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Tudo O Que Você Queria Saber Sobre Sulfitos nos Vinhos (e sempre teve medo de perguntar)

Sabe quando você nem exagerou tanto no vinho e no dia seguinte acorda com aquela típica dor de cabeça? Na mesma hora, você coloca a culpa em quem? No seu amado néctar dos deuses? Claro que não! Os responsáveis, meu amigo, são sempre os sulfitos!

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Pois bem, hoje cheguei com um artigo definitivo sobre esse elemento misterioso do mundo vinho. Na real, para que serve? Trata-se de um mal necessário ou só uma polêmica típica de enochatos? Bora desvendar isso!

O QUE SÃO SULFITOS?

Aí você olha no contrarrótulo daquela desejada garrafa e lê, “Contém Sulfitos”, geralmente ao lado daquele símbolo proibitivo para mulheres grávidas. Que raios são esses tais de sulfitos? O que estou prestes a beber?

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Os sulfitos fazem parte do subproduto natural da fermentação, ou seja, você acaba de ouvir eu dizer que ocorrem NATURALMENTE. Quando leveduras e açúcar se juntam para criar gás carbônico (CO2) e álcool, quantidades mínimas de dióxido de enxofre (SO2) também são produzidas nesse processo. Portanto, todo vinho terá pelo menos um pouquinho de sulfitos em sua composição. 

No entanto, não são esses sulfitos gerados naturalmente que incomodam os consumidores e sim aqueles adicionados pela indústria artificialmente após a fermentação. Afinal, a quantidade de sulfitos geradas durante a fermentação é bem pequena, variando de 5 a 40 partes por milhão. Porém, em alguns lugares os vinhos podem conter até 350 partes por milhão, uma quantidade significativamente maior do que a produzida naturalmente.

POR QUE OS SULFITOS SÃO ADICIONADOS AO VINHO?

Trata-se do resultado direto de produtores que adicionam sulfitos aos vinhos acabados, tudo porque esses componentes atuam como conservantes, permitindo que os rótulos tenham uma vida útil mais longa e mantenham o seu sabor. Mesmo os vinhos orgânicos admitem um máximo de 100 partes por milhão de sulfitos por garrafa, embora, em geral, eles tenham apenas de 50 a 75 partes por milhão.

VILÕES DA RESSACA?

Muitos enófilos costumam culpar os sulfitos por suas ressacas matinais. Mas é tudo mito! Os sulfitos não são os vilões causadores da sua dor de cabeça.

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Afinal, o que muita gente não percebe é que esses mesmos sulfitos são usados em muitos dos alimentos que consumimos diariamente, sendo utilizados, nesses casos, pelas mesmas razões da indústria do vinho, ou seja, esses componentes, nos alimentos, também agem como conservantes, impedindo que eles fiquem ruins ou percam a cor original. Na verdade, alguns dos seus alimentos favoritos podem conter mais sulfitos que a culpada garrafa de vinho.

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Por exemplo, frutas secas, suco de limão industrializado e alimentos em conserva podem chegar à sua mesa carregados de sulfitos, com as frutas secas liderando o topo desta lista, visto que chegam a ter dez vezes mais sulfitos que uma garrafa de vinho não-orgânico. Carnes, queijos e sopas pré-embalados também se enquadram nessa categoria, com alguns contendo bem mais sulfitos que uma porção de vinho.

É SEGURO CONSUMIR VINHO COM SULFITOS?

As dosagens de sulfitos utilizadas no vinho são supercontroladas pela legislação dos países produtores de vinho para que estejam dentro de limites seguros para a sua saúde.

Contudo, já que os limites máximos autorizados podem variar muito de país para país, vamos citar, como exemplo, a União Europeia, cujos limites permitidos são:

  •  160 mg/litro para vinhos tintos
  •   260 mg/litro para vinhos brancos
  •  300 mg/litro para vinhos doces
  •   400 mg/litro para vinhos botrytizados

Vale destacar que a maioria dos vinhos fica muito abaixo desses limites, frente aos alimentos aqui citados.


Ou seja, meus amigos, provavelmente os sulfitos não são os únicos responsáveis por aquelas suas dores de cabeça. Porém, existem pessoas que realmente são alérgicas a esses componentes e podem se sentir mal com a mínima presença de anidrido sulfuroso em suas taças.

Justamente por isso aqui no Brasil a lei exige que o contrarrótulo traga a informações de que contém sulfitos. Sou muito a favor desse tipo de transparência, não só com relação aos vinhos, mas em toda a indústria alimentícia.

Se não são adicionados os sulfitos, não é necessário o alerta “contém sulfitos”, visto que a legislação brasileira não exige que se diga “contem sulfitos”, mas “contem conservador anidrido sulfurico INS 220”. Trata-se de um produto específico, usado para colocar “sulfitos” no vinho. Logo, o Ministério da Agricultura não exige a presença dessa frase no contrarrótulo se não foi adicionado o “sulfito” no processo.

O sulfito natural não cabe na descrição do INS 220. E os sulfitos naturais parecem não causar mal, sobretudo quando a quantidade é mínima.

Vale ressaltar, ainda, que vinícolas usam sulfitos em várias etapas da vinificação. Os produtores industriais usam sulfitos assim que a fruta chega à cantina – para evitar fermentação precoce. Mas o sulfito pode ser utilizado inclusive durante a vinificação.

Até a próxima! Ótimos vinhos, com ou sem sulfitos. Tim-Tim!

As Mentiras Mais Contadas Sobre o Vinho Rosé

Nada como apreciar um bom vinho livre de preconceitos!

Vila Vinífera

Em tempos de luta contra o preconceito e a favor das minorias, mais uma vez venho aqui defender o meu querido vinho rosé. Então, prepare-se para quebrar paradigmas e descobrir o que essa bebida pode fazer por você.

Antes de tudo, não há exemplar mais versátil na hora de harmonizar com receitas culinárias. O “meio do caminho” entre tintos e brancos tem estrutura de sobra para suportar pratos de maior ou menor peso, sobretudo quando os protagonistas são os frutos do mar. 

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Já provei muitos rosés maravilhosos, de diversos países como Argentina (o de Malbec é ótimo), Portugal (são perfeitos para acompanhar o bacalhau) e França (os da Provence, além de possuírem a cor linda, são secos e delicados). 

A VERDADE SOBRE OS ROSÉS

Porém, infelizmente os rosés ainda correspondem a apenas 2% das importações no Brasil, enquanto os brancos crescem a cada dia (o que não é nada incomum, visto que…

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Wine Tour: Conheça o Museu Cité Du Vin, em Bordeaux

Um verdadeiro parque de diversões para os amantes do vinho!

Vila Vinífera

Já que falamos sobre a região francesa de Bordeaux, não poderia deixar de escrever um post sobre a recém-inaugurada  Cité Du Vin. O lugar é, ao mesmo tempo, museu, parque temático e uma impactante obra arquitetônica. Trata-se de um dos projetos mais ambiciosos do mundo do vinho, que o homenageia como patrimônio cultural, vivo e universal. 

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O MUSEU

No museu, as 20 seções e exposições abordam a história da bebida desde os primórdios até a atualidade, uma vez que explora a grande variedade de castas de uvas que se fizeram famosas em diversos países. Nesse verdadeiro “templo de Baco”, também são ministrados cursos, seminários (em auditórios com capacidade para 250 pessoas) e degustações, além de uma loja onde é possível comprar 800 tipos de vinhos finos diferentes (200 deles franceses).

Sem falar do Restaurante Latitude 20, que conta com uma adega com mais de 14.000 garrafas de 800…

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Notas de Prova: Ribeiro Santo 2014 – O Dão Pelo Enólogo Carlos Lucas

Costumo dizer que, assim como as pessoas, os vinhos são organismos vivos, que se expressam de formas diferentes entre si. Ontem recebi da Winebrands o Ribeiro Santo, um menino da região portuguesa do Dão.  No início me pareceu um pouco tímido na taça, mas aos pouco, conforme fomos trocando ideias, enfim, ele foi se soltando.

Batemos um longo papo na companhia de uma irresistível pizza de cogumelos do Da Carmine, um dos meus restaurantes favoritos em Niterói. Digo que se trata de um menino, pois ainda pode evoluir muito em garrafa, como muitos dos seus irmãos lusitanos. Possui médio corpo, aroma e alma! Logo de cara, me levou por um bosque de frutos vermelhos maduros, flores  e especiarias.

Foi elaborado por Carlos Lucas com varietais bem típicas do Dão: Touriga Nacional,Tinta Roriz e Alfocheiro, sem passagem por madeira, preservando a expressão da fruta. Se é gastronômico? Muito! Quer saber o que mais achei dele?

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NOTAS DE PROVA

VISUAL: Límpido, de coloração vermelho-rubi intenso, com reflexos rubi-claro.

OLFATIVO: Frutas vermelhas, com destaque para Amora. Notas florais que lembram violetas e um toque de especiarias (imagino ser pimenta-do-reino).

GUSTATIVO: Em boca, possui médios corpo e tanicidade , mantendo a tipicidade dos rótulos portugueses. De boa acidez, termina de se expressar de um jeito fresco e redondo.

HARMONIZA COM… Entradas, queijos, carnes leves e, inclusive, um típico bacalhau.

SOBRE O ENÓLOGO CARLOS LUCAS

Carlos Lucas iniciou a sua carreira como enólogo em 1992 na Adega Cooperativa de Nelas, após ter concluído  a sua formação em enologia com um DAA em Viticultura e Enologia na Escola Superior Nacional de Agronomia de Montpellier.

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Ainda no Dão foi sócio fundador da empresa  Dão Sul onde foi Administrador e liderou a equipe de enologia desde 1994 até Agosto de 2011. Foi na década de 2000 que iniciou a produção de vinhos em outras regiões como o Douro, o Alentejo, a Bairrada e região de Lisboa. Ainda teve tempo para se dedicar a projetos além-fronteiras, com a produção de vinhos no Vale de São Francisco (Brasil), no Piemonte em Itália e ainda no Priorat, na vizinha Espanha.

Em todas estas regiões elabora vinhos para todos os gostos, desde entradas de gama a vinhos de topo reconhecidos pela imprensa nacional e internacional.

Seu trabalho foi reconhecido enquanto Administrador com vários prêmios entre os quais  “Empresa do Ano 2002”, “Empresa do Ano 2006” e “Enoturismo do ano 2008”.

Foi juri dos mais importantes concursos de vinhos mundiais  de onde se destaca a sua presença desde 1997 no Chalange Internacional du Vin em Bordeaux.


Quer conhecer o menino Ribeiro Santo 2014? No momento, ele se encontra à venda no site da WineBrands Brasil. A loja me enviou uma amostra para avaliar e contar o que achei para os meus leitores do Vila.

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Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Bom feriadão! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Winebrands Brasil, Magnum Carlos Lucas Vinhos. 

Wine Drinks: Um Cabernet Cobbler Para Fazer Em Casa

Véspera de feriado tem sim, um Wine Drink para chamar de seu!

Vila Vinífera

Nos últimos dias, pesquisei bastante e, enfim, encontrei um coquetel elaborado com a rainha das tintas, nossa querida Cabernet Sauvignon! Trata-se de um Cabernet Cobbler(sem tradução para o português). Esse é descolado e  sob medida para quem adora descobrir novos sabores. Sem falar que é superfácil de fazer!

Quanto ao vinho Cabernet Sauvignon, sem dúvida é o mais comum de ser encontrado. Em qualquer supermercado ou mercearia é possível adquirir uma garrafa com essa variedade de uva. Tudo porque se trata da casta mais plantada em todo o mundo e que se adapta aos mais diversos terroirs. Aqui no Novo Mundo, por exemplo, você encontra vários exemplares excelentes, de países como Chile, Argentina, EUA e Brasil, claro!

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Vamos deixar de blá-blá-blá e anotar essa receitinha que tem tudo para surpreender os amigos e enófilos de plantão:

Ingredientes:

  • 120ml de vinho fino cabernet sauvignon gelado
  • 1 colher de chá de…

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Descobrindo Novos Sabores: Vaeni NAOUSSA e a História do Vinho Grego

Na última sexta-feira estive no Restaurante Terra Brasilis, na Urca, a fim de conhecer um pouco mais sobre os vinhos da Vinícola Vaeni Naoussa, um dos maiores grupos de produtores de vinhos da Grécia.

Sim, a Vaeni controla a maioria dos vinhedos na área de Naoussa que, de acordo com mitologia grega, foi o berço do deus Dionísio, nosso amado Baco, símbolo do vinho até os dias de hoje.

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Winestyle: A Moda da Taça Tulipa Para Espumantes

Volta e meia os especialistas mudam de opinião no que diz respeito à melhor taça para se degustar um espumante. Já foi a “coupe”, a “flûte” e, agora, ora vejam só… estão afirmando que uma taça no estilo tulipa (linda, na minha opinião!) ou uma simples taça de vinho branco seriam os artefatos ideais para analisar aroma e perlage com maior eficácia.

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