6 Curiosidades Sobre a Malbec

O vinho Malbec, sobretudo o argentino, é, sem dúvida, um dos queridinhos dos brasileiros. Trata-se de uma uva originária do sudoeste da França. Contudo, foi na Argentina que a mesma se desenvolveu e ganhou notoriedade mundial. É um estilo diferente do europeu, típico do Novo Mundo, mas que, na minha opinião, combinou superbem com as características da cepa.

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VAMOS ÀS CURIOSIDADES!

Então, pessoal, chegou a hora de a gente se surpreender com a Malbec! Bora lá:

  1. Você sabia que na África do Sul há 400 hectares de plantações de uvas Malbec e na Nova Zelândia 80?

    O cultivo da Malbec não se limita à Argentina e à região francesa de Cahors. Hoje em dia, diversos outros países vinícolas estão provando, aprovando e cultivando a casta. Depois da França e da Argentina, a maioria dos vinhedos de Malbec está no Chile e Estados Unidos.

2. Sabia que a Argentina salvou a Malbec do esquecimento?

É isso mesmo, meus amigos! O momento de maior auge do Malbec francês foi  do século XII ao XIV, quando os reis e o clero o escolhiam para as suas mesas, sendo que a exportação do mesmo representava 50% dos vinhos que saíam do Porto de Bordeaux. Porém, com a epidemia de filoxera no século XIX e a gigantesca geada de 1956, a Malbec acabou perdendo terreno para outras cepas mais valorizadas. Ou seja, seu futuro passou a ser obscuro, até que nos anos 90 surgiu o Malbec argentino para reescrever essa história. 

3. Sabia que a Malbec ganha muito com a altitude?

“A altitude impacta positivamente na qualidade da uva Malbec. Ou seja, quanto mais acima do nível do mar estiver a região, maior a exposição aos raios ultravioleta, que por conta da altura, incidem com maior intensidade. Para se proteger desses raios, as uvas desenvolvem cascas mais grossas e escuras, conferindo ao vinho características mais intensas de cores, aromas e sabores.” (bodegacolomé.com)*. Além disso, a altitude também favorece a acidez, diferente de outras regiões abaixo do nível do mar. 

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4. Sabia que na DO Ribera Del Duero (Espanha) é autorizado o cultivo da Malbec? 

Apesar da maioria dos vinhos dessa região corresponder à casta Tempranillo, é autorizado o corte (assemblage, mistura) com pequenas quantidades de Cabernet Sauvignon, Merlot e SIM, Malbec.

5. Sabia que a Malbec possui cerca de 1000 sinônimos? 

Quase todas as cepas possuem sinônimos, mas a Malbec (difundida durante a Idade Média) possui, ao redor do mundo, cerca de 1000 outros nomes documentados. Os mais conhecidos são Côt Noir, Auxerrois e Pressac. Mas podemos encontrar, ainda, as denominações Medoc Noir, Queue Rouge, Agreste, Gourdaux, Negrera etc. 

6. Sabia que a Malbec é considerada uma das 18 cepas nobres?

Há muitas teorias sobre as cepas nobres e estas costumam variar ao longo do tempo. Com o desenvolvimento da vitivinicultura em nível mundial, alcançando novos estágios de qualidade, o número de castas nobres foi ampliado de 6 para 18 e a Malbec certamente está entre elas!

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O tempinho começa a ficar mais ameno e isso já me estimula a falar sobre os tintos. Admito que o verão foi ótimo para me aproximar mais ainda dos brancos e espumantes. Mas, felizmente, o outono/inverno está aí, ou seja, um prato cheio para os red lovers! E, acreditem, enoamigos, os assuntos são vastos e parecem não esgotar nunca (para a nossa alegria!). Aguardem, pois vem muita coisa boa por aí!

Até a próxima!

Bons Vinhos! Tim-Tim! 🙂

Deciframos 15 Termos Enológicos Para Você Saber Mais Sobre a Elaboração do Vinho

O mundo do vinho possui seu próprio vocabulário. E, sim, isso pode ser um pouco intimidante, sobretudo para os iniciantes. Pensando nisso, hoje deciframos 15 termos técnicos para você entender direitinho como se faz o nosso néctar dos deuses.

1- CLARIFICAÇÃO

Prática enológica através da qual se elimina determinadas substâncias e partículas presentes no vinho que podem comprometer sua limpidez e transparência. Para isso, utiliza-se soluções à base de ovos, bentonita, gelatina e, em alguns casos, até proteína do leite. Vale lembrar que, após o processo tudo isso é retirado na filtragem.

2- DECANTAÇÃO

É o que acontece quando você passa o líquido contido na garrafa para um recipiente próprio, o Decanter. Desta forma, a gente impede que sedimentos sejam transportados para a taça, visto que os mesmos comprometem o aspecto do vinho (mas não a sua qualidade). A decantação também é recomendada para oxigenar o vinho, permitindo que o líquido libere todos os seus aromas.

3- DESCUBE

Após finalizada a fermentação alcoólica, juntamente com a maceração (que ocorre durante vários dias), se extrai o vinho, separando-o da parte sólida da uva (borra), que fica armazenada no interior do tanque.

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4- FILTRAGEM

Operação realizada principalmente nos vinhos brancos e rosados para separar os pequenos sólidos (pedaços de cascas, sementes etc.), com intuito de obter um mosto (suco) límpido.

5- DESENGACE E ESMAGAMENTO

A uva deve ser desengaçada de forma lenta para não triturar o seu caule, visto que sabores indesejáveis nela presentes podem passar para o vinho. O esmagamento deve ser feito para liberar somente o mosto. Para evitar a produção de grande quantidade de borra, não se recomenda a trituração da película.

6- FERMENTAÇÃO

Processo biológico através do qual as substâncias se transformam pela atividade de micro-organismos. Sendo assim, trata-se de uma reação química natural, provocada pela ação de leveduras e bactérias. Na produção do vinho, as mais importantes são a fermentação alcoólica e a fermentação malolática.

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7- FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA

Se denomina fermentação alcoólica aquela desenvolvida por várias espécies de leveduras em total ausência de oxigênio, transformando os açúcares do mosto (suco) da uva em álcool, gás carbônico, glicerina e diversos outros componentes.

8 – FERMENTÁÇÃO MALOLÁTICA 

É a conversão do ácido málico (mais agressivo) em ácido lático (mais suave), através da ação de certas bactérias. Trata-se de um processo quase indispensável nos vinhos tintos de qualidade, visto que lhe confere sedosidade. Quando realizada nos vinhos brancos (como é o caso do Chardonnay), a malolática pode transmitir um certo caráter amanteigado, facilmente perceptível ao olfato.

9- MACERAÇÃO

Período de tempo no qual as cascas entram em contato com o mosto do vinho tinto, a fim de extrair a pigmentação necessária para sua coloração, além de outros componentes, entre eles taninos e substâncias aromáticas.

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10- MACERAÇÃO CARBÔNICA 

Técnica de vinificação que se dá através da fermentação dos cachos inteiros das uvas tintas, sem que sejam armazenados em um tanque fechado. Tal ação confere a extração de uma maior quantidade de aromas, sendo utilizada para obter vinhos jovens, frutados, aromáticos e pouco tânicos. Um bom exemplo disso é o Beaujolais, produzido com a uva Gamay. Sabe aquele cheirinho de banana, bem característico desses exemplares? Certamente é resultado desse processo tão particular. 

11- MACERAÇÃO A FRIO

Técnica através da qual o mosto se mantém em contato com as cascas das uvas, evitando que se inicie logo à fermentação por meio de um resfriamento. É usada para enriquecer os vinhos brancos, com aromas primários, e, nos tintos, para extrair o máximo de cor e aromas frutados.

12- PRENSAGEM

O mosto (suco) é extraído através da pressão exercida sobre as uvas. Esta operação é denominada Prensagem e, para realizá-la, é utilizado um equipamento chamado Prensa.

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13- OXIDAÇÃO

Termo que define as reações químicas de diferentes componentes do vinho quando em contato com o oxigênio do ar, sendo imprescindível no processo de produção dos vinhos. Porém, sempre com um certo controle, visto que se o mesmo ocorrer involuntariamente pode causar graves modificações na bebida.

14- REDUÇÃO

Trata-se de uma reação química oposta à oxidação.

15- TRASFEGA

Consiste em separar os vinhos das borras. Ou seja, materiais sólidos e restos de leveduras depositados no fundo dos tanques, tanto durante a fermentação quanto durante as diferentes etapas de produção (em muitos casos há várias trasfegas). Desta forma, consegue-se separar o vinho límpido de possíveis substâncias capazes de deixá-lo turvo. É uma das formas mais naturais de clarificar o vinho.


Então é isso, enoamigos! Espero ter matado a curiosidade de vocês sobre a produção dos nossos amados vinhos. Sei que muita gente só curte degustar e nem imagina o que acontece por detrás dos bastidores. Como sou apaixonada por tudo o que envolve o néctar de Baco, acho todas essas etapas fascinantes e espero que também encante a todos vocês.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência:http://www.vinopack.es/30-terminos-imprescindibles-sobre-la-elaboracion-del-vino

 

 

Descubra Como a Pinot Noir Pode Dar Origem Tanto a Vinhos Tintos Quanto Brancos, Espumantes e Rosés

A Pinot Noir é uma das cepas mais aclamadas da atualidade. Tudo porque, além de saborosa, é extremamente versátil. Afinal, não é todo dia que uma única uva tinta é capaz de dar origem a vinhos tintos, rosés e espumantes. Como isso é possível? A resposta está no método de produção e vinificação que a transformam em um dos néctares mais apreciados por enófilos de todo o mundo.

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PINOT NOIR BRANCO

Se você cortasse uma uva Pinot Noir você veria que sua polpa possui coloração amarela-esverdeada clara. Já a casca, que tinge o mosto, conta com uma bela e intensa cor vermelha.

Logo, se você quer produzir um vinho branco a partir da Pinot Noir, a primeira coisa a se fazer é separar as cascas do suco o mais rápido possível. Ou seja, esse é o segredo para se produzir um Pinot Noir branco. 

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As cascas vermelhas das uvas já começam a tingir o suco naturalmente. Por isso, é importante que o produtor já as direcione para a prensa logo após a colheita. Para tanto, utiliza-se uma prensa pneumática especial, própria para vinho branco, que esmaga as uvas ao mesmo tempo em que separa as cascas e as sementes do mosto. Após o processo, esse fica com uma cor tipicamente dourada, bonita e profunda.

PINOT NOIR TINTO

Para se produzir um Pinot Noir tinto, o processo já é diferente. As uvas são coletadas e colocadas em trituradores de uva. Em seguida, todo seu conteúdo é despejado num tanque (casca, polpa, sementes, tudo!). Como a Pinot Noir é uma variedade de casca muito fina, é comum que o mosto permaneça um pouco mais de tempo em contato com a mesma (tanto antes quanto depois da produção do vinho), a fim de absorver o máximo de pigmento possível.

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Esses dois métodos são chamados de imersão a frio (antes da fermentação) e maceração estendida (após a fermentação). Alguns vinicultores chegam a adicionar as hastes da Pinot Noir na fermentação com o intuito de extrair ainda mais cor (isso deixa o vinho mais tânico, mas, em compensação, ele ganha bem mais cor e potencial de envelhecimento). Após todo esse processo, você terá um vinho tinto, de coloração vermelho-rubi-média- pálida.

ROSÉ DE PINOT NOIR 

Com relação à produção do Rosé, tudo é questão de timing. Quanto mais tempo as cascas permanecerem em contato com o suco, mais cor terá o vinho.

Para o Pinot Noir, esse parece como uma espécie de combinação entre as vinificações em tinto e branco. As uvas são esmagadas em um tanque junto com as peles e sementes. Em seguida, o mosto (suco) é monitorado pelo produtor, que verifica amostras a cada hora, a fim de examinar o nível de extração da cor. A partir do momento em que o winemaker encontra a cor perfeita, o mesmo separa o mosto das cascas, colocando-o num tanque limpo onde o vinho completa sua fermentação.

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Grande parte dos produtores produzem seus rosados com menos de 7 horas de contato entre o mosto e as cascas. Mas é fato que varia muito. Podemos tanto ter um Rosé mais claro, casca de cebola ou salmão, como os da Provence, quanto um Rosé mais cereja. Este último eu digo que são uma espécie de tintos travestidos de rosés, pois carregam, junto a cor, muito mais taninos que outros exemplares mais claros.

ESPUMANTE DE PINOT NOIR (BLANC DE NOIR)

O Blanc de Noir nada mais é do que um vinho branco 100% Pinot Noir que fermentou duas vezes. Trata-se de uma especialidade muito aplicada entre os produtores da Champagne.

A segunda fermentação desse vinho especialmente formulado é realizada dentro da garrafa, a  fim de que o dióxido de carbono não escape e acabe por pressurizar a mesma, carbonatando o vinho.

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O Blanc de Noir pode ser encontrado em diversas regiões produtoras do mundo, inclusive no Brasil, e quase sempre a uva utilizada para sua fabricação é a Pinot Noir (em outros casos, sua variante, Pinot Meunier).


Espero ter conseguido solucionar as dúvidas de muitos iniciantes e iniciados, sobretudo com relação à produção em tinto, branco e rosé. Particularmente, eu adoro os espumantes rosés feitos 100% com uvas Pinot Noir (nesse caso, seria o vinho rosé fermentado duas vezes dentro da garrafa). Comecei a me interessar por vinhos, de forma geral, no momento em que procurei saber mais sobre a produção do espumante. É realmente fascinante!

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Em se tratando de espumante brasileiro Blanc de Noir, recomendo muito qualquer rótulo da Familia Geisse. Amo muito, todos eles! Sem dúvida ainda vamos ouvir falar muito dessa fábrica de borbulhas de Pinto Bandeiras. É tudo maravilhoso!

Boa quarta! Bons vinhos! Tim-Tim!

Os 12 Aromas Mais Raros do Vinho Fino

Ah, o nosso néctar tem diversos segredos e entre eles estão os aromas. Às vezes simples, exóticos, em outras excêntricos. Sem dúvida, são os responsáveis por nos proporcionar momentos memoráveis diante de uma taça de vinho fino e fazem da degustação um verdadeiros evento. E foi pensando nisso que hoje trouxe para vocês alguns dos aromas mais raros e surpreendentes contidos na nossa bebida favorita.

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  1. GASOLINA: até hoje eu adoro um cheirinho de gasolina quando meu marido abastece o carro no posto. É difícil explicar o porquê, mas, no geral, esse odor não é nada atraente para a maioria das pessoas. Porém, este cheiro é perceptível em grande parte dos vinhos Rieslings de alta qualidade, envelhecidos e que figuram nas adegas de alguns dos maiores colecionadores de vinhos.                                                       gasolina-aroma-02
  2. FUMAÇA: é comum sentirmos aroma semelhante em alguns exemplares jovens da variedade Syrah. Os compostos de enxofre são inofensivos no vinho, desde que não sejam intensos. Eu não gosto nem um pouquinho. aroma-humo-02
  3. TERRA MOLHADA: cheirinho bom, que me remete à infância. Aquele momento do verão, quando a chuva está prestes a chegar. Que coisa boa! As notas de terra molhada estão associadas aos vinhos maduros e encorpados, encontradas com mais facilidade em variedades como Cabernet Sauvignon e Merlotaroma-tierra-mojada-02
  4. ASPARGOS EM CONSERVA: essas notas verdes são típicas de vinhos brancos  elaborados com Sauvignon Blanc. São aromas herbáceos, que evocam aspargos em conserva. aroma-esparrago-02
  5. EUCALIPTO: não é um aroma que se atribua comumente aos vinhos, mas podemos distingui-lo em alguns exemplares de Cabernet Sauvignon. Se é muito intenso, o “cheirinho de sauna” pode ser o responsável pela má qualidade dos fermentados.aroma-eucalipto-02
  6. TABACO: é a essência dos vinhos tintos de Bordeaux. É desenvolvido pela combinação da Cabernet Sauvignon com Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc. Corresponde, ainda, aos cheiros advindos da barrica de carvalho na qual o vinho foi envelhecido. O resultado é um cheiro de rapé ou, ainda, de uma caixa de charutos cubanos. tabaco-aroma-02
  7. MANTEIGA: Especialmente detectável nos rótulos de Chardonnay de alta qualidade, este aroma possui uma forte presença de manteiga fresca. Também pode ser encontrado em alguns tintos Tempranillo e Merlot. Ou seja, são odores próprios de vinhos que passaram por fermentação malolática. mantequilla-aroma-02
  8. COURO: confesso que adoro aquele cheirinho de bolsa nova. E, sim, é possível detectá-lo em alguns vinhos, sobretudo aqueles com sinais evidentes de evolução em garrafa e que provavelmente passaram por carvalho. Essas notas variam entre o couro selvagem e a pelica. Entre as uvas que podem desenvolver essas notas estão a Monastrell, Tannat, Tempranillo, Syrah etc.   cuero-aroma-02
  9. ROSAS: um dos aromas mais agradáveis do vinho, sendo característico das variedades Gewürztraminer, Moscatel e Nebbiolo.rosas-rojas-aroma-02
  10. CACHORRO MOLHADO: trata-se de um defeito organoléptico surgido em diferentes momentos da vinificação. São odores com conotações animais, que anulam totalmente o frutado de qualquer variedade de vinho. perro-mojado-02
  11. XIXI DE GATO: este cheirinho nada agradável é próprio de vinhos de alta qualidade, sobretudo os elaborados com a uva Sauvignon Blanc. Sua expressão é sutil e não prejudica a percepção de outros aromas. No entanto, se considera um defeito se o odor for forte e persistente. pis-de-gato-2
  12. OVO PODRE: é um dos defeitos mais frequentes, desagradáveis e fáceis de identificar. É um odor originado pelo sulfureto de hidrogênio e mercaptanos. Em certas ocasiões, ajudam na aeração do vinho. huevo-podrido

É sempre bom ficar por dentro desses possíveis odores, a fim de que a análise olfativa se torne o mais satisfatória possível. Um dos encantos do vinho é, sem dúvida, a possibilidade de desvendarmos sua personalidade. Obviamente, os aromas fazem parte disso.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-tim!

Referência: The Big Wine Theory

Decifrando a Roda de Aromas do Vinho

Galera de enofilia, hoje vou falar sobre um assunto capaz de gerar dúvidas em inciantes e iniciados. Trata-se da famosa “Roda de Aromas do Vinho”. Quando e como usá-la? Ela realmente ajuda na aprendizagem?

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A Roda de Aromas pode sim, ser uma grande companheira durando o processo de exercício da memória olfativa, sobretudo quando esta ainda está se desenvolvendo. Para um principiante ou até mesmo um expert em vinhos ela é essencial, na medida que nos ajuda a usar o nariz para decifrar as nuances de uma bebida tão complexa.

OBJETIVIDADE NA DESCRIÇÃO DE AROMAS

Constantemente utilizada durante as degustações, a “roda” reúne uma lista de conceitos que representam aromas perceptíveis em um vinho. Com ela podemos promover jogos entre amigos ou simplesmente desafiar a nós mesmos neste sentido tão rico, que é o olfato.

Mas o grande objetivo desse instrumento é o de poder analisar claramente um vinho, sem se ocupar com ideias muito subjetivas, como “elegante”, “intenso”, entre outros. Esta objetividade se dá porque esses aromas possuem referências naturais, reconhecidas pela maioria das pessoas.

DESCRIÇÕES CONTIDAS NA “RODA” 

As terminologias descritivas da Roda de Aromas se dividem em três níveis hierárquicos, desde os mais genéricos (frutado, floral…), passando por um nível intermediário (ex: dentro dos frutados, há frutas tropicais, vermelhas, frutas secas etc.) até os conceitos mais específicos (ex: dentro de frutas cítricas, encontramos limão e laranja). 

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Podemos classificar os aromas do vinho segundo sua origem, dividindo-os em 4 grandes grupos:

  • Aromas Varietais: compostos químicos aromáticos próprios da casta da uva. Dependem das características do terroir, como solo e clima, para a sua expressão.
  • Aromas Pré-Fermentativos: compostos aromáticos gerados desde o momento da colheita da uva até aquele anterior à sua fermentação alcoólica.
  • Aromas Pós-Fermentativos e de Guarda: são gerados durante o processo de amadurecimento e envelhecimento dos vinhos já dentro das barricas ou nas garrafas.

A Roda de Aromas é, ainda, estruturada em categorias identificadas por cores, afim de proporcionar um maior conforto visual. Cada uma delas se divide em subcategorias, com o intuito de que possamos encontrar a nuance olfativa correta da forma mais precisa possível.

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Atualmente existem inúmeros formatos de Rodas de Aromas, classificados por cores, tamanhos, tipos de vinhos, castas de uvas etc. No mínimo interessante e curioso, não é mesmo? Longe de ser uma expert em identificar odores, creio que esse instrumento auxilia demais a decifrar as nuances de um vinho, nos permitindo captar o máximo de prazer e satisfação na nossa bebida favorita.


Então é isso, enomigos! Vinho é mesmo aprendizado constante. Por isso, desconfio de quem diz que sabe tudo sobre a bebida dos deuses. Afinal, o mais legal é descobrir algo novo a cada dia.

Até a próxima! Bons Vinhos! Tim-Tim!