Delícias que Combinam Com Friozinho e Vinhos Finos

O inverno chegou e, pelo visto, os próximos meses serão de temperaturas mais baixas que o normal. Amanhã mesmo, vou fazer um fonduezinho de queijo aqui em casa. Como aqui no Rio de Janeiro o frio não costuma durar muito, quando esfria mais um pouco a gente corre logo para aproveitar.  E foi pensando nisso que hoje trouxe dicas de estilos de vinhos finos para acompanhar receitas que têm tudo a ver com a estação.

1- QUEIJOS, RACLETES, FONDUES E FRIOS

Encontrar um único vinho para acompanhar essa variedade é mais fácil do que parece. Quando se trata de receber amigos para saborear Queijos, Fondues, Raclete e Frios, vale optar por apenas um tipo de bebida, a fim de evitar uma disputa entre essas delícias. Logo, eu escolheria um bom Malbec Argentino. Afinal, trata-se de um exemplar  com estrutura suficiente para sustentar um menu tão variado.

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2- MASSAS

Para mim, os dias mais frios também combinam com uma bela massa. Rondelli, Caneloni, Espaguete, Lasanha, Nhoque…. Hummm… Delícia! Não importa se o molho é branco, à base de tomates ou queijos, um Merlot estilo Reserva, que tenha passado por madeira, harmonizaria superbem nesse caso. Aqui no Brasil mesmo, temos ótimos exemplares. Ah, e sirva a massa, de preferência,  bem quentinha. Fica tudo de bom!

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3 – SOPAS

Sopas também são uma ótima pedida no inverno. E, diferente do que muitos pensam, elas casam maravilhosamente com nossos amados vinhos finos. Sejam à base de legumes, vegetais, queijos ou carnes, as sopinhas combinam com vinhos mais leves, como Pinot Noir, Merlot, Chianti ou Sangiovese. Sirva o prato saindo fumacinha de tão quente, acompanhado por torradas. Perfeito!

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E aí, animados para o fim de semana? Que tal reunir os amigos para desfrutar de algumas dessas delícias? Esse inverno está pedindo, não é mesmo?

Então, boa sexta e ótimos vinhos! Tim-Tim!

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Wine Drinks: Vinho Quente Para Curtir o Friozinho

Com o fim do El Niño, as massas polares começam a pegar o Brasil de jeito, derrubando as temperaturas. Logo, inspirada no friozinho, hoje trouxe um “drink” tradicional em diversos países. Aqui no Brasil, combina perfeitamente com o inverno e as festas juninas. Sim, é ele, o VINHO QUENTE! 

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HISTÓRIA

O vinho quente foi criado pelos romanos no século II d.c, inicialmente para protegê-los do intenso frio do inverno.Como eles conquistaram diversos países da Europa, acabaram levando para essas regiões toda a sua paixão pelo Mulled wine, como a bebida também é chamada

  • Idade Média

Na Idade Média é que o Mulled Wine passou a ganhar popularidade, visto que as pessoas acreditavam que a mistura de especiarias no vinho era saudável e evitava a proliferação de doenças. Também era comum usar ervas e flores com o intuito de melhorar os vinhos ruins, tornando-os um pouco mais agradáveis. Com o tempo, a moda do vinho quente acabou desaparecendo na maior parte da Europa, com exceção da Suécia. Lá, ele é conhecido como Claret (vinho Rhen, açúcar e especiarias) ou Lutendrank (especiarias, vinho e leite). Ambas as variedades ficaram famosas por serem muito consumidas pela corte sueca. 

  • Natal, Festa e Papai Noel

Mas a virada mesmo veio em 1890, quando o vinho quente passou a ser associado ao Natal. Cada comerciante tinha sua própria receita e a engarrafava em lindos exemplares em formato de Papai Noel. A partir daí, a bebida ganhou o mundo, com diversas versões, que incluem vinhos tintos e brancos. Acaba que cada país possui seu próprio modo de preparo. 

Quer fazer essa delícia na sua casa? Então, anote aí:

VINHO QUENTE

Você vai precisar de:

  • Duas garrafas de vinho tinto leve (Pinot Noir e Merlot são ótimas opções).
  • 2 doses de Vinho do Porto
  • Laranjas cortadas em 5 partes, espetadas com cravos da índia.
  • 1 colher de chá de canela
  • 1 colher de chá de noz moscada
  • 2 a 3 colheres de açúcar mascavo , de acordo com o seu gosto

Modo de Preparo

Aqueça todos os ingredientes em uma panela em fogo brando por 20 minutos. Certifique-se de não deixar o líquido ferver, a fim de que o álcool da bebida não se evapore. Após aquecida, coe a mistura e coloque em uma bela jarra para servir.

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Deve ficar uma delícia, hein? Quero muito aproveitar a temporada de frio para fazer e curtir esse “Wine Drink” que já chega carregado de história. Tim-Tim!

Rosés: Inverno Cor-de-Rosa

Há tempos que o cor de rosa passou a simbolizar o romance em todo o mundo. Para mim, rosa não é brega e muito menos coisa de “mulherzinha”, assim como pensam os machistas. Acredite: nas garrafas cor-de-rosa é que reside um dos néctares de Baco mais amados por quem aprecia vinho de verdade, o Rosé!

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Além de serem lindos esteticamente (na taça, então, nem se fala!), os rosés são alguns dos vinhos mais versáteis para combinar com pratos culinários. Vão bem com salmão, frutos do mar e carnes leves. No século XXI, eles voltaram com tudo, graças ao fim do preconceito e à inclinação dos enófilos por degustar exemplares diferentes dos tradicionais tintos e brancos.

Então, meu amigo, prepare-se para descobrir as delícias de beber pink. Vamos lá!

COMO O ROSÉ É FEITO?

Ao contrário do vinho branco, o rosado só pode ser produzido com uvas tintas, visto que é na casca da uva que se encontram os pigmentos corantes vermelhos (antocianos). Para determinar a intensidade da cor, o enólogo deixa as cascas em contato com o mosto (suco da uva) por mais ou menos tempo. A região francesa da Champagne é a única que ainda produz espumantes com base na mistura de uvas brancas e tintas.

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ÁREAS DEMARCADAS:

Assim como outros vinhos, a busca pela qualidade levou os viticultores a criarem áreas de produção demarcadas, como a (AOC) Cotes de Provence em 1977, Coteaux d’Aix en Provence (1985) e Coteaux Varois en Provence (1993). Por tudo isso, a Provence tornou – se a referência mundial para vinhos rosés, sendo atualmente responsável por aproximadamente 10 % de todo rosé produzido no mundo (detalhe: exportam somente 11% da produção – os franceses bebem quase tudo!). Podemos dizer que nos últimos 20 anos, a região modificou seu perfil produtor de grandes quantidades, e passou a ditar regras e normas de qualidade em vinhos rosés.

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Mas não é só na Provence que encontramos rosés de qualidade. Portugal (o Mateus Rosé se tornou tradicionalíssimo), Argentina (que produz os famosos Malbecs Rosés), Chile e Brasil também nos brindam com ótimos pinks, incluindo espumantes maravilhosos.

O PREFERIDO DE MADONNA

E não é que a rainha do pop se deixou seduzir por um rosé brazuca? Trata-se do Villa Francioni, produzido em São Joaquim (SC). Composto de oito uvas, Cabernet Sauvignon, Cabertnet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot e Malbbec, o assemblage tem um delicado aroma de frutas e flores, lembrando romã, pêssego e rosas, destacados por um discreto tom cítrico.

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Durante sua passagem pelo Brasil, em 2009, a cantora conheceu o Villa Francioni, após sugestão do sommelier Manoel Beato, do Grupo Fasano. Segundo o profissional, Madonna pediu a sugestão de um rosé, mas por orientação de um colega brasileiro, optou por um vinho importado. Como a cantora gostou do vinho, solicitou outra garrafa, foi quando o sommelier do local arriscou e apresentou o Villa Francioni. Já no primeiro gole, a Madonna perguntou a Beato onde poderia comprar a garrafa. A preferência da cantora causou frisson entre as celebridades. É válido ressaltar que o rosé de São Joaquim é o mais vendido atualmente no Copacabana Palace.

ONDE COMPRAR:

  • Rosés da Provence, Chile, Brasil e Argentina: Na Wine In Pack você encontra seleções dos maravilhosos rosés franceses, que dispensam apresentações. O site ainda disponibiliza rosés brasileiros e de outros países, como Chile e Argentina.
  • Rosés Portugueses: os hipermercados do Grupo Pão de Açúcar são os mais especializados em exemplares lusitanos, como Callamares, Mateus, Casal Garcia, Casal Mendes e Lancers.
  • Villa Francioni (o Rosé de Madonna): está à venda no site Cave Nacional, especializado em vinhos brazucas. Há, ainda, outros ótimos exemplares de rosés brasileiros no portfólio da Cave.

Então é isso, amigos. Um bom rosé tem seu lugar em qualquer estação do ano. Mude seus conceitos e aventure-se.

Até a próxima! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Friozinho Também Pede Vinho Branco

Sobretudo em regiões mais quentes, há uma crença de que vinho branco só combina com o verão. Pois, prepare-se para mudar seus conceitos. Um bom rótulo branco, servido na temperatura ideal, também pode tornar o seu outono/ inverno inesquecível.

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COM FONDUE DE QUEIJO

Grande parte dos brancos possui ótima acidez. Sim, pois vinho branco sem acidez, ao meu ver, não tem a mínima graça. Sendo assim, esses exemplares são simplesmente perfeitos para harmonizar com o nosso amado fondue de queijo, que fica ainda mais especial ao lado de um bom Chardonnay (com ou sem barrica).

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TEMPERATURA IDEAL

Ao invés de beber um branco geladinho, como você provavelmente faria num verão de 40°C, que tal degustá-lo entre 8°C e 14°C? Observe que, a essas temperaturas, o vinho libera aromas muito mais intensos. Será possível sentir aquele perfume de flores e frutas brancas que invadem o olfato e paladar. Acredite, amigo, sua experiência de degustação será totalmente potencializada!

TEOR ALCOÓLICO

Para mim, a uva branca que mais combina com o friozinho realmente é a Chardonnay, sobretudo por seus aromas e sabores marcantes. Porém, é importante atentar-se com o teor alcoólico do vinho: quanto maior for a insolação nas videiras, maior será o volume de álcool de seu produto final. Logo, quanto mais alcoólico for o vinho, mais quente será no fim das contas (Mas não vale descer queimando, ok? Pois aí já configuraria um desequilíbrio).

PARA CADA TERROIR, UMA EXPERIÊNCIA

Se a casta for cultivada na Califórnia, nos EUA, por exemplo, o vinho provavelmente irá liberar notas de frutas tropicais e baunilha. Quando originária da Borgonha, na França, a bebida terá mais acidez, transmitindo ao olfato notas de frutas brancas e cítricas, tais como pêssego e limão siciliano.

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HARMONIZAÇÃO

O Chardonnay combina perfeitamente com pratos à base de aves, peixes e frutos do mar. Acabo de imaginar uma taça ao lado de um prato de bobó de camarão quentinho ou como uma boa parceira para aquela truta com batata souté ou rostie, servida em muitos dos restaurantes das regiões serranas.

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O vinho branco também combina muito bem com queijos leves e pode perfeitamente ser apresentado como entrada para um Queijos e Vinhos.

Espero que depois desse post você se aventure a degustar um vinho branco nos dias mais frios. Eu adoro e sempre tenho pelo menos uma garrafa na adega, não importa a estação do ano. Aqui mesmo, no Rio de Janeiro, deveria haver a cultura de se consumir mais vinhos brancos. Afinal, na cidade maravilhosa, a maior parte dos dias são quentes.

Então é isso, meus queridos! Bom friozinho! Ótimos vinhos! Tim-Tim!