Viagem na Taça: O Exuberante Vale do Loire

Para alegria dos enófilos de plantão, hoje publicamos mais um post da série Viagem na Taça. Desta vez, vamos direto para um das mais belas regiões francesas, o Vale do Loire. Encha sua taça e prepare-se para zarpar em busca desses vinhos maravilhosos.

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ONDE FICA ESSE VALE?

O Vale do Loire é uma região vinícola localizada ao longo do rio de mesmo nome que é, sem dúvida, o maior da França, visto que ele se estende da costa oeste do Atlântico até o centro do país. E justamente por se tratar de uma área tão grande, o Loire dispõe de diversos estilos de vinhos, elaborados com uvas das mais variadas.

HISTÓRIA DO LOIRE

Ao longo dos séculos, a região se tornou famosa por abrigar as residências de muitos reis da França, que construíram castelos que hoje em dua vivem repletos de turistas, como os Château de Chambord e Château de Cheverny.

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Château de Chambord, Vale do Loire

COMO É O TERROIR DA REGIÃO?

Os solos são dos mais diversificados. Ao longo de todo o rio, é possível encontrar granito, cascalho, argila e pedra calcária tuffeau, que fora usada na construção dos castelos locais, datados da época da Renascença.

O clima é oceânico, junto à costa, se transformando em continental ao passo que nos aproximamos do interior.

Por se tratar de uma região vitivinícola, o Vale do Loire é dividido em quatro áreas, de oeste a leste:

  • Pays Nantais, pela costa atlântica, ao redor da cidade de Nantes ;
  • Anjou, localizada um pouco acima do rio, em torno da cidade de Angers;
  • Touraine, próxima à cidade de Tours, ao sul de Paris;
  • Haute- Loire, situado onde o rio se aproxima de sua origem, nas regiões montanhosas do centro da França.

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QUAIS AS VARIEDADE DE UVAS DA REGIÃO?

Chenin Blanc é, sem dúvida, o símbolo das uvas do Loire, sendo difícil de ser cultivada em outras regiões, com exceção da África do Sul.  É uma cepa branca e delicada, que serve de base para diversos estilos de vinhos locais, incluindo brancos, secos e doces botritizados. De vez em quando ainda aparece em assemblage (mistura) com a Chardonnay.

Cabernet Franc, originária de Bordeaux, mas desde o século XVII encontrou no Loire sua segunda casa. Geralmente é utilizada em um único vinho varietal, diferente de sua região de origem, onde é misturada com outras castas. No Loire, a Cabernet Franc produz tintos famosos, como Chinon e Bourgueil, além de Rosés, como Cabernet D’Anjou, e espumantes rosados, como o Saumur.

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Os vinhos brancos da região costeira de Muscadet, perfeitos para acompanhar frutos do mar, são feitos com a uva Melon de Bourgone.

Grolleau, uma uva raramente mencionada quando se fala em Vale do Loire, porém, muito importante na elaboração de diversos rosés locais.

Em áreas de Haute-Loire, como Sancerre, as uvas Sauvignon Blanc e Pinot Noir fazem parte de vinhos famosos do Loire. O Sancerre (Sauvignon Blanc), por exemplo, fica divino com queijo de cabra, um verdadeiro clássico da harmonização.

ESTILOS DE VINHOS 

Poucas regiões europeias podem se orgulhar em produzir vinhos tão variados quanto o Vale do Loire.

  • Os brancos secos estão por toda a parte, ao longo do Rio Loire. Entre os mais emblemáticos estão os de Muscadet, Saumur, Vouvray, Sancerre e Pouilly Fumé.
  • Os vinhos brancos adocicados do Loire não são tão mundialmente famosos, mas produzem alguns dos melhores botritizados do planeta, nas denominações Coteaux do Layon, Savenniéres, além de Moutlouis.
  • Os rosés são produzidos em larga escala, muitas vezes sob as denominações regiões Rosé de Loire ou Rosé D’ Anjou.
  • Quanto aos tintos, os mais interessantes são os Cabernet Franc de Saumur, Chinon, Bourgueil e Saint Nicolas de Bourgueil, além dos Pinot Noir de Sancerre.
  • Há vinhos espumantes de diversos estilos, produzidos em áreas demarcadas, como Saumur, Vouvray e Crémant de Loire.

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VINHOS DO LOIRE QUE VOCÊ TEM QUE PROVAR

  • Didier Dagueneau Poully-Fumé Silex, Sauvignon Blanc
  • Domanie Olga Raffault Les Picasses Chinon, Cabernet Franc
  • Nicolas Joly Clos de la Coulée de Serrant Savennieres, Chenin Blanc Doce
  • Domaine Vacheron Sancerre Belle Dame Rouge, Pinot Noir
  • Champalou Vouvray, Espumante Branco

E aí? Curtiram o Viagem na Taça desta semana? Então, que tal descobrir outras maravilhosas regiões, entre elas Alsácia, Bordeaux, Borgonha e Champagne? São lugares que, além de lindos, produzem vinhos da melhor qualidade e que têm muito a nos ensinar.

Ótima semana! Bons vinhos! Tim-Tim!

5 Uvas Que Se Adaptaram Superbem Ao Novo Mundo

Pois é, meu amigo, chegou a hora de abrir os horizontes e deixar que sua taça viaje por novos lugares. E é por isso que hoje a série “Descobrindo Novos Sabores” desembarca nas regiões vinícolas da América do Sul, palco de castas emblemáticas e de bastante personalidade.

Bora conhecer melhor essas uvas maravilhosas? Então, vem comigo!

MALBEC

É ela, a queridinha da Argentina e uma das cepas sul-americanas mais famosas do mundo. Sim, há uns 20 anos atrás ninguém bebia Malbec, nem os franceses (pelo menos em quantidade). Mas, desde de seu boom na Argentina, todo mundo voltou a se encantar por seus vinhos, inclusive os franceses. Prepare-se pois sua taça está prestes a mergulhar em uma grande variedade desta uva.

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Malbec

Vejamos algumas delas:

Malbec de Vinhas Velhas (Viñas Viejas)

Algumas empresas comercializam Malbecs de vinhas de 30, 40 anos. Porém, um bom e velho vinho desta casta, em alguns casos,  pode provir de  vinhedos com 100 anos de idade. A Malbec chegou ao nosso continente há cerca de 150 anos e é provável que tenha sido plantada primeiro no sul do Chile, próximo à cidade portuária de Concepción. É nessa área que encontramos as videiras com mais de 100 anos de idade, que resultam em vinhos florais, selvagens, frescos, com taninos sedosos e bem mais fáceis de lidar que os argentinos que todos nós conhecemos bem. Esses vinhos geralmente são elaborados juntamente com outras castas de velhas vinhas locais.

Além do sul do Chile, na Argentina (Mendoza) é possível encontrar vinhas de mais de 80 anos de idade, capaz de produzirem vinhos extremamente equilibrados.

Regiões-Chave: Argentina – Maipu, Lujan de Cuyo; Chile – Itata (San Rosendo), Maule, Bio Bio.

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Mapa Vinícola da Argentina

Malbec Frutada Para o Dia a Dia

A Malbec Argentina tomou conta das prateleiras dos supermercados – e com toda a razão – afinal, ela é capaz oferecer um vinho exuberante, concentrado e de ótimo custo-benefício, sobretudo para nós, brasileiros. Prepare-se para se deparar com exemplares frutados, com sabor de ameixa, frutas negras e um pouco de estrutura de envelhecimento em carvalho, oriundos dos vales mais quentes não só da Argentina como também do Chile.

Regiões-Chave: Argentina – Lujan de Cuyo, Maipu, Neuquen, San Juan; Chile – Colchagua, Cachapoal

Vinhos Malbec TOP do Vale do Uco

Muitos dos rótulos mais tops de Malbec provém do Vale do Uco, na Argentina. Após mais de uma década de estudos intensos do solo e experiências de amadurecimento (tanto em cimento quanto em carvalho), alguns produtores ganharam a chancela de excelência em Malbec, sendo bastante prestigiados em todo o mundo. São vinhos elegantes, com notas de ervas e violetas.

Regiões-Chave: Gualtallary, Paraje Altamira, Vista Flores (dentro do Vale do Uco)

 CARMÈNÉRE

Outra variedade importada da França é a Carmènére, que fez do Chile a sua segunda casa e onde atualmente é amplamente cultivada. A adoção da variedade pelos chilenos não foi intencional e sim acidental. Tudo porque suas mudas foram trazidas erroneamente como Merlot e cresceram em todo o país como tal, até que  em 1994 Jean Michel Boursiquot descobriu que, na verdade, se tratava da Carmènére, casta que acreditava-se ter sido extinta pela filoxera, praga que dizimou boa parte dos vinhedos europeus do final do século XIX até o início do século XX.

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Carmènére

FATO: Hoje em dia o Chile é responsável por 98% de toda a produção de Carmènére do Mundo

Sem dúvida, a Carmènére é uma das minhas castas favoritas, sobretudo porque seus vinhos são fáceis de beber e perfeitos para um bate-papo sem hora para terminar (neste caso, separe mais de uma garrafa…rs). Seus rótulos costumam ser frescos, frutados e com notas vegetais de pimenta e especiarias. Combinam superbem com costela na brasa e  iguarias da culinária árabe, por exemplo. Seus estilos variam do encorpado, devido ao envelhecimento em carvalho, até versões mais frescas, com notas de pimenta, ervas e pimentão.

Regiões-Chave: Colchagua (Apalta), Alto Cachapoal, Aconcágua, Maipo.

PAÍS (Criolla, Mission)

Uma das primeiras uvas plantadas nas Américas, a País (Criolla, na Argentina, e Mission, nos EUA) já foi a variedade de uva mais plantada na América do Sul até a revolução vinícola francesa, no século XX, quando as vinhas velhas da casta acabaram condenadas a vinhos de mesa baratos ou, em grande parte, abandonadas. Nos últimos anos, no entanto, enólogos do Chile redescobriram a País e estão criando alguns vinhos interessantes com suas videiras centenárias.

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País

País Pipeño (Estilo Rústico)

No coração do renascimento da País, houve um revival das técnicas ancestrais que os descolados do mundo do vinho chama de “vinificação natural”. Com uma intervenção mínima na cantina (ou, muitas vezes, garagem), esses vinhos, orgânicos e provenientes de vinhas velhas, são de produção limitada e vendidos por pequenos comerciantes de bebidas naturais. Com aromas terrosos e surpreendentes, o País Pipeño muitas vezes possui sabores de frutas rústicas com notas florais.

Regiões-Chave: Itata, Maule, Bio Bio. 

MAPA CHILE

 

País Moderna (Estilo Beaujolais) 

Com base no estilo Beaujolais Noveau, os modernos vinhos da casta País utilizam a maceração carbônica para capturar sabores de frutas secas e acabamento leve. É o exemplar perfeito para se beber geladinho à beira da piscina. Na mesma linha, temos os espumantes rosé da casta. Produzidos pelo método tradicional champenoise,  esses vinhos contam com um leve sabor frutado.

Regiões-Chave: Secano Interior, Itata, Maule, Bio Bio.

BONARDA (Charbono, Corbeau, Douce Noir)

Se a País já foi a casta mais plantada no Chile, o equivalente na Argentina com certeza é a Bonarda. Antes do boom da Malbec, a Bonarda foi a uva tinta e sofreu um tratamento histórico semelhante ao da País, tendo sido rebaixada a vinho de mesa e abandonada, uma vez que saiu de moda. Pois é, a Bonarda está de volta. Vale destacar que a Bonarda da Argentina é diferente da cultivada na Itália e também é conhecida como Charbono, Corbeau ou Douce Noir.

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Bonarda

Bonarda Tradicional

Essa espécie de “irmã mais nova” da Malbec foi, muitas vezes, vista como uma substituta para ela, tanto que ambas são vinificadas da mesma forma. No entanto, os vinhos tradicionais da Bonarda são mais frutados, típicos de regiões mais quentes.

Regiões-Chave: San Juan, La Rioja, San Rafael, Rivadavia.

Bonarda no Estilo Fresco (Glamour)

Produzidas em um período de maceração mais curto e um pouco carbônico, este novo estilo de Bonarda é mais leve e frutado. Os leves espumantes rosés desta linha também valem a pena ser degustados.

Regiões-Chave: Lujan de Cuyo (the sub-regions of Vistalba and Ugarteche), Tupungato.

Bonarda no Estilo Top 

Nos últimos anos foram introduzidas novas plantações de Bonarda no Planalto do Vale do Uco, na Argentina, comprovando toda uma seriedade e comprometimento por parte dos enólogos no que diz respeito a essa variedadeComo expressam todo o potencial de qualidade da Bonarda, os vinhos nesse estilo não são baratos. Afinal, são “vinhos-top”. A maioria não usa carvalho e amadurecem seus vinhos em ovos de cimento, resultando num Bonarda elegante, repleto de finesse, frutas e aromas florais.

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Vinho sendo produzido em Ovo de Cimento

Regiões-Chave: Vale do Uco.

TORRONTÉS (Torrontés Riojano, Torrontés Sanjuanino, Torrontés Mendocino)

Se a Malbec é a queridinha da Argentina, a Torrontés, sem dúvida, é a Rainha! Trata-se da única casta de uva realmente nativa da América do Sul. Com as qualidades da Muscat, é um cruzamento da Criolla (País) com a Muscat de Alejandra, que surgiu pela primeira vez no norte da Argentina. Há três variações de Torrontés: San Juanino, Mendocino e Riojano, sendo esta última a de maior qualidade e cultivada em todo o país. As melhores expressões da Torrontés são encontradas em altitudes elevadas, geralmente em Cafayate (região próxima a Salta), embora novas plantações no Vale do Uco (Mendoza) também sejam bastante promissoras.

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Torrontés

Uma “bomba perfumada”, assim é a Torrontés. Ao mesmo tempo, também é conhecida como a casta “mentirosa”, visto que no nariz parece ser demasiado frutada, floral e adocicada, mas na boca é totalmente o oposto disso – seco e ocasionalmente um pouquinho amargo. Se você prefere uma versão mais doce, aposte em um exemplar de Colheita Tardia (Late Harvest). O Torrontés, quando bem feito, é quase que o equivalente vínico do gin-tônico. Surpreende qualquer paladar!

Regiões-Chave: Salta (Cafayate), La Rioja, Uco Valley.

Espero que tenham gostado dessa nossa viagem em companhia das castas que mais simbolizam a América do Sul. Quer exercitar ao vivo em cores? Então, que tal provar um desses exemplares com os amigos e descobrir novos sabores?

Boa semana e ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Wine Folly, Wikipedia, Academia do Vinho

5 Vinícolas Para Visitar na Serra Catarinense

Gente, estou de viagem marcada para Santa Catarina, onde pretendo passar uns 10 dias degustando aqueles maravilhosos vinhos de altitude. Obviamente, minha primeira parada será em Bom Jardim da Serra, nos arredores da Serra do Rio do Rastro. Um lugar paradisíaco, cercado de cânions e araucárias. Perfeito para alguém como eu, apaixonada por frio, natureza e fermentados de todos os tipos.

ROTEIRO

Sempre digo que a viagem começa a partir do momento em que se decide o destino e o roteiro. Aliás, eu amo pesquisar sobre os lugares, anotando tudo nos mínimos detalhes (apesar de cibernética, ainda sou do tempo do caderninho e da caneta). Então, hoje trouxe para vocês uma listinha com algumas vinícolas que pretendo visitar. Vamos lá!

1 – VILLA FRANCIONI

Uma das mais famosas vinícolas catarinenses oferece visitas guiadas diariamente ao custo de R$ 40 por pessoa, valor que pode ser convertido em desconto na aquisição de produtos. O ideal é agendar a visita através do site da empresa. O catálogo conta com mais de 15 rótulos entre brancos, tintos, rosés e espumantes nas linhas Villa Francioni, Joaquim e Aparados. Aliás, me apaixonei pela Francioni desde o momento em que degustei o Joaquim pela primeira vez. É um rótulo que supercombina com meu gosto pessoal, um corte de Merlot e Cabernet Sauvignon. Ah, sim, e ainda tem um dos Rosés mais aclamados do Brasil, o preferido da cantora Madonna (a loira levou várias caixas dele em sua última estada no país). Outro destaque fica por conta da própria vinícola em si, considerada a mais bela da América Latina.

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Rodovia SC 438, Km 70 – São Joaquim
Fone: (49) 3233-8200
http://www.villafrancioni.com.br/ 

2 – PERICÓ

Localizada no município de São Joaquim, a 1,3 mil metros acima do nível do mar, a vinícola lançou seu primeiro vinho em 2007. O vinhedo conta com uvas de pelo menos cinco variedades, entre elas Pinnot Noir e Chardonnay. Além de vinhos tintos, brancos e rosés, a casa também produz espumantes e o único Ice Wine do Brasil, um vinho de sobremesa cujas uvas são colhidas congeladas e prensadas também desta forma. Da Pericó, já degustei o Equação, um Cabernet Sauvignon sensacional!

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Colheita IceWine 2011, na Vinícola Pericó

Pericó Valley – São Joaquim
Fone: (49) 3233-1100
http://www.vinicolaperico.com.br/

3- MONTE AGUDO

A Monte Agudo não faz visitação guiada. Sua especialidade são os eventos. O Sunset da vinícola é superconcorrido. Trata-se de uma degustação dos vinhos da casa, acompanhada de uma palestra sobre o assunto. No inverno, o sol costuma se pôr às 17h e, durante o evento, os visitantes apreciam o espetáculo, cada um com sua tacinha de vinho rosé inspirado nas cores do Sunset da Monte Agudo.  Como estarei com minha filha de 2 anos, optei pelo almoço, que também me foi bastante recomendado. São três refeições (entrada, prato principal e sobremesa), harmonizadas com alguns dos rótulos da vinícola. O restaurante fica no alto e possui uma bela vista panorâmica dos vinhedos. São pouco mais de 6 hectares com uma produção limitada a partir de cepas trazidas da França. Há, ainda, o famoso piquenique em meio às videiras. As fotos do site  são de tirar o fôlego! Vale a pena conferir. 

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Piquenique na Monte Agudo

Rodovia SC 438 km 69 – São Joaquim
Fones: (49) 9985 1446 / 9969 9777 /30159177
https://www.monteagudo.com.br 

4 – VILLAGIO BASSETTI 

Essa é outra vinícola que tem sido muito prestigiada no terroir de altitude. As visitas ocorrem de terça a sábado , das 9h às 12h e das 13h às 17h00. O valor do ingresso (R$40 por pessoa) é revertido em desconto na compra de vinhos. O agendamento pode ser feito por e-mail, telefone ou no site da empresa, que tem entre seus rótulos o premiado Sauvignon Blanc Donna Enny. Os vinhedos da Villaggio Bassetti estão localizados em altitudes que variam de 1.267 e 1.319 metros sobre o nível do mar.

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Rodovia SC 114, km 64, São Joaquim
Fone: (49) 9182-8862
E-mail: atendimento@villagiobassetti.com.br

http://www.villaggiobassetti.com.br/ 

5 – QUINTA DA NEVE

A Quinta da Neve foi a primeira empresa a investir e apostar na produção de vinhos finos de altitude em São Joaquim. Seu Pinot Noir é considerado um dos melhores do Brasil, com diversos prêmios.

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Rod.SJM 270/km15, Distrito Lomba Seca, São Joaquim
Fones: (47) 3326-0111 e (49) 3233-1123, 

http://quintadaneve.com.br/


Atualizando… No finalzinho de julho estive na Serra Catarinense. Não consegui cumprir todo esse roteiro, pois estava com minha pequena de 2 aninhos, então, já viram…Mas fui a muitos lugares lindos e me encantei pela Vinícola Villa Francioni. Essa eu não poderia mesmo ter deixado de fora, pois além de belíssima, ainda conta com alguns dos melhores rótulos do país no portfólio.

E, já que hoje é dia de Globo Repórter cujo tema é o nosso maravilhoso terroir brasileiro, fica a dica para vocês se inspirarem.

Boa sexta e ótimos vinhos! Tim-Tim!