Harmonização: Vinhos Que Combinam com as Nossas Amadas Pizzas!

10 de julho é o Dia Internacional da Pizza! Sim, meus amigos, e poucas iguarias combinam tanto com vinhos quanto essas redondas deliciosas. Por isso, hoje trago alguns pares perfeitos para você comemorar a data em grande estilo!

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Esqueça a cerveja, pois existe um estilo de vinho para cada sabor de pizza. Para começar, aqui no Brasil praticamente todos os sabores acompanham uma “cama” de muçarela que serve como base para o recheio, inclusive em muitas das pizzas doces.

Veja as opções paras as mais tradicionais, aquelas que a gente gosta de pedir em casa, seja para curtir sozinho ou em ótima companhia.

PIZZAS À BASE DE PEPPERONI E CALABRESA

Se você é fã de pizzas recheadas com Pepperoni, Calabresa, Salaminho ou Lombinho Canadense, incluindo aí a tradicional Portuguesa, do tipo que vem com tudo isso e muito mais em cima, aposte nos vinhos tintos de médio corpo e acidez equilibrada, visto que casam superbem com o molho de tomate.

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Minhas sugestões são:

  • SYRAH
  • CHIANTI CLÁSSICO ITALIANO
  • CABERNET SAUVIGNON
  • ZINFANDEL CALIFORNIANO. 

PIZZA VEGETARIANA

Quando se trata de pizza vegetariana a gente já imagina uma profusão de pimentão, azeitonas, cebolas, cogumelos e legumes, como abobrinha e berinjela que, na minha opinião, são os que mais combinam com a tradicional receita italiana. Para ser feliz com ela, sugiro vinhos rosés e brancos de boa acidez, como:

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  • SAUVIGNON BLANC
  • ESPUMANTE BRUT OU DEMI-SEC
  • VINHO PORTUGUÊS DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES (TODAS AS CASTAS)
  • CHARDONNAY SEM PASSAGEM POR MADEIRA
  • ROSÉ FRANCÊS DA PROVENCE
  • ROSÉ NACIONAL (como, por exemplo, VILLA FRANCIONI e MARIE GABI (ROUTHIER E DARRICARRÈRE)

PIZZA 4 QUEIJOS

Sem dúvida, a 4 Queijos é uma das pizzas favoritas dos brasileiros. O recheio nada mais é que uma combinação de 4 estilos de queijos diferentes, os mais comuns são Parmesão, Gorgonzola, Muçarela e Requeijão (tipo catupiry). Para essa mistura incrível, sugiro um bom CHARDONNAY, seja com ou sem passagem por madeira. Se preferir harmonizar por contraste, o salgado do gorgonzola vai superbem com um rótulo mais adocicado, seja PORTO ou BRANCO COLHEITA TARDIA.

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PIZZAS À BASE DE MUÇARELA E TOMATES (MARGHERITA)

Adoro todos os sabores de pizza, inclusive os denominados “gourmet” ou mais sofisticados. Mas sabe aquele dia que a gente prefere optar pela simplicidade? Nessas horas, a Margherita (Muçarela, Tomate e Manjericão) é meu sabor favorito. 

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Minhas sugestões para esse sabor, incluindo o mais simples de todos, só com MUÇARELA, são vinhos leves, tanto brancos quanto tintos.

  • CHIANTI ITALIANO, ENTRE OUTROS ESTILOS DE VINHOS SANGIOVESE
  • MERLOT
  • PINOT NOIR
  • BEAUJOLAIS NOVEAU
  • CARMENÈRE CHILENO

PIZZA DE ATUM

O atum é um dos peixes de sabor mais forte, de modo que não é tão leve quanto os demais. Acho que um vinho branco, para ele, fica muito leve, ao passo que um tinto pode se sobressair demais, passando por cima de seus sabores. Logo, fico com o meio-termo, ou seja, um belo VINHO ROSÉ. Neste caso, optaria por um Rosé mais encorpado, com corpo e estrutura de um tinto, mas com as notas frescas de um branco. Que tal um ROSÉ ARGENTINO, todo trabalhado no MALBEC, desses de coloração mais para o cereja? Vai nessa que você vai acertar!

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PIZZA DE RÚCULA COM TOMATE SECO

Trata-se de uma pizza leve e seus toques herbáceos se destacam bastante. Eu amo! Esse sabor fica perfeito com um bom SAUVIGNON BLANC, sobretudo aqueles com boa acidez e aquelas nuances de grama cortada, mato verde, frutas tropicais, ou seja, um rótulo bem típico dessa varietal. Hummm.. Delícia!

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PIZZA DE FRANGO COM CATUPIRY

Quando se trata desta combinação deliciosa, todo cuidado é pouco. Afinal, é necessário um vinho que faça frente à gordura do catupiry e que seja leve o suficiente para combinar com a delicadeza do frango. Com essa ideia em mente, sugiro todas as nuances de VINHOS ROSÉS, assim como a leveza de um belo PINOT NOIR. Se for um ROSÉ ELABORADO COM PINOT NOIR, então, é mais do que perfeito!

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PIZZA DE CHOCOLATE

Até que enfim, chegamos nos exemplares doces, que fecham com chave de ouro qualquer refeição. Pizzas com base de chocolate, seja com calda, brigadeiro, confeitos, enfim, são pares perfeitos para os Vinhos do Porto, seja no estilo RUBY ou TAWNY. Orgasmo gustativo garantido! Bom demais!

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PIZZA DE FRUTAS EM GERAL, INCLUINDO BANANA COM CANELA

Sabores nos quais as frutas são protagonistas, para mim, pedem um maravilhoso ESPUMANTE MOSCATEL, do tipo doce e delicado, mas nada enjoativo. Um que eu gostei demais e indico para todo mundo é o Aquarela, da Casa Perini. 


Então é isso, enófilos de plantão! Desfrutem do dia de hoje com uma bela pizza e um bom vinho. Aqui em casa o maridão tem uma receita superespecial, que não fica devendo a nenhuma pizzaria. Para nós, noite de pizza é sinônimo de amigos, risadas e, claro, muitos vinhos!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

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Combinando Vinhos com 8 Estilos de Batatas Fritas

E o assunto de hoje é um dos meus preferidos – sou irremediavelmente apaixonada pela arte de harmonizar vinho e comida. Nesses últimos dias, estava pensando em Batata Frita. Quem resiste a elas? Crocantes, salgadinhas e saborosas, fazem bonito tanto como acompanhamento para um jantar quanto como entrada ou simplesmente para beliscar com os amigos. Com vinho! Sim, nessa hora, esqueça a cerveja e abra seus horizontes.

Mas aí, você deve estar pensando… “Qual o melhor vinho para acompanhar essa delícia?”. Bora descobrir? Então, vamos lá!

BATATAS FRITAS CLÁSSICAS – ESPUMANTE 

Sem dúvida, é a combinação perfeita quando se trata de batatas-fritas. Se forem as clássicas, sem nenhum molho, nada melhor que harmonizar com Espumante de sua preferência (eu curto muito o Brut Nature!). Tudo porque a alta acidez, as borbulhas e o sabor da bebida se equilibram com o sal, a gordura e o carboidrato do prato. Experimente e não se arrependa!

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BATATAS FRITAS BELGAS – SAUVIGNON BLANC 

Amo batatas-fritas no estilo belga! São cortadas em fatias mais grossas e sempre acompanham um molho à base de maionese (o de alho é o meu favorito!). Andou na moda nos últimos anos e são servidas num cone de papel. Nesse caso, a pedida é um Sauvignon Blanc. Sua acidez harmoniza perfeitamente com a cremosidade da maionese. Fica muito bom mesmo!

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BATATAS FRITAS COM QUEIJO – VERDEJO

As batatas-fritas com queijo derretido por cima são mesmo uma perdição! O espanhol Verdejo é fresco e frutado. Ou seja, perfeito para se combinar com qualquer tipo de queijo que você queira derreter sobre elas.

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BATATAS FRITAS PRUSSIANAS – BARBERA 

A fresca e divertida Barbera, que dá origem a vinhos tintos no Piemonte (Itália) é, sem dúvida, a opção certa para acompanhar o tempero herbáceo das batatas ao estilo prussiano.

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BATATA DOCE FRITA – GAMAY

Os sabores adocicados e terrosos desta variedade (se você é fitness, pode fazer no forno!) combina superbem com um belo Beaujolais frutado.

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BATATAS FRITAS COM ALHO – CHARDONNAY NÃO-BARRICADO 

O sabor intenso do alho supercombina com um Chardonnay em sua expressão mais pura. Fresco, frutado, sem madeira aparente, sem manteiga… Dica: evite beber qualquer outra coisa após esta harmonização. Se começou com o Chardonnay, vá com ele até o fim..rs.rs.rs.

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BATATAS NOISETTES – RIESLING

A Riesling é conhecida por sua acidez, naturalmente alta, tornando-a um par perfeito para as batatas-noisettes (que também podem ser feitas no forno, viu?).

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BATATAS PICANTES AO QUEIJO – COTES DU RHONE

O sabor de frutas negras e as notas terroras deste exemplar do sul da França combina perfeitamente com chili, ao passo que equilibram a camada cremosa de queijo no topo.. Hummm… delícia!

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Então, amigos, desejo do fundo do coração que esta semana passe logo. Sabe por que? Sexta-feira, 31/03, é meu aniversário! E nada melhor que celebrar o meu dia curtindo as boas coisas da vida. Com vinho, claro!

Boa quarta! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Combinando Vinho e Ovos (Sim, é possível!)

Apesar de amar, estudar e desejar muito trabalhar com vinhos, ultimamente tenho tido que seguir uma dietinha para retornar ao corpicho de antes.

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Então, nessa minha dieta eu tenho consumido ovos todos os dias, inclusive no café da manhã. Estou tentando deixar os vinhos para o fim de semana. Mas, obviamente, mesmo sem beber, eu penso muito no meu néctar de Baco. E em alimentos saborosos para combinar com ele.

VINHO E OVOS: HARMONIZAÇÃO POLÊMICA?

Sejam mexidos, fritos, cozinhos ou pochet (“fritos” na água, uma forma superdelicada) os ovos têm seu lugar cativo na alimentação de muita gente. Já foi vilão e, hoje em dia, vive seus dias de mocinho, sobretudo no que diz respeito à clara, sua parte mais proteica.

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E já vi muitos entendedores afirmarem que o ovo, assim como vinagre e limão, definitivamente não combina com vinhos.

Porém, nada é definitivo, meu amigo. Com força de vontade o seu ovinho de todo dia terá um parceiro à altura. E este, sem dúvida é o Muscadet. Esqueça os tintos e aquele champanhe caro. O Muscadet, originário do norte da França é o par ideal para ovos, sobretudo se você costuma consumi-los à noite. Não importa a receita, o prazer é garantido!

COMBINANDO OVOS E VINHOS

No geral, os melhores pares para os vinhos são aqueles alimentos que promovem um equilíbrio perfeito com a bebida, normalmente combinando sabores contrastantes ou semelhantes. Para  pratos à base de ovos, o vinho deve adicionar uma certa acidez que contraste com a riqueza nutritiva das gemas, sem ser tânico ou pesado, o que pode resultar em um sabor metálico nada agradável. Ou seja, tem ovo na parada? Então, esqueça o vinho tinto. 

Visto que os ovos fazem parte de molhos substanciais, como Hollandaise ou o famoso  Carbonara, mais uma vez o Muscadet chega com tudo, preparado para fazer bonito na sua mesa.

MUSCADET ENTRA EM CENA

O Muscadet é produzido a partir da humilde Melon de Borgogne na borda costeira do nosso amado Vale do Loire, na França. Simples e agradáveis, esses rótulos são conhecidos por serem leves, cítricos e baratos. Enquanto as nuances de limão e pera elevam sua acidez, notas  herbáceas dão um toque especial aos pratos mais leves. Muitos exemplares de Muscadet são, ainda, envelhecidos sobre as borras (leveduras), resultando em vinhos de leve corpo e uma certa cremosidade que se torna irresistível com queijos e ovos.

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OUTRAS OPÇÕES DE VINHOS PARA HARMONIZAR COM OVOS

Caso você não consiga encontrar o Muscadet, invista em brancos italianos como Gavi ou Soave. Ambos possuem alta acidez, porém, ao invés de uma explosão de cítricos, espere por um toque de noz com nuances minerais. 

Se ainda assim você não tiver opções, opte por um bom Sauvignon Blanc, que é superfácil de encontrar, pois vende em qualquer supermercado. São vinhos de boa acidez e aromaticidade, sobretudo quando os cítricos se sobressaem. 

Então é isso, enoamigos! A cada dia me surpreendo mais com a ampla gama de opções de alimentos que podem sim, ter um bom vinho como parceiro ideal. Exatamente por isso é que eu não desisto das minhas pesquisas. Afinal, vinho faz bem e um branquinho no verão é tudo de bom, sobretudo nesse calor insuportável da Cidade Maravilhosa.

Boa semana! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Vinhos Finos Doces, Sem Preconceitos

Há alguns meses ando flertando com os chamados Vinhos Finos de Sobremesa, ou seja, aqueles exemplares doces (ou meio-doces), que geralmente acompanham tortas, mousses, entre outras delícias temperadas com açúcar. Mas, confesso para vocês que eu tinha um certo preconceito com esse tipo de vinho. Porém, quando se degusta um bom Porto ou Colheita Tardia (Late Harvest) algumas ideias pré-concebidas caem por terra facilmente.

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DOCES EXPERIÊNCIAS

Aliás, sempre fui uma formiguinha, mas nunca para vinhos. Quando viajei para Portugal no ano passado, quis visitar as Caves de Vinho do Porto e me encantei totalmente por aqueles fortificados de alto teor alcoólico.

Ao chegar em casa, fiz várias experiências enogastronômicas com eles. Com doce de leite argentino, o Porto Tawny só me deu alegrias! A partir daí, me deu vontade de conhecer outros rótulos. Atualmente, graças à ABS-RJ, estou in love pelos exemplares de Colheita Tardia (ou Late Harvest). Que tal conhecer esses vinhos um pouco mais?

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VINHOS FINOS DE SOBREMESA

Quase todos os vinhos finos de sobremesa são produzidos com uvas brancas, geralmente aromáticas: Gewurztraminer, Moscatel, Muscadelle, Malvasia, a Sémillon em Bordeaux, Furmint na Hungria, Riesling na Alemanha e a Chardonnay no Novo Mundo.

  1. Colheita tardia ou Late Harvest: o nome já diz tudo. Esse tipo de vinho é elaborado com uvas que foram colhidas além do período normal de vindima, o que ocasiona uma desidratação da fruta e uma alta concentração de açúcar. O mosto obtido dessas uvas é quase como um mel e o volume, muito menor. No momento em que é produzido, utiliza-se uma técnica que interrompe a fermentação pela adição de anidrido sulfuroso a esse suco superconcentrado, preservando sua doçura e evitando que o açúcar seja transformado totalmente em álcool. Trata-se de um processo importado da Alemanha, onde se produz os vinhos Spätlese e Auslese, e que hoje em dia é adotado por diversos outros países, incluindo os do Novo Mundo. vinhos-doces-licorosos
  2. Sauternes: é uma região ao sul de Bordeaux e famosa por seus vinhos de sobremesa. Produzidos a partir das uvas Semillón e Sauvignon Blanc, os vinhos de Sauternes são vinhos de colheita tardia dos chamados Botritizados. Devido ao clima úmido da região, o fungo Botrytis Cinerea (Podridão Nobre) ataca as uvas de uma forma benéfica, ao passo que causa uma desidratação capaz de aumentar a concentração de açúcar nas uvas. Os vinhos produzidos por esse processo estão entre os mais saborosos e longevos (podem durar uns 100 anos) do mundo. Além disso, costumam ser caríssimos.  4041482337_3416761c8f
  3. Tokaji: o vinho húngaro mais conhecido (pronuncia-se Tokay). Produzido na região de mesmo nome, este vinho esbanja complexidade, longevidade e riqueza gustativa. Há registros de sua existência desde 1650. Nesse caso, a Botrytis (localmente chamada de Aszú), ataca as uvas Furmint e Hárslevelü, dando origem a um mosto bem espesso, que escorre em pequenos barris chamados puttonyos. Para produzir diferentes tipos, adicionam-se de 1 a 6 puttonyos a cada 140 litros de vinho. Os fermentados resultantes levam no rótulo a indicação do número de puttonyos utilizado, crescendo em teor de açúcar, complexidade e longevidade conforme a concentração. O Tokaj Aszú Essencia é o tipo mais valorizado de todos. Antes de serem engarrafados, os Tokaji amadurecem em barris por um período de 4 a 8 anos. 1498142109_04920f716d

MUITO ALÉM DA SOBREMESA

Muita gente opta apenas por servir os vinhos doces como acompanhamento para sobremesas. Porém, devido aos meus estudos, aprendi a ir um pouquinho além. Vinho do Porto e os de Colheita Tardia, por exemplo, ficam divinos ao lado dos chamados Queijos Azuis, como Roquefort e Gorgonzola. Outra parceria que me agrada muito é a de Vinhos Botritizados e Foie Gras. Vale adaptar esta última com um Late Harvest também. Aliás, um nacional que me agradou demais por não ser tão doce, é o Aurora Colheita Tardia. Sem falar que o custo-benefício dele é maravilhoso, visto que se apresenta na faixa dos R$20.

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Então? Prontos para quebrar paradigmas? A cada dia me surpreendo com tantas descobertas que os vinhos finos me proporcionam. Para sentir cada uma dessas gotinhas de felicidade, é fácil. Basta abrir a mente e se desfazer de alguns preconceitos.

Bom domingo! Bons Vinhos! Tim-Tim!

5 Pratos Para Acompanhar Um Bom Vinho Rosé

Ah, novamente o meu querido Rosé! Aquele vinho que tem sido redescoberto por milhares de enófilos ao redor do mundo. Um néctar versátil e sedutor, que pode ser degustado tanto no verão quanto no inverno.

Ainda hoje, vejo muito gente em dúvida sobre quais os pratos culinários que mais combinam com os rosados. E hoje trouxe algumas sugestões de pratos que casam superbem com rosés. Seja para descomplicar o cardápio do restaurante ou preparar no conforto do seu lar.

1- BATATAS-FRITAS COM MOSTARDA DIJON

Descobri essa novidade no Facebook e estou ansiosa para experimentar. Mais fácil, impossível! É perfeito como prato de entrada e agrada a todos. Escolha uma mostarda de qualidade (nem precisa ser Dijon) e delicie-se.

ROSÉ IDEAL: O seu favorito. Aqui, valeria até um Espumante Brut Rosé. Explosão de sabores!

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2- BACALHAU À BRÁS 

Das terras de Camões, com certeza é a minha receita favorita! Bacalhau à Brás (ou também Bacalhau à Braz) é um típico prato português de bacalhau. Sendo um dos pratos mais populares confeccionados com este peixe, consiste em bacalhau desfiado, batata palha frita, cebola frita às rodelas finas, ovo mexido, azeitonas e salsa picada. É muito consumido em Portugal e também em Macau. O excelente sabor depende da relação dos componentes da receita, principalmente a quantidade de cebola em relação ao bacalhau e o azeite usado para efetuar este prato. A receita foi criada por um taberneiro do Bairro, em Lisboa, de nome Brás (ou Braz, como era uso escrever nessa época).

ROSÉ IDEAL: Um exemplar Português dos bons, como os tradicionais Mateus, Casal Garcia, Calamares ou Casal Mendes.

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3- SALMÃO GRELHADO

Particularmente, eu amo pratos à base de salmão, tanto cru quanto cozido. Uma proposta bem light é o salmão grelhado, acompanhado daquela saladinha esperta. Pode ser com ervas ou com um molhinho à base de frutas ácidas, como laranja ou maracujá. Fica simples e divino! 

ROSÉ IDEAL: Um rótulo da região da Provence, bem aromático. Maravilhoso!

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4 – SPAGHETTI AI GAMBERI

O Spaghetti ai Gamberi, ou espaguete ao molho de camarões, é um prato muito comum nas cidades litorâneas da Itália. Essa delícia faz parte da maioria dos cardápios dos restaurantes de massas e só de pensar em combiná-la com um belo rosé, já me deu água na boca.

ROSÉ IDEAL: Que tal um exemplar nacional, da Serra Catarinense ou do Vale dos Vinhedos? Aposto que você vai se surpreender. Outra ótima opção seria um Rosé Espanhol, como o Vina Brava, do mestre Miguel Torres. Quando vejo um prato com camarões, logo me lembro da Espanha. Perfeito!

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5- RAVIOLI DE ESPINAFRE COM RICOTA

Mais um prato italiano à base de massa. Se for fresca, melhor ainda! De fácil digestão, é perfeito para um encontro romântico! É leve e muito saboroso. Acredito que um Canelone Verde Recheado Com Ricota também funcione bem nesse caso. Bom demais!

ROSÉ IDEAL: Aqui eu escolheria um Rosé Argentino, elaborado com uvas Malbec. Particularmente, acho que casaria bem com o sabor do prato, ainda mais se vier acompanhado de molho de tomates e queijinho parmesão. 

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Nesse artigo, sugiro os rosés que eu escolheria para cada um desses pratos. Mas fique à vontade para optar pelo seu rótulo favorito. Na verdade, o que conta é que os pratos mencionados são perfeitos para combinar com os rosados. Espero que você tenha uma degustação maravilhosa!

Tim-Tim!

As Mentiras Mais Contadas Sobre o Vinho Rosé

Em tempos de luta contra o preconceito e a favor das minorias, mais uma vez venho aqui defender o meu querido vinho rosé. Então, prepare-se para quebrar paradigmas e descobrir o que essa bebida pode fazer por você.

Antes de tudo, não há exemplar mais versátil na hora de harmonizar com receitas culinárias. O “meio do caminho” entre tintos e brancos tem estrutura de sobra para suportar pratos de maior ou menor peso, sobretudo quando os protagonistas são os frutos do mar. 

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Já provei muitos rosés maravilhosos, de diversos países como Argentina (o de Malbec é ótimo), Portugal (são perfeitos para acompanhar o bacalhau) e França (os da Provence, além de possuírem a cor linda, são secos e delicados). 

A VERDADE SOBRE OS ROSÉS

Porém, infelizmente os rosés ainda correspondem a apenas 2% das importações no Brasil, enquanto os brancos crescem a cada dia (o que não é nada incomum, visto que nosso país pede por exemplares próprios para serem consumidos geladinhos). Logo, se a ideia é a de desfrutar de um bom vinho em um dia quente, na beira da piscina, por que os rosés possuem pouquíssima expressão?

Pensando nisso, hoje vim desmistificar algumas mentiras propagadas sobre os rosados. Só digo uma coisa: quem continua acreditando nelas, perde a oportunidade de degustar um dos vinhos mais agradáveis, na minha opinião. Posso ficar sem vinho branco na adega, mas sem rosé? Jamais! 

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1. O rosé é uma mistura de tintos e brancos:

O rosé nunca foi, nem em sua origem, muito menos na atualidade, uma mistura de vinhos, a fim de obter sua coloração. Isso é puro mito. É até possível se produzir um rosé desta forma, mas sua essência de qualidade não tem nada a ver com isso. Sabemos que o processo de elaboração dos rosados se dá pelo contato das cascas com o mosto (suco da uva), por pouco tempo, o suficiente para transmitir a cor desejada. E é desta forma que os produtores sérios fabricam o seu rosé.

2. Vinho Rosé é coisa de “mulherzinha”

Essa mentira eu desmistifico por aqui todos os dias. Afinal, sou mulher e também adoro tintos e brancos. Simplesmente porque tenho o mesmo paladar que os homens. Sinto muito se os machistas ainda não descobriram o prazer que um rosé pode proporcionar.

E essa história de que “azul é cor de menino” e “rosa de menina” já caiu em desuso há muito tempo. Meu marido fica lindo de camisa rosa! Acho extremamente cool. E, quanto ao rosé, é certo que possui mais corpo que um branco e pode concentrar sabores tão interessantes quanto os de um tinto bem-elaborado. Permita-se e verá!

3. São elaborados com uvas de pior qualidade

Esta é a mentira mais cabeluda de todas! Os desinformados dizem que “como se trata de uma mistura de vinhos, são utilizadas as uvas de pior qualidade”. Pura balela. O que ocorre é justamente o contrário:  os rosés são mais delicados que os tintos, pois possuem menos substâncias antioxidantes para protegê-los de contaminações e reações químicas indesejáveis. Portanto, um bom rosé requer uvas da máxima qualidade e maior higiene no processo de produção, assim como uma maior atenção por parte dos enólogos.

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4. Os rosés possuem baixo teor alcoólico

Essa é uma meia-verdade. Muitos rosés secos de hoje em dia buscam uma graduação alcoólica que assegure a fermentação de todo o açúcar, evitando que o vinho se torne excessivamente doce. Se bem que há alguns rosados com um toque de doçura, assim como brancos. Ainda assim, muitos alcançam 14% de volume alcoólico ou mais.

5. Não combinam com nenhum tipo de comida

Essa eu já desmenti logo nos primeiros parágrafos desse artigo. O rosé é um dos mais versáteis com comida. Vai bem com carnes leves, salmão, frutos do mar em geral (com anéis de lula fica divino), hambúrguer, paella, até pratos da culinária asiática. Com um japonesinho também fica perfeito! Tudo porque possui acidez e taninos na medida.

6. Bebida de quem não aprecia vinhos tintos

O mundo todo aprecia o rosé e me arrisco a dizer que ele está na moda. Ano passado, fui a Portugal e vi muita gente combinando pratos culinários com rosés. Nos supermercados, lojas virtuais e especializadas, tenho percebido um aumento na oferta de rótulos. Ou seja, é perfeitamente possível apreciar tintos e rosés. Cada um tem o seu momento. Simples assim. Basta começar!

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7. Rosés são todos iguais

É a mesma coisa quando algumas mulheres dizem que “os homens são todos iguais”. Puro preconceito. Há diversos tipos de rosés, elaborados com uvas de diferentes castas: merlot, malbec, cabernet sauvignon, pinot noir e por aí vai…Alguns são mais ácidos, outros recordam mais os aromas dos vinhos tintos, enfim, as possibilidades são infinitas. E esse é um dos prazeres em se degustar um bom vinho, não importa o estilo.

8. Rosé é para quem não gosta de vinho de verdade

Muita gente diz isso porque se trata de um vinho que geralmente não obtém certificações dos grandes críticos. Fato é que se trata de um exemplar que costuma durar pouco mais de um ano. Logo, é certo que não será recomendado para guarda. Mesmo assim, nos últimos anos os rosés vêm se destacando nas resenhas de grandes nomes, como Robert Parker.

 


Diante disso tudo, estou me sentindo uma embaixadora dos rosés no Brasil. ..rsrsrsrs. E é isso mesmo que quero ser. Ficarei feliz ao descobrir que aqueles que nunca degustaram um rosado já estão se arriscando. Vale muito a pena! Desafio você a experimentar e depois me contar suas impressões. Que tal?

Bons rosés! Tim-Tim