Vinho Verde Wine Fest: Um Néctar Com a Cara do Brasil

Na última sexta-feira, dia 26 de maio, estive no Vinho Verde Wine Fest. Realizado no Iate Clube do Rio de Janeiro, o evento foi uma verdadeira homenagem ao caldo português que, na minha opinião, é um dos que mais combina com o nosso clima. E não falo só de calor! Sem dúvida, os Vinhos Verdes têm super a ver com a alegria e descontração do público brasileiro.

WhatsApp Image 2017-05-28 at 22.32.32

E foi uma profusão de gente bonita por todos os lados, que apreciou Loureiros, Arintos e Avessos em todo seu esplendor e delícia!

Entre os produtores e distribuidores presentes estavam Abrigueiros – Casa da Senra, Adega de Monção, Agri-Roncão – Quinta de Linhares, Aveleda, Campelo, Enoport United Wines, PROVAM, Quinta & Casa das Hortas, Quinta da Lixa, Quinta das Arcas, Quinta de Carapeços, Quinta de Lourosa, Soalheiro, Solar de Serrade, Vercoope e Viniverde/Adega Ponte da Barca.

WINE FEST MARCADO POR MUITA ALEGRIA E DESCONTRAÇÃO

Logo na chegada, encontrei meu amigo Fernando Lima, do Blog Vinhos com Fernando Lima, que me apresentou suas amigas, enófilas supersimpáticas com as quais fiz logo amizade. Recebemos óculos escuros de armação verde que eram simplesmente a cara do clima de descontração que tomou conta da feira.

WhatsApp Image 2017-05-28 at 22.31.43
Com Luciana Paes Leme, uma das amigas que conheci através do Fernando Lima.

Já que estava cedo, visitamos os stands com toda a calma e conversamos com representantes e produtores. Confesso que me surpreendi com muita coisa! Aliás, muito do que eu conhecia dos vinhos verdes (que na verdade não são verdes e sim elaborados com castas provenientes da Região portuguesa dos Vinhos Verdes) correspondia aos rótulos mais conhecidos e distribuídos aqui pelo Brasil. Ou seja, amei ter contato com as novidades em varietais e vinícolas.

ÓTIMAS SURPRESAS ENGARRAFADAS

Como boa apreciadora dos Rosés portugueses, adorei tudo o que provei do estilo, com destaque para o rótulo da Quinta de Lourosa, primeiro stand que visitei.

quinta_lourosa

Aliás, a própria enóloga da Quinta estava lá e me contou sobre a expressão dos vinhos, sendo que o que me chamou mais a atenção foi um Alvarinho com 13% de teor alcoólico, algo raro em se tratando de vinhos verdes, que costumam ter entre 8 e 11%. “As uvas dessa safra amadureceram além do normal, devido ao clima mais ensolarado. E todo o açúcar se transformou em álcool durante a fermentação”, explicou ela. 

Outra surpresa ficou por conta do famoso Soalheiro Alvarinho Reserva, distribuído pela Importadora Mistral. Possui corpo e complexidade, com um toque discreto de carvalho. Por falar em Alvarinho, ela é a varietal mais célebre da região, justamente por dar origem a caldos mais estruturados.

Soalheiro

Entretanto, os vinhos verdes mais leves também tiveram seu lugar de destaque no evento. Inclusive, segundo minha amiga Marcela Lima, esses são os exemplares que mais combinam com seu paladar. E, na minha opinião, vão superbem geladinhos, na beira da piscina, de preferência como acompanhamento para uma bela porção de bolinhos de bacalhau. Nada mais português e brazuca ao mesmo tempo!

18738458_1366279720119672_1993456056188106532_o
Clima de descontração total!

No quesito vinhos leves, entre os que mais me chamaram a atenção estavam o meu queridinho Acácio e o Terra de Camões, ambos de ótimo custo-benefício. Porém, entre os leves, amei muito a linha Estreia, distribuída pela Adega Cooperativa Ponte da Barca.

WhatsApp Image 2017-05-28 at 22.28.00

O do rótulo Estreia verdinho, feito com Loureiro, Trajadura e Arinto foi o meu favorito! O Rosé deles (Vinhão, Borraçal e Espadeiro) também não decepcionou. Já tinha me deparado com esses rótulos à venda no supermercado Pão de Açúcar e por pouco não comprei para experimentar. Estou até agora pensando o que eu tinha na cabeça para não ter levado nem uma garrafinha.. rsrsr.

SHOWCOOKINGS E “CONVERSAS COM VINHO”

E o Wine Fest de sexta contou, ainda, com 2 Showcookings e 3 Conversas Com Vinho. Infelizmente não pude acompanhar todos eles, devido aos horários disputadíssimos.

Contudo, tive a sorte de acompanhar o Showcooking da Chef Ellen Gonzalez, do Restaurante Miam Miam. Ela explicou para a gente como fazer camarão empanado com chutney de manga e sorvete de coentro. Um prato que harmoniza muito com o Vinho Verde, estrela do evento. Aliás, foi o melhor chutney de manga que já provei na vida. Sem falar que a Chef é simpatica e muito solícita. Uma fofa!

18671025_10212145620093620_2383838280885739355_n
Showcooking com Ellen Gonzalez, do Miam Miam

Logo depois, dei uma conferida no “Conversa Com Vinho” com o Professor Euclides Penedo Borges, da ABS-RJ. Já disse por aqui que sou profunda admiradora do trabalho dele. Afinal, o cara é uma inspiração quando se trata de harmonização entre vinho e comida, tanto que o mesmo falou sobre “Vinhos à Mesa”, demonstrando o quanto os vinhos verdes são gastronômicos. Muito bacana!

O evento contou, ainda, com música ao vivo (um sambinha delícia), além de Food Truck na entrada, que nos brindou com pratos inspirados na culinária lusitana. A feira foi organizada pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

Enfim, o Vinho Verde Wine Fest de sexta foi um tremendo sucesso, que se repetiu no sábado, quando contou com 3 Master Classes. O Vinho Verde é uma marca internacional que se refere a todos os vinhos produzidos no noroeste de Portugal, uma das regiões mais antigas do país, existente desde os tempos dos romanos.

vinho-verde-wine-fest-chega-ao-rio-de-janeiro_logo

São vinhos em sua maioria leves e jovens, com a cara do público brasileiro e carioca. Quer saber mais sobre os Vinhos Verdes? Então dá uma olhada nesse artigo que escrevi sobre eles, no último verão. 

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Vinho Verde Wine Fest: www.vinhoverdewinefest.com.br 


Wine Drink: Mel, Gin e Vinho Verde

Ontem, 21 de dezembro, o verão começou oficialmente! Pelo menos aqui no Rio, os termômetros andam nas alturas. Sem falar que tem muita gente de férias e as praias andam lotadas de segunda a segunda, com sol até às 19h. Beleza pura!

Quem me conhece sabe que eu não sou nem um pouco fã de calor. Prefiro um friozinho, com direito a lareira e fim de semana na serra. Porém, ainda que o verão não seja minha estação favorita, não dispenso um bom branco, rosé ou espumante geladinhos. Aliás, esses estilos devem ser bebidos durante o ano todo e não somente em altas temperaturas.

drink

E, quando se trata de desfrutar de um dia de verão na companhia dos amigos, nada como variar, exercitando os dotes de bartender com um super Wine Drink! O de hoje é elaborado com Vinho Verde, estilo que promete se tornar o queridinho da estação. Perfeito para o pós-praia, ao som de jazz e bossa-nova. Chique e despretensioso.

Ingredientes:

Para 4 pessoas

  • 1 limão siciliano
  • 1 limão thaiti
  • 1 caneca de morangos ou framboesas frescas
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 1 mão cheia de folhas de hortelã
  • 1/2 xícara ou 100 ml de gin
  • 4 xícaras de vinho verde

Modo de Fazer:

Esprema os dois limões, extraindo todo o suco. Misture  com os morangos (ou framboesas, ou, ainda, os dois juntos!), o mel e as folhas de hortelã com a ajuda de um pilão e um socador. Distribua a mistura em 4 taças. Divida igualmente o gin nas taças e, em seguida, encha-as com gelo e vinho verde até acima. Voilá! Agora, é só correr para o abraço!


Com certeza uma opção superbacana, com direito à sutil efervescência própria dos Vinhos Verdes.  Pode ser servido como Welcome Drink para aquele churrasco ou Pool Party com os amigos. Além disso, harmoniza bem com as festas de fim de ano, funcionando como uma alternativa a tradicional caipirinha. Bom demais!

Então é isso, galera da enofilia! O clima de Natal e Réveillon já contagiou todo mundo. Só por isso a quinta-feira já chegou com um jeito diferente, apesar do calor extremo. E se os bares e restaurantes andam lotados mesmo com a crise, improvise e faça da sua casa o ambiente perfeito para muitos vinhos, drinks e comemorações.

Boas Festas!

Tim-Tim!

Referência: casalmisterio.com

WineStyle: O Vinho do Verão É Verde!

Sem dúvida, o Vinho Verde tem tudo a ver com o verão. Frescos e jovens, esses exemplares são agradáveis e fáceis de beber. Ou seja, trata-se do companheiro perfeito para um dia de sol e calor (na praia, inclusive!).

white-wine-1761575_640

Além disso, os Vinhos Verdes geralmente são bem acessíveis. Sendo assim, com mais ou menos R$5o é possível adquirir um rótulo que tem tudo para ser aquele sopro refrescante num dia quente. Produzido em Portugal, ele pode, ainda, ter uma leve qualidade efervescente que acentua sua acidez e frescor. 

Muitas vezes, uma taça de Vinho Verde geladinho pode se apresentar como um oásis em pleno sol escaldante. Aliás, no verão, o Vinho Verde pode ser uma ótima alternativa ao espumante, seja como aperitivo ou para acompanhar um belo prato de frutos do mar, incluindo, aí, as delícias da culinária japonesa.

REGIÃO DEMARCADA DOS VINHOS VERDES

Na real, o Vinho Verde não é verde. Trata-se de um exemplar branco (ou tinto), que provém de uma das maiores regiões produtoras de Portugal. Cercada por uma  bela paisagem verde, o local se beneficia da proximidade com o Oceano Atlântico para cultivar uvas destinadas a um caldo que é a personificação perfeita de seu terroir: claro, fresco e exuberante. 

6e1956f8-a508-43cb-9675-df1337500e94_20100823085751

A Região Demarcada do Vinho Verde foi instituída em 1908 e regulamentada entre 1926 e 1929. Trata-se de uma das mais pitorescas do mundo, graças ao sistema de treliças que os vinicultores usam para serpentear as vinhas ao longo das colinas.

Algumas das parreiras chegam a escalar os postes de luz, permitindo que os winemakers tirem proveito de cada centímetro quadrado de terra para dar vida a essa uva, que é puro frescor. 

Pelas variações existentes, foram estabelecidas seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. 

PRODUÇÃO DO VINHO VERDE

O Vinho Verde é tradicionalmente feito a partir de uma mistura de uvas, entre elas a famosa Alvarinho (Albariño, na Espanha). Porém, os vinhos que incluem a Alvarinho na assemblage costumam ser mais caros em virtude da reputação dessa variedade, conhecida como de melhor qualidade frente às demais. Mas, independente da uva com que for feito, saiba que um bom vinho verde é sempre refrescante e delicioso. Satisfação garantida!

logo_vinhoverde

Fora tudo isso, o bônus adicional fica por conta de que o Vinho Verde possui um teor alcoólico baixo (em torno de 8%) se comparado a outros exemplares. Ou seja, é quase a mesma graduação de uma cerveja das mais encorpadas. Logo, é o vinho perfeito para um piquenique no parque ou uma boa farra na piscina ou à beira mar. 

VINHO VERDE TAMBÉM PODE SER TINTO

Apesar dos exemplares brancos serem mais conhecidos, sobretudo no Brasil, a região também produz rótulos tintos, sobretudo das castas Vinhão e Espadeiro. Veja, abaixo, as principais cepas brancas e tintas que dão origem a esse estilo de vinho tão interessante:

Principais Castas Brancas:

Alvarinho

Casta cultivada particularmente na sub-região de Monção e Melgaço, mas dada a sua elevada qualidade tem sido levada para outros pontos da região e do país. O vinho caracteriza-se por uma cor intensa, palha, com reflexos citrinos, aroma intenso, distinto e complexo, que vai desde o marmelo, pêssego, banana, limão, maracujá e líchia, a flor de laranjeira e violeta, a avelã e noz, e a mel, sendo o sabor complexo, macio, redondo, harmonioso, encorpado e persistente.


Arinto

Casta cultivada por toda a Região (não recomendada na sub-região de Monção e Melgaço). Conhecida como Arinto de Bucelas, atinge o seu mais elevado nível de qualidade nas zonas interiores da região. Os vinhos são de cor citrina a palha, apresentam aroma rico, do frutado dos citrinos e pomóideas (maçã madura e pêra) ao floral (lantanas). O sabor é fresco, harmonioso e persistente.


Avesso

Casta cultivada particularmente na sub-região de Baião, mas dada a sua alta qualidade, tem sido cultivada em sub-regiões limítrofes como a de Amarante, Paiva e Sousa. Produz vinhos de cor intensa, palha aberta, com reflexos esverdeados, aroma misto entre o frutado (laranja e pêssego), o amendoado (frutos secos) e o floral, sendo o caráter frutado dominante, delicado, subtil e complexo. O sabor é frutado, com ligeiro acídulo, fresco, harmonioso, encorpado e persistente. Estas potencialidades de aroma e sabor revelam-se somente alguns meses após a vinificação.


Azal

Casta cultivada particularmente em zonas do interior onde amadurece bem e atinge o seu nível de qualidade quando plantada em terrenos secos e bem expostos das sub-regiões de Amarante, Basto, Baião e Sousa. Produz vinhos de cor ligeira, citrina aberta, descorada, aroma frutado (limão e maçã verde) não excessivamente intensos e complexos; finos, agradáveis, frescos e citrinos, sendo o sabor frutado, ligeiramente acídulo, com frescura e jovem, podendo em anos excecionais revelarem-se encorpados e harmoniosos.


Loureiro

Casta cultivada em quase toda a região e melhor adaptada às zonas do litoral, não sendo recomendada apenas nas sub-regiões mais interiores como Amarante, Basto e Baião. Antiga e de alta qualidade, produz vinhos de cor citrina, aroma fino, elegante, que vai do frutado de citrinos (limão) ao floral (frésia, rosa) e melado (bouquet), sendo o sabor frutado, com ligeiro acídulo, fresco, harmonioso, encorpado e persistente.


Trajadura

Casta cultivada por toda a região (não recomendada na sub-região de Baião), de boa qualidade, produz vinhos de cor intensa, palha dourada, de aroma intenso, a frutos de árvore maduros (maçã, pêra e pêssego), macerados, sendo o sabor macio, quente, redondo e com tendência, em determinadas condições, a baixa acidez.


Principais Castas Tintas

Espadeiro

Casta de alguma expansão na Região, não é recomendada para as sub-regiões de Baião, Monção e Melgaço e Paiva. Produz vinhos de cor rubi, de aroma e sabor à casta e frescos. Tradicionalmente vinificada em “bica aberta” em diferentes locais da Região para produção de vinho rosado.


Padeiro

Casta de pouca expansão na Região, sendo cultivada particularmente na sub-região de Basto, sendo hoje também recomendada nas sub-regiões do Ave e do Cávado. Produz vinhos de cor vermelha rubi a vermelha granada, de aroma e sabor à casta, harmoniosos e saborosos.


Vinhão

Casta de grande expansão é cultivada em toda a Região pela sua qualidade e dado ser a única casta regional tintureira. Produz vinhos de cor intensa, vermelho granada, de aroma vinoso, onde se evidenciam os frutos silvestres (amora e framboesa), sendo o sabor igualmente vinoso, encorpado e ligeiramente adstringente.


Cheguei à conclusão de que um Vinho Verde geladinho é a opção perfeita para a ceia natalina, sobretudo se for em um dia de calor daqueles. Combina com o bacalhau e o salpicão, pratos tradicionais nessa época do ano. E, sim, vai bem até com Peru e Chester. Sem falar que ainda dá para bebericar tranquilamente na companhia de castanhas e frutas secas. Adoro!

Pessoal, ultimamente o Vinho Verde tem enchido o povo português de orgulho. Afinal, não é para menos! Tenho visto várias receitas de drinks com o vinho pela enosfera, inclusive em sites gringos.

Então é isso, galera da enofilia. Bons Vinhos! Tim-Tim!

Referência: http://www.vinhoverde.com/pt

Vinhos do Fim de Semana

Sabe aquele vinho que você não dá nada por ele e ao degustar tem uma baita surpresa? Na taça, coloração límpida com reflexos esverdeados. Aroma frutado, muito agradável. Na boca é fresco, com final redondo e não persistente. É um dos melhores vinhos verdes que já experimentei, com ótimo custo-benefício. À venda na rede Pão de Açúcar. Por ser leve, vai bem com saladas e carnes brancas pouco temperadas. E você, tem um vinho que tomou no final de semana e gostou? Use no instagram a hashtag #vilavinifera e conta para a gente. Não precisa de descrição técnica, Ok? #wine #winelovers #greenwine #vinhosemfrescura #vinhoverde #vilavinifera #Portugal #vinhosdofimdesemana.

IMG_20160410_112043