6 Dicas Para Aproveitar ao Máximo Uma Feira de Vinhos

Sem dúvida, 2017 é o ano dos eventos de vinhos em todo o país. E, logo que o friozinho começou a pintar por aqui, diversos produtores se mobilizaram para divulgar o nosso néctar junto aos consumidores brasileiros. Afinal, precisamos desenvolver uma cultura do vinho no Brasil.

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Por mais que o paladar dos enófilos esteja cada vez mais voltado para experimentar coisas novas, nosso consumo ainda está longe do ideal se comparado a o de outros países. Então, acho superválida a organização de eventos com o intuito de difundir o vinho, sobretudo o nacional. Sim, o Brasil produz rótulos belíssimos! E acredito que seja apenas questão de tempo para o brasileiro se apaixonar definitivamente pela bebida dos deuses. 

DEMOCRATIZAÇÃO DO VINHO

Por exemplo, atualmente, a maioria dos eventos que está rolando aqui no Rio de Janeiro é aberta ao público. Ou seja, qualquer um pode adquirir um ingresso e conferir os rótulos de vinícolas e importadoras. Pensando nisso, hoje trouxe para  vocês algumas dicas preciosas para aproveitar ao máximo cada segundo de uma feira de vinhos. Vamos lá!

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1- INFORME-SE SOBRE O EVENTO E AS VINÍCOLAS PARTICIPANTES

Há eventos de vários portes, mas em todos você vai se deparar com stands de produtores e importadores com vinhos para você conhecer e degustar. Logo, para otimizar o tempo, é essencial estar bem informado sobre as empresas participantes. Assim, você já chega com uma ideia dos exemplares mais interessantes. Sem uma pesquisa prévia, é bem capaz de você deixar passar grandes rótulos e se arrepender depois, “Puxa, não provei o vinho X”.

2- ATENTE-SE PARA O HORÁRIO

Todas as feiras possuem seus horários de pico nos quais é maior o número de pessoas circulando. Por isso, se você é consumidor e o seu objetivo for apenas o de degustar os rótulos, vale à pena chegar cedo, quando tudo é mais silencioso e os stands estão vazios. Essa hora é perfeita para conhecer melhor uma vinícola e tirar dúvidas com os representantes sobre determinado vinho. A maioria dos eventos começa na parte da tarde, por volta das 14h, 15h. Sem dúvida, é o melhor horário para chegar e aproveitar. 

3- ORDEM DE DEGUSTAÇÃO

Os eventos não deixam de ser uma grande degustação em formato descontraído, onde é possível conhecer os rótulos e conversar com outros apaixonados pelo néctar de Baco. Por isso, para ser bacana mesmo, vale respeitar a mesma ordem que você teria em uma degustação de amigos. Comece pelos espumantes, em seguida brancos, tintos leves e finalize com tintos mais encorpados. Assim, você percebe cada nuance olfativa e gustativa, ao passo que nenhum exemplar mascara o que o outro tem de melhor e vice-versa. Deixe os vinhos fortificados e os de sobremesa para o gran finale. Vale muito mais a pena!

4- UM COPO DE ÁGUA PARA CADA TAÇA DE VINHO

A maioria das feiras conta com “descartes”, aqueles recipientes próprios para você devolver o restante do vinho que não bebeu. Mas sabe aquele rótulo que você amou e tem pena de descartar? Se for realmente degustar esses vinhos até o fim, vale se hidratar muito! Portanto, após cada taça de vinho que você ingerir até o final (mais ou menos 50ml), beba um belo copo d’água. Desta forma, você evita a perda de sensibilidade e prolonga sua integridade organoléptica e motor.

5-  LEMBRE-SE DE PEDIR OS CONTATOS DAS VINÍCOLAS QUE VOCÊ MAIS GOSTOU

Outra grande vantagem de participar de uma feira de vinhos é a de conhecer a fundo os produtos de determinada vinícola ou importadora por meio de seus representantes diretos. Estes podem ser enólogos, sommeliers, distribuidores etc. Então, aproveite para conhecer cada rótulo e tirar todas as dúvidas, sem medo. O profissional está lá justamente para isso. Pegue as garrafas dos vinhos que você mais gostou e tire uma foto do rótulo, sem inibição. Assim você terá munição suficiente para desfrutar novamente da bebida quando for adquiri-la nos pontos de venda.

6- COMPARTILHE SUAS EXPERIÊNCIAS

As redes sociais estão a cada dia exercendo um maior poder de influência. Logo, vale compartilhar suas experiências durante o evento com fotos, conselhos e opiniões. Todo mundo gosta de uma indicação de um amigo sobre determinado vinho. Desta forma, você incentiva seus amigos a também entrarem no mundo do vinho e a compartilhar essas experiências com você. E desfrutar de um bom rótulo sozinho é, sem dúvida, muito chato. Por isso,

  • Use a Hashtag do evento nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter…).
  • Marque seus amigos que curtem um bom vinho.
  • Use a hashtag das vinícolas e/ou importadoras favoritas.
  • Compartilhe informações sobre o evento nas redes.

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Então é isso, enoamigos! A agenda de feiras viníferas está bombando nos 4 cantos do Brasil e se você ama vinhos, aconselho a ir a pelo menos em uma para saber como é na prática. Informe-se sobre a organização do evento, convoque os amigos e curtam juntos essa experiência.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Wine Drinks: Caipirinha de Amoras com Cabernet Sauvignon

Nesta sexta eu estava muito a fim de trazer um drink com vinho tinto para vocês. Por que? Finalmente o friozinho chegou e nessa época a gente já busca naturalmente por caldos mais encorpados.

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Sendo assim, o coquetel de hoje une as nuances da Cabernet Sauvignon com um toque de amora. Trata-se de uma caipirinha sofisticada, capaz de surpreender qualquer um. Uma ótima ideia para Welcome Drink antes de iniciar os trabalhos.

Anote a receitinha e descubra uma nova forma de desfrutar da nossa brasileiríssima caipirinha.


CAIPIRINHA DE AMORA E CABERNET SAUVIGNON 

Ingredientes:

  • 1 xícara de amoras frescas.
  • 2 Limões Tahiti médios, cortados em vários pedaços (como quando você prepara uma caipirinha básica). 
  • 180ml de cachaça.
  • 60ml de Vinho Tinto Cabernet Sauvignon.
  • Suco de 3 Limões Tahiti médios.
  • 60ml de suco de Laranja recém-espremido. 
  • 120ml de xarope de açúcar.
  • 60ml de Suco de Cranberry (pode ser aquele de caixinha)
  • Gelo a gosto.
  • Rodelas de Limão e Laranja para decorar. 

Modo de Preparo:

  • Coloque as amoras e os limões cortados numa jarra. 
  • Adicione a cachaça, o suco de limão, o suco de laranja, o xarope de açúcar, o suco de cranberry e o gelo. Mexa bem. Decore com as rodelas de limão e laranja.
  • Sirva em copos próprios para caipirinha. 

E aí, curtiram? Eu ainda colocaria em cada copo um daqueles canudinhos com abertura, próprios para caipirinha, a fim de não desperdiçar nem um pedacinho das frutas. Sem dúvida é uma forma bem-humorada e refrescante de curtir um Cabernet Sauvignon no outono-inverno. Afinal, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, os dias costumam ser bem fresquinhos e agradáveis nessa época. 

Então é isso, enoamigos! Gostaram da cara nova do site? Já estava enjoada do lay out antigo e resolvi dar uma mudada. E vocês já devem ter percebido que entrou um link novo, o Histórias Engarrafadas, com as crônicas deliciosas do parceiro e amigo Sommelier André Ribeiro. Aproveitem, pois a Vila é todos nós! 

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência: Chow

Winestyle: Rolha de Cortiça ou Screw Cap?

As “tampas de roscas” ou “screw caps” estão cada vez mais populares. Mas será que são melhores ou piores que as rolhas de cortiça?

Vila Vinífera

Polêmicas à parte, o mundo do vinho evoluiu. E uma das coisas que me faz crer na modernidade é que cresce a cada dia o número de vinícolas a adotarem a “tampa de rosca” ou “screw cap” para vedar suas garrafas. Basta observar as prateleiras de supermercados e lojas especializadas.

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De acordo com a Universidade de Davis, na Califórnia, nos últimos anos, o mercado de rolhas de cortiça perdeu cerca de 20% de participação perante outras formas de se vedar as garrafas de vidro.

PRECONCEITO

No entanto, ainda há muitos receios com relação ao lacre de alumínio. Acredito na eficácia do screw cap, mas para muitos enófilos, o ato de degustar um vinho se baseia num verdadeiro ritual. No entendimento de muita gente, a magia de todo esse processo se inicia com a retirada da rolha. Sem falar que, devido à falta informação, grande parte das pessoas acaba por…

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Notas de Prova: Surpresa Boa Com o Perfumado Circe Sauvignon Blanc

Sim, enoamigos! Domingo foi o Dia das Mães e fomos almoçar com a sogrinha. O prato principal eu já sabia qual seria: Camarão ao Catupiry no Forno. Um clássico da família! Servido com arroz e batata palha fica ainda mais saboroso. O vinho escolhido para acompanhar essa ocasião tão especial foi o Circe Sauvignon Blanc, da Vinícola Helios.

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CIRCE SAUVIGNON BLANC 

De coloração amarelo-palha médio, o Circe surpreende logo no primeiro nariz, com aromas de frutas tropicais muito flagrantes, como Maracujá, Manga e Abacaxi. Mas uma característica que eu amo na Sauvignon Blanc e que ele tem de sobra são as notas herbáceas. E no segundo nariz estas ficam ainda mais evidentes! Identifiquei como aquele “cheirinho de mato” gostoso e grama cortada. Sem dúvida, um rótulo que nos aproxima da natureza em todos os sentidos.

As impressões olfativas se confirmam em boca, tanto com as frutas tropicais quanto com as notas vegetais, adicionando, ainda, um toque cítrico perceptível e agradável. 

Na mitologia grega, Circe é filha de Helios e deusa da Lua Nova, do amor físico, feitiçaria, encantamentos e sonhos. Tomando por base que todos os nomes dos vinhos da vinícola possuem alguma ligação com a mitologia grega, dizemos que Circe é o número 1 dos 5 rótulos que correspondem a essa associação. 

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Apesar dos 13% de teor alcóolico, o vinho desce fresco, haja vista a sua acidez equilibrada e de bastante tipicidade quando se trata de um Sauvignon Blanc. Após essa análise, amigo, você já deve ter imaginado que o Circe casou superbem com o Camarão, ao passo que potencializou todo o seu sabor, tornando o nosso momento Dia das Mães ainda mais delicioso! O vinho promete, ainda, fazer bonito com Queijo de Cabra, seja fresco ou curado. Experimente incluir Pêras Portuguesas nessa combinação. É satisfação garantida! 

A VINÍCOLA HELIOS

Criada em 2014, a Helios é uma empresa jovem, mas com objetivos bastante ousados, visto que pretende se tornar uma das cinco principais marcas de vinhos finos nacionais. Isso mesmo! A Helios é uma vinícola brazuca, sediada em Monte Belo do Sul (RS), com parcerias comerciais nas regiões Sul e Sudeste do país, com destaque para as cidades de São Joaquim (SC) e Guaporé (RS).

Mais do que produzir vinhos, a Helios deseja estar associada a todos os momentos inesquecíveis daqueles que apreciam um bom fermentado. Afinal, vinho é celebração, estar junto e misturado! E foi exatamente isso que eu senti no domingo. O Circe fará com que eu me lembre sempre daquele momento especial com a família e os amigos. 


Amigos enófilos, recebi outros rótulos da Helios e pretendo degustá-los em breve. Estou especialmente ansiosa com relação aos tintos, pois tenho ouvido falar superbem de todos. Ou seja, vem mais surpresa boa por aí!

E lembre-se: Vinho Branco é Para Ser Apreciado o Ano Todo, Ok? 

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Borbulhas Nacionais: Conhecimento e Descontração na École du Vin

Na última noite de sábado eu e o marido estivemos na École Du Vin, do amigo Sommelier Marcelo Marques, para o Master Class “Borbulhas Nacionais”, só com espumantes da nossa terra. Aliás, eu acredito muito em destino e parece que nos últimos meses o vinho brasileiro tem se aproximado de mim com muito amor no coração. E nem preciso mencionar que a recíproca é verdadeira.

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Rótulos degustados em sua ordem, da esquerda para a direita.

Ando apaixonada pelos rótulos do nosso terroir, sem falar que faz tempo que eu desejava participar de uma Master Class do Marcelo. E soube que nos encontros da École já foram explorados “Vinhos Búlgaros”, “Vinhos Peruanos”, entre outros assuntos supercuriosos. Mas não é que tudo conspirou para que eu estivesse presente em “Borbulhas Nacionais”? O aulão foi além das minhas expectativas e agora conto tudo para vocês!

A ÉCOLE DU VIN

Se você acha que uma Master Class sobre vinhos tem que ser algo sério e repleto de rituais, aqui não é o caso. Na École do Vin, me senti numa reunião de amigos. Para começar, fomos recebidos pela linda e simpática Patricia Pacheco, que nos conduziu a um ambiente aconchegante e intimista, com uma bela vista para o Cristo Redentor. Sim, até ele estava de braços e coração abertos para o néctar brasileiro.

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Sommelier Marcelo Marques em ação.

Esse clima de acolhimento e descontração se dá, sobretudo, pelo fato das turmas serem sempre reduzidas, com no máximo 10 participantes. Marcelo Marques conduziu a aula com maestria, falando sobre os métodos de produção do Espumante (charmat e champenoise), estilos, além de um pouco da história do nosso terroir e das vinícolas responsáveis pelos rótulos que em breve iríamos degustar. Uma verdadeira viagem que me deu orgulho de ser brasileira!

Aliás, a palavra “Wine Time” volta e meia era pronunciada. Nessa hora, belos espumantes nacionais eram derramados em nossas taças, sempre acompanhados de delícias como queijos, canapés e embutidos.

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Sim! Também teve um Vinho Surpresa!

A cada pausa do Marcelo Marques, nós, participantes, trocávamos experiências, conhecimentos e tirávamos dúvidas. Afinal, como bem disse o Sommelier, “Se alguém chegar para você e disser que sabe TUDO sobre vinho, esse alguém é um grande mentiroso”. Está certo, Marcelo! Vinho é aprendizado constante e os maiores especialistas possuem como principal característica a humildade.

Em menos de 1 hora de evento passei a sentir como se conhecesse aquelas pessoas há muito e muitos anos. E foi exatamente esse o clima! Com certeza quero prestigiar outros encontros sempre que a agenda permitir.

BORBULHAS NACIONAIS DEGUSTADAS 

Foram servidos espumantes dos mais diversos para que degustássemos de forma a captar todas as nuances. Havia rótulos mais leves, elaborados pelo método Charmat (segunda fermentação em autoclaves – tanques de inox) e outros mais complexos, produzidos pelo método tradicional champenoise (com segunda fermentação na garrafa). Foram 8 vinhos em ordem aleatória, o que deixou a brincadeira ainda mais divertida!

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Os espumantes e algumas das delícias servidas durante a  MasterClass

1- QUINTA DON BONIFÁCIO BRUT – Abrimos os trabalhos com esse exemplar de Caxias do Sul (RS). Elaborado pelo método Charmat, é leve, frutado e fácil de beber. Possui 12% de volume alcoólico (50% Chardonnay e 50% Pinot Noir) e alguns prêmios, como Bruxelas 2012 e Avaliação Nacional de Espumantes 2013/2015.

2- AURORA PINOT NOIR PROCEDÊNCIAS BRUT – Rótulo cooperativa vinícola Aurora, simplesmente a maior do Brasil quando se trata da produção de espumantes e vinhos tranquilos. Elaborado pelo método Charmat (100% Pinot Noir), possui uma linda coloração amarelo-acobreado e se apresentou mais complexo na taça, com um pouco de tostado, além dos já esperados aromas frutados e de um toque herbáceo. Adorei!

3- CAVE AMADEU ELEMENTOS BRUT (FAMÍLIA GEISSE) – Quando se trata de Geisse, sou muito suspeita para falar, visto que tenho amor profundo por tudo o que eles elaboram em sua Vinícola na IG de Pinto Bandeira (RS). O Cave Amadeu é uma de suas obras-primas. Elaborado pelo método Champenoise (80% Chardonnay e 20% Pinot Noir), é cremoso e possui perlage delicada e persistente, cor amarelo-palha médio e aromas de flores, leveduras e frutas maduras.

4- DON GUERINO BRUT – Produzido pelo método Charmat, o Brut da Don Guerino contém 100% da variedade Chardonnay, como um Blanc Des Blancs. Seu terroir está localizado em Alto Feliz, na Serra Gaúcha. De coloração amarelo-palha com reflexos esverdeados, chega no nariz com muitas flores e frutas.

5- RIO SOL BRUT ROSÉ GRAND PRESTIGE – Quem me conhece sabe que esse é o meu rótulo queridinho para o churrasco com os amigos. Elaborado pelo método Charmat (100% Syrah), o rótulo é produzido no Vale do São Francisco, um terroir relativamente novo, localizado entre os paralelos 8 e 9, no Nordeste Brasileiro (divisa entre Bahia e Pernambuco). Fresco e jovial, possui uma cor linda, cereja-claro. Muito frutado e floral, desce fácil e é, sem dúvida, um dos melhores custo-benefícios do mercado. 

6- CAVE AMADEU ELEMENTOS BRUT ROSÉ- Mais uma belezinha da família Geisse, esse rosado é elaborado pelo método Champenoise (100% Pinot Noir). Com perlage fina e elegante, é bem aromático, com notas de frutas vermelhas e um toque de especiarias. Simplesmente um dos meus rótulos favoritos.

7- MOSCATEL AQUARELA ROSÉ CASA PERINI – Enfim, a borbulha de sobremesa. Direto da Vinícola Casa Perini, anda famoso por ter sido escolhido como o vinho de sobremesa de uma das provas do badalado programa de TV MasterChef Brasil realizada no Vale dos Vinhedos. Como sou espectadora assídua do programa, estava bem curiosa para experimentar. E como me surpreendeu! Antes de tudo, foi um par perfeito para a deliciosa Mousse de Maracujá preparada pela Patricia.

Para completar, possui equilíbrio perfeito entre acidez e açúcar. Por isso, não chega a ser doce e enjoativo como vários outros exemplares de Moscatel que encontramos por aí. Possui uma coloração rosada linda e que fica ainda mais exuberante na garrafa transparente. No nariz, rola uma explosão de frutas e flores. Sensacional! 

8 – VINHO SURPRESA! BOSSA Nº 6 ESPUMANTE BELINNI VINÍCOLA HERMANN – Eis o tão falado rótulo surpresa. Uma inovação da Vinícola Hermann, de Bento Gonçalves, o Bossa nº 6 faz as vezes do drink italiano Bellini (receita original com Prosseco e Suco de Pêssego)É elaborado com Chardonnay e uma pequena quantidade de suco. De coloração rosada para vermelha, conta com notas de pêssego e frutas cítricas com um fundo que lembra baunilha. Fresco, é uma ótima ideia para um Welcome Drink  em parceria com canapés. Mais um excelente custo-benefício! Recomendo!


Então, é isso enoamigos! Sem dúvida esse encontro foi uma grata surpresa e o Sommelier Marcelo Marques mandou superbem! Explica sem complicação, sem mostrar o vinho como uma bebida intimidante. Recomendo para todos os apreciadores que desejam aprender brincando, sem o ambiente sério de muitos cursos voltados para profissionais. Foi um superprograma para o sábado à noite! Quero voltar mais vezes!

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Cada participante levou para casa esses mimos da Ibravin 🙂

A École du Vin conta com o apoio do Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN), além das lojas Arte dos Vinhos (Cadeg), Deu La Deu Vinhos, Wine Way, Espírito do Vinho, Serrado Vinhos e Olivier Bebidas.  

Até a próxima!

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Dica de Leitura: Vinho e Guerra

Quando o livro é bom, a gente quer ler de novo!

Vila Vinífera

Sou apaixonada por vinhos e história. Por isso, fiquei encantada por “Vinho e Guerra”, de autoria do casal Don e Petie Kladstrup, colunistas da renomada revista Wine Spectator.

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HISTÓRIA CONSISTENTE E BEM AMARRADA

Não se trata de uma obra sobre vinhos e muito menos a respeito da guerra. É sobre “Vinho e Guerra”, exatamente como explícito no título. E os autores conduzem a narrativa com maestria, visto que toda ela se baseia em depoimentos reais de famílias das regiões produtoras da França e seus descendentes.

Prepare-se para rir e se emocionar com as histórias, sobretudo de sabotagens que a resistência francesa impunha aos alemães, a começar por esconder seus melhores vinhos em paredões, vendendo o que há de pior para os invasores, que não entendiam muito sobre a bebida.

A GRANDE JOIA DA FRANÇA

O final (e o início) é quase como naquelas histórias hollywoodianas,  quando os soldados mocinhos se…

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Dirceu Scottá Fala Sobre Dal Pizzol e os Desafios do Vinho Brasileiro

Na última quarta-feira, 10/05, estive no Pow Boteco Espumante, comandado pelo amigo Luiz Fernando Macedo, para a palestra do Dirceu Scottá, Presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e enólogo da Vinícola Dal Pizzol, tradicionalíssima e localizada na Rota das Cantinas Histórias no Distrito de Faria Lemos, no Rio Grande do Sul.

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Com Dirceu Scottá e os amigos Beatriz Machado, Luiz Fernando Macedo e Fábio Cunha

POW BOTECO ESPUMANTE 

Para começar, fiquei totalmente encantada pelo Pow. Localizado na Lapa (Rua do Senado, 41), o lugar é puro deleite para os amantes do espumante nacional. Sim, pois a casa dispõe de uma carta maravilhosa, munida com os melhores rótulos do nosso terroir, incluindo belezinhas das vinícolas Pizzato (que assina o delicioso espumante com a marca da casa), Miolo, Hermann, Dal Pizzol, Geisse, entre outras. Logo que cheguei, encontrei dois amigos, o Fábio Cunha, do curso de Wine and Business da FGV, além da bela e simpática Beatriz Machado, da Wine and Travel Enoturismo.

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Além de ter a missão de divulgar e fomentar o espumante brasileiro, o Pow ainda conta com uma extensa programação que inclui música ao vivo, palestras, mini-weddings (para quem deseja celebrar o casamento só com os íntimos), karaokê e happy hour. Tudo para reunir a galera apaixonada por borbulhas! Sem falar que a casa está com altos projetos, entre eles, a Academia Brasileira do Espumante, além de outros cursos de especialização em Vinhos, Azeites, Queijos, Chocolates… ou seja, de tudo o que há de melhor no mundo da enogastronomia.

O Luiz Fernando apresentou, ainda, o renomado Duda Ribeiro, Chef que promete agitar ainda mais a cozinha do Pow com delícias sob medida para acompanhar a temática efervescente do local. 

DIRCEU SCOTTÁ E OS ESPUMANTES DAL PIZZOL

Enfim, fomos conduzidos ao segundo andar da casa, onde Dirceu Scottá nos aguardava para falar sobre a Vinícola Dal Pizzol, da qual é nada mais nada menos que enólogo-chefe. Scottá começou abrindo nossos horizontes sobre a história da vitivinicultura no Brasil, que começou em 1878 com os imigrantes italianos, entre eles a Família Dal Pizzol que, inicialmente, fazia parte de uma cooperativa, até plantar suas primeiras videiras em 1940. E, em 1978, centenário da vinícola, foi lançado o famoso Cabernet Franc “Do Lugar” até hoje um dos seus maiores bestsellers.

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DEGUSTAÇÃO DE ESPUMANTES 

Em seguida, iniciou-se a degustação dos belos espumantes Dal Pizzol, por ordem de peso (do rótulo mais leve até o mais substancial). Começamos com o Brut Charmat (60% Chardonnay e 40% Pinot Noir). Com aromas cítricos e nuances de mel e abacaxi, é uma mistura de várias safras.

Aliás, nessa hora o Scottá nos explicou que uma das lutas da Ibravin é a de que espumantes que contenham pelo menos 85% de uvas da mesma safra sejam rotulados com o ano da colheita, ocorrendo, assim, uma maior padronização. Esse Brut possui 12g/l de açúcar, estando bem de acordo com o paladar do brasileiro, que em sua maioria prefere exemplares com um pouco mais de açúcar residual.

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Já o Rosé Charmat (60% Pinot Noir e 40% Chardonnay) possui seu vinho base macerado com as cascas, retirando o máximo de coloração da Pinot. E que cor! O rosé possui uma tonalidade casca de cebola intensa que eu amo em vinhos desse estilo. A garrafa é transparente. Então, amigos, vocês já podem imaginar o quanto fica bonito!

Trata-se de um rótulo muito agradável, com notas de frutas vermelhas, flores e um toque cítrico. Apesar do preconceito com os vinhos rosés ter sido discutido nesse momento, por experiência própria, sinto que isso tem mudado. Afinal, um dos artigos mais acessados daqui do blog é o 5 Pratos Para Acompanhar Um Vinho Rosé. Sucesso absoluto!

Então, chegamos na parte que eu mais gosto: a dos espumantes elaborados pelo método tradicional champenoise, extremamente gastronômicos!

O Brut Tradicional fica 18 meses em contato com as leveduras na garrafa e a segunda fermentação leva em torno de 30 dias para acontecer. Nele, encontramos nuances totalmente diferentes, como torrefação, amêndoas e frutas mais complexas, em virtude do contato com as leveduras. Ah, e aquele cheirinho de pão saído do forno que os amantes do espumante conhecem bem. 

Além disso, esse Brut já é mais seco que o Charmat, visto que contém apenas 7g/l de açúcar. Por isso, deixa a boca mais enxuta, com mais estrutura e um belo final.

COMPLEXO ENOTURÍSTICO DAL PIZZOL

Antes de nos apresentar o gran finale, Scottá falou sobre o Ecomuseu da Cultura do Vinho, localizado numa área de 8 hectares em meio à vinícola. Nele, é possível conhecer arados e utensílios utilizados pelos imigrantes italianos, além de um espaço sob medida para a diversão da garotada.

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Ecomuseu da Cultura do Vinho

CONCEITOS DA VINÍCOLA

Aliás, vale lembrar que a Dal Pizzol conta com vinhos 100% varietais, com exceção dos espumantes, produzidos em pequenos lotes, a fim de preservar o máximo de sua qualidade. A vinícola acredita ainda na não-intervenção do carvalho, produzindo caldos modernos, com total expressão da fruta, alinhando-se ainda mais com o estilo dos Vinhos do Novo Mundo e a tendência mundial de exemplares mais frutados e com menos madeira.

Segundo Scottá, outro projeto da Ibravin é o de tornar obrigatório na rotulagem se o vinho foi adicionado de carvalho (com o uso de chips, dominós etc.) ou envelhecido em barris de carvalho. Tais informações atualmente são praticamente inexistentes nos rótulos, confundindo totalmente os consumidores. 

O GRAN FINALE: DAL PIZZOL NATURE 40 ANOS 

Para fechar as degustações com chave de ouro, nos foi servido o Dal Pizzol Nature, parte integrante das 3 mil garrafas produzidas para a comemoração dos 40 anos da vinícola. Sem dúvida, foi um dos pontos altos da noite.

O Nature (60% Pinot Noir e 30% Chardonnay) chegou carregado de um nariz imponente, com notas de pão, pêssegos maduros, avelãs e amêndoas. Possui estrutura marcante, elegância e finesse e pode continuar evoluindo perfeitamente na garrafa.

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Segundo Dirceu Scottá, esse champenoise harmoniza totalmente com a nossa brasileira feijoada. Confesso que quando ele falou isso combinei os aromas na minha cabeça e logo me deu água na boca. Sem falar que a garrafa é linda de viver. Uma verdadeira joia! Possui apenas 1,5g/l de açúcar, no estilo dos melhores champanhes do mundo.

Scottá falou, ainda, sobre outros desafios do vinho nacional, sobretudo com relação à vontade política, praticamente inexistente, de transformar o nosso vinho em alimento, difundindo sua cultura por aqui e fomentando, assim, o mercado interno.

A própria logística entre os estados (para transporte das garrafas) já se mostra como um obstáculo, sem falar na falta de incentivos e tributação altíssima, que encarece os nossos vinhos frente aos rótulos de outros países. 


Então é isso, enoamigos, foi uma honra estar presente nesse encontro e aprender um pouco mais sobre os vinhos da nossa terra com uma das grandes figuras do cenário vitivinícola brasileiro.

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Parabéns ao Luiz Fernando Macedo e toda a equipe do Pow Boteco Espumante por difundir a cultura do vinho nacional e organizar uma noite, sem dúvida, memorável.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!