Pow Boteco Espumante: Cheffs e Pequenos Produtores Brilham em Jantar Harmonizado

LAPA, RIO DE JANEIRO – No último dia 23, o Pow Boteco Espumante, reduto carioca dos amantes do vinho, realizou seu primeiro jantar harmonizado. Esse primeiro evento contou com a parceria entre três supercheffs, Duda Ribeiro (Pow), Paulo Araújo (Nori) e Thiago Faro (Confeitaria Colombo). Outro destaque ficou por conta dos ingredientes dos pratos, oriundos de pequenos produtores.

PROJETO TERCEIRA TERÇA

O nome do projeto é “Terceira Terça”, visto que o mesmo acontecerá toda terceira terça do mês no Pow, sempre com a participação de profissionais diferentes e ótimos vinhos (claro!). Desta vez, os fermentados ficaram a cargo de Cattacini Gelli, enólogo superconhecido no meio do vinho, cujos rótulos combinaram perfeitamente com a entrada e o prato principal (a sobremesa, por sua vez, foi harmonizada com o espumante brut Rosé com rótulo do Pow, elaborado pela Vinícola Pizzato).

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Uma das coisas que eu adoro no Pow é o ambiente intimista e descontraído, bem carioca, do tipo que a gente chega e logo se sente em casa. O evento começou com um bate-papo informal com os produtores, entre eles Rancho Grande (Queijo de Cabra, de Nova Friburgo) e Cattacini Gelli. O enólogo falou sobre os vinhos que seriam servidos, entre eles um varietal 100% Trebbiano Romagnolo. “A produção é realizada em parceria com diversas vinícolas da região sul do Brasil”, explicou Cattacini.

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Cattacini fala sobre seus vinhos.

Já Edinaldo Vasconcellos e Patrícia Tiedemann, da Caprill Rancho Grande, contaram que a produção de leite e queijo de cabra entrou na vida deles de forma totalmente inesperada, tudo por causa de uma das filhas, que era alérgica ao leite de vaca. A partir daí, a solução se transformou num negócio de muito sucesso. “Fornecemos nossos produtos para diversos restaurantes, inclusive do Rio de Janeiro”, disse Vasconcellos.

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Uau! Belinni para começar.

Enquanto o papo rolava solto, o querido cheff Duda Ribeiro chegava com nosso drink de boas-vindas, um belíssimo Belinni, elaborado com espumante Pow Brut e Suco de Pêssego, acompanhado por brioches de cogumelos paris e coxinhas de frango com brie e chutney de manga, tudo delicioso!

JANTAR HARMONIZADÍSSIMO!

Enfim, começou o jantar, que nos brindou com vieiras grelhadas (produzidas pela Fazenda Vieiras da Ilha, de Ilha Grande (RJ)), com espuma de wasabi, purê de couve-flor e crispy de beterraba. O vinho foi o Clos Cattacini Trebbiano Romagnolo 2014, um branco cheio de personalidade e frescor, que combinou muito com o prato, de autoria do Cheff Paulo Araújo, do Restaurante Japonês Nori.

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Vieiras de Entrada – Cheff Paulo Araújo (Nori)

Já o prato principal chegou com Paletas de Cordeiro do Sítio do Bicho Sem Vergonha, de Itamonte (MG), laqueadas com mel e acompanhadas de brioches de cogumelo e caviar de beringela defumada, de autoria de Duda Ribeiro, Cheff executivo do Pow. O Cattacini Barbera 2014 (10 meses em carvalho francês) foi simplesmente perfeito, teve uma ótima sinergia com o cordeiro.

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Paletas de Cordeiro – Cheff Duda Ribeiro (Pow)

O gran finale ficou por conta da sobremesa. E que sobremesa! Juro que eu e mais da metade dos presentes estávamos um pouco apreensivos com o queijo de cabra num doce. Mas, gente! O Cheff Thiago Faro, da tradicional Confeitaria Colombo, fez uma cheesecake de comer rezando, com queijo de cabra da Capril Rancho Grande, de Mury, Nova Friburgo (RJ), no sabre de gergelim torrado, coulis de abóbora e coco.

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Cheesecake de Queijo de Cabra – Cheff Thiago Faro (Confeitaria Colombo)

E esse verdadeiro manjar dos deuses supercombinou com o Espumante Pow Brut Rosé (Pizzato), fechando o nosso jantar com chave-de-ouro.

GRAND FINALE

O final foi muito bacana, com direito a discursos de agradecimento dos cheffs e produtores, assim como de Edu Santoro, do Pow, que nos brindou com o emocionante ritual de Sabrage. Confesso que nunca tinha visto ao vivo e fiquei encantada! E, aguardem, enoamigos, pois o calendário de eventos do Pow para 2018 está só começando. Vem muita coisa boa e novidades por aí!

O projeto “Terceira Terça”, sem dúvida, chegou para nos mostrar toda a diversidade brasileira, tanto nos vinhos quanto na gastronomia. Então é isso, pessoal! Ótimos Vinhos! Tim-Tim e até a próxima.

Vinho & Saúde: Por que o Vinho Pode Ser Considerado um Alimento?

Logo de cara podemos dizer que um alimento é qualquer substância, comida ou bebida, que contribua para a nutrição dos seres vivos. Não só para fins nutricionais, como também sociais e psicológicos.

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O alimento é NUTRICIONAL porque fornece matéria e energia para o anabolismo e a manutenção das funções fisiológicas. SOCIAL, porque favorece a comunicação e o estabelecimento de laços afetivos, bem como as conexões sociais e culturais. E PSICOLÓGICO, porque melhora a saúde emocional, proporcionando alegria e satisfação.

Tendo em vista essa definição, não há dúvidas de que o VINHO É UM ALIMENTO, pois, se por um lado, contém macronutrientes (carboidratos e algumas proteínas), que fornecem energia, por outro dispõe de micronutrientes, como sais minerais, oligoelementos e até vitaminas. Isso porque eu ainda nem mencionei o fato de que o nosso néctar fomenta a comunicação, conexões, enfim, junta as pessoas! Ah, e ainda oferece prazer e satisfação. Ou seja, se existe um produto que atende totalmente a definição de alimento, esse com certeza é o VINHO!

BAIXO TEOR DE PROTEÍNAS

As proteínas geralmente são escassas o vinho (em torno de 1 a 2g por litro). Esse baixo teor no vinho, ao contrário do suco de uva, deve-se ao seu processo de produção. Ou seja, se tomarmos por base que a quentidade de proteína reocmendada é de 1g por quilo de peso corporal, chegamos a conclusão de que o vinho não pode ser considerado uma grande fonte de proteínas.

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SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR

Quanto aos carboidratos, estes podem ser encontrados em proporções variáveis, dependendo da forma com que o vinho é elaborado. Durante a fermentação alcoólica, a maior parte dos açúcares do mosto (suco da uva) é transformada em álcool, graças à ação das leveduras. No vinho tinto, os açúcares residuais, como glicose e frutose, representam apenas de 2 a 3 gramas por litro. Já no vinho branco, essa porcentagem pode ser maior.

Além dos citados acima, o vinho também pode conter outros açúcares, como aqueles naturais do álcool. Em todo caso, com exceção de vinhos doces (com açúcar residual), os de sobremesa e fortificados, a maioria dos presentes no mercado atual é de vinhos secos, com baixo teor de açúcar, sendo que, após a fermentação, este nunca é adicionado a esse tipo de bebida.

0% DE GORDURA

Lipídios (gorduras) são compostos químicos formados, principalmente, por misturas orgânicas de ácidos graxos. O vinho não contém lipídios e é essencial que essa susbtância não chegue nem perto da bebida dos deuses, afinal, certamente isso traria um gosto desagradável. O único risco é que as sementes de uvas, quando esmagadas, podem liberar uma espécie de óleo. Por isso, em algumas ocasiões, é possível visualizar algo gorduroso nas paredes da taça depois que se bebe o vinho, mas é raro, bem raro! Ou seja, em geral, o nosso néctar é 0% gordura.

ÁLCOOL E SAIS MINERAIS

O álcool é outra substância que, óbviamente, aparece no vinho. No entanto, é importante notar que o teor alcoólico de um vinho é determinado pela quantidade de açúcar das uvas durante a colheita. No vinho, o % de álcool indica a proporção deste na garrafa. Por exemplo, 14% contém 105ml de álcool por garrafa de 750ml ou cerca de 140ml por litro. O vinho contém, sobretudo, álcool etílico, mas também podemos encontrar outros tipos de álcool, como Glicerina, Metano, Eritritol, entre outros poli-álcoois.

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Com relação aos sais minerais, vale lembrar que o vinho contém de 2 a 4 gramas de sal por litro. Os minerais que podemos encontrar no vinho são: potássio, sódio, cálcio, cloro, enxofre, flúor, silício, iodo, bromo e boro. Alguns desses elementos são muito raros em alimentos mais comuns de serem consumidos.

O vinho possui, ainda, alguns elementos nutricionais ou oligoelementos, como ferro, cobre, zinco e manganês. Alguns vinhos são bem ricos em ferro, facilitando a boa absorção intestinal. Por outro lado,  o vinho pode conter elementos indesejáveis, como alumínio, chumbo e até mesmo arsênico, embora em proporções praticamente insignificantes.

No vinho também encontramos muitas VITAMINAS, como a B12, B6 e B2, porém, em baixas proporções. O fermentado não contém Vitamina C, apesar desta estar presente naturalmente nas uvas.

OS MARAVILHOSOS POLIFENÓIS

Um dos aspectos que mais é ressaltado nos vinhos fica por conta da quantidade de polifenóis. Isso porque estes são ótimos aliados para a saúde. Se por um lado o vinho branco possui apenas algumas miligramas, por outro, o vinho tinto contém de 1 a 3 gramas por litro de polifenóis que estão, a princípio, concentrados nas cascas, sementes e engaços das uvas.

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E por que se fala tanto em polifenóis? Essas substâncias são famosas por transformarem o vinho num poderoso aliado na prevenção cardiovascular. Entre os fenóis, distinguimos ácidos fenpolicos ou ácido fenólico, flavonóides (ou fator de vitamina P), antocianos, fleuma, taninos, quinonas e resveratrol.

No vinho  encontramos, ainda, ácidos minerais como tartárico, malico e salicílico, entre outros. Todos eles contribuem para tornar o vinho um líquido alcoólico acídico, cujo Ph está entre 2 e 3, ou seja, uma acidez próxima a do estômago. Desta forma, a bebida facilita a digestão de proteínas alimentares. Logo, a recomendação de se consuir o vinho durante as refeições não vem por acaso e também tem uma razão sob o ponto de vista químico-nutricional.


Depois de tudo isso, é impossível encarar o vinho apenas como bebida alcoólica. Não, não é! O vinho é SIM, um alimento que, se consumido com equilíbrio, faz muito bem paea a saúde. Por essas e outras que tantos países incentivam a produção e o consumo do vinho (infelizmente não é o caso do Brasil, mas isso já é história para outro post).

Então é isso, enoamigos! Uma semana repleta de ótimos vinhos para vocês. Até a próxima! Tim-Tim!

Referência: Vinetur

Vinho & Saúde: Quem Bebe Vinho Durante as Refeições é Mais Feliz e Adoece Menos

Hoje cheguei com mais ótimas notícias relacionadas ao nosso amado néctar de Baco!

Segundo recente pesquisa, o hábito mediterrâneo de desfrutar de uma taça de vinho  durante as refeições pode ser a chave para uma vida saudável e feliz.

 

De acordo com o estudo, as pessoas que consomem um terço de uma garrafa de vinho ou até duas taças de vinho em cada refeição adoecem menos, além de possuírem uma visão mais otimista da vida.

O VINHO EVITA A COMPULSÃO E TRAZ FELICIDADE

E os benefícios não param por aí. Pesquisadores das universidades finlandesas de Tampere e Helsinki constataram que essas pessoas tendem, ainda, a serem menos propensas a beber compulsivamente, ao ponto embriargar-se. Ou seja, o estudo determina que tal grupo não deve ser incluído no de “risco de vício”, mas sim, exatamente  o oposto, no de “consumidores equilibrados”.

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Os cientistas estudaram os hábitos de aproximadamente 2.600 consumidores de bebidas alcoólicas entre 18 e 69 anos, por meio de questionários que avaliaram sua autoestima e saúde física e mental, tendo constatado que 12% das pessoas que bebem vinho regularmente tiveram maior pontuação nos três quesitos, mesmo levando em conta fatores como trabalho, educação e estado civil.

CONSUMA VINHO DURANTE AS REFEIÇÕES

Os pesquisadores constataram, ainda, a importância, tanto do momento de consumo quanto do tipo de bebida alcoólica consumida. Ou seja, aqueles que não consumiram vinho no almoço não tiveram os mesmos benefícios para a saúde e o bem-estar daqueles que o fizeram.

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Outro fator relevante é que 25% dos que misturavam o consumo de vinho e cerveja nas refeições eram alcoólatras, ao passo que aqueles que bebiam apenas vinho,  sempre acompanhado de alimentos, representavam apenas 8% em relação ao risco de alcoolismo. 

BEBA SEMPRE COM EQUILÍBRIO

Então, enoamigos, essa é, sem dúvida, outra prova de que o consumo moderado de vinho não representa nenhum risco para a saúde da maioria das pessoas, muito pelo contrário: produz uma série de benefícios. Sim, e volta e meia descubro um diferente. Afinal, são centenas de estudos que atestam a veracidade disso (sem exageros!). Porém, em todos eles, o padrão-chave passa pela moderação. Logo, só quem consome, de preferência 1 taça por dia durante uma das refeições pode usufruir de todos esses benefícios a longo prazo.

Enfim, o vinho faz bem para a pele, para a mente e o coração. 🙂

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

*Referência: The Big Wine Theory

 

 

 

 

(Notas de Prova) Arrogant Frog Tutti Frutti 2016: Divertido, Vegano e Descomplicado

Vocês pediram e cá estou eu com mais um post da série “Notas de Prova”. Desta vez, recebi uma amostra da Loja Divino Vinhos e tal, que fica no Centro do Rio, pertinho do burburinho da Lapa e da boemia carioca.

O ARROGANT FROG TUTTI FRUTTI 2016

O rótulo, francês, fez parte de uma das seleções de agosto do Clube de Vinhos da Divino Vinhos e Tal. É um esquema bem prático, através do qual o associado recebe rótulos em casa e tem a oportunidade de estar sempre degustando algo novo. São exemplares de qualidade, a maioria deles da Importadora Decanter, que, atualmente, é a maior do segmento no Brasil.

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Mas,  vamos falar do vinho…

O Arrogant Frog Tutti Frutti (Sapo Arrogante) possui um design bem descontraído, que tem tudo a ver com o estilo descomplicado da bebida, um corte de Cabernet Sauvignon (8%), Cabernet Franc (7%), Syrah (24%), Merlot, (25%) Grenache (28%) e Mourvèdre (8%). Essa mistura deu origem a uma bebida versátil, sobretudo no que diz respeito à harmonização. Aliás, o médio-corpo ajuda muito nesse sentido. 

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Com a linha Arrogant Frog, o enólogo Jean Paul Mas demonstra que, com criatividade e uma boa dose de bom humor, é possível desmisitificar a impressão esnobe que temos dos franceses. Afinal, são rótulos de ótimo custo-benefício, elaborados no sul da França, numa área de 20 hectares em Limoux Gran Cru (Languedoc), que chama a atenção pelo uso da agricultura sustentável, sem o uso de pesticidas e fertilizantes, o que faz de seus rótulos orgânicos e veganos, visto que nenhum produto de origem animal é empregado durante o processo de vinificação.  

VINHO VEGANO

 

Tenho vários amigos veganos que sempre me perguntam sobre vinhos. Sendo assim, após pesquisa encontrei um e-mail do próprio Domaine Jean Paul atestando que veganos podem consumi-los sem medo;

“Para os nossos vinhos brancos, apenas usamos bentonita, um produto natural para estabilização de proteínas e filtração de fluxo cruzado antes do engarrafamento. Em relação aos vinhos tintos, utilizamos apenas filtração de fluxo cruzado antes do engarrafamento. Nenhum produto animal é usado em nosso processo de produção de vinho. ” (Domaine Jean Paul Mas)

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos (bem límpido).

OLFATO: Frutinhas vermelhas, ameixa, alcaçuz, morango e especiarias.

GUSTATIVO: O frutado se confirma em boca. Possui médio corpo e muito equilíbrio entre álcool (13,5°) e taninos. Bom acabamento com notas de ameixa.

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HARMONIZAÇÃO: massas, carne vermelha, aves e queijos de massa mole. Por se tratar de um vinho não muito encorpado, acredito que possa ser servido um pouco mais gelado que o normal para um tinto, por volta de 14°C. 


Ultimamente tenho optado por vinhos mais naturais e gostado muito do que tenho provado. São exemplares com bem menos ou ausência de quimíca, sobretudo se comparados aos das vinícolas mais convencionais. Ou seja, a gente sente bastante o terroir na taça. Recomendo a iniciantes e iniciados como uma experiência superválida.

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A Divino Vinhos e tal é uma lojinha aconchegante, que fica na Av. Henrique Valadares, 17 – Loja 4, Centro do Rio de Janeiro.

Mais informações sobre os rótulos e Clube de Vinhos pelo telefone: (21)  2221-0514.

Então é isso, viníferos! Nos vemos em breve! Bons vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

#RWFF: Feira de Vinhos do Chile Agita Meliá, em São Conrado

O Rio Wine Food And Festival é uma verdadeira celebração ao néctar de Baco, que engloba uma semana de feiras, wine outs, encontros e master classes pela cidade maravilhosa. Sem dúvida, o RWFF é um dos mais aguardados do gênero por aqui, na medida que reúne profissionais, apreciadores, confrarias, press e trade do vinho em cenários dignos de cartões-postais. Ou seja, acima de tudo, é um evento que valoriza o Rio de Janeiro.

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Joana Rangel, Marcelo Copello e eu nessa que foi uma superfesta do vinho.

Na última quarta-feira estive em mais um evento que integra o festival (na semana anterior assisti ao concurso que elegeu o melhor Sommelier do ano, cujo campeão foi Ramon Justino, do Restaurante Cantina da Praça). A Feira de Vinhos do Chile aconteceu no Hotel Gran Meliá Nacional, em São Conrado, e trouxe diversos stands de representantes de vinícolas chilenas, entre elas Montes Winery, Carmén, Perez Cruz, Viña Requingua, Santa Carolina, Cousiño Macul, Siegel, Casa Silva, Toro de Piedra, Cono Sur, entre outras. 

Por se tratar de um dos festivais mais importantes do vinho aqui no RJ, o RWFF, em parceria com a Wines of Chile, foi o responsável por receber o evento oficial da entidade, onde tivemos oportunidade de degustar alguns dos melhores rótulos do país que é líder de mercado no Brasil.

OS MEUS FAVORITOS 

Ok,  você deve estar aí se perguntando sobre os exemplares que me encantaram e me fizeram ter vontade de levar para a minha adega. Pois aí vai uma lista com aqueles que me mais conquistaram o meu paladar:

BRANCOS

Quem me conhece sabe que sou fã dos brancos chilenos, sobretudo dos oriundos do Vale de Casablanca. No entanto, houve alguns do Colchágua que não fizeram feio, hein. Vejamos os meus queridinhos:

  • Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc: esse vinho me conquistou com um toque mineral que dificilmente se vê nessa variedade.
  • Siegel Especial Reserve Viognier 2015: foi um dos brancos mais aguardados, vários conhecidos chegavam e diziam, “Você tem que provar esse!”. Realmente, esperar valeu a pena, pois o rótulo ganhou 93 pontos do crítico James Suckling e não foi à toa. Fresco e com uma complexidade de aromas que me fisgou logo de cara.

ROSÉS

Ahhh, a minha paixão pelos rosés não podia ficar de fora. E, entre os poucos que experimentei por lá, gostei mais do Montes Cherub, da Viña Montes (importado pela Mistral). Minha amiga e parceira Joana Rangel, do Blog Divina e Vinho logo me chamou para degustá-lo, já que bem sabe que tenho preferência por rosés mais “tutti-frutti”, totalmente diferente do que ela curte. E como é bacana esse gosto pessoal! Nos permite trocar muitas ideias e experiências.

 

 

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Tava um friozinho bom na quarta-feira, ou seja, o dia perfeito para degustar muitos tintos! E, como sempre, os brancos não estavam na tempratura correta logo que chegamos,  por volta das 15h30. Sendo assim, decidi optar por um bom Pinot Noir e, por sugestão do amigo Fernando, do Blog Vinhos com Fernando Lima, provei logo o melhor de todos. Veja os meus eleitos, por ordem de degustação, pois os estilos são bem diferentes:

  • Ocio Pinot Noir, Cono Sur: um Pinot Noir leve, com um estilo que lembra os do velho mundo.
  • Chaski, 100% Petit Verdot, Perez Cruz: Há uma tendência nos vinhos chilenos em adotar esse estilo mais moderno (lembra quando comentei sobre o da Santa Carolina?). Achei muito interessante!
  • Montes Alpha M, Viña Montes: Como sempre digo, nada na vida como ter amigos, hein? E a galera foi provando e me arrastando para o “M”, um verdadeiro ícone da vinícola Montes, que chega por aqui através da Importadora Mistral. O Montes Alpha M é uma mistura das uvas Cabernet Sauvignon (80%), Merlot (10%), Cabernet Franc (5%) e Petit Verdot (5%) e suas uvas são produzidas em La Finca de Apalta. Situada no Vale del Colchágua, é considerada por muitos o melhor terroir para produção de vinho tinto no Chile.

Eu simplesmente amei a feira da Wines of Chile, sobretudo porque, como sempre, pude encontrar os amigos do mundo do vinho, sendo uma oportunidade bacana de sair do virtual para o real.

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Entre eles, destaco Fabio Dobbs (do Blog Além da Taça), Eduardo (do Blog Botequim do Vinho, que mantém com a esposa Letícia), Marcelo Copello (superjornalista e formador de opinião do mundo dos vinhos, um dos respeonsáveis por essa beleza de Rio Wine and Food Festival), Chico Cineasta, do site Vinhos Pelo Mundo, além dos meus sommeliers favoritos, Wallace Neves, Laís Aoki e Efraim Moraes, Joana Rangel e Fernando Lima (blogueiros parceirássos, do tipo que somam e multiplicam) e mais um mar de gente bacana.

E o RWFF não ficou só nisso não. Tem muito mais e aguardem, pois em breve vou publicar sobre outros eventos em que estive presente, sendo os seus olhos, ouvidos e boca por lá, vinífero! E você sabe que pode contar comigo para narrar uma boa história…rsrsrs…

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim!