Wine Drinks: 3 Coquetéis com Espumante para Agitar Seu Happy Hour

Além dos vinhos, eu amo o mundo da coquetelaria! Tanto isso é verdade que não abro mão dessa série de posts, que sem dúvida é uma das mais amadas pelos meus leitores, desde o início do Vila. Para mim, trata-se de uma ciência quase como a da gastronomia. Só que, aqui, é a magia de reunir nuances e sabores para criar uma bebida única e inesquecível!

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Sim, sabores alcoólicos instigantes, como o do nosso amado Espumante Brut! Para esses casos, as pessoas costumam usar um Charmat para economizar. Mas, na sinceridade? Eu arriscaria um vinho elaborado pelo método tradicional (champenoise), mais complexo, sobretudo em aromas. Aquele cheirinho de “pão tostado’ faz sim, toda a diferença! Amo!

E foi pensando nisso que hoje trouxe 3 receitas deliciosas de Winedrinks com Espumante. Seja para você curtir num happy hour com os amigos ou num momento a dois, com certeza elas são garantias de sucesso!

1- BIG APPLE

Ingredientes
1 colher (sobremesa) de açúcar ou adoçante
1 colher (café) de canela em pó
1 fatia fina de maçã verde em meia-lua
90 ml de espumante brut
Modo de fazer
Numa tigela, misture bem o açúcar e a canela em pó. Envolva a lâmina da maçã com a mistura, formando uma crosta. Reserve. Em uma taça flûte ou tulipa, despeje o espumante. Junte a maçã em crosta e sirva.
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2- BERRY BUBBLES
Ingredientes
6 fatias finas de morango fresco
10 ml de licor de framboesa
10 ml de licor de amora
75 ml de espumante BRUT em uma taça flûte ou tulipa
Modo de fazer
Junte as lâminas de morango e os licores. Complete com o espumante e sirva.
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3– FRISCO

Ingredientes
10 ml de xarope de hortelã
75 ml de espumante BRUT
1 folha de hortelã para decorar
Modo de fazer
Em uma taça, despeje o xarope e complete com o espumante. Decore a borda da taça com a hortelã e sirva.
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Esses são drinks refrescantes e deliciosos, que combinam com qualquer estação do ano. Até para os dias mais frios, funcionam muito bem como Welcome Drink antes da degustação de brancos, rosés e tintos.
Ou seja, são chiques e fazem bonito em qualquer ocasião!
Então é isso, enoamigos! Até a próxima!
Ótimos drinks! Tim-Tim!
*Referências: Noiva com classe
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Borbulhas Nacionais: Conhecimento e Descontração na École du Vin

Na última noite de sábado eu e o marido estivemos na École Du Vin, do amigo Sommelier Marcelo Marques, para o Master Class “Borbulhas Nacionais”, só com espumantes da nossa terra. Aliás, eu acredito muito em destino e parece que nos últimos meses o vinho brasileiro tem se aproximado de mim com muito amor no coração. E nem preciso mencionar que a recíproca é verdadeira.

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Rótulos degustados em sua ordem, da esquerda para a direita.

Ando apaixonada pelos rótulos do nosso terroir, sem falar que faz tempo que eu desejava participar de uma Master Class do Marcelo. E soube que nos encontros da École já foram explorados “Vinhos Búlgaros”, “Vinhos Peruanos”, entre outros assuntos supercuriosos. Mas não é que tudo conspirou para que eu estivesse presente em “Borbulhas Nacionais”? O aulão foi além das minhas expectativas e agora conto tudo para vocês!

A ÉCOLE DU VIN

Se você acha que uma Master Class sobre vinhos tem que ser algo sério e repleto de rituais, aqui não é o caso. Na École do Vin, me senti numa reunião de amigos. Para começar, fomos recebidos pela linda e simpática Patricia Pacheco, que nos conduziu a um ambiente aconchegante e intimista, com uma bela vista para o Cristo Redentor. Sim, até ele estava de braços e coração abertos para o néctar brasileiro.

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Sommelier Marcelo Marques em ação.

Esse clima de acolhimento e descontração se dá, sobretudo, pelo fato das turmas serem sempre reduzidas, com no máximo 10 participantes. Marcelo Marques conduziu a aula com maestria, falando sobre os métodos de produção do Espumante (charmat e champenoise), estilos, além de um pouco da história do nosso terroir e das vinícolas responsáveis pelos rótulos que em breve iríamos degustar. Uma verdadeira viagem que me deu orgulho de ser brasileira!

Aliás, a palavra “Wine Time” volta e meia era pronunciada. Nessa hora, belos espumantes nacionais eram derramados em nossas taças, sempre acompanhados de delícias como queijos, canapés e embutidos.

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Sim! Também teve um Vinho Surpresa!

A cada pausa do Marcelo Marques, nós, participantes, trocávamos experiências, conhecimentos e tirávamos dúvidas. Afinal, como bem disse o Sommelier, “Se alguém chegar para você e disser que sabe TUDO sobre vinho, esse alguém é um grande mentiroso”. Está certo, Marcelo! Vinho é aprendizado constante e os maiores especialistas possuem como principal característica a humildade.

Em menos de 1 hora de evento passei a sentir como se conhecesse aquelas pessoas há muito e muitos anos. E foi exatamente esse o clima! Com certeza quero prestigiar outros encontros sempre que a agenda permitir.

BORBULHAS NACIONAIS DEGUSTADAS 

Foram servidos espumantes dos mais diversos para que degustássemos de forma a captar todas as nuances. Havia rótulos mais leves, elaborados pelo método Charmat (segunda fermentação em autoclaves – tanques de inox) e outros mais complexos, produzidos pelo método tradicional champenoise (com segunda fermentação na garrafa). Foram 8 vinhos em ordem aleatória, o que deixou a brincadeira ainda mais divertida!

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Os espumantes e algumas das delícias servidas durante a  MasterClass

1- QUINTA DON BONIFÁCIO BRUT – Abrimos os trabalhos com esse exemplar de Caxias do Sul (RS). Elaborado pelo método Charmat, é leve, frutado e fácil de beber. Possui 12% de volume alcoólico (50% Chardonnay e 50% Pinot Noir) e alguns prêmios, como Bruxelas 2012 e Avaliação Nacional de Espumantes 2013/2015.

2- AURORA PINOT NOIR PROCEDÊNCIAS BRUT – Rótulo cooperativa vinícola Aurora, simplesmente a maior do Brasil quando se trata da produção de espumantes e vinhos tranquilos. Elaborado pelo método Charmat (100% Pinot Noir), possui uma linda coloração amarelo-acobreado e se apresentou mais complexo na taça, com um pouco de tostado, além dos já esperados aromas frutados e de um toque herbáceo. Adorei!

3- CAVE AMADEU ELEMENTOS BRUT (FAMÍLIA GEISSE) – Quando se trata de Geisse, sou muito suspeita para falar, visto que tenho amor profundo por tudo o que eles elaboram em sua Vinícola na IG de Pinto Bandeira (RS). O Cave Amadeu é uma de suas obras-primas. Elaborado pelo método Champenoise (80% Chardonnay e 20% Pinot Noir), é cremoso e possui perlage delicada e persistente, cor amarelo-palha médio e aromas de flores, leveduras e frutas maduras.

4- DON GUERINO BRUT – Produzido pelo método Charmat, o Brut da Don Guerino contém 100% da variedade Chardonnay, como um Blanc Des Blancs. Seu terroir está localizado em Alto Feliz, na Serra Gaúcha. De coloração amarelo-palha com reflexos esverdeados, chega no nariz com muitas flores e frutas.

5- RIO SOL BRUT ROSÉ GRAND PRESTIGE – Quem me conhece sabe que esse é o meu rótulo queridinho para o churrasco com os amigos. Elaborado pelo método Charmat (100% Syrah), o rótulo é produzido no Vale do São Francisco, um terroir relativamente novo, localizado entre os paralelos 8 e 9, no Nordeste Brasileiro (divisa entre Bahia e Pernambuco). Fresco e jovial, possui uma cor linda, cereja-claro. Muito frutado e floral, desce fácil e é, sem dúvida, um dos melhores custo-benefícios do mercado. 

6- CAVE AMADEU ELEMENTOS BRUT ROSÉ- Mais uma belezinha da família Geisse, esse rosado é elaborado pelo método Champenoise (100% Pinot Noir). Com perlage fina e elegante, é bem aromático, com notas de frutas vermelhas e um toque de especiarias. Simplesmente um dos meus rótulos favoritos.

7- MOSCATEL AQUARELA ROSÉ CASA PERINI – Enfim, a borbulha de sobremesa. Direto da Vinícola Casa Perini, anda famoso por ter sido escolhido como o vinho de sobremesa de uma das provas do badalado programa de TV MasterChef Brasil realizada no Vale dos Vinhedos. Como sou espectadora assídua do programa, estava bem curiosa para experimentar. E como me surpreendeu! Antes de tudo, foi um par perfeito para a deliciosa Mousse de Maracujá preparada pela Patricia.

Para completar, possui equilíbrio perfeito entre acidez e açúcar. Por isso, não chega a ser doce e enjoativo como vários outros exemplares de Moscatel que encontramos por aí. Possui uma coloração rosada linda e que fica ainda mais exuberante na garrafa transparente. No nariz, rola uma explosão de frutas e flores. Sensacional! 

8 – VINHO SURPRESA! BOSSA Nº 6 ESPUMANTE BELINNI VINÍCOLA HERMANN – Eis o tão falado rótulo surpresa. Uma inovação da Vinícola Hermann, de Bento Gonçalves, o Bossa nº 6 faz as vezes do drink italiano Bellini (receita original com Prosseco e Suco de Pêssego)É elaborado com Chardonnay e uma pequena quantidade de suco. De coloração rosada para vermelha, conta com notas de pêssego e frutas cítricas com um fundo que lembra baunilha. Fresco, é uma ótima ideia para um Welcome Drink  em parceria com canapés. Mais um excelente custo-benefício! Recomendo!


Então, é isso enoamigos! Sem dúvida esse encontro foi uma grata surpresa e o Sommelier Marcelo Marques mandou superbem! Explica sem complicação, sem mostrar o vinho como uma bebida intimidante. Recomendo para todos os apreciadores que desejam aprender brincando, sem o ambiente sério de muitos cursos voltados para profissionais. Foi um superprograma para o sábado à noite! Quero voltar mais vezes!

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Cada participante levou para casa esses mimos da Ibravin 🙂

A École du Vin conta com o apoio do Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN), além das lojas Arte dos Vinhos (Cadeg), Deu La Deu Vinhos, Wine Way, Espírito do Vinho, Serrado Vinhos e Olivier Bebidas.  

Até a próxima!

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Mar de Borbulhas: Miolo é a Primeira Vinícola Brasileira a Armazenar Suas Garrafas Em Caves Submarinas

Sempre falo por aqui que os espumantes brasileiros já ganharam o mundo. Afinal, não é de hoje que o nosso terroir é conhecido como um dos melhores para a produção desses vinhos, sendo, inclusive, comparado ao da mítica região francesa de Champagne.

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EFERVESCÊNCIA MARÍTIMA

E nossos produtores querem mais, muito mais! Este mês a Vinícola Miolo, uma das mais inovadoras do país, comemora os 6 meses de imersão do primeiro lote do espumante Miolo Cuvée Tradition Brut (um dos meus nacionais favoritos!) no mar da província de Bretagne, na França, e anuncia a imersão de um segundo lote ainda este ano.

“A imersão do primeiro lote já está gerando expectativas comerciais no Brasil e no exterior, pois vamos retirar as garrafas entre outubro e novembro deste ano, período em que tradicionalmente aumentam as vendas de espumantes devido às festas de final de ano. Certamente muitos apreciadores e colecionadores vão querer adquirir um exemplar do primeiro produto brasileiro envelhecido em cave submersa, antecipa Adriano Miolo, superintendente do grupo.

VANTAGENS DA CAVE SUBMARINA

Sabemos que o armazenamento perfeito de um vinho depende literalmente de condições ideais de “temperatura e pressão”, além de escuridão e umidade total.

A ideia de utilizar o mar como adega não é novidade. Em 2002, Yannick Heude, proprietário da Cave de L’Abbaye Saint-Jean, começou a experiência de submergir garrafas de vinho na baía de Saint-Malo. Em termos de temperatura, umidade e luz, Heude não tinha dúvidas de que o mar seria uma excelente adega. “O que nós não podíamos prever era o efeito das fortes marés e das correntes (a 15 km/h), que massageiam as garrafas duas vezes ao dia”, explica.

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Em 2007, 600 garrafas de vinho (metade tinto e metade branco) foram resgatadas do fundo da baía, depois de um ano de repouso em engradados de madeira. Além de Heude, produtores de vinhos da região do Loire, como Christophe Daviaud, estiveram presentes na degustação às cegas que se seguiu.

Para Daviaud, responsável pelos Anjou Village de Brissac-Quincé usados na experiência, os brancos apresentaram aromas de carvalho mais óbvios, enquanto que os tintos evoluíram mais lentamente, em comparação aos não-submersos.

“O processo de envelhecimento é certamente diferente. Parece que depois de um ano, o vinho sai do mar rejuvenescido, com aromas e sabores mais arredondados. água salgada como experiência. Não há dúvidas que o fenômeno das marés tem um papel importante nesses resultados”, explicou Yannick Heude 

A CAVE SUBMARINA DA MIOLO

As garrafas do Miolo Cuvée Tradition Brut estão dispostas horizontalmente em um container especial que propicia seu contato direto com as correntes marítimas. Elas serão comercializadas em uma edição especial no Brasil e na Europa.

A ação inédita realizada pela Miolo celebra o sucesso internacional do Cuvée Tradition Brut na França: ele foi o espumante brasileiro mais vendido em Paris em 2016. O rótulo é elaborado no Vale dos Vinhedos (RS) com uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo Método Tradicional de fermentação na própria garrafa, o mesmo utilizado pelas maisons francesas para a elaboração de Champagne. Lembro-me de um reveillon inesquecível que tive com o Miolo Cuvée Tradition e nem preciso dizer que o ano seguinte foi maravilhoso.

Agora, a pergunta que não quer calar: Qual será o precinho do Cuvée submarino, hein? Estou mega ansiosa para experimentar todas as nuances da guarda desses espumantes que, sem dúvida, é muito especial!

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referências: Diguste, Assessoria de Imprensa.

Wine Drinks: Um Espumante Tropical Para Curtir No Fim de Semana

Enoamigos, cheguei com mais uma daquelas receitinhas práticas e fáceis de fazer: o Espumante Tropical. Ao redor do mundo, os apreciadores costumam utilizar champanhe, mas, em tempos de crise, é possível substituir por espumante ou prosecco de sua preferência.

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E, já que o calor não tem dado trégua, esse não deixa de ser um coquetel refrescante e agradável. Eu amo manga! É uma das minhas frutas favoritas, além de ter tudo a ver com o estilo tropical do drink. Fica perfeito tanto para receber os amigos numa festinha íntima, em casa, ou em um superevento de aniversário.

PREFIRA ESPUMANTE BRUT OU DEMI-SEC

Como o licor e o purê da fruta já são naturalmente doces, eu optaria por um espumante seco, do tipo Brut. Mas, como eu sei que tem gente que não abre mão de um Demi-Sec, também fica legal nesse caso. Porém, acredito que, aqui, um espumante doce seria totalmente enjoativo e desnecessário (ao menos que você queira servir o drink junto da sobremesa).

Ingredientes:

  • 120ml de Espumante no estilo de sua preferência (Brut ou Demi-Sec)
  • 50g de Purê de Manga
  • 30ml de Licor Marrasquinho

Modo de Preparo:

Despeje o purê de manga numa taça de vinho branco ou espumante. Em seguida, adicione o espumante e vá mexendo suavemente. Adicione o licor marrasquino na taça e sirva.

RECEITA DO PURÊ DE MANGA 

Junte a manga e cozinhe até que a mesma se dissolva, mexendo para que não grude no fundo da panela. Verifique se há necessidade de sal. Se o purê estiver grudando na panela, ou se a manga não se dissolveu toda, junte 2 colheres de sopa de água, ou até mais, e continue cozinhando até ficar homogêneo.

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Se quiser dar uma inovada na receita tradicional, substitua o purê de manga por pedaços da própria fruta. Fica igualmente delicioso!

Então é isso, galera do vinho! Fim de semana já está aí! Semaninha passou rápido e rasteira, do jeito que eu gosto. Sim, por enquanto o tempinho ainda pede vinho branco, e espumante. Tintos só mesmo na Serra ou no friozinho do ar-condicionado. Não vejo a hora dos termômetros caírem… Delícia!

Bom final de semana! Ótimos vinhos! Bons drinks! Tim-Tim!

Referências:

http://www.drinkswap.com/, Bol, Absolut Drinks.

 

 

Descubra Como a Pinot Noir Pode Dar Origem Tanto a Vinhos Tintos Quanto Brancos, Espumantes e Rosés

A Pinot Noir é uma das cepas mais aclamadas da atualidade. Tudo porque, além de saborosa, é extremamente versátil. Afinal, não é todo dia que uma única uva tinta é capaz de dar origem a vinhos tintos, rosés e espumantes. Como isso é possível? A resposta está no método de produção e vinificação que a transformam em um dos néctares mais apreciados por enófilos de todo o mundo.

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PINOT NOIR BRANCO

Se você cortasse uma uva Pinot Noir você veria que sua polpa possui coloração amarela-esverdeada clara. Já a casca, que tinge o mosto, conta com uma bela e intensa cor vermelha.

Logo, se você quer produzir um vinho branco a partir da Pinot Noir, a primeira coisa a se fazer é separar as cascas do suco o mais rápido possível. Ou seja, esse é o segredo para se produzir um Pinot Noir branco. 

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As cascas vermelhas das uvas já começam a tingir o suco naturalmente. Por isso, é importante que o produtor já as direcione para a prensa logo após a colheita. Para tanto, utiliza-se uma prensa pneumática especial, própria para vinho branco, que esmaga as uvas ao mesmo tempo em que separa as cascas e as sementes do mosto. Após o processo, esse fica com uma cor tipicamente dourada, bonita e profunda.

PINOT NOIR TINTO

Para se produzir um Pinot Noir tinto, o processo já é diferente. As uvas são coletadas e colocadas em trituradores de uva. Em seguida, todo seu conteúdo é despejado num tanque (casca, polpa, sementes, tudo!). Como a Pinot Noir é uma variedade de casca muito fina, é comum que o mosto permaneça um pouco mais de tempo em contato com a mesma (tanto antes quanto depois da produção do vinho), a fim de absorver o máximo de pigmento possível.

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Esses dois métodos são chamados de imersão a frio (antes da fermentação) e maceração estendida (após a fermentação). Alguns vinicultores chegam a adicionar as hastes da Pinot Noir na fermentação com o intuito de extrair ainda mais cor (isso deixa o vinho mais tânico, mas, em compensação, ele ganha bem mais cor e potencial de envelhecimento). Após todo esse processo, você terá um vinho tinto, de coloração vermelho-rubi-média- pálida.

ROSÉ DE PINOT NOIR 

Com relação à produção do Rosé, tudo é questão de timing. Quanto mais tempo as cascas permanecerem em contato com o suco, mais cor terá o vinho.

Para o Pinot Noir, esse parece como uma espécie de combinação entre as vinificações em tinto e branco. As uvas são esmagadas em um tanque junto com as peles e sementes. Em seguida, o mosto (suco) é monitorado pelo produtor, que verifica amostras a cada hora, a fim de examinar o nível de extração da cor. A partir do momento em que o winemaker encontra a cor perfeita, o mesmo separa o mosto das cascas, colocando-o num tanque limpo onde o vinho completa sua fermentação.

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Grande parte dos produtores produzem seus rosados com menos de 7 horas de contato entre o mosto e as cascas. Mas é fato que varia muito. Podemos tanto ter um Rosé mais claro, casca de cebola ou salmão, como os da Provence, quanto um Rosé mais cereja. Este último eu digo que são uma espécie de tintos travestidos de rosés, pois carregam, junto a cor, muito mais taninos que outros exemplares mais claros.

ESPUMANTE DE PINOT NOIR (BLANC DE NOIR)

O Blanc de Noir nada mais é do que um vinho branco 100% Pinot Noir que fermentou duas vezes. Trata-se de uma especialidade muito aplicada entre os produtores da Champagne.

A segunda fermentação desse vinho especialmente formulado é realizada dentro da garrafa, a  fim de que o dióxido de carbono não escape e acabe por pressurizar a mesma, carbonatando o vinho.

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O Blanc de Noir pode ser encontrado em diversas regiões produtoras do mundo, inclusive no Brasil, e quase sempre a uva utilizada para sua fabricação é a Pinot Noir (em outros casos, sua variante, Pinot Meunier).


Espero ter conseguido solucionar as dúvidas de muitos iniciantes e iniciados, sobretudo com relação à produção em tinto, branco e rosé. Particularmente, eu adoro os espumantes rosés feitos 100% com uvas Pinot Noir (nesse caso, seria o vinho rosé fermentado duas vezes dentro da garrafa). Comecei a me interessar por vinhos, de forma geral, no momento em que procurei saber mais sobre a produção do espumante. É realmente fascinante!

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Em se tratando de espumante brasileiro Blanc de Noir, recomendo muito qualquer rótulo da Familia Geisse. Amo muito, todos eles! Sem dúvida ainda vamos ouvir falar muito dessa fábrica de borbulhas de Pinto Bandeiras. É tudo maravilhoso!

Boa quarta! Bons vinhos! Tim-Tim!

A Temperatura de Serviço Afeta o Sabor do Vinho?

Será que a temperatura de serviço possui o poder de alterar o sabor da bebida? Existem temperaturas ideais para servir diferentes estilos de vinho? Essas são dúvidas comuns à maioria dos iniciantes. A resposta é SIM, sendo que a boa notícia é que saber quais vinhos devem ser servidos em determinadas temperaturas pode ser muito mais fácil do que se imagina.

GUIA DE SERVIÇO DE TEMPERATURA DO VINHO

Então, pessoal, a razão pela qual é tão importante servir o vinho na temperatura correta é que esta pode impactar diretamente nos odores e sabores do nosso néctar. Ao servir o vinho na temperatura ideal, potencializamos e garantimos as melhores experiências em termos de degustação.

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Sendo assim, se liga nessas dicas e prepare-se para mandar superbem no serviço do vinho.

ESPUMANTES DEVEM SER SERVIDOS ENTRE 6 E 8ºC

A maioria das pessoas gosta de colocar a garrafa de espumante no congelador, geralmente 1 hora antes de abri-la. Porém, CUIDADO: não se esqueça dela ou o resultado pode ser uma tremenda explosão! Se você estiver com pouco tempo, também é possível colocar a garrafa em um balde de gelo com água, álcool e sal grosso. Deixe a “mistura” agir por 30 minutos e corra para o abraço.

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O geladinho faz com que as bolhas se tornem mais finas, em vez de espumosas. Após abrir a garrafa e servir as primeiras taças, coloque-a aberta de volta no balde de gelo até que a mesma tenha terminado.

VINHO BRANCO E ROSÉ DEVEM SER SERVIDOS ENTRE 10 E 12ºC

A melhor forma de fazer com que seu vinho branco ou rosé atinja a temperatura correta é colocando-o na geladeira imediatamente após a compra. Agora, se você adquirir o vinho no mesmo dia que for bebê-lo, deixe-o na geladeira por várias horas ou coloque no congelador por cerca de 30 minutos. Esse é o segredo!

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Depois de abrir a garrafa e servir as primeiras taças, deixe-a sobre a mesa (suada mesmo) e observe como os aromas se modificam à medida que a temperatura sobe. Utilize um termômetro para saber se o líquido atingiu a temperatura desejada e boa degustação.

VINHO TINTO DEVE SER SERVIDO FRESCO (ENTRE 16 E 18ºC)

Com relação aos tintos, o grande erro é achar que devem ser servidos a temperatura ambiente. Se levarmos em conta que nesse momento aqui no Rio de Janeiro os termômetros marcam cerca de 30ºC, sua degustação pode estar prestes a se tornar um verdadeiro fiasco. Por isso, para que o tinto atinja o ponto ideal de serviço, é necessário deixá-lo na geladeira por 1h antes de abri-lo. Ou, se a pressa for maior, 15 minutos no congelador já são suficientes.

Após sacar a rolha e decantar o líquido (se for necessário), deve-se deixar a bebida repousando na mesa para que atinja lentamente a temperatura desejada.

TABELA DE TEMPERATURAS DE ACORDO COM O ESTILO DO VINHO

Com o intuito de ser ainda mais específica, segue uma tabelinha nota 10, com as temperaturas ideais para os respectivos estilos de fermentado. Consulte sempre que precisar e curta a experiência.

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Muito bom, hein? Sem dúvida, é um assunto importantíssimo quando se trata de verão. Nessa época, prefiro os vinhos mais leves e geladinhos. Na noite de Natal, por exemplo, fui de Vinho Verde e desceu superbem.

Então é isso, meus amigos! Estamos na última semana do ano e nada como fazer planos. Sei que em certos momentos pensar no futuro pode ser perda de tempo, mas em pleno fim do ano acaba sendo inevitável.

Boa semana! Ótimos vinhos e Feliz 2017! Tim-Tim! Salute! Cheers! Santé!

Referências: VinePair,Revista Adega

Nesse Fim de Ano, Liberte o Bartender Que Existe em Você

Amigos, o fim do ano já está aí. Nossa, como passou rápido! E quando se trata de Festa da Empresa, Natal e Reveillon, a gente tem mais é que comemorar mesmo. Com muito vinho e espumante, óbvio!

Acabo de me lembrar de um passado distante, quando no último dia de trabalho antes das férias coletivas eu fazia questão de comprar uma meia-garrafa de espumante para bebericar na barca, a caminho de casa. Era o meu rito de passagem particular…rsrsrs…

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O tempo passa, mas algumas tradições permanecem intactas. Logo, o que eu mais bebo no fim do ano, sem dúvida, são os nossos amados espumantes. E no verão as borbulhas devem ser consumidas sempre, independente se existe ou não uma ocasião especial. 

AGORA VOCÊ É O BARTENDER: SURPREENDA SEUS CONVIDADOS 

Com inspiração nas festinhas de fim de ano, hoje eu vou ensinar o passo-a-passo de tudo o que você vai precisar para criar sua própria champanheria e impressionar suas visitas.

ESPUMANTE 

Esse é o ingrediente básico. Acho bacana variar os estilos, pois nem todos são amantes do Brut. Sendo assim, procure incluir exemplares doces, demi-sec e extra-brut. Se a grana estiver curta, opte por rótulos nacionais. A maioria está dando banho nos importados. Divida as despesas entre os amigos e sejam felizes!

 MISTURADORES

Deixe a sua champanheria com pinta de profissional e invista em sucos e purês de frutas para incrementar seus drinks com espumantes. E para criar receitas como Beliini, Rossini,  Arise My Love e Kir Royal, é essencial ter misturadores sempre à mão.

FRUTAS FRESCAS

Adoro quando encontro frutas embebidas em álcool no final do meu drink. Por isso, antes de tudo, garanta morangos, kiwi, pêssego, laranja etc; tudo fresquinho para deixar as bebidas ainda mais atraentes. Mantenha, ainda, um estoque de frutas congeladas que fazem as vezes de cubos de gelo. Agradável, frutado e não deixa o espumante aguado.

ERVAS 

Em certas misturas, um toque vegetal sempre cai bem. Por isso, invista em ervas frescas, que darão aroma e complexidade às suas criações. Eu gosto muito de usar hortelã, alecrim e manjericão. Nunca experimentei com espumantes, mas nas caipirinhas eu te garanto que fica divino.

RODELAS DE LIMÃO E LARANJA

Quer adicionar um pouco de acidez às suas criações? Então, corte rodelas de limão tahiti, siciliano e laranja e decore as bordas das taças. Fica lindo, sutil e muito, muito charmoso!

APEROL

O Aperol é um aperitivo, uma espécie de “Campari Italiano” que caiu nas graças dos brasileiros amantes de espumantes. Com ele, é possível criar drinks como o famoso “Spritz”, cuja receitinha você confere a seguir:

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A melhor maneira de preparar o drink é seguindo três passos:

1) Coloque 3 partes do seu espumante favorito, cerca de 60 ml no copo com gelo;

2) Acrescente 2 partes de Aperol, cerca de 40 ml;
3) Complete com 1 parte de água com gás e finalize com uma fatia de laranja para decorar.

Quem me conhece sabe que eu adoro brincar de Bartender. E o bom dos drinks com espumantes é que são bem fáceis de fazer. Não é necessário prática, muito menos habilidade. Sem falar que o resultado fica maravilhoso. Todos amam!

Além disso, hoje é sexta, um ótimo dia para praticar!

CONFIRA AQUI 5 WINE DRINKS PARA PREPARAR EM CASA 

Bom fim de semana! Bons drinks! Tim-Tim!

Imagens: Vine Pair, Aperol (divulgação)