La Vie en Rosé: Saiba Tudo Sobre os Rosados, com Direito a Dicas de Vinhos Para Curtir no Verão

O que é o que é: não é tinto, mas tem tanino. Não é branco, mas esbanja acidez. Sim, é ele! O meu queridinho Rosé, que me encanta, sobretudo, por sua versatilidade e variedade de estilos. 

Com a chegada do calor, os rosados se apresentam como ótimas opções, seja para acompanhar o happy hour e as festinhas à beira da piscina ou simplesmente para apreciar um belo pôr-do-sol à beira mar.

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Liberte-se do preconceito e se abra ao Rosé, que foi a bebida oficial do último verão na França, onde cujas vendas já ultrapassaram as do vinho branco! Sem falar que é o favorito de celebridades como Madonna, Sting e Drew Barrymore. Mas, se você pensa que se trata de uma moda recente, saiba que o Rosé faz parte do mundo do vinho há séculos.

DE ONDE VEM O VINHO ROSÉ

Se o vinho tinto é feito com uvas tintas e o branco com uvas brancas, do que é feito o rosado? Uma vez que as uvas rosadas não existem (com exceção da Zinfandel, mas aí é outra história), a melhor forma de se produzir um bom Rosé é através do contato do suco da uva (mosto) com as cascas. Afinal, são elas que contém as antocianinas, substâncias que transmitem cor à bebida. E quanto maior for o contato do mosto com as cascas, mais cor terá o vinho!

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Ou seja, a cor do Vinho Rosé se dá pelo contato do suco (mosto) com as cascas, visto que, sem elas, o resultado será simplesmente o de um vinho branco. E esse contato dura o tempo necessário para um vinho mais claro, casca de cebola, ou mais escuro, em tom de cereja. Pode durar de 1 a 6 horas, de acordo com a preferência do enólogo.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Os vinhos mais claros sempre estiveram presentes ao longo da história do vinho. Evidentemente, o termo rosé não era empregado, mas o aspecto lembrava muito essas cores rosadas, alaranjadas e as várias tonalidades assumidas pelo rosé. Isso é mais ou menos intuitivo de conceber, pois em épocas remotas, a técnica de vinificação era rudimentar e pouco dominada. Portanto, as macerações eram relativamente curtas e os vinhos eram tomados normalmente jovens.

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Além disso, era muito comum fermentarem juntas, uvas brancas e tintas. Não havia o conceito de envelhecimento do vinho, sobretudo antes da existência da garrafa e da rolha. Este gosto antigo chamava esses vinhos como vinhos de prazer. Os vinhos de cores mais acentuadas, semelhantes ao que conhecemos hoje, eram denominados vinhos de alimentação, destinados aos trabalhadores braçais. Eram frutos de macerações longas, prensagens grosseiras, elaborados com pouco cuidado. Os termos usados para esses vinhos eram vin nourriture e vinum rubeum.

Na Idade Média, em vários quadros onde o vinho aparece, notamos uma cor que nos lembra os vinhos rosés. Na época, chamado de Vinum Clarum ou Claret. A foto abaixo ilustra este fato.

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4 RÓTULOS PARA DESCOBRIR OS ROSÉS

Agora que vocês já conhecem um pouco mais sobre os Rosados, que tal ir mais a fundo e degustar Rosés de países e estilos diferentes? Aqui eu indico 4 rótulos para começar a brincadeira:

  1. Rosé Francês:

    Falar de rosé no mundo é falar de França. E falar de França, é falar de Provence, seu grande vinho emblemático. 

L’Opale de la Presqu’Ile de St. Tropez é um vinho elegante, fresco e muito saboroso. O visual é de coloração casca de cebola, acobreado, é bem típico da região. Límpido e muito brilhante, possui aromas que lembram rosas, morango fresco, cereja e canela.

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2- Rosé Português:

Cor-de-rosa e refrescante, o estilo do Mateus, Rosé mais vendido em Portugal, conta com uma efervescência ligeira e extremamente versátil.

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Criado em 1942, o Mateus tem aquela garrafa linda e estilosa, cujo formato foi inicialmente inspirado nos cantis usados pelos soldados na Primeira Guerra Mundial. Era o preferido de Jimmy Hendrix e, até hoje, dizem que a Rainha Elizabeth II tem sempre uma garrafinha de Mateus em sua adega.

3- Rosé Argentino:

O estilo do Rosé Argentino, elaborado com a uva Malbec, costuma tender mais para a cor cereja. Em alguns casos chega a ser só um pouco mais claro que um tinto. O Crios, da Susana Balbo, na minha opinião, é o melhor em termos de cor, olfato e paladar. Possui nuances de frutas vermelhas e negras frescas, com notas florais. Ótimo Custo-benefício, da Importadora Cantu Wines.

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5 – Rosé Brasileiro:

Claro que eu não poderia deixar de sugerir um Rosé 100% nacional. Sou simplesmente APAIXONADA pelo Marie Gabi, da vinícola Routhier & Darricarrère, da Campanha gaúcha (RS). A cor dele é um casca de cebola bem clarinho, do tipo que fica macerando por, no máximo, 1 hora. Além do rótulo fofo, o Marie Gabi possui toques cítricos e herbáceos. No aroma, notas florais, de amêndoas e frutas vermelhas. Vale a pena!

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Então é isso, viníferos! Fico feliz em ver que mais e mais enófilos estão se rendendo ao néctar rosado, que ainda tem muito o que ser descoberto. Todos os rótulos listados acima foram provados e aprovados por mim e a maioria conta com um ótimo custo-benefício.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Vine Pair, Vinho Sem Segredo

Vinho e História: Desvendamos a Relação Entre Napoleão Bonaparte e o Champagne Moët & Chandon

Quando lembro de Napoleão Bonaparte nem sempre Champagne Rosé é a primeira coisa que me vem à mente. Sim, logo de cara, penso no grande líder que empurrou seus exércitos em direção a vitórias em batalhas históricas. Porém, todo amante do vinho já ouviu falar sobre a mítica ligação entre Napoleão e o borbulhante champagne, mais precisamente os da Casa Moët & Chandon. 

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A AMIZADE COM JEAN-RÉMY MOËT

A conexão entre Bonaparte e a dinastia da famosa Casa de Champagne começou em 1782, quando o futuro imperador cursava a Escola Militar em Brienne Le Château. Foi lá que ele conheceu Jean-Rémy Moët, neto de Claude. O jovem herdeiro estava na escola resolvendo alguns dos negócios da família quando encontrou Napoleão.

Sabemos que a palavra “Champagne” sempre soou como música para os ouvidos de Napoleão. Logo, a afinidade entre os dois rapazes foi praticamente instantânea. A partir dali, uma amizade leal e duradoura se firmou, levando a luz da efervescente bebida a ocupar um papel de destaque na história francesa.

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E essa importância se deu porque antes de cada campanha militar Napoleão fazia questão de visitar a Maison Moët a fim de se abastecer com caixas e mais caixas de champanhe. E isso ocorreu em todas as batalhas, exceto em Waterloo, de acordo com o livro “Champanhe”, de Don and Petie Kladstrup (que recomendo fortemente a leitura!)

Talvez venha daí a célebre frase:
“Champanhe: na vitória é merecido, na derrota  é necessário!

A PRIMEIRA GRANDE DERROTA

Entretanto, mesmo nas derrotas de Napoleão a amizade com a família Moët seguia firme e forte. Vejam, por exemplo, o caso da Guerra da Sexta Coligação. Foi um terrível desastre para o imperador, bem como para a França e seu povo.

Afinal, essa derrota não só conduziu Napoleão ao seu primeiro exílio na Ilha de Elba como, na sequência, teve uma invasão de russos à região da Champagne, quando os mesmos esvaziaram praticamente todas as adegas. Ou seja, todas as casas foram saqueadas, sendo que a de Moët foi a que obteve maiores baixas e presenciou cerca de seiscentas mil garrafas serem esvaziadas por soldados acampados nas instalações.

A PREVISÃO DE JEAN-RÉMY

Porém, mesmo essa grande derrota não foi capaz de enfraquecer os laços que existiam entre Napoleão e Jean-Rémy Moët. Ao invés disso, Moët se lembrou de um antigo ditado francês, “Qui a bu, boira” ou em bom português, “Aquele que bebeu uma vez, vai beber novamente”. Ou seja, “Todos aqueles soldados que hoje estão me arruinando hoje farão minha fortuna amanhã”, disse Moët a todos os seus amigos. “Vou deixá-los beber o quanto quiserem. Eles serão fisgados e se tornarão meus melhores vendedores quando retornarem ao seu próprio país”

Como podemos ver, Jean-Rémy não estava apenas sendo leal a seu amigo Napoleão. “Ele estava totalmente certo”, escreveram os Kladstrups no livro que é uma verdadeira biografia do Champanhe. Os negócios de Moët cresceram vertiginosamente nos anos seguintes e, entre seus muitos novos clientes, estavam justamente alguns dos maiores adversários de Napoleão Bonaparte, incluindo o Primeiro Duque de Wellington e Frederick William III da Prússia.

PROVAS DE AMIZADE E LEALDADE

Se toda essa história não foi suficiente para te convencer da força dessa conexão Bonaparte-Moët, considere os presentes que foram trocados pelos amigos ao longo dos anos. Começamos com a réplica do Grand Trianon (sim, o castelo de Versalhes!) que Moët construiu em sua propriedade como quartos de hóspedes para Napoleão e a Imperatriz Josephine sempre que o visitavam.

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Não é grande coisa, certo? Apenas um belo gesto de gratidão. Naturalmente, Napoleão também estava à altura quando o assunto era presentes. Ele não apenas concedeu à família Moët o último de seus famosos chapéus bicorn, como também presenteou-os com sua cruz de oficiais da Legião de Honra – a mais alta condecoração francesa de mérito para realizações civis e militares, em virtude de todos os seus esforços para estabelecer a França como líder mundial na difusão da cultura do vinho.

Contudo, sem dúvida, o presente que mais representa essa amizade é a criação da Champagne Moët Imperial (branco e rosé), rótulos que compõem a maior parte da produção de Moët & Chadon. Na verdade, esses exemplares foram os responsáveis pelo fato de muitas vezes lembrarmos de Napoleão quando o Champagne Rosé nos vem à mente. Afinal, a garrafa “Imperial” foi nomeada desta forma logo após o falecimento do imperador, em 1869, e desde então a casa passou a produzir suas garrafas com essa denominação.


Definitivamente, fatos que serão lembrados na próxima vez em que você estiver degustando um belo e borbulhante champanhe. Então, acho que quem acompanha o blog sabe o quanto também sou apaixonada por história. E, se vinho é história engarrafada, sem dúvida, esse artigo me deixou muito feliz!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referências: Livro “Champanhe” (Don & Petie Kladstrup), editora JZE./ Vine Pair.

3 Histórias Sobre Vinhos Para Contar Nas Noites Frias

Friozinho e nada melhor que reunir os amigos em torno de uma lareira. Nesse momento, o bate-papo costuma rolar solto, às vezes até altas horas da madrugada. Quando viajamos para a serra com a família, a contação de “causos” flutua sobre diversos assuntos, incluindo, lógico, os vinhos! E foi pensando nisso, que separei para vocês algumas curiosidades sobre o mundo de Baco, dessas que deixam qualquer encontro ainda mais divertido.

1- AS ROSAS NOS VINHEDOS

Reza a lenda que por volta de 1475, o Rei da Espanha, Fernando V de Castela, ouviu de sua esposa, a Rainha Isabel I, que certo vinhedo do reino era triste e sem vida. Sendo assim, para agradar a esposa, o rei ordenou que se plantasse rosas ao redor das videiras. Isabel ficou tão encantada, que pediu ao marido que todos os vinhedos do reino fossem decorados com as rosas.

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Histórias à parte, o fato é que essa ação é preventiva e não decorativa. As videiras são muito sensíveis a um fungo que provoca uma doença chamada “oídio”, muito prejudicial e difícil de ser erradicada se não for detectada precocemente. Esse fungo também ataca as flores delicadas, como as rosas, e seus sintomas (manchas nas folhas) são visíveis primeiro nas rosas e, em seguida, nas videiras. Portanto, o motivo real do cultivo das flores é que estas sirvam de alerta para detectar a doença a tempo de tratá-la nas videiras antes que seja tarde.

2 – DON PERIGNON: O MONGE QUE CRIOU O CHAMPANHE

Em 1661, Don Perignon, abade de Hautvillers, na região francesa da Champagne, ordenou que cavassem um buraco debaixo do monastério, a fim de salvar diferentes tipos de vinhos. Entre eles, havia uma quantidade de garrafas de vinho branco que, ao que parecia, não tinham terminado sua fermentação.  Após um tempo, as garrafas começaram a explodir devido a uma segunda fermentação ocorrida de forma espontânea. Ao provar esse novo vinho, o monge – que era cego e tinha o olfato e o paladar bastante apurados – teria dito, “Estou bebendo estrelas!”.

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Não há evidências de que esse fato foi real. Certo é que, antes de Don Perignon, as bolhas eram consideradas um defeito no vinho. E, apesar da lenda ter lhe atribuído a criação do método champenoise, é possível que ele tivesse apenas melhorado uma técnica já conhecida. No entanto, não há dúvidas de que sua contribuição para transformar vinho em champanhe foi um marco na história da enologia.

3 – VINHO DE GELO

A lenda russa conta que o monarca Alexander III ordenou que se criasse um vinho que não fosse produzido com uvas. Algo raro, mas que não escapava às excentricidades típicas de um rei. Então, lhe trouxeram uma garrafa de vinho tinto congelada e lhe disseram que este fora feito com gelo e restos de diversas frutas vermelhas, que davam cor à bebida. Ingênuo, o rei acabou acreditando.

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Na verdade, o Vinho de Gelo ou Ice Wine realmente existe. Oriundo da Alemanha e produzido em outros países, como o Canadá, o vinho tem esse nome pois a colheita de suas uvas ocorre quando estas estão congeladas. Depois, as frutas são prensadas rapidamente antes que se descongelem. Assim, só se aproveita o mosto sem água, já que os cristais de água ficam na prensa. Desta forma, se obtém um vinho com alto teor de açúcar e acidez, de sabor muito agradável.


Curtiram? Então, no próximo encontro regado a vinhos, divida essas histórias com os amigos. Aposto que eles vão adorar! E você? Tem alguma história ou lenda sobre vinhos para contar? Manda para mim! É ótimo para enriquecer o repertório.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

Descubra Os Segredos Da Pinot Noir

Sem dúvida, a Pinot Noir é uma das minhas castas preferidas. Sempre digo que alguns momentos pedem um bom Pinot. Sexta à noite, relaxando após uma semana estressante, ou em plena quinta-feira fria, enquanto pinto um dos meus quadros. É o tipo do vinho que estimula a minha criatividade.

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A gente sempre acha que sabe bastante sobre uma casta, principalmente se temos o hábito de ler sobre vinhos. Você deve ter pensando. Pinot Noir… de origem francesa, frutada, geralmente leve e deliciosa, está na moda e, dependendo, seus vinhos podem ser absurdamente caros, principalmente se forem da Borgonha.

Pois bem, que tal ampliar seus conhecimentos? Vila Vinífera pesquisou a fundo e descobriu os segredos desta uva tão nobre. Bora lá!

1 ) PINOT NOIR = PINHEIRO NEGRO

Os viticultores antigos costumavam nomear as castas de forma bem simples. Por isso, Pinot, em francês, quer dizer PinheiroNoir, por sua vez, significa Preto. Ou seja, trata-se de uma uva de coloração negra, cujo cacho possui o formato da árvore pinheiro. 

2) OS MONGES E OS ROMANOS FORAM OS PRIMEIROS AMANTES DA PINOT NOIR

Acredita-se que a Pinot Noir seja uma das cepas mais antigas que sobrevivem até hoje, sendo que sua existência fora detectada na França desde a era romana. A partir do século I D.C, os romanos ocuparam a maior parte dos países da Europa, levando com eles o gosto por vinhos, inclusive aqueles produzidos com a Pinot Noir.

Quando os governos europeus se tornaram católicos, durante a Idade Média, a produção de vinhos passou a ser controlada sobretudo pela igreja. Na Borgonha, os monges passaram a fabricar o fermentado que seria usado em seus sacramentos, tornando-se os principais produtores ao longo de séculos. Buscando por uvas que estivessem à altura de suas celebrações, os religiosos elegeram a Pinot Noir como a casta mais nobre, desbancando, inclusive, a Gamay, que sempre fora muito popular na região.

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3) PINOT NOIR = TERROIR

A Pinot Noir é a tradução mais pura de seu terroir. Tanto isso é verdade, que o solo, o clima e a topografia de diferentes regiões, onde esta cepa é cultivada, podem resultar em vinhos totalmente singulares. Talvez isso se dê por se tratar de uma espécie antiga e muito primitiva. A Cabernet Sauvignon, por exemplo, não consegue demonstrar tamanha variedade. Devido à obsessão dos monges por vinhos de qualidade e por se tratar de uma uva tão sensível, eles mapearam a variação do solo em muitas de suas vinhas.

Logo, foram os religiosos que identificaram os locais mais apropriados para o cultivo da Pinot Noir, criando os conceitos de Premier Cru e Gran Cru. 

4) PINOT NOIR DEMORA MUITO A CRESCER

Pelo fato de seus cachos terem um formato bem compacto (assim como um pinheiro, lembram?), fungos, entre outros responsáveis pelo apodrecimento, encontram entre as uvas um ambiente úmido e ideal para se proliferarem. É uma casta sensível e muito suscetível a doenças. Sua casca muito fina não consegue protegê-las contra as pragas, o calor e o ressecamento . Por isso, esta possui baixo teor de taninos, ou seja, uma proteção natural contra pragas e a radiação UV.

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5)  PINOT NOIR ADORA UM FRIOZINHO

Você deve ter notado que países de clima mais quente, como Espanha, Argentina e África do Sul não são famosos pela produção de vinhos à base de Pinot Noir. Há uma boa razão para isso: a Pinot Noir gosta de climas frios. Em regiões quentes, seus sabores sutis acabam “cozinhando” dentro da fina pele de suas cascas.

Borgonha e Champagne são algumas das mais frias regiões vinícolas francesas. Portanto, é aí que a Pinot Noir encontra seu habitat natural. Outros terrois europeus com tradição na produção da casta são a Alemanha (onde é chamada de Spätburgunder), a Suíça e os Alpes do Norte da Itália (Pinot Nero). Em regiões mais quentes do Novo Mundo, os produtores tiveram que encontrar melhores condições para o cultivo, com arrefecimento e influências das correntes mais frias. Como exemplo, podemos citar Carneros e Russian River Valley, na Califórnia, Valle de Casablanca, no Chile, e Walker Bay, na África do Sul. Por se tratar de um país com condições climáticas ideais, a Nova Zelândia também vem se destacando muito na produção de Pinot Noir.

6) UMA FAMÍLIA DE MUTANTES

A Pinot é muito mais que uma variedade de uvas. Trata-se da chefe da gangue, formada por uma enorme família de Pinots..rs. Por ser uma casta suscetível a mutações, todas podem sofrer modificações em sua cor, taninos e sabor. Cada identidade genética selecionada a partir de suas características é chamada de clone. Mais de 50 clones de Pinot Noir são reconhecidos na França, contra apenas 25 de Cabernet Sauvignon, embora esta última seja a cepa mais plantada no país e no mundo.

A mutação da Pinot Noir deu origem a uma gama de outras uvas, com diversas cores e sabores, incluindo a Pinot Gris (de casca cinza e ligeiramente rosada), Pinot Blanc (branca) ou Pinot Meunier.

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7) ONDE A PINOT NOIR CRESCE NO MUNDO?

Os 10 Maiores Países Produtores de Vinho Pinot Noir e Áreas Plantadas

  1. França: 29,738 hectares (73,451 acres)
  2. Estados Unidos: 16,776 hectares (41,437 acres)
  3. Alemanha: 11,300 hectares (27,911 acres)
  4. Moldova: 6,521 hectares (16,106 acres)
  5. Itália: 5,046 hectares (12,462 acres)
  6. Nova Zelândia: 4776 hectares (11,796 acres)
  7. Austrália: 4,690 hectares (11,584 acres)
  8. Suíça: 4,402 hectares (10,873 acres)
  9. Chile: 2,884 hectares (7,123 acres)
  10. Argentina: 1,802 hectares (4,449 acres)

Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre esta uva tão amada! Agora, nesse frio, combina muito com lareira e uma ótima companhia. Com direito a muitos “causos” e curiosidades sobre a Pinot Noir.

Bons Vinhos e Tim-Tim!

Graças ao Vinho Existe o Beijo

Hoje é o Dia do Beijo! Dia de celebrar o amor e o carinho em sua forma mais simples. E você sabia que vinho e beijo têm tudo a ver? Afinal, graças ao vinho existe o beijo. Então, senta que lá vem história…rsrs.

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MULHERES SOZINHAS, VINHO E COMPANHIA

Na antiga Roma, a maioria das mulheres ficava sozinha em suas casas ao longo de todo dia. Afinal, apenas aos maridos era designada a tarefa de prover a casa. Para matar o tédio, nada melhor do que uma taça de vinho, não é mesmo? E era exatamente isso o que elas faziam. Desfrutavam do néctar dos deuses para passar o tempo.

Para que as esposas não fossem observadas por criados ou possíveis visitas inoportunas, estas escondiam as garrafas, visto que a ideia era de que seus maridos não deveriam saber o que as mesmas faziam em casa sem a presença deles.

E o que acontecia quando os homens voltavam para casa no final do dia?

Chegando em casa, os maridos costumavam cheirar a boca das mulheres para descobrir se haviam bebido em sua ausência. Nessa hora, o cheiro do vinho e a sensualidade que a situação despertava os levavam a cometer loucuras. Respiração próxima e bocas frente a frente. Uau! Era beijo na certa e felicidade garantida para o restante da noite. Afinal, quem resiste aos encantos femininos?

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Pois é, pelo visto, de certa forma o beijo se originou de uma atitude machista. Imagina! E o que tiramos de lição disso?  Quando tem vinho no meio, meus amigos, até uma situação complicada pode se transformar em algo bom.

Gostou da história? Então, que tal comemorar a data de hoje ao lado de alguém especial, com direito a muitos beijos e vinhos? Véspera de feriado, hein? Tudo de bom!

Falando em folga, vou me esconder no mato com a família, só para variar. E, sim, vou levar algumas garrafas de tinto, pois o friozinho tá prometendo.

Bom feriado! Ótimos vinhos! Tim-Tim!