Vinho & Saúde: Por que o Vinho Pode Ser Considerado um Alimento?

Logo de cara podemos dizer que um alimento é qualquer substância, comida ou bebida, que contribua para a nutrição dos seres vivos. Não só para fins nutricionais, como também sociais e psicológicos.

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O alimento é NUTRICIONAL porque fornece matéria e energia para o anabolismo e a manutenção das funções fisiológicas. SOCIAL, porque favorece a comunicação e o estabelecimento de laços afetivos, bem como as conexões sociais e culturais. E PSICOLÓGICO, porque melhora a saúde emocional, proporcionando alegria e satisfação.

Tendo em vista essa definição, não há dúvidas de que o VINHO É UM ALIMENTO, pois, se por um lado, contém macronutrientes (carboidratos e algumas proteínas), que fornecem energia, por outro dispõe de micronutrientes, como sais minerais, oligoelementos e até vitaminas. Isso porque eu ainda nem mencionei o fato de que o nosso néctar fomenta a comunicação, conexões, enfim, junta as pessoas! Ah, e ainda oferece prazer e satisfação. Ou seja, se existe um produto que atende totalmente a definição de alimento, esse com certeza é o VINHO!

BAIXO TEOR DE PROTEÍNAS

As proteínas geralmente são escassas o vinho (em torno de 1 a 2g por litro). Esse baixo teor no vinho, ao contrário do suco de uva, deve-se ao seu processo de produção. Ou seja, se tomarmos por base que a quentidade de proteína reocmendada é de 1g por quilo de peso corporal, chegamos a conclusão de que o vinho não pode ser considerado uma grande fonte de proteínas.

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SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR

Quanto aos carboidratos, estes podem ser encontrados em proporções variáveis, dependendo da forma com que o vinho é elaborado. Durante a fermentação alcoólica, a maior parte dos açúcares do mosto (suco da uva) é transformada em álcool, graças à ação das leveduras. No vinho tinto, os açúcares residuais, como glicose e frutose, representam apenas de 2 a 3 gramas por litro. Já no vinho branco, essa porcentagem pode ser maior.

Além dos citados acima, o vinho também pode conter outros açúcares, como aqueles naturais do álcool. Em todo caso, com exceção de vinhos doces (com açúcar residual), os de sobremesa e fortificados, a maioria dos presentes no mercado atual é de vinhos secos, com baixo teor de açúcar, sendo que, após a fermentação, este nunca é adicionado a esse tipo de bebida.

0% DE GORDURA

Lipídios (gorduras) são compostos químicos formados, principalmente, por misturas orgânicas de ácidos graxos. O vinho não contém lipídios e é essencial que essa susbtância não chegue nem perto da bebida dos deuses, afinal, certamente isso traria um gosto desagradável. O único risco é que as sementes de uvas, quando esmagadas, podem liberar uma espécie de óleo. Por isso, em algumas ocasiões, é possível visualizar algo gorduroso nas paredes da taça depois que se bebe o vinho, mas é raro, bem raro! Ou seja, em geral, o nosso néctar é 0% gordura.

ÁLCOOL E SAIS MINERAIS

O álcool é outra substância que, óbviamente, aparece no vinho. No entanto, é importante notar que o teor alcoólico de um vinho é determinado pela quantidade de açúcar das uvas durante a colheita. No vinho, o % de álcool indica a proporção deste na garrafa. Por exemplo, 14% contém 105ml de álcool por garrafa de 750ml ou cerca de 140ml por litro. O vinho contém, sobretudo, álcool etílico, mas também podemos encontrar outros tipos de álcool, como Glicerina, Metano, Eritritol, entre outros poli-álcoois.

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Com relação aos sais minerais, vale lembrar que o vinho contém de 2 a 4 gramas de sal por litro. Os minerais que podemos encontrar no vinho são: potássio, sódio, cálcio, cloro, enxofre, flúor, silício, iodo, bromo e boro. Alguns desses elementos são muito raros em alimentos mais comuns de serem consumidos.

O vinho possui, ainda, alguns elementos nutricionais ou oligoelementos, como ferro, cobre, zinco e manganês. Alguns vinhos são bem ricos em ferro, facilitando a boa absorção intestinal. Por outro lado,  o vinho pode conter elementos indesejáveis, como alumínio, chumbo e até mesmo arsênico, embora em proporções praticamente insignificantes.

No vinho também encontramos muitas VITAMINAS, como a B12, B6 e B2, porém, em baixas proporções. O fermentado não contém Vitamina C, apesar desta estar presente naturalmente nas uvas.

OS MARAVILHOSOS POLIFENÓIS

Um dos aspectos que mais é ressaltado nos vinhos fica por conta da quantidade de polifenóis. Isso porque estes são ótimos aliados para a saúde. Se por um lado o vinho branco possui apenas algumas miligramas, por outro, o vinho tinto contém de 1 a 3 gramas por litro de polifenóis que estão, a princípio, concentrados nas cascas, sementes e engaços das uvas.

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E por que se fala tanto em polifenóis? Essas substâncias são famosas por transformarem o vinho num poderoso aliado na prevenção cardiovascular. Entre os fenóis, distinguimos ácidos fenpolicos ou ácido fenólico, flavonóides (ou fator de vitamina P), antocianos, fleuma, taninos, quinonas e resveratrol.

No vinho  encontramos, ainda, ácidos minerais como tartárico, malico e salicílico, entre outros. Todos eles contribuem para tornar o vinho um líquido alcoólico acídico, cujo Ph está entre 2 e 3, ou seja, uma acidez próxima a do estômago. Desta forma, a bebida facilita a digestão de proteínas alimentares. Logo, a recomendação de se consuir o vinho durante as refeições não vem por acaso e também tem uma razão sob o ponto de vista químico-nutricional.


Depois de tudo isso, é impossível encarar o vinho apenas como bebida alcoólica. Não, não é! O vinho é SIM, um alimento que, se consumido com equilíbrio, faz muito bem paea a saúde. Por essas e outras que tantos países incentivam a produção e o consumo do vinho (infelizmente não é o caso do Brasil, mas isso já é história para outro post).

Então é isso, enoamigos! Uma semana repleta de ótimos vinhos para vocês. Até a próxima! Tim-Tim!

Referência: Vinetur

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Vinho & Saúde: Quem Bebe Vinho Durante as Refeições é Mais Feliz e Adoece Menos

Hoje cheguei com mais ótimas notícias relacionadas ao nosso amado néctar de Baco!

Segundo recente pesquisa, o hábito mediterrâneo de desfrutar de uma taça de vinho  durante as refeições pode ser a chave para uma vida saudável e feliz.

 

De acordo com o estudo, as pessoas que consomem um terço de uma garrafa de vinho ou até duas taças de vinho em cada refeição adoecem menos, além de possuírem uma visão mais otimista da vida.

O VINHO EVITA A COMPULSÃO E TRAZ FELICIDADE

E os benefícios não param por aí. Pesquisadores das universidades finlandesas de Tampere e Helsinki constataram que essas pessoas tendem, ainda, a serem menos propensas a beber compulsivamente, ao ponto embriargar-se. Ou seja, o estudo determina que tal grupo não deve ser incluído no de “risco de vício”, mas sim, exatamente  o oposto, no de “consumidores equilibrados”.

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Os cientistas estudaram os hábitos de aproximadamente 2.600 consumidores de bebidas alcoólicas entre 18 e 69 anos, por meio de questionários que avaliaram sua autoestima e saúde física e mental, tendo constatado que 12% das pessoas que bebem vinho regularmente tiveram maior pontuação nos três quesitos, mesmo levando em conta fatores como trabalho, educação e estado civil.

CONSUMA VINHO DURANTE AS REFEIÇÕES

Os pesquisadores constataram, ainda, a importância, tanto do momento de consumo quanto do tipo de bebida alcoólica consumida. Ou seja, aqueles que não consumiram vinho no almoço não tiveram os mesmos benefícios para a saúde e o bem-estar daqueles que o fizeram.

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Outro fator relevante é que 25% dos que misturavam o consumo de vinho e cerveja nas refeições eram alcoólatras, ao passo que aqueles que bebiam apenas vinho,  sempre acompanhado de alimentos, representavam apenas 8% em relação ao risco de alcoolismo. 

BEBA SEMPRE COM EQUILÍBRIO

Então, enoamigos, essa é, sem dúvida, outra prova de que o consumo moderado de vinho não representa nenhum risco para a saúde da maioria das pessoas, muito pelo contrário: produz uma série de benefícios. Sim, e volta e meia descubro um diferente. Afinal, são centenas de estudos que atestam a veracidade disso (sem exageros!). Porém, em todos eles, o padrão-chave passa pela moderação. Logo, só quem consome, de preferência 1 taça por dia durante uma das refeições pode usufruir de todos esses benefícios a longo prazo.

Enfim, o vinho faz bem para a pele, para a mente e o coração. 🙂

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

*Referência: The Big Wine Theory

 

 

 

 

(Notas de Prova) Arrogant Frog Tutti Frutti 2016: Divertido, Vegano e Descomplicado

Vocês pediram e cá estou eu com mais um post da série “Notas de Prova”. Desta vez, recebi uma amostra da Loja Divino Vinhos e tal, que fica no Centro do Rio, pertinho do burburinho da Lapa e da boemia carioca.

O ARROGANT FROG TUTTI FRUTTI 2016

O rótulo, francês, fez parte de uma das seleções de agosto do Clube de Vinhos da Divino Vinhos e Tal. É um esquema bem prático, através do qual o associado recebe rótulos em casa e tem a oportunidade de estar sempre degustando algo novo. São exemplares de qualidade, a maioria deles da Importadora Decanter, que, atualmente, é a maior do segmento no Brasil.

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Mas,  vamos falar do vinho…

O Arrogant Frog Tutti Frutti (Sapo Arrogante) possui um design bem descontraído, que tem tudo a ver com o estilo descomplicado da bebida, um corte de Cabernet Sauvignon (8%), Cabernet Franc (7%), Syrah (24%), Merlot, (25%) Grenache (28%) e Mourvèdre (8%). Essa mistura deu origem a uma bebida versátil, sobretudo no que diz respeito à harmonização. Aliás, o médio-corpo ajuda muito nesse sentido. 

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Com a linha Arrogant Frog, o enólogo Jean Paul Mas demonstra que, com criatividade e uma boa dose de bom humor, é possível desmisitificar a impressão esnobe que temos dos franceses. Afinal, são rótulos de ótimo custo-benefício, elaborados no sul da França, numa área de 20 hectares em Limoux Gran Cru (Languedoc), que chama a atenção pelo uso da agricultura sustentável, sem o uso de pesticidas e fertilizantes, o que faz de seus rótulos orgânicos e veganos, visto que nenhum produto de origem animal é empregado durante o processo de vinificação.  

VINHO VEGANO

 

Tenho vários amigos veganos que sempre me perguntam sobre vinhos. Sendo assim, após pesquisa encontrei um e-mail do próprio Domaine Jean Paul atestando que veganos podem consumi-los sem medo;

“Para os nossos vinhos brancos, apenas usamos bentonita, um produto natural para estabilização de proteínas e filtração de fluxo cruzado antes do engarrafamento. Em relação aos vinhos tintos, utilizamos apenas filtração de fluxo cruzado antes do engarrafamento. Nenhum produto animal é usado em nosso processo de produção de vinho. ” (Domaine Jean Paul Mas)

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos (bem límpido).

OLFATO: Frutinhas vermelhas, ameixa, alcaçuz, morango e especiarias.

GUSTATIVO: O frutado se confirma em boca. Possui médio corpo e muito equilíbrio entre álcool (13,5°) e taninos. Bom acabamento com notas de ameixa.

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HARMONIZAÇÃO: massas, carne vermelha, aves e queijos de massa mole. Por se tratar de um vinho não muito encorpado, acredito que possa ser servido um pouco mais gelado que o normal para um tinto, por volta de 14°C. 


Ultimamente tenho optado por vinhos mais naturais e gostado muito do que tenho provado. São exemplares com bem menos ou ausência de quimíca, sobretudo se comparados aos das vinícolas mais convencionais. Ou seja, a gente sente bastante o terroir na taça. Recomendo a iniciantes e iniciados como uma experiência superválida.

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A Divino Vinhos e tal é uma lojinha aconchegante, que fica na Av. Henrique Valadares, 17 – Loja 4, Centro do Rio de Janeiro.

Mais informações sobre os rótulos e Clube de Vinhos pelo telefone: (21)  2221-0514.

Então é isso, viníferos! Nos vemos em breve! Bons vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

#RWFF: Feira de Vinhos do Chile Agita Meliá, em São Conrado

O Rio Wine Food And Festival é uma verdadeira celebração ao néctar de Baco, que engloba uma semana de feiras, wine outs, encontros e master classes pela cidade maravilhosa. Sem dúvida, o RWFF é um dos mais aguardados do gênero por aqui, na medida que reúne profissionais, apreciadores, confrarias, press e trade do vinho em cenários dignos de cartões-postais. Ou seja, acima de tudo, é um evento que valoriza o Rio de Janeiro.

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Joana Rangel, Marcelo Copello e eu nessa que foi uma superfesta do vinho.

Na última quarta-feira estive em mais um evento que integra o festival (na semana anterior assisti ao concurso que elegeu o melhor Sommelier do ano, cujo campeão foi Ramon Justino, do Restaurante Cantina da Praça). A Feira de Vinhos do Chile aconteceu no Hotel Gran Meliá Nacional, em São Conrado, e trouxe diversos stands de representantes de vinícolas chilenas, entre elas Montes Winery, Carmén, Perez Cruz, Viña Requingua, Santa Carolina, Cousiño Macul, Siegel, Casa Silva, Toro de Piedra, Cono Sur, entre outras. 

Por se tratar de um dos festivais mais importantes do vinho aqui no RJ, o RWFF, em parceria com a Wines of Chile, foi o responsável por receber o evento oficial da entidade, onde tivemos oportunidade de degustar alguns dos melhores rótulos do país que é líder de mercado no Brasil.

OS MEUS FAVORITOS 

Ok,  você deve estar aí se perguntando sobre os exemplares que me encantaram e me fizeram ter vontade de levar para a minha adega. Pois aí vai uma lista com aqueles que me mais conquistaram o meu paladar:

BRANCOS

Quem me conhece sabe que sou fã dos brancos chilenos, sobretudo dos oriundos do Vale de Casablanca. No entanto, houve alguns do Colchágua que não fizeram feio, hein. Vejamos os meus queridinhos:

  • Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc: esse vinho me conquistou com um toque mineral que dificilmente se vê nessa variedade.
  • Siegel Especial Reserve Viognier 2015: foi um dos brancos mais aguardados, vários conhecidos chegavam e diziam, “Você tem que provar esse!”. Realmente, esperar valeu a pena, pois o rótulo ganhou 93 pontos do crítico James Suckling e não foi à toa. Fresco e com uma complexidade de aromas que me fisgou logo de cara.

ROSÉS

Ahhh, a minha paixão pelos rosés não podia ficar de fora. E, entre os poucos que experimentei por lá, gostei mais do Montes Cherub, da Viña Montes (importado pela Mistral). Minha amiga e parceira Joana Rangel, do Blog Divina e Vinho logo me chamou para degustá-lo, já que bem sabe que tenho preferência por rosés mais “tutti-frutti”, totalmente diferente do que ela curte. E como é bacana esse gosto pessoal! Nos permite trocar muitas ideias e experiências.

 

 

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Tava um friozinho bom na quarta-feira, ou seja, o dia perfeito para degustar muitos tintos! E, como sempre, os brancos não estavam na tempratura correta logo que chegamos,  por volta das 15h30. Sendo assim, decidi optar por um bom Pinot Noir e, por sugestão do amigo Fernando, do Blog Vinhos com Fernando Lima, provei logo o melhor de todos. Veja os meus eleitos, por ordem de degustação, pois os estilos são bem diferentes:

  • Ocio Pinot Noir, Cono Sur: um Pinot Noir leve, com um estilo que lembra os do velho mundo.
  • Chaski, 100% Petit Verdot, Perez Cruz: Há uma tendência nos vinhos chilenos em adotar esse estilo mais moderno (lembra quando comentei sobre o da Santa Carolina?). Achei muito interessante!
  • Montes Alpha M, Viña Montes: Como sempre digo, nada na vida como ter amigos, hein? E a galera foi provando e me arrastando para o “M”, um verdadeiro ícone da vinícola Montes, que chega por aqui através da Importadora Mistral. O Montes Alpha M é uma mistura das uvas Cabernet Sauvignon (80%), Merlot (10%), Cabernet Franc (5%) e Petit Verdot (5%) e suas uvas são produzidas em La Finca de Apalta. Situada no Vale del Colchágua, é considerada por muitos o melhor terroir para produção de vinho tinto no Chile.

Eu simplesmente amei a feira da Wines of Chile, sobretudo porque, como sempre, pude encontrar os amigos do mundo do vinho, sendo uma oportunidade bacana de sair do virtual para o real.

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Entre eles, destaco Fabio Dobbs (do Blog Além da Taça), Eduardo (do Blog Botequim do Vinho, que mantém com a esposa Letícia), Marcelo Copello (superjornalista e formador de opinião do mundo dos vinhos, um dos respeonsáveis por essa beleza de Rio Wine and Food Festival), Chico Cineasta, do site Vinhos Pelo Mundo, além dos meus sommeliers favoritos, Wallace Neves, Laís Aoki e Efraim Moraes, Joana Rangel e Fernando Lima (blogueiros parceirássos, do tipo que somam e multiplicam) e mais um mar de gente bacana.

E o RWFF não ficou só nisso não. Tem muito mais e aguardem, pois em breve vou publicar sobre outros eventos em que estive presente, sendo os seus olhos, ouvidos e boca por lá, vinífero! E você sabe que pode contar comigo para narrar uma boa história…rsrsrs…

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim!

 

 

 

 

 

(Chile): Viña Santa Carolina Como Você Nunca Viu

Voltei para falar mais um pouquinho sobre as minhas andanças pelo Chile. E, sem dúvida, muita coisa aconteceu como planejado e, outras, nem tanto. Para começar, muitos amigos e conhecidos diziam que eu “TINHA” que visitar a Concha Y Toro.

E, em se tratando da maior vinícola da América Latina, é claro que a gente já chega meio sugestionada. Porém, ao mesmo tempo, havia aquelas pessoas que me diziam que, na minha condição de estudiosa do mundo do vinho, eu “NÃO DEVERIA” visitar a CyT, sobretudo por se tratar de uma vinícola enorme, industrial, turística e comercial.

UMA REVELAÇÃO: VISITAR A SANTA CAROLINA!

Pensei muito e decidi não ir, ainda mais depois do tour personalizado que tive na Haras de Pirque. Não fazia o menor sentido. No dia anterior, no Vinolia, eu tinha feito amizade com uma Sommelier do Bocanariz, um Wine Bar superdescolado. E ela me disse o mesmo que os meus amigos do vinho, mas com um adendo: “Vale mais a pena você visitar a Santa Carolina”. “Não tem vinhas na vinícola”, ela disse. “Mas é muito bonita e o atendimento é ótimo!”

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A partir daí, não tive mais dúvidas: agendei o tour por e-mail e fui feliz. Dessa vez, fiz a visita sozinha, pois o marido e a filhota preferiram curtir o belo jardim, com espaço de sobra para a pequena correr e brincar muito.

O meu tour estava agendado para às 15h. Como a vinícola fica bem pertinho da região metropolitana de Santiago, cheguei um pouco adiantada e aguardei numa salinha de espera bem confortável. Havia um casal de brasileiros comigo, acho que eles estavam em lua-de-mel. Resultado: mais um tour privado, personalizado, só que desta vez só para mim e o casalzinho.

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A vinícola Santa Carolina é uma das mais conhecidas aqui  no Brasil e creio que tenha sido uma das primeiras a trazer os vinhos para cá, logo que começou esse “Boom” de Mercosul e vinhos chilenos mais em conta, ainda nos anos 90. Inclusive, me lembrei de um fato curioso: o primeiro Merlot que degustei foi um Santa Carolina Reservado (Varietal), há muitos e muitos anos atrás, nem me lembro quando foi. Não tenho vergonha de dizer que foi com um rótulo Reservado, pois esse tipo de vinho é o mais comum de ser encontrado e, certamente, é uma porta de entrada para rótulos mais complexos e elaborados. Ou seja, a partir dele é que muitas pessoas passam a se interessar por vinhos. 

UM TOUR HISTÓRICO

Chegou a hora do tour e fomos recepcionados por Gabriela Dobre, brasileira, paulista e muito simpática! Ela nos contou vários fatos interessantes sobre a história da vinícola em cada ambiente que nos levava. E, em determinadas etapas, degustávamos um dos maravilhosos rótulos da vinícola. Aí eu já detectei um primeiro diferencial: a degustação não é realizada no final do tour e, sim, ao longo dele. Muito bacana! A gente se envolve ainda mais com tudo o que está sendo apresentado.

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No quadro, a Carolina, esposa de Luis Pereyra e que deu origem ao nome da vinícola.

Quem me conhece sabe que adoro história. Acho que, se não fosse Sommelier e Jornalista, certamente eu seria historiadora, pois é mais uma das minhas paixões. E um dos destaques desse tour é toda a carga histórica envolvida. Tudo começou com um homem visionário, Don Luis Pereyra, que, em 1875 fundou a vinícola em homenagem a sua esposa, Carolina Iñiguez. Desde o início, ele se preocupou em elaborar vinhos da mais alta qualidade, tanto que trouxe da França o prestigiado enólogo Germain Bachelet.

UM BELO JARDIM  E UMA PALMEIRA CENTENÁRIA 

Sem dúvida, a área externa da Santa Carolina impressiona, sobretudo pelo belo casarão e seu entorno, um jardim super bem-cuidado e a vista para a Cordilheira dos Andes. Logo de cara fiquei com vontade pintar aquele cenário. Muito lindo!

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O tour começou em uma sala de reuniões com móveis, quadros e ambiente do século XIX, tudo muito lindo e digno de qualquer museu. Me chamou muito a atenção o fato de que a atual família proprietária fez questão de manter toda a história que ronda a Santa Carolina. Afinal, trata-se de um belo legado. Nesta sala, nos foi servido um Sauvignon Blanc Reserva como primeiro vinho da degustação. Cada um com sua tacinha em mãos e o tour continuava…

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Copihue: nativa do Chile e ameaçada de extinção.

Em seguida, a Gabriela nos levou em uma espécie de pátio, muito comum nas casas dessa época, inclusive em algumas fazendas centenárias aqui no Brasil mesmo. Acontece que, no centro desses pátios, geralmente é possível ver uma estátua ou uma fonte. Porém, não na Santa Carolina. Lá no centro havia nada mais nada menos que uma Palmeira Imperial enorme, com muitos anos de idade.

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Sauvignon Blanc em harmonia com a natureza.

O fato curioso é que a majestosa palmeira foi plantada pelo próprio Luis Pereyra. Aliás, tudo no jardim remete ao Chile, com destaque para outra palmeira, a palma chilena, encontrada em vários lugares do país. Há, inclusive, um mel extraído dela (Mel de Palma), muito usado nas sobremesas locais. Me chamou a atenção, ainda, a Copihue, uma flor nativa que, atualmente, se encontra em extinção, inclusive, a Gabriela contou para a gente que regularmente o local é visitado por técnicos, com o intuito de acompanhar o desenvolvimento e os cuidados com as flores.

O INTERIOR DA VINÍCOLA SANTA CAROLINA

Antes de tudo, Gabriela nos explicou o porquê do local não possuir mais vinhas em seu entorno. Tudo porque a cidade de Santiago foi crescendo e se desenvolvendo e, de repente, a vinícola, antes situada numa zona rural, se transformou em parte integrante de uma área urbana. Com isso, a decisão mais sensata foi a de transportar as videiras para o Maipo, entre outras regiões, essencialmente vinícolas. O casarão, por sua vez, permaneceu como um belo patrimônio histórico e cultural em meio à capital chilena.

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O ótimo tour é comendado pela guia brasileira Gabriela Dobre: a menina sabe muito!

O tour continuou e Gabriela nos mostrou algumas barricas enormes, que eram usadas para fermentar o vinho. Hoje em dia, elas são apenas objetos de decoração que enriquecem ainda mais a arquitetura do lugar, que tem ripas de barricas revestindo o chão e tijolinhos nas paredes. Toda a área antes destinada à fabricação do vinho, um espaço enorme, com vários ambientes, atualmente funciona como salão de eventos, com destaque para grandes festas de casamento. Aliás, deve ser o máximo casar naqueles salões históricos de uma antiga vinícola. Chique demais!

Durante a visita aos salões, nos foi servido um vinho moderno e que representa mais um dos novos estilos da Santa Carolina. Trata-se de um Gran Reserva 100% Petit Verdot. Um vinho elegante, interessante e que te faz pensar em várias delícias para harmonizar. 

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UM RESERVA DE FAMÍLIA MUNDIALMENTE PREMIADO

Enfim, fomos direcionados às caves subterrâneas. Lugar silencioso, temperatura perfeita, meia-luz, muito bonita!  Essa cave é considerada Monumento Nacional pelo Governo do Chile, tamanha a sua importância. No fim do corredor com as barricas, lá estava ele, o local onde descansavam os barris com os vinhos elaborados para o consumo da família de Luis Pereyra.

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Na mesa, estava um dos meus vinhos favoritos da Santa Carolina, o Reserva de Família Cabernet Sauvignon, praticamente o mesmo vinho que foi premiado com a medalha de ouro na “Exposição Universal” de Paris, na França, em 1889, ano de inauguração da Torre Eiffel. 

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O corredor que dá acesso à cave onde descansavam os barris “Reserva de Família”.

Trata-se de um grande orgulho para todos na vinícola, tanto que o certificado original da premiação continua lá, na parede, dentro da cave, cujos portões são adornados com um enorme LP, de Luis Pereyra.

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Emocionante! Degustei o vinho e, naquele momento, a Santa Carolina me conquistou de vez, me apaixonei pela história da empresa. 

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A Cave subterrânea foi declarada Monumento Nacional pelo Governo do Chile

O FIM DO TOUR

Após o tour memorável, fomos levados para a lojinha da vinícola, onde é possível adquirir o rótulo e outros souvenirs. Lembrando que cada visitante recebeu uma bolsinha fofa com uma meia-garrafa de Santa Carolina Reserva Cabernet Sauvignon. Sem dúvida, uma delicada gentileza. Ah, e eu ainda ganhei da Gabriela um mapa com todas as regiões vinícolas chilenas, para eu aprimorar meus conhecimentos.

Na loja, também estão à venda alguns dos rótulos carros-chefe da Santa Carolina por taça, através dessa maquininha que é o meu sonho de consumo..rs.rs..rs. Ou seja, se você leu o meu relato até aqui já deve ter percebido que saí de lá completamente encantada e recomendo sim, a visita, sobretudo para quem deseja um tour mais tranquilo.

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Quem não queria ter uma dessa em casa? Conserva os vinhos por até 21 dias. Ótima para servir taças.

HISTÓRICO DA VINÍCOLA

A Santa Carolina faz parte da Carolina Wine Brands, um dos principais grupos vitivinícolas do Chile. Atualmente, pertence ao grupo industrial Watt’s S.A, propriedade da família Larraín. Com mais de 135 anos de história, ela é uma das vinícolas mais antigas do Chile.

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Com forte presença em nível mundial, a Carolina Wine Brands tem entre seus principais mercados o Canadá, Brasil, Japão, Chile, México, China e Estados Unidos. Nos últimos 3 anos, a bodega chegou a alcançar a marca de vendas de 25 milhões de garrafas, o que prova que o negócio cresce a cada dia.

Sim, o portfólio da vinícola é enorme e conta com rótulos ótimos em todas as faixas de preço. Muitos deles eu já tinha ouvido falar e não tinha ideia de que faziam parte da Carolina Wine Brands.

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Em 2015, a Santa Carolina completou 140 anos e foi eleita como Melhor Viña do Novo Mundo pela prestigiada revista americana Wine Enthusiast


Então é isso, viníferos, com a Santa Carolina termino minha maratona de vinícolas pelo Chile. E com uma pequena de 3 aninhos junto, podes crer, foi um tremendo desafio. Porém, a minha vontade era de ter visitado umas dez, no mínimo, mas como a viagem não era só minha, acabei aproveitando também de outras formas.

Quer visitar a Santa Carolina? Aqui você tem mais informações sobre os vários tipos de tour, inclusive com valores e contato.

Até o próximo Wine Tour. Ótimos vinhos! E viva o Chile! Tim-Tim!

 

 

 

Notas de Prova: O Maravilhoso Corcéis Tannat, da Vinícola Helios

Gente, até que enfim provei a amostra do famoso Corcéis Tannat 2010, que recebi da Vinícola Helios. E vou falar uma coisa aqui para vocês: o rótulo superou as minhas expectativas e olha que eram muitas, pois toda a galera do vinho já tinha me intimado a experimentar o Corcéis.

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RÓTULO LINDO

Eis um fato sobre mim que só os amigos íntimos sabem – Sou apaixonada por cavalos! E isso desde que conheci o marido, há quase 20 anos atrás. Afinal, desde criança ele já mandava muito bem nas rédeas. Por isso, durante esse tempo, tive a oportunidade de conhecer e interagir um pouco mais com esses animais fantásticos.

 

E o rótulo do Corcéis traduz totalmente essa ideia de espírito livre e selvagem que só têm os cavalos ainda jovens, que precisam ser domados, ou seja, “amansados”, como o pessoal diz. Ou seja, o rótulo é muito bonito e elaborado com muito esmero pela vinícola.

Como já falei por aqui, os vinhos da Helios têm seus nomes inspirados na mitologia grega. O Corcéis, seria o 4º rótulo dessa trajetória.

O número 4 ficou representado pelo vinho Corcéis Tannat. Percorria o cosmo num carro de fogo ou numa taça gigantesca de incrível velocidade, porque era puxada por Quatro fogosos corcéis: Pírois, Eóo, Éton e Flégon.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Rubi-escuro, com reflexos granada. 

OLFATIVO: O início é bem frutado, com nuances de framboesa, mirtilo, ameixa, entre outros frutos vermelhos e negros. Em seguida, entram notas de chocolate e baunilha, acredito que devido ao amadurecimento em barricas de carvalho. Porém, a madeira é bem sutil, pouco se nota. 

GUSTATIVO: Em boca, possui ótimo equilíbrio entre álcool, acidez e taninos. Sabe aquela sensação de boca limpa, que só uma boa adstringência proporciona? Então! É bem típica do Tannat e exatamente o que eu esperava desse rótulo. Possui final redondo e ótima persistência (contei 7 segundos). 

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HARMONIZAÇÃO: É um vinho que pede gordura e pratos substanciais. Acompanha superbem um bom churrasco, com direito a linguiça, costela e aquela picanha suculenta. Porém, também pode ser o par perfeito para carnes de caça, como cordeiro, javali, entre outros exemplares mais exóticos. 

A VINÍCOLA HELIOS

Criada em 2014, a Helios é uma empresa jovem, mas com objetivos bastante ousados, visto que pretende se tornar uma das cinco principais marcas de vinhos finos nacionais. Isso mesmo! A Helios é uma vinícola brazuca, sediada em Monte Belo do Sul (RS), com parcerias comerciais nas regiões Sul e Sudeste do país, com destaque para as cidades de São Joaquim (SC) e Guaporé (RS).

Mais do que produzir vinhos, a Helios deseja estar associada a todos os momentos inesquecíveis daqueles que apreciam um bom fermentado. Afinal, vinho é celebração, estar junto e misturado!


Resumo da ópera: esse VINHO TEM PODER! É do tipo que chega chegando e, ao mesmo tempo, encanta o paladar. Quero repeteco sim! Aliás, o amigo Marcelo Rebouças, da Cave Nacional, vende esse vinho tanto na loja virtual quando em seu Restobar, em Botafogo. Vale juntar os amigos para degustá-lo, pois não decepciona!

FICHA TÉCNICA DO CORCÉIS TANNAT 2010

ORIGEM: Guaporé – Serra Gaúcha – RS.

PRODUTO: Helios Corcéis Tannat.

SAFRA: 2010.

TIPO DE UVA: 100 %Tannat.

GRAU ALCOÓLICO: 13,0%.

ALTITUDE: 710 metros.

CLIMA: Temperado.

SOLO: Profundo, argiloso-arenoso e fértil.

SISTEMA DE CONDUÇÃO: Tipo “Y”.

PRODUÇÃO: 3,0 kg por planta (vinhedos pastoreados por ovelha).

ÉPOCA DA COLHEITA: Fevereiro de 2013.

COLHEITA: Manual com seleção de cachos.

DESENGACE: Seleção total da uva.

FERMENTAÇÃO: Aço inox com controle de T°C.

MACERAÇÃO: Longa (3 semanas).

BARRICA: 12 meses carvalho francês.

ENGARRAFADO: Julho de 2014.

NÚMERO DE GARRAFAS: 2.000 garrafas.

LOTE: 01.

ESTILO: Vinho tinto concentrado de bom potencial de guarda.


Enoamigos, se você é fã de Tannat e nunca provou um genuinamente brasileiro, indico fortemente esse rótulo, pois vale muito à pena.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

Olá, Muito Prazer! Chenin Blanc!

Acreditem, os vinhos brancos andam super na moda ao redor do mundo. E, embora as críticas tenham girado mais em torno dos tintos, é fato que os brancos vêm organizando uma revolução silenciosa nos últimos anos, quebrando preconceitos e encantando um número cada vez maior de apreciadores devido ao estilo seco e fresco de grande parte de seus rótulos. Ou seja, provocam o mesmo prazer de uma cerveja gelada, porém, sem aqueles quilos de carboidratos vilões da boa forma (rs).

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DÊ UMA CHANCE PARA OS VINHOS BRANCOS

São inúmeros os benefícios dos vinhos brancos, entre eles o fato de que são tipicamente mais leves em álcool, ao passo que combinam com uma variedade enorme de alimentos, além de serem bem mais acessíveis que o vinho tinto, em termos de qualidade. E, em meio a rótulos de Chardonnay e Sauvignon Blanc, superdisponíveis, um branquinho têm chamado a atenção de grande parte dos White Lovers ao redor do mundo: o Chenin Blanc!

MUITO PRAZER, CHENIN BLANC!

A casta Chenin Blanc é cultivada em todo o mundo, mais notavelmente na região francesa do Vale do Loire e na África do Sul. O que impressiona nessa variedade, sem dúvida, é a diversidade de estilos, sendo que vai desde espumantes até dourados néctares doces (de sobremesa) e conhaque.

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Na África do Sul, por exemplo, a Chenin Blanc é a uva branca mais plantada e, nos últimos anos, os produtores investiram um grande esforço para fazer com que o Chenin sul-africano possa competir de igual para a igual com os melhores do mundo. O bacana da história é que, embora a África do Sul esteja elaborando exemplares incríveis de Chenin Blanc, sobretudo de vinhedos antigos, os preços ainda são bastante competitivos. Ou seja, trata-se de rótulos com ótimo custo-benefício. 

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CHENIN BLANC NO VALE DO LOIRE

Na fria região do Vale do Loire, na França, o amadurecimento da Chenin Blanc pode ser tão desigual, que às uvas geralmente são selecionadas à mão em sucessivas passagens pelas vinhas.

As uvas menos maduras constituem uma ótima base para vinhos espumantes. Já as uvas mais maduras são utilizadas em estilos ricamente aromáticos, ao passo que aquelas retiradas no final da época da colheita estão muito maduras ou afetadas pela podridão nobre, fungo que desidrata e concentra os açúcares das uvas, dando origem a ricos sabores de geleia de laranja, gengibre e açafrão. Estas uvas de colheita tardia vão para os famosos vinhos doces da região, como os das DO’s Quarts de Chaume e Bonnezeaux.

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HARMONIZAÇÃO

Um bom Chenin Blanc, sobretudo os dos estilos espumante, seco e aromático, combina com Frutos do Mar, Frango ou Peru. Presunto e Bacon também são ótimas ideias para harmonizar com esses vinhos.

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BORA DEGUSTAR UM CHENIN BLANC!

Ficou curioso para conhecer o Chenin Blanc? Então, a sua lição de casa será escolher um estilo deste vinho e saboreá-lo em grande estilo. Veja algumas ideias:

  • ESPUMANTE: Brut (seco) ou Demi-Sec (frutado e seco) são os principais estilos. Você pode optar por um Methode Traditionelle Vouvray da França ou um Cap Classique da África do Sul.

  • SECOS: Em Vouvray, os estilos secos são rotulados como “Sec” e na África do Sul, você geralmente encontrará um indicador de doçura no rótulo traseiro. Esses vinhos costumam ser leves e minerais.

  • AROMÁTICOS: Eis um estilo exuberante de Chenin, que cheira a buquê de flores e pera recém-cortada. Sem dúvida, é o mais popular em todo o mundo. Em Vouvray, os produtores costumam usar as palavras “Tendre” para indicar esse estilo.

  • NÉCTAR DE OURO: Trata-se do mais doce estilo de vinho de sobremesa, que pode ser encontrado principalmente no Vale do Loire, na França, incluindo as regiões do Côteaux du Layon ou vinhos rotulados como “Moelleux” da Vouvray.


Então é isso, enoamigos! o mundo do vinho é muito vasto, por isso, permita-se sempre! Prove vários estilos e se entregue por completo. Afinal, a paixão pelo nosso néctar dos deuses vai muito além de uma taça de tinto.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Consulta e referência: Wine Folly, Vinhos do Mundo Todo