Notas de Prova: Fácil de Beber, 1 Bottle of Red CS 2015 Harmoniza Com Amigos e um Bom Bate-Papo (BEST BUY)

Recebi uma amostra do 1 Bottle of Red, da Winebrands Brasil, e confesso: por se tratar de um chileno, demorei um pouquinho a degustá-lo. Afinal, eu tinha acabado de voltar do Chile e ainda teve a feira do Rio Wine and Food Festival… Ou seja, pensei, “Vou dar um tempinho nos chilenos e provar outras coisas”. Até que, numa sexta de friozinho, não resisti e coloquei a ampola  para jogo (esse lance de “ampola”, aprendi com meu amigo Fernando Lima. Muito chique).

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Sem dúvida, uma ótima companhia para a sua série favorita

Enfim, foi uma sábia decisão. Apesar de se tratar de um Cabernet Sauvignon, o 1 Bottle conta com taninos macios e muito agradáveis em boca. Sabe aquele vinho para beber acompanhado de petiscos, amigos e um bom bate-papo? É ele! Desce fácil, fácil e delicioso! Sem falar que o custo x benefício é ótimo (R$41,40) no site da marca.

Resultado: harmonizou perfeitamente bem com seleção de queijos, torradinhas e Outlander, minha série favorita. Curti mesmo! Porém, não espere por complexidade. É um vinho para beber sem compromisso, curtindo toda a expressão da Cabernet Sauvignon. 

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO

VISUAL: Rubi-escuro, com reflexos rubi-claro. Cor linda e ótima limpidez.

OLFATO: No nariz, frutas do bosque, com destaque para morangos silvestres e frutas negras, como ameixa e amora.

GUSTATIVO: De médio corpo e taninos sedosos, é um vinho muito agradável em boca, com ótima estrutura entre àlcool, acidez e taninos.

HARMONIZAÇÃO: É um bom parceiro para queijos, patês, massas e pratos à base de carne vermelha.

FICHA TÉCNICA

ONE BOTTLE OF RED CABERNET SAUVIGNON

  • TINTO | SAFRA 2015

  • TEOR ALCOÓLICO: 13% | SERVIR À TEMPERATURA DE 16o C |

  • VARIEDADES: 87,5% Cabernet Sauvignon e 12,5 Merlot

  • AMADURECIMENTO: Não passa por amadurecimento em madeira.

  • PAÍS: CHILE

 

  • REGIÃO: VINHEDOS DO CHILE

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Acredito que, por se tratar de um corte de Cabernet Sauvignon, com um toque de Merlot, senti que esta última foi essencial para domar os jovens taninos da CS. Sim, é um “Best Buy”, ótima compra, sobretudo em virtude do fator qualidade x preço.

E o fim de semana pós-feriado? Animados? Aliás, sexta é aquele dia em que a gente já acorda pensando no vinho da noite. Convoque os amigos e curta em ótima companhia!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

#RWFF: Feira de Vinhos do Chile Agita Meliá, em São Conrado

O Rio Wine Food And Festival é uma verdadeira celebração ao néctar de Baco, que engloba uma semana de feiras, wine outs, encontros e master classes pela cidade maravilhosa. Sem dúvida, o RWFF é um dos mais aguardados do gênero por aqui, na medida que reúne profissionais, apreciadores, confrarias, press e trade do vinho em cenários dignos de cartões-postais. Ou seja, acima de tudo, é um evento que valoriza o Rio de Janeiro.

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Joana Rangel, Marcelo Copello e eu nessa que foi uma superfesta do vinho.

Na última quarta-feira estive em mais um evento que integra o festival (na semana anterior assisti ao concurso que elegeu o melhor Sommelier do ano, cujo campeão foi Ramon Justino, do Restaurante Cantina da Praça). A Feira de Vinhos do Chile aconteceu no Hotel Gran Meliá Nacional, em São Conrado, e trouxe diversos stands de representantes de vinícolas chilenas, entre elas Montes Winery, Carmén, Perez Cruz, Viña Requingua, Santa Carolina, Cousiño Macul, Siegel, Casa Silva, Toro de Piedra, Cono Sur, entre outras. 

Por se tratar de um dos festivais mais importantes do vinho aqui no RJ, o RWFF, em parceria com a Wines of Chile, foi o responsável por receber o evento oficial da entidade, onde tivemos oportunidade de degustar alguns dos melhores rótulos do país que é líder de mercado no Brasil.

OS MEUS FAVORITOS 

Ok,  você deve estar aí se perguntando sobre os exemplares que me encantaram e me fizeram ter vontade de levar para a minha adega. Pois aí vai uma lista com aqueles que me mais conquistaram o meu paladar:

BRANCOS

Quem me conhece sabe que sou fã dos brancos chilenos, sobretudo dos oriundos do Vale de Casablanca. No entanto, houve alguns do Colchágua que não fizeram feio, hein. Vejamos os meus queridinhos:

  • Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc: esse vinho me conquistou com um toque mineral que dificilmente se vê nessa variedade.
  • Siegel Especial Reserve Viognier 2015: foi um dos brancos mais aguardados, vários conhecidos chegavam e diziam, “Você tem que provar esse!”. Realmente, esperar valeu a pena, pois o rótulo ganhou 93 pontos do crítico James Suckling e não foi à toa. Fresco e com uma complexidade de aromas que me fisgou logo de cara.

ROSÉS

Ahhh, a minha paixão pelos rosés não podia ficar de fora. E, entre os poucos que experimentei por lá, gostei mais do Montes Cherub, da Viña Montes (importado pela Mistral). Minha amiga e parceira Joana Rangel, do Blog Divina e Vinho logo me chamou para degustá-lo, já que bem sabe que tenho preferência por rosés mais “tutti-frutti”, totalmente diferente do que ela curte. E como é bacana esse gosto pessoal! Nos permite trocar muitas ideias e experiências.

 

 

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Tava um friozinho bom na quarta-feira, ou seja, o dia perfeito para degustar muitos tintos! E, como sempre, os brancos não estavam na tempratura correta logo que chegamos,  por volta das 15h30. Sendo assim, decidi optar por um bom Pinot Noir e, por sugestão do amigo Fernando, do Blog Vinhos com Fernando Lima, provei logo o melhor de todos. Veja os meus eleitos, por ordem de degustação, pois os estilos são bem diferentes:

  • Ocio Pinot Noir, Cono Sur: um Pinot Noir leve, com um estilo que lembra os do velho mundo.
  • Chaski, 100% Petit Verdot, Perez Cruz: Há uma tendência nos vinhos chilenos em adotar esse estilo mais moderno (lembra quando comentei sobre o da Santa Carolina?). Achei muito interessante!
  • Montes Alpha M, Viña Montes: Como sempre digo, nada na vida como ter amigos, hein? E a galera foi provando e me arrastando para o “M”, um verdadeiro ícone da vinícola Montes, que chega por aqui através da Importadora Mistral. O Montes Alpha M é uma mistura das uvas Cabernet Sauvignon (80%), Merlot (10%), Cabernet Franc (5%) e Petit Verdot (5%) e suas uvas são produzidas em La Finca de Apalta. Situada no Vale del Colchágua, é considerada por muitos o melhor terroir para produção de vinho tinto no Chile.

Eu simplesmente amei a feira da Wines of Chile, sobretudo porque, como sempre, pude encontrar os amigos do mundo do vinho, sendo uma oportunidade bacana de sair do virtual para o real.

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Entre eles, destaco Fabio Dobbs (do Blog Além da Taça), Eduardo (do Blog Botequim do Vinho, que mantém com a esposa Letícia), Marcelo Copello (superjornalista e formador de opinião do mundo dos vinhos, um dos respeonsáveis por essa beleza de Rio Wine and Food Festival), Chico Cineasta, do site Vinhos Pelo Mundo, além dos meus sommeliers favoritos, Wallace Neves, Laís Aoki e Efraim Moraes, Joana Rangel e Fernando Lima (blogueiros parceirássos, do tipo que somam e multiplicam) e mais um mar de gente bacana.

E o RWFF não ficou só nisso não. Tem muito mais e aguardem, pois em breve vou publicar sobre outros eventos em que estive presente, sendo os seus olhos, ouvidos e boca por lá, vinífero! E você sabe que pode contar comigo para narrar uma boa história…rsrsrs…

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim!

 

 

 

 

 

(Chile): Viña Santa Carolina Como Você Nunca Viu

Voltei para falar mais um pouquinho sobre as minhas andanças pelo Chile. E, sem dúvida, muita coisa aconteceu como planejado e, outras, nem tanto. Para começar, muitos amigos e conhecidos diziam que eu “TINHA” que visitar a Concha Y Toro.

E, em se tratando da maior vinícola da América Latina, é claro que a gente já chega meio sugestionada. Porém, ao mesmo tempo, havia aquelas pessoas que me diziam que, na minha condição de estudiosa do mundo do vinho, eu “NÃO DEVERIA” visitar a CyT, sobretudo por se tratar de uma vinícola enorme, industrial, turística e comercial.

UMA REVELAÇÃO: VISITAR A SANTA CAROLINA!

Pensei muito e decidi não ir, ainda mais depois do tour personalizado que tive na Haras de Pirque. Não fazia o menor sentido. No dia anterior, no Vinolia, eu tinha feito amizade com uma Sommelier do Bocanariz, um Wine Bar superdescolado. E ela me disse o mesmo que os meus amigos do vinho, mas com um adendo: “Vale mais a pena você visitar a Santa Carolina”. “Não tem vinhas na vinícola”, ela disse. “Mas é muito bonita e o atendimento é ótimo!”

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A partir daí, não tive mais dúvidas: agendei o tour por e-mail e fui feliz. Dessa vez, fiz a visita sozinha, pois o marido e a filhota preferiram curtir o belo jardim, com espaço de sobra para a pequena correr e brincar muito.

O meu tour estava agendado para às 15h. Como a vinícola fica bem pertinho da região metropolitana de Santiago, cheguei um pouco adiantada e aguardei numa salinha de espera bem confortável. Havia um casal de brasileiros comigo, acho que eles estavam em lua-de-mel. Resultado: mais um tour privado, personalizado, só que desta vez só para mim e o casalzinho.

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A vinícola Santa Carolina é uma das mais conhecidas aqui  no Brasil e creio que tenha sido uma das primeiras a trazer os vinhos para cá, logo que começou esse “Boom” de Mercosul e vinhos chilenos mais em conta, ainda nos anos 90. Inclusive, me lembrei de um fato curioso: o primeiro Merlot que degustei foi um Santa Carolina Reservado (Varietal), há muitos e muitos anos atrás, nem me lembro quando foi. Não tenho vergonha de dizer que foi com um rótulo Reservado, pois esse tipo de vinho é o mais comum de ser encontrado e, certamente, é uma porta de entrada para rótulos mais complexos e elaborados. Ou seja, a partir dele é que muitas pessoas passam a se interessar por vinhos. 

UM TOUR HISTÓRICO

Chegou a hora do tour e fomos recepcionados por Gabriela Dobre, brasileira, paulista e muito simpática! Ela nos contou vários fatos interessantes sobre a história da vinícola em cada ambiente que nos levava. E, em determinadas etapas, degustávamos um dos maravilhosos rótulos da vinícola. Aí eu já detectei um primeiro diferencial: a degustação não é realizada no final do tour e, sim, ao longo dele. Muito bacana! A gente se envolve ainda mais com tudo o que está sendo apresentado.

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No quadro, a Carolina, esposa de Luis Pereyra e que deu origem ao nome da vinícola.

Quem me conhece sabe que adoro história. Acho que, se não fosse Sommelier e Jornalista, certamente eu seria historiadora, pois é mais uma das minhas paixões. E um dos destaques desse tour é toda a carga histórica envolvida. Tudo começou com um homem visionário, Don Luis Pereyra, que, em 1875 fundou a vinícola em homenagem a sua esposa, Carolina Iñiguez. Desde o início, ele se preocupou em elaborar vinhos da mais alta qualidade, tanto que trouxe da França o prestigiado enólogo Germain Bachelet.

UM BELO JARDIM  E UMA PALMEIRA CENTENÁRIA 

Sem dúvida, a área externa da Santa Carolina impressiona, sobretudo pelo belo casarão e seu entorno, um jardim super bem-cuidado e a vista para a Cordilheira dos Andes. Logo de cara fiquei com vontade pintar aquele cenário. Muito lindo!

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O tour começou em uma sala de reuniões com móveis, quadros e ambiente do século XIX, tudo muito lindo e digno de qualquer museu. Me chamou muito a atenção o fato de que a atual família proprietária fez questão de manter toda a história que ronda a Santa Carolina. Afinal, trata-se de um belo legado. Nesta sala, nos foi servido um Sauvignon Blanc Reserva como primeiro vinho da degustação. Cada um com sua tacinha em mãos e o tour continuava…

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Copihue: nativa do Chile e ameaçada de extinção.

Em seguida, a Gabriela nos levou em uma espécie de pátio, muito comum nas casas dessa época, inclusive em algumas fazendas centenárias aqui no Brasil mesmo. Acontece que, no centro desses pátios, geralmente é possível ver uma estátua ou uma fonte. Porém, não na Santa Carolina. Lá no centro havia nada mais nada menos que uma Palmeira Imperial enorme, com muitos anos de idade.

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Sauvignon Blanc em harmonia com a natureza.

O fato curioso é que a majestosa palmeira foi plantada pelo próprio Luis Pereyra. Aliás, tudo no jardim remete ao Chile, com destaque para outra palmeira, a palma chilena, encontrada em vários lugares do país. Há, inclusive, um mel extraído dela (Mel de Palma), muito usado nas sobremesas locais. Me chamou a atenção, ainda, a Copihue, uma flor nativa que, atualmente, se encontra em extinção, inclusive, a Gabriela contou para a gente que regularmente o local é visitado por técnicos, com o intuito de acompanhar o desenvolvimento e os cuidados com as flores.

O INTERIOR DA VINÍCOLA SANTA CAROLINA

Antes de tudo, Gabriela nos explicou o porquê do local não possuir mais vinhas em seu entorno. Tudo porque a cidade de Santiago foi crescendo e se desenvolvendo e, de repente, a vinícola, antes situada numa zona rural, se transformou em parte integrante de uma área urbana. Com isso, a decisão mais sensata foi a de transportar as videiras para o Maipo, entre outras regiões, essencialmente vinícolas. O casarão, por sua vez, permaneceu como um belo patrimônio histórico e cultural em meio à capital chilena.

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O ótimo tour é comendado pela guia brasileira Gabriela Dobre: a menina sabe muito!

O tour continuou e Gabriela nos mostrou algumas barricas enormes, que eram usadas para fermentar o vinho. Hoje em dia, elas são apenas objetos de decoração que enriquecem ainda mais a arquitetura do lugar, que tem ripas de barricas revestindo o chão e tijolinhos nas paredes. Toda a área antes destinada à fabricação do vinho, um espaço enorme, com vários ambientes, atualmente funciona como salão de eventos, com destaque para grandes festas de casamento. Aliás, deve ser o máximo casar naqueles salões históricos de uma antiga vinícola. Chique demais!

Durante a visita aos salões, nos foi servido um vinho moderno e que representa mais um dos novos estilos da Santa Carolina. Trata-se de um Gran Reserva 100% Petit Verdot. Um vinho elegante, interessante e que te faz pensar em várias delícias para harmonizar. 

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UM RESERVA DE FAMÍLIA MUNDIALMENTE PREMIADO

Enfim, fomos direcionados às caves subterrâneas. Lugar silencioso, temperatura perfeita, meia-luz, muito bonita!  Essa cave é considerada Monumento Nacional pelo Governo do Chile, tamanha a sua importância. No fim do corredor com as barricas, lá estava ele, o local onde descansavam os barris com os vinhos elaborados para o consumo da família de Luis Pereyra.

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Na mesa, estava um dos meus vinhos favoritos da Santa Carolina, o Reserva de Família Cabernet Sauvignon, praticamente o mesmo vinho que foi premiado com a medalha de ouro na “Exposição Universal” de Paris, na França, em 1889, ano de inauguração da Torre Eiffel. 

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O corredor que dá acesso à cave onde descansavam os barris “Reserva de Família”.

Trata-se de um grande orgulho para todos na vinícola, tanto que o certificado original da premiação continua lá, na parede, dentro da cave, cujos portões são adornados com um enorme LP, de Luis Pereyra.

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Emocionante! Degustei o vinho e, naquele momento, a Santa Carolina me conquistou de vez, me apaixonei pela história da empresa. 

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A Cave subterrânea foi declarada Monumento Nacional pelo Governo do Chile

O FIM DO TOUR

Após o tour memorável, fomos levados para a lojinha da vinícola, onde é possível adquirir o rótulo e outros souvenirs. Lembrando que cada visitante recebeu uma bolsinha fofa com uma meia-garrafa de Santa Carolina Reserva Cabernet Sauvignon. Sem dúvida, uma delicada gentileza. Ah, e eu ainda ganhei da Gabriela um mapa com todas as regiões vinícolas chilenas, para eu aprimorar meus conhecimentos.

Na loja, também estão à venda alguns dos rótulos carros-chefe da Santa Carolina por taça, através dessa maquininha que é o meu sonho de consumo..rs.rs..rs. Ou seja, se você leu o meu relato até aqui já deve ter percebido que saí de lá completamente encantada e recomendo sim, a visita, sobretudo para quem deseja um tour mais tranquilo.

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Quem não queria ter uma dessa em casa? Conserva os vinhos por até 21 dias. Ótima para servir taças.

HISTÓRICO DA VINÍCOLA

A Santa Carolina faz parte da Carolina Wine Brands, um dos principais grupos vitivinícolas do Chile. Atualmente, pertence ao grupo industrial Watt’s S.A, propriedade da família Larraín. Com mais de 135 anos de história, ela é uma das vinícolas mais antigas do Chile.

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Com forte presença em nível mundial, a Carolina Wine Brands tem entre seus principais mercados o Canadá, Brasil, Japão, Chile, México, China e Estados Unidos. Nos últimos 3 anos, a bodega chegou a alcançar a marca de vendas de 25 milhões de garrafas, o que prova que o negócio cresce a cada dia.

Sim, o portfólio da vinícola é enorme e conta com rótulos ótimos em todas as faixas de preço. Muitos deles eu já tinha ouvido falar e não tinha ideia de que faziam parte da Carolina Wine Brands.

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Em 2015, a Santa Carolina completou 140 anos e foi eleita como Melhor Viña do Novo Mundo pela prestigiada revista americana Wine Enthusiast


Então é isso, viníferos, com a Santa Carolina termino minha maratona de vinícolas pelo Chile. E com uma pequena de 3 aninhos junto, podes crer, foi um tremendo desafio. Porém, a minha vontade era de ter visitado umas dez, no mínimo, mas como a viagem não era só minha, acabei aproveitando também de outras formas.

Quer visitar a Santa Carolina? Aqui você tem mais informações sobre os vários tipos de tour, inclusive com valores e contato.

Até o próximo Wine Tour. Ótimos vinhos! E viva o Chile! Tim-Tim!

 

 

 

(Chile) Viña Emiliana: Linda, Orgânica e Biodinâmica

Em minhas andanças pelo Chile, acabei conhecendo uma bela vinícola no Valle de Casablanca. E não é qualquer uma! Essa possui uma proposta muito bacana e sustentável, que eu só tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto na prática.

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O dia bonito colaborou para o sucesso do passeio!

A Emiliana é orgânica, na medida em que produz seus vinhos com o mínimo de intervenções, como uso de pesticidas, fertilizantes, entre outros. Tudo na base da natureza! E biodinâmica, porque faz uso desses mesmos recursos naturais para driblar as dificuldades e tomar decisões a respeito da saúde das vinhas.

O TOUR PELA EMILIANA

Ao reservar a visita na vinícola, através do site, optei pelo Tour Orgânico, o mais simples que não tinha degustação do Gê, vinho-ícone da vinícola. Chegando lá, encontramos um grupo muito bacana, que incluía muitos brasileiros e alguns australianos.

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O lugar é lindo e tivemos a sorte de pegar um dia perfeito, de sol, apesar do frio intenso, típico do inverno. Como o tour foi pela manhã, havia, ainda, uma certa nebulosidade, mas nada que comprometesse o lugar e as fotos.

Nossa guia foi o Wilson, um chileno muito simpático e solícito, que falava um português ótimo. Logo de início, ele nos mostrou os vinhedos e todos os “personagens” que fazem parte desse grande ecossistema. Cada elemento tem sua função na saúde das videiras.

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Nosso guia, Wilson, tirando todas as dúvidas, em portuñol e inglês. 🙂

Os galos, as galinhas, a vegetação rasteira no entorno das vinhas (no centro das espaldeiras), os gansos e até as alpacas (da família das llamas) contribuem muito para o controle natural de pragas, de acordo com a proposta orgânica do vinhedo.

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Dando uma espiadinha do galinheiro: animais superimportantes para a sáude das vinhas.

E todo esse conceito se traduz de forma muito clara nos vinhos da Emiliana, que tivemos a oportunidade de degustar ao final do tour.

PROPOSTA ORGÂNICA E BIODINÂMICA 

Logo de cara, o Wilson nos explicou que a vinícola precisou de três anos para se adaptar totalmente ao estilo orgânico de produção. Tanto que durante esse tempo, a mesma não produziu vinhos. Tudo porque a legislação é muito criteriosa quando se trata de certificar vinhedos orgânicos, com um selo que atesta a sua autenticidade.

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Nesse momento “sabático”, é como se as vinhas, anteriormente tratadas da forma tradicional, se limpassem para deixar tudo o mais natural possível.

VINÍCOLA ORGÂNICA 

Sendo assim, atualmente cada um dos vinhedos da Emiliana é um fiel reflexo dessas práticas orgânicas, que se baseiam em fomentar a biodiversidade e a ausência de pesticidas, herbicidas e fertilizantes sintéticos, a fim de produzir alimentos mais saudáveis.

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As lindas alpacas (da família das llamas). Minha pequena amou!

Através desse tipo de agricultura, é possível cuidar da terra e evitar problemas ambientais a longo prazo, melhorando a qualidade das uvas e, por consequência, dos vinhos que delas se originam.

AGRICULTURA BIODINÂMICA 

A biodinâmica é uma forma integral e compreensiva de agricultura orgânica que zela pela saúde do planeta por meio do cultivo regenerativo. Trata-se de uma ideia meio diferente de se enxergar o processo e muita gente acha que é “coisa do outro mundo”. Mas a natureza é tão simples que vocês nem imaginam!

Na visão da Emiliana, é fundamental respeitar os princípios básicos da agricultura biodinâmica e, segundo o Wilson, até hoje isso tudo tem dado supercerto na vinícola. Entre esses preceitos, está o fato de que o campo é um ser vivo que tem seu próprio tempo. A intervenção do homem não deve de forma alguma alterar o equilíbrio biológico natural do campo, mas, sim, trabalhar para mantê-lo.

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Agricultura biodinâmica é natureza pura se refletindo nos vinhos.

Com isso, através da compreensão dos ciclos e ritmos do sol, da lua, dos planetas e suas influências, programa-se as diferentes atividades e trabalhos agrícolas através do calendário biodinâmico, resultando na obtenção de maior qualidade do produto final, ou seja, dos vinhos!

Para o sucesso de todo esse processo, deve-se fomentar a interligação entre os reinos mineral, vegetal e animal, através do uso de preparados homeopáticos biodinâmicos que são adicionados ao solo. O Wilson mostrou alguns para a gente e achei muito interessante. Ou seja, todo o cuidado com a saúde das vinhas é feito através dos recursos naturais e isso é muito bacana mesmo!

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS DA EMILIANA

Ao final do tour fomos em direção a uma sala de degustação com uma mesa enorme e uma bela vista para os vinhedos. Lá, o Wilson fez conosco uma degustação dirigida de quatro vinhos deles, incluindo um dos mais famosos, o blend Coyam. Vamos aos rótulos:

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Ótima seleção de vinhos na degustação final do tour

1- Novas Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014: como sempre, tudo começa com um leve e fresco Sauvignon Blanc. Notas cítricas e muito agradável, é perfeito para um dia quente na beira da piscina ou curtindo uma praiana. Ou seja, a cara do Rio! Combina com Ceviche e Queijo de Cabra. Os clássicos!

2- Adobe Chardonnay Reserva 2016: ótimo Chardonnay Reserva, como sempre, foi o preferido do marido, que é fã dos brancos dessa casta. Boa tipicidade! Versátil, vai superbem com um belo fondue de queijo ou geladinho num dia quente de verão. Esse é facilmente encontrado nos supermercados por aqui. Amei!

3- Novas Gran Reserva Carmenère e Cabernet Sauvignon 2014: esse blend me surpreendeu muito positivamente. Muita complexidade para um rótulo despretensioso. Aromas de cassis e frutas negras muito presentes. Taninos sedosos, muito agradável. Delícia para acompanhar pratos a base de carne bovina de cortes mais leves. Aliás, achei que ficaria ótimo com fondue de carne. Excelente!

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Vinhos da degustação, nas taças (da esquerda para a direita): Sauvignon Blanc, Chardonnay, Corte de Carménere e CS e o famoso Coyam.

4 – Coyam 2014: produzido no Valle do Colchágua, o Coyam é um dos carros-chefes da Emiliana e superconhecido pelos enófilos ao redor do mundo. Trata-se de um blend de Syrah(34%), Merlot(31%), Carménère(17%), Cabernet Sauvignon(12%), Malbec(3%) e Mouvédre(3%). Uma mistura rica em aromas e complexidade, com destaque para notas de frutas negras maduras, defumadas, de chocolate e toques minerais. Encorpado, mas de taninos sedosos, possui boa presença e persistência. Sem dúvida, foi o meu favorito para aquele dia superfrio. É um vinho que acompanha bem carnes de caça, como javali e cordeiro. Santé!


Para quem tem a curiosidade conhecer um vinhedo orgânico e biodinâmico, certamente esse passeio é obrigatório e tem tudo para agradar adultos e crianças. Minha pequena amou ver os bichinhos. Foi um dia muito especial!

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Belíssima vista da sala de degustação. Cenário perfeito!

Você também pode visitar a Emiliana em sua sede, no Valle de Casablanca, com agendamento prévio pelo site da vinícola. 

 

No Brasil, os vinhos da Emiliana se encontram à venda nos sites da Vino Mundi e World Wine

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Então é isso, enoamigos! Alguns viníferos estão me enviando mensagens pedindo dicas para o Chile. Estou respondendo aos poucos e, sim, adoro dar sugestões de passeios, ainda mais quando se trata de um lugar que eu curti tanto!

Bons vinhos! Ótimas viagens! Tim-Tim!

(Chile) Haras de Pirque: Uma Das Mais Belas Vinícolas do Valle do Maipo

Enquanto planejava minha viagem ao Chile, pedi aos amigos sugestões de vinícolas as quais eu pudesse visitar, sobretudo nos arredores de Santiago (nas regiões do Valle do Maipo e Valle de Casablanca).  Nessa busca, mais de uma pessoa me indicou a visita à Haras de Pirque. Ao pesquisar sobre a vinícola e ver a construção em forma de ferradura, tive a certeza de que iria amar o lugar. E não é que minha intuição estava certa?

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Foto: Viña Haras de Pirque

A história do grupo começou com um haras, o mais antigo do Chile, comandado pela família Matte. Em 2002, a tradicional e renomada família toscana Antinori (aquela, dos famosos supertoscanos) se juntou ao projeto para reunir haras e vinícola. A Bodega Haras de Pirque foi construída em formato de ferradura e em degraus, o que, com a força da gravidade, melhora os processos de vinificação.

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Logo que chegamos, fomos super bem-recebidos por Anais Reciné, com quem tinha trocado alguns e-mails bem antes, a fim de agendar o tour. Em seguida, ela nos apresentou ao Cristian, que seria o nosso guia pela vinícola.

VINÍCOLA EM FORMATO DE FERRADURA

O prédio, imponente e majestoso, possui uma linda vista dos vinhedos e das Cordilheiras dos Andes. Após um breve passeio pelo pátio, finalmente entramos na vinícola. Trata-se de uma construção em formato de ferradura, relativamente nova (dos anos 2000), com 5.300 m2 e capacidade para 1.5 milhões de litros de vinho, sendo que, por ano, são produzidos 360 mil. Desses, 95% são destinados à exportação.

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Foto: Viña Haras de Pirque

O INTERIOR DA HARAS DE PIRQUE

Para começar, participamos de um tour privado bem personalizado e diferente do que encontramos em outras vinícolas maiores, visto que se trata de uma Bodega Boutique, de menor porte. Simpático e superarticulado, Cristian nos conduziu pelas escadas em formato de caracol, que davam acesso a cada ambiente da cantina, toda construída em desnível, a fim de facilitar o trabalho manual e evitar o uso de máquinas.

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Aliás, segundo o nosso guia, a Haras de Pirque recentemente conquistou o selo de vinícola orgânica, ou seja, seus vinhos são produzidos da forma mais natural possível, sem uso de pesticidas, fertilizantes, entre outras intervenções. 

Enfim, fomos conduzidos a uma área com grandes tanques de inox destinados à fermentação dos vinhos brancos e, ainda, a um grande balcão, uma espécie de sacada enorme de onde era possível ter uma linda vista dos vinhedos. O dia estava ensolarado, aberto, lindo e fizemos fotos maravilhosas!

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Nosso guia Cristian em ação!

Em seguida, chegamos a um pátio interno com grandes tanques de carvalho francês utilizados para a fermentação dos tintos mais premium (sim, para a fermentação e não para amadurecimento). “Esses barris são uma conquista da vinícola, pois foram trazidos da França, e podem durar por até cem anos”, explicou Cristian.

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Eu e minha família no balcão que dá vista para os vinhedos. Lindo demais!

A CAVE REALMENTE IMPRESSIONA

Depois do tour interno, voltamos ao pátio, que conta com uma fonte de água bem no centro. O Cristian nos contou que esta possui um piso de vidro que permite que a luz natural penetre no interior da cave subterrânea que se encontra bem abaixo dela.

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A fonte localizada bem no meio do pátio, no jardim da vinícola

Gente, vocês não têm noção do que é aquilo! Fiquei de boca aberta, é muita lindeza! Infelizmente, após dois recentes tremores de terra (supercomuns no Chile), os vidros racharam e ficou perigosíssimo realizarmos a degustação dos vinhos na mesa situada na cave abaixo da fonte, com aquela luz natural incrível, a melhor do mundo para apreciar os vinhos.

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Abaixo da fonte, a mesa localizada na cave do subsolo. Infelizmente não foi possível aproveitar essa bela luz na degustação dos vinhos, pois algumas vidraças foram danificadas pelos últimos tremores de terra.

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS 

Não conseguimos ficar na área abaixo da fonte, mas degustamos os vinhos na belíssima cave, onde as barricas de carvalho com os tintos íconos descansavam. Foi muito agradável estar com a minha família num lugar como aquele. Até meu marido, que não é tão louco por vinho quanto eu, adorou. A paz encontrada na adega era tão grande, que a minha pequena, de 3 anos, ficou muito tranquila e não atrapalhou em nada a explicação e degustação dos vinhos que viriam a seguir.

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ALBACLARA GRAN RESERVA SAUVIGNON BLANC 2015: 100% elaborado com a casta Sauvignon Blanc, esse Gran Reserva possui acidez e frescor bem típicos do Maipo. Seu nome é em homenagem ao amanhecer nos campos chilenos. Trata-se de um vinho equilibrado e fácil de beber, que ficaria perfeito com queijo de cabra ou um belo ceviche. 


HUSSONET GRAN RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2012: O nome deste vinho é em homenagem ao garanhão mais famoso e importante do Haras de Pirque. Elegante e envolvente, chega com uma profusão de frutas negras maduras e carvalho, além de um quê mentolado, próprio da casta. De produção limitada a cerca de 4.800 caixas, Hussonet representa bastante o terroir da vinícola. Equilibrado em acidez, álcool e taninos, é o par perfeito para um belo churrasco ou por que não, chocolate-amargo? Fizemos esta última harmonização lá e caiu muito bem! 


ALBIS 2006 : Albis significa amanhecer, a união entre o Velho e o Novo Mundo. Representa a união entre dois hemisférios, dois enólogos e duas famílias, com o ideal de criar um grande vinho no coração do Alto Valle do Maipo. Essa junção entre o renomado viticultor Marchese Piero Antinori e Eduardo A. Matte, proprietário da vinícola chilena Haras de Pirque, surgiu do desejo mútuo de unir tradição e inovação para revelar o incrível potencial dos vinhos chilenos.

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Cristian apresentando o vinho ícono Albis.

Sem dúvida, Albis é o rótulo-ícone da vinícola e ultimamente tem sido um pouco mais divulgado no mercado interno. De coloração vermelho-rubi intensa, possui aromas de balsâmico, chocolate, caramelo, além de notas mais terciárias, como couro, por exemplo. Perfeito para acompanhar carnes de caça, como cordeiro ou javali. 


Atualmente, a Vinícola Haras de Pirque é de propriedade exclusiva da Família Antinori, que comprou a parte de Eduardo Matte na bodega. Logo, é possível que muitas novidades estejam por vir, sobretudo no que diz respeito aos vinhos. 

A cargo dos vinhos está  a enóloga Cecília Guzmán, que acompanha a produção dos rótulos desde o início da bodega e manejou o estilo dos caldos, que são um claro reflexo do que é elaborado hoje em Pirque.

No fim do tour, compramos um Hussonet, que foi o rótulo preferido do marido, que nem era muito ligado em vinhos..rsrs. Ah, e a equipe foi tão gentil que ainda levamos um azeite de presente (sim, eles também produzem um azeite extra-virgem delicioso!).

A Haras de Pirque conta, ainda, com um restaurante, o Hussonet. Não almoçamos por lá, mas o ambiente me pareceu superagradável, com uma linda vista para os vinhedos.

  • Para reservas e informações dos tours: reservas@harasdepirque.com

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Aqui no Brasil, os vinhos da Haras de Pirque estão à venda no site da Importadora WineBrands.

*Fiz o tour a convite da vinícola Haras de Pirque e este artigo reflete minha opinião.