Livro: Champanhe

Que tal relaxar e ler um livro neste fim de semana? O friozinho do outono é um convite para esquecer da vida e se aventurar numa história. Se for sobre vinho, então, melhor ainda!

Estou terminando de ler Champanhe, de Don & Petie Kladstrup, o mesmo casal de jornalistas autores de Vinho e Guerra (Lembra?). Eles são pesquisadores superconceituados e escrevem para nada mais nada menos que a Revista Wine Spectator. 

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Com narrativa leve e espontânea, os autores nos envolvem na mítica saga do Champanhe, a bebida mais sofisticada do mundo. Desde a violenta invasão de Átila, rei dos hunos, à barbarie da Segunda Guerra Mundial, a região da Champagne, no norte da França sempre foi palco dos mais sangrentos conflitos. E, mesmo assim, os viticultores nunca desistiram de produzir o rei das borbulhas.

No caminho, descobrimos histórias e lendas fascinantes, como a do monge Don Pérignon, considerado o pai do champanhe. Conta-se que, após degustar a bebida, este teria dito, “Estou bebendo estrelas!”. Também aprenderemos com os proprietários, das grandes casas Pommery e Moët & Chandon, a ultrapassar os obstáculos dos tempos difíceis com soluções ousadas e criativas.

E nem as inúmeras guerras, narradas pelos autores com detalhes emocionantes, desanimaram os champenois, ou seja, os determinados produtores da região da Champagne, a lutarem com unhas e dentes pelo direito de serem os únicos a comercializarem a bebida e por todas as regras de plantio, que até hoje os protegem de falsificações e conspirações da concorrência.

Estou amando, quase no finzinho, e recomendo fortemente! Boa leitura e Bons Vinhos!

Dica de Leitura: A Viúva Clicquot, de Tilar J. Mazzeo

A Viúva Clicquot, de Tilar J. Mazzeo, foi um dos primeiros livros que li sobre vinhos, lá pelos idos de 2009. E não é só por isso que ele é o meu xodó. A narrativa de Tilar, uma biógrafa de mão cheia, prende o leitor do início ao fim.

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O livro conta a história da lendária viúva que deu nome a uma das casas de champagne mais prestigiadas do mundo. Após a morte do marido, Barbe-Nicole Clicquot se viu impulsionada a comandar a casa de champanhe da família. No entanto, ela nunca poderia imaginar que seu negócio sobreviveria às guerras napoleônicas e a uma série conflitos, inclusive familiares. E mais ainda: que se tornaria uma mulher de negócios inteligente e audaciosa, que se negou a seguir um destino de submissão traçado para maioria das mulheres da época.

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Garrafa de Veuve Clicquot em mesa de degustação

Atualmente, graças às qualidades de Barbe-Nicole, o Champanhe Veuve Clicquot é sinônimo de luxo e sofisticação, tanto que pertence ao conglomerado francês LV (Louis Vuitton) desde 1987.

O livro é, de certa forma, a biografia de um dos vinhos mais prestigiados do mundo. Aliás, Tilar Mazzeo tem o talento de escrever sobre a história das “coisas” (produtos), bem como das pessoas que fizeram parte de sua trajetória. Outro livro sensacional da autora é o Chanel nº5, que fala sobre  um dos perfumes mais famosos do século XX, assim como da estilista que o criou, Mademoiselle Coco Chanel.

Eu nem preciso dizer que amei a biografia da Viúva Clicquot. Afinal, já li duas vezes. Sem falar que pode ser uma ótima opção para passar o tempo na companhia de um bom espumante, mesmo que não seja um legítimo Champagne. Que tal, hein? Quando se trata de borbulhas, me sinto até suspeita para falar.

Bom sábado e ótimos vinhos! Tim-Tim!