MasterClass da Belle Cave Encanta com Excelentes Rótulos do Velho Mundo

Rio de Janeiro – No último dia 30 de novembro, a Importadora Belle Cave brindou enófilos e profissionais do mundo do vinho com uma super MasterClass no salão de eventos do Hotel Emiliano, na qual apresentaram grandes nomes do seu portfólio. E o melhor:  com participação dos próprios responsáveis das vinícolas, que vieram ao Brasil especialmente para nos mostrar seus rótulos.

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Sem dúvida, o destaque ficou por conta dos pequenos produtores escolhidos pela Belle Cave para figurar em seu portfólio. Tudo isso foi citado logo no início do evento pelo proprietário, Ulisses Kameyama, assim como a participação das mulheres na elaboração dos vinhos.

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Ulisses Kameyama e Francis Brulez, Fundador da Maison Louise Brison

Tradicionais e atenciosos, os representantes das vinícolas surpreenderam a todos com vinhos carregados de alma e personalidade. Bora falar sobre as vinícolas e os rótulos que mais me chamaram a atenção 😉 :

CHAMPAGNE LOUISE BRISON

O evento teve início com a Maison Louise Brison, da região de Champanhe, que produz exclusivamente rótulos safrados (millésimes). Trata-se de um produtor de boutique, que segue um conceito artesanal único, resultando em champagnes realmente especiais.

Fundada em 1991, a casa possui 13 hectares de vinhas plantadas em Côtes des Bar, departamento de Aube, Champagne, lugar onde a Pinot Noir amadurece com perfeição, vigor e muito sabor. Praticam a cultura orgânica desde a fundação e, assim, prezam pela integridade da terra, identidade do terroir e tradição de Champagne.

Champagne Louise Brison – Cuvée Tendresse 2008

Vinificado em barricas de carvalho usadas, com fermentação malolática parcial, o Cuvée Tendresse amadurece 8 meses em barrica e envelhece em garrafa, sobre as borras, ao longo de 7 anos, para que o vinho ganhe complexidade. E que complexidade. Notas de tostado e pão brioche exuberantes fazem jus às premiações do rótulo, superelegante!

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  • Medalha de Ouro – Chardonnay Du Monde 2016
  • Medalha de Prata – Decanter World Wine Awards 2016
  • Medalha de Ouro – Concurso dos melhores vinhos franceses nos EUA (Miami, 2016).

Champagne Louise Brison Rosé 2010

Me apaixonei por esse Rosé, 100% Pinot Noir. Diferente de grande parte dos rótulos rosés da Champanhe, elaborados por mistura (de branco e tinto), aqui temos um exemplar produzido por Maceração, através do qual o mosto fica por 4 dias em contato com as cascas. 

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Outro ponto é que ele não passa por fermentação malolática e amadurece 8 meses em barris de carvalho, com envelhecimento “sur lies” (contato com as leveduras) na garrafa de junho de 2011 e degórgement (retirada das leveduras) em 2016.

De acordo com o fundador da Maison, Francis Brulez, trata-se de um champanhe perfeito para harmonizar com um churrasco tipicamente brasileiro.


SARAH SELECTIONS, NAVARRA

Enfim, nossa viagem chega à Espanha, sobretudo Navarra. Como boa apreciadora dos Rosés, na mesma hora já fiquei ansiosa pelo que viria. E, além do rosado, adorei um 100% Garnacha Blanca de ótimo custo-benefício (75,00), servido logo no início da apresentação realizada pela própria Sarah Martinez, que nos brindou com um portuñol supersimpático e atencioso.

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Sarah Martinez em ação.

Sarah Selections é uma empresa criada por Sarah Martinez-Lagos e Leon Florez em 2013. Eles conseguiram unir vários produtores de toda a Espanha que têm o objetivo de trabalhar de mãos dadas com o maior respeito pelo terroir deles.

Latido de Sarah 2016, Navarra (100% Garnacha Blanca)

Vinificado em tanques de inox, o Latido de Sarah Blanco 2016 recebeu 86/100 pontos do renomado crítico James Suckling e custa só 75,00 no site da Belle Cave.

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Latido de Sarah 2016, Navarra (100% Garnacha)

Quem me conhece sabe da minha paixão por Rosés e esse me conquistou logo de cara. Não só porque sou amante dos rótulos de Navarra, mas porque amei as notas de maçã, cereja e melancia. Superdiferente! Sim, e você encontra esse rosé no site por módicos 75,00 (me conquistou!). 

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DOMAINE BOUCABEILLE, CÔTES-DU-ROUSSILLON VILLAGES

Chegamos ao sul da França, mais precisamente no Languedoc Roussilon, região que vem produzindo vinhos interessantes e com excelente custo-benefício.

Os vinhos do Domaine Boucabeille são produzidos na colina da Forca Real (altitude de 505 metros), 15 quilômetros ao norte de Perpignan. No cume, dá para enxergar toda a planície do Roussillon e o mar. Por este motivo, a Forca Real sempre serviu de covil para os pescadores da região.

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Jean Boucabeille explica sobre a cultura em colinas utilizada no vinhedos do Domaine.

A colina é composta de xistos  com ardósia de 450 milhões de anos de idade! Este tipo de terroir favorece a produção de vinhos redondos, longos na boca, complexos e elegantes. Por que? Por que os xistos permitem às raízes das vinhas se afundarem profundamente para encontrar a água e minerais que precisam. E com o sol do sudeste, o vento do noroeste e o ar fresco da altitude, o vinhedo quase não precisa de cuidados.

Monte Nero 2015 (32% Grenache, 40% Syrah, 28% Mouvèdre)

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Para mim, esse foi o grande destaque do Domaine Boucabeille. Aliás, a Grenache (ou Garnacha, em espanhol) foi a uva mais comentada desta Master Class. Elaborado com uvas provenientes de vinhedos de mais de 30 anos de idade, o Monte Nero recebeu nada mais nada menos que 90/100 pontos do grande crítico Robert Parker.

O Monte Nero possui nuances de frutas negras e violeta. Em boca é elegante e equilibrado.


VIGNOBLES MAYARD, CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE

O Vignobles Mayard é familiar, com vinicultores que já estão em sua 5ª geração, entre eles Didier, Françoise (que nos brindou com uma linda apresentação) e Beatrice. Eles gerenciam 43 hectares da denominação CHATEAUNEUF DO PAPE, produzindo cerca de 140 mil garrafas, incluindo de 1000 a 15.000 garrafas do rótulo branco, que sem dúvida, foi um dos que mais me surpreendeu. Adorei!

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Françoise Roumieux fala sobre os vinhos de sua família

Localizado no coração da Vila de Châteauneuf Du Pape, o vinhedo Mayard está situado num belo castelo do século XVII.

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Châteauneuf-du-Pape La Crau de Ma Mère Blanc 2016

Esse branco foi uma das grandes surpresas do evento. Com aroma de flores, frutas brancas e ótima acidez, sem dúvida conquistou o paladar dos presentes. Infelizmente essa belezinha ainda não está disponível no mercado brasileiro. Aguardamos com ansiedade!


VINÍCOLA BASILÍSCO

A vinícola Basilisco foi fundada na década de 90. Está localizada em Basilicata, sul da Itália – no “solado da bota”- entre Puglia, Campanha e Calábria. Aglianico del Vulture é a única DOC da região estabelecida na encosta do Monte Vulture – um vulcão extinto, responsável por desenhar a região e pela composição do solo.

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Francesca Festa

A propriedade se beneficia da herança deixada pelo vulcão, além do distinto terroir, possui 8 cavernas seculares escavadas em meio a lava petrificada que, naturalmente, mantém a temperatura e umidade ideais para o amadurecimento do vinho.

Os vinhos foram apresentados pela simpática Francesca Festa, que falou sobre a vinícola e seu terroir, que produz vinhos muito interessantes, sobretudo em virtude do solo tão peculiar.

Basilisco, Aglianico del Vulture, Basilisco 2010 (100% Aglianico)

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Amei esse tinto, que se expressa com muita personalidade. De cor vermelho-rubi com reflexos violeta, conta com um nariz de frutas negras, café e um leve toque mineral (provavelmente por conta do solo vulcânico). Muito elegante, levou 91/100 pontos do aclamado crítico Robert Parker.


QUINTA DE LEMOS

Portugal não podia ficar de fora desta MasterClass. Hugo Chaves e Eduardo Figueiral falaram dos vinhedos da Quinta de Lemos, localizados na região do Dão, uma das mais valorizadas e badaladas em terras lusitanas.

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A Quinta de Lemos é um projeto de Pierre de Lemos, cuja família possui um grupo têxtil (Celso de Lemos) e decidiu, ainda, investir na produção de vinhos de alta qualidade. Para tanto, não poupou esforços e trouxe para a equipe o renomado enólogo Hugo Chaves e, juntos, produzem vinhos elegantes e que exprimem maravilhosamente o terroir do Dão.

Quinta de Lemos, 100% Alfocheiro 2010

De cor rubi, esse Alfocheiro surpreende pelo equilíbrio e harmonia, com nuances de frutas vermelhas, terra úmida e flores. Recebeu 17/20 da Revista de Vinhos, uma das publicações mais importantes de Portugal. Amei!

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VINÍCOLA GIOVANNI CORINO, PIEMONTE, ITÁLIA

Os vinhedos, atualmente conduzidos por Giovanni e Giuliano Corino, têm como carro-chefe os Barolos, belos vinhos elaborados 100% com a uva Nebbiolo. A empresa é do tipo que respeita a natureza, não fazendo uso de pesticidas na produção.

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O jovem Andrea Corino

Hoje, a empresa cultiva 9 hectares de vinhas, no município de La Morra, com uma produção anual de cerca de 50 mil garrafas. Andrea Corino (3ª geração da família) falou sobre cada um dos três Barolos que levaram para a MasterClass, todos maravilhosos! Porém, um deles me chamou mais a atenção:

Giovanni Corino, Barolo DOCG Giachini 2013

De coloração vermelho-rubi com reflexos granada, esse Barolo possui toda a tipicidade desta pérola do Piemonte. No nariz, frutas vermelhas, flores e um toque mentolado muito particular. E como um Barolo tão expressivo pode ser de safra 2013, apenas? Segundo Andrea Corino, “Foi uma safra espetacular!”. Simples assim. Realmente, foi para fechar com chave de ouro.

Barolo


GRANDE DEGUSTAÇÃO BELLE CAVE

Após a MasterClass, rolou uma degustação com mais de 60 produtores que fazem parte da Belle Cave, reunindo enófilos, trade, press e profissionais do mundo do vinho. Conhecemos muitos rótulos primorosos, muitos deles apresentados pelos próprios representantes das vinícolas. E, como sempre, tive a oportunidade de encontrar os amigos que nutrem uma mesma paixão pelo vinho.

Então é isso, meus queridos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Facebook: /bellecavebr
Instagram: @bellecaveimportadora

 

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(Chile) Vinolia: Vivendo a Aventura do Vinho Sem Sair de Santiago

E aí, viníferos? Como vocês perceberam, fiquei um tempinho afastada do blog por motivos de… Férias! E, nessas horas, se jogar no enoturismo é sempre a melhor pedida para nós, apaixonados por vinho. Porém, hoje vou contar para vocês uma experiência surpreendente que tive com uma região vinícola sem sair da capital da chilena.

O VINOLIA

O Vinolia é uma loja de vinhos que oferece aos seus clientes vivenciar uma experiência de degustação completa com vinhos de determinada região vinícola do país. E, sim, trata-se de uma vivência sobretudo sensorial.

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Lá é possível escolher entre duas regiões para o tour: Valle De Casablanca ou Valle Del Colchagua. Em princípio eu tinha escolhido “visitar” o Colchagua, visto que seria o único local que não foi possível encaixar presencialmente na viagem. Porém, justo no dia que deixei reservado para ir ao Vinolia eles estavam apenas com o tour por Casablanca, em todos os horários, sendo que eu tinha ido à região de carro no dia anterior. Mas a minha vontade de conhecer uma proposta tão diferente de perto era tão grande que sim, fui e não me arrependi nem um centímetro!

DECORAÇÃO INSPIRADORA

A arquitetura do lugar encanta, sobretudo por traduzir o espírito do vinho em toda sua essência. Tijolinhos típicos das antigas caves e dominós de carvalho, utilizados na fabricação de vinhos cobrem as belas paredes lugar, rodeado por uma vitrine belíssima, povoada de belos rótulos, entre eles de vinícolas chilenas renomadas como Casa Silva, Lapostolle, Koyle, Botegas RE, Viña Casa Del Bosque, Loma Larga, Los Vascos, Morandé e Veramonte.

 

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Como boa amante dos bons vinhos, me vi hipnotizada pela energia do lugar, que reluzia tanto quantos os lustres de vime pendurados no teto, todos fabricados a mão por artesãos chilenos.

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E A AVENTURA COMEÇA

Antes de “iniciar os trabalhos”, nos foi servido um espumante, o Dominga. Trata-se de um Brut (charmat) da Casa Silva, uma das minhas vinícolas favoritas no Chile, e que cumpriu perfeitamente o seu papel de vinho de boca para a degustação que viria a seguir.

E a recepção não poderia ser melhor! A Sommellière Gabriela Pedroso Sampaio já chegou esbanjando simpatia e conhecimento sobre o mundo do vinho. Paulista, de São José dos Campos, nem parece que está há apenas 2 meses vivendo em Santiago, tamanha sua desenvoltura sobre tudo o que diz respeito ao lugar.

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Sem falar que é supersolícita e quis logo saber como andava o meu espanhol, já que eu era a única brasileira do grupo, formado em sua maioria por visitantes de língua hispânica. Ainda bem que o meu espanhol já estava desenferrujando e topei assistir às explicações totalmente na língua local sem dificuldade.

A SALA DOS SENTIDOS 

Enfim, começa o tour e logo somos conduzidos por Gabi à Sala dos Sentidos. Antes da experiência, a Sommelière explica ao grupo as diferenças entre os aromas primários (oriundos da uva), secundários (da fermentação) e terciários (das barrigas e amadurecimento) do vinho.

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Nos deparamos com várias mesinhas, que tinham, ao todo, 48 caixas com diversos aromas, sendo que a brincadeira é adivinhar cada um deles. Pura diversão e descontração nessa hora! Em pouco tempo, a galera já estava rindo junta e conversando. Afinal, no mundo do vinho as amizades se formam como que por encanto. É uma magia que só quem curte entende.

Ao fundo, ouvíamos sons que reproduziam os mesmo de uma vinha, entre eles o vento e o canto dos passarinhos. Uma delícia!

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Havia caixinhas com nuances florais, frutadas, de mel, especiarias, entre outras. Sem dúvida, foi um ótimo treinamento para a segunda etapa do processo. Bora lá!

CINEMA E DEGUSTAÇÃO 

Imaginem uma sala de projeção, tal como a de um cinema, com um telão de 7 metros de largura à frente de várias mesas que subiam como num grande auditório. Ao sentar em nossos lugares, cada um tinha diante de si 5 taças com os vinhos que iríamos degustar, todos oriundos de vinícolas do Valle de Casablanca.

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No início, nos foi apresentado um vídeo lindo da Wines of Chile, sobre as belezas desse país que encanta e impressiona. Até que chegamos ao Valle de Casablanca, um terroir que, pela proximidade com o Oceano Pacífico, dá origem a vinhos maravilhosos e de características bem particulares.

E sabe quem nos apresentou cada etapa da degustação de cada um dos rótulos? Os próprios produtores e enólogos das vinícolas, na tela, diante dos nossos olhos. Com timing perfeito, provamos juntos e ouvimos o que inspirou cada um deles a criar o vinho.

OS VINHOS DA DEGUSTAÇÃO

Para começar, a degustação dos vinhos é acompanhada de água e de uma seleção de queijos, torradinhas e frutos secos.

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Agora, vou falar um pouquinho dos rótulos com a minha impressão sobre cada um deles.

1- Veramonte, Ritual Sauvignon Blanc

De coloração amarelo-palha claro, esse vinho traz todo o frescor de Casablanca direto para a taça. Uma ótima forma de iniciar uma degustação. No nariz, aromas cítricos e ótima acidez. Ou seja, muito sabor e persistência. Metade dele é fermentada em barricas usadas e a outra metade em ovos de concreto. Para uma Sauvignon Blanc Lover como eu, está aprovadíssimo! Pura tipicidade.

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2- Morandé, Gran Reserva Chardonnay

Um Chardonnay que é a cara do Valle de Casablanca, bem do tipo surpreendente. Com 40% de fermentação (com as cascas) em barricas de carvalho francês, possui cor dourada e notas cítricas, suportando de 3 a 5 anos de guarda com todo o vigor.

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3 – Casas Del Bosque, Gran Reserva Pinot Noir 

Um vinho bem típico, vermelho-rubi intenso, com reflexos terrosos. No nariz, exala frutas vermelhas e especiarias. Passa 14 meses em barrica, sem comprometer em nada e o seu frescor. Para beber geladinho em qualquer época do ano.

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4 – Bodegas RE, Syranoir

O nome já diz tudo. Trata-se de um blend de Syrah e Pinot Noir. De coloração vermelho-rubi intenso, sem reflexos, chega no nariz carregado de frutas vermelhas do bosque (típicas da Pinot) e Azeitonas (provenientes da Syrah).

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5 – Loma Larga, Cabernet Franc

Para fechar as degustações com chave-de-ouro temos esse Cabernet Franc incrível, de cor vermelho-rubi intensa. No olfato, frutos negros, mentolado e especiarias. Estrutura, presença e persistência. Maravilhoso!

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EMPÓRIO DE VINHOS E APERITIVOS

Após a degustação, voltamos para o empório e lojas de vinhos para confraternizar. Sim, o encontro continuou com vários petiscos e outros rótulos para degustar sem compromisso, só curtindo a presença do pessoal, gente de todo lugar do mundo numa só paixão pelo vinho.

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Nessa hora, não há barreira na língua. Brasileiros, chilenos, colombianos e argentinos aproveitaram juntos, desfrutando do ambiente maravilhoso do Vinolia. Infelizmente, tive que sair mais cedo e levei só uma garrafa de Rosé Laspostolle comigo (sozinha, de táxi, não dava para levar mais..rsrs). Mas o restante do pessoal continuou curtindo a loja e o wine bar delicioso. Amei demais

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O tour possui o valor de 32.500 pesos chilenos por pessoa (cerca de R$160,00). Mas paguei feliz, pois vale cada centavo! Vinhos maravilhosos e tratamento VIP! Recomendo a todos que amam vinho e desejam curtir uma experiência diferente no Chile.

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Ficou a fim de conhecer? Então, reserve seu tour favorito AQUI no site do Vinolia. 

O Vinolia fica na Alonso de Monroy 2869, Local 5, Vitacura.

Até a próxima, com mais um pouco das minhas aventuras viníferas no Chile. Tim-Tim!

Estudo Comprova Que Degustar Vinhos Estimula Mais o Cérebro Que Matemática

O ato de degustar um vinho é bem mais complexo do que a gente imagina. Afinal, há uma série de processos cerebrais, sensoriais e motores envolvidos ao longo desse verdadeiro ritual que todos nós, enófilos, conhecemos tão bem.

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Trata-se de um processo longo, que se inicia desde a escolha da garrafa até o momento em que levamos a bebida à boca. E tudo isso foi comprovado por um estudo conduzido pelo Dr. Gordon Sheperd, neurocientista da Universidade de Yale. “Todos esses processos juntos envolvem mais atividade cerebral que ouvir música ou resolver complicados problemas de matemática”, explicou Sheperd, em seu livro “Neuroenologia: Como o Cérebro Cria a Degustação de Vinhos”.

DEGUSTAÇÃO DE VINHOS É COMO GINÁSTICA PARA O CÉREBRO

O livro do Dr. Sheperd explora todos os processos neurológicos complexos que fazem parte da degustação de vinhos.

A partir do momento em que se visualiza o líquido na garrafa e, em seguida, na taça, até a interação da bebida na boca, incluindo os movimentos da mandíbula, língua, diafragma e garganta, as moléculas do vinho estimulam milhares de receptores olfativos e gustativos. “Ao enviar um sinal de sabor para o cérebro, é desencadeada uma resposta cognitiva maciça que implica no reconhecimento de padrões, memória, juízo de valor, emoção e prazer”, disse o Dr.Sheperd.

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Todas essas conclusões vieram à tona após outro estudo, documentado pela Revista Fronteiras da Neurociência Humana, publicado em setembro do ano passado. Segundo esse estudo, os cérebros de Masters Sommeliers eram fisicamente mais espessos em virtude da agilidade mental que desenvolveram ao longo de suas carreiras. Ou seja, o estudo contatou com que a prática diária de degustar vinhos realiza uma verdadeira ginástica cerebral.


Enoamigos, volta e meia me surpreendo com esses estudos que atestam cada vez mais que o vinho é sim uma das bebidas mais saudáveis existentes no planeta. E para sentir todos esses benefícios, nada melhor que degustar uma bela taça!

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referência: Decanter.com

Mar de Borbulhas: Miolo é a Primeira Vinícola Brasileira a Armazenar Suas Garrafas Em Caves Submarinas

Sempre falo por aqui que os espumantes brasileiros já ganharam o mundo. Afinal, não é de hoje que o nosso terroir é conhecido como um dos melhores para a produção desses vinhos, sendo, inclusive, comparado ao da mítica região francesa de Champagne.

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EFERVESCÊNCIA MARÍTIMA

E nossos produtores querem mais, muito mais! Este mês a Vinícola Miolo, uma das mais inovadoras do país, comemora os 6 meses de imersão do primeiro lote do espumante Miolo Cuvée Tradition Brut (um dos meus nacionais favoritos!) no mar da província de Bretagne, na França, e anuncia a imersão de um segundo lote ainda este ano.

“A imersão do primeiro lote já está gerando expectativas comerciais no Brasil e no exterior, pois vamos retirar as garrafas entre outubro e novembro deste ano, período em que tradicionalmente aumentam as vendas de espumantes devido às festas de final de ano. Certamente muitos apreciadores e colecionadores vão querer adquirir um exemplar do primeiro produto brasileiro envelhecido em cave submersa, antecipa Adriano Miolo, superintendente do grupo.

VANTAGENS DA CAVE SUBMARINA

Sabemos que o armazenamento perfeito de um vinho depende literalmente de condições ideais de “temperatura e pressão”, além de escuridão e umidade total.

A ideia de utilizar o mar como adega não é novidade. Em 2002, Yannick Heude, proprietário da Cave de L’Abbaye Saint-Jean, começou a experiência de submergir garrafas de vinho na baía de Saint-Malo. Em termos de temperatura, umidade e luz, Heude não tinha dúvidas de que o mar seria uma excelente adega. “O que nós não podíamos prever era o efeito das fortes marés e das correntes (a 15 km/h), que massageiam as garrafas duas vezes ao dia”, explica.

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Em 2007, 600 garrafas de vinho (metade tinto e metade branco) foram resgatadas do fundo da baía, depois de um ano de repouso em engradados de madeira. Além de Heude, produtores de vinhos da região do Loire, como Christophe Daviaud, estiveram presentes na degustação às cegas que se seguiu.

Para Daviaud, responsável pelos Anjou Village de Brissac-Quincé usados na experiência, os brancos apresentaram aromas de carvalho mais óbvios, enquanto que os tintos evoluíram mais lentamente, em comparação aos não-submersos.

“O processo de envelhecimento é certamente diferente. Parece que depois de um ano, o vinho sai do mar rejuvenescido, com aromas e sabores mais arredondados. água salgada como experiência. Não há dúvidas que o fenômeno das marés tem um papel importante nesses resultados”, explicou Yannick Heude 

A CAVE SUBMARINA DA MIOLO

As garrafas do Miolo Cuvée Tradition Brut estão dispostas horizontalmente em um container especial que propicia seu contato direto com as correntes marítimas. Elas serão comercializadas em uma edição especial no Brasil e na Europa.

A ação inédita realizada pela Miolo celebra o sucesso internacional do Cuvée Tradition Brut na França: ele foi o espumante brasileiro mais vendido em Paris em 2016. O rótulo é elaborado no Vale dos Vinhedos (RS) com uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo Método Tradicional de fermentação na própria garrafa, o mesmo utilizado pelas maisons francesas para a elaboração de Champagne. Lembro-me de um reveillon inesquecível que tive com o Miolo Cuvée Tradition e nem preciso dizer que o ano seguinte foi maravilhoso.

Agora, a pergunta que não quer calar: Qual será o precinho do Cuvée submarino, hein? Estou mega ansiosa para experimentar todas as nuances da guarda desses espumantes que, sem dúvida, é muito especial!

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referências: Diguste, Assessoria de Imprensa.

Loja Virtual Com Vinícola Própria Traz Inovação Para o Mundo do Vinho

Não é a Vinícola com Loja Virtual que estamos habituados a ver por aí. É Loja Virtual com Vinícola própria! E logo que me deparei com o site da Wine For Me, percebi que essa ideia poderia dar um caldo (por sinal, bem fermentado!).

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Um dos destaques fica por conta de que essa proposta pode impactar os rótulos de forma muito positiva, tanto pela elaboração de um vinho que atenda todas as expectativas do enófilo, quanto pelo fator custo x benefício, que faz tanta diferença na nossa vida.

Em conversa por e-mail, o Diretor-Presidente da Wine For Me, Mario Verdini Meireles, explicou melhor essa ideia, que tem tudo para conquistar os amantes do vinho:

Vila Vinífera: Qual é a proposta da Wine For Me? 
Mario Verdini: A Wine For Me foi criada para a escolha que vai além da compra; saborear uma ocasião em que o principal motivo é você mesmo.
 

Vila Vinífera: O nome já diz tudo, né? 

Mario Verdini: Sim, vinho para mim! Vinho para brindar momentos, um convite a comemorar a vida, a minha, a sua, a nossa vida.

Vila Vinífera: A segmentação do público pode ser feita de acordo com os gostos pessoais de cada um?

Mario Verdini: Disposta a compartilhar o mundo dos vinhos, Wine For Me deseja fazer amigos por amor ao sabor. Quem conhece ama e, quem começa a se interessar, se apaixona. Pensando nisso, buscamos atrair pessoas através da variedade de conteúdo e custo/benefício incomparável, encontrados nas redes sociais ou loja online com formas de busca intuitivas, seja por uva, país ou safra.

Vila Vinífera: A empresa possui uma vinícola própria, em Portugal. Como vocês determinam a demanda dos vinhos junto aos enólogos, bem como os diversos estilos que irão produzir?
Mario Verdini: Como bons portugueses alentejanos, acreditamos em mão na massa e no resultado de quem trabalha de verdade. Sem dúvida as condições externas influenciam, economia desfavorável, impostos altos e crises, fatores considerados de alto risco por enólogos e empresários do segmento. Alguns enxergam como dificuldade, nós vemos como desafio para criarmos a oportunidade. E pensando em mercado, vemos potencial no consumo brasileiro e confiamos na cultura adaptável que existe aqui. 
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A Wine For Me vem para colaborar para uma nova cultura no consumo e disseminar a boa influência dos vinhos à mesa através de variedade de bons produtos portugueses, chilenos e argentinos explorando castas, safras, temperaturas, dos nossos vinhos e outros tão bons quanto.
 
Temos direcionamento em manter as influências de origem portuguesa, trazendo mais sabores regionais como Dão, Douro, entre outros próximos à nossa vinícola Encosta de São Romão no Alentejo. Acreditamos no retorno positivo com a certeza de que todos os momentos merecem vinho, sabor de verdade.
Vila Vinífera: Qual o diferencial da Wine For Me frente à concorrência?
Mario Verdini: Apostamos na criação de uma nova marca digital de influência em vinhos envolvendo as infinitas possibilidades decorrentes do segmento como: decoração, gastronomia, viagens, cinema, música… Wine For Me vem ao mercado disposta a descobrir e degustar mais sobre o mundo dos vinhos junto ao público com alta qualidade e baixo valor nos rótulos exclusivos, tornando acessível a cultura de bons vinhos à mesa brasileira.

O site não trabalha apenas com vinhos de sua vinícola portuguesa. O portfólio conta, ainda, com outros rótulos  oriundos da Argentina, Chile, Califórnia e Portugal (lógico!).
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Curiosa, como sou, quis logo conferir essa novidade e a Wine For Me me enviou uma amostra do Encosta de São Romão, produzido em sua vinícola própria, a Outeiro de São Romão, situada na região do Alentejo, em Portugal.
O Encosta de São Romão 2015 é formulado com as castas Alicante, Aragonez (que é a mesma Tempranillo espanhola), Syrah e Touriga.
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De coloração Rubi, com aro Rubi-claro, servido a 16ºC o Encosta de São Romão já invade o olfato com uma explosão de frutas vermelhas e negras frescas, como Amora, Ameixa, Cereja e Framboesa. Na boca é seco, com acidez e taninos na medida. O final é longo e persistente (contei 8 segundos!). 
Sem dúvida, ficaria perfeito com pratos à base de cordeiro e outras carnes vermelhas, sobretudo a de porco. Já imagino um leitão típico da região portuguesa da Bairrada com esse vinho. Hummmm… qualquer adjetivo abaixo de “divino” seria pouco para essa combinação.

Esses dias de folga e folia me motivaram a ir em busca de novidades. E, sim, esse ano eu quero registrar tudo aqui para vocês. Afinal, esse mundo vinífero é tão vasto que a gente tem mais é que explorar tudo o que temos direito. Vamos juntos!
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Então é isso, galera da enofilia. Boa semana! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Wine Institute Inaugura Sede em São Paulo

No último dia 8 de novembro foi inaugurado em São Paulo mais uma sede do Wine Institute, escola argentina com sólida expertise em formação vitivinícola na América Latina. Entre os cursos que já se encontram disponíveis na filial brasileira estão “Cartas e Harmonizações”, “Sommelier” e “Azeite de Oliva”.

A parte profissionalizante se inicia em março de 2017, informou a instituição, que nasceu das mãos de Analía Videla e se difundiu tanto em províncias na Argentina quanto no exterior, em países como Chile, Cuba e, agora, Brasil.

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Essa nova empreitada corresponde ao processo de internacionalização da Wine Institute, cujas capacitações são especialmente direcionadas às áreas de sommelier, marketing e comercialização de bebidas alcoólicas, enologia e produtos tais como azeite de oliva, cervejas, entre outros.

A sede em São Paulo, uma das cidades mais enogastronômicas do Brasil, contará com cursos curtos e ágeis que representam um pouco do espírito inovador da escola, que incentiva seus alunos a explorarem novos horizontes, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Assim como no Chile e na Argentina, as aulas terão uma abordagem moderna, com ênfase na prática, que é uma das principais características da Wine Institute.

O lema da Wine Institute é “estudar, participar, trabalhar, viajar”. Sua formação envolve o estudante diretamente com a viticultura em âmbito internacional, por meio de viagens a algumas das principais regiões vinícolas do mundo.

“Temos notado um crescente interesse por parte dos brasileiros em conhecer, viajar e entrar em contato com o mundo do vinho em todos os seus aspectos. Isso nos impulsionou a aprofundarmos essa parte de vivência em nossas capacitações”, disse Analía Videla, fundadora e diretora geral da Wine Institute.

Analía ressaltou, ainda, que a ideia de abrir uma sede no Brasil também diz respeito à crescente demanda de seu setor gastronômico e vitivinícola, sobretudo no que tange à formação de profissionais. “É necessário se qualificar com base nos padrões internacionais de qualidade. Com esse objetivo em mente a Wine Institute criou um formado educativo de alto nível, que se estende a todos os nossos escritórios na América Latina”.

Serviço: a Wine Institute Brasil fica na Casa da Travessa, Rua Dr. Estevão de Almeida, 40 Perdizes, 05014-010. (11) 3966-8212, e-mail: info@wineinstitute.com.br

Referência: http://www.sitioandino.com.ar/n/215975/


Acredito que a propagação dessas escolas de formação, muitas internacionalmente conhecidas, como a International Sommelier Guild é uma prova da importância que o Brasil tem adquirido no mundo do vinho.

Os enófilos e profissionais querem estudar e buscam por uma bagagem que ultrapasse a prática do dia a dia em lojas, hotéis e restaurantes. Sem falar na expansão do nosso terroir, que já abrange vinhedos em regiões nunca antes imaginadas, como São Paulo, Espírito Santo, Pernambuco, Goiás e Minas Gerais.

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Isso me deixa muito otimista com relação ao cenário vinícola brasileiro nos próximos 10 anos. Apesar da crise, é um dos setores que se mostra mais promissor, tanto na vitivinicultura quanto no enoturismo e gastronomia.

Pois é, em breve o Brasil vai dominar os livros sobre o mundo do vinho. Pelo menos, assim espero!

Semana curtinha, com gostinho de quero mais. Ando um pouco atarefada, estudando muito para a minha formação na Sommelier School. Porém, sempre que dá, encontro um tempinho para deixar vocês a par de todas as novidades.

Boa quinta! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Descubra o Vinfusion, Uma Geringonça Que Te Ajuda a Criar Um Vinho Personalizado

Que vinho é questão de gosto pessoal, todo mundo já sabe. Eu mesma volta e meia falo sobre isso por aqui. Afinal, se todos somos únicos e diferentes uns dos outros, por que a nossa bebida favorita não poderia ser feita especialmente para a gente?

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E foi exatamente nisso que a empresa Cambridge Consultants se inspirou para criar o Vinfusion, o sistema que te permite criar um vinho que atenda  às suas preferências. E por que não, brincar um pouquinho de enólogo?

COMO FUNCIONA?

O sistema Vinfusion é conhecido como “uma experiência de vinho de mistura, através da qual o consumidor pode ajustar a composição da bebida de acordo com a demanda”. Trata-se de um geringonça revolucionária, que promete entregar “centenas de sabores diferentes”. Então, amigo, chegou a hora de parar de reclamar daquele tinto muito tânico ou do branquinho com aroma exagerado de “mato molhado” e colocar a mão na massa. Como? A gente te explica aqui.

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“O ato de combinar vinhos para alcançar um certo sabor ou aroma tem sido empregado ao longo dos séculos e esse é o principal objetivo do Vinfusion”, disse Sajith Wilamaratne, gerente comercial de bebida e comida da Cambridge Consultants. Ainda de acordo com o executivo, um dos desafios do sistema é a compreensão da complexa relação entre o sabor e a proporção dos vinhos durante essa espécie de “assemblage” no melhor estilo “faça você mesmo”.

COMO FOI CRIADO?

Para criar a geringonça, os profissionais realizaram diversos testes que incluíam examinar a forma com que os consumidores escolhiam seus vinhos, bem como provas gustativas, a fim de observar como os bebedores percebiam e descreviam os sabores.

Ao analisar a composição química de diversos vinhos diferentes e eleger quais os componentes mais importantes para o sabor global, os consultores da Cambridge determinaram que havia quatro vinhos de base sobre os quais você pode iniciar a sua própria mistura.

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Logo, com o Vinfusion é possível criar vinhos personalizados, introduzindo preferências como “leve ou encorpado”, “seco ou doce”. E com a ajuda de um aplicativo, os entusiastas do vinho poderão não apenas personalizar seu néctar como poderão, ao mesmo tempo, aprender sobre a química por trás da sua mistura perfeita.


Basicamente, amigos, é lançar mão da tecnologia para extrair o que há de melhor dos nossos rótulos favoritos. Ou seja, “não é feitiçaria…”. Agora, se a geringonça vai se popularizar, só o tempo dirá. Imagino que o Vinfusion deva chegar ao Brasil com preços astronômicos, ainda mais em tempos de recessão econômica e dólar nas alturas.

Porém, esse artigo me fez pensar em como estará o cenário do vinho daqui a uns 20 anos. Será que cada um de nós terá sua própria maquininha para fazer vinho em casa, de acordo com as nossas preferências? Como as empresas vinícolas irão administrar isso? É algo a se pensar… E você, amigo? Acha que isso é possível?

Apesar de adorar essas novidades, confesso que sou um pouco tradicional nesse sentido. Gosto de conhecer diversos estilos de produto, comparar… Mas, como falamos no início dessa postagem, vinho é questão de gosto pessoal.

E já que sextou, bora decidir sobre qual será o meu estilo de vinho para hoje à noite. Sem geringonça, só com a minha querida adega ao lado.

Boa sexta! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Referência: Digital Trends