Wine Tour: Conheça 12 Vinícolas Incríveis ao Redor do Mundo

O que a princípio deveria ser uma simples visita, seguida por degustação de alguns rótulos, acaba se tornando uma verdadeira ostentação em determinadas vinícolas. Com arquitetura imponente e serviços de alta classe, sem dúvidas, elas fazem parte do imaginário de grande parte dos enófilos em todo o mundo.

Esses “templos de Baco” estão, em sua maioria, localizados em regiões vinícolas de grande tradição e suas instalações realmente impressionam. Sendo assim, compilamos uma lista de 12 vinícolas, algumas contruídas por nomes como Gehry e Calatrava, em locais como Napa, Rioja e Bordeaux. E se você é um autêntico apreciador de vinhos, certamente vai colocá-las em suas listas de futuros roteiros. Afinal, trata-se de lugares capazes de revirar os sentidos, tanto pelo que se vê quanto pelo que se prova.

 

1 – Bodegas Ysios

Esta vinícola, desenhada por Santiago Calatrava, na região espanhola de La Rioja foi concebida como um verdadeiro local de culto ao vinho.

Bodegas-Ysios

Chateau Margaux (França)

Simplesmente uma das vinícolas bordalesas mais famosas do mundo, cuja mansão é tão conhecida que estampa, inclusive, os rótulos de suas preciosas garrafas.

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3. Mission Hill Winery

O ponto alto desta vinícola canadense é o campanário de 12 andades, cujo propósito é o de acolher os convidados e despertar seus sentidos enquanto os sinos tocam.

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4. Darioush Winery

Toda a propriedade desta vinícola em Napa Valley assemelha-se a um palácio persa, em homenagem aos herdeiros do trono.

Darioush-Winery

5. Chateau Pichon Lalande

Um dos castelos mais fotografados em todo o mundo, esta vinícola de Bordeaux é, agora, propriedade da família Rouzaud, igualmente dona da Maison de Champagne Louis Roederer. Linda de viver!

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6. Marques de Riscal

Quando a vinícola espanhola Marques De Riscal decidiu que cada um dos seus visitantes deveria experimentar o espírito inovador e o mundo de sensações incorporadas pela vinícola, os proprietários se voltaram para o famoso arquiteto Frank Gehry. A construção tem algo futurista que impressiona. Maravilhosa!

Marques-De-Riscal

7. Dornier Winery

Projetada pelo fundador da vinícola, Christoph Dornier, esta vinícola sul-africana parece fazer parte da paisagem em sua volta.

Dornier-Winery

8. Castello di Amorosa Winery

Com ares medievais, esse castelo nem parece estar localizado na região californiana de Napa, nos EUA. Também pudera! Dario Sattui estava determinado a erguer o edifício mais belo e interessante da América do Norte e que, ainda por cima, produzisse vinhos incríveis.

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9. Opus One

Projeto conjunto entre o Baron Philippe de Rothschild e Robert Mondavi,  a vinícola Opus One foi criada para produzir o primeiro vinho ultra premium dos Estados Unidos. Tanto a vinícola quanto o rótulo em questão são verdadeiros ícones do mundo de Baco.

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10. Chateau DuCru Beaucaillou

Projetado pelo famoso arquiteto parisiense Paul Abadie, este castelo de Bordeaux é tão icônico que, como Chateau Margaux, também estampa o rótulo de seus vinhos.

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11. Ledson Winery

A construção francesa com ares da Normandia desta vinícola de Sonoma tornou-a famosa antes mesmo do vinho. E, graças a atenção que a família Ledson recebeu em virtude da propriedade que seus integrantes decidiram optar por produzir vinho antes de qualquer outra coisa.

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12. Bodegas Sommos

Uma das vinícolas mais modernas da Espanha, a Sommos tem sua construção superparecida com uma borboleta. Outro exemplo de arquitetura futurista nos vinhedos espanhóis.

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Então, enoamigos, espero que tenham curtido o post! Já fazia tempo que não pesquisava sobre lugares maravilhosos do mundo do vinho e curti muito! Afinal, esses são de tirar o fôlego!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referência: VinePair Fotos: Shutterstock

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Degustação às Cegas com os Amigos é Diversão na Certa!

Organizar uma degustação às cegas e bem informal com os amigos pode ser muito divertido, tanto para iniciantes quanto para iniciados no mundo dos vinhos. Agora, é possível que você esteja aí se perguntando, “Mas, o que é uma degustação às cegas?”

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JULGAMENTO DE PARIS: A DEGUSTAÇÃO ÀS CEGAS MAIS FAMOSA DA HISTÓRIA 

Da mesma forma que não se deve julgar um livro pela capa, também não se deve julgar um vinho pelo rótulo. Ou seja, durante a análise, todas as garrafas são embrulhadas em papel alumínio, a fim de que nenhum dos participantes saiba qual vinho está provando. Ao longo da história, isso já rendeu relatos interessantes, como o caso do famoso Julgamento de Paris (1976), quando grandes vinhos franceses foram confrontados com exemplares californianos, sendo que estes últimos levaram a melhor!

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Imagem: Vinhos Dal Pizzol 

Segundo Steven Spurrier, organizador do evento, era visível a confusão na cabeça dos juízes, que volta e meia se enganavam com os vinhos. Bebiam rótulos americanos jurando se tratar de franceses e vice e versa.

ORGANIZANDO UMA DEGUSTAÇÃO ÀS CEGAS EM CASA 

A brincadeira começa quando um de seus amigos é eleito para comprar os vinhos que farão parte da festa. Ele deve manter sigilo absoluto e, certamente, não participará da avaliação. Assim como Spurrier, esse amigo será uma espécie de organizador da degustação e ficará encarregado de levar os vinhos, devidamente camuflados, para o evento.

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Escolham cerca de 4 rótulos para serem degustados. A partir daí, os participantes terão de pontuar (de 0 a 10, por exemplo) ou até mesmo tentar adivinhar pelo visual, olfato e paladar qual é o vinho. Nessa hora, não é raro sermos surpreendidos, pontuando os vinhos mais caros com notas baixas e os mais baratos com notas altas. Acredite, esse tipo de situação pode resultar em muitas risadas, sobretudo quando os rótulos são revelados pelo amigo-organizador.

EM GRUPOS DE DEGUSTAÇÃO MAIS DIDÁTICOS 

Pois é, quando escrevi a primeira versão dessa postagem, há uns 2 meses, ainda não tinha iniciado minha experiência em um dos grupos de degustação da ABS-RJ. Sim, é muito legal compartilhar esse momento sensorial com outras pessoas tão apaixonadas por vinho quanto você.

O grupo é super animado! Somos em 8 pessoas, sendo que a maior parte delas se encontra há mais de 10 anos para degustar a bebida (eu fui uma das felizardas a entrar no grupo após abrirem algumas poucas vagas). No geral, cada um leva uma comidinha para acompanhar, apesar do professor não gostar muito (pode atrapalhar na avaliação do vinho). Geralmente ele prefere alimentos mais neutros, como pão ou biscoitos mais lights.

A cada encontro temos 3 vinhos conhecidos e 1 surpresa, levado por um dos participantes, a fim de que os outros degustem “às cegas”, sem saber nome, preço, safra, nada. Na quarta-feira passada, 28/09, o tema foi “Vinhos Portugueses” e eu fui a responsável por levar o rótulo surpresa.

Fiquei muito feliz, pois meu “Rapariga da Quinta Select” (um tinto do Alentejo, mistura de Aragonez, Syrah e Touriga Nacional) foi eleito o segundo tinto da noite, sendo que custou bem mais barato que os exemplares anteriores, que também eram ótimos. É muito legal ver as pessoas curtindo o vinho sem se preocupar com o peso de um rótulo.

TESTE DE HUMILDADE

Por muitas vezes, tive curiosidade de fazer um teste com aquele amigo esnobe, colocando um vinho estilo “Reservado” numa garrafa de um outro caríssimo. Será que ele iria achar maravilhoso? Por essas e outras, admito que uma degustação às cegas é uma ótima maneira de se exercitar a humildade.


Então, que tal combinar uma brincadeira desse tipo com a galera? Aposto que será memorável ao ponto de vocês desejarem repetir a dose. Permita-se e Divirta-se!

 

4 Destinos Europeus Para Amantes do Vinho Branco

Me considero uma amante dos vinhos, em todas as suas castas e variações. Não só pela bebida, como também por viagens que envolvem vinícolas no roteiro. Pensando nisso, trouxe um tour sob medida para qualquer enófilo, sobretudo aqueles que adoram um fermentado de uvas brancas.

Borgonha e Piemonte são destinos europeus clássicos quando se pensa em vinho branco. Mas, que tal sair um pouco desse roteiro previsível? Eu curti muito essa ideia e me surpreendi com os lugares lindos que estão fora do radar da maioria dos winelovers.

Vamos viajar juntos? Então, apertem os cintos.

Rias Baixas, Espanha

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A Albarino é a rainha de Rias Baixas, região do noroeste da Espanha, e corresponde a 90% de todas as uvas plantadas no local. É uma das poucas castas espanholas que produzem um único vinho varietal. Produz bebidas com frescor e acidez, notas de pêssego e damasco, além de aroma floral maravilhoso, com toque mineral.

O QUE FAZER?

Conheça o sabor da Albarino em um Wine Tour pela Galícia, no qual é possível visitar duas vinícolas. Após admirar a cidade medieval de Pontevedra, vá para Combarro, uma pequena aldeia de pescadores.

Lá, almoce em um dos tradicionais restaurantes de tapas (petisco espanhol, que corresponde a uma enorme variedade de pratos). Para amantes da Albarino, não há nada melhor que mergulhar na gastronomia e cultura locais. Reserve pelo menos 4 dias para desfrutar de todas as belezas do lugar.

Croácia

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A Croácia é o paraíso dos amantes do vinho branco. Com 130 variedades de uvas nativas e 5 diferentes zonas climáticas, o país possui uma enorme variedade de estilos. Se você adora os brancos aromáticos, experimente os vinhos locais à base de Grasevina e Malvazija, as duas castas mais cultivadas na região.

Os Malvazija são produzidos geralmente apenas com uma única varietal, com um leve tom esverdeado, acidez suave e notas finais de mel. Já a Grasevina (também chamada de Welschriesling, porém sem nenhuma relação com a Riesling alemã), produz vinhos aromáticos, leves, frescos e com notas brancas bem acentuadas.

O QUE FAZER?

Trata-se de um ótimo lugar para passear de barco. Há, inclusive, um cruzeiro de 8 dias que leva os visitantes de Dubrovnik a Trstenik, Vela, Luka, Hvar, Korcula, Mljet, com retorno a Dubrovnik. Prepare-se para conhecer os produtores de vinhos locais e se deliciar com a variedade do néctar croata.

O Split Sightseeing and Wine Tour realiza passeios até o centro da segunda maior cidade da Croácia, onde os visitantes podem conhecer um pouco mais da cultura real do Ducado Dálmata, um principado croata que se estabeleceu no antigo território da província romana da Dalmácia. Após turistar pela cidade e admirar um Patrimônio Mundial da Unesco, você será levado a um moderno Wine Bar local, a fim de degustar 4 diferentes vinhos da região.

Santorini, Grécia

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A uvas brancas Assyrtiko foram plantadas pela primeira vez na ilha vulcânica de Santorini. A casta produz um vinho branco seco, mineral, com aromas cítricos e terrosos, provenientes de seu solo vulcânico único. Na ilha, as videiras são envoltas por uma espécie de cesta, que as protege dos ventos fortes.

Se você for um amante dos vinhos doces, experimente o Vinsanto, um elixir de ouro apreciado desde a época bizantina. A bebida é elaborada com Assyrtiko e mais duas variedades de uvas aromáticas (Aidani e Athiri). As cepas são deixadas para secar ao sol de 12 a 14 dias antes de serem esmagadas e fermentadas.

Após um período mínimo de dois anos armazenado em barricas de carvalho, o vinho resultante exibe aromas de frutas secas, como passas e damascos, combinadas com especiarias doces. Possui acidez suave e combina superbem com a variedade da culinária local.

O QUE FAZER

Presenteie-se com uma viagem inesquecível pelo coração dos vinhos de Santorini. Há um Wine Tour  que leva os visitantes a três vinícolas para degustar 15 vinhos rótulos da região, com direito ao suporte de um sommelier.

O solo único de Santorini não apenas protege as vinhas da praga filoxera, como também transmite características minerais, próprias do seu terroir, para os vinhos. Separe um dia para conhecer a viticultura de Santorini. Visite Akrotiri, uma cidade pré-histórica, da Idade do Bronze, que foi enterrada pela erupção do vulcão Tera.

Afrescos, cerâmica, móveis, avançados sistemas de drenagem e edifícios de três andares foram descobertos no sítio arqueológico, cuja escavação foi iniciada em 1967. Assim como na cidade romana de Pompéia, tudo se encontra muito bem preservado.  Alguns historiadores acreditam que o desastre, ocorrido durante o milênio II a.c, tenha servido de inspiração para a história platônica de Atlântida, a cidade perdida.

Pfalz, Alemanha

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Pfalz é o berço da Riesling e, obviamente, se encontra na Alemanha. Essa casta é uma das minhas favoritas. Muito versátil, pode ser apreciada tanto em vinhos secos quanto nos doces, como é o caso dos vinhos de gelo ou Ice Wines. A reputação da Riesling alemã foi afetada pelos produtores do mercado de massa nos 90. Mas, felizmente, a imagem da cepa foi recuperada e hoje é uma das brancas mais valorizadas no mundo.

Os vinhos finos secos produzidos com Riesling possuem ótima acidez, frescor e uma certa mineralidade, responsável por sua boa longevidade. Harmonizam muito bem com salmão grelhado, mariscos e queijos de média intensidade, como muçarela, brie e chévre. Em vinhos doces, a Riesling é frutada, possui corpo médio e uma doçura residual moderada. Casam bem com queijo defumado e sobremesas.

Rieslings ricos e doces (Beerenauslese, Trockenbeerenauslee e Eiswein) são alguns dos mais raros e encorpados vinhos alemães. Liberam aromas de mel, pêssego e damasco. Harmoniza bem com queijos azuis, como Roquefort ou Gorgonzola.

O QUE FAZER?

E, Pfalz existe um ótimo Wine Tour, onde é possível visitar diversas vinícolas e degustar ótimos exemplares de vinhos Riesling produzidos na região. O passeio é acompanhado por um sommelier especialista em fermentados alemãs.

Para hospedagem e outras opções de passeios, gosto muito dos sites Booking e TripAdvisor. Tão bacana quando viajar é planejar o roteiro. A gente curte o antes e depois.

E aí, gostaram? Até eu fiquei com vontade de enveredar-me por esse roteiro do vinho branco. Quem sabe, se esse dólar baixar um pouquinho…

Bom sábado e ótimos vinhos! Esse friozinho pede….

Referências: Vivino, Winerist

Saca-Rolhas: Qual o melhor?

Entre os acessórios viníferos, sem dúvida, o saca-rolhas é o mais indispensável. Afinal, pode parecer óbvio, mas a maioria dos vinhos é lacrado com rolha, seja ela sintética ou de cortiça. Somente um ou outro utiliza tampa de rosca (screw cap), sobretudo aqueles próprios para serem consumidos jovens.

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COLECIONADORES

Conheço pessoas que fazem coleção de saca-rolhas. Muitos, acredito, devem ter comprado um modelo de cada, com o intuito de experimentar qual era o melhor, de acordo com suas necessidades. Quando se é mulher, então, a coisa complica um pouquinho. Desde cedo, costumamos considerar o “trabalho braçal” algo estritamente masculino. No entanto, amiga, aqui você vai descobrir que para abrir uma garrafa com destreza e elegância é preciso muito mais jeito que força.

Ah, você sabia que os colecionadores de saca-rolhas são denominados POMELKÓFILOS? Esse termo é de origem grega e serve para designar a pessoa apaixonadas pelo acessório. É a união de três palavras: poma, elkein e philo, que significam rolhar, puxar e amante, respectivamente. 

FORÇA DE VONTADE

Vontade para aprender também ajuda nessas horas. Eu, por exemplo, desde que decidi não depender mais de homens para abrir meus vinhos, havia adotado um saca-rolhas mecânico, do tipo que tem aquelas duas “asas”, que impulsionam a saída da rolha. Apesar de parecer mais fácil, aqui o grande problema é que a maioria delas se partia durante o processo. Quando eu conseguia remover uma inteira, era uma festa! rsrs.

Pois bem. Meu marido sempre preferiu usar o chamado “Saca-Rolhas do Sommelier”, aquele com dois estágios. Ele o utilizava de maneira que, para quem observava, parecia superfácil, brincadeira de criança. Aí, na aula de serviço na ABS, o Sommelier explicou o passo-a-passo. Não podia ser tão difícil quanto eu imaginava… Nesse momento, adotei o saca-rolhas de dois estágios como o meu queridinho. Ainda estou treinando e percebendo que, realmente, não é necessário força para se obter sucesso com este tipo de engenhoca.

E para aqueles que me perguntam QUAL O MELHOR? Respondo, categoricamente, que este, de dois estágios, é o ideal. Ou não seria adotado por sommeliers de todo o mundo. Sem falar que tem formato compacto e vai com você para qualquer lugar. 

Tipos de Saca-Rolhas

Saca-rolhas simples: como o nome mesmo diz, são simplórios. Encontrados em formato de T, podem ser fabricados com diversas matérias-primas, sendo normalmente uma espiral metálica presa a um outro material resistente. É aquele que, desde criança, vi meu pai usar e pensava, “Nossa, tem que ser forte para tirar rolha com isso”. Realmente, nesse caso precisa malhar muito o bíceps. Não recomendável para iniciantes.

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Saca-rolhas simples: é preciso de muque para utilizá-lo.

Saca-rolhas mecânico: São todos aqueles que apresentam algum tipo de mecanismo que auxilia a extração manual das rolhas. É o tal que eu usava, “o das abinhas”. Para quem nunca abriu uma garrafa, pode ser um bom começo. Portanto, não se iluda. Além de fazer uma lambança danada, ainda pode danificar a rolha.

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Saca-rolhas mecânico: eu comecei por esse. Mas me desiludi a tempo..

Saca-rolhas com alavanca de 1 ou 2 estágios (Saca-rolhas do sommelier): tipos mecânicos que diminuem ou eliminam o esforço para a extração da rolha com o auxilio de alavancas. É um dos mais confiáveis e, atualmente, é o meu preferido. Amplamente  utilizado por sommeliers de todo o mundo.

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Saca-rolhas com alavanca: meu queridinho.

Saca-rolhas elétrico: projetado para quem não quer trabalho nenhum na hora da extração da rolha. Com um simples toque ele faz tudo sozinho. Mas aí, que graça tem, né?

Saca-rolhas de 2 lâminas: Esse também me chamou a atenção na demonstração da ABS. Ele não trabalha com perfuração e retira a rolha do vinho intacta. “Não é feitiçaria, é tecnologia!”. O objetivo, neste caso, é o de retirar as rolhas de vinhos antigos, como aqueles de guarda, geralmente caríssimos.

Ninguém quer se arriscar a danificar uma rolha nesse caso, certo? As duas lâminas entram na lateral da rolha, permitindo sua retirada inteirinha. Mas só deve ser adquirido se você tem vinhos desses em casa. Se não tem, evite comprá-lo, até porque não é muito fácil de ser utilizado.

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Saca-Rolhas de 2 lâminas: muito curioso, mas só serve para abrir o seu gran cru classé

Esses são os principais tipos, mas há uma infinidade de modelos. Escolha aquele que for mais fácil ou prático para você. Afinal, também acho que isso vem do gosto pessoal de cada um. E nada de depender mais de ninguém para abrir suas garrafas, hein?

Bom treinamento! Ótimos vinhos!

Divirta-se com O Jogo do Vinho

Desde criança, sou fã de jogos de tabuleiro. E não é que Celio Alzer, meu querido professor na ABS – RJ lançou um, com 1.000 perguntas e respostas sobre o mundo do vinho?

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Qual é o vinho ícone da Miolo? Que casa produz a maior quantidade de vinho na América do Sul? De que estado brasileiro são as vinícolas Villa Francioni, Quinta da Neve e Villagio Grando? Essas são algumas perguntas elaboradas por Alzer especialmente para o jogo. (Veja o gabarito no final do post)

Estou muito a fim de comprar e espero que meus amigos não me considerem uma enochata. O jogo já se encontra disponível em mais de 20 pontos de venda, sendo uma ótima sugestão de presente para o Dia das Mães.

 Anote aí alguns deles:

Casa Brasil Vinhos – Ladeira dos Tabajaras, 14, Copacabana, tel. 2548-9256
> Casa Carandaí – Rua Lopes Quintas, 165, Jardim Botânico, tel. 3114-0179
> Confraria Carioca – Casa & Gourmet Shopping, Botafogo, tel. 2244-2286
> Espírito do Vinho – Cobal do Humaitá, tel. 2286-8838
> Grand Cru Barra – Avenida das Américas 7.841, Shopping SunDeck, tel. 2431-0864
> Gran Delli – Rua São Francisco Xavier, 352, loja B, Maracanã, tel. 3529-2349
> Maya Café – Rua Ortiz Monteiro, 15, Laranjeiras, tel. 3172-5125
> Porto Di Vino – Praça Santos Dumont, 140, Gávea, tel. 2137-4154
> Quiosque Entre Letras – Shopping Rio Sul, tel. 2541-4484
> Salumeria Delicatessen – Rua Rodolfo Dantas, 40, Copacabana, tel. 2542-9535
> Serrado Vinhos – Rua Major Ávila, 455, loja 26, Tijuca, tel. 3872-6630
> Talho Capixaba – Av. Ataulfo de Paiva, 1022, Loja A-B, Leblon, tel. 2512-8760
> Vinum Rio – Praça da República 13, loja 19, Centro, tel. 99957-6424

NITERÓI
> Delicatella – Av. Rui Barbosa, 274, São Francisco, Niterói, tel. 2610-5120

ITAIPAVA
> Adega Don Bistrô – Estrada União e Indústria 10.550, Itaipava, tel. (24) 2222-6226

SÃO PAULO
> Livraria Blooks – Shopping Frei Caneca, 3 piso (R. Frei Caneca, 569, Consolação), tel. (11) 3259-2291

 

Se você mora em outros estados ou  quer receber o jogo em casa, com toda a comodidade, basta clicar AQUI e conferir a loja virtual no Mercado Livre . Veja, ainda, a página oficial no Facebook.

Agora, que tal reunir os amigos para uma jogatina regada a muitos vinhos?

Gabarito: o vinho ícone da Miolo é o Lote 43. A Concha y Toro é a maior produtora de vinho da América do Sul. E as vinícolas Villa Francioni, Quinta da Neve e Villagio Grando ficam em Santa Catarina.  

 

Um Ano na Borgonha

Com direção de David Kennard, Um ano na BorgonhaA Year in Burgundy) é um dos mais belos filmes sobre vinhos que já tive a oportunidade de assistir. Se você tem Netflix, ele estará lá disponível e esperando apenas o seu play para levá-lo a uma fascinante viagem pelos vinhedos da Borgonha, uma das regiões francesas que nos brinda com alguns dos melhores néctares do mundo.

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A importadora de vinhos Martine Saunier é quem guia o espectador por campos, vinhas, adegas e residências de famílias produtoras. Até hoje, grande parte do trabalho é artesanal, como há centenas de anos, desde que os monges católicos plantaram as primeiras vinhas por lá.

Além da bela fotografia, o que mais me chamou a atenção foi acompanhar de pertinho cada etapa do processo de vinificação da Chardonnay e Pinot Noir, uvas ícones da região. Somos levados a vivenciar o cotidiano dos viticultores ao longo das 4 estações do ano, com suas alegrias, medos e ansiedades.

Outro ponto interessante, sem dúvida, é um evento chamado Chevaliers du Taste Vin, que reúne enófilos do mundo todo. Os membros desta confraria (que existe desde a década de 30), bem como seus convidados, experimentam 6 pratos da cozinha francesa, acompanhados de alguns dos melhores vinhos da Borgonha. E, Martine Saunier, obviamente faz parte deste seleto grupo.

Confira e depois volta aqui para contar o que achou. Eu adorei!