(Chile) Viña Emiliana: Linda, Orgânica e Biodinâmica

Em minhas andanças pelo Chile, acabei conhecendo uma bela vinícola no Valle de Casablanca. E não é qualquer uma! Essa possui uma proposta muito bacana e sustentável, que eu só tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto na prática.

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O dia bonito colaborou para o sucesso do passeio!

A Emiliana é orgânica, na medida em que produz seus vinhos com o mínimo de intervenções, como uso de pesticidas, fertilizantes, entre outros. Tudo na base da natureza! E biodinâmica, porque faz uso desses mesmos recursos naturais para driblar as dificuldades e tomar decisões a respeito da saúde das vinhas.

O TOUR PELA EMILIANA

Ao reservar a visita na vinícola, através do site, optei pelo Tour Orgânico, o mais simples que não tinha degustação do Gê, vinho-ícone da vinícola. Chegando lá, encontramos um grupo muito bacana, que incluía muitos brasileiros e alguns australianos.

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O lugar é lindo e tivemos a sorte de pegar um dia perfeito, de sol, apesar do frio intenso, típico do inverno. Como o tour foi pela manhã, havia, ainda, uma certa nebulosidade, mas nada que comprometesse o lugar e as fotos.

Nossa guia foi o Wilson, um chileno muito simpático e solícito, que falava um português ótimo. Logo de início, ele nos mostrou os vinhedos e todos os “personagens” que fazem parte desse grande ecossistema. Cada elemento tem sua função na saúde das videiras.

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Nosso guia, Wilson, tirando todas as dúvidas, em portuñol e inglês. 🙂

Os galos, as galinhas, a vegetação rasteira no entorno das vinhas (no centro das espaldeiras), os gansos e até as alpacas (da família das llamas) contribuem muito para o controle natural de pragas, de acordo com a proposta orgânica do vinhedo.

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Dando uma espiadinha do galinheiro: animais superimportantes para a sáude das vinhas.

E todo esse conceito se traduz de forma muito clara nos vinhos da Emiliana, que tivemos a oportunidade de degustar ao final do tour.

PROPOSTA ORGÂNICA E BIODINÂMICA 

Logo de cara, o Wilson nos explicou que a vinícola precisou de três anos para se adaptar totalmente ao estilo orgânico de produção. Tanto que durante esse tempo, a mesma não produziu vinhos. Tudo porque a legislação é muito criteriosa quando se trata de certificar vinhedos orgânicos, com um selo que atesta a sua autenticidade.

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Nesse momento “sabático”, é como se as vinhas, anteriormente tratadas da forma tradicional, se limpassem para deixar tudo o mais natural possível.

VINÍCOLA ORGÂNICA 

Sendo assim, atualmente cada um dos vinhedos da Emiliana é um fiel reflexo dessas práticas orgânicas, que se baseiam em fomentar a biodiversidade e a ausência de pesticidas, herbicidas e fertilizantes sintéticos, a fim de produzir alimentos mais saudáveis.

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As lindas alpacas (da família das llamas). Minha pequena amou!

Através desse tipo de agricultura, é possível cuidar da terra e evitar problemas ambientais a longo prazo, melhorando a qualidade das uvas e, por consequência, dos vinhos que delas se originam.

AGRICULTURA BIODINÂMICA 

A biodinâmica é uma forma integral e compreensiva de agricultura orgânica que zela pela saúde do planeta por meio do cultivo regenerativo. Trata-se de uma ideia meio diferente de se enxergar o processo e muita gente acha que é “coisa do outro mundo”. Mas a natureza é tão simples que vocês nem imaginam!

Na visão da Emiliana, é fundamental respeitar os princípios básicos da agricultura biodinâmica e, segundo o Wilson, até hoje isso tudo tem dado supercerto na vinícola. Entre esses preceitos, está o fato de que o campo é um ser vivo que tem seu próprio tempo. A intervenção do homem não deve de forma alguma alterar o equilíbrio biológico natural do campo, mas, sim, trabalhar para mantê-lo.

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Agricultura biodinâmica é natureza pura se refletindo nos vinhos.

Com isso, através da compreensão dos ciclos e ritmos do sol, da lua, dos planetas e suas influências, programa-se as diferentes atividades e trabalhos agrícolas através do calendário biodinâmico, resultando na obtenção de maior qualidade do produto final, ou seja, dos vinhos!

Para o sucesso de todo esse processo, deve-se fomentar a interligação entre os reinos mineral, vegetal e animal, através do uso de preparados homeopáticos biodinâmicos que são adicionados ao solo. O Wilson mostrou alguns para a gente e achei muito interessante. Ou seja, todo o cuidado com a saúde das vinhas é feito através dos recursos naturais e isso é muito bacana mesmo!

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS DA EMILIANA

Ao final do tour fomos em direção a uma sala de degustação com uma mesa enorme e uma bela vista para os vinhedos. Lá, o Wilson fez conosco uma degustação dirigida de quatro vinhos deles, incluindo um dos mais famosos, o blend Coyam. Vamos aos rótulos:

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Ótima seleção de vinhos na degustação final do tour

1- Novas Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014: como sempre, tudo começa com um leve e fresco Sauvignon Blanc. Notas cítricas e muito agradável, é perfeito para um dia quente na beira da piscina ou curtindo uma praiana. Ou seja, a cara do Rio! Combina com Ceviche e Queijo de Cabra. Os clássicos!

2- Adobe Chardonnay Reserva 2016: ótimo Chardonnay Reserva, como sempre, foi o preferido do marido, que é fã dos brancos dessa casta. Boa tipicidade! Versátil, vai superbem com um belo fondue de queijo ou geladinho num dia quente de verão. Esse é facilmente encontrado nos supermercados por aqui. Amei!

3- Novas Gran Reserva Carmenère e Cabernet Sauvignon 2014: esse blend me surpreendeu muito positivamente. Muita complexidade para um rótulo despretensioso. Aromas de cassis e frutas negras muito presentes. Taninos sedosos, muito agradável. Delícia para acompanhar pratos a base de carne bovina de cortes mais leves. Aliás, achei que ficaria ótimo com fondue de carne. Excelente!

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Vinhos da degustação, nas taças (da esquerda para a direita): Sauvignon Blanc, Chardonnay, Corte de Carménere e CS e o famoso Coyam.

4 – Coyam 2014: produzido no Valle do Colchágua, o Coyam é um dos carros-chefes da Emiliana e superconhecido pelos enófilos ao redor do mundo. Trata-se de um blend de Syrah(34%), Merlot(31%), Carménère(17%), Cabernet Sauvignon(12%), Malbec(3%) e Mouvédre(3%). Uma mistura rica em aromas e complexidade, com destaque para notas de frutas negras maduras, defumadas, de chocolate e toques minerais. Encorpado, mas de taninos sedosos, possui boa presença e persistência. Sem dúvida, foi o meu favorito para aquele dia superfrio. É um vinho que acompanha bem carnes de caça, como javali e cordeiro. Santé!


Para quem tem a curiosidade conhecer um vinhedo orgânico e biodinâmico, certamente esse passeio é obrigatório e tem tudo para agradar adultos e crianças. Minha pequena amou ver os bichinhos. Foi um dia muito especial!

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Belíssima vista da sala de degustação. Cenário perfeito!

Você também pode visitar a Emiliana em sua sede, no Valle de Casablanca, com agendamento prévio pelo site da vinícola. 

 

No Brasil, os vinhos da Emiliana se encontram à venda nos sites da Vino Mundi e World Wine

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Então é isso, enoamigos! Alguns viníferos estão me enviando mensagens pedindo dicas para o Chile. Estou respondendo aos poucos e, sim, adoro dar sugestões de passeios, ainda mais quando se trata de um lugar que eu curti tanto!

Bons vinhos! Ótimas viagens! Tim-Tim!

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(Chile) Haras de Pirque: Uma Das Mais Belas Vinícolas do Valle do Maipo

Enquanto planejava minha viagem ao Chile, pedi aos amigos sugestões de vinícolas as quais eu pudesse visitar, sobretudo nos arredores de Santiago (nas regiões do Valle do Maipo e Valle de Casablanca).  Nessa busca, mais de uma pessoa me indicou a visita à Haras de Pirque. Ao pesquisar sobre a vinícola e ver a construção em forma de ferradura, tive a certeza de que iria amar o lugar. E não é que minha intuição estava certa?

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Foto: Viña Haras de Pirque

A história do grupo começou com um haras, o mais antigo do Chile, comandado pela família Matte. Em 2002, a tradicional e renomada família toscana Antinori (aquela, dos famosos supertoscanos) se juntou ao projeto para reunir haras e vinícola. A Bodega Haras de Pirque foi construída em formato de ferradura e em degraus, o que, com a força da gravidade, melhora os processos de vinificação.

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Logo que chegamos, fomos super bem-recebidos por Anais Reciné, com quem tinha trocado alguns e-mails bem antes, a fim de agendar o tour. Em seguida, ela nos apresentou ao Cristian, que seria o nosso guia pela vinícola.

VINÍCOLA EM FORMATO DE FERRADURA

O prédio, imponente e majestoso, possui uma linda vista dos vinhedos e das Cordilheiras dos Andes. Após um breve passeio pelo pátio, finalmente entramos na vinícola. Trata-se de uma construção em formato de ferradura, relativamente nova (dos anos 2000), com 5.300 m2 e capacidade para 1.5 milhões de litros de vinho, sendo que, por ano, são produzidos 360 mil. Desses, 95% são destinados à exportação.

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Foto: Viña Haras de Pirque

O INTERIOR DA HARAS DE PIRQUE

Para começar, participamos de um tour privado bem personalizado e diferente do que encontramos em outras vinícolas maiores, visto que se trata de uma Bodega Boutique, de menor porte. Simpático e superarticulado, Cristian nos conduziu pelas escadas em formato de caracol, que davam acesso a cada ambiente da cantina, toda construída em desnível, a fim de facilitar o trabalho manual e evitar o uso de máquinas.

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Aliás, segundo o nosso guia, a Haras de Pirque recentemente conquistou o selo de vinícola orgânica, ou seja, seus vinhos são produzidos da forma mais natural possível, sem uso de pesticidas, fertilizantes, entre outras intervenções. 

Enfim, fomos conduzidos a uma área com grandes tanques de inox destinados à fermentação dos vinhos brancos e, ainda, a um grande balcão, uma espécie de sacada enorme de onde era possível ter uma linda vista dos vinhedos. O dia estava ensolarado, aberto, lindo e fizemos fotos maravilhosas!

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Nosso guia Cristian em ação!

Em seguida, chegamos a um pátio interno com grandes tanques de carvalho francês utilizados para a fermentação dos tintos mais premium (sim, para a fermentação e não para amadurecimento). “Esses barris são uma conquista da vinícola, pois foram trazidos da França, e podem durar por até cem anos”, explicou Cristian.

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Eu e minha família no balcão que dá vista para os vinhedos. Lindo demais!

A CAVE REALMENTE IMPRESSIONA

Depois do tour interno, voltamos ao pátio, que conta com uma fonte de água bem no centro. O Cristian nos contou que esta possui um piso de vidro que permite que a luz natural penetre no interior da cave subterrânea que se encontra bem abaixo dela.

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A fonte localizada bem no meio do pátio, no jardim da vinícola

Gente, vocês não têm noção do que é aquilo! Fiquei de boca aberta, é muita lindeza! Infelizmente, após dois recentes tremores de terra (supercomuns no Chile), os vidros racharam e ficou perigosíssimo realizarmos a degustação dos vinhos na mesa situada na cave abaixo da fonte, com aquela luz natural incrível, a melhor do mundo para apreciar os vinhos.

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Abaixo da fonte, a mesa localizada na cave do subsolo. Infelizmente não foi possível aproveitar essa bela luz na degustação dos vinhos, pois algumas vidraças foram danificadas pelos últimos tremores de terra.

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS 

Não conseguimos ficar na área abaixo da fonte, mas degustamos os vinhos na belíssima cave, onde as barricas de carvalho com os tintos íconos descansavam. Foi muito agradável estar com a minha família num lugar como aquele. Até meu marido, que não é tão louco por vinho quanto eu, adorou. A paz encontrada na adega era tão grande, que a minha pequena, de 3 anos, ficou muito tranquila e não atrapalhou em nada a explicação e degustação dos vinhos que viriam a seguir.

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ALBACLARA GRAN RESERVA SAUVIGNON BLANC 2015: 100% elaborado com a casta Sauvignon Blanc, esse Gran Reserva possui acidez e frescor bem típicos do Maipo. Seu nome é em homenagem ao amanhecer nos campos chilenos. Trata-se de um vinho equilibrado e fácil de beber, que ficaria perfeito com queijo de cabra ou um belo ceviche. 


HUSSONET GRAN RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2012: O nome deste vinho é em homenagem ao garanhão mais famoso e importante do Haras de Pirque. Elegante e envolvente, chega com uma profusão de frutas negras maduras e carvalho, além de um quê mentolado, próprio da casta. De produção limitada a cerca de 4.800 caixas, Hussonet representa bastante o terroir da vinícola. Equilibrado em acidez, álcool e taninos, é o par perfeito para um belo churrasco ou por que não, chocolate-amargo? Fizemos esta última harmonização lá e caiu muito bem! 


ALBIS 2006 : Albis significa amanhecer, a união entre o Velho e o Novo Mundo. Representa a união entre dois hemisférios, dois enólogos e duas famílias, com o ideal de criar um grande vinho no coração do Alto Valle do Maipo. Essa junção entre o renomado viticultor Marchese Piero Antinori e Eduardo A. Matte, proprietário da vinícola chilena Haras de Pirque, surgiu do desejo mútuo de unir tradição e inovação para revelar o incrível potencial dos vinhos chilenos.

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Cristian apresentando o vinho ícono Albis.

Sem dúvida, Albis é o rótulo-ícone da vinícola e ultimamente tem sido um pouco mais divulgado no mercado interno. De coloração vermelho-rubi intensa, possui aromas de balsâmico, chocolate, caramelo, além de notas mais terciárias, como couro, por exemplo. Perfeito para acompanhar carnes de caça, como cordeiro ou javali. 


Atualmente, a Vinícola Haras de Pirque é de propriedade exclusiva da Família Antinori, que comprou a parte de Eduardo Matte na bodega. Logo, é possível que muitas novidades estejam por vir, sobretudo no que diz respeito aos vinhos. 

A cargo dos vinhos está  a enóloga Cecília Guzmán, que acompanha a produção dos rótulos desde o início da bodega e manejou o estilo dos caldos, que são um claro reflexo do que é elaborado hoje em Pirque.

No fim do tour, compramos um Hussonet, que foi o rótulo preferido do marido, que nem era muito ligado em vinhos..rsrs. Ah, e a equipe foi tão gentil que ainda levamos um azeite de presente (sim, eles também produzem um azeite extra-virgem delicioso!).

A Haras de Pirque conta, ainda, com um restaurante, o Hussonet. Não almoçamos por lá, mas o ambiente me pareceu superagradável, com uma linda vista para os vinhedos.

  • Para reservas e informações dos tours: reservas@harasdepirque.com

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Aqui no Brasil, os vinhos da Haras de Pirque estão à venda no site da Importadora WineBrands.

*Fiz o tour a convite da vinícola Haras de Pirque e este artigo reflete minha opinião.

 

(Chile) Vinolia: Vivendo a Aventura do Vinho Sem Sair de Santiago

E aí, viníferos? Como vocês perceberam, fiquei um tempinho afastada do blog por motivos de… Férias! E, nessas horas, se jogar no enoturismo é sempre a melhor pedida para nós, apaixonados por vinho. Porém, hoje vou contar para vocês uma experiência surpreendente que tive com uma região vinícola sem sair da capital da chilena.

O VINOLIA

O Vinolia é uma loja de vinhos que oferece aos seus clientes vivenciar uma experiência de degustação completa com vinhos de determinada região vinícola do país. E, sim, trata-se de uma vivência sobretudo sensorial.

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Lá é possível escolher entre duas regiões para o tour: Valle De Casablanca ou Valle Del Colchagua. Em princípio eu tinha escolhido “visitar” o Colchagua, visto que seria o único local que não foi possível encaixar presencialmente na viagem. Porém, justo no dia que deixei reservado para ir ao Vinolia eles estavam apenas com o tour por Casablanca, em todos os horários, sendo que eu tinha ido à região de carro no dia anterior. Mas a minha vontade de conhecer uma proposta tão diferente de perto era tão grande que sim, fui e não me arrependi nem um centímetro!

DECORAÇÃO INSPIRADORA

A arquitetura do lugar encanta, sobretudo por traduzir o espírito do vinho em toda sua essência. Tijolinhos típicos das antigas caves e dominós de carvalho, utilizados na fabricação de vinhos cobrem as belas paredes lugar, rodeado por uma vitrine belíssima, povoada de belos rótulos, entre eles de vinícolas chilenas renomadas como Casa Silva, Lapostolle, Koyle, Botegas RE, Viña Casa Del Bosque, Loma Larga, Los Vascos, Morandé e Veramonte.

 

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Como boa amante dos bons vinhos, me vi hipnotizada pela energia do lugar, que reluzia tanto quantos os lustres de vime pendurados no teto, todos fabricados a mão por artesãos chilenos.

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E A AVENTURA COMEÇA

Antes de “iniciar os trabalhos”, nos foi servido um espumante, o Dominga. Trata-se de um Brut (charmat) da Casa Silva, uma das minhas vinícolas favoritas no Chile, e que cumpriu perfeitamente o seu papel de vinho de boca para a degustação que viria a seguir.

E a recepção não poderia ser melhor! A Sommellière Gabriela Pedroso Sampaio já chegou esbanjando simpatia e conhecimento sobre o mundo do vinho. Paulista, de São José dos Campos, nem parece que está há apenas 2 meses vivendo em Santiago, tamanha sua desenvoltura sobre tudo o que diz respeito ao lugar.

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Sem falar que é supersolícita e quis logo saber como andava o meu espanhol, já que eu era a única brasileira do grupo, formado em sua maioria por visitantes de língua hispânica. Ainda bem que o meu espanhol já estava desenferrujando e topei assistir às explicações totalmente na língua local sem dificuldade.

A SALA DOS SENTIDOS 

Enfim, começa o tour e logo somos conduzidos por Gabi à Sala dos Sentidos. Antes da experiência, a Sommelière explica ao grupo as diferenças entre os aromas primários (oriundos da uva), secundários (da fermentação) e terciários (das barrigas e amadurecimento) do vinho.

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Nos deparamos com várias mesinhas, que tinham, ao todo, 48 caixas com diversos aromas, sendo que a brincadeira é adivinhar cada um deles. Pura diversão e descontração nessa hora! Em pouco tempo, a galera já estava rindo junta e conversando. Afinal, no mundo do vinho as amizades se formam como que por encanto. É uma magia que só quem curte entende.

Ao fundo, ouvíamos sons que reproduziam os mesmo de uma vinha, entre eles o vento e o canto dos passarinhos. Uma delícia!

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Havia caixinhas com nuances florais, frutadas, de mel, especiarias, entre outras. Sem dúvida, foi um ótimo treinamento para a segunda etapa do processo. Bora lá!

CINEMA E DEGUSTAÇÃO 

Imaginem uma sala de projeção, tal como a de um cinema, com um telão de 7 metros de largura à frente de várias mesas que subiam como num grande auditório. Ao sentar em nossos lugares, cada um tinha diante de si 5 taças com os vinhos que iríamos degustar, todos oriundos de vinícolas do Valle de Casablanca.

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No início, nos foi apresentado um vídeo lindo da Wines of Chile, sobre as belezas desse país que encanta e impressiona. Até que chegamos ao Valle de Casablanca, um terroir que, pela proximidade com o Oceano Pacífico, dá origem a vinhos maravilhosos e de características bem particulares.

E sabe quem nos apresentou cada etapa da degustação de cada um dos rótulos? Os próprios produtores e enólogos das vinícolas, na tela, diante dos nossos olhos. Com timing perfeito, provamos juntos e ouvimos o que inspirou cada um deles a criar o vinho.

OS VINHOS DA DEGUSTAÇÃO

Para começar, a degustação dos vinhos é acompanhada de água e de uma seleção de queijos, torradinhas e frutos secos.

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Agora, vou falar um pouquinho dos rótulos com a minha impressão sobre cada um deles.

1- Veramonte, Ritual Sauvignon Blanc

De coloração amarelo-palha claro, esse vinho traz todo o frescor de Casablanca direto para a taça. Uma ótima forma de iniciar uma degustação. No nariz, aromas cítricos e ótima acidez. Ou seja, muito sabor e persistência. Metade dele é fermentada em barricas usadas e a outra metade em ovos de concreto. Para uma Sauvignon Blanc Lover como eu, está aprovadíssimo! Pura tipicidade.

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2- Morandé, Gran Reserva Chardonnay

Um Chardonnay que é a cara do Valle de Casablanca, bem do tipo surpreendente. Com 40% de fermentação (com as cascas) em barricas de carvalho francês, possui cor dourada e notas cítricas, suportando de 3 a 5 anos de guarda com todo o vigor.

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3 – Casas Del Bosque, Gran Reserva Pinot Noir 

Um vinho bem típico, vermelho-rubi intenso, com reflexos terrosos. No nariz, exala frutas vermelhas e especiarias. Passa 14 meses em barrica, sem comprometer em nada e o seu frescor. Para beber geladinho em qualquer época do ano.

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4 – Bodegas RE, Syranoir

O nome já diz tudo. Trata-se de um blend de Syrah e Pinot Noir. De coloração vermelho-rubi intenso, sem reflexos, chega no nariz carregado de frutas vermelhas do bosque (típicas da Pinot) e Azeitonas (provenientes da Syrah).

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5 – Loma Larga, Cabernet Franc

Para fechar as degustações com chave-de-ouro temos esse Cabernet Franc incrível, de cor vermelho-rubi intensa. No olfato, frutos negros, mentolado e especiarias. Estrutura, presença e persistência. Maravilhoso!

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EMPÓRIO DE VINHOS E APERITIVOS

Após a degustação, voltamos para o empório e lojas de vinhos para confraternizar. Sim, o encontro continuou com vários petiscos e outros rótulos para degustar sem compromisso, só curtindo a presença do pessoal, gente de todo lugar do mundo numa só paixão pelo vinho.

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Nessa hora, não há barreira na língua. Brasileiros, chilenos, colombianos e argentinos aproveitaram juntos, desfrutando do ambiente maravilhoso do Vinolia. Infelizmente, tive que sair mais cedo e levei só uma garrafa de Rosé Laspostolle comigo (sozinha, de táxi, não dava para levar mais..rsrs). Mas o restante do pessoal continuou curtindo a loja e o wine bar delicioso. Amei demais

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O tour possui o valor de 32.500 pesos chilenos por pessoa (cerca de R$160,00). Mas paguei feliz, pois vale cada centavo! Vinhos maravilhosos e tratamento VIP! Recomendo a todos que amam vinho e desejam curtir uma experiência diferente no Chile.

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Ficou a fim de conhecer? Então, reserve seu tour favorito AQUI no site do Vinolia. 

O Vinolia fica na Alonso de Monroy 2869, Local 5, Vitacura.

Até a próxima, com mais um pouco das minhas aventuras viníferas no Chile. Tim-Tim!

Vinho & Saúde: 9 Motivos Para Adotar o Vinho Como Estilo de Vida

Sim, você não leu errado! Certamente os apaixonados pelo néctar  já adotaram o fermentado como estilo de vida. Ou seja, é comum ver a galera da enofilia sair para degustar vinhos com os amigos, isso quando não estão em casa cozinhando com vinhos ou arrumando as garrafas na adega. Mas o que muita gente ainda não se deu conta é que, além de ser delicioso e ativar os sentidos, a bebida dos deuses ainda faz superbem para saúde. 

Então, se você ainda não optou por degustar uma tacinha, seja diariamente, durante as refeições, ou junto dos amigos no fim de semana, dá só uma olhada em todos os benefícios que o vinho pode trazer para você:

1. REDUZ O RISCO CARDÍACO

Diversos estudos realizados ao longo dos anos constataram que o consumo moderado de vinho ajuda a manter o coração saudável, fazendo com que o colesterol não se deposite nas artérias. Logo, o consumo de equilibrado do fermentado é perfeito para prevenir doenças cardiovasculares.

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Há, ainda, pesquisas que mostram que o vinho tinto reduz o desenvolvimento da aterosclerose por conta de seus benefícios anti-inflamatórios e ajuda a reduzir o colesterol ruim. 

2. RETARDA O ENVELHECIMENTO

O vinho contém polifenóis, que são partículas antioxidantes poderosas que ajudam a oxigenar as células, liberando estresse. Já o famosos resveratrol inibe a lipoproteína de baixa intensidade, melhorando as plaquetas. O resultado disso? Uma pele mais saudável e com aparência jovial por muito mais tempo. 

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3- AJUDA A REDUZIR A ANEMIA

O vinho conta com substâncias que contribuem para a redução da anemia no sangue. Entre os oligoelementos encontrados na bebida estão o Lítio, Zinco, Magnésio, Potássio, Cálcio e Ferro.

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4 – FORTALECE OS OSSOS

Conforme citamos anteriormente, o vinho contém cálcio, que ajuda a fortalecer os ossos. Portanto, o néctar é um poderoso aliado contra a osteoporose. Estudos recentes têm mostrado que o consumo moderado de vinho previne a perda óssea.

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5 – PREVINE A DEMÊNCIA SENIL E O MAL DE ALZHEIMER

O resveratrol presente no vinho impede a formação de placas no cérebro. Sendo assim, algumas pesquisas em idosos têm constatado que pessoas acostumadas a beberem 1 taça de vinho (150ml) ao dia, durante uma das refeições, se saem melhor em testes de memória. 

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6 – REDUZ HEMORROIDAS E VARIZES  

O vinho contribui para o fluxo sanguíneo, evitando a formação de coágulos. Logo, isso ajuda a prevenir hemorroidas e varizes. Diante desta informação, acaba de passar pela minha cabeça que no caso de nós mulheres, é possível que o vinho auxilie, inclusive, na prevenção da celulite.

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7 – CONTROLA INFECÇÕES URINÁRIAS

Os componentes presentes no vinho ajudam a eliminar até 85% das bactérias que afetam o trato urinário, impedindo a formação de infecções.

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A quercetina, encontrada no vinho, auxilia na liberação da histamina das células, evitando diversos tipos de reações alérgicas.  

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9 – MELHORA A DIGESTÃO

Os taninos encontrados no vinho tinto provocam o aumento da salivação, que é essencial para que os alimentos sejam bem digeridos pelo organismo. 


 

Então é isso, enoamigos! Mais 9 motivos para degustar e amar ainda mais os nossos amados vinhos. Porém, EQUILÍBRIO, SEMPRE! Os especialistas aconselham o consumo de 1 taça (150ml) por dia, de preferência acompanhando uma refeição.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

Wine Drinks: A História da Sangria

Sem dúvida, a Sangria é um dos drinks mais populares entre os brasileiros. Só perde para a caipirinha! E, sim, ela é feita com o nosso néctar de Baco. Quando criança, tenho lembranças de ir a restaurantes com meus pais e vê-los pedir sangria, numa época em que os vinhos finos tinham o preço elevado e a alternativa para essa delícia era o bom e velho vinho de garrafão.

 

Pois bem, os tempos são outros (que bom!) e as sangrias se sofisticaram. Hoje em dia, desfrutamos de sangrias de vinhos tintos, rosés, branco (o famoso Clericot) e até azul, que virou moda na Europa. E vocês conhecem a história desse clássico Wine Drink?

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Bora descobrir!

Durante anos, a sangria tradicional ocupava das toalhas xadrez de piquenique aos restaurantes com mesas ao ar livre. Afinal, esse drink  tem o poder de se adaptar a qualquer ocasião. A receita clássica, todo mundo sabe. Basta misturar seu vinho favorito a qualquer ingrediente a mão, os mais emblemáticos são frutas e ervas aromáticas.

COMEÇOU COM GREGOS E ROMANOS

Sangria é um nome espanhol. E, realmente, se trata de um dos coquetéis mais tradicionais da terra de Cervantes. Porém, os primeiros a misturar seu vinho com açúcar, especiarias, frutas e tudo o mais que estivesse disponível foram os gregos e os romanos. Na época, essa bebida era chamada de “Hipócrates” e às vezes era aquecido como vinho quente. O Hipócrates é provavelmente um antepassado comum entre a sangria e o vinho quente e foi consumido em todos os lugares em que a água era infestada de bactérias e insegura para beber.

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Ou seja, um toque de álcool deixava o líquido “bebível” e misturar frutas e especiarias diluía o vinho ao mesmo tempo que dava sabor. Na Espanha moderna, o povo fazia algo semelhante com o néctar de videiras plantadas pelos fenícios em torno de 1.100 a.c e, posteriormente, com as vinhas plantadas pelos romanos. 

ATÉ QUE ENFIM, ESPANHA!

Porém, nos anos 700, o negócio do vinho espanhol e, de quebra, o negócio da sangria espanhola, caíram por terra. Os mouros islâmicos conquistaram a península em 711 e a Sangria não retornou até que a invasão dos mouros terminou em 1492. A partir daí, com o retorno do vinho, houve o retorno da sangria.

O nome Sangria, em espanhol, tem a ver mesmo com sangue e se refere ao vinho tinto utilizado na bebida. Tradicionalmente, ela era elaborada com Tempranillo espanhol, entre outros vinhos da região da Rioja. Mas, apesar disso, é fato que existem vários estilos de sangria e até hoje o povo solta a criatividade. 

FRANÇA, INGLATERRA E PRONTO! A SANGRIA GANHA O MUNDO!

Logo, nos anos 1700 e 1800, outros tipos de sangria foram criados na Inglaterra e na França, com uvas tradicionalmente francesas. Havia sangria de vinho branco, espumante e a elaborada com pêssegos, chamada “Zurra”. A bebida, em todos os seus estilos, teve, ainda, flashes de popularidade nos EUA, sobretudo em restaurantes espanhóis e determinados bares das grandes cidades.

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Até a Tailândia, que não tem nenhuma herança européia, possui sua versão da sangria, feita com saquê e curaçao. Devido ao nosso intenso calor, a sangria, obviamente, também se popularizou no Brasil. Ultimamente, o Clericot (feito com vinho branco) virou moda por aqui. Chique e refrescante!

De forma bem objetiva, a sangria é feita com 1/3 de tinto seco, 2/3 de água, pedaços de frutas como maçã, uvas, peras e abacaxi, e açúcar a gosto. Mas, dependendo do país, região e estação do ano, a receita pode mudar em relação à variedade das frutas e à mistura de outras bebidas.

Atualmente, de acordo com a legislação europeia, toda sangria deve ser feita na Espanha ou em Portugal, com menos de 12% de álcool por volume. A melhor sangria, no entanto, é  aquela que a gente faz em casa mesmo!

RECEITAS DE SANGRIA

Agora, com vocês, algumas receitas de sangrias da nossa série Wine Drinks. Para fazer em casa e saborear.

Sangria Rosé

Sangria de Romã e Alecrim, Skinny Girl Sangria, Sangria de Vinho Branco com Melão e Kiwi

Clericot Tropical

 


Então é isso, enoamigos! Sexta-feira e nada como curtir uns bons drinks com os amigos. Se for com vinho, então, é bom demais!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: VinePair, Sonoma

 

 

Lifestyle: Em Defesa do Vinho de Meia-Garrafa

Acho que a maioria dos enófilos admitiria que, ao entrar numa loja de vinhos, a seção de meias-garrafas é a primeira a ser visitada. Para falar a verdade, muitas pessoas provavelmente nem percebem que estão lá. Até hoje é o que acontece comigo! Ou seja, a meia-garrafa sempre foi subestimada. A gente pega, olha o preço e pensa assim, “Na ponta do lápis vale mais a pena levar 750 que 350ml”.

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Será verdade?

BORA PENSAR NOS PRÓS E CONTRAS

Reflita e certamente você chegará à conclusão de que se trata de um tamanho único! Afinal, é menos que uma garrafa cheia e mais que as minis de uma só dose ( 187ml), que se tornaram tão populares ultimamente. A seleção geralmente é limitada e, além disso, a meia-garrafa não se presta a ocasiões ou circunstâncias específicas. Ou seja, na real ninguém se dirige a uma loja de vinhos pensando, “Preciso comprar uma meia-garrafa!”. 

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Por tudo isso, eu argumentaria, inclusive, que a meia-garrafa é, na verdade, um dos maiores negócios de utilidade da indústria do vinho. Pode ser um herói desconhecido. Mas só se você quiser, claro! Não é tão elegante quanto uma garrafa cheia e nem é tão divertido de comprar. Mas os produtos mais práticos e úteis geralmente não são conhecidos por seu charme e sim pelas vantagens que podem te proporcionar. E, pelo menos para mim, é isso o que faz da meia-garrafa uma grande escolha. 

1/2 GARRAFA: VOCÊ SÓ DESCOBRE O QUANTO ELA É BOA QUANDO PRECISA DELA

Pois é, estou aqui defendendo a meia-garrafa, mas nem sempre pensei desta forma. Há um tempo tenho adotado essas queridinhas com mais carinho, tudo porque não é sempre que alguém está disposto a dividir uma garrafa comigo.

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Meu marido, por exemplo, nos fins de semana aqui em casa ou em restaurantes, geralmente, acaba optando pela cerveja. Ou seja, a possibilidade de eu me empolgar demais com uma garrafa inteira é grande quando estou degustando-a sozinha. E, no dia, seguinte, quem é apaixonado por vinho sabe que a sensação nem sempre é agradável. Ou seja, para esses casos, a meia-garrafa é sim, uma solução e tanto!

Fora isso, sabe quando você vai num restaurante rolha free (que não cobra taxa) e a sua companhia não está disposta a dividir uma garrafa ou, então, prefere um rótulo branco quando naquele dia tudo o que você mais quer é uma taça de tinto? Sim, isso acontece! Levem cada um uma meia-garrafa de seu estilo favorito e aproveitem! Simples assim!

O TAL DO CUSTO X BENEFÍCIO

Enfim, apesar do valor da meia-garrafa muitas vezes não compensar frente a uma garrafa inteira (nunca é metade do preço!), é preciso admitir que é sempre bom ter uma ou outra na adega para aqueles casos de necessidade, como os citados acima. Sem falar que é a quantidade de vinho perfeita para uma noite sozinho, sem o risco de sobrar para o dia seguinte (e, cá entre nós, a bebida nunca está igual ao dia em que a ampola foi aberta). Ou seja, se você está só, é muito mais prático comprar uma meia-garrafa e ser feliz! Sim, em se tratando de vinho, é possível ser feliz sozinho!

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“Ah, mas eu nunca bebo só meia-garrafa no fim de semana!”. Pois é, pode ser que a ampola de 350ml não te satisfaça num sábado à noite, quando você está acompanhado e o papo rola solto. Mas, sozinho, num dia de semana, quando se precisa acordar cedo no dia seguinte, a meia-garrafa é perfeita!

Uma meia-garrafa também pode ser a salvação para aquelas noites nas quais não se consegue decidir o que beber. Tinto ou branco? Pinot Noir ou Malbec? Ou meu dilema pessoal, “Vinho tinto ou espumante?” Para mim, é uma decisão superdifícil de tomar, sobretudo quando eu estou MESMO desejando um espumante, mas não sei se conseguirei seguir adiante com as borbulhas até o fim da noite (as perlages costumam ser traiçoeiras..rsrsrs). Graças à meia-garrafa, não preciso fazer essa escolha. Basta comprar 350ml de cada e correr para o abraço enquanto a noite continua! 

ALÉM DA VERSATILIDADE 

Viu como, em muitas ocasiões, uma meia-garrafa pode resolver metade dos seus problemas? E sabe que o portfólio para elas nem anda tão limitado? Cada vez mais as empresas estão investindo em meias-garrafas de seus melhores rótulos, os chamados best-sellers. E tem de todos os estilos – espumante, branco, rosé, tinto, doce… Ou seja, vai da entrada a sobremesa sem te dar prejuízo! 

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Se você é um amante dos tintos, já é possível encontrar, por exemplo, em meia-garrafa os rótulos TOP da Vinícola Catena (Malbec e Pinot Noir). Se não couber no seu bolso,  ainda é possível se deliciar com o clássico Casillero Del Diablo. Bom demais! Aliás, esses foram alguns dos motivos pelos quais decidi dar uma chance às meias-ampolas.


Então, enoamigos, se vocês ainda não provaram da versatilidade de uma meia-garrafa, chegou a hora de vivenciar todo o seu senso prático.

Até a próxima! Ótima semana repleta de bons vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Winestyle: A Moda da Taça Tulipa Para Espumantes

Volta e meia os especialistas mudam de opinião no que diz respeito à melhor taça para se degustar um espumante. Já foi a “coupe”, a “flûte” e, agora, ora vejam só… estão afirmando que uma taça no estilo tulipa (linda, na minha opinião!) ou uma simples taça de vinho branco seriam os artefatos ideais para analisar aroma e perlage com maior eficácia.

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