére e Parmesão.

1 – ERRAZURIZ RESERVA ESTATE SERIES SHIRAZ 2015, Alto Aconcágua, Chile

De coloração rubi intensa, esse vinho (95% Shiraz e 5% Viognier) é um bom exemplo do quanto a casta ganha potência no Alto Aconcágua, com notas de ameixas maduras, canelas e toques de pimenta vermelha. Aliás, a Errazuriz foi fundada em 1870 por Maximiliano Errazuriz, um dos grandes expoentes da viticultura chilena, ao lado de Don Melchor de Concha Y Toro.

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Em boca, o  Errazuriz tinha os taninos ainda bem presentes, mas nada incômodo, acredito que por conta de sua juventude. Apesar de pronto para beber, ainda pode esperar tranquilamente por mais uns 3 anos em adega. Passa 8 meses em barrica de carvalho.

SOBRE O PRODUTOR: Foi depois de viajar o Chile de norte a sul que Don Maximiano Errázuriz encontrou no Vale do Aconcágua o terroir ideal para as mudas europeias que trouxe para o país sul-americano em pleno século XIX. Foi pioneiro na exploração do Vale para a produção de vinhos finos e abriu as portas da vinícola batizada com o sobrenome de sua família em 1870. Os seus descendentes herdaram seu espírito visionário e consagraram seus vinhos mundo afora. Hoje, a vinícola é conduzida por Eduardo Chadwick Errázuriz que conta com o enólogo Francisco Baettig, um dos mais respeitados do Novo Mundo.

2 – BARONE MONTALTO ACQUERELLO SYRAH TERRE SICILIANE IGT 2015, ITÁLIA

Está cada vez mais comum encontrar exemplares de Syrah ao redor do mundo (inclusive no Brasil, que se destaca na região sudeste, sendo produzido por poda invertida). Sendo assim, na Itália não poderia ser diferente.

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No Barone Montalto, encontramos taninos mais sedosos e redondos, segundo o Professor Célio, provavelmente por conta do clima quente da Sicília, que favorece a evolução do vinho.  No nariz, frutas vermelhas maduras e alcaçuz chamam a atenção, confirmando sua expressão em boca. Ótimo para harmonizar com queijos, hamburguer de picanha e lasanha de berinjela. Pronto para beber, esse vinho passa 4 meses em barricas de carvalho.

CONCLUSÃO: Ambos harmonizaram bem com os queijos, sendo que o italiano, apesar de menos intenso que o chileno, chegou com taninos mais sedosos. Sem dúvida, foi uma bela finalização!

SOBRE O PRODUTOR: A vinícola Barone Montalto foi fundada em 2000 em Santa Ninfa, na Sicília. Administrada atualmente por Marco Martini, a vinícola só tem crescido nos últimos anos, aliando pesquisa e experimentação à tradição da Sicília. Os vinhedos estão localizados em uma privilegiada região, com solo calcário e clima quente e seco, que extraem o melhor das uvas.


Enfim, gente, adorei o ambiente do bistrô da Gran Cru Niterói e pretendo retornar em breve. O Chef Anilton preparou tudo com muito capricho e o cardápio foi nota 10, graças às habilidades do Professor Célio Alzer em harmonizar vinho e comida. Sem dúvida, vale à pena conferir. Lugar intimista, aconchegante e ótimos vinhos, que podem ser consumidos no bistrô pelo preço de venda na loja.

E fiquem ligados, pois volta e meia acontecem esses jantares harmonizados por lá, que são verdadeiras Masterclasses, onde se aprende muito sobre vinhos.

Então é isso! Ótima semana! Bons vinhos! Tim-Tim!

A Gran Cru fica na Rua Castilho França, 36 – Icaraí, Niterói.

Notas de Prova: Menegotto Mostra Que Um Espumante Moscatel Pode Ir Além da Sobremesa

Sou completamente fascinada por harmonização entre vinho e comida. E, desde que recebi uma amostra de espumante moscatel da Carpe Vinum, decidi que não iria testá-la com nada óbvio, como torta de maçã ou sorvete de creme.

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Lembra quando eu mencionei que no inverno acabo sempre com apenas uma garrafa de vinho branco na adega? Pois é, gosto de ter um rótulo do estilo para harmonizar com comida japonesa, fondue de queijo, entre outros pratos que, no meu entendimento, acompanham bem um branco. Contudo, ao retornar de viagem, minha adega estava carregada de tintos (sempre acabo me rendendo a eles, ainda mais no friozinho) e ao procurar por opções, lá estava a garrafa do Menegotto Moscatel, se oferecendo para mim.

MOSCATEL E COMIDA JAPONESA?

Peguei a garrafa e liguei para o Restaurante Japonês. Vamos testar algo nada óbvio. Voilá!

Sei que os espumantes moscatéis são doces e, portanto, combinam bem com sobremesas. Porém, o doce também pode contrastar, por exemplo, com o salgado do molho shoyo. Sem falar que o frescor das borbulhas pedem algo fresco, como sushi e sashimi. Por que não?

MENEGOTTO MOSCATEL 

Elaborado com as cepas Moscato Branco (80%), e Malvasia de Cândia (20%),  o Menegotto é elaborado pelo tradicional processo Asti italiano. A tomada de espuma acontece em autoclaves com controle de graduação alcoólica até atingir 7,5% de álcool.

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O espumante é produzido pela Vinícola Courmayeur, fundada em 1976 na região de Garibaldi, na Serra Gaúcha, que é, sem dúvida, uma das melhores para a produção de borbulhas. O nome Courmayeur provém de uma comuna italiana da região do Valle d’Aosta, na fronteira com o território francês, ou seja, já senti que de método italiano eles entendem.

O MÉTODO ASTI

Asti está ligado ao processo de elaboração e é o nome de uma cidade italiana, na região do Piemonte, onde esses espumantes são elaborados há muito tempo. O método Asti é uma variação do Charmat, através do qual a fermentação ocorre em cubas de aço inoxidável. Contudo, ao contrário do método Charmat, em que o vinho base é colocado para fermentar pela segunda vez, a fim de produzir álcool e gás carbônico, no método Asti ocorre apenas a fermentação.

Logo, o mosto é colocado nas cubas junto com leveduras que irão consumir o açúcar do líquido, transformando-o em álcool e gás carbônico. A fermentação é interrompida quando o teor de álcool atinge 7% ou 8%. Como as uvas são mais doces que outras variedades, o resultado é um espumante adocicado (com alto teor de açúcar), de baixo teor alcoólico, leve, refrescante e muito aromático.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha com nuances esverdeadas. Perlage fina e persistente.

OLFATIVO: Notas de mel e flores brancas. 

GUSTATIVO: Doce, sem ser enjoativo. As notas de nariz se confirmam em boca. Apesar de leve, possui boa cremosidade de frescor.

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HARMONIZAÇÃO: além de casar bem com sobremesas, também faz bonito ao lado de saladas e entradas mais leves. Minha experiência com sushi, sashimi e muito shoyo foi totalmente aprovada. 

TEMPERATURA DE SERVIÇO: entre 3 e 7ºC

7,5% de volume alcoólico. 


Então é isso, enoamigos. Nada como sair do lugar comum! Você encontra o Espumante Moscatel Menegotto na loja virtual da Carpe Vinum .

Até a próxima! Ótimos vinhos e combinações inusitadas! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.