Notas de Prova: O Maravilhoso Corcéis Tannat, da Vinícola Helios

Gente, até que enfim provei a amostra do famoso Corcéis Tannat 2010, que recebi da Vinícola Helios. E vou falar uma coisa aqui para vocês: o rótulo superou as minhas expectativas e olha que eram muitas, pois toda a galera do vinho já tinha me intimado a experimentar o Corcéis.

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RÓTULO LINDO

Eis um fato sobre mim que só os amigos íntimos sabem – Sou apaixonada por cavalos! E isso desde que conheci o marido, há quase 20 anos atrás. Afinal, desde criança ele já mandava muito bem nas rédeas. Por isso, durante esse tempo, tive a oportunidade de conhecer e interagir um pouco mais com esses animais fantásticos.

 

E o rótulo do Corcéis traduz totalmente essa ideia de espírito livre e selvagem que só têm os cavalos ainda jovens, que precisam ser domados, ou seja, “amansados”, como o pessoal diz. Ou seja, o rótulo é muito bonito e elaborado com muito esmero pela vinícola.

Como já falei por aqui, os vinhos da Helios têm seus nomes inspirados na mitologia grega. O Corcéis, seria o 4º rótulo dessa trajetória.

O número 4 ficou representado pelo vinho Corcéis Tannat. Percorria o cosmo num carro de fogo ou numa taça gigantesca de incrível velocidade, porque era puxada por Quatro fogosos corcéis: Pírois, Eóo, Éton e Flégon.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Rubi-escuro, com reflexos granada. 

OLFATIVO: O início é bem frutado, com nuances de framboesa, mirtilo, ameixa, entre outros frutos vermelhos e negros. Em seguida, entram notas de chocolate e baunilha, acredito que devido ao amadurecimento em barricas de carvalho. Porém, a madeira é bem sutil, pouco se nota. 

GUSTATIVO: Em boca, possui ótimo equilíbrio entre álcool, acidez e taninos. Sabe aquela sensação de boca limpa, que só uma boa adstringência proporciona? Então! É bem típica do Tannat e exatamente o que eu esperava desse rótulo. Possui final redondo e ótima persistência (contei 7 segundos). 

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HARMONIZAÇÃO: É um vinho que pede gordura e pratos substanciais. Acompanha superbem um bom churrasco, com direito a linguiça, costela e aquela picanha suculenta. Porém, também pode ser o par perfeito para carnes de caça, como cordeiro, javali, entre outros exemplares mais exóticos. 

A VINÍCOLA HELIOS

Criada em 2014, a Helios é uma empresa jovem, mas com objetivos bastante ousados, visto que pretende se tornar uma das cinco principais marcas de vinhos finos nacionais. Isso mesmo! A Helios é uma vinícola brazuca, sediada em Monte Belo do Sul (RS), com parcerias comerciais nas regiões Sul e Sudeste do país, com destaque para as cidades de São Joaquim (SC) e Guaporé (RS).

Mais do que produzir vinhos, a Helios deseja estar associada a todos os momentos inesquecíveis daqueles que apreciam um bom fermentado. Afinal, vinho é celebração, estar junto e misturado!


Resumo da ópera: esse VINHO TEM PODER! É do tipo que chega chegando e, ao mesmo tempo, encanta o paladar. Quero repeteco sim! Aliás, o amigo Marcelo Rebouças, da Cave Nacional, vende esse vinho tanto na loja virtual quando em seu Restobar, em Botafogo. Vale juntar os amigos para degustá-lo, pois não decepciona!

FICHA TÉCNICA DO CORCÉIS TANNAT 2010

ORIGEM: Guaporé – Serra Gaúcha – RS.

PRODUTO: Helios Corcéis Tannat.

SAFRA: 2010.

TIPO DE UVA: 100 %Tannat.

GRAU ALCOÓLICO: 13,0%.

ALTITUDE: 710 metros.

CLIMA: Temperado.

SOLO: Profundo, argiloso-arenoso e fértil.

SISTEMA DE CONDUÇÃO: Tipo “Y”.

PRODUÇÃO: 3,0 kg por planta (vinhedos pastoreados por ovelha).

ÉPOCA DA COLHEITA: Fevereiro de 2013.

COLHEITA: Manual com seleção de cachos.

DESENGACE: Seleção total da uva.

FERMENTAÇÃO: Aço inox com controle de T°C.

MACERAÇÃO: Longa (3 semanas).

BARRICA: 12 meses carvalho francês.

ENGARRAFADO: Julho de 2014.

NÚMERO DE GARRAFAS: 2.000 garrafas.

LOTE: 01.

ESTILO: Vinho tinto concentrado de bom potencial de guarda.


Enoamigos, se você é fã de Tannat e nunca provou um genuinamente brasileiro, indico fortemente esse rótulo, pois vale muito à pena.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

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Olá, Muito Prazer! Chenin Blanc!

Acreditem, os vinhos brancos andam super na moda ao redor do mundo. E, embora as críticas tenham girado mais em torno dos tintos, é fato que os brancos vêm organizando uma revolução silenciosa nos últimos anos, quebrando preconceitos e encantando um número cada vez maior de apreciadores devido ao estilo seco e fresco de grande parte de seus rótulos. Ou seja, provocam o mesmo prazer de uma cerveja gelada, porém, sem aqueles quilos de carboidratos vilões da boa forma (rs).

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DÊ UMA CHANCE PARA OS VINHOS BRANCOS

São inúmeros os benefícios dos vinhos brancos, entre eles o fato de que são tipicamente mais leves em álcool, ao passo que combinam com uma variedade enorme de alimentos, além de serem bem mais acessíveis que o vinho tinto, em termos de qualidade. E, em meio a rótulos de Chardonnay e Sauvignon Blanc, superdisponíveis, um branquinho têm chamado a atenção de grande parte dos White Lovers ao redor do mundo: o Chenin Blanc!

MUITO PRAZER, CHENIN BLANC!

A casta Chenin Blanc é cultivada em todo o mundo, mais notavelmente na região francesa do Vale do Loire e na África do Sul. O que impressiona nessa variedade, sem dúvida, é a diversidade de estilos, sendo que vai desde espumantes até dourados néctares doces (de sobremesa) e conhaque.

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Na África do Sul, por exemplo, a Chenin Blanc é a uva branca mais plantada e, nos últimos anos, os produtores investiram um grande esforço para fazer com que o Chenin sul-africano possa competir de igual para a igual com os melhores do mundo. O bacana da história é que, embora a África do Sul esteja elaborando exemplares incríveis de Chenin Blanc, sobretudo de vinhedos antigos, os preços ainda são bastante competitivos. Ou seja, trata-se de rótulos com ótimo custo-benefício. 

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CHENIN BLANC NO VALE DO LOIRE

Na fria região do Vale do Loire, na França, o amadurecimento da Chenin Blanc pode ser tão desigual, que às uvas geralmente são selecionadas à mão em sucessivas passagens pelas vinhas.

As uvas menos maduras constituem uma ótima base para vinhos espumantes. Já as uvas mais maduras são utilizadas em estilos ricamente aromáticos, ao passo que aquelas retiradas no final da época da colheita estão muito maduras ou afetadas pela podridão nobre, fungo que desidrata e concentra os açúcares das uvas, dando origem a ricos sabores de geleia de laranja, gengibre e açafrão. Estas uvas de colheita tardia vão para os famosos vinhos doces da região, como os das DO’s Quarts de Chaume e Bonnezeaux.

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HARMONIZAÇÃO

Um bom Chenin Blanc, sobretudo os dos estilos espumante, seco e aromático, combina com Frutos do Mar, Frango ou Peru. Presunto e Bacon também são ótimas ideias para harmonizar com esses vinhos.

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BORA DEGUSTAR UM CHENIN BLANC!

Ficou curioso para conhecer o Chenin Blanc? Então, a sua lição de casa será escolher um estilo deste vinho e saboreá-lo em grande estilo. Veja algumas ideias:

  • ESPUMANTE: Brut (seco) ou Demi-Sec (frutado e seco) são os principais estilos. Você pode optar por um Methode Traditionelle Vouvray da França ou um Cap Classique da África do Sul.

  • SECOS: Em Vouvray, os estilos secos são rotulados como “Sec” e na África do Sul, você geralmente encontrará um indicador de doçura no rótulo traseiro. Esses vinhos costumam ser leves e minerais.

  • AROMÁTICOS: Eis um estilo exuberante de Chenin, que cheira a buquê de flores e pera recém-cortada. Sem dúvida, é o mais popular em todo o mundo. Em Vouvray, os produtores costumam usar as palavras “Tendre” para indicar esse estilo.

  • NÉCTAR DE OURO: Trata-se do mais doce estilo de vinho de sobremesa, que pode ser encontrado principalmente no Vale do Loire, na França, incluindo as regiões do Côteaux du Layon ou vinhos rotulados como “Moelleux” da Vouvray.


Então é isso, enoamigos! o mundo do vinho é muito vasto, por isso, permita-se sempre! Prove vários estilos e se entregue por completo. Afinal, a paixão pelo nosso néctar dos deuses vai muito além de uma taça de tinto.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Consulta e referência: Wine Folly, Vinhos do Mundo Todo

Lifestyle: Em Defesa do Vinho de Meia-Garrafa

Acho que a maioria dos enófilos admitiria que, ao entrar numa loja de vinhos, a seção de meias-garrafas é a primeira a ser visitada. Para falar a verdade, muitas pessoas provavelmente nem percebem que estão lá. Até hoje é o que acontece comigo! Ou seja, a meia-garrafa sempre foi subestimada. A gente pega, olha o preço e pensa assim, “Na ponta do lápis vale mais a pena levar 750 que 350ml”.

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Será verdade?

BORA PENSAR NOS PRÓS E CONTRAS

Reflita e certamente você chegará à conclusão de que se trata de um tamanho único! Afinal, é menos que uma garrafa cheia e mais que as minis de uma só dose ( 187ml), que se tornaram tão populares ultimamente. A seleção geralmente é limitada e, além disso, a meia-garrafa não se presta a ocasiões ou circunstâncias específicas. Ou seja, na real ninguém se dirige a uma loja de vinhos pensando, “Preciso comprar uma meia-garrafa!”. 

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Por tudo isso, eu argumentaria, inclusive, que a meia-garrafa é, na verdade, um dos maiores negócios de utilidade da indústria do vinho. Pode ser um herói desconhecido. Mas só se você quiser, claro! Não é tão elegante quanto uma garrafa cheia e nem é tão divertido de comprar. Mas os produtos mais práticos e úteis geralmente não são conhecidos por seu charme e sim pelas vantagens que podem te proporcionar. E, pelo menos para mim, é isso o que faz da meia-garrafa uma grande escolha. 

1/2 GARRAFA: VOCÊ SÓ DESCOBRE O QUANTO ELA É BOA QUANDO PRECISA DELA

Pois é, estou aqui defendendo a meia-garrafa, mas nem sempre pensei desta forma. Há um tempo tenho adotado essas queridinhas com mais carinho, tudo porque não é sempre que alguém está disposto a dividir uma garrafa comigo.

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Meu marido, por exemplo, nos fins de semana aqui em casa ou em restaurantes, geralmente, acaba optando pela cerveja. Ou seja, a possibilidade de eu me empolgar demais com uma garrafa inteira é grande quando estou degustando-a sozinha. E, no dia, seguinte, quem é apaixonado por vinho sabe que a sensação nem sempre é agradável. Ou seja, para esses casos, a meia-garrafa é sim, uma solução e tanto!

Fora isso, sabe quando você vai num restaurante rolha free (que não cobra taxa) e a sua companhia não está disposta a dividir uma garrafa ou, então, prefere um rótulo branco quando naquele dia tudo o que você mais quer é uma taça de tinto? Sim, isso acontece! Levem cada um uma meia-garrafa de seu estilo favorito e aproveitem! Simples assim!

O TAL DO CUSTO X BENEFÍCIO

Enfim, apesar do valor da meia-garrafa muitas vezes não compensar frente a uma garrafa inteira (nunca é metade do preço!), é preciso admitir que é sempre bom ter uma ou outra na adega para aqueles casos de necessidade, como os citados acima. Sem falar que é a quantidade de vinho perfeita para uma noite sozinho, sem o risco de sobrar para o dia seguinte (e, cá entre nós, a bebida nunca está igual ao dia em que a ampola foi aberta). Ou seja, se você está só, é muito mais prático comprar uma meia-garrafa e ser feliz! Sim, em se tratando de vinho, é possível ser feliz sozinho!

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“Ah, mas eu nunca bebo só meia-garrafa no fim de semana!”. Pois é, pode ser que a ampola de 350ml não te satisfaça num sábado à noite, quando você está acompanhado e o papo rola solto. Mas, sozinho, num dia de semana, quando se precisa acordar cedo no dia seguinte, a meia-garrafa é perfeita!

Uma meia-garrafa também pode ser a salvação para aquelas noites nas quais não se consegue decidir o que beber. Tinto ou branco? Pinot Noir ou Malbec? Ou meu dilema pessoal, “Vinho tinto ou espumante?” Para mim, é uma decisão superdifícil de tomar, sobretudo quando eu estou MESMO desejando um espumante, mas não sei se conseguirei seguir adiante com as borbulhas até o fim da noite (as perlages costumam ser traiçoeiras..rsrsrs). Graças à meia-garrafa, não preciso fazer essa escolha. Basta comprar 350ml de cada e correr para o abraço enquanto a noite continua! 

ALÉM DA VERSATILIDADE 

Viu como, em muitas ocasiões, uma meia-garrafa pode resolver metade dos seus problemas? E sabe que o portfólio para elas nem anda tão limitado? Cada vez mais as empresas estão investindo em meias-garrafas de seus melhores rótulos, os chamados best-sellers. E tem de todos os estilos – espumante, branco, rosé, tinto, doce… Ou seja, vai da entrada a sobremesa sem te dar prejuízo! 

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Se você é um amante dos tintos, já é possível encontrar, por exemplo, em meia-garrafa os rótulos TOP da Vinícola Catena (Malbec e Pinot Noir). Se não couber no seu bolso,  ainda é possível se deliciar com o clássico Casillero Del Diablo. Bom demais! Aliás, esses foram alguns dos motivos pelos quais decidi dar uma chance às meias-ampolas.


Então, enoamigos, se vocês ainda não provaram da versatilidade de uma meia-garrafa, chegou a hora de vivenciar todo o seu senso prático.

Até a próxima! Ótima semana repleta de bons vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Entenda Como o Vinho Pode Evoluir (e melhorar) na Garrafa

A garrafa tem um papel crucial na qualidade de evolução do vinho. Tudo porque sua cor, forma, composição e até mesmo as reações químicas que ocorrem em seu interior podem ajudar (e muito!) a melhorar as características da bebida. No entanto, fora isso, a garrafa está diretamente ligada ao consumo do vinho, ao passo que representa uma ferramenta de marketing essencial na decisão de compra do consumidor.

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AMADURECIMENTO EM GARRAFA

Ainda que seja comum associar envelhecimento em garrafa a vinhos de alta qualidade (os famosos vinhos de guarda), fato é que todos os vinhos, mesmo os mais jovens, devem passar um tempo descansando logo após serem engarrafados.

Segundo especialistas da empresa espanhola Verallia, uma das líderes mundiais na produção de garrafas, algumas dicas são fundamentais no que diz respeito ao armazenamento do vinho nessas embalagens:

A GARRAFA: é o elemento-chave na produção e conservação do vinho. Antes de tudo, durante a sua elaboração, é na garrafa que o vinho passa por todos os estágios de sua vida (sim, o vinho é quase um ser vivo!), da juventude à idade adulta (apogeu), quando adquire suas melhores qualidades em virtude da ausência de oxigênio, até o fim de sua existência (decrepitude), quando perde totalmente sua expressão.

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A EVOLUÇÃO: nuances complexas e delicadas, o chamado “bouquet” (apenas os vinhos maduros possuem bouquet) são sinais claros de evolução em garrafa, quando o vinho refina seus aromas e sabores. Nessa fase, o vinho perde um pouco dos aromas frutados de sua juventude, se mostrando com perfumes mais sutis e complexos, que marcam a sua maturidade.

 

PROFUSÃO DE AROMAS: na garrafa, os aromas primários, secundários e terciários formam o que os especialistas qualificam como “perspectiva aromática do vinho”. Além disso, a garrafa impede a rápida evolução biológica do vinho, aumentando sua vida útil, que continua a se devolver num ritmo mais lento, a partir do momento em que o oxigênio  existente entre o líquido e a rolha é praticamente nulo. Por vezes, esse ar é consumido em reações químicas que ocorrem o tempo todo em que o vinho permanece na adega. 

VINHOS ENGARRAFADOS

Quando armazenados em garrafa, os vinhos brancos com poder de guarda se tornam mais sedosos e voluptuosos, perdendo seus aromas frutados iniciais para ganhar em complexidade e sutileza. Já os vinhos tintos tendem a perder a cor, indo do rubi a tons alaranjados e terrosos.

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Durante o envelhecimento em garrafa há uma redução do potencial oxidativo do vinho, permitindo a ocorrência de todos esses fenômenos evolutivos. Substâncias chamadas PROCIANIDINAS, na ausência de oxigênio, realizam a HIDRÓLISE ao se juntar com as ANTOCIANINAS, provocando uma diminuição na intensidade de sua cor, bem como uma perda de adstringência nos vinhos tintos, que ganham em sedosidade. Com o passar do tempo, devido à ação das Antocianinas, a bebida passa da cor telha para tijolo. Eis aí um dos aspectos mais notórios de evolução!

Enfim, todas essas alterações químicas acontecem, sobretudo, em virtude dos processos de polimerização em que as antocianinas, entre outras substâncias, causam alterações em suas estruturas moleculares, resultando em alterações de cores e sabores únicas.


 

Por essas e outras afirmo que, em se tratando de vinhos, nunca se sabe demais e todos os dias a gente aprende algo novo.

Então é isso, enoamigos. Até a próxima! Ótimo final de semana! Tim-Tim!

Referência: Vinetur

Tudo O Que Você Queria Saber Sobre Sulfitos nos Vinhos (e sempre teve medo de perguntar)

Sabe quando você nem exagerou tanto no vinho e no dia seguinte acorda com aquela típica dor de cabeça? Na mesma hora, você coloca a culpa em quem? No seu amado néctar dos deuses? Claro que não! Os responsáveis, meu amigo, são sempre os sulfitos!

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Pois bem, hoje cheguei com um artigo definitivo sobre esse elemento misterioso do mundo vinho. Na real, para que serve? Trata-se de um mal necessário ou só uma polêmica típica de enochatos? Bora desvendar isso!

O QUE SÃO SULFITOS?

Aí você olha no contrarrótulo daquela desejada garrafa e lê, “Contém Sulfitos”, geralmente ao lado daquele símbolo proibitivo para mulheres grávidas. Que raios são esses tais de sulfitos? O que estou prestes a beber?

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Os sulfitos fazem parte do subproduto natural da fermentação, ou seja, você acaba de ouvir eu dizer que ocorrem NATURALMENTE. Quando leveduras e açúcar se juntam para criar gás carbônico (CO2) e álcool, quantidades mínimas de dióxido de enxofre (SO2) também são produzidas nesse processo. Portanto, todo vinho terá pelo menos um pouquinho de sulfitos em sua composição. 

No entanto, não são esses sulfitos gerados naturalmente que incomodam os consumidores e sim aqueles adicionados pela indústria artificialmente após a fermentação. Afinal, a quantidade de sulfitos geradas durante a fermentação é bem pequena, variando de 5 a 40 partes por milhão. Porém, em alguns lugares os vinhos podem conter até 350 partes por milhão, uma quantidade significativamente maior do que a produzida naturalmente.

POR QUE OS SULFITOS SÃO ADICIONADOS AO VINHO?

Trata-se do resultado direto de produtores que adicionam sulfitos aos vinhos acabados, tudo porque esses componentes atuam como conservantes, permitindo que os rótulos tenham uma vida útil mais longa e mantenham o seu sabor. Mesmo os vinhos orgânicos admitem um máximo de 100 partes por milhão de sulfitos por garrafa, embora, em geral, eles tenham apenas de 50 a 75 partes por milhão.

VILÕES DA RESSACA?

Muitos enófilos costumam culpar os sulfitos por suas ressacas matinais. Mas é tudo mito! Os sulfitos não são os vilões causadores da sua dor de cabeça.

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Afinal, o que muita gente não percebe é que esses mesmos sulfitos são usados em muitos dos alimentos que consumimos diariamente, sendo utilizados, nesses casos, pelas mesmas razões da indústria do vinho, ou seja, esses componentes, nos alimentos, também agem como conservantes, impedindo que eles fiquem ruins ou percam a cor original. Na verdade, alguns dos seus alimentos favoritos podem conter mais sulfitos que a culpada garrafa de vinho.

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Por exemplo, frutas secas, suco de limão industrializado e alimentos em conserva podem chegar à sua mesa carregados de sulfitos, com as frutas secas liderando o topo desta lista, visto que chegam a ter dez vezes mais sulfitos que uma garrafa de vinho não-orgânico. Carnes, queijos e sopas pré-embalados também se enquadram nessa categoria, com alguns contendo bem mais sulfitos que uma porção de vinho.

É SEGURO CONSUMIR VINHO COM SULFITOS?

As dosagens de sulfitos utilizadas no vinho são supercontroladas pela legislação dos países produtores de vinho para que estejam dentro de limites seguros para a sua saúde.

Contudo, já que os limites máximos autorizados podem variar muito de país para país, vamos citar, como exemplo, a União Europeia, cujos limites permitidos são:

  •  160 mg/litro para vinhos tintos
  •   260 mg/litro para vinhos brancos
  •  300 mg/litro para vinhos doces
  •   400 mg/litro para vinhos botrytizados

Vale destacar que a maioria dos vinhos fica muito abaixo desses limites, frente aos alimentos aqui citados.


Ou seja, meus amigos, provavelmente os sulfitos não são os únicos responsáveis por aquelas suas dores de cabeça. Porém, existem pessoas que realmente são alérgicas a esses componentes e podem se sentir mal com a mínima presença de anidrido sulfuroso em suas taças.

Justamente por isso aqui no Brasil a lei exige que o contrarrótulo traga a informações de que contém sulfitos. Sou muito a favor desse tipo de transparência, não só com relação aos vinhos, mas em toda a indústria alimentícia.

Se não são adicionados os sulfitos, não é necessário o alerta “contém sulfitos”, visto que a legislação brasileira não exige que se diga “contem sulfitos”, mas “contem conservador anidrido sulfurico INS 220”. Trata-se de um produto específico, usado para colocar “sulfitos” no vinho. Logo, o Ministério da Agricultura não exige a presença dessa frase no contrarrótulo se não foi adicionado o “sulfito” no processo.

O sulfito natural não cabe na descrição do INS 220. E os sulfitos naturais parecem não causar mal, sobretudo quando a quantidade é mínima.

Vale ressaltar, ainda, que vinícolas usam sulfitos em várias etapas da vinificação. Os produtores industriais usam sulfitos assim que a fruta chega à cantina – para evitar fermentação precoce. Mas o sulfito pode ser utilizado inclusive durante a vinificação.

Até a próxima! Ótimos vinhos, com ou sem sulfitos. Tim-Tim!

Notas de Prova: Ribeiro Santo 2014 – O Dão Pelo Enólogo Carlos Lucas

Costumo dizer que, assim como as pessoas, os vinhos são organismos vivos, que se expressam de formas diferentes entre si. Ontem recebi da Winebrands o Ribeiro Santo, um menino da região portuguesa do Dão.  No início me pareceu um pouco tímido na taça, mas aos pouco, conforme fomos trocando ideias, enfim, ele foi se soltando.

Batemos um longo papo na companhia de uma irresistível pizza de cogumelos do Da Carmine, um dos meus restaurantes favoritos em Niterói. Digo que se trata de um menino, pois ainda pode evoluir muito em garrafa, como muitos dos seus irmãos lusitanos. Possui médio corpo, aroma e alma! Logo de cara, me levou por um bosque de frutos vermelhos maduros, flores  e especiarias.

Foi elaborado por Carlos Lucas com varietais bem típicas do Dão: Touriga Nacional,Tinta Roriz e Alfocheiro, sem passagem por madeira, preservando a expressão da fruta. Se é gastronômico? Muito! Quer saber o que mais achei dele?

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NOTAS DE PROVA

VISUAL: Límpido, de coloração vermelho-rubi intenso, com reflexos rubi-claro.

OLFATIVO: Frutas vermelhas, com destaque para Amora. Notas florais que lembram violetas e um toque de especiarias (imagino ser pimenta-do-reino).

GUSTATIVO: Em boca, possui médios corpo e tanicidade , mantendo a tipicidade dos rótulos portugueses. De boa acidez, termina de se expressar de um jeito fresco e redondo.

HARMONIZA COM… Entradas, queijos, carnes leves e, inclusive, um típico bacalhau.

SOBRE O ENÓLOGO CARLOS LUCAS

Carlos Lucas iniciou a sua carreira como enólogo em 1992 na Adega Cooperativa de Nelas, após ter concluído  a sua formação em enologia com um DAA em Viticultura e Enologia na Escola Superior Nacional de Agronomia de Montpellier.

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Ainda no Dão foi sócio fundador da empresa  Dão Sul onde foi Administrador e liderou a equipe de enologia desde 1994 até Agosto de 2011. Foi na década de 2000 que iniciou a produção de vinhos em outras regiões como o Douro, o Alentejo, a Bairrada e região de Lisboa. Ainda teve tempo para se dedicar a projetos além-fronteiras, com a produção de vinhos no Vale de São Francisco (Brasil), no Piemonte em Itália e ainda no Priorat, na vizinha Espanha.

Em todas estas regiões elabora vinhos para todos os gostos, desde entradas de gama a vinhos de topo reconhecidos pela imprensa nacional e internacional.

Seu trabalho foi reconhecido enquanto Administrador com vários prêmios entre os quais  “Empresa do Ano 2002”, “Empresa do Ano 2006” e “Enoturismo do ano 2008”.

Foi juri dos mais importantes concursos de vinhos mundiais  de onde se destaca a sua presença desde 1997 no Chalange Internacional du Vin em Bordeaux.


Quer conhecer o menino Ribeiro Santo 2014? No momento, ele se encontra à venda no site da WineBrands Brasil. A loja me enviou uma amostra para avaliar e contar o que achei para os meus leitores do Vila.

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Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Bom feriadão! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Winebrands Brasil, Magnum Carlos Lucas Vinhos. 

Vinho Verde Wine Fest: Um Néctar Com a Cara do Brasil

Na última sexta-feira, dia 26 de maio, estive no Vinho Verde Wine Fest. Realizado no Iate Clube do Rio de Janeiro, o evento foi uma verdadeira homenagem ao caldo português que, na minha opinião, é um dos que mais combina com o nosso clima. E não falo só de calor! Sem dúvida, os Vinhos Verdes têm super a ver com a alegria e descontração do público brasileiro.

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E foi uma profusão de gente bonita por todos os lados, que apreciou Loureiros, Arintos e Avessos em todo seu esplendor e delícia!

Entre os produtores e distribuidores presentes estavam Abrigueiros – Casa da Senra, Adega de Monção, Agri-Roncão – Quinta de Linhares, Aveleda, Campelo, Enoport United Wines, PROVAM, Quinta & Casa das Hortas, Quinta da Lixa, Quinta das Arcas, Quinta de Carapeços, Quinta de Lourosa, Soalheiro, Solar de Serrade, Vercoope e Viniverde/Adega Ponte da Barca.

WINE FEST MARCADO POR MUITA ALEGRIA E DESCONTRAÇÃO

Logo na chegada, encontrei meu amigo Fernando Lima, do Blog Vinhos com Fernando Lima, que me apresentou suas amigas, enófilas supersimpáticas com as quais fiz logo amizade. Recebemos óculos escuros de armação verde que eram simplesmente a cara do clima de descontração que tomou conta da feira.

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Com Luciana Paes Leme, uma das amigas que conheci através do Fernando Lima.

Já que estava cedo, visitamos os stands com toda a calma e conversamos com representantes e produtores. Confesso que me surpreendi com muita coisa! Aliás, muito do que eu conhecia dos vinhos verdes (que na verdade não são verdes e sim elaborados com castas provenientes da Região portuguesa dos Vinhos Verdes) correspondia aos rótulos mais conhecidos e distribuídos aqui pelo Brasil. Ou seja, amei ter contato com as novidades em varietais e vinícolas.

ÓTIMAS SURPRESAS ENGARRAFADAS

Como boa apreciadora dos Rosés portugueses, adorei tudo o que provei do estilo, com destaque para o rótulo da Quinta de Lourosa, primeiro stand que visitei.

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Aliás, a própria enóloga da Quinta estava lá e me contou sobre a expressão dos vinhos, sendo que o que me chamou mais a atenção foi um Alvarinho com 13% de teor alcoólico, algo raro em se tratando de vinhos verdes, que costumam ter entre 8 e 11%. “As uvas dessa safra amadureceram além do normal, devido ao clima mais ensolarado. E todo o açúcar se transformou em álcool durante a fermentação”, explicou ela. 

Outra surpresa ficou por conta do famoso Soalheiro Alvarinho Reserva, distribuído pela Importadora Mistral. Possui corpo e complexidade, com um toque discreto de carvalho. Por falar em Alvarinho, ela é a varietal mais célebre da região, justamente por dar origem a caldos mais estruturados.

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Entretanto, os vinhos verdes mais leves também tiveram seu lugar de destaque no evento. Inclusive, segundo minha amiga Marcela Lima, esses são os exemplares que mais combinam com seu paladar. E, na minha opinião, vão superbem geladinhos, na beira da piscina, de preferência como acompanhamento para uma bela porção de bolinhos de bacalhau. Nada mais português e brazuca ao mesmo tempo!

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Clima de descontração total!

No quesito vinhos leves, entre os que mais me chamaram a atenção estavam o meu queridinho Acácio e o Terra de Camões, ambos de ótimo custo-benefício. Porém, entre os leves, amei muito a linha Estreia, distribuída pela Adega Cooperativa Ponte da Barca.

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O do rótulo Estreia verdinho, feito com Loureiro, Trajadura e Arinto foi o meu favorito! O Rosé deles (Vinhão, Borraçal e Espadeiro) também não decepcionou. Já tinha me deparado com esses rótulos à venda no supermercado Pão de Açúcar e por pouco não comprei para experimentar. Estou até agora pensando o que eu tinha na cabeça para não ter levado nem uma garrafinha.. rsrsr.

SHOWCOOKINGS E “CONVERSAS COM VINHO”

E o Wine Fest de sexta contou, ainda, com 2 Showcookings e 3 Conversas Com Vinho. Infelizmente não pude acompanhar todos eles, devido aos horários disputadíssimos.

Contudo, tive a sorte de acompanhar o Showcooking da Chef Ellen Gonzalez, do Restaurante Miam Miam. Ela explicou para a gente como fazer camarão empanado com chutney de manga e sorvete de coentro. Um prato que harmoniza muito com o Vinho Verde, estrela do evento. Aliás, foi o melhor chutney de manga que já provei na vida. Sem falar que a Chef é simpatica e muito solícita. Uma fofa!

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Showcooking com Ellen Gonzalez, do Miam Miam

Logo depois, dei uma conferida no “Conversa Com Vinho” com o Professor Euclides Penedo Borges, da ABS-RJ. Já disse por aqui que sou profunda admiradora do trabalho dele. Afinal, o cara é uma inspiração quando se trata de harmonização entre vinho e comida, tanto que o mesmo falou sobre “Vinhos à Mesa”, demonstrando o quanto os vinhos verdes são gastronômicos. Muito bacana!

O evento contou, ainda, com música ao vivo (um sambinha delícia), além de Food Truck na entrada, que nos brindou com pratos inspirados na culinária lusitana. A feira foi organizada pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

Enfim, o Vinho Verde Wine Fest de sexta foi um tremendo sucesso, que se repetiu no sábado, quando contou com 3 Master Classes. O Vinho Verde é uma marca internacional que se refere a todos os vinhos produzidos no noroeste de Portugal, uma das regiões mais antigas do país, existente desde os tempos dos romanos.

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São vinhos em sua maioria leves e jovens, com a cara do público brasileiro e carioca. Quer saber mais sobre os Vinhos Verdes? Então dá uma olhada nesse artigo que escrevi sobre eles, no último verão. 

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Vinho Verde Wine Fest: www.vinhoverdewinefest.com.br