Grupo Miolo: Safra 2018 Já é a Melhor da Década

Amigos, a safra 2018 em toda a região sul está uma coisa de louco. Eu já tinha constatado isso nas redes sociais das vinícolas que acompanho. No entanto, essa semana recebi da Assessoria de Imprensa do Grupo Miolo uma notícia que me deixou ainda mais otimista. Sim, a safra 2018 já é a melhor da década, superando as excelentes vindimas de 2011 e 2012.

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A Vinícola Miolo está próxima de finalizar a colheita 2018 com uma constatação: há pelo menos 6 anos não se via clima tão propício para a qualidade da vindima no Rio Grande do Sul. Até agora, nesta década, foram 2 safras de qualidade excepcional: 2011 e 2012, mas nenhuma superará a qualidade da de 2018. Nos 3 projetos da Miolo no RS foram colhidos 2/3 do total previsto, que é de 6,2 milhões de quilos de uvas. Desta forma, já é possível afirmar com segurança sua qualidade superior.

Comportamento climático x qualidade da uva da safra 2018

O inverno de 2017 foi um dos mais amenos registrados nos últimos anos, com baixo acúmulo de horas de frio (abaixo de 7,2 °C). Inicialmente isto causou muito temor, pois poderia gerar reflexos negativos na quebra da dormência das gemas das videiras, interferindo no volume de produção em 2018.

Entretanto, o bom estado fitossanitário da copa das videiras no pós-colheita de 2017 compensou a falta de frio e a brotação foi vigorosa e uniforme. O frio menos intenso do inverno e a primavera com temperaturas favoráveis desencadearam o início da brotação, com 15 a 20 dias de antecipação na maior parte das variedades.

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A primavera transcorreu dentro da normalidade, sem altos e baixos de temperatura, o que acarretou crescimento contínuo da vegetação e floração dentro do esperado. Por influência do frio reduzido do inverno, algumas variedades apresentaram menor número de flores por cacho, deixando-os um pouco mais “ralos”, o que influenciou em um peso médio menor. Em compensação, proporcionou uma maturação com ótima qualidade e sanidade nas uvas precoces, normalmente de cachos mais compactados e suscetíveis às podridões.

As chuvas da primavera e início do verão também ocorreram dentro da normalidade climatológica e apenas no mês de outubro houve uma semana com chuvas um pouco mais intensas, que não causaram danos nas variedades que ainda estavam em floração.

O verão vem transcorrendo com chuvas bem abaixo da média por influência do fenômeno “La Niña”, com reflexos muito positivos na qualidade e sanidade da uva. As temperaturas amenas noturnas estão sendo uma constante no período de maturação, com amplitude térmica média de 16 °C, chegando em alguns casos a ultrapassar 20 °C, favorecendo, assim, o acúmulo de matéria corante nas variedades tintas.

Grupo Miolo: considerações relevantes da safra 2018 nos 3 terroirs do RS

1) Miolo, Vale dos Vinhedos – a safra começou no dia 3 de janeiro com as variedades Pinot Noir e Chardonnay bases para espumantes, com ótimos resultados para a linha Miolo Cuvée Tradition e para o Miolo Millésime, produzido apenas nas melhores safras. Seguiu-se com a elaboração do Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay e, neste momento, estão sendo elaborados os tintos com a variedade Merlot, finalizando em março com a variedade Cabernet Sauvignon, utilizada para a produção dos vinhos Miolo Cuvée Giuseppe Merlot/Cabernet Sauvignon, Miolo Merlot Terroir e o ícone Miolo Lote 43, este elaborado somente nas safras excepcionais.

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No Vale dos Vinhedos o clima transcorreu de forma adequada, com chuvas limitadas e esparsas, acompanhado de temperaturas mais amenas em relação à média normal. A previsão total de colheita é de 700 mil quilos.

2) Seival, Campanha Meridional – a safra teve início no dia 8 de janeiro com as variedades Pinot Noir e Chardonnay bases para a produção do espumante Seival. Na sequência foram colhidas as variedades Pinot Grigio, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Viognier, utilizadas nos brancos das linhas Seival, Miolo Seleção e Miolo Reserva. Já a variedade Alvarinho, será colhida em março para o Quinta do Seival.

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Para os vinhos tintos a Pinot Noir colhida em janeiro tem agora sequência com as variedades Tempranillo, Touriga Nacional, Merlot e Tannat, finalizando em março com Cabernet Sauvignon e Petit Verdot para as linhas Seival, Miolo Seleção, Miolo Reserva e Quinta do Seival. Finalmente, após 7 anos será elaborada nova edição do Sesmarias.

No Seival o período de grande estiagem a partir de janeiro, surpreendeu pela característica de clima árido, com temperaturas que chegavam a 32 graus durante o dia e, em algumas noites, caíam a 9 graus, propiciando uvas com maturação excepcional – esse fenômeno foi raras vezes observado. Previsão total de colheita: 1 milhão e meio de quilos.

3) Almadén, Campanha Central – a colheita começou no dia 5 de janeiro pela variedade Gewürztraminer, seguindo-se com as brancas Chardonnay, Chenin Blanc, Semillon, Riesling Itálico, Riesling Renano e Sauvignon Blanc – utilizadas na elaboração dos vinhos base espumante e varietais Almadén -, finalizando com a Ugni Blanc. Já para os tintos, a colheita teve início com a Pinotage em meados de fevereiro, seguindo com Merlot e Tannat, com finalização em março com a Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon utilizadas para elaboração de todos os varietais Almadén. Também será elaborado o Vinhas Velhas Tannat, o que acontece somente nas melhores safras.

O clima na Campanha Central apresentou-se seco com precipitações muito limitadas, que, potencializadas por seu solo arenoso, propiciaram períodos de longa estiagem. Temperaturas amenas à noite favoreceram a maturação ideal das uvas. A previsão total de colheita é de 4 milhões de quilos.

“A safra 2018 para a Miolo ficará na história, pois produziremos todos os nossos grandes vinhos que são elaborados exclusivamente em safras excepcionais. Além disso, uma safra de qualidade como esta vem para coroar todo o trabalho de dedicação e inovação que foi realizado ao longo dos anos em prol da melhoria da qualidade. Agora, vamos ficar na expectativa de que o mercado reconheça isso e, desta forma, melhore a imagem e participação dos vinhos brasileiros na mesa dos brasileiros”, afirma Adriano Miolo, superintendente do Grupo Miolo.

Em meados de março está previsto o término da colheita nos três projetos da Miolo no Rio Grande do Sul (este ano a vindima foi precoce) e início da safra no projeto Terranova, no Vale do São Francisco (BA), que se estenderá até o final de 2018 com a previsão de que sejam colhidos aproximadamente 3 milhões de quilos de uvas, totalizando, assim, uma colheita de 9,2 milhões de quilos nos quatro projetos da empresa na safra 2018.

O Grupo Miolo

O Grupo Miolo possui projetos em 4 regiões do Brasil com vinhedos próprios: em Bento Gonçalves (RS), no Vale dos Vinhedos – Vinícola Miolo (100 hectares); em Candiota (RS), Campanha Meridional – Vinícola Seival (200 hectares); em Santana do Livramento (RS), Campanha Central – Vinícola Almadén (450 hectares); e em Casa Nova (BA), Vale do São Francisco – Vinícola Terranova (200 hectares).


Pois é, amigos, estou com uma expectativa enorme com essa safra. Não só com relação aos vinhos da Miolo, mas para as vinícolas de toda a região sul. Sem dúvida, promete vinhos de altíssima qualidade. Então é isso! Hoje teve post em caráter extraordinário por conta dessa notícia incrível do Grupo Miolo.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

Olá, Muito Prazer! Chenin Blanc!

Acreditem, os vinhos brancos andam super na moda ao redor do mundo. E, embora as críticas tenham girado mais em torno dos tintos, é fato que os brancos vêm organizando uma revolução silenciosa nos últimos anos, quebrando preconceitos e encantando um número cada vez maior de apreciadores devido ao estilo seco e fresco de grande parte de seus rótulos. Ou seja, provocam o mesmo prazer de uma cerveja gelada, porém, sem aqueles quilos de carboidratos vilões da boa forma (rs).

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DÊ UMA CHANCE PARA OS VINHOS BRANCOS

São inúmeros os benefícios dos vinhos brancos, entre eles o fato de que são tipicamente mais leves em álcool, ao passo que combinam com uma variedade enorme de alimentos, além de serem bem mais acessíveis que o vinho tinto, em termos de qualidade. E, em meio a rótulos de Chardonnay e Sauvignon Blanc, superdisponíveis, um branquinho têm chamado a atenção de grande parte dos White Lovers ao redor do mundo: o Chenin Blanc!

MUITO PRAZER, CHENIN BLANC!

A casta Chenin Blanc é cultivada em todo o mundo, mais notavelmente na região francesa do Vale do Loire e na África do Sul. O que impressiona nessa variedade, sem dúvida, é a diversidade de estilos, sendo que vai desde espumantes até dourados néctares doces (de sobremesa) e conhaque.

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Na África do Sul, por exemplo, a Chenin Blanc é a uva branca mais plantada e, nos últimos anos, os produtores investiram um grande esforço para fazer com que o Chenin sul-africano possa competir de igual para a igual com os melhores do mundo. O bacana da história é que, embora a África do Sul esteja elaborando exemplares incríveis de Chenin Blanc, sobretudo de vinhedos antigos, os preços ainda são bastante competitivos. Ou seja, trata-se de rótulos com ótimo custo-benefício. 

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CHENIN BLANC NO VALE DO LOIRE

Na fria região do Vale do Loire, na França, o amadurecimento da Chenin Blanc pode ser tão desigual, que às uvas geralmente são selecionadas à mão em sucessivas passagens pelas vinhas.

As uvas menos maduras constituem uma ótima base para vinhos espumantes. Já as uvas mais maduras são utilizadas em estilos ricamente aromáticos, ao passo que aquelas retiradas no final da época da colheita estão muito maduras ou afetadas pela podridão nobre, fungo que desidrata e concentra os açúcares das uvas, dando origem a ricos sabores de geleia de laranja, gengibre e açafrão. Estas uvas de colheita tardia vão para os famosos vinhos doces da região, como os das DO’s Quarts de Chaume e Bonnezeaux.

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HARMONIZAÇÃO

Um bom Chenin Blanc, sobretudo os dos estilos espumante, seco e aromático, combina com Frutos do Mar, Frango ou Peru. Presunto e Bacon também são ótimas ideias para harmonizar com esses vinhos.

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BORA DEGUSTAR UM CHENIN BLANC!

Ficou curioso para conhecer o Chenin Blanc? Então, a sua lição de casa será escolher um estilo deste vinho e saboreá-lo em grande estilo. Veja algumas ideias:

  • ESPUMANTE: Brut (seco) ou Demi-Sec (frutado e seco) são os principais estilos. Você pode optar por um Methode Traditionelle Vouvray da França ou um Cap Classique da África do Sul.

  • SECOS: Em Vouvray, os estilos secos são rotulados como “Sec” e na África do Sul, você geralmente encontrará um indicador de doçura no rótulo traseiro. Esses vinhos costumam ser leves e minerais.

  • AROMÁTICOS: Eis um estilo exuberante de Chenin, que cheira a buquê de flores e pera recém-cortada. Sem dúvida, é o mais popular em todo o mundo. Em Vouvray, os produtores costumam usar as palavras “Tendre” para indicar esse estilo.

  • NÉCTAR DE OURO: Trata-se do mais doce estilo de vinho de sobremesa, que pode ser encontrado principalmente no Vale do Loire, na França, incluindo as regiões do Côteaux du Layon ou vinhos rotulados como “Moelleux” da Vouvray.


Então é isso, enoamigos! o mundo do vinho é muito vasto, por isso, permita-se sempre! Prove vários estilos e se entregue por completo. Afinal, a paixão pelo nosso néctar dos deuses vai muito além de uma taça de tinto.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Consulta e referência: Wine Folly, Vinhos do Mundo Todo

Wine Tour Chile: Vinhos Que Expressam Um Terroir Único

Desde que decidi o roteiro das próximas férias tenho mergulhado de cabeça em pesquisas sobre o vinho chileno. Afinal, como boa enófila e estudiosa do assunto, quero chegar lá superafiada sobre a região. Por isso, quando se trata de elaborar os meus roteiros, nada como deixar tudo documentadinho aqui no Vila. Bom para mim e para vocês que estão prestes a embarcar nessa viagem comigo.

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O MICRO-CLIMA CHILENO

Basta dar uma olhada geral em torno das regiões vinícolas nos arredores de Santiago para se ter uma ideia do que nos aguarda. O micro-clima chileno é muito determinante na expressão de seus vinhos. No Vale do Maipo, a 1 hora de distância da capital, temos, por exemplo, a imponente Concha Y Toro, cujas uvas evoluem facilmente para caldos frutados, satisfatórios e acessíveis.

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Vale do Maipo – Foto: Editora Abril

Lá, as varietais mais típicas são a Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenére, sendo esta última considerada a uva que mais representa o Chile mundo afora. Seus vinhedos foram plantados em 1500, o que faz da região a mais antiga do Novo Mundo quando se trata de produção vitivinícola.

Já o Vale de Casablanca, situado a oeste de Santiago, é mais conhecido pelo clima frio e produção de vinhos brancos. Nessa área, rótulos de Sauvignons Blancs gastronômicos e Chardonnays superelegantes dividem espaço com uma pequena porção de Pinot Noir que se estabeleceram como expressões mais típicas do local.

VALE DO LIMARÍ, COLCHAGUA E A AMPLITUDE TÉRMICA 

Fato que algumas das regiões chilenas mais interessantes estão entre as menos conhecidas, como é o caso do Vale do Limarí. Localizado a cerca de 400 quilômetros ao norte de Santiago, esse Vale é hoje uma das mais promissoras regiões de todo o Chile quando o assunto são tintos profundos e, sobretudo, brancos muito especiais.

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Vale do Limarí

O Vale do Limarí é, de certo forma, uma descoberta recente, visto que seus primeiros vinhos foram produzidos há 10, 12 anos e, desde então, muitas das grandes vinícolas chilenas têm “corrido” para aproveitar Limarí, que já é uma sensação quando se trata de vinhos finos. Essa região está bem perto do pacífico em linha reta, mas ainda não é a área mais ao norte do país. Afinal, o Chile é o mais longo do mundo, com extensão de 4.270 quilômetros, sendo que destes, 1.500 correspondem à plantação de vinhas vitiviníferas que vão dos Vales de Elqui e Limarí (ao norte) ao Vale de Malleco (ao sul).

Nessa região temos um dos céus mais claros do mundo para estudos de estrelas, constelações, planetas, entre outros aparatos astronômicos. Possui, ainda, a tradição em reunir curiosos que garantem ser o melhor local do mundo para ver, olhar e sentir os OVNIs (objetos voadores não-identificados).

A Chardonnay é a rainha desse Vale e devido à sua proximidade com o Equador, sobretudo do deserto mais seco do mundo, o Atacama, o Vale do Limarí é surpreendentemente quente e relativamente seco. As duas regiões mais ao norte, Atacama e Coquimbo, por sua vez, se especializaram na produção de pisco, uma das bebidas mais emblemáticas do país.

Quando se dirige ao extremo sul, a região mais conhecida é o Valle do Colchagua. Por estar mais distante da costa, é uma área de clima bem mais quente, produzindo alguns dos principais varietais tintos do Chile. Entre os melhores estão os das castas Cabernet Sauvignon, Carmenère e Syrah, assim como alguns dos melhores Malbecs da América do Sul, capazes de competir com os argentinos do outro lado dos Andes. Trata-se do lar de muitos dos produtores mais notórios do país, incluindo a Casa Lapostolle, Cono Sur, Montes Wines, Mont Gras e Viu Manet, este último dando origem a vinhos de alta qualidade e ótima acessibilidade.

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Vale do Colchagua – Foto: Estadão

Enfim, grande parte da cena do vinho chileno evoluiu por conta da demanda internacional. Por exemplo, a Carmenère já foi uma das uvas cultivadas em Bordeaux e quis o destino que hoje em dia fosse a varietal mais representativas do Chile.

Entretanto, de acordo com dados do app Vivino, a Carmenère representa, por exemplo, apenas 17% do vinho chileno consumido nos EUA, talvez devido a uma grande demanda mundial por Cabernet Sauvignon. Porém, acredito que o mesmo não deve ocorrer aqui no Brasil, onde os chilenos chegam com preços bem acessíveis e incentivos maiores do que os do nosso próprio néctar nacional.

Em meio às minhas pesquisas, já descobri que algumas das regiões mais conhecidas do país são facilmente acessíveis a partir da cidade de Santiago, sendo que a maioria abriga uma grande variedade de uvas tintas e brancas destinadas a varietais e assemblages únicas. Entre elas estão o Vale do Colchagua, Vale Central e Vale do Maipo. Ou seja, tem lugar de sobra para provar e descobrir inúmeros rótulos maravilhosos, tudo numa paisagem única. Mal posso esperar!!

Então é isso, enoamigos! Até a próxima com mais curiosidades sobre o Chile. Bons Vinhos! Tim-Tim!

Referências: People Power, Vivino 

 

Por Que Tem-se o Costume de Cultivar Rosas Ao Longo dos Vinhedos?

Sempre me perguntei sobre o porquê das rosas no entorno dos vinhedos. Por si só, as videiras já são únicas, transbordante de vida e beleza. Junto com as flores, então, nem se fala! É tudo lindo e ao mesmo tempo intrigante. Por tudo isso, hoje decidi desvendar esse mistério junto com você. Vamos lá!

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UVAS E ROSAS

Há várias razões para se plantar rosas nas vinhas. Uma delas é óbvia: a composição do cenário. É inegável que vinhedos repletos de flores deslumbram qualquer um, seja turista ou trabalhador. Ainda mais rosas, não é mesmo? São lindas!

Em muitas regiões do mundo, os produtores utilizam as rosas, ainda, como forma de organizar o espaço, distinguindo a denominação do vinho para o qual as uvas são destinadas. Por exemplo, Rosas Brancas indicam que a área plantada se refere à produção de Vinho Branco, ao passo que as Rosas Vermelhas sinalizam que as uvas são para o Vinho Tinto.

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  A TÉCNICA DE IDENTIFICAR PRAGAS NOS VINHEDOS 

Agora sim, vamos à razão mais importante: sabe-se que tanto as uvas quanto as rosas são susceptíveis a contrair as mesmas doenças, causadas por fungos, sendo que as rosas são sempre as primeiras a manifestar os sintomas. Isso funciona como um bom indicador de possíveis pragas nas uvas. 

Ou seja, quando o vinicultor identifica o perigo com antecedência, ele pode aplicar prontamente inseticidas à base de enxofre, entre outros tratamentos necessários para que as flores sejam tratadas, evitando, assim, que as pragas cheguem também às uvas.

Ok, não sou a favor do uso indiscriminado de pesticidas e admiro muito as empresas que investem em vinhos orgânicos e biodinâmicos. Porém, a realidade é que a maioria das vinícolas ainda faz uso de produtos químicos como forma de proteger seus vinhedos.

PREVENÇÃO DE DOENÇAS

Entre as principais pragas que podem ser evitadas simplesmente pela presença das rosas, estão o oídio e o míldio. Caso permaneçam nas uvas, tanto um quanto o outro é capaz de arrasar com qualquer colheita, ou seja, uma tragédia para qualquer vitivinicultor.

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Além disso, cultivar rosas em torno dos vinhedos ajuda a afastar os pássaros, entre outros animais terrestres, que adoram se alimentar com as uvas docinhas.


Pois bem enoamigos, não sei se vocês já perceberam, mas ando à caça de curiosidades sobre o néctar dos deuses e sua produção. Afinal, quem ama vinhos quase sempre já se questionou a respeito de alguma prática ou detalhe da produção.

As rosas, assim como as uvas, são delicadas e lindas. E fico muito feliz em saber que, além de tudo, são verdadeiros anjos da guarda dos nossos amados vinhos.

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referências: www.redsustentable.org | www.fotoyvino.cl

6 Curiosidades Sobre a Malbec

O vinho Malbec, sobretudo o argentino, é, sem dúvida, um dos queridinhos dos brasileiros. Trata-se de uma uva originária do sudoeste da França. Contudo, foi na Argentina que a mesma se desenvolveu e ganhou notoriedade mundial. É um estilo diferente do europeu, típico do Novo Mundo, mas que, na minha opinião, combinou superbem com as características da cepa.

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VAMOS ÀS CURIOSIDADES!

Então, pessoal, chegou a hora de a gente se surpreender com a Malbec! Bora lá:

  1. Você sabia que na África do Sul há 400 hectares de plantações de uvas Malbec e na Nova Zelândia 80?

    O cultivo da Malbec não se limita à Argentina e à região francesa de Cahors. Hoje em dia, diversos outros países vinícolas estão provando, aprovando e cultivando a casta. Depois da França e da Argentina, a maioria dos vinhedos de Malbec está no Chile e Estados Unidos.

2. Sabia que a Argentina salvou a Malbec do esquecimento?

É isso mesmo, meus amigos! O momento de maior auge do Malbec francês foi  do século XII ao XIV, quando os reis e o clero o escolhiam para as suas mesas, sendo que a exportação do mesmo representava 50% dos vinhos que saíam do Porto de Bordeaux. Porém, com a epidemia de filoxera no século XIX e a gigantesca geada de 1956, a Malbec acabou perdendo terreno para outras cepas mais valorizadas. Ou seja, seu futuro passou a ser obscuro, até que nos anos 90 surgiu o Malbec argentino para reescrever essa história. 

3. Sabia que a Malbec ganha muito com a altitude?

“A altitude impacta positivamente na qualidade da uva Malbec. Ou seja, quanto mais acima do nível do mar estiver a região, maior a exposição aos raios ultravioleta, que por conta da altura, incidem com maior intensidade. Para se proteger desses raios, as uvas desenvolvem cascas mais grossas e escuras, conferindo ao vinho características mais intensas de cores, aromas e sabores.” (bodegacolomé.com)*. Além disso, a altitude também favorece a acidez, diferente de outras regiões abaixo do nível do mar. 

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4. Sabia que na DO Ribera Del Duero (Espanha) é autorizado o cultivo da Malbec? 

Apesar da maioria dos vinhos dessa região corresponder à casta Tempranillo, é autorizado o corte (assemblage, mistura) com pequenas quantidades de Cabernet Sauvignon, Merlot e SIM, Malbec.

5. Sabia que a Malbec possui cerca de 1000 sinônimos? 

Quase todas as cepas possuem sinônimos, mas a Malbec (difundida durante a Idade Média) possui, ao redor do mundo, cerca de 1000 outros nomes documentados. Os mais conhecidos são Côt Noir, Auxerrois e Pressac. Mas podemos encontrar, ainda, as denominações Medoc Noir, Queue Rouge, Agreste, Gourdaux, Negrera etc. 

6. Sabia que a Malbec é considerada uma das 18 cepas nobres?

Há muitas teorias sobre as cepas nobres e estas costumam variar ao longo do tempo. Com o desenvolvimento da vitivinicultura em nível mundial, alcançando novos estágios de qualidade, o número de castas nobres foi ampliado de 6 para 18 e a Malbec certamente está entre elas!

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O tempinho começa a ficar mais ameno e isso já me estimula a falar sobre os tintos. Admito que o verão foi ótimo para me aproximar mais ainda dos brancos e espumantes. Mas, felizmente, o outono/inverno está aí, ou seja, um prato cheio para os red lovers! E, acreditem, enoamigos, os assuntos são vastos e parecem não esgotar nunca (para a nossa alegria!). Aguardem, pois vem muita coisa boa por aí!

Até a próxima!

Bons Vinhos! Tim-Tim! 🙂