Por Que Tem-se o Costume de Cultivar Rosas Ao Longo dos Vinhedos?

Sempre me perguntei sobre o porquê das rosas no entorno dos vinhedos. Por si só, as videiras já são únicas, transbordante de vida e beleza. Junto com as flores, então, nem se fala! É tudo lindo e ao mesmo tempo intrigante. Por tudo isso, hoje decidi desvendar esse mistério junto com você. Vamos lá!

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UVAS E ROSAS

Há várias razões para se plantar rosas nas vinhas. Uma delas é óbvia: a composição do cenário. É inegável que vinhedos repletos de flores deslumbram qualquer um, seja turista ou trabalhador. Ainda mais rosas, não é mesmo? São lindas!

Em muitas regiões do mundo, os produtores utilizam as rosas, ainda, como forma de organizar o espaço, distinguindo a denominação do vinho para o qual as uvas são destinadas. Por exemplo, Rosas Brancas indicam que a área plantada se refere à produção de Vinho Branco, ao passo que as Rosas Vermelhas sinalizam que as uvas são para o Vinho Tinto.

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  A TÉCNICA DE IDENTIFICAR PRAGAS NOS VINHEDOS 

Agora sim, vamos à razão mais importante: sabe-se que tanto as uvas quanto as rosas são susceptíveis a contrair as mesmas doenças, causadas por fungos, sendo que as rosas são sempre as primeiras a manifestar os sintomas. Isso funciona como um bom indicador de possíveis pragas nas uvas. 

Ou seja, quando o vinicultor identifica o perigo com antecedência, ele pode aplicar prontamente inseticidas à base de enxofre, entre outros tratamentos necessários para que as flores sejam tratadas, evitando, assim, que as pragas cheguem também às uvas.

Ok, não sou a favor do uso indiscriminado de pesticidas e admiro muito as empresas que investem em vinhos orgânicos e biodinâmicos. Porém, a realidade é que a maioria das vinícolas ainda faz uso de produtos químicos como forma de proteger seus vinhedos.

PREVENÇÃO DE DOENÇAS

Entre as principais pragas que podem ser evitadas simplesmente pela presença das rosas, estão o oídio e o míldio. Caso permaneçam nas uvas, tanto um quanto o outro é capaz de arrasar com qualquer colheita, ou seja, uma tragédia para qualquer vitivinicultor.

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Além disso, cultivar rosas em torno dos vinhedos ajuda a afastar os pássaros, entre outros animais terrestres, que adoram se alimentar com as uvas docinhas.


Pois bem enoamigos, não sei se vocês já perceberam, mas ando à caça de curiosidades sobre o néctar dos deuses e sua produção. Afinal, quem ama vinhos quase sempre já se questionou a respeito de alguma prática ou detalhe da produção.

As rosas, assim como as uvas, são delicadas e lindas. E fico muito feliz em saber que, além de tudo, são verdadeiros anjos da guarda dos nossos amados vinhos.

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referências: www.redsustentable.org | www.fotoyvino.cl

Deciframos 15 Termos Enológicos Para Você Saber Mais Sobre a Elaboração do Vinho

O mundo do vinho possui seu próprio vocabulário. E, sim, isso pode ser um pouco intimidante, sobretudo para os iniciantes. Pensando nisso, hoje deciframos 15 termos técnicos para você entender direitinho como se faz o nosso néctar dos deuses.

1- CLARIFICAÇÃO

Prática enológica através da qual se elimina determinadas substâncias e partículas presentes no vinho que podem comprometer sua limpidez e transparência. Para isso, utiliza-se soluções à base de ovos, bentonita, gelatina e, em alguns casos, até proteína do leite. Vale lembrar que, após o processo tudo isso é retirado na filtragem.

2- DECANTAÇÃO

É o que acontece quando você passa o líquido contido na garrafa para um recipiente próprio, o Decanter. Desta forma, a gente impede que sedimentos sejam transportados para a taça, visto que os mesmos comprometem o aspecto do vinho (mas não a sua qualidade). A decantação também é recomendada para oxigenar o vinho, permitindo que o líquido libere todos os seus aromas.

3- DESCUBE

Após finalizada a fermentação alcoólica, juntamente com a maceração (que ocorre durante vários dias), se extrai o vinho, separando-o da parte sólida da uva (borra), que fica armazenada no interior do tanque.

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4- FILTRAGEM

Operação realizada principalmente nos vinhos brancos e rosados para separar os pequenos sólidos (pedaços de cascas, sementes etc.), com intuito de obter um mosto (suco) límpido.

5- DESENGACE E ESMAGAMENTO

A uva deve ser desengaçada de forma lenta para não triturar o seu caule, visto que sabores indesejáveis nela presentes podem passar para o vinho. O esmagamento deve ser feito para liberar somente o mosto. Para evitar a produção de grande quantidade de borra, não se recomenda a trituração da película.

6- FERMENTAÇÃO

Processo biológico através do qual as substâncias se transformam pela atividade de micro-organismos. Sendo assim, trata-se de uma reação química natural, provocada pela ação de leveduras e bactérias. Na produção do vinho, as mais importantes são a fermentação alcoólica e a fermentação malolática.

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7- FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA

Se denomina fermentação alcoólica aquela desenvolvida por várias espécies de leveduras em total ausência de oxigênio, transformando os açúcares do mosto (suco) da uva em álcool, gás carbônico, glicerina e diversos outros componentes.

8 – FERMENTÁÇÃO MALOLÁTICA 

É a conversão do ácido málico (mais agressivo) em ácido lático (mais suave), através da ação de certas bactérias. Trata-se de um processo quase indispensável nos vinhos tintos de qualidade, visto que lhe confere sedosidade. Quando realizada nos vinhos brancos (como é o caso do Chardonnay), a malolática pode transmitir um certo caráter amanteigado, facilmente perceptível ao olfato.

9- MACERAÇÃO

Período de tempo no qual as cascas entram em contato com o mosto do vinho tinto, a fim de extrair a pigmentação necessária para sua coloração, além de outros componentes, entre eles taninos e substâncias aromáticas.

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10- MACERAÇÃO CARBÔNICA 

Técnica de vinificação que se dá através da fermentação dos cachos inteiros das uvas tintas, sem que sejam armazenados em um tanque fechado. Tal ação confere a extração de uma maior quantidade de aromas, sendo utilizada para obter vinhos jovens, frutados, aromáticos e pouco tânicos. Um bom exemplo disso é o Beaujolais, produzido com a uva Gamay. Sabe aquele cheirinho de banana, bem característico desses exemplares? Certamente é resultado desse processo tão particular. 

11- MACERAÇÃO A FRIO

Técnica através da qual o mosto se mantém em contato com as cascas das uvas, evitando que se inicie logo à fermentação por meio de um resfriamento. É usada para enriquecer os vinhos brancos, com aromas primários, e, nos tintos, para extrair o máximo de cor e aromas frutados.

12- PRENSAGEM

O mosto (suco) é extraído através da pressão exercida sobre as uvas. Esta operação é denominada Prensagem e, para realizá-la, é utilizado um equipamento chamado Prensa.

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13- OXIDAÇÃO

Termo que define as reações químicas de diferentes componentes do vinho quando em contato com o oxigênio do ar, sendo imprescindível no processo de produção dos vinhos. Porém, sempre com um certo controle, visto que se o mesmo ocorrer involuntariamente pode causar graves modificações na bebida.

14- REDUÇÃO

Trata-se de uma reação química oposta à oxidação.

15- TRASFEGA

Consiste em separar os vinhos das borras. Ou seja, materiais sólidos e restos de leveduras depositados no fundo dos tanques, tanto durante a fermentação quanto durante as diferentes etapas de produção (em muitos casos há várias trasfegas). Desta forma, consegue-se separar o vinho límpido de possíveis substâncias capazes de deixá-lo turvo. É uma das formas mais naturais de clarificar o vinho.


Então é isso, enoamigos! Espero ter matado a curiosidade de vocês sobre a produção dos nossos amados vinhos. Sei que muita gente só curte degustar e nem imagina o que acontece por detrás dos bastidores. Como sou apaixonada por tudo o que envolve o néctar de Baco, acho todas essas etapas fascinantes e espero que também encante a todos vocês.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência:http://www.vinopack.es/30-terminos-imprescindibles-sobre-la-elaboracion-del-vino

 

 

Descubra Como a Pinot Noir Pode Dar Origem Tanto a Vinhos Tintos Quanto Brancos, Espumantes e Rosés

A Pinot Noir é uma das cepas mais aclamadas da atualidade. Tudo porque, além de saborosa, é extremamente versátil. Afinal, não é todo dia que uma única uva tinta é capaz de dar origem a vinhos tintos, rosés e espumantes. Como isso é possível? A resposta está no método de produção e vinificação que a transformam em um dos néctares mais apreciados por enófilos de todo o mundo.

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PINOT NOIR BRANCO

Se você cortasse uma uva Pinot Noir você veria que sua polpa possui coloração amarela-esverdeada clara. Já a casca, que tinge o mosto, conta com uma bela e intensa cor vermelha.

Logo, se você quer produzir um vinho branco a partir da Pinot Noir, a primeira coisa a se fazer é separar as cascas do suco o mais rápido possível. Ou seja, esse é o segredo para se produzir um Pinot Noir branco. 

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As cascas vermelhas das uvas já começam a tingir o suco naturalmente. Por isso, é importante que o produtor já as direcione para a prensa logo após a colheita. Para tanto, utiliza-se uma prensa pneumática especial, própria para vinho branco, que esmaga as uvas ao mesmo tempo em que separa as cascas e as sementes do mosto. Após o processo, esse fica com uma cor tipicamente dourada, bonita e profunda.

PINOT NOIR TINTO

Para se produzir um Pinot Noir tinto, o processo já é diferente. As uvas são coletadas e colocadas em trituradores de uva. Em seguida, todo seu conteúdo é despejado num tanque (casca, polpa, sementes, tudo!). Como a Pinot Noir é uma variedade de casca muito fina, é comum que o mosto permaneça um pouco mais de tempo em contato com a mesma (tanto antes quanto depois da produção do vinho), a fim de absorver o máximo de pigmento possível.

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Esses dois métodos são chamados de imersão a frio (antes da fermentação) e maceração estendida (após a fermentação). Alguns vinicultores chegam a adicionar as hastes da Pinot Noir na fermentação com o intuito de extrair ainda mais cor (isso deixa o vinho mais tânico, mas, em compensação, ele ganha bem mais cor e potencial de envelhecimento). Após todo esse processo, você terá um vinho tinto, de coloração vermelho-rubi-média- pálida.

ROSÉ DE PINOT NOIR 

Com relação à produção do Rosé, tudo é questão de timing. Quanto mais tempo as cascas permanecerem em contato com o suco, mais cor terá o vinho.

Para o Pinot Noir, esse parece como uma espécie de combinação entre as vinificações em tinto e branco. As uvas são esmagadas em um tanque junto com as peles e sementes. Em seguida, o mosto (suco) é monitorado pelo produtor, que verifica amostras a cada hora, a fim de examinar o nível de extração da cor. A partir do momento em que o winemaker encontra a cor perfeita, o mesmo separa o mosto das cascas, colocando-o num tanque limpo onde o vinho completa sua fermentação.

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Grande parte dos produtores produzem seus rosados com menos de 7 horas de contato entre o mosto e as cascas. Mas é fato que varia muito. Podemos tanto ter um Rosé mais claro, casca de cebola ou salmão, como os da Provence, quanto um Rosé mais cereja. Este último eu digo que são uma espécie de tintos travestidos de rosés, pois carregam, junto a cor, muito mais taninos que outros exemplares mais claros.

ESPUMANTE DE PINOT NOIR (BLANC DE NOIR)

O Blanc de Noir nada mais é do que um vinho branco 100% Pinot Noir que fermentou duas vezes. Trata-se de uma especialidade muito aplicada entre os produtores da Champagne.

A segunda fermentação desse vinho especialmente formulado é realizada dentro da garrafa, a  fim de que o dióxido de carbono não escape e acabe por pressurizar a mesma, carbonatando o vinho.

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O Blanc de Noir pode ser encontrado em diversas regiões produtoras do mundo, inclusive no Brasil, e quase sempre a uva utilizada para sua fabricação é a Pinot Noir (em outros casos, sua variante, Pinot Meunier).


Espero ter conseguido solucionar as dúvidas de muitos iniciantes e iniciados, sobretudo com relação à produção em tinto, branco e rosé. Particularmente, eu adoro os espumantes rosés feitos 100% com uvas Pinot Noir (nesse caso, seria o vinho rosé fermentado duas vezes dentro da garrafa). Comecei a me interessar por vinhos, de forma geral, no momento em que procurei saber mais sobre a produção do espumante. É realmente fascinante!

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Em se tratando de espumante brasileiro Blanc de Noir, recomendo muito qualquer rótulo da Familia Geisse. Amo muito, todos eles! Sem dúvida ainda vamos ouvir falar muito dessa fábrica de borbulhas de Pinto Bandeiras. É tudo maravilhoso!

Boa quarta! Bons vinhos! Tim-Tim!

A Arte Por Detrás de Um Grande Vinho Fino

Estou lendo um livro que conta a história do mítico Romaneé Conti, considerado o melhor  vinho fino do mundo. Trata-se de uma narrativa muito interessante, sobre a qual pretendo escrever uma resenha em breve. Assim como ele, há outros rótulos que estão entre os grandes, como o Château Lafite Rothschild e Château Mouton Rothschild. Aí, por esses dias, eu estava me perguntando… O que faz essas garrafas realmente preciosas? Como boa enófila pesquisadora, fui em busca das respostas. Vamos lá!

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Basicamente, há 4 fatores responsáveis pela produção de um grande vinho fino:

  • Uvas Excepcionais
  • Excelente Processo de Vinificação
  • Visão de Longo Prazo
  • Arte, no melhor sentido da palavra 

“Fazer um bom vinho é uma habilidade. Fazer um grande vinho fino é arte!” Robert Mondavi

UVAS E VINIFICAÇÃO

Para se elaborar um excelente prato culinário é importante saber executar e ter à mão ingredientes de extrema qualidade. Com o vinho fino é exatamente a mesma coisa.

VISÃO DE LONGO PRAZO

Volta e meia vemos o despontar de novas empresas e enólogos. Tudo isso em um mercado supercompetitivo. Mas, sabe o que os excelentes profissionais têm em comum? Eles pensam grande! A partir do momento em que o fundador de uma vinícola acredita  que é capaz de transmitir seu negócio às futuras gerações, por si só, ele já é um visionário, tanto em relação à gestão da marca, quanto na forma de produzir seu vinho fino.

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ARTE

A Arte é subjetiva e muito difícil de ser definida cientificamente. Ao meu ver, depende da sensibilidade do autor da ação, sendo, de fato, muito particular. Enólogos, assim como artistas, seguem diferentes influências e ideologias. Tudo isso se reflete em seus vinhos. São como pintores, que transferem toda uma visão de mundo para a sua obra. Sem dúvida, para mim, é uma das profissões mais admiráveis. Portanto, já que se trata de algo pessoal, que tal tentar identificar a Arte nos próximos vinhos finos que você for degustar? Pode ser muito divertido e enriquecedor.

“Você pode fazer um vinho ruim com ótimas uvas, mas não pode fazer um grande vinho com uvas ruins.” Robert Mondavi

Quando se considera todos os processos envolvidos no crescimento das grandes uvas, existem, basicamente,  2 aspectos fundamentais:

TERROIR: é a influência da mãe natureza na viticultura. Envolve clima, solo, topografia e todos os fatores relacionados com a região produtora. Para mim, é um dos fatores mais importantes quando o que está em jogo é a criação de um grande vinho fino. É  tudo muito imprevisível, sobretudo a questão do clima e, obviamente, a causa do estresse de muitos produtores.

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SAFRA: envolve as escolhas dos profissionais que cultivam suas vinhas ao longo de 1 ano, ou seja, poda, irrigação, tratamento do solo, manejo de pragas, período de colheita, entre outros. Enfim, para se fazer um grande vinho fino, é necessário saber tomar decisões e estar seguro de suas escolhas, que podem resultar no sucesso ou no fracasso do resultado final.

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Pessoal, por essas e outras dizemos que cada garrafa possui uma história. Realmente, é a mais pura verdade! Um ano difícil ou uma colheita espetacular, as preocupações do viticultor, o desenvolvimento das uvas, o clima daquele ano…. está tudo ali, naquela bebida que acabou de ser despejada na sua taça. Depois desse artigo, duvido que você vai enxergar seu rótulo favorito com o mesmo olhar de antes.

Robert Mondavi, autor das citações desse artigo, foi um grande winemaker norte-americano, pioneiro no cultivo de vinhedos em Napa Valley, um dos terrois mais famosos do mundo. Sem dúvida, um homem que sabia fazer excelentes vinhos finos.

Referência: Wine Folly

Um Ano na Borgonha

Com direção de David Kennard, Um ano na BorgonhaA Year in Burgundy) é um dos mais belos filmes sobre vinhos que já tive a oportunidade de assistir. Se você tem Netflix, ele estará lá disponível e esperando apenas o seu play para levá-lo a uma fascinante viagem pelos vinhedos da Borgonha, uma das regiões francesas que nos brinda com alguns dos melhores néctares do mundo.

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A importadora de vinhos Martine Saunier é quem guia o espectador por campos, vinhas, adegas e residências de famílias produtoras. Até hoje, grande parte do trabalho é artesanal, como há centenas de anos, desde que os monges católicos plantaram as primeiras vinhas por lá.

Além da bela fotografia, o que mais me chamou a atenção foi acompanhar de pertinho cada etapa do processo de vinificação da Chardonnay e Pinot Noir, uvas ícones da região. Somos levados a vivenciar o cotidiano dos viticultores ao longo das 4 estações do ano, com suas alegrias, medos e ansiedades.

Outro ponto interessante, sem dúvida, é um evento chamado Chevaliers du Taste Vin, que reúne enófilos do mundo todo. Os membros desta confraria (que existe desde a década de 30), bem como seus convidados, experimentam 6 pratos da cozinha francesa, acompanhados de alguns dos melhores vinhos da Borgonha. E, Martine Saunier, obviamente faz parte deste seleto grupo.

Confira e depois volta aqui para contar o que achou. Eu adorei!