7 Ideias De Decoração Com Pallets para Amantes dos Vinhos

Decorar com pallets é simples e ao mesmo tempo original. Sem falar que dá um clima rústico ao ambiente e tem tudo a ver com vinhos! Você pode encontrar os pallets nos lugares mais inusitados, como supermercados, feiras livres ou até no meio da rua! Certifique-se de que o material está em bom estado, sem aquele cheiro forte de legumes e frutas.

Vale, ainda, ter certeza de que as ripas estão bem firmes e seguras, sem pontas de pregos ou parafusos à mostra.

Dá só uma olhada nessas ideias que garimpamos. Ficam um charme!

1 – ESTILO NATURAL 

Basta fixar o caixote de feira na parede. É bom dar uma lixadinha antes. Eu usaria para expôr garrafas de outras bebidas, visto que os vinhos finos devem ser armazenados na horizontal. Você também pode usar para exibir garrafas vazias. Eu, particularmente, costumo guardar aqueles exemplares de valor sentimental ou cujos rótulos me encantaram pela originalidade.

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2 – UM CHARMOSO APARADOR

Ótimo como suporte para área de lazer externa ou sala de jantar. Também vale como bar. É bem bacana e funcional. Eu tenho um aqui no hall de entrada que não é feito de pallets. Infelizmente não tenho lugar para outro, pois esse teria um cantinho especial no meu lar.

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3 – CLIMA PROVENÇAL

Um porta-taças charmoso, no estilo da Provence. Simplesmente amo tudo o que vem com essa estampa. Vale acionar aquela sua tia craque em artesanato. Lindo!

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4 – ATMOSFERA INTIMISTA

Essa é para surpreender o seu amor. Vale trocar sempre a garrafa, a fim de variar a degustação. Faça um suspense sobre “o vinho do dia” ou “da ocasião especial”. Perfeito para aquela sexta-feira quando tudo o que vocês precisam é relaxar. Romântico e divertido!

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5 – BAR E ADEGA

Um kit completo para enófilo nenhum botar defeito! Bar e adega, todo em pallets. Bonito, rústico, original e charmoso! Aqui eu só incluiria umas banquetas, daquelas altinhas. Se eu tivesse espaço em casa já teria projetado um desse na minha sala. Seria o meu “cantinho do vinho” para receber os amigos.

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6 – ADEGA VERTICAL

Parece simples, mas essa adega é puro estilo! e cabe em qualquer espaço. Dá ao ambiente um toque rústico, deixando suas belas e preciosas garrafas à mostra. Parece que aplicaram um verniz na peça, o que a valorizou ainda mais. Linda de viver!

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7 – MINI-WINE BAR

Esse também cabe em qualquer cantinho. Ideal, não só para degustar aquele rótulo em boa companhia, como também para servir de suporte para preparar seus drinks favoritos (se forem Wine Drinks, melhor ainda! rs). As banquetinhas também são feitas de caixotes. Ou seja, mesmo que você não tenha lugar para o “bar”, vale investir nelas. Além de lindas, parecem fáceis de serem confeccionadas.

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Essas imagens me inspiraram demais. Afinal, a decoração é uma das minhas paixões (além dos vinhos, claro!). Estou sempre garimpando ideias para deixar minha casa ainda mais bonita e aconchegante. Ultimamente, tenho conseguido fazer com que o espaço fique ainda mais gostoso, ao ponto de não ter nem vontade de sair de casa.

 Espero que tenham gostado e que essas ideias sirvam de inspiração para vocês também!

Abraços & Vinhos! Tim-Tim!

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O Impacto do Carvalho Sobre o Vinho

Entre as inúmeras nuances presentes num vinho, a influência das barricas de madeira é uma das mais complexas, sobretudo para enófilos iniciantes. Basicamente, a madeira confere maior capacidade de longevidade, ao mesmo tempo em que ajuda a temperar a bebida com aromas impossíveis de se obter apenas com a fermentação, como os de torrefação, baunilha, café, chocolate, caramelo, entre outros. O bom uso da barrica é quase tão importante quanto o cultivo das videiras, já que no fim das contas, um complementa o outro. 

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Mas como isso tudo é feito? Hoje a gente te explica! Preparado para se transformar em um expert em barricas de carvalho? Então, dá só uma olhada nesse superguia que preparamos para você:

1 – SÓ VALE SE FOR CARVALHO? 

Um grande vinho, rico em aromas e complexidade, certamente teve contato com o carvalho durante seu processo de produção. Agora, provavelmente você já deve ter pensado: “Mas por que o carvalho e não outro tipo de madeira?”  Outros exemplares, como cerejeira e castanho…se mostraram verdadeiros fiascos na hora de cumprir a função de armazenar bons vinhos. Somente o carvalho se apresentou como uma opção perfeita, sobretudo por seu caráter leve, resistente, maleável e impermeável, ao passo que seu “tempero” foi o que mais combinou com o sabor do vinho em si. Porém, toda regra tem sua exceção. O vinho português Mouchão Tonel 3-4 amadurece durante  24 meses em tonéis 3 e 4, de carvalho português, macacaúba e mogno. Observe que nem nesse caso o carvalho é totalmente descartado. 

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2 – PODE QUALQUER CARVALHO? 

Pois é, nem todo o carvalho é igual. Simplificando, há dois tipos de carvalho mais utilizados na fabricação do vinho:

  • Carvalho Americano: Natural do Leste dos Estado Unidos, possui baixas quantidades de fenólicos (substâncias que dão estrutura ao vinho) e alta concentração de compostos aromáticos. Costuma dar à bebida ótimas nuances de manteiga e baunilha.
  • Carvalho Francês: 1/4 de toda a área francesa é ocupada por florestas e as barricas fabricadas com o carvalho de lá são desmembradas em dois subtipos. Um deles, oriundo da Floresta de Vosges, dá à bebida mais aromas e menos estruturas. Já os da Floresta de Limousin, da Borgonha e do Sul da França contam com mais polifenóis (corpo, estrutura) e menos aromas.

3 – BARRICA DA BOA = VINHO DO BOM 

A qualidade da barrica interfere diretamente no resultado final do vinho. Viu como é mais complexo que a gente imagina? Há o carvalho mais poroso ou menos poroso, que absorve mais ou menos vinho. Os menos porosos não afetam tanto o vinho. Chegam de mansinho, dando aquele toque de madeira que valoriza o sabor natural da bebida. Talvez seja por isso que estes são os mais procurados. Eu mesma sou adepta de vinhos que mostram toques discretos de carvalho, cujas nuances de madeira não se sobrepõem aos demais componentes da bebida. 

OUTROS FATORES

Entre os fatores que influenciam no resultado final do nosso néctar, estão, ainda, o crescimento e a idade da árvore, o tipo de corte (serragem) do tronco e envelhecimento da madeira, assim como a tosta e a montagem da barrica. Ou seja, a produção de um recipiente de qualidade envolve muitos detalhes. Talvez isso explique o porquê do alto custo que  esse processo gera,  tanto para as vinícolas (as barricas são caras), quanto para nós, consumidores finais, visto que tais aspectos impactam no preço dos vinhos.

4 – BARRICAS NOVAS OU USADAS?

Outro aspecto que faz toda a diferença é se a barrica é nova ou usada. As novas transmitem uma série de aromas e sabores fresquinhos para o vinho, ao passo que as usadas já não fazem tanto efeito, permitindo apenas a micro-oxigenação. Por isso, as vinícolas que buscam nuances de carvalho novo em seus rótulos usam apenas barris de 1ª, 2ª, no máximo 3ª mão. Os de 4ª são raramente usados. Depois disso, geralmente as barricas são vendidas para outras finalidades, que não vinho. Esse é outro fator que encarece o custo de produção, visto que uma boa barrica francesa pode custar 1 mil euros e uma americana não sai por menos de 500 dólares. 

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BRET

Também vale lembrar que barricas usadas mais de 2 vezes devem ser perfeitamente higienizadas, a fim de evitar o contágio pelo Brettanomyces, ou Bret (apelido). Trata-se de uma levedura que pode transmitir aromas defeituosos ao vinho, que lembram mofo e toques animais desagradáveis. Eca! Imagino que a mínima possibilidade dessa contaminação deva tirar o sono de muitos produtores.

5 – CHIPS E DOMINÓ

Então, já que os custos de produção das barricas são altos, muitas vinícolas têm apostado em alternativas mais baratas para dar aquele gostinho de carvalho ao vinhos, como o uso de Chips ou Dominós.

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CHIPS: restos de carvalho, aduelas, serragem, enfim todas as sobras de madeira que são postas em contato com o vinho, a fim de simular o efeito das barricas. 

DOMINÓS: são tacos de carvalho, que lembram peças de dominó. Assim como os chips, também são colocados junto à bebida, a fim de conferir um sabor de madeira mais economicamente viável. 

LEGISLAÇÃO

Célio Alzer, meu professor na ABS, levou alguns para a turma ver de perto. Lembro-me de que eram bem cheirosos, se bem que sou suspeita para falar, já que adoro um cheirinho de madeira…. Enfim, eles colocam os Chips, por exemplo, em uma espécie de saquinhos de chá gigantes e mergulham no vinho acondicionado em tanques de inox. Os Dominós, por sua vez, são pendurados em uma espécie de “cabide” e igualmente imersos nos tanques. Nem sempre essa alternativa é legalizada. Depende muito do país ou região. Aqui na América do Sul costuma ser permitido. Nessa, muitos vinhos “Reserva” cujo contra-rótulo nem menciona carvalho, podem ser oriundos de chips ou dominós. Certamente já bebi muitos desses e adorei. Por que não? 

Porém, vale lembrar que, apesar de simularem um barril de carvalho, passando aromas e sabores de madeira para o vinho, chips e dominós não proporcionam a mesma longevidade e complexidade que uma barrica de verdade. Logo, essas alternativas não se aplicam a vinhos de guarda, de melhor qualidade. Mas para aquele rótulo de consumo imediato, acredito que agregue muito em nuances e sabor. Ótimo para uma degustação divertida e despretensiosa. 

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Enfim, espero ter conseguido explicar um pouco da influência que o carvalho exerce nos vinhos, sobretudo para os enófilos iniciantes. O intuito foi descomplicar um assunto que costuma confundir até mesmo os mais experientes. Fato é que adorei escrever esse post e esse friozinho me inspirou demais. Tudo a ver com vinhos!

Até a próxima! Boa semana e Ótimos Vinhos!

 

 

 

 

 

 

 

Carvalho Exagerado Ou No Ponto? Hora de Treinar o Paladar!

Adorei essa analogia: o carvalho está para o vinho assim como o sal está para a comida. Em certos momentos, é fundamental para aumentar a profundidade e o sabor. Porém, em outros, ambos podem soar exagerados, mascarando o verdadeiro tempero que se pretende degustar.

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Mais especificamente no caso dos vinhos, muitas vezes o excesso de madeira, torrefação, baunilha… pode se sobrepor aos sabores primordiais, ou seja, aqueles responsáveis por conferir personalidade à bebida. Diferente do que muitos pensam, o carvalho nem sempre é tudo. Há no mercado rótulos maravilhosos que nunca passaram por barricas.

Então, como treinar o paladar para saber diferenciar exatamente quando o teor de madeira é ideal ou exagerado? Prepare-se, pois agora você vai aprender. 

CHARDONNAY

Uma das formas mais fáceis de perceber o efeito que o carvalho causa nos vinhos é experimentar um Chardonnay com e outro sem passagem por madeira. Quando a bebida não vê carvalho, a fruta brilha logo no ataque, entregando uma acidez que nem é tão característica dessa casta. Agora, prove um Chardonnay armazenado em barrica e na hora você sente a diferença. Nesse caso, o amanteigado e a baunilha logo se sobressaem. 

Durante a degustação dos dois estilos, lado a lado, também será possível notar a influência do carvalho na coloração dos vinhos. Um Chardonnay sem madeira é amarelo-palha claro e bem mais vivo. Dá para perceber o frescor do rótulo apenas pela cor. Já um exemplar que passou por barrica possui uma coloração amarelo-palha mais escura e puxada para o dourado. É a madeira que confere essa tonalidade, assim como acontece com o whisky.

 Mas e aí? Como notar a presença do carvalho em um vinho tinto?

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RIOJA

Está aí a resposta! Os tintos de Rioja são elaborados com a uva Tempranillo e podem variar de nenhuma a dois anos ou mais de armazenamento em barricas de carvalho.

Cosecha: quando o exemplar é jovem e sem passagem por madeira. Nota-se, aqui, as nuances originais da Tempranillo: frutas vermelhas maduras, frescor e elevada acidez.

Crianza: o Rioja dessa classificação já fica um tempinho em carvalho. Por lei, deve permanecer armazenado em barricas por pelo menos um ano. Nesse momento, é possível notar a baunilha, sobretudo se for degustar o Crianza lado a lado com um Cosecha.

Reserva ou Gran Reserva: aqui é possível notar a presença marcante do carvalho, visto que ambas as denominações são obrigadas a permanecerem por, no mínimo, um ou dois anos em barricas. Nesse caso, os taninos conferidos pela madeira se sobressaem bastante, ao passo em que você poderá captar, ainda, aromas mais arredondados, graças ao armazenamento um pouco mais longo na barrica. Esses vinhos são mais longevos e essa capacidade de envelhecimento se deve muito à presença do carvalho.

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O fim de semana vem aí. Prontos para colocar essas dicas em prática? Muitas bebidas incluem no rótulo se possuem ou não passagem por barrica de carvalho e o tempo que permaneceram lá. Não é necessário gastar uma grana preta num Rioja, por exemplo. Que tal começar treinando com um rótulo reserva e um vinho de entrada? Aposto que será uma ótima experiência de degustação. 

Bom final de semana! Tim-Tim!

O Vinho e as Barricas de Carvalho

No inconsciente coletivo dos apreciadores, acredita-se que vinhos armazenados por longos períodos em barricas de carvalho são melhores que os demais, que não passaram por madeira.

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Na barrica, a oxidação é favoravelmente lenta e moderada, sendo que o vinho se estabiliza “respirando” pelas imperceptíveis frestas das aduelas e pela “tampa”, o que realmente é muito bom. Porém, de acordo com a casta da uva e a temperatura da adega, existe um tempo ideal de permanência, que ao ser ultrapassado, poderia colocar todas essas vantagens por água abaixo.

Sem dúvida, a barrica de carvalho do tipo bordelesa, de 225 litros, é o recipiente ideal para envelhecimento. Quando se fala nisso, geralmente nos referimos aos vinhos tintos, visto que os brancos nada ganhariam com esta prática – só perderiam em frescor e fragrância. Mesmo os tintos, apenas aqueles ricos em álcool, acidez e tanino estariam aptos ao estágio em madeira.

Além do carvalho francês (de Alliers, Tronçais, Nevers, Limousin, Vosges ou Argonne), utiliza-se muito a barrica de carvalho americano, sobretudo do Missouri. Hoje, com o intuito de apressar o processo e torná-lo mais barato, é comum em muitos países, especialmente do Novo Mundo, colocar dentro dos tanques de aço aparas de madeira (chips), ripas (staves) ou pequenas peças conhecidas como “dominó”. A maioria dos países europeus proíbe esta prática.

Durante o estágio em barrica, a madeira comunica ao vinho aromas agradáveis de baunilha, além de torrefação e taninos que lhe são característicos. Neste caso, é essencial que os taninos sejam nobres, como o do carvalho, e que o cheiro da madeira não se sobreponha à fragrância frutada original, própria dos vinhos tintos.

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Alguns vinhos possuem um perfil mais moderno e jovial. Assim, estes realmente não requerem envelhecimento para se tornarem especiais. Acho que tudo depende do gosto pessoal de cada um. De qualquer forma, na qualidade de um grande tinto, como um grand cru, o estágio em madeira faz muita diferença. Ou seja, tudo depende das características que se deseja atribuir ao vinho.

E pensar que, no início, as barricas eram utilizadas apenas como um bom recipiente, fácil de encher, esvaziar e limpar? As vantagens do carvalho eram, então, desconhecidas, até que finalmente descobriram que esta madeira nobre poderia transformar os vinhos em verdadeiras preciosidades que hoje degustamos.