Estudo Comprova Que Degustar Vinhos Estimula Mais o Cérebro Que Matemática

O ato de degustar um vinho é bem mais complexo do que a gente imagina. Afinal, há uma série de processos cerebrais, sensoriais e motores envolvidos ao longo desse verdadeiro ritual que todos nós, enófilos, conhecemos tão bem.

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Trata-se de um processo longo, que se inicia desde a escolha da garrafa até o momento em que levamos a bebida à boca. E tudo isso foi comprovado por um estudo conduzido pelo Dr. Gordon Sheperd, neurocientista da Universidade de Yale. “Todos esses processos juntos envolvem mais atividade cerebral que ouvir música ou resolver complicados problemas de matemática”, explicou Sheperd, em seu livro “Neuroenologia: Como o Cérebro Cria a Degustação de Vinhos”.

DEGUSTAÇÃO DE VINHOS É COMO GINÁSTICA PARA O CÉREBRO

O livro do Dr. Sheperd explora todos os processos neurológicos complexos que fazem parte da degustação de vinhos.

A partir do momento em que se visualiza o líquido na garrafa e, em seguida, na taça, até a interação da bebida na boca, incluindo os movimentos da mandíbula, língua, diafragma e garganta, as moléculas do vinho estimulam milhares de receptores olfativos e gustativos. “Ao enviar um sinal de sabor para o cérebro, é desencadeada uma resposta cognitiva maciça que implica no reconhecimento de padrões, memória, juízo de valor, emoção e prazer”, disse o Dr.Sheperd.

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Todas essas conclusões vieram à tona após outro estudo, documentado pela Revista Fronteiras da Neurociência Humana, publicado em setembro do ano passado. Segundo esse estudo, os cérebros de Masters Sommeliers eram fisicamente mais espessos em virtude da agilidade mental que desenvolveram ao longo de suas carreiras. Ou seja, o estudo contatou com que a prática diária de degustar vinhos realiza uma verdadeira ginástica cerebral.


Enoamigos, volta e meia me surpreendo com esses estudos que atestam cada vez mais que o vinho é sim uma das bebidas mais saudáveis existentes no planeta. E para sentir todos esses benefícios, nada melhor que degustar uma bela taça!

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referência: Decanter.com

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Mar de Borbulhas: Miolo é a Primeira Vinícola Brasileira a Armazenar Suas Garrafas Em Caves Submarinas

Sempre falo por aqui que os espumantes brasileiros já ganharam o mundo. Afinal, não é de hoje que o nosso terroir é conhecido como um dos melhores para a produção desses vinhos, sendo, inclusive, comparado ao da mítica região francesa de Champagne.

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EFERVESCÊNCIA MARÍTIMA

E nossos produtores querem mais, muito mais! Este mês a Vinícola Miolo, uma das mais inovadoras do país, comemora os 6 meses de imersão do primeiro lote do espumante Miolo Cuvée Tradition Brut (um dos meus nacionais favoritos!) no mar da província de Bretagne, na França, e anuncia a imersão de um segundo lote ainda este ano.

“A imersão do primeiro lote já está gerando expectativas comerciais no Brasil e no exterior, pois vamos retirar as garrafas entre outubro e novembro deste ano, período em que tradicionalmente aumentam as vendas de espumantes devido às festas de final de ano. Certamente muitos apreciadores e colecionadores vão querer adquirir um exemplar do primeiro produto brasileiro envelhecido em cave submersa, antecipa Adriano Miolo, superintendente do grupo.

VANTAGENS DA CAVE SUBMARINA

Sabemos que o armazenamento perfeito de um vinho depende literalmente de condições ideais de “temperatura e pressão”, além de escuridão e umidade total.

A ideia de utilizar o mar como adega não é novidade. Em 2002, Yannick Heude, proprietário da Cave de L’Abbaye Saint-Jean, começou a experiência de submergir garrafas de vinho na baía de Saint-Malo. Em termos de temperatura, umidade e luz, Heude não tinha dúvidas de que o mar seria uma excelente adega. “O que nós não podíamos prever era o efeito das fortes marés e das correntes (a 15 km/h), que massageiam as garrafas duas vezes ao dia”, explica.

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Em 2007, 600 garrafas de vinho (metade tinto e metade branco) foram resgatadas do fundo da baía, depois de um ano de repouso em engradados de madeira. Além de Heude, produtores de vinhos da região do Loire, como Christophe Daviaud, estiveram presentes na degustação às cegas que se seguiu.

Para Daviaud, responsável pelos Anjou Village de Brissac-Quincé usados na experiência, os brancos apresentaram aromas de carvalho mais óbvios, enquanto que os tintos evoluíram mais lentamente, em comparação aos não-submersos.

“O processo de envelhecimento é certamente diferente. Parece que depois de um ano, o vinho sai do mar rejuvenescido, com aromas e sabores mais arredondados. água salgada como experiência. Não há dúvidas que o fenômeno das marés tem um papel importante nesses resultados”, explicou Yannick Heude 

A CAVE SUBMARINA DA MIOLO

As garrafas do Miolo Cuvée Tradition Brut estão dispostas horizontalmente em um container especial que propicia seu contato direto com as correntes marítimas. Elas serão comercializadas em uma edição especial no Brasil e na Europa.

A ação inédita realizada pela Miolo celebra o sucesso internacional do Cuvée Tradition Brut na França: ele foi o espumante brasileiro mais vendido em Paris em 2016. O rótulo é elaborado no Vale dos Vinhedos (RS) com uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo Método Tradicional de fermentação na própria garrafa, o mesmo utilizado pelas maisons francesas para a elaboração de Champagne. Lembro-me de um reveillon inesquecível que tive com o Miolo Cuvée Tradition e nem preciso dizer que o ano seguinte foi maravilhoso.

Agora, a pergunta que não quer calar: Qual será o precinho do Cuvée submarino, hein? Estou mega ansiosa para experimentar todas as nuances da guarda desses espumantes que, sem dúvida, é muito especial!

Até a próxima! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Referências: Diguste, Assessoria de Imprensa.

Loja Virtual Com Vinícola Própria Traz Inovação Para o Mundo do Vinho

Não é a Vinícola com Loja Virtual que estamos habituados a ver por aí. É Loja Virtual com Vinícola própria! E logo que me deparei com o site da Wine For Me, percebi que essa ideia poderia dar um caldo (por sinal, bem fermentado!).

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Um dos destaques fica por conta de que essa proposta pode impactar os rótulos de forma muito positiva, tanto pela elaboração de um vinho que atenda todas as expectativas do enófilo, quanto pelo fator custo x benefício, que faz tanta diferença na nossa vida.

Em conversa por e-mail, o Diretor-Presidente da Wine For Me, Mario Verdini Meireles, explicou melhor essa ideia, que tem tudo para conquistar os amantes do vinho:

Vila Vinífera: Qual é a proposta da Wine For Me? 
Mario Verdini: A Wine For Me foi criada para a escolha que vai além da compra; saborear uma ocasião em que o principal motivo é você mesmo.
 

Vila Vinífera: O nome já diz tudo, né? 

Mario Verdini: Sim, vinho para mim! Vinho para brindar momentos, um convite a comemorar a vida, a minha, a sua, a nossa vida.

Vila Vinífera: A segmentação do público pode ser feita de acordo com os gostos pessoais de cada um?

Mario Verdini: Disposta a compartilhar o mundo dos vinhos, Wine For Me deseja fazer amigos por amor ao sabor. Quem conhece ama e, quem começa a se interessar, se apaixona. Pensando nisso, buscamos atrair pessoas através da variedade de conteúdo e custo/benefício incomparável, encontrados nas redes sociais ou loja online com formas de busca intuitivas, seja por uva, país ou safra.

Vila Vinífera: A empresa possui uma vinícola própria, em Portugal. Como vocês determinam a demanda dos vinhos junto aos enólogos, bem como os diversos estilos que irão produzir?
Mario Verdini: Como bons portugueses alentejanos, acreditamos em mão na massa e no resultado de quem trabalha de verdade. Sem dúvida as condições externas influenciam, economia desfavorável, impostos altos e crises, fatores considerados de alto risco por enólogos e empresários do segmento. Alguns enxergam como dificuldade, nós vemos como desafio para criarmos a oportunidade. E pensando em mercado, vemos potencial no consumo brasileiro e confiamos na cultura adaptável que existe aqui. 
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A Wine For Me vem para colaborar para uma nova cultura no consumo e disseminar a boa influência dos vinhos à mesa através de variedade de bons produtos portugueses, chilenos e argentinos explorando castas, safras, temperaturas, dos nossos vinhos e outros tão bons quanto.
 
Temos direcionamento em manter as influências de origem portuguesa, trazendo mais sabores regionais como Dão, Douro, entre outros próximos à nossa vinícola Encosta de São Romão no Alentejo. Acreditamos no retorno positivo com a certeza de que todos os momentos merecem vinho, sabor de verdade.
Vila Vinífera: Qual o diferencial da Wine For Me frente à concorrência?
Mario Verdini: Apostamos na criação de uma nova marca digital de influência em vinhos envolvendo as infinitas possibilidades decorrentes do segmento como: decoração, gastronomia, viagens, cinema, música… Wine For Me vem ao mercado disposta a descobrir e degustar mais sobre o mundo dos vinhos junto ao público com alta qualidade e baixo valor nos rótulos exclusivos, tornando acessível a cultura de bons vinhos à mesa brasileira.

O site não trabalha apenas com vinhos de sua vinícola portuguesa. O portfólio conta, ainda, com outros rótulos  oriundos da Argentina, Chile, Califórnia e Portugal (lógico!).
ENCOSTA DE SÃO ROMÃO
Curiosa, como sou, quis logo conferir essa novidade e a Wine For Me me enviou uma amostra do Encosta de São Romão, produzido em sua vinícola própria, a Outeiro de São Romão, situada na região do Alentejo, em Portugal.
O Encosta de São Romão 2015 é formulado com as castas Alicante, Aragonez (que é a mesma Tempranillo espanhola), Syrah e Touriga.
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De coloração Rubi, com aro Rubi-claro, servido a 16ºC o Encosta de São Romão já invade o olfato com uma explosão de frutas vermelhas e negras frescas, como Amora, Ameixa, Cereja e Framboesa. Na boca é seco, com acidez e taninos na medida. O final é longo e persistente (contei 8 segundos!). 
Sem dúvida, ficaria perfeito com pratos à base de cordeiro e outras carnes vermelhas, sobretudo a de porco. Já imagino um leitão típico da região portuguesa da Bairrada com esse vinho. Hummmm… qualquer adjetivo abaixo de “divino” seria pouco para essa combinação.

Esses dias de folga e folia me motivaram a ir em busca de novidades. E, sim, esse ano eu quero registrar tudo aqui para vocês. Afinal, esse mundo vinífero é tão vasto que a gente tem mais é que explorar tudo o que temos direito. Vamos juntos!
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Então é isso, galera da enofilia. Boa semana! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Wine Institute Inaugura Sede em São Paulo

No último dia 8 de novembro foi inaugurado em São Paulo mais uma sede do Wine Institute, escola argentina com sólida expertise em formação vitivinícola na América Latina. Entre os cursos que já se encontram disponíveis na filial brasileira estão “Cartas e Harmonizações”, “Sommelier” e “Azeite de Oliva”.

A parte profissionalizante se inicia em março de 2017, informou a instituição, que nasceu das mãos de Analía Videla e se difundiu tanto em províncias na Argentina quanto no exterior, em países como Chile, Cuba e, agora, Brasil.

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Essa nova empreitada corresponde ao processo de internacionalização da Wine Institute, cujas capacitações são especialmente direcionadas às áreas de sommelier, marketing e comercialização de bebidas alcoólicas, enologia e produtos tais como azeite de oliva, cervejas, entre outros.

A sede em São Paulo, uma das cidades mais enogastronômicas do Brasil, contará com cursos curtos e ágeis que representam um pouco do espírito inovador da escola, que incentiva seus alunos a explorarem novos horizontes, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Assim como no Chile e na Argentina, as aulas terão uma abordagem moderna, com ênfase na prática, que é uma das principais características da Wine Institute.

O lema da Wine Institute é “estudar, participar, trabalhar, viajar”. Sua formação envolve o estudante diretamente com a viticultura em âmbito internacional, por meio de viagens a algumas das principais regiões vinícolas do mundo.

“Temos notado um crescente interesse por parte dos brasileiros em conhecer, viajar e entrar em contato com o mundo do vinho em todos os seus aspectos. Isso nos impulsionou a aprofundarmos essa parte de vivência em nossas capacitações”, disse Analía Videla, fundadora e diretora geral da Wine Institute.

Analía ressaltou, ainda, que a ideia de abrir uma sede no Brasil também diz respeito à crescente demanda de seu setor gastronômico e vitivinícola, sobretudo no que tange à formação de profissionais. “É necessário se qualificar com base nos padrões internacionais de qualidade. Com esse objetivo em mente a Wine Institute criou um formado educativo de alto nível, que se estende a todos os nossos escritórios na América Latina”.

Serviço: a Wine Institute Brasil fica na Casa da Travessa, Rua Dr. Estevão de Almeida, 40 Perdizes, 05014-010. (11) 3966-8212, e-mail: info@wineinstitute.com.br

Referência: http://www.sitioandino.com.ar/n/215975/


Acredito que a propagação dessas escolas de formação, muitas internacionalmente conhecidas, como a International Sommelier Guild é uma prova da importância que o Brasil tem adquirido no mundo do vinho.

Os enófilos e profissionais querem estudar e buscam por uma bagagem que ultrapasse a prática do dia a dia em lojas, hotéis e restaurantes. Sem falar na expansão do nosso terroir, que já abrange vinhedos em regiões nunca antes imaginadas, como São Paulo, Espírito Santo, Pernambuco, Goiás e Minas Gerais.

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Isso me deixa muito otimista com relação ao cenário vinícola brasileiro nos próximos 10 anos. Apesar da crise, é um dos setores que se mostra mais promissor, tanto na vitivinicultura quanto no enoturismo e gastronomia.

Pois é, em breve o Brasil vai dominar os livros sobre o mundo do vinho. Pelo menos, assim espero!

Semana curtinha, com gostinho de quero mais. Ando um pouco atarefada, estudando muito para a minha formação na Sommelier School. Porém, sempre que dá, encontro um tempinho para deixar vocês a par de todas as novidades.

Boa quinta! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

Descubra o Vinfusion, Uma Geringonça Que Te Ajuda a Criar Um Vinho Personalizado

Que vinho é questão de gosto pessoal, todo mundo já sabe. Eu mesma volta e meia falo sobre isso por aqui. Afinal, se todos somos únicos e diferentes uns dos outros, por que a nossa bebida favorita não poderia ser feita especialmente para a gente?

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E foi exatamente nisso que a empresa Cambridge Consultants se inspirou para criar o Vinfusion, o sistema que te permite criar um vinho que atenda  às suas preferências. E por que não, brincar um pouquinho de enólogo?

COMO FUNCIONA?

O sistema Vinfusion é conhecido como “uma experiência de vinho de mistura, através da qual o consumidor pode ajustar a composição da bebida de acordo com a demanda”. Trata-se de um geringonça revolucionária, que promete entregar “centenas de sabores diferentes”. Então, amigo, chegou a hora de parar de reclamar daquele tinto muito tânico ou do branquinho com aroma exagerado de “mato molhado” e colocar a mão na massa. Como? A gente te explica aqui.

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“O ato de combinar vinhos para alcançar um certo sabor ou aroma tem sido empregado ao longo dos séculos e esse é o principal objetivo do Vinfusion”, disse Sajith Wilamaratne, gerente comercial de bebida e comida da Cambridge Consultants. Ainda de acordo com o executivo, um dos desafios do sistema é a compreensão da complexa relação entre o sabor e a proporção dos vinhos durante essa espécie de “assemblage” no melhor estilo “faça você mesmo”.

COMO FOI CRIADO?

Para criar a geringonça, os profissionais realizaram diversos testes que incluíam examinar a forma com que os consumidores escolhiam seus vinhos, bem como provas gustativas, a fim de observar como os bebedores percebiam e descreviam os sabores.

Ao analisar a composição química de diversos vinhos diferentes e eleger quais os componentes mais importantes para o sabor global, os consultores da Cambridge determinaram que havia quatro vinhos de base sobre os quais você pode iniciar a sua própria mistura.

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Logo, com o Vinfusion é possível criar vinhos personalizados, introduzindo preferências como “leve ou encorpado”, “seco ou doce”. E com a ajuda de um aplicativo, os entusiastas do vinho poderão não apenas personalizar seu néctar como poderão, ao mesmo tempo, aprender sobre a química por trás da sua mistura perfeita.


Basicamente, amigos, é lançar mão da tecnologia para extrair o que há de melhor dos nossos rótulos favoritos. Ou seja, “não é feitiçaria…”. Agora, se a geringonça vai se popularizar, só o tempo dirá. Imagino que o Vinfusion deva chegar ao Brasil com preços astronômicos, ainda mais em tempos de recessão econômica e dólar nas alturas.

Porém, esse artigo me fez pensar em como estará o cenário do vinho daqui a uns 20 anos. Será que cada um de nós terá sua própria maquininha para fazer vinho em casa, de acordo com as nossas preferências? Como as empresas vinícolas irão administrar isso? É algo a se pensar… E você, amigo? Acha que isso é possível?

Apesar de adorar essas novidades, confesso que sou um pouco tradicional nesse sentido. Gosto de conhecer diversos estilos de produto, comparar… Mas, como falamos no início dessa postagem, vinho é questão de gosto pessoal.

E já que sextou, bora decidir sobre qual será o meu estilo de vinho para hoje à noite. Sem geringonça, só com a minha querida adega ao lado.

Boa sexta! Bons Vinhos! Tim-Tim!

Referência: Digital Trends

5 Delícias Que As Mudanças Climáticas Poderão Arruinar, incluindo o Vinho Europeu

O aquecimento global está aí, minha gente. Só que, dessa vez, a degradação ambiental pode afetar, inclusive, alguns alimentos que amamos, como Morango e Chocolate. Ou seja, é possível que daqui a alguns anos um simples fondue se torne um luxo para poucos endinheirados.

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Quer saber até que ponto todas essas mudanças climáticas podem afetar o nosso paladar? Então, dá só uma olhada nesses 5 produtos que estão a um passo de se tornarem apenas doces lembranças:

1- Maple Syrup 

Maple Syrup é um xarope proveniente da árvore mais famosa  do Canadá, que tem menção na bandeira do país. O produto, que também é produzido nos EUA, contém sabor único por se tratar de uma espécie de “Mel” natural.

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De acordo com um estudo da Universidade de Cornell, as mudanças climáticas na terra farão com que a produção do xarope seja atrasada em 1 mês. Mas isso nem é o pior. A incidência do Maple Syrup diminuirá significativamente nos próximos 100 anos e, em algumas regiões, como no sul da Pensilvânia, o produto será totalmente extinto.

2- Vinho Europeu

Ah, o nosso amado néctar de Baco… Até ele está sofrendo com tantas mudanças! Os viticultores da região francesa da Champagne, por exemplo, têm notado alterações nos últimos 25 anos, como um “aumento no teor de açúcar das uvas e, consequentemente, uma redução na acidez”. Sem falar que o tempo de colheita ainda foi adiantado em 2 semanas.

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Em outras regiões,  como no norte dos Estados Unidos, a produção será reduzida em 50%, ao passo que em um dos casos mais extremos, como o de Bordeaux, na França, há um risco de que em 2050 o cultivo de uvas se torne totalmente impossível.

3- Chocolate

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Se os produtores não se adaptarem às temperaturas mais altas, é possível que o chocolate se torne artigo de luxo daqui a alguns anos, sobretudo em países como Gana e Costa do Marfim, de onde vem a maioria do cacau consumido no mundo.

4- Morango

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Devido ao clima cada vez mais árido, na Grã-Bretanha passou-se a desenvolver uma espécie de morango que sobrevive em temperaturas bem mais altas, com menos água. Ou seja, amigos, se Morango e Chocolates estão em risco, vamos torcer para que nosso adorado e romântico fondue continue a existir.

5 – Café

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Atenção, viciados! O café também poderá se tornar um produto escasso. Em entrevista ao  jornal The Guardian, Jim Hanna, diretor da Starbucks, disse que a mudança climática está ameaçando o grão de café arábico.


Pois é, amigos! Eu fico sem todos os produtos acima citados (principalmente o tal do Maple Syrup, do qual nunca tinha ouvido falar até pesquisar para esse artigo). E, acreditem se quiser, nunca fui fã de chocolate ao ponto de não viver sem. No entanto, o VINHO é a grande exceção nesse caso. Gente, acho que não suportaria…sobretudo o vinho europeu, que nos brinda com aromas e sabores tão sutis, envolventes, únicos!

Mas, sabe qual a conclusão que cheguei nessa história toda? O homem aprontou com o meio ambiente durante anos a fio e, agora, pode pagar com o estômago. Sim, tendo que se privar de algumas das boas coisas da vida. Só espero que isso sirva de alerta para as gerações futuras, a fim de que possam reverter tudo isso.

Então é isso! Boa sexta! Tim-Tim!

Referência: Big Wine Theory

Confira os 10 Vinhos Mais Caros do Mundo

Nada menos que cerca de 71.637 vinhos compõem o banco de dados da Wine Searcher, site que reúne grande parte dos fermentados mais importantes do mundo. Enfim, o portal recentemente realizou um ranking com os 10 caldos mais caros e valorizados do planeta. Como já era de se esperar, o TOP TEN é dominado pela França, com apenas um par de exemplares alemães.

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Em 2016, o destaque continua por conta do mítico Romanée-Conti Gran Cru, vendido a um preço médio de US$ 13.346 a garrafa, embora algumas safras possam ultrapassar a marca dos US$90.000.

Os 71.637 vinhos incluídos nesta base de dados devem atender a alguns pré-requisitos para participarem da competição: pelo menos 10 exemplares do rótulo devem estar disponíveis para venda online, incluindo, no mínimo, 4 safras diferentes. Destas, ao menos 2 devem corresponder a colheitas realizadas na última década.

O TOP 10 DOS VINHOS MAIS CAROS DO MUNDO

1. Domaine de la Romanee-Conti Romanee-Conti Grand Cru, Côte de Nuits (França). Preço médio: 13.664 dólares; preço máximo 90.551 dólares. 

2. Egon Müller-Scharzhof Scharzhofberger Riesling Trockenbeerenauslese, Mosel (Alemanha). Preço médio: 8591 dólares; preço máximo 21.867 dólares.

3. Domaine Leflaive Montrachet Grand Cru, Côte de Beaune (França). Preço médio: 6092 dólares; preço máximo 24.987 dólares. 

4. Domaine Leroy Musigny Grand Cru, Côte de Nuits (França). Preço médio 5886 dólares; preço máximo 16.241 dólares.

5. Domaine Georges & Christophe Roumier Musigny Grand Cru, Côte de Nuits (França). Preço médio: 5117 dólares; preço máximo: 14.569 dólares.

6. Joh. Jos. Prüm Wehlener Sonnenuhr Riesling Trockenbeerenauslese, Mosel (Alemanha). Preço médio: 4782 dólares; precio máximo: 9228 dólares.

7. Domaine de la Romanée-Conti Montrachet Grand Cru, Côte de Beaune (França), Preço médio: 4646 dólares; preço máximo 38.820 dólares.

8. Domaine Leroy Chambertin Grand Cru, Côte de Nuits (França). Preço médio: 3524 dólares; preço máximo: 22.270 dólares.

9. Domaine Leroy Richebourg Grand Cru, Côte de Nuits (França). Preço médio: 3000 dólares; preço máximo 5500 dólares.

10. Domaine du Comte Liger-Belair La Romanée Grand Cru, Côte de Nuits (França). Preço médio: 2898 dólares; preço máximo 17935 dólares.

AQUI você confere a lista completa da Wine Searcher.


Apesar dos valores estratosféricos desses rótulos (impossíveis para o meu bolso), gosto de estar por dentro de todos esses mitos do mundo de Baco. Afinal, vai que me deparo com um desses em alguma degustação por aí afora ou na casa de algum amigo desavisado? Tenho que ter noção do que estarei prestes a degustar…eheheheh…

Bons vinhos e até a próxima! Cheers!

Referência: The Big Wine Theory