Ávidos Douro: História de Amor e Inspiração Para o Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e nada melhor que celebrar com a nossa bebida favorita. Nessa hora, não importa se você tem ou não companhia. O que vale à pena mesmo é se cercar de gente querida e, sim, brindar ao amor em todas as suas expressões. 

COISA DO DESTINO

E quem me conhece sabe que acredito muito em destino. Realmente, nada acontece por acaso. Sendo assim, estava eu dando aquela olhadinha básica no Facebook até me deparar com um vinho de rótulo APAIXONADO. Desse jeito, em letras maiúsculas! Lindo e com um belo coração estilizado. Na mesma hora tive vontade de provar esse néctar romântico e ao mesmo tempo misterioso.

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Poucos minutos depois, eis que uma grande-recente-amiga me chama para dizer que poderia me colocar em contato com um dos casais que produz o vinho em Portugal, na região do Douro Superior. O mais curioso é que eles vivem no Rio de Janeiro. “Só podia ser coisa do destino”, pensei.

TUDO COMEÇOU COM UM CASAL APAIXONADO

O amor com que Christiane e Plínio falam de seus vinhos já declara o porquê do nome de seus rótulos principais. Amantes da bebida dos deuses, sempre acabavam visitando regiões vinícolas pelo mundo, ainda que este não fosse o motivo principal de suas viagens. 

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O casal Christiane e Plínio Simões

Até que um dia, no meio dessas andanças, se depararam com uma área no Douro, mais precisamente no Douro Superior, na margem direita do rio português. Trata-se da área mais seca e ensolarada do lugar, semi-árida, onde a videira chora e sofre para produzir poucos cachos de maravilhosas uvas. Sim, foi amor à primeira vista como visto nos melhores romances!

“É uma área de beleza pungente, sofrida, onde, de imediato, se é tomado por uma sensação diferente, inquietantemente agradável. Em 48 horas estávamos negociando a área, em 72 assinamos um compromisso e começamos a trabalhar nas vinhas, assistidos por um fabuloso enólogo, que nos ajudou em todos os passos do caminho.” contou Plínio

Após a paixão arrebatadora, o casal passou a pesquisar toda a história do lugar, tentando entender ao máximo de onde vinha a energia inusitada daquele terroir, bem como de suas sofridas videiras. Aos pouco, foram descobrindo as origens e  lendas daquela micro-região. Logo, se entregaram por completo, na companhia dos amigos Elsa e Marcos que, igualmente atraídos pelo local, compraram as terras vizinhas e , desde então, se tornaram sócios de Chris e Plínio na produção dos vinhos. 

GUIADOS POR UMA HISTÓRIA DE AMOR E INSPIRAÇÃO

Uma dessas lendas que até hoje inspira o casal trata da história de uma donzela lusa, dos tempos da Lusitânia, que se perdeu de paixão por um conquistador romano. Não aceitando o romance, os pais a esconderam fora dos limites da Lusitânia, atravessando o Rio Douro até a sua margem direita, mantendo-a em propriedades próximas ao rio, na Lousa, justamente onde se encontra o terroir da Ávidos Douro.

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Nesse local, a donzela passava dias e noites a chorar e a vagar perdida pelas encostas dos morros, com suas lágrimas impregnando as terras com seus sentimentos de amor, paixão, saudade e anseio pelo reencontro.

Estava explicada a energia que Christiane, Plínio, Elsa e Marcos sentiram e que é vivenciada por todos os que visitam os vinhedos, que relatam se sentir “diferentes”, embora sem saber explicar como ou por que.

A ÁVIDOS DOURO

Após esse turbilhão de sentimentos, não foi difícil concluírem que tanto a vinícola quanto seus quatro vinhos tintos (três ainda a serem lançados) deveriam orbitar em torno do amor sempre evocar essas emoções e desejos típicos de quem não se conforma e quer mais, tal qual os casais apaixonados.

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Logo, o nome Ávidos é uma  homenagem a quem anseia, a quem quer e não se contenta, sonha grande e corre atrás, de um amor, de uma conquista.

Apaixonado, para quem já alcançou o estágio seguinte, já sucumbiu à paixão, sendo esta realizada ou não, assim como o casal da lenda.

Anónimo, para não nos esquecermos do amor perdido que às vezes não mais se consegue sequer identificar, como o soldado da antiga lenda.

E, por fim, Amavio, palavra do português arcaico, quem sabe contemporânea dos  nossos apaixonados, usada para designar uma beberagem que favorece ao amor, ao entendimento, à sedução. Os dicionários antigos não esclarecem que beberagem era essa, mas, para nós, temos a certeza moral de que era o vinho!

NOTAS DE PROVA DO APAIXONADO

APAIXONADO 2016 ROSÉ 12,5% de volume alcoólico

O amor é cor-de-rosa, assim como esse Rosé, elaborado 100% com uvas da casta Touriga Nacional. A cor é linda, delicada e envolvente. Um rosa claro que não se parece com cereja e muito menos casca de cebola. Uma coloração única!

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No nariz é floral e frutado, com notas de morango e cerejas frescas. Possui boa acidez e final redondo de média persistência, pedindo mais um gole. Surpreendente para uma primeira safra! Realmente, apaixonante.

APAIXONADO TINTO 2014 – 13,7% de volume alcoólico

Segundo Plínio Simões, o ano de 2014, apesar de períodos de bastante calor e seca, teve na época da maturação das uvas, Agosto e Setembro, temperaturas amenas e alguma chuva, permitindo uma maturação dos açúcares e taninos bastante equilibrada. Estas condições permitiram fazer vinhos muito elegantes e equilibrados com boa acidez e taninos suaves.

O APAIXONADO TINTO 2014 possui coloração rubi intensa, com reflexos violáceos. Produzido com as castas Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinta Amarela, se expressa com aroma de frutas vermelhas maduras e um toque de especiarias. Apesar de ter estado por 16 meses em barrica de carvalho, o vinho é bem frutado e a madeira se apresenta de forma equilibrada, responsável por boa parte do “borogodó” do vinho que é, por si só, muito sedutor.

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De taninos sedosos, possui um final de boca persistente (contei mais de 8 segundos). Digo para vocês que até da minha parte foi amor à primeira vista, tendo sido inesquecível na comemoração do Dia do Sommelier, no último sábado, 3 de junho.


Enfim,  é muita inspiração junta para esse Dia dos Namorados! E se você quer conquistar alguém, trata-se de uma ótima motivação. Afinal, certamente vai impressionar o seu amor.

Por fim, como bem me disse o Plínio, da Ávidos Douro,

“Um conselho de amigo: se não queres terminar dona de vinhedos, não se aventure na região. No máximo, tome o Apaixonado, tinto ou rosé, ou o Ávidos, Anónimo e Amavio, quando chegarem. De preferência, junto com a cara metade.”

Pois é, Plínio. Esse conselho só me deu ainda mais vontade de visitar essa região tão mítica que somente os casais apaixonados compreendem. Quem sabe um dia não chego naquelas terras em companhia da minha cara metade numa viagem romântica, hein? Me aguardem!


ONDE COMPRAR NO RIO DE JANEIRO:

1) Casa Carandaí
Rua Lopes Quintas, 165 – Jardim Botânico

2) Candy da Barra
Av. Armando Lombardi, 800, Loja N – Barra

3) Delly Gil
Rua Gilberto Cardoso, 1, loja 8 – Leblon (Cobal do Leblon)

ONDE ENCONTRAR NO DOURO, EM PORTUGAL

1) DOC – Rui Paula
Estrada Nacional, 222
Armamar – Douro
Tel.: +351 25465-8123

2). Restaurante Papa Zaide
Provesende – Douro
Tel.: +351 254 731 899

3) Garrafeira Gato Preto
Av João Franco
5050-226 Peso da Régua – Douro
Tel.: +351 25431-3367

4) Doces da Puri
Beco do Jaime 30
5140-182 Parambos -Douro Superior
+351 278 685233
http://www.docesdapuri.com

5) Pousada Barão Forrester
Rua Comendador José Rufino
5070 031 Alijó – Douro
+351 25995-9215

6) Taberna da Helena
Av. Aquilino Ribeiro s/n
5140.058 Carrazeda de Ansiães – Douro Superior
+351 278 615 083

ONDE ENCONTRAR NO PORTO, EM PORTUGAL

1) DOP – Rui Paula
Palácio das Artes, Largo de S. Domingos 18
4050-545 Porto
+351 22 201 4313

2) Restaurante Casa da Foz – Antônio Guimarães
+351 226 177 636


ONDE DEGUSTAR NO RIO:

1) Laguiole
Av. Infante Dom Henrique, 85
Glória – Rio de Janeiro
+55 21 2517.3129 / 98744.8679
reserva@laguiole.com.br
http://www.bestfork.com.br/laguiole/adega.php

2) Giuseppe Grill Leblon
Av. Bartolomeu Mitre, 370
Leblon – Rio de Janeiro
contato@giuseppegrill.com.br
+55 21 2249.3055
http://www.bestfork.com.br/giuseppegrill/leblon/

3) Lorenzo Bistrô
Rua Visc. Carandaí, 2
Jardim Botânico – Rio de Janeiro
http://www.lorenzobistro.com.br
+5521 3114 0855


Um belo Dia dos Namorados com muito amor e vinhos! Tim-Tim!

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Vinhos da Península de Setúbal Brilham no Copacabana Palace

Ontem estive em mais uma celebração ao vinho português no tradicional Hotel Copacabana Palace, aqui no Rio. E, sim, os amigos lusitanos devem ter muito orgulho de seus fermentados. Afinal, provei tantos rótulos sensacionais que poderia ficar horas aqui dissertando sobre a expressão de cada um deles.

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Para começar, todos os enoamigos mais queridos estavam presentes, desde as blogueiras Joana Rangel, Ana Borba e Tita Moraes, passando pelo Sommelier Marcelo Marques e sua bela e simpática esposa Patrícia Pacheco, até as maravilhosas confreiras do Amigas do Vinho, comandadas por Maria Lúcia Rodrigues.

Foi um encontro intimista, só para convidados – enófilos e profissionais do setor. Ou seja, o local estava povoado por aqueles que nutrem profunda paixão pelo néctar de Baco. E, realmente, os vinhos foram as grandes estrelas do evento.

PROFUSÃO DE CORES E SABORES

Entre as vinícolas e representantes presentes estavam Adega de Pegões,  Casa Ermelinda de Freitas, Herdade da Comporta, José Maria da Fonseca (sim, a Vinícola do icônico Periquita), Quinta Brejinho da Costa, Venâncio da Costa Lima e Quinta do Piloto, grande destaque, não só pela qualidade dos vinhos, mas também pelo carisma e atenção total do simpático Filipe Cardoso, também responsável pelos caldos da SIVIPA (Sociedade Vinícola de Palmela).

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Sérgio Coelho e o simpático Filipe Cardoso, da SIVIPA e Quinta do Piloto

E o que falar dos Vinhos? Foram Espumantes, Brancos, Tintos e Rosés, além dos famosos Moscatéis que, de tão versáteis, se transformaram num delicioso Welcome Drink para os convidados: uma versão de “Porto Tônico” elaborada com o Moscatel de Setúbal, com direito a gelo, água tônica e limão siciliano. Maravilhoso!

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Welcome Drink: Moscatel de Setúbal Tônico

O buffet ficou a cargo do Chef Executivo do Copa, David Mansaud, supersimpático e que fez questão de nos cumprimentar e receber nossos merecidos elogios. Sem dúvida foram comidinhas saborosas, que harmonizaram perfeitamente com os grandes vinhos presentes no evento.

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Com Cristina, amiga da ISG

PENÍNSULA DE SETÚBAL: TRADIÇÃO EM VINHOS PORTUGUESES

A demarcação da Região do Moscatel de Setúbal em 1907 comprova toda a tradição do lugar para a vitivinicultura, que simplesmente é um dos mais antigos de Portugal para essa finalidade. A existência de vinhas tanto em zonas planas, como nas encostas da Serra da Arrábida, deu origem a uvas capazes de produzir vinhos de muita qualidade, com personalidades únicas e que contribuíram imensamente para que a região se afirme cada vez mais no mapa vitivinícola de Portugal e do mundo. 

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O famoso néctar de Setúbal!

As castas mais plantadas desta região e que, de certa forma, traçaram o perfil do local, são a Castelão, Syrah, Aragonez (para as tintas e Moscatel de Setúbal) e Fernão Pires e Arinto, no caso das brancas. 

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA (I.G) DA PENÍNSULA DE SETÚBAL

D.O PALMELA: Abrangendo os conselhos de Setúbal, Palmela, Montijo e, ainda, a freguesia do Castelo, no conselho de Sesimbra, a Denominação de Origem (D.O) Palmela cobre a mesma área que a D.O de Setúbal, excluindo a produção de Moscatel. Nessa D.O são produzidos vinhos brancos, rosados, tintos, espumantes e licorosos, sendo que a estrela de Palmela é, sem dúvida, a varietal Castelão, exigida em pelo menos em 67% dos blends dos tintos. 

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D.O DE SETÚBAL: É a região dos famosos Moscatéis! Os vinhos dessa D.O são produzidos na mesma área demarcada de Palmela, mas se refere apenas aos vinhos generosos/licorosos conhecidos como Moscatéis de Setúbal. Existem dois tipos de vinhos fortificados com essa denominação: o produzido com a casta branca Moscatel de Setúbal e o fabricado com a casta rosada Moscatel Roxo (meus favoritos!), cuja presença deve estar em pelo menos 67% do lote, podendo, contudo, estar associadas a outras castas, como Arinto, Fernão Pires etc. Entretanto, a tradição acabou exigindo que tais vinhos sejam elaborados com 100% dessas duas varietais. Logo, as designações tradicionais de Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo de Setúbal só podem ser empregadas quando essas castas contribuíram com, no mínimo, 85% do mosto (suco de uva) utilizado na fabricação dos vinhos. 


Então é isso, galera da enofilia! Sem dúvida estamos na temporada dos eventos de vinhos. Para mim, trata-se da oportunidade perfeita de rever e fazer amigos, além de conhecer um pouco mais sobre a nossa amada bebida dos deuses. Tudo é bagagem. Tudo é aprendizado. E quando a gente se compromete em fazer o que ama, qualquer atividade vira prazer e vontade de melhorar mais a cada dia.

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Um brinde ao Conhecimento! Tim-Tim!

Vinho Verde Wine Fest: Um Néctar Com a Cara do Brasil

Na última sexta-feira, dia 26 de maio, estive no Vinho Verde Wine Fest. Realizado no Iate Clube do Rio de Janeiro, o evento foi uma verdadeira homenagem ao caldo português que, na minha opinião, é um dos que mais combina com o nosso clima. E não falo só de calor! Sem dúvida, os Vinhos Verdes têm super a ver com a alegria e descontração do público brasileiro.

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E foi uma profusão de gente bonita por todos os lados, que apreciou Loureiros, Arintos e Avessos em todo seu esplendor e delícia!

Entre os produtores e distribuidores presentes estavam Abrigueiros – Casa da Senra, Adega de Monção, Agri-Roncão – Quinta de Linhares, Aveleda, Campelo, Enoport United Wines, PROVAM, Quinta & Casa das Hortas, Quinta da Lixa, Quinta das Arcas, Quinta de Carapeços, Quinta de Lourosa, Soalheiro, Solar de Serrade, Vercoope e Viniverde/Adega Ponte da Barca.

WINE FEST MARCADO POR MUITA ALEGRIA E DESCONTRAÇÃO

Logo na chegada, encontrei meu amigo Fernando Lima, do Blog Vinhos com Fernando Lima, que me apresentou suas amigas, enófilas supersimpáticas com as quais fiz logo amizade. Recebemos óculos escuros de armação verde que eram simplesmente a cara do clima de descontração que tomou conta da feira.

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Com Luciana Paes Leme, uma das amigas que conheci através do Fernando Lima.

Já que estava cedo, visitamos os stands com toda a calma e conversamos com representantes e produtores. Confesso que me surpreendi com muita coisa! Aliás, muito do que eu conhecia dos vinhos verdes (que na verdade não são verdes e sim elaborados com castas provenientes da Região portuguesa dos Vinhos Verdes) correspondia aos rótulos mais conhecidos e distribuídos aqui pelo Brasil. Ou seja, amei ter contato com as novidades em varietais e vinícolas.

ÓTIMAS SURPRESAS ENGARRAFADAS

Como boa apreciadora dos Rosés portugueses, adorei tudo o que provei do estilo, com destaque para o rótulo da Quinta de Lourosa, primeiro stand que visitei.

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Aliás, a própria enóloga da Quinta estava lá e me contou sobre a expressão dos vinhos, sendo que o que me chamou mais a atenção foi um Alvarinho com 13% de teor alcoólico, algo raro em se tratando de vinhos verdes, que costumam ter entre 8 e 11%. “As uvas dessa safra amadureceram além do normal, devido ao clima mais ensolarado. E todo o açúcar se transformou em álcool durante a fermentação”, explicou ela. 

Outra surpresa ficou por conta do famoso Soalheiro Alvarinho Reserva, distribuído pela Importadora Mistral. Possui corpo e complexidade, com um toque discreto de carvalho. Por falar em Alvarinho, ela é a varietal mais célebre da região, justamente por dar origem a caldos mais estruturados.

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Entretanto, os vinhos verdes mais leves também tiveram seu lugar de destaque no evento. Inclusive, segundo minha amiga Marcela Lima, esses são os exemplares que mais combinam com seu paladar. E, na minha opinião, vão superbem geladinhos, na beira da piscina, de preferência como acompanhamento para uma bela porção de bolinhos de bacalhau. Nada mais português e brazuca ao mesmo tempo!

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Clima de descontração total!

No quesito vinhos leves, entre os que mais me chamaram a atenção estavam o meu queridinho Acácio e o Terra de Camões, ambos de ótimo custo-benefício. Porém, entre os leves, amei muito a linha Estreia, distribuída pela Adega Cooperativa Ponte da Barca.

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O do rótulo Estreia verdinho, feito com Loureiro, Trajadura e Arinto foi o meu favorito! O Rosé deles (Vinhão, Borraçal e Espadeiro) também não decepcionou. Já tinha me deparado com esses rótulos à venda no supermercado Pão de Açúcar e por pouco não comprei para experimentar. Estou até agora pensando o que eu tinha na cabeça para não ter levado nem uma garrafinha.. rsrsr.

SHOWCOOKINGS E “CONVERSAS COM VINHO”

E o Wine Fest de sexta contou, ainda, com 2 Showcookings e 3 Conversas Com Vinho. Infelizmente não pude acompanhar todos eles, devido aos horários disputadíssimos.

Contudo, tive a sorte de acompanhar o Showcooking da Chef Ellen Gonzalez, do Restaurante Miam Miam. Ela explicou para a gente como fazer camarão empanado com chutney de manga e sorvete de coentro. Um prato que harmoniza muito com o Vinho Verde, estrela do evento. Aliás, foi o melhor chutney de manga que já provei na vida. Sem falar que a Chef é simpatica e muito solícita. Uma fofa!

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Showcooking com Ellen Gonzalez, do Miam Miam

Logo depois, dei uma conferida no “Conversa Com Vinho” com o Professor Euclides Penedo Borges, da ABS-RJ. Já disse por aqui que sou profunda admiradora do trabalho dele. Afinal, o cara é uma inspiração quando se trata de harmonização entre vinho e comida, tanto que o mesmo falou sobre “Vinhos à Mesa”, demonstrando o quanto os vinhos verdes são gastronômicos. Muito bacana!

O evento contou, ainda, com música ao vivo (um sambinha delícia), além de Food Truck na entrada, que nos brindou com pratos inspirados na culinária lusitana. A feira foi organizada pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

Enfim, o Vinho Verde Wine Fest de sexta foi um tremendo sucesso, que se repetiu no sábado, quando contou com 3 Master Classes. O Vinho Verde é uma marca internacional que se refere a todos os vinhos produzidos no noroeste de Portugal, uma das regiões mais antigas do país, existente desde os tempos dos romanos.

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São vinhos em sua maioria leves e jovens, com a cara do público brasileiro e carioca. Quer saber mais sobre os Vinhos Verdes? Então dá uma olhada nesse artigo que escrevi sobre eles, no último verão. 

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Vinho Verde Wine Fest: www.vinhoverdewinefest.com.br 


Loja Virtual Com Vinícola Própria Traz Inovação Para o Mundo do Vinho

Não é a Vinícola com Loja Virtual que estamos habituados a ver por aí. É Loja Virtual com Vinícola própria! E logo que me deparei com o site da Wine For Me, percebi que essa ideia poderia dar um caldo (por sinal, bem fermentado!).

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Um dos destaques fica por conta de que essa proposta pode impactar os rótulos de forma muito positiva, tanto pela elaboração de um vinho que atenda todas as expectativas do enófilo, quanto pelo fator custo x benefício, que faz tanta diferença na nossa vida.

Em conversa por e-mail, o Diretor-Presidente da Wine For Me, Mario Verdini Meireles, explicou melhor essa ideia, que tem tudo para conquistar os amantes do vinho:

Vila Vinífera: Qual é a proposta da Wine For Me? 
Mario Verdini: A Wine For Me foi criada para a escolha que vai além da compra; saborear uma ocasião em que o principal motivo é você mesmo.
 

Vila Vinífera: O nome já diz tudo, né? 

Mario Verdini: Sim, vinho para mim! Vinho para brindar momentos, um convite a comemorar a vida, a minha, a sua, a nossa vida.

Vila Vinífera: A segmentação do público pode ser feita de acordo com os gostos pessoais de cada um?

Mario Verdini: Disposta a compartilhar o mundo dos vinhos, Wine For Me deseja fazer amigos por amor ao sabor. Quem conhece ama e, quem começa a se interessar, se apaixona. Pensando nisso, buscamos atrair pessoas através da variedade de conteúdo e custo/benefício incomparável, encontrados nas redes sociais ou loja online com formas de busca intuitivas, seja por uva, país ou safra.

Vila Vinífera: A empresa possui uma vinícola própria, em Portugal. Como vocês determinam a demanda dos vinhos junto aos enólogos, bem como os diversos estilos que irão produzir?
Mario Verdini: Como bons portugueses alentejanos, acreditamos em mão na massa e no resultado de quem trabalha de verdade. Sem dúvida as condições externas influenciam, economia desfavorável, impostos altos e crises, fatores considerados de alto risco por enólogos e empresários do segmento. Alguns enxergam como dificuldade, nós vemos como desafio para criarmos a oportunidade. E pensando em mercado, vemos potencial no consumo brasileiro e confiamos na cultura adaptável que existe aqui. 
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A Wine For Me vem para colaborar para uma nova cultura no consumo e disseminar a boa influência dos vinhos à mesa através de variedade de bons produtos portugueses, chilenos e argentinos explorando castas, safras, temperaturas, dos nossos vinhos e outros tão bons quanto.
 
Temos direcionamento em manter as influências de origem portuguesa, trazendo mais sabores regionais como Dão, Douro, entre outros próximos à nossa vinícola Encosta de São Romão no Alentejo. Acreditamos no retorno positivo com a certeza de que todos os momentos merecem vinho, sabor de verdade.
Vila Vinífera: Qual o diferencial da Wine For Me frente à concorrência?
Mario Verdini: Apostamos na criação de uma nova marca digital de influência em vinhos envolvendo as infinitas possibilidades decorrentes do segmento como: decoração, gastronomia, viagens, cinema, música… Wine For Me vem ao mercado disposta a descobrir e degustar mais sobre o mundo dos vinhos junto ao público com alta qualidade e baixo valor nos rótulos exclusivos, tornando acessível a cultura de bons vinhos à mesa brasileira.

O site não trabalha apenas com vinhos de sua vinícola portuguesa. O portfólio conta, ainda, com outros rótulos  oriundos da Argentina, Chile, Califórnia e Portugal (lógico!).
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Curiosa, como sou, quis logo conferir essa novidade e a Wine For Me me enviou uma amostra do Encosta de São Romão, produzido em sua vinícola própria, a Outeiro de São Romão, situada na região do Alentejo, em Portugal.
O Encosta de São Romão 2015 é formulado com as castas Alicante, Aragonez (que é a mesma Tempranillo espanhola), Syrah e Touriga.
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De coloração Rubi, com aro Rubi-claro, servido a 16ºC o Encosta de São Romão já invade o olfato com uma explosão de frutas vermelhas e negras frescas, como Amora, Ameixa, Cereja e Framboesa. Na boca é seco, com acidez e taninos na medida. O final é longo e persistente (contei 8 segundos!). 
Sem dúvida, ficaria perfeito com pratos à base de cordeiro e outras carnes vermelhas, sobretudo a de porco. Já imagino um leitão típico da região portuguesa da Bairrada com esse vinho. Hummmm… qualquer adjetivo abaixo de “divino” seria pouco para essa combinação.

Esses dias de folga e folia me motivaram a ir em busca de novidades. E, sim, esse ano eu quero registrar tudo aqui para vocês. Afinal, esse mundo vinífero é tão vasto que a gente tem mais é que explorar tudo o que temos direito. Vamos juntos!
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Então é isso, galera da enofilia. Boa semana! Bons Vinhos! Tim-Tim!

WineStyle: O Vinho do Verão É Verde!

Sem dúvida, o Vinho Verde tem tudo a ver com o verão. Frescos e jovens, esses exemplares são agradáveis e fáceis de beber. Ou seja, trata-se do companheiro perfeito para um dia de sol e calor (na praia, inclusive!).

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Além disso, os Vinhos Verdes geralmente são bem acessíveis. Sendo assim, com mais ou menos R$5o é possível adquirir um rótulo que tem tudo para ser aquele sopro refrescante num dia quente. Produzido em Portugal, ele pode, ainda, ter uma leve qualidade efervescente que acentua sua acidez e frescor. 

Muitas vezes, uma taça de Vinho Verde geladinho pode se apresentar como um oásis em pleno sol escaldante. Aliás, no verão, o Vinho Verde pode ser uma ótima alternativa ao espumante, seja como aperitivo ou para acompanhar um belo prato de frutos do mar, incluindo, aí, as delícias da culinária japonesa.

REGIÃO DEMARCADA DOS VINHOS VERDES

Na real, o Vinho Verde não é verde. Trata-se de um exemplar branco (ou tinto), que provém de uma das maiores regiões produtoras de Portugal. Cercada por uma  bela paisagem verde, o local se beneficia da proximidade com o Oceano Atlântico para cultivar uvas destinadas a um caldo que é a personificação perfeita de seu terroir: claro, fresco e exuberante. 

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A Região Demarcada do Vinho Verde foi instituída em 1908 e regulamentada entre 1926 e 1929. Trata-se de uma das mais pitorescas do mundo, graças ao sistema de treliças que os vinicultores usam para serpentear as vinhas ao longo das colinas.

Algumas das parreiras chegam a escalar os postes de luz, permitindo que os winemakers tirem proveito de cada centímetro quadrado de terra para dar vida a essa uva, que é puro frescor. 

Pelas variações existentes, foram estabelecidas seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel. 

PRODUÇÃO DO VINHO VERDE

O Vinho Verde é tradicionalmente feito a partir de uma mistura de uvas, entre elas a famosa Alvarinho (Albariño, na Espanha). Porém, os vinhos que incluem a Alvarinho na assemblage costumam ser mais caros em virtude da reputação dessa variedade, conhecida como de melhor qualidade frente às demais. Mas, independente da uva com que for feito, saiba que um bom vinho verde é sempre refrescante e delicioso. Satisfação garantida!

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Fora tudo isso, o bônus adicional fica por conta de que o Vinho Verde possui um teor alcoólico baixo (em torno de 8%) se comparado a outros exemplares. Ou seja, é quase a mesma graduação de uma cerveja das mais encorpadas. Logo, é o vinho perfeito para um piquenique no parque ou uma boa farra na piscina ou à beira mar. 

VINHO VERDE TAMBÉM PODE SER TINTO

Apesar dos exemplares brancos serem mais conhecidos, sobretudo no Brasil, a região também produz rótulos tintos, sobretudo das castas Vinhão e Espadeiro. Veja, abaixo, as principais cepas brancas e tintas que dão origem a esse estilo de vinho tão interessante:

Principais Castas Brancas:

Alvarinho

Casta cultivada particularmente na sub-região de Monção e Melgaço, mas dada a sua elevada qualidade tem sido levada para outros pontos da região e do país. O vinho caracteriza-se por uma cor intensa, palha, com reflexos citrinos, aroma intenso, distinto e complexo, que vai desde o marmelo, pêssego, banana, limão, maracujá e líchia, a flor de laranjeira e violeta, a avelã e noz, e a mel, sendo o sabor complexo, macio, redondo, harmonioso, encorpado e persistente.


Arinto

Casta cultivada por toda a Região (não recomendada na sub-região de Monção e Melgaço). Conhecida como Arinto de Bucelas, atinge o seu mais elevado nível de qualidade nas zonas interiores da região. Os vinhos são de cor citrina a palha, apresentam aroma rico, do frutado dos citrinos e pomóideas (maçã madura e pêra) ao floral (lantanas). O sabor é fresco, harmonioso e persistente.


Avesso

Casta cultivada particularmente na sub-região de Baião, mas dada a sua alta qualidade, tem sido cultivada em sub-regiões limítrofes como a de Amarante, Paiva e Sousa. Produz vinhos de cor intensa, palha aberta, com reflexos esverdeados, aroma misto entre o frutado (laranja e pêssego), o amendoado (frutos secos) e o floral, sendo o caráter frutado dominante, delicado, subtil e complexo. O sabor é frutado, com ligeiro acídulo, fresco, harmonioso, encorpado e persistente. Estas potencialidades de aroma e sabor revelam-se somente alguns meses após a vinificação.


Azal

Casta cultivada particularmente em zonas do interior onde amadurece bem e atinge o seu nível de qualidade quando plantada em terrenos secos e bem expostos das sub-regiões de Amarante, Basto, Baião e Sousa. Produz vinhos de cor ligeira, citrina aberta, descorada, aroma frutado (limão e maçã verde) não excessivamente intensos e complexos; finos, agradáveis, frescos e citrinos, sendo o sabor frutado, ligeiramente acídulo, com frescura e jovem, podendo em anos excecionais revelarem-se encorpados e harmoniosos.


Loureiro

Casta cultivada em quase toda a região e melhor adaptada às zonas do litoral, não sendo recomendada apenas nas sub-regiões mais interiores como Amarante, Basto e Baião. Antiga e de alta qualidade, produz vinhos de cor citrina, aroma fino, elegante, que vai do frutado de citrinos (limão) ao floral (frésia, rosa) e melado (bouquet), sendo o sabor frutado, com ligeiro acídulo, fresco, harmonioso, encorpado e persistente.


Trajadura

Casta cultivada por toda a região (não recomendada na sub-região de Baião), de boa qualidade, produz vinhos de cor intensa, palha dourada, de aroma intenso, a frutos de árvore maduros (maçã, pêra e pêssego), macerados, sendo o sabor macio, quente, redondo e com tendência, em determinadas condições, a baixa acidez.


Principais Castas Tintas

Espadeiro

Casta de alguma expansão na Região, não é recomendada para as sub-regiões de Baião, Monção e Melgaço e Paiva. Produz vinhos de cor rubi, de aroma e sabor à casta e frescos. Tradicionalmente vinificada em “bica aberta” em diferentes locais da Região para produção de vinho rosado.


Padeiro

Casta de pouca expansão na Região, sendo cultivada particularmente na sub-região de Basto, sendo hoje também recomendada nas sub-regiões do Ave e do Cávado. Produz vinhos de cor vermelha rubi a vermelha granada, de aroma e sabor à casta, harmoniosos e saborosos.


Vinhão

Casta de grande expansão é cultivada em toda a Região pela sua qualidade e dado ser a única casta regional tintureira. Produz vinhos de cor intensa, vermelho granada, de aroma vinoso, onde se evidenciam os frutos silvestres (amora e framboesa), sendo o sabor igualmente vinoso, encorpado e ligeiramente adstringente.


Cheguei à conclusão de que um Vinho Verde geladinho é a opção perfeita para a ceia natalina, sobretudo se for em um dia de calor daqueles. Combina com o bacalhau e o salpicão, pratos tradicionais nessa época do ano. E, sim, vai bem até com Peru e Chester. Sem falar que ainda dá para bebericar tranquilamente na companhia de castanhas e frutas secas. Adoro!

Pessoal, ultimamente o Vinho Verde tem enchido o povo português de orgulho. Afinal, não é para menos! Tenho visto várias receitas de drinks com o vinho pela enosfera, inclusive em sites gringos.

Então é isso, galera da enofilia. Bons Vinhos! Tim-Tim!

Referência: http://www.vinhoverde.com/pt

10 Belos Jardins Para Conhecer na Terra de Camões

Portugal não é só vinho e comida! Se você deseja conhecer lugares românticos e encantadores,  a rota lusitana com certeza deveria estar em seus planos. E para te deixar com mais vontade ainda, trouxe sugestões de jardins inesquecíveis. Com uma taça de vinho ao lado, então, é só amor!

1- JARDIM DO PAÇO EPISCOPAL: CASTELO BRANCO

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Imagem: Câmara Municipal de Castelo Branco

Esse tem um quê de Versalhes. Lindos jardins rodeados de estátuas temáticas em granito, entre as quais se destacam os Novíssimos do Homem, Quatro Virtudes Cardeais, os Signos do Zodíaco, as Partes do Mundo, entre outras.

2- JARDINS DO CENTRO CULTURAL VILA FLOR: GUIMARÃES

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Localizado no centro da cidade de Guimarães, o Palácio Vila Flor e seus jardins remotam o século XVIII. É lindo e aberto ao público.

3 – PARQUE DAS TERMAS DA CURIA: ANADIA 

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Imagem: Rota da Bairrada

No Parque das Termas da Curia, em Anadia, você chega a se esquecer que está dentro de uma cidade. Além de suas belezas, o lugar, que faz parte da Rota da Bairrada, conta com uma Casa de Chá, onde é possível relaxar enquanto se aprecia um belo lago repleto de peixes e patos.

4- JARDIM DA FUNDAÇÃO GULBENKIAN: LISBOA

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Antes de se tornar jardim da fundação, esse lugar superbucólico já foi o Parque Santa Gertrudes, Jardim Zoológico, Feira Popular e até uma residência privada para condes. Hoje, a Fundação Gulbenkian, aberta ao público, conta com ricos exemplares da fauna e flora local.

5- JARDIM DA QUINTA DAS LÁGRIMAS: COIMBRA

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A origem do nome “Quinta das Lágrimas” vem do romance entre a dama Inês de Castro e o Príncipe D. Pedro. A história de amor acabou se transformando em tragédia, quando a bela Inês acabou morrendo no local. A Fonte dos Amores já aparece documentada logo após a morte de Inês de Castro e hoje faz parte de um lindo parque, repleto de árvores centenárias,bem como ruínas medievais e neo-góticas.

6- MATA NACIONAL DOS SETE MONTES: TOMAR

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Situada na cidade de Tomar, a Mata Nacional dos Sete Montes conta com florestas e jardins que pertenceram por muito tempo à Ordem de Cristo. Em 1938 o local voltou para as mãos do Estado, após ter pertencido durante um século à família Costa Cabral. Lá, é possível apreciar pinheiros, carvalhos e oliveiras.

7 – MATA NACIONAL DO BUÇACO: LUSO, MEALHADA

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Foto: José Moura, Rota Bairrada

O Rei D.Carlos teve aqui um Pavilhão de Caça, que mais tarde se transformou no famoso Hotel do Bussaco. Há 200 anos, o local constitui um patrimônio único em Portugal, uma verdadeira maravilha natural.

8 – JARDIM BOTÂNICO DA MADEIRA: ILHA DA MADEIRA 

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O Jardim conta mais de 2000 espécies de plantas, algumas exclusiva de Açores, Cabo Verde e Ilha da Madeira. Uma paisagem linda, de tirar o fôlego mesmo! Além disso, é possível encontrar exemplares de lugares totalmente opostos, como dos trópicos e do Himalaia. Sem falar em inúmeras aves exóticas, como Catatuas Asiáticas, Periquitos Australianos, Papagaios Anões, entre outros.

9 – PARQUE DE MONSERRATE: SINTRA 

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Desde o século XVIII, o Parque de Monserrate é um verdadeiro Jardim Botânico, com variados exemplares da fauna e flora portuguesas. Um belo trabalho paisagístico, que se divide em jardins, cascatas, ruínas e trilhas.

10 – PARQUE TERRA NOSTRA: AÇORES

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O Parque Terra Nostra, no místico Vale das Furnas, na Ilha de S. Miguel, é rodeado por caldeiras e nascentes de águas que emergem do solo, as chamadas águas termais. Existente desde o século XVIII, o parque é um lugar onde se sente em total harmonia com a natureza, tanto que reúne uma das maiores coleções do mundo de camélias, tendo mais de 600 exemplares diferentes.

Por essas e outras sou completamente apaixonada por Portugal e pretendo voltar sempre que possível. Permita-se e descubra novos sabores e lugares.

Bons vinhos! Boa viagem! Tim-Tim!

Vinho do Porto: Por Quanto Tempo Posso Guardá-lo Depois de Aberto?

Reza a lenda que o Vinho do Porto pode durar meses após aberto. Sem falar que, volta e meia, vejo alguém guardando este exemplar como se fosse um licor, ou seja, indefinidamente… Então, por quanto tempo devemos conservar o Porto após aberto?

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Vejamos algumas respostas:

TODO VINHO OXIDA

Se o vinho teve contato com oxigênio, não tem jeito. Com o tempo, ele vai perdendo suas características iniciais. Porém, no caso do Porto, o tempo de oxidação vai depender da categoria do vinho.

FATO: DURA MAIS TEMPO QUE UM VINHO COMUM

A verdade é que o Vinho do Porto, por ser fortificado com aguardente vínica, realmente dura um pouco mais do que um vinho comum. Mas não vale abusar! Por exemplo, é comum algumas pessoas perderem a noção do tempo e, literalmente, esquecerem a garrafa no armário de bebidas.

O ideal é consumi-lo durante o mês em que foi aberto. Contudo, lembre-se que no caso do Porto Vintage a durabilidade é menor. Logo, trate-o como os demais vinhos. Se tiver a intenção de armazená-lo por mais tempo, mantenha-o na geladeira.

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LOCAL DE ARMAZENAMENTO

Após aberto, outro fator determinante na durabilidade é o local em que o Porto será armazenado. Eu optaria por uma adega climatizada ou até mesmo a geladeira. E nada de deixar a garrafa na vertical, ao lado dos whiskys, ok?

LISTA DE PRAZOS

Esta lista é a oficial do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto. Portanto, é bastante confiável. Isso não significa que após esses prazos os vinhos estarão danificados, mas apenas que terão perdido, mesmo que lentamente, as notas sensoriais que tinham no momento em que foram abertos.

Vintage: 1 a 2 dias
LBV: 4 a 5 dias
Crusted: 4 a 5 dias
Ruby / Ruby Reserva: 8 a 10 dias
Tawny / Tawny Reserva: 3 a 4 semanas
Tawny com Indicação de Idade (10/20/30/40): Entre 1 a 4 meses (os mais novos menos tempo, os mais velhos mais tempo)
Brancos com indicação de idade (10/20/30/40): Entre 1 a 4 meses (os mais novos menos tempo, os mais velhos mais tempo)
Colheita: Entre 1 a 4 meses (os mais novos menos tempo, os mais velhos mais tempo)
Brancos “standard” dependente do estilo: Moderno (frescos e frutados): 8/10 dias; Tradicionais (estilo oxidativo): 15/20 dias

Anote esses prazos no seu caderninho e preste bastante atenção na próxima vez em que for abrir uma garrafa. Aqui, tenho mesmo que ficar ligada, pois sou a única fã de Vinho do Porto. Portanto, todo cuidado é pouco.

Boa semana! Bons vinhos! Tim-Tim!