Wine Drinks: Refrescante de Romã Com Prosecco

Ah, vocês pensaram que não iria rolar receita de winedrink hoje, né? Ledo engano! A de hoje já estava guardadinha há tempos e eu não via a hora de soltar logo por aqui.

Trata-se de uma receita refrescante e que combina perfeitamente com o verão. Sabe aquela frutinha vermelhinha, a Romã? Ela voltou à moda com tudo e tem protagonizado uma série de coquetéis inesquecíveis, inclusive os nossos amados winedrinks.

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Além de ter um azedinho delicioso, ficam lindas dentro da taça! Ideal para servir como aperitivo para os amigos. O povo vai ficar de boca aberta!

Para fazer esse drink, vamos usar um xarope de romã superfácil de fazer em casa. Com apenas uma colher de chá por copo você prepara um drink refrescante e doce, sem ser enjoativo (a romã tem esse poder!).

Aqui no Brasil, as romãs são a cara do verão (tanto que existe um milhão de simpatias de fim de reveillon com ela..rsrs). Essa receita encanta por sua simplicidade e complexidade de sabores. É frutado e ao mesmo seco. Sutil e elegante. Delícia!

ANOTE A RECEITINHA E SEJA FELIZ

Ingredientes:

  • 1 xícara de açúcar
  • 1 xícara de água filtrada
  • 1 Romã das grandes
  • 1 garrafa de Prosecco

Obs: o xarope de romã caseiro rende bem, dá para umas 50 porções. No entanto, uma garrafa de Prosecco só serve 5 pessoas. Fique ligado!

Receita de Xarope de Romã Caseiro

  • Retire as sementes da romã e reserve.
  • Numa panela, faça o xarope de açúcar normal, misturando a água com o açúcar em fogo (médio) até que o mesmo se dissolva. 
  • Adicione cerca de 1/2 das sementes de romã na panela e deixe cozinhar em fogo baixo por 5 minutos antes de esmagá-las com um garfo ou um amassador de batatas. 
  • Desligue o fogo e deixe a mistura descansar por cerca de 5 a 10 minutos e reserve o líquido.

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DICA: Quando se está preparando esse xarope, é possível notar que as sementes de romã acrescentam um ligeiro amargor ao líquido (afinal, são azedinhas). Para neutralizar isso, adicione cerca de 15 pimentinhas durante o período de descanso. Não é suficiente para suprimir os aromas, apenas o suficiente para incluir uma pitada de especiarias capaz de resolver a questão do amargor. Fica ótimo!

PREPARANDO O COQUETEL

Coloque 1 colher de chá de xarope de romã no fundo de uma taça tipo flûte e cubra com uma colherada de romãs frescas. Na hora de colocar o espumante, incline a taça de forma a não agitar muito os ingredientes do fundo. E voilá! Saca só como é fácil!

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Então é isso, enoamigos! Amanhã é dia de colocar todas essas dicas em prática. E que flûte linda essa da foto, hein? Mas o que eu queria mesmo era comprar uma taça de espumante estilo tulipa, que está superdifícil de encontrar para a venda. Se alguém souber onde tem disponível pode me avisar. Acho esse modelo lindo de tudo.

Outra coisa muito lindinha que vi e combina demais com esse artigo é um bonsai de romã. Gente, é fofo demais! Vem com as frutinhas. 🙂

Boa sexta! Bom final de semana! Tim-Tim!

Referência: Wine Folly

3 Estilos de Chardonnay Que Você Precisa Experimentar

Como vocês já devem ter percebido, na última semana fiquei um pouquinho off do mundo vinífero por motivo de…férias! Sim, de vez em quando é ótimo para renovar as energias. Ainda mais se for para fugir do calor que toma conta do Rio de Janeiro. Fui para Minas e tive a sorte de pegar dias amenos, com chuvinha e friozinho. Degustei alguns tintos e fui muito feliz.

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DE VOLTA COM TUDO

Agora, de volta para o caldeirão, continuo à caça de brancos e espumantes para beber nos finais de semana (estou tentando evitar o consumo de segunda a sexta, minha silhueta agradece..rs.rs.). Afinal, os cursos só reiniciam daqui a alguns meses, então a hora é essa.

Por isso, hoje trago para vocês 3 estilos de Chardonnay perfeitos para se deliciar nos dias mais quentes. Para quem está apenas começando a degustar essa uva, trata-se de um bom ponto de partida para se aprofundar no assunto. 

CHARDONNAY BARRICADO (CREMOSO)

Quando penso em Chardonnay com estágio em barrica de carvalho, logo me vêm à mente aqueles rótulos tipicamente norte-americanos, cremosos, com nariz de manteiga e baunilha bem pronunciados. Digo que é perfeito para os amantes de tintos que estão começando a se aventurar no mundo dos brancos, sobretudo porque são mais encorpados e combinam com alimentos mais substanciais, como risoto de cogumelos, frango assado, lagosta, presunto, entre outros.

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  • Como é feito e o que esperar dele?

O que realmente define este estilo de Chardonnay é o uso do carvalho no processo de vinificação. A madeira agrega algumas características diferentes, como a adição de mais oxigênio ao processo de produção, resultando em nuances de maçã cozida, massa de torta e avelãs. Sem falar que o próprio carvalho novo ainda contribui para um nariz mais carregado de torrefação, baunilha, cravo, canela e coco. Finalmente, a transformação do ácido málico em ácido lático, mais suave, deixa o vinho mais cremoso e com nuances amanteigadas. 

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Ao procurar por esse estilo, se liga nessas dicas:

  • Geralmente os barricados constam o nome “Reserva” ou “Oaked” no rótulo, dependendo da região de produção.
  • Bons contra-rótulos trazem informações importantes, como tempo em que o vinho estagiou no carvalho e notas olfativas, tais como baunilha, crème brulée, maçã cozida, torrefação, manteiga, entre outros.
  • A maioria dos rótulos de Chardonnay barricado deve ser consumida entre 3 e 5 anos após a data da colheita (safra).

Se você curte muito esse estilo de vinho, vale a pena provar outras variedades barricadas que são ótimas alternativas ao Chardonnay, como Marsanne, Viognier e Trebbiano.

CHARDONNAY CÍTRICO E SEM PASSAGEM POR CARVALHO

Para mim, trata-se do estilo perfeito para saborear no Verão. É o par perfeito para ostras frescas, vieiras, mariscos e peixes delicados, sendo que seu exemplar mais conhecido é produzido na região de Chablis, na francesa Borgonha. 

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Se você é fã de vinhos brancos mais florais e frutados, o Chardonnay Unoaked (sem passagem por carvalho) é a opção ideal. O nariz varia de acordo com a região, mas é possível identificar notas de frutas brancas e amarelas, como maçã, abacaxi fresco e manga. Tudo isso, muitas vezes, acompanhado de um toque de flores brancas.

  • Como é feito e o que esperar dele?

Trata-se de um Chardonnay varietal puro, sem a interferência do carvalho. Desta forma, todas as suas nuances se apoiam nos aromas das frutas, bem como aqueles naturalmente  resultantes da fermentação. Os vinhos são produzidos em ambientes com redução de oxigênio, fermentando em tonéis de aço-inoxidável por um curto período de tempo antes de serem engarrafados e liberados, tudo para manter o máximo de frescor. 

Ao procurar por esse estilo, se liga nessas dicas:

  • Busque por rótulos com a descrição “Unoaked” ou “Sem Passagem por Carvalho”.
  • Bons contra-rótulos trazem informações preciosas, como “frutal”, “floral”, aromas cítricos e/ou minerais.
  • Esses exemplares devem ser consumidos jovens. No entanto, alguns rótulos de Chablis costumam envelhecer por uma década ou mais em virtude de sua mineralidade. 

ESPUMANTE 100% CHARDONNAY: BLANC DE BLANCS

A Chardonnay é a varietal mais popular na produção de espumantes (incluindo os champagnes). Os exemplares Blanc De Blancs (100% produzidos com Chardonnay) harmonizam perfeitamente com frango frito e lulas empanadas (a doré). Parceiro perfeito para um dia de muito sol e calor na praia!

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Blanc De Blancs quer dizer literalmente “branco dos brancos”, visto que são produzidos totalmente com uvas Chardonnay. Também já vi rótulos utilizarem essa denominação para exemplares que não incluem cepas tintas na composição, como por exemplo, a Pinot Noir, mas não necessariamente só com Chardonnay como varietal branca. Mas, para mim, Blanc De Blancs de verdade tem que ser 100% Chardonnay.

  • Como é feito e o que esperar dele?

Nesse estilo, geralmente podemos esperar um nariz cítrico, com notas de favo de mel, maçã, baunilha torrada e avelãs. Para a produzir um Espumante Chardonnay, as uvas devem ser colhidas uma pouco mais cedo, a fim de preservar o máximo de acidez. Depois que o vinho base é feito, o enólogo adiciona uma mistura chamada de “cuvvé”, a fim de que o mesmo, então, se submeta a uma segunda fermentação dentro da garrafa, no estilo “champenoise” ou “tradicional”. 

A forma com que os vinhos foram produzidos (em carvalho ou aço inoxidável), e o tempo que eles envelhecem após a segunda fermentação (sur lies – contato com as borras (leveduras)) é que vão determinar o seu estilo e perfil aromático. Quanto maior for o tempo de contato com vinho com as leveduras, mais cremoso e amendoado o mesmo será em seu produto final. 

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Ao procurar por esse estilo, se liga nessas dicas:

  • No rótulo do espumante, certifique-se que consta o termo “Blanc De Blancs” e que o mesmo é produzido 100% com a variedade Chardonnay.
  • Preste atenção no tempo de envelhecimento (contato com as leveduras) para identificar seu estilo favorito. Alguns rótulos trazem esse tempo no rótulo ou contra-rótulo (12 meses, 26 meses, 36 meses e assim por diante). 
  • Se for optar por um autêntico Champagne, prefira os Blanc De Blancs da sub-região de Côtes De Blancs.  

Então é isso, enoamigos! Vila Vinífera retornando com força total! Existe algum assunto que você gostaria de ver por aqui? Mande sua sugestão e deguste cada gota de informação. Afinal, a minha maior alegria é ver que vocês estão curtindo e aprendendo junto comigo.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!