Miolo Encanta em Lançamento de Sua Linha Single Vineyard

Na última terça, 7 de agosto, estive na Majórica, uma das churrascarias mais tradicionais do Rio de Janeiro, para o lançamento da linha Single Vineyard, do Grupo Miolo.

Foi um jantar harmonizado para 150 pessoas e que me surpreendeu muito positivamente, seja pelo serviço, organização, vinhos e pratos apresentados.

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Logo na entrada fomos recebidos com uma taça de Espumante Millésime, um dos meus queridinhos em se tratando de borbulhas genuinamente brasileiras (e olha que somos ótimos em efervescência!).

Em seguida, ninguém menos que Adriano Miolo, enólogo e Superintendente Geral do grupo, nos falou sobre a nova linha, a fim de nos preparar para o que viria: um verdadeiro show de caldos com personalidade para dar e vender (sim, o valor é bem acessível frente a qualidade que os rótulos entregam).

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SINGLE VINEYARD

O Single Vineyard é um vinho de um único vinhedo, onde se encontra a máxima expressão do Terroir. A linha conta com 4 rótulos, sendo que o Touriga Nacional, proveniente do projeto Seival, na Campanha Gaúcha, foi inclusive premiado com 93 pontos pelo Guia Descorchados, referência em fermentados sul-americanos, de autoria de Patricio Tappia.

MIOLO SINGLE VINEYARD RIESLING JOHANNISBERG 2018

Nada como iniciarmos com um branquinho. E, sem dúvida, o Riesling foi um dos meus preferidos. Com estilo alemão renano, é aromático, do tipo que vai abrindo na taça. Aliás, deixei um pouquinho para apreciar com o olfato no final do jantar e estava simplesmente incrível. Harmonizou superbem com bolinhos de bacalhau.

Segundo Adriano Miolo, trata-se de um vinho de safra 2018 com alguns bons anos pela frente, ou seja, ainda tem muito para evoluir. Sem dúvida, apresentou-se como a expressão máxima dessa variedade em solo brazuca.

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A uva Riesling Johannisberg, casta mais conhecida por Riesling Renano, deve o seu nome ao Scholoss (castelo) Johannisberg, vinícola alemã da Região do Rheingau que desde 1720 cultiva exclusivamente Riesling.

O Miolo Single Vineyard Riesling Johannisberg é oriundo da Região da Campanha Central, do micro-lote do Vinhedo da Toca do Tigre, Quadra 121, Parcela A, através de colheita manual e seletiva de 1,5 héctares.

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Visão: Límpio, de cor transparente com reflexos esverdeados.
Nariz: Flores e frutas brancas, pura alegria engarrafada.
Boca: Vinho jovem, muito agradável, vívida estrutura ácida, pontiagudo e fresco.

MIOLO SINGLE VINEYARD PINOT NOIR 2017

Continuamos com o Pinot Noir, que já chegou quebrando paradigmas. Afinal, acompanhou nada mais nada menos que Camarão ao Alho e Óleo com Rodelas de Palmito. Ou seja, se você acha que vinho tinto não vai bem com frutos do mar, saiba que esse rótulo leve, da Região da Campanha Meridional, fez muito bonito, viu?

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A Pinot Noir é sempre um dos maiores desafios para qualquer agrônomo e enólogo. Trata-se de uma casta sensível, difícil de cultivar e que se expressa muito bem em lugares frios. Talvez por isso tenha se encontrado no terroir da Quinta do Seival, região de baixas temperaturas, situada quase na fronteira com o Uruguai.

Visão: Vermelho-Rubí intenso, sem reflexos.
Nariz: Franco, com excelente intensidade frutada, bouquet fino e delicado.
Boca: Fresco, foi servido mais geladinho, revelando uma agradável acidez, com taninos delicados.

MIOLO SINGLE VINEYARD SYRAH 2017

Sem dúvida, o Syrah foi o meu queridinho da noite (e de todos os que dividiam a mesa comigo). Vinificado no ano de 2017 no Vale do São Francisco, essa lindeza estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.

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Ficou divino com Carré de Cordeiro com aquela farofinha esperta da Majórica. Aliás, trata-se dos primeiros resultados da Miolo com a casta Syrah, na Vinícola TerraNova, às margens do Velho Chico.

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Visão: Púrpura com reflexos violáceos.
Nariz: Frutas vermelhas maduras (compota), com nuances defumadas e de especiarias, sobretudo pimenta preta.
Boca: redonda, com baixa acidez e marcante em taninos. Muita presença e persistência.

Um vinho que certamente ainda tem muito o que evoluir. Dá para guardar e degustar daqui a uns cinco anos que, provavelmente, estará em sua melhor forma. Quero uma garrafinha para mim! Fato!

MIOLO SINGLE VINEYARD TOURIGA NACIONAL 2017

Enfim, chegamos ao prato principal, que foi acompanhado pelo Touriga Nacional 93 pontos no Descorchados e que também fez o maior sucesso entre os convidados.

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E o que rolou no prato principal? Simplesmente o Bife de Chorizo da Majórica, com batatas chips e legumes grelhados. Casamento perfeito!

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O Miolo Single Vineyard Touriga Nacional é proveniente da Região da Campanha Meridional. Feito de uvas colhidas na safra 2017, no micro-lote do Vinhedo da Tapera, Quadra 15, Parcela B, através de colheita manual e seletiva de 1,3 hectares. Mais uma lindeza da Quinta do Seival.

Visão: vermelho-rubi com reflexos violáceos.
Nariz: Notas de flores, frutas vermelhas, baunilha e carvalho (amadurece 12 meses em barricas francesas)Boca: Corpo médio. Notas do nariz se confirmam em boca. Bom volume e persistência.


O gran finale ficou por conta da sobremesa – banana frita com canela e açúcar! Para acompanhar, Miolo Cuvvé Tradition Demi-Sec – um dos espumantes que, particularmente, acho que ficam perfeitos com doces, sobretudo por entregar dulçor e acidez sem se mostrar enjoativo.

E aí, amigos? Quais os rótulos que vocês tiveram mais vontade de provar? Se já degustou algum, conta para mim o que achou.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Grupo Miolo: Safra 2018 Já é a Melhor da Década

Amigos, a safra 2018 em toda a região sul está uma coisa de louco. Eu já tinha constatado isso nas redes sociais das vinícolas que acompanho. No entanto, essa semana recebi da Assessoria de Imprensa do Grupo Miolo uma notícia que me deixou ainda mais otimista. Sim, a safra 2018 já é a melhor da década, superando as excelentes vindimas de 2011 e 2012.

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A Vinícola Miolo está próxima de finalizar a colheita 2018 com uma constatação: há pelo menos 6 anos não se via clima tão propício para a qualidade da vindima no Rio Grande do Sul. Até agora, nesta década, foram 2 safras de qualidade excepcional: 2011 e 2012, mas nenhuma superará a qualidade da de 2018. Nos 3 projetos da Miolo no RS foram colhidos 2/3 do total previsto, que é de 6,2 milhões de quilos de uvas. Desta forma, já é possível afirmar com segurança sua qualidade superior.

Comportamento climático x qualidade da uva da safra 2018

O inverno de 2017 foi um dos mais amenos registrados nos últimos anos, com baixo acúmulo de horas de frio (abaixo de 7,2 °C). Inicialmente isto causou muito temor, pois poderia gerar reflexos negativos na quebra da dormência das gemas das videiras, interferindo no volume de produção em 2018.

Entretanto, o bom estado fitossanitário da copa das videiras no pós-colheita de 2017 compensou a falta de frio e a brotação foi vigorosa e uniforme. O frio menos intenso do inverno e a primavera com temperaturas favoráveis desencadearam o início da brotação, com 15 a 20 dias de antecipação na maior parte das variedades.

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A primavera transcorreu dentro da normalidade, sem altos e baixos de temperatura, o que acarretou crescimento contínuo da vegetação e floração dentro do esperado. Por influência do frio reduzido do inverno, algumas variedades apresentaram menor número de flores por cacho, deixando-os um pouco mais “ralos”, o que influenciou em um peso médio menor. Em compensação, proporcionou uma maturação com ótima qualidade e sanidade nas uvas precoces, normalmente de cachos mais compactados e suscetíveis às podridões.

As chuvas da primavera e início do verão também ocorreram dentro da normalidade climatológica e apenas no mês de outubro houve uma semana com chuvas um pouco mais intensas, que não causaram danos nas variedades que ainda estavam em floração.

O verão vem transcorrendo com chuvas bem abaixo da média por influência do fenômeno “La Niña”, com reflexos muito positivos na qualidade e sanidade da uva. As temperaturas amenas noturnas estão sendo uma constante no período de maturação, com amplitude térmica média de 16 °C, chegando em alguns casos a ultrapassar 20 °C, favorecendo, assim, o acúmulo de matéria corante nas variedades tintas.

Grupo Miolo: considerações relevantes da safra 2018 nos 3 terroirs do RS

1) Miolo, Vale dos Vinhedos – a safra começou no dia 3 de janeiro com as variedades Pinot Noir e Chardonnay bases para espumantes, com ótimos resultados para a linha Miolo Cuvée Tradition e para o Miolo Millésime, produzido apenas nas melhores safras. Seguiu-se com a elaboração do Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay e, neste momento, estão sendo elaborados os tintos com a variedade Merlot, finalizando em março com a variedade Cabernet Sauvignon, utilizada para a produção dos vinhos Miolo Cuvée Giuseppe Merlot/Cabernet Sauvignon, Miolo Merlot Terroir e o ícone Miolo Lote 43, este elaborado somente nas safras excepcionais.

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No Vale dos Vinhedos o clima transcorreu de forma adequada, com chuvas limitadas e esparsas, acompanhado de temperaturas mais amenas em relação à média normal. A previsão total de colheita é de 700 mil quilos.

2) Seival, Campanha Meridional – a safra teve início no dia 8 de janeiro com as variedades Pinot Noir e Chardonnay bases para a produção do espumante Seival. Na sequência foram colhidas as variedades Pinot Grigio, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Viognier, utilizadas nos brancos das linhas Seival, Miolo Seleção e Miolo Reserva. Já a variedade Alvarinho, será colhida em março para o Quinta do Seival.

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Para os vinhos tintos a Pinot Noir colhida em janeiro tem agora sequência com as variedades Tempranillo, Touriga Nacional, Merlot e Tannat, finalizando em março com Cabernet Sauvignon e Petit Verdot para as linhas Seival, Miolo Seleção, Miolo Reserva e Quinta do Seival. Finalmente, após 7 anos será elaborada nova edição do Sesmarias.

No Seival o período de grande estiagem a partir de janeiro, surpreendeu pela característica de clima árido, com temperaturas que chegavam a 32 graus durante o dia e, em algumas noites, caíam a 9 graus, propiciando uvas com maturação excepcional – esse fenômeno foi raras vezes observado. Previsão total de colheita: 1 milhão e meio de quilos.

3) Almadén, Campanha Central – a colheita começou no dia 5 de janeiro pela variedade Gewürztraminer, seguindo-se com as brancas Chardonnay, Chenin Blanc, Semillon, Riesling Itálico, Riesling Renano e Sauvignon Blanc – utilizadas na elaboração dos vinhos base espumante e varietais Almadén -, finalizando com a Ugni Blanc. Já para os tintos, a colheita teve início com a Pinotage em meados de fevereiro, seguindo com Merlot e Tannat, com finalização em março com a Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon utilizadas para elaboração de todos os varietais Almadén. Também será elaborado o Vinhas Velhas Tannat, o que acontece somente nas melhores safras.

O clima na Campanha Central apresentou-se seco com precipitações muito limitadas, que, potencializadas por seu solo arenoso, propiciaram períodos de longa estiagem. Temperaturas amenas à noite favoreceram a maturação ideal das uvas. A previsão total de colheita é de 4 milhões de quilos.

“A safra 2018 para a Miolo ficará na história, pois produziremos todos os nossos grandes vinhos que são elaborados exclusivamente em safras excepcionais. Além disso, uma safra de qualidade como esta vem para coroar todo o trabalho de dedicação e inovação que foi realizado ao longo dos anos em prol da melhoria da qualidade. Agora, vamos ficar na expectativa de que o mercado reconheça isso e, desta forma, melhore a imagem e participação dos vinhos brasileiros na mesa dos brasileiros”, afirma Adriano Miolo, superintendente do Grupo Miolo.

Em meados de março está previsto o término da colheita nos três projetos da Miolo no Rio Grande do Sul (este ano a vindima foi precoce) e início da safra no projeto Terranova, no Vale do São Francisco (BA), que se estenderá até o final de 2018 com a previsão de que sejam colhidos aproximadamente 3 milhões de quilos de uvas, totalizando, assim, uma colheita de 9,2 milhões de quilos nos quatro projetos da empresa na safra 2018.

O Grupo Miolo

O Grupo Miolo possui projetos em 4 regiões do Brasil com vinhedos próprios: em Bento Gonçalves (RS), no Vale dos Vinhedos – Vinícola Miolo (100 hectares); em Candiota (RS), Campanha Meridional – Vinícola Seival (200 hectares); em Santana do Livramento (RS), Campanha Central – Vinícola Almadén (450 hectares); e em Casa Nova (BA), Vale do São Francisco – Vinícola Terranova (200 hectares).


Pois é, amigos, estou com uma expectativa enorme com essa safra. Não só com relação aos vinhos da Miolo, mas para as vinícolas de toda a região sul. Sem dúvida, promete vinhos de altíssima qualidade. Então é isso! Hoje teve post em caráter extraordinário por conta dessa notícia incrível do Grupo Miolo.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

Mar de Borbulhas: Miolo é a Primeira Vinícola Brasileira a Armazenar Suas Garrafas Em Caves Submarinas

Sempre falo por aqui que os espumantes brasileiros já ganharam o mundo. Afinal, não é de hoje que o nosso terroir é conhecido como um dos melhores para a produção desses vinhos, sendo, inclusive, comparado ao da mítica região francesa de Champagne.

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EFERVESCÊNCIA MARÍTIMA

E nossos produtores querem mais, muito mais! Este mês a Vinícola Miolo, uma das mais inovadoras do país, comemora os 6 meses de imersão do primeiro lote do espumante Miolo Cuvée Tradition Brut (um dos meus nacionais favoritos!) no mar da província de Bretagne, na França, e anuncia a imersão de um segundo lote ainda este ano.

“A imersão do primeiro lote já está gerando expectativas comerciais no Brasil e no exterior, pois vamos retirar as garrafas entre outubro e novembro deste ano, período em que tradicionalmente aumentam as vendas de espumantes devido às festas de final de ano. Certamente muitos apreciadores e colecionadores vão querer adquirir um exemplar do primeiro produto brasileiro envelhecido em cave submersa, antecipa Adriano Miolo, superintendente do grupo.

VANTAGENS DA CAVE SUBMARINA

Sabemos que o armazenamento perfeito de um vinho depende literalmente de condições ideais de “temperatura e pressão”, além de escuridão e umidade total.

A ideia de utilizar o mar como adega não é novidade. Em 2002, Yannick Heude, proprietário da Cave de L’Abbaye Saint-Jean, começou a experiência de submergir garrafas de vinho na baía de Saint-Malo. Em termos de temperatura, umidade e luz, Heude não tinha dúvidas de que o mar seria uma excelente adega. “O que nós não podíamos prever era o efeito das fortes marés e das correntes (a 15 km/h), que massageiam as garrafas duas vezes ao dia”, explica.

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Em 2007, 600 garrafas de vinho (metade tinto e metade branco) foram resgatadas do fundo da baía, depois de um ano de repouso em engradados de madeira. Além de Heude, produtores de vinhos da região do Loire, como Christophe Daviaud, estiveram presentes na degustação às cegas que se seguiu.

Para Daviaud, responsável pelos Anjou Village de Brissac-Quincé usados na experiência, os brancos apresentaram aromas de carvalho mais óbvios, enquanto que os tintos evoluíram mais lentamente, em comparação aos não-submersos.

“O processo de envelhecimento é certamente diferente. Parece que depois de um ano, o vinho sai do mar rejuvenescido, com aromas e sabores mais arredondados. água salgada como experiência. Não há dúvidas que o fenômeno das marés tem um papel importante nesses resultados”, explicou Yannick Heude 

A CAVE SUBMARINA DA MIOLO

As garrafas do Miolo Cuvée Tradition Brut estão dispostas horizontalmente em um container especial que propicia seu contato direto com as correntes marítimas. Elas serão comercializadas em uma edição especial no Brasil e na Europa.

A ação inédita realizada pela Miolo celebra o sucesso internacional do Cuvée Tradition Brut na França: ele foi o espumante brasileiro mais vendido em Paris em 2016. O rótulo é elaborado no Vale dos Vinhedos (RS) com uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo Método Tradicional de fermentação na própria garrafa, o mesmo utilizado pelas maisons francesas para a elaboração de Champagne. Lembro-me de um reveillon inesquecível que tive com o Miolo Cuvée Tradition e nem preciso dizer que o ano seguinte foi maravilhoso.

Agora, a pergunta que não quer calar: Qual será o precinho do Cuvée submarino, hein? Estou mega ansiosa para experimentar todas as nuances da guarda desses espumantes que, sem dúvida, é muito especial!

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referências: Diguste, Assessoria de Imprensa.

Beaujolais Brasileiro: Miolo Gamay Noveau 2017

No último dia 17 de abril, uma chuvosa segunda-feira, estive presente no lançamento da primeira safra de 2017 do Grupo Miolo, o já tradicional Gamay Noveau. O encontro foi intimista e rolou no Lorenzo, um aconchegante bistrô carioca, situado no bairro Jardim Botânico.

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O clima foi descontraído, assim como o vinho, um tinto fresco e leve, servido a uma temperatura média de 10ºC, ideal para o nosso clima. Talvez seja por isso que nem me surpreendi quando o próprio Alexandre Miolo nos revelou que o Rio de Janeiro é o segundo estado brasileiro que mais consome o Gamay da vinícola, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul.

E, enoamigos, preciso falar: um produto brasileiro que não perde para nenhum Beaujolais legítimo! Leve, jovem, aromático e com 11% de teor alcóolico, é perfeito para acompanhar um bom bate-papo regado a queijos. Se for um Emmental, então, melhor ainda! (sugestão do Daniel, enólogo da vinícola).

CONCEITO BEAUJOLAIS NOVEAU

Como já mencionei para vocês, o vinho segue o conceito  francês ‘beaujolais nouveau’, que marca na França e em mais de 200 países a chegada da nova safra. Também de inspiração francesa é seu modo de elaboração através do processo de maceração carbônica, utilizado na região do Beaujolais (que sim, faz parte da Borgonha.), o que confere um sabor único e irresistível ao vinho.

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Fomos buscar na arte contemporânea as cores e formas para festejarmos o primeiro vinho da safra! Elaborado com as uvas da variedade Gamay, é excelente para harmonizar com peixes, carnes e queijos. Como é leve e fresco, também é perfeito para embalar um final de tarde entre amigos, explica Adriano Miolo, superintendente do grupo.

O Gamay Nouveau da Miolo já se tornou uma tradição, visto que é produzido em todas as safras desde 1994 (quando era apenas um Gamay da Linha Reserva). No início, o vinho era elaborado no próprio Vale dos Vinhedos, mas depois de um tempo, a sua produção foi direcionada para o terroir da Miolo na Campanha Gaúcha (onde se localiza o projeto Quinta do Seival, com castas portuguesas), uma região que tem chamado a atenção por seus fermentados de expressão bem interessante. 

EDIÇÕES ANTERIORES

Apesar do Gamay ser produzido pela Miolo desde 94, foi em 2008 que ele recebeu ares de Noveau, visto que foi nesse ano que a vinícola passou a realizar os lançamentos, com direito a belos rótulos de autoria de artistas renomados. Em se tratando de um vinho com produção limitada de garrafas, arrisco dizer que são verdadeiras peças decorativas, coisa de colecionador mesmo. Lindas de viver!

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A safra 2017 é igualmente bela, inspirada na arte contemporânea. Contudo, desta vez a Miolo deixou o rótulo a cargo de uma agência. E, sim, ficou igualmente lindo e expressou exatamente o frescor desse vinho, que deve ser bebido jovem, de preferência no ano da colheita.

VINIFICAÇÃO: MACERAÇÃO CARBÔNICA

Muitos de vocês já devem ter ouvido falar do método de Maceração Carbônica, utilizado nos melhores Beaujolais do mundo. Sabe como é? Na maceração carbônica, ocorre a transformação do açúcar contido nas uvas inteiras – ou seja, não esmagadas – em álcool sem a ação de leveduras. Cachos inteiros de uvas são dispostos no tanque de fermentação, tomando-se o cuidado para que as frutas não estejam partidas, não estejam com sua pele rompida. No Miolo Gamay Noveau, a “primeira fermentação” em maceração carbônica dura de 5 a 7 dias.

Após a maceração, a Prensagem é realizada em prensa pneumática, com as uvas inteiras. – O vinho flor e o vinho prensa fazem juntos a “segunda fermentação” a uma temperatura controlada de 18 a 20°C, em tanque de aço inoxidável.

Em seguida, há uma Fermentação malolática espontânea, seguida de  Filtração e estabilização tartárica a frio. Para ser Noveau, ele deve ser engarrafado logo em março. Por isso, o lançamento em todo o país se dá normalmente no período da Páscoa.

NOTAS DE PROVA

Então, pessoal! Fiz uma degustação rápida, com meu caderninho em mãos, para vocês terem uma ideia do que estou falando sobre esse vinho, que foi uma surpresa superpositiva. Vamos lá!

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  • Visual: Vermelho-rubi médio, com reflexos violáceos.

  • Olfativo: Frutas vermelhas, com destaque para morangos, framboesas e cerejas. Há uma nuance de banana, própria da maceração carbônica. Porém, é bem discreta e só é notada após a explosão de frutos vermelhos que antecede.

  • Gustativo: Na boca, é leve e pouco tânico, desce fácil e tem final bem agradável, sendo que as frutas vermelhas também estão bem presentes. Maravilhoso!


Então é isso, enoamigos! O Miolo Gamay Noveau 2017 já está à venda nos supermercados e melhores lojas do ramo. Ou, então, se preferir, aqui na loja virtual da própria vinícola.

Sabe aqueles dias de meia estação, nem calor nem frio? São perfeitos para o Gamay Noveau! Ou seja, já o elegi como o vinho oficial do outono aqui em casa.

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referências: Fotos de autoria de Chico Cineasta (Vinhos Pelo Mundo)