Celebrando 90 anos, Vinícola Aurora Lança Linha GIOIA

É notável a quantidade de indicações de procedência do terroir brasileiro, sobretudo na Região Sul, sem falar na nossa primeira e , por enquant, única Denominação de Origem, a do Vale dos Vinhedos.

Aliás, durante o período de isolamento social, nunca se viu tanto interesse do nosso povo no que diz respeito aos vinhos produzidos por aqui. Justamente por isso, volta e meia nos deparamos com novos produtos despontando no mercado, como é o caso da Linha GIOIA, lançada recentemente pela vinícola Aurora.

Em 2021 a Cooperativa Vinícola Aurora Faz 90 anos!

GIOIA Coloca D.O e I.Ps Brasileiras em Evidência

Para a estreia, que também marca os 90 anos da vinícola, a Aurora elaborou dois produtos inéditos dentro do seu portfólio de mais de 220 itens: o Gioia Merlot 2018 D.O Vale dos Vinhedos, o primeiro vinho nobre da empresa (ou seja, com teor alcoólico de 14,1% a 16%), e o Gioia Sur Lie Nature I.P Pinto Bandeira 2016, o primeiro espumante sem dégorgement da Aurora.

“Há mais de um ano e meio estamos desenvolvendo este projeto que levará produtos de extrema qualidade ao consumidor. É apenas o início do caminho que a Aurora está explorando e que deve ser ampliado com novos produtos ícones. São rótulos complexos, que carregam estilos diferentes de outras linhas da vinícola, mas que irão agradar todos os públicos”, acredita Renê Tonello, presidente do Conselho de Administração da Vinícola Aurora.

A inovação da linha GIOIA também é marcada nas embalagens dos dois produtos. Com acabamento impecável, os rótulos são modernos e alegres, trazendo a cor laranja como destaque, e caixa de seis unidades do Gioia Merlot 2018 D.O Vale dos Vinhedos em madeira. Linda de viver e já quero provar!

O Primeiro Vinho Nobre da Aurora

Elaborado no Vale dos Vinhedos – única região do Brasil com Denominação de Origem (D.O) – o Gioia Merlot 2018 D.O Vale dos Vinhedos é um produto com 15% de teor alcoólico e passagem de 12 meses por barrica de carvalho francês. De cor vermelha rubi intensa com traços violáceos, apresenta no olfato alta intensidade aromática, com expressivo caráter varietal da Merlot e excelente harmonia. É marcado pelos aromas de frutas como cereja e notas de carvalho, como caramelo, cacau, café e baunilha. No paladar é estruturado de taninos elegantes e aveludados, com grande volume de boca.

“A uva Merlot tem se mostrado muito capaz, resultando em excelentes produtos. A Serra Gaúcha tem uma relação muito grande com a variedade e no Vale dos Vinhedos é ainda maior. A Merlot é a uva tinta símbolo da nossa região”, pontua o enólogo-chefe da Vinícola Aurora, Flavio Zilio.

Pelo ótimo equilíbrio entre o seu aspecto olfativo e gustativo, o Gioia Merlot D.O Vale dos Vinhedos harmoniza com risoto ao funghi, farfalle ao molho de gorgonzola, queijos de massa dura e picanha grelhada. O vinho tem 26 mil garrafas numeradas e será comercializado em todo o país, em lojas especializadas e e-commerce parceiros.      

“Existe um crescimento e uma procura por produtos especiais, com Indicação Geográfica. São rótulos que passam pela avaliação de pessoas idôneas, especialistas que certificam produtos de origem e de qualidade, com ética e transparência”, complementa o enólogo.

Merlozão da Aurora, com selo da D.O Vale dos Vinhedos

Primeiro Espumante Sur Lie da Aurora, sem Degorgement

Com apenas mil unidades, o Gioia Sur Lie Nature I.P Pinto Bandeira 2016 é um espumante em sua forma mais original, sem dégorgement e, consequentemente, sem dosagem pós-dégorgement de licor de expedição. Por não passar por este afinamento, a autólise das leveduras ocorre enquanto a garrafa mantém-se fechada, sendo o grande diferencial deste exemplar. O espumante continua envelhecendo por tempo indeterminado e a decisão de interromper esse processo é única e exclusivamente do consumidor, que decidirá o tempo de maturação da bebida, para apreciá-la conforme sua preferência.

“A técnica conhecida pelo nome sur lie permite que a bebida permaneça em constante evolução, na presença de leveduras, até a abertura da garrafa, quando o espumante atinge sua plenitude”, explica Zilio.

O corte perfeito entre Chardonnay (60%), Pinot Noir (30%) e Riesling Itálico (10%) proporcionaram uma bebida única, de coloração amarelo claro, com perlage abundante e turbidez natural pela presença das leveduras. Com maturação mínima de 24 meses, esse espumante possui aromas que remetem à doçura de damascos e à robustez de amêndoas tostadas, com cremosidade bem presente. Toques elegantes de flores como a laranjeira se destacam, acompanhando seu paladar de acidez delicada. Harmoniza bem com ostras gratinadas, moqueca capixaba, ceviche de frutos do mar, carpaccio de polvo, canapés e pratos com carnes brancas.

“A rainha das uvas brancas, a Chardonnay, representa 60% da composição deste sur lie, ao lado das variedades Pinot Noir e Riesling Itálico, formando uma trinca perfeita. As cultivares se adaptaram extremamente bem ao terroir de Pinto Bandeira, que já tem como vocação natural e excelência para elaboração de espumantes”, garante o enólogo-chefe da Vinícola Aurora. Pinto Bandeira, também na Serra Gaúcha, é a segunda região demarcada a conquistar a Indicação de Procedência (IP) no Brasil, com altitude média de 730 metros acima do nível do mar.

O espumante Gioia Sur Lie Nature I.P Pinto Bandeira 2016está sendo vendido exclusivamente na Vinícola Aurora, na loja da unidade matriz, em Bento Gonçalves (RS), ou através do telefone (54) 3455.2095, com envio para todo o país.

Informações : M.Com Comunicação

Fotos: Eduardo Benini

Esta é a Merlot, Rainha de Bordeaux

Uma das coisas que mais me encanta no mundo dos vinhos é que a cada momento a gente se apaixona por uma nuance diferente. Por exemplo, ultimamente tenho amado degustar os vinhos finos da casta Merlot, sobretudo os chilenos.

São exemplares elegantes, macios,redondos, aveludados e não muito tânicos. Perfeitos para acompanhar aquela tábua de queijos e um bom bate-papo. Aí, obviamente, fiquei com vontade de saber mais sobre essa cepa tão delicada.

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A UVA MERLOT

A Merlot é uma das castas viníferas mais cultivadas no mundo, sendo super amada e prestigiada por apreciadores de vinhos dos 4 cantos do globo. Mas nem sempre foi assim. Por muito tempo era conhecida apenas como “a outra tinta de Bordeaux”. Afinal, a Cabernet Sauvignon, como sempre, reinava absoluta! Porém, esses conceitos foram mudando a partir da década de 80, quando começaram a surgir os vinhos finos do Novo Mundo.

Proveniente da região de Bordeaux, a Merlot é descendente da Cabernet Franc e meia irmã da Carmenére e da Cabernet Sauvignon. Aliás, a grande semelhança com a Carmenére foi responsável pela confusão entorno dos vinhedos chilenos nos anos 80.

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Os primeiros registros oficiais da Merlot são de 1784, em Bordeaux (Côtes de Libournais) e, portanto, relativamente recentes para uma casta vinífera. Na região italiana de Vêneto, ela é mencionada apenas em 1855, com o nome “Bordò”.

ORIGEM DO NOME

Na minha última aula na ABS-RJ, o professor falou sobre a origem do nome “Merlot” e achei bem curiosa. “Merlot” ou “Merlau” tem a ver com um pássaro chamado “Merle”, que costumava se deliciar com seus doces cachos. Muito fofo, gente!

RAINHA DE BORDEAUX

A Merlot é a uva mais cultivada em Bordeaux (56%) e a terceira na França (atrás apenas da Carignan e da Grenache). Na margem direita de Bordeaux (St. Émilion e Pomerol) ela domina amplamente, enquanto na margem oposta, ela corresponde no máximo a 25%, com maior destaque na sub-região de St-Estephe.

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CARACTERÍSTICAS

AROMAS PRIMÁRIOS: frutas pretas (ameixa, jabuticaba e groselha negra), herbáceos (chá, orégano, alecrim, azeitonas e húmus), especiarias (canela, cravo e noz-moscada).

OUTROS: (tabaco, cogumelos e couro). Quando o vinho estagia em madeira, surgem novos aromas: caramelo, baunilha, coco, bala toffe, chocolate, café, torrefação, tostado, cedro, esfumaçado, nozes e figo seco.

DEGUSTAÇÃO: na boca, a principal característica é a textura macia, sedosa e aveludada; com acidez e álcool equilibrados em corpo médio; e taninos redondos. Os aromas de boca mais presentes são os de frutas pretas, herbáceos e algum sumo de carne. O uso de madeira pode ser benéfico. Porém muitos produtores não utilizam carvalho novo para não perder (“matar”) a elegância da uva.

Assim como a maioria das uvas tintas, a Merlot pode ser apresentada sozinha (varietal) ou em corte (assemblage). Em ambos os casos, ela dá origem a vinhos mais redondos, aveludados e estruturados. Normalmente, o tempo de guarda é bem vindo para essa uva, porém, seus vinhos podem ser degustados mais jovens. Quando em corte, ela é responsável por harmonizar e dar mais elegância ao conjunto.

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REGIÕES:

França, Bordeaux (margem direita) 
França, Bordeaux (margem esquerda) 
França, Bordeaux (outras regiões) 
França, Languedoc 
Itália, Nordeste
Itália, Toscana 
Portugal, Setúbal 
EUA, Califórnia
Chile, Vale Central
Africa do Sul 
Austrália 

GRANDES VINHOS FINOS ELABORADOS COM MERLOT:

Petrus;
Ch. Angelus;
Ch. Palmer;
Castello di Ama;
Ornellaia;
Matanzas Creek;
Seleni;
Spice Route;
Morgenhof;
Casa Lapostolle;
Clos Apalta;
Maculan;
Má Partilha.

Espero que tenham curtido conhecer um pouco mais a Merlot, a quem eu chamo carinhosamente de “minha casta redondinha”. Costumo harmonizar seus vinhos com queijos e carnes leves. Porém, é comum degustá-los sozinhos, sem o acompanhamento de nenhum prato culinário. Em minha opinião, os Merlots são os mais indicados para se fazer isso.

Não é todo mundo que leva a Merlot a sério. Muita gente acha que ela só funciona como “uva de corte”, sobretudo na parceria com a Cabernet Sauvignon. Porém, a casta tem se destacando muito em vinhos varietais e se sente muito à vontade na presença do carvalho. No Brasil, a Merlot encontrou ótimas condições de cultivo na fria serra gaúcha, onde os vinhos elaborados com a cepa têm sido muito elogiados.

Então é isso, pessoal! Bons Vinhos! Santé!

Celebre o Dia do Hambúrguer na Companhia de Um Bom Vinho! Testei e Aprovei.

Amanhã, 28 de maio, comemoramos o Dia do Hambúrguer. Vocês se lembram do artigo que escrevi sobre a harmonização dessa delícia com vinho? Colocaram em prática? Pois eu me inspirei e, na véspera do feriado, decidi testar aqui em casa. Escolhi um assemblage (mistura) de Cabernet Sauvignon e Merlot para acompanhar. Ficou divino!

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Meu hambúrguer ficou uma delícia!

E já que as hamburguerias artesanais tomaram conta do Brasil, não tem desculpa para deixar de saborear essa super-combinação! Basta pedir para a viagem e desfrutar na companhia de pessoas especiais e de uma boa garrafa de vinho tinto.

Como o dia foi corrido aqui em casa, não teria tempo de preparar a carne caseira, com a receitinha da Vanessa, que postei aqui. Então, comprei o hambúrguer de fraldinha da marca Wessel. Espetacular! São 165g de carne e ficou muito parecido com um artesanal da melhor qualidade. Na hora do preparo, basta seguir direitinho as instruções da embalagem. Ao colocar na chapa ou frigideira previamente aquecida, basta deixar 2 minutos de cada lado e Voilá! Para incrementá-lo, você pode colocar alface, queijo, tomate, maionese, cream cheese ou o que mais a sua imaginação mandar.

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Escolhemos um Vinho de São Joaquim (SC). #terroirnacional

HISTÓRIA DO HAMBÚRGUER

Você deve estar achando que foram os americanos que criaram o hambúrguer, certo? Errado! Eles ajudaram bastante, adicionando o pão à receita e tornando-o um sanduíche. Porém, a iguaria chegou à América trazida por imigrantes alemães, vindos de Hamburgo.

Muitos acreditam que o hambúrguer fora criado no século XVII, em Hamburgo, na Alemanha. Contudo, estudiosos já comprovaram que o prato foi criado muito antes, no século XIII, na Mongólia, quando os cavaleiros amaciavam a carne, colocando-a debaixo das celas dos cavalos.

Assim, o hambúrguer começou a se espalhar pelo mundo, sendo que os nômades da Ásia Ocidental foram alguns dos responsáveis por isso. Afinal, foram eles que desenvolveram uma técnica de temperar a carne para conservá-la por mais tempo. A cidade de Hamburgo na Alemanha só entra na história depois dessa técnica, pois marinheiros alemães passaram a cozinhar a carne que era consumida crua e levaram a iguaria para a América.

A partir daí, os americanos incorporaram o hambúrguer à sua cultura, tornando-o conhecido em todo o mundo. Então, apesar de não terem sido os criadores do hambúrguer, eles foram muito importantes para sua divulgação, sem falar que os EUA são o país que mais consome o prato anualmente.


Eu dividi essa delícia com o maridão, que também superaprovou a combinação com o vinho. O sabor da carne foi potencializado, sobretudo quando juntávamos o hambúrguer com a bebida na hora de degustar. Com certeza faremos mais vezes! E amanhã, que tal comemorar o dia dessa iguaria em grande estilo? Bora experimentar!