Notas de Prova: Menegotto Mostra Que Um Espumante Moscatel Pode Ir Além da Sobremesa

Sou completamente fascinada por harmonização entre vinho e comida. E, desde que recebi uma amostra de espumante moscatel da Carpe Vinum, decidi que não iria testá-la com nada óbvio, como torta de maçã ou sorvete de creme.

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Lembra quando eu mencionei que no inverno acabo sempre com apenas uma garrafa de vinho branco na adega? Pois é, gosto de ter um rótulo do estilo para harmonizar com comida japonesa, fondue de queijo, entre outros pratos que, no meu entendimento, acompanham bem um branco. Contudo, ao retornar de viagem, minha adega estava carregada de tintos (sempre acabo me rendendo a eles, ainda mais no friozinho) e ao procurar por opções, lá estava a garrafa do Menegotto Moscatel, se oferecendo para mim.

MOSCATEL E COMIDA JAPONESA?

Peguei a garrafa e liguei para o Restaurante Japonês. Vamos testar algo nada óbvio. Voilá!

Sei que os espumantes moscatéis são doces e, portanto, combinam bem com sobremesas. Porém, o doce também pode contrastar, por exemplo, com o salgado do molho shoyo. Sem falar que o frescor das borbulhas pedem algo fresco, como sushi e sashimi. Por que não?

MENEGOTTO MOSCATEL 

Elaborado com as cepas Moscato Branco (80%), e Malvasia de Cândia (20%),  o Menegotto é elaborado pelo tradicional processo Asti italiano. A tomada de espuma acontece em autoclaves com controle de graduação alcoólica até atingir 7,5% de álcool.

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O espumante é produzido pela Vinícola Courmayeur, fundada em 1976 na região de Garibaldi, na Serra Gaúcha, que é, sem dúvida, uma das melhores para a produção de borbulhas. O nome Courmayeur provém de uma comuna italiana da região do Valle d’Aosta, na fronteira com o território francês, ou seja, já senti que de método italiano eles entendem.

O MÉTODO ASTI

Asti está ligado ao processo de elaboração e é o nome de uma cidade italiana, na região do Piemonte, onde esses espumantes são elaborados há muito tempo. O método Asti é uma variação do Charmat, através do qual a fermentação ocorre em cubas de aço inoxidável. Contudo, ao contrário do método Charmat, em que o vinho base é colocado para fermentar pela segunda vez, a fim de produzir álcool e gás carbônico, no método Asti ocorre apenas a fermentação.

Logo, o mosto é colocado nas cubas junto com leveduras que irão consumir o açúcar do líquido, transformando-o em álcool e gás carbônico. A fermentação é interrompida quando o teor de álcool atinge 7% ou 8%. Como as uvas são mais doces que outras variedades, o resultado é um espumante adocicado (com alto teor de açúcar), de baixo teor alcoólico, leve, refrescante e muito aromático.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha com nuances esverdeadas. Perlage fina e persistente.

OLFATIVO: Notas de mel e flores brancas. 

GUSTATIVO: Doce, sem ser enjoativo. As notas de nariz se confirmam em boca. Apesar de leve, possui boa cremosidade de frescor.

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HARMONIZAÇÃO: além de casar bem com sobremesas, também faz bonito ao lado de saladas e entradas mais leves. Minha experiência com sushi, sashimi e muito shoyo foi totalmente aprovada. 

TEMPERATURA DE SERVIÇO: entre 3 e 7ºC

7,5% de volume alcoólico. 


Então é isso, enoamigos. Nada como sair do lugar comum! Você encontra o Espumante Moscatel Menegotto na loja virtual da Carpe Vinum .

Até a próxima! Ótimos vinhos e combinações inusitadas! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

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Notas de Prova: O Maravilhoso Corcéis Tannat, da Vinícola Helios

Gente, até que enfim provei a amostra do famoso Corcéis Tannat 2010, que recebi da Vinícola Helios. E vou falar uma coisa aqui para vocês: o rótulo superou as minhas expectativas e olha que eram muitas, pois toda a galera do vinho já tinha me intimado a experimentar o Corcéis.

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RÓTULO LINDO

Eis um fato sobre mim que só os amigos íntimos sabem – Sou apaixonada por cavalos! E isso desde que conheci o marido, há quase 20 anos atrás. Afinal, desde criança ele já mandava muito bem nas rédeas. Por isso, durante esse tempo, tive a oportunidade de conhecer e interagir um pouco mais com esses animais fantásticos.

 

E o rótulo do Corcéis traduz totalmente essa ideia de espírito livre e selvagem que só têm os cavalos ainda jovens, que precisam ser domados, ou seja, “amansados”, como o pessoal diz. Ou seja, o rótulo é muito bonito e elaborado com muito esmero pela vinícola.

Como já falei por aqui, os vinhos da Helios têm seus nomes inspirados na mitologia grega. O Corcéis, seria o 4º rótulo dessa trajetória.

O número 4 ficou representado pelo vinho Corcéis Tannat. Percorria o cosmo num carro de fogo ou numa taça gigantesca de incrível velocidade, porque era puxada por Quatro fogosos corcéis: Pírois, Eóo, Éton e Flégon.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Rubi-escuro, com reflexos granada. 

OLFATIVO: O início é bem frutado, com nuances de framboesa, mirtilo, ameixa, entre outros frutos vermelhos e negros. Em seguida, entram notas de chocolate e baunilha, acredito que devido ao amadurecimento em barricas de carvalho. Porém, a madeira é bem sutil, pouco se nota. 

GUSTATIVO: Em boca, possui ótimo equilíbrio entre álcool, acidez e taninos. Sabe aquela sensação de boca limpa, que só uma boa adstringência proporciona? Então! É bem típica do Tannat e exatamente o que eu esperava desse rótulo. Possui final redondo e ótima persistência (contei 7 segundos). 

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HARMONIZAÇÃO: É um vinho que pede gordura e pratos substanciais. Acompanha superbem um bom churrasco, com direito a linguiça, costela e aquela picanha suculenta. Porém, também pode ser o par perfeito para carnes de caça, como cordeiro, javali, entre outros exemplares mais exóticos. 

A VINÍCOLA HELIOS

Criada em 2014, a Helios é uma empresa jovem, mas com objetivos bastante ousados, visto que pretende se tornar uma das cinco principais marcas de vinhos finos nacionais. Isso mesmo! A Helios é uma vinícola brazuca, sediada em Monte Belo do Sul (RS), com parcerias comerciais nas regiões Sul e Sudeste do país, com destaque para as cidades de São Joaquim (SC) e Guaporé (RS).

Mais do que produzir vinhos, a Helios deseja estar associada a todos os momentos inesquecíveis daqueles que apreciam um bom fermentado. Afinal, vinho é celebração, estar junto e misturado!


Resumo da ópera: esse VINHO TEM PODER! É do tipo que chega chegando e, ao mesmo tempo, encanta o paladar. Quero repeteco sim! Aliás, o amigo Marcelo Rebouças, da Cave Nacional, vende esse vinho tanto na loja virtual quando em seu Restobar, em Botafogo. Vale juntar os amigos para degustá-lo, pois não decepciona!

FICHA TÉCNICA DO CORCÉIS TANNAT 2010

ORIGEM: Guaporé – Serra Gaúcha – RS.

PRODUTO: Helios Corcéis Tannat.

SAFRA: 2010.

TIPO DE UVA: 100 %Tannat.

GRAU ALCOÓLICO: 13,0%.

ALTITUDE: 710 metros.

CLIMA: Temperado.

SOLO: Profundo, argiloso-arenoso e fértil.

SISTEMA DE CONDUÇÃO: Tipo “Y”.

PRODUÇÃO: 3,0 kg por planta (vinhedos pastoreados por ovelha).

ÉPOCA DA COLHEITA: Fevereiro de 2013.

COLHEITA: Manual com seleção de cachos.

DESENGACE: Seleção total da uva.

FERMENTAÇÃO: Aço inox com controle de T°C.

MACERAÇÃO: Longa (3 semanas).

BARRICA: 12 meses carvalho francês.

ENGARRAFADO: Julho de 2014.

NÚMERO DE GARRAFAS: 2.000 garrafas.

LOTE: 01.

ESTILO: Vinho tinto concentrado de bom potencial de guarda.


Enoamigos, se você é fã de Tannat e nunca provou um genuinamente brasileiro, indico fortemente esse rótulo, pois vale muito à pena.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

Harmonização: Vinhos Que Combinam com as Nossas Amadas Pizzas!

10 de julho é o Dia Internacional da Pizza! Sim, meus amigos, e poucas iguarias combinam tanto com vinhos quanto essas redondas deliciosas. Por isso, hoje trago alguns pares perfeitos para você comemorar a data em grande estilo!

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Esqueça a cerveja, pois existe um estilo de vinho para cada sabor de pizza. Para começar, aqui no Brasil praticamente todos os sabores acompanham uma “cama” de muçarela que serve como base para o recheio, inclusive em muitas das pizzas doces.

Veja as opções paras as mais tradicionais, aquelas que a gente gosta de pedir em casa, seja para curtir sozinho ou em ótima companhia.

PIZZAS À BASE DE PEPPERONI E CALABRESA

Se você é fã de pizzas recheadas com Pepperoni, Calabresa, Salaminho ou Lombinho Canadense, incluindo aí a tradicional Portuguesa, do tipo que vem com tudo isso e muito mais em cima, aposte nos vinhos tintos de médio corpo e acidez equilibrada, visto que casam superbem com o molho de tomate.

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Minhas sugestões são:

  • SYRAH
  • CHIANTI CLÁSSICO ITALIANO
  • CABERNET SAUVIGNON
  • ZINFANDEL CALIFORNIANO. 

PIZZA VEGETARIANA

Quando se trata de pizza vegetariana a gente já imagina uma profusão de pimentão, azeitonas, cebolas, cogumelos e legumes, como abobrinha e berinjela que, na minha opinião, são os que mais combinam com a tradicional receita italiana. Para ser feliz com ela, sugiro vinhos rosés e brancos de boa acidez, como:

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  • SAUVIGNON BLANC
  • ESPUMANTE BRUT OU DEMI-SEC
  • VINHO PORTUGUÊS DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES (TODAS AS CASTAS)
  • CHARDONNAY SEM PASSAGEM POR MADEIRA
  • ROSÉ FRANCÊS DA PROVENCE
  • ROSÉ NACIONAL (como, por exemplo, VILLA FRANCIONI e MARIE GABI (ROUTHIER E DARRICARRÈRE)

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Sem dúvida, a 4 Queijos é uma das pizzas favoritas dos brasileiros. O recheio nada mais é que uma combinação de 4 estilos de queijos diferentes, os mais comuns são Parmesão, Gorgonzola, Muçarela e Requeijão (tipo catupiry). Para essa mistura incrível, sugiro um bom CHARDONNAY, seja com ou sem passagem por madeira. Se preferir harmonizar por contraste, o salgado do gorgonzola vai superbem com um rótulo mais adocicado, seja PORTO ou BRANCO COLHEITA TARDIA.

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PIZZAS À BASE DE MUÇARELA E TOMATES (MARGHERITA)

Adoro todos os sabores de pizza, inclusive os denominados “gourmet” ou mais sofisticados. Mas sabe aquele dia que a gente prefere optar pela simplicidade? Nessas horas, a Margherita (Muçarela, Tomate e Manjericão) é meu sabor favorito. 

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Minhas sugestões para esse sabor, incluindo o mais simples de todos, só com MUÇARELA, são vinhos leves, tanto brancos quanto tintos.

  • CHIANTI ITALIANO, ENTRE OUTROS ESTILOS DE VINHOS SANGIOVESE
  • MERLOT
  • PINOT NOIR
  • BEAUJOLAIS NOVEAU
  • CARMENÈRE CHILENO

PIZZA DE ATUM

O atum é um dos peixes de sabor mais forte, de modo que não é tão leve quanto os demais. Acho que um vinho branco, para ele, fica muito leve, ao passo que um tinto pode se sobressair demais, passando por cima de seus sabores. Logo, fico com o meio-termo, ou seja, um belo VINHO ROSÉ. Neste caso, optaria por um Rosé mais encorpado, com corpo e estrutura de um tinto, mas com as notas frescas de um branco. Que tal um ROSÉ ARGENTINO, todo trabalhado no MALBEC, desses de coloração mais para o cereja? Vai nessa que você vai acertar!

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PIZZA DE RÚCULA COM TOMATE SECO

Trata-se de uma pizza leve e seus toques herbáceos se destacam bastante. Eu amo! Esse sabor fica perfeito com um bom SAUVIGNON BLANC, sobretudo aqueles com boa acidez e aquelas nuances de grama cortada, mato verde, frutas tropicais, ou seja, um rótulo bem típico dessa varietal. Hummm.. Delícia!

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PIZZA DE FRANGO COM CATUPIRY

Quando se trata desta combinação deliciosa, todo cuidado é pouco. Afinal, é necessário um vinho que faça frente à gordura do catupiry e que seja leve o suficiente para combinar com a delicadeza do frango. Com essa ideia em mente, sugiro todas as nuances de VINHOS ROSÉS, assim como a leveza de um belo PINOT NOIR. Se for um ROSÉ ELABORADO COM PINOT NOIR, então, é mais do que perfeito!

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PIZZA DE CHOCOLATE

Até que enfim, chegamos nos exemplares doces, que fecham com chave de ouro qualquer refeição. Pizzas com base de chocolate, seja com calda, brigadeiro, confeitos, enfim, são pares perfeitos para os Vinhos do Porto, seja no estilo RUBY ou TAWNY. Orgasmo gustativo garantido! Bom demais!

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PIZZA DE FRUTAS EM GERAL, INCLUINDO BANANA COM CANELA

Sabores nos quais as frutas são protagonistas, para mim, pedem um maravilhoso ESPUMANTE MOSCATEL, do tipo doce e delicado, mas nada enjoativo. Um que eu gostei demais e indico para todo mundo é o Aquarela, da Casa Perini. 


Então é isso, enófilos de plantão! Desfrutem do dia de hoje com uma bela pizza e um bom vinho. Aqui em casa o maridão tem uma receita superespecial, que não fica devendo a nenhuma pizzaria. Para nós, noite de pizza é sinônimo de amigos, risadas e, claro, muitos vinhos!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Almoço de Dia das Mães Com Vinhos É Muito Amor!

Domingo está chegando e enquanto as pessoas “normais” estão mais concentradas na escolha do menu ou restaurante para o almoço, nós, enófilos inveterados só pensamos nos vinhos da festa. =) Por isso, hoje trouxe algumas ideias de fermentados para brindar nessa comemoração tão especial que é simplesmente uma das mais esperadas do ano. Vamos lá!

HARMONIZANDO O ALMOÇO COM VINHOS 

FRUTOS DO MAR

Se o prato principal for peixe ou qualquer outra delícia do mar, logo pensamos em vinho branco ou rosé. Afinal, de forma geral, os tintos não combinam muito bem (ao menos que o exemplar seja bem leve  e pouco tânico). Para o domingo, sugiro dois rótulos que farão bonito nesse caso. O Yarden Chardonnay (Golan Heights, Inovini / R$ 121,00), rico em aromas, sabores e texturas cai como uma luva para pratos nos quais as estrelas são mariscos e camarões. Outra excelente opção, delicada e límpida, com nuances de frutas cítricas frescas e que combina com um peixinho é o Borgonha Mâcon-Lugny (Louis Latour, Inovini / R$ 164,70), um Chardonnay de vinhas velhas, com cerca de 30 anos de idade.

MASSAS

As massas fazem parte do menu de muitas famílias em datas especiais. Porém, para harmonizar essa delícia com vinhos, devemos levar em consideração, sobretudo, o molho e não a massa, que por si só já é bem neutra. Massas ao pesto ou ao molho branco combinam com rótulos brancos leves de boa acidez, como um bom Sauvignon Blanc, no estilo do esloveno Gomila Sauvignon Blanc 2014 (Puklavec & friends Winery, Carpe Vinum/R$ 92,95). 

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Agora, se a massa chega com um bom molho à bolonhesa ou ao sugo, sugiro um tinto mais intenso e encorpado, com nuances de frutas negras e vermelhas. Quem pensou em Malbec? Voilá! O NDN 2013 é uma homenagem da Vinícola Hélios aos 30 anos da banda gaúcha Nenhum de Nós e seu Astronauta de Mármore. (Vinícola Hélios, Red Buteco de Vinhos/ R$75,00).

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CARNES

Agora vamos aos vinhos para uma das iguarias preferidas de nós, brasileiros: Carne! Contudo, para os pratos à base de carne o que deve ser levado em consideração é o modo de preparo da receita. Para carnes grelhadas uma boa opção é o elegante e refinado TH Pinot Noir, de taninos sedosos e acidez vibrante (Undurraga, Inovini / R$ 159,50).

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Para carnes assadas ou cozidas, indico um tinto português leve com notas de frutas vermelhas (Bigode Tinto 2014, DFJ Vinhos, Carpe Vinum / R$ 49,00).

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Para cordeiro e carnes de caça indico um bom Tannat, potente o suficiente para fazer frente a um prato tão substancial. Nesse caso, a dica é o premiado Torcello 2014. Brazuca, claro! ( Torcello, Cave Nacional/ R$65,00).

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Outra opção é um Syrah mais encorpado e com um toque de madeira. Nesse caso, o Almaúnica Reserva 2012 vai superbem. Mais uma das pérolas do nosso terroir brasileiro! (Almaúnica, Cave Nacional/ R$89,90).

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SOBREMESA

É a hora mais esperada depois do almoço. Um dos segredos para acertar na combinação é buscar por um vinho cujo grau de doçura não se sobreponha ao da sobremesa que será servida. Para doces que acompanhem chocolate, um porto Tawny ou um Ruby genérico são boas escolhas. Para Doces à base de frutas cítricas e cremes, como torta de maçã, de limão ou um clássico crepe Suzette, o refrescante e encorpado Yarden Muscat (Golan Heights, Inovini / R$ 95,70) cai como uma luva.

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Então é isso, enoamigos! Estou superansiosa pelo almoço de domingo. Aqui em casa costumo almoçar com a sogra e jantar com minha mãe e avó. Sem dúvida é uma das datas mais esperadas quando se trata de celebrar em família. Acho que só perde para o Natal.

Para saber onde adquirir os vinhos da Importadora Inovini acesse o site http://www.inovini.com.br/ .

Feliz Dia das Mães! Bons Vinhos! Até a próxima! Tim-Tim!

Combinando Vinhos com 8 Estilos de Batatas Fritas

E o assunto de hoje é um dos meus preferidos – sou irremediavelmente apaixonada pela arte de harmonizar vinho e comida. Nesses últimos dias, estava pensando em Batata Frita. Quem resiste a elas? Crocantes, salgadinhas e saborosas, fazem bonito tanto como acompanhamento para um jantar quanto como entrada ou simplesmente para beliscar com os amigos. Com vinho! Sim, nessa hora, esqueça a cerveja e abra seus horizontes.

Mas aí, você deve estar pensando… “Qual o melhor vinho para acompanhar essa delícia?”. Bora descobrir? Então, vamos lá!

BATATAS FRITAS CLÁSSICAS – ESPUMANTE 

Sem dúvida, é a combinação perfeita quando se trata de batatas-fritas. Se forem as clássicas, sem nenhum molho, nada melhor que harmonizar com Espumante de sua preferência (eu curto muito o Brut Nature!). Tudo porque a alta acidez, as borbulhas e o sabor da bebida se equilibram com o sal, a gordura e o carboidrato do prato. Experimente e não se arrependa!

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BATATAS FRITAS BELGAS – SAUVIGNON BLANC 

Amo batatas-fritas no estilo belga! São cortadas em fatias mais grossas e sempre acompanham um molho à base de maionese (o de alho é o meu favorito!). Andou na moda nos últimos anos e são servidas num cone de papel. Nesse caso, a pedida é um Sauvignon Blanc. Sua acidez harmoniza perfeitamente com a cremosidade da maionese. Fica muito bom mesmo!

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BATATAS FRITAS COM QUEIJO – VERDEJO

As batatas-fritas com queijo derretido por cima são mesmo uma perdição! O espanhol Verdejo é fresco e frutado. Ou seja, perfeito para se combinar com qualquer tipo de queijo que você queira derreter sobre elas.

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BATATAS FRITAS PRUSSIANAS – BARBERA 

A fresca e divertida Barbera, que dá origem a vinhos tintos no Piemonte (Itália) é, sem dúvida, a opção certa para acompanhar o tempero herbáceo das batatas ao estilo prussiano.

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BATATA DOCE FRITA – GAMAY

Os sabores adocicados e terrosos desta variedade (se você é fitness, pode fazer no forno!) combina superbem com um belo Beaujolais frutado.

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BATATAS FRITAS COM ALHO – CHARDONNAY NÃO-BARRICADO 

O sabor intenso do alho supercombina com um Chardonnay em sua expressão mais pura. Fresco, frutado, sem madeira aparente, sem manteiga… Dica: evite beber qualquer outra coisa após esta harmonização. Se começou com o Chardonnay, vá com ele até o fim..rs.rs.rs.

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BATATAS NOISETTES – RIESLING

A Riesling é conhecida por sua acidez, naturalmente alta, tornando-a um par perfeito para as batatas-noisettes (que também podem ser feitas no forno, viu?).

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BATATAS PICANTES AO QUEIJO – COTES DU RHONE

O sabor de frutas negras e as notas terroras deste exemplar do sul da França combina perfeitamente com chili, ao passo que equilibram a camada cremosa de queijo no topo.. Hummm… delícia!

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Então, amigos, desejo do fundo do coração que esta semana passe logo. Sabe por que? Sexta-feira, 31/03, é meu aniversário! E nada melhor que celebrar o meu dia curtindo as boas coisas da vida. Com vinho, claro!

Boa quarta! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Combinando Vinho e Ovos (Sim, é possível!)

Apesar de amar, estudar e desejar muito trabalhar com vinhos, ultimamente tenho tido que seguir uma dietinha para retornar ao corpicho de antes.

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Então, nessa minha dieta eu tenho consumido ovos todos os dias, inclusive no café da manhã. Estou tentando deixar os vinhos para o fim de semana. Mas, obviamente, mesmo sem beber, eu penso muito no meu néctar de Baco. E em alimentos saborosos para combinar com ele.

VINHO E OVOS: HARMONIZAÇÃO POLÊMICA?

Sejam mexidos, fritos, cozinhos ou pochet (“fritos” na água, uma forma superdelicada) os ovos têm seu lugar cativo na alimentação de muita gente. Já foi vilão e, hoje em dia, vive seus dias de mocinho, sobretudo no que diz respeito à clara, sua parte mais proteica.

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E já vi muitos entendedores afirmarem que o ovo, assim como vinagre e limão, definitivamente não combina com vinhos.

Porém, nada é definitivo, meu amigo. Com força de vontade o seu ovinho de todo dia terá um parceiro à altura. E este, sem dúvida é o Muscadet. Esqueça os tintos e aquele champanhe caro. O Muscadet, originário do norte da França é o par ideal para ovos, sobretudo se você costuma consumi-los à noite. Não importa a receita, o prazer é garantido!

COMBINANDO OVOS E VINHOS

No geral, os melhores pares para os vinhos são aqueles alimentos que promovem um equilíbrio perfeito com a bebida, normalmente combinando sabores contrastantes ou semelhantes. Para  pratos à base de ovos, o vinho deve adicionar uma certa acidez que contraste com a riqueza nutritiva das gemas, sem ser tânico ou pesado, o que pode resultar em um sabor metálico nada agradável. Ou seja, tem ovo na parada? Então, esqueça o vinho tinto. 

Visto que os ovos fazem parte de molhos substanciais, como Hollandaise ou o famoso  Carbonara, mais uma vez o Muscadet chega com tudo, preparado para fazer bonito na sua mesa.

MUSCADET ENTRA EM CENA

O Muscadet é produzido a partir da humilde Melon de Borgogne na borda costeira do nosso amado Vale do Loire, na França. Simples e agradáveis, esses rótulos são conhecidos por serem leves, cítricos e baratos. Enquanto as nuances de limão e pera elevam sua acidez, notas  herbáceas dão um toque especial aos pratos mais leves. Muitos exemplares de Muscadet são, ainda, envelhecidos sobre as borras (leveduras), resultando em vinhos de leve corpo e uma certa cremosidade que se torna irresistível com queijos e ovos.

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OUTRAS OPÇÕES DE VINHOS PARA HARMONIZAR COM OVOS

Caso você não consiga encontrar o Muscadet, invista em brancos italianos como Gavi ou Soave. Ambos possuem alta acidez, porém, ao invés de uma explosão de cítricos, espere por um toque de noz com nuances minerais. 

Se ainda assim você não tiver opções, opte por um bom Sauvignon Blanc, que é superfácil de encontrar, pois vende em qualquer supermercado. São vinhos de boa acidez e aromaticidade, sobretudo quando os cítricos se sobressaem. 

Então é isso, enoamigos! A cada dia me surpreendo mais com a ampla gama de opções de alimentos que podem sim, ter um bom vinho como parceiro ideal. Exatamente por isso é que eu não desisto das minhas pesquisas. Afinal, vinho faz bem e um branquinho no verão é tudo de bom, sobretudo nesse calor insuportável da Cidade Maravilhosa.

Boa semana! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Combinando Brigadeiro e Vinho do Porto

Fim do ano e recebi um lindo mimo da Jeanne Campelo, da Bit Brigadeiro – a mais nova brigaderia gourmet de Nikity City (Niterói, para os íntimos). E a novidade dos docinhos elaborados especialmente para o Natal fica por conta de um ingrediente surpresa que eu amo: o Vinho do Porto.

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Achei a embalagem da Bit superfofa! Ótima ideia para presentear no Natal.

Assim que senti o sabor superequilibrado do fortificado na receita, me lembrei de que se trata de uma das combinações mais deliciosas quando se trata de parear chocolate e vinho.  Ou seja, realmente a Jeanne sabe das coisas, tendo inclusive viajado para Portugal (terra do Porto e de alguns dos melhores doces do mundo) a fim de buscar inspiração para seu novo negócio.

HISTÓRIA DO BRIGADEIRO

Brasileiríssimo, o brigadeiro se tornou um dos doces mais famosos do mundo. Desde criança eu me perguntava sobre a origem do nome, já que imaginava que provavelmente derivava de algo bem original. E não é que era mesmo?

Em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Brasil estava em época de campanha para eleição de um novo presidente. O candidato Eduardo Gomes, cuja patente militar era Brigadeiro, tinha enorme sucesso entre as mulheres, o que aliás era comprovado pelo slogan da campanha: “Vote no brigadeiro que é bonito e solteiro”.

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Sendo assim, as eleitoras mais devotas decidiram tentar promover a campanha do “bonitão” organizando festas para angariar fundos e dar ainda mais visibilidade ao candidato. Como marketing político, as senhorinhas decidiram elaborar um doce para ser vendido nesses encontros.

Na ocasião, o grande obstáculo era que como o tempo era de pós -guerra, o leite fresco e o açúcar estavam em falta, o que complicava a tarefa de se fazer qualquer doce. Assim, decidiram recorrer ao leite condensado, misturando-o com manteiga e chocolate.

O resultado foi a criação da iguaria conhecida como “o doce do brigadeiro”, que foi vendido durante toda a campanha, com o intuito de conquistar votos por meio do paladar do eleitorado. O doce foi um sucesso, mas o candidato acabou não se elegendo.

Durante a década de 50, o nome foi abreviado e o doce espalhou-se por todo o país, recebendo o título de doce genuinamente brasileiro e, sim, é um verdadeiro patrimônio da nossa gastronomia.

COMBINANDO BRIGADEIRO E VINHOS

Finalmente chegamos na harmonização. Quando se trata de combinar vinho e sobremesa, um dos segredos é tentar aproximar os níveis de açúcar, tanto do doce quanto da bebida. Sendo assim, um deverá complementar o sabor do outro, resultando numa experiência inesquecível.

Com o brigadeiro, sem dúvida, os vinhos fortificados e de alto teor alcoólico são os mais indicados. Logo de cara eu já penso em Vinho do Porto ou Madeira.

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Para combinar com brigadeiro ou chocolate, de uma forma geral,  o vinho deve ter alto teor alcoólico e textura encorpada, com sabores frutados. Por isso, gosto muito do Porto Rubi, sem muitas firulas. Se quiser investir mais, aposte no Bannyls, Ice Wine, Madeira, Porto Vintage, Colheita ou LBV. 

Acredito que o Porto Tawny, apesar de concentrar aromas mais oxidados, como os de compota, frutas secas etc; também seja uma ótima opção. Porém, o Rubi, por ser menos complexo, não travaria uma disputa com o brigadeiro. Nesse caso, o sabor de ambos seria beneficiado.

VINHO E CHOCOLATE: COMBINAÇÃO SAUDÁVEL

Um estudo britânico constatou que o vinho tinto, quando aliado ao chocolate amargo, faz bem à saúde, ao mesmo tempo que melhora a performance do cérebro. Bom demais! Entre os tintos tranquilos que mais combinam com o chocolate estão o Zinfandel (com chocolate meio-amargo) e o Malbec (com doces à base de chocolate e café). 

Então, amigos, nada como inovar com uma boa degustação de brigadeiros com vinho, hein? Ainda mais nesse fim de ano, quando em se tratando de combinações deliciosas, quase tudo é permitido 🙂 .

Ah, e se você quiser experimentar o brigadeiro gourmet da Bit, basta entrar em contato com a Jeanne pelo telefone (Whats App) 21-98157-4392, e-mail: jecampelo@yahoo.com.br. 

Boa semana pré-natalina e ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

Referências (e foto do Brigadeiro-Candidato: A Origem das Coisas)