Nem Tudo o Que Borbulha é Champanhe

O nome Champanhe é apenas para as borbulhas produzidas na região francesa de mesmo nome. De resto, é tudo marketing desnecessário nos dias de hoje.

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Amigos, hoje tive vontade de pesquisar sobre mais um polêmica do mundo do vinho. Lembro-me de quando eu era criança e se dizia que qualquer espumante era champanhe. Fato é que todo champanhe é espumante, mas nem sempre o contrário é verdadeiro.

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Champanhe: é todo o espumante produzido na região de Champagne, no norte da França, cuja capital chama-se Épernay. Inclusive, foi próximo a esta cidade, no povoado de Hautvillers, que os monges Don Pérignon e Don Ruinart fizeram de tudo para domar os vinhos que fermentavam mais de uma vez, fazendo suas garrafas explodirem. Sem falar que, naquela época, as borbulhas eram consideradas um defeito do vinho. Pois é, os tempos mudaram…

QUEM PODE USAR O NOME CHAMPANHE?

O Champanhe de verdade, além de ser produzido na Champagne, deve levar apenas uvas de vinhedos da região e serem fabricados através do método champenois (no qual o vinho é…

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3 Coisas Que Você Precisa Saber Antes de Adquirir Uma Adega Climatizada

Está em busca de uma adega climatizada? Então, se liga nessas dicas:

Vila Vinífera

Com o crescente interesse pelo mundo do vinho, vejo um número cada vez maior de apreciadores em busca de sua primeira adega climatizada. 

Existem infinidades de modelos de adegas, tanto que fica até difícil escolher o exemplar ideal para abrigar nossas preciosas garrafas. Por isso, antes de adquirir uma delas, é comum levarmos em conta apenas o design do produto, deixando de lado 3 aspectos superimportantes, que listaremos a seguir:

1) Quantidade de Vinhos Para Guardar

Logo de cara, é importante definir o tamanho da adega. Sem falar que ainda temos que analisar a vida útil que lhe daremos, ou seja, se desejamos um exemplar que dure “para sempre” ou  apenas  por alguns poucos anos, a fim de logo substituí-lo por um maior. 

Quanto ao tamanho, há opções para todos os gostos, desde adegas pequenas, para 6, 12 garrafas, até armários enormes, com capacidade para mais de 350 rótulos.

21976Adega Climatizada Para 12 Garrafas

33731Adega Climatizada Para 350…

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Wine Tour: 5 Dicas Para Aproveitar ao Máximo sua Visita à uma Vinícola

Se tem uma coisa que todo apaixonado por vinho não abre mão é visitar os locais que produzem o nosso amado néctar. Sim, o enoturismo tem bombado à medida que aumenta o consumo e a divulgação do vinho como um dos maiores prazeres da humanidade.

Eu amo esse tipo de passeio em minhas viagens e, desde que passei a encarar o vinho como profissão, o desejo de admirar os vinhedos, acompanhando toda a produção da bebida ficou ainda mais forte. Ou seja, mesmo que o lugar tenha várias vinícolas, eu tenho que visitar pelo menos uma delas. E, quando se tem uma filha pequena, conseguir fazer isso é, sem dúvida, um grande desafio!

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Por exemplo, minhas próximas férias serão num dos países com maior número de vinícolas na América do Sul (se pensou em Chile, acertou em cheio!). Já agendei algumas visitas e, sinceramente, com a filhota, quatro está de bom tamanho. No ano passado, no Planalto Catarinense, eu só consegui ir em uma, imaginem! Desta vez, com a pequena um pouquinho maior, minha expectativa aumentou muito.

E com tudo fresquinho em mente, hoje trouxe para vocês algumas dicas para o sucesso do seu enoturismo, independente da região vinícola que você for visitar.

1- SISTEMA DE RESERVAS

A maioria das vinícolas solicita que a visita seja reservada com antecedência, mais ainda quando se trata de enoturismo e gastronomia. Em alguns casos, softwares de computador são ótimas ferramentas e a maior parte das vinícolas de grande porte lançam mão desse recurso.  Sendo assim, logo que você decidir o roteiro, acesse os sites das vinícolas que deseja visitar e faça sua reserva, seja no próprio site ou por e-mail.

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Mesmo que você mude seus planos, é possível cancelar ou transferir a data. Porém, todas as empresas gostam de se planejar quando se trata de receber visitantes. E são muitos! Em alguns casos, certos horários esgotam rapidamente, visto que o número de pessoas é limitado. Logo, o ideal é realizar a sua reserva com antecedência.

2- PESQUISE SOBRE A HISTÓRIA DO LUGAR

Antes da visita, busque mais informações sobre o local, seja em livros, revistas especializadas ou no próprio site da empresa. Afinal, é tão bom você chegar no lugar sabendo que o mesmo é carregado de história e da paixão dos proprietários pelo vinho que, sinceramente, dá até um friozinho na barriga logo na entrada.

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Os guias das vinícolas costumam ser supersimpáticos e, geralmente, contam histórias sobre os vinhos e o lugar. Sendo assim, se você tiver alguma dúvida, seja sobre um rótulo ou “causo”, nunca guarde-a para você. Pergunte mesmo! O pessoal adora quando percebe que você pesquisou e quer saber mais sobre um assunto que, para quem trabalha na vinícola, é pura paixão! Certamente eles vão adorar falar sobre qualquer assunto relacionado à produção dos vinhos. Fique à vontade!

3- CURTA A EXPERIÊNCIA 

Estar numa vinícola é, sem dúvida, um privilégio para poucos. Por isso, enoamigos, curtam bastante essa experiência! A maioria das empresas oferece a degustação de alguns rótulos, não só para que a vivência seja sensorial e completa, mas para que os visitantes conheçam os vinhos e se sintam seguros em adquirir algumas garrafas (sim, as vinícolas são empresas que desejam vender seus produtos!).

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No vinhedo, não deixe de acompanhar a irrigação por gotejamento ou sentir a textura do solo a partir do qual uma videira nasce e se desenvolve. Ao mesmo tempo, aprecie a paisagem, geralmente linda e diferente, com montanhas e picos nevados ao fundo. É uma experiência inesquecível!

Logo, do início da visita até o final, na lojinha da vinícola, sinta cada aroma, veja os barris de carvalho de perto e aproveite para degustar o vinho direto do tanque de fermentação, no caso dos lugares que oferecem essa experiência. Ou seja, curta cada momento, relaxe e divirta-se!

4- PARA QUEM VISITA VINÍCOLAS COM CRIANÇAS

Se você pretende levar os filhos, antes de qualquer coisa, certifique-se de que a vinícola tenha cuidado e responsabilidade para receber os pequenos. Hoje em dia, muitas delas oferecem uma “visita familiar”, com programação própria para a alegria dos pequenos. E qual criança não gosta de um lugar ao ar livre cheio de espaço, natureza e bichinhos? A minha filha ama!

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Muitas vinícolas dispõe de programação infantil na época da colheita da uva, envolvendo os pequenos em todo o processo. Vale lembrar que se trata de atividades que agregam muito á capacidade cognitiva das crianças e faz com que elas queiram continuar descobrindo tudo o que rodeia o mundo do vinho, que vai muito além de degustar a bebida (e isso elas só poderão fazer depois dos 18 anos!). Vinho é, acima de tudo, um contato intenso com a natureza!

Sem falar que a maioria das vinícolas produzem suco de uva integral da melhor qualidade e oferecem aos pequenos na visita. Ou seja, é um passeio que tem tudo para agradar a todas as idades.

5- NÃO SE SINTA OBRIGADO A ADQUIRIR OS PRODUTOS

Obviamente, o vinho é um negócio, assim como o enoturismo. Por isso, todas as empresas cobram por ingressos para a visitação na vinícola. Sendo assim, não se sinta de forma alguma obrigado a comprar uma ou mais garrafas ao final do passeio.

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Gosto quando o valor do ingresso é revertido na compra de vinhos e algumas vinícolas fazem isso. Tudo porque eu vejo o enoturismo como uma maravilhosa ferramenta de marketing para as empresas. O consumidor conhece tudo de perto, se apaixona, degusta os vinhos e se torna um embaixador da marca. E para que ele volte para casa falando maravilhas da empresa, sem dúvida o atendimento e o serviço é o que contam.

 

E vamos combinar que se os vinhos forem maravilhosos e os preços atraentes, você vai acabar comprando. Mas deixe que isso seja um processo natural e não uma condição.


Então é isso, enoamigos! Estou ansiosa pelas visitas desse ano e agradeço à filhota e ao marido por toparem fazer esses programas comigo (apesar do que eu sei bem que eles também acabam curtindo muito!).

E você? Já visitou uma vinícola? Como foi a experiência? Tem vontade de conhecer? Conta para mim!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!


Imagens: Café Viagem.com, The Big Wine Theory

 

 

 

 

Confira Dicas Eficientes Para Cozinhar Com Vinho

Dicas imperdíveis para cozinhar com vinho!

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Sim, o nosso amado néctar dos deuses tem tudo a ver com gastronomia, sendo capaz ressaltar o sabor de diversos pratos, como vemos nas receitinhas que costumo postar aqui no blog. No entanto, assim como qualquer outro ingrediente, o vinho precisa estar à altura do que desejamos para aqueles que amamos.

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Ou seja, se você costuma utilizar aquela bebida guardada há séculos na geladeira para cozinhar, chegou a hora de mudar seus conceitos. Afinal, o sucesso de um prato certamente passa bem longe de um vinho estragado. 

COZINHANDO COM VINHOS

  • Quem acha que é preciso usar um vinho supercaro e refinado na cozinha, engana-se! Se o rótulo for de boa qualidade e estiver bem conservado, já é meio caminho andado, visto que durante o cozimento do prato seus sabores serão potencializados pelo efeito da redução do molho.
  • Falando em redução, é importante aguardar um certo tempo para o álcool evaporar, a fim de que sua receita não adquira um sabor desagradável. Sempre…

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Notas de Prova: Toda a Versatilidade do Château de Dracy Bourgogne Pinot Noir

Sabemos que a região francesa da Borgonha produz alguns dos melhores vinhos da casta Pinot Noir em todo mundo, incluindo, aí, alguns rótulos icônicos. Sem dúvida, é um dos meus estilos de vinho preferido, sobretudo aquele mais frutado, com toda a tipicidade da região e da varietal.

E foi aí que na semana passada recebi mais uma amostra da importadora WineBrands para analisar em minhas notas de prova, o Château de Dracy, da Família Bichot, que desde 1905 produz o rótulo, que já virou um clássico da vinícola. Delicado, jovial e elegante, é pura versatilidade quando se trata de harmonização, podendo ser facilmente combinado a pratos poucos condimentados, entre eles grelhados, aves e queijos. Por sua leveza, pode ser, inclusive apreciado sozinho numa temperatura em torno de 12ºC, mais baixa que o ponto de serviço de grande parte dos tintos.

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A FAMÍLIA BICHOT

A família Bichot escolheu a Borgonha como lar em 1350, antes mesmo de o Brasil ser descoberto! Eram comerciantes em Monthélie, mas foi a partir do século XIV que Albert Bichot imprimiu grande impulso aos negócios da família, transferindo-se para Beaune, onde desde então a família se dedica à produção de vinhos.

Atualmente Albéric Bichot, sexta geração dos Bichot, está no comando dos Domaines que se estendem por 100 hectares de vinhedos em Chablis, Côte de Nuits, Côte de Beaune e Côte Chalonnaise e em algumas parcelas produz vinhos orgânicos, o que mostra o respeito e os princípios deste produtor.

Merecem destaque alguns Domaines que deram o devido reconhecimento à Família Bichot e que estão presentes hoje nos melhores restaurantes da França e em mais de cem países:
• Domaine Long Depaquit, em Chablis (65 ha)
• Domaine du Clos Frantin em Nuits Saint Georges (13 ha), na Côte de Nuits
• Domaine du Pavillon em Pommard (17 ha), na Côte de Beaune
• Domaine Adélie em Mercurey (4,2 ha), na Côte Chalonnaise

Albert Bichot é um recordista de prêmios. Já recebeu mais de 1.200 prêmios por todo o mundo, desde os desconhecidos de grande parte dos consumidores, Burgundy Report, Weinwirtschaft ou Clive Coates, entre outros, até os mais conhecidos, como Decanter World Wine Awards, Wine Enthusiast, Guide Hachette, Guide Bettane Desseauve e Gaulte Millau, no qual o Grands Echezeaux Grand Cru obteve em 2006 99/100. A nota comprova a qualidade e o respeito que os mercados francês e mundial têm por esse excepcional produtor da Borgonha.

O CHÂTEAU DE DRACY

A propriedade do Château de Dracy está localizada no extremo sul da Côte de Beaune, margeando a Côte Chalonnaise. Seus 17 ha. de vinhedos estão em uma íngreme encosta, o que favorece a iluminação e a drenagem do solo. As técnicas de cultivo e produção favorecem a expressão do terroir e a autenticidade dos vinhos.

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Château de Dracy lès Couches

O Château de Dracy é um castelo que inicialmente era usado como fortaleza militar, construído em 1298, que pertencia à defesa do Ducado da Borgonha. O castelo passou por muitas modificações ao longo dos séculos. A vinícola e adega, um edifício de 75 metros, construído em 1728, ainda estão em uso. Hoje em dia o castelo pertence à Benoît
de Charette, gerente geral da Maison Albert Bichot.

VINIFICAÇÃO

Os vinhedos do Chateau de Dracy estão situados ao norte de Saone et Loire. Com solos formados por argila e calcário, bem como vinhas com exposição Sul e Suldeste. O manejo de cada lote  é monitorado pela equipe técnica da família Albert Bichot.

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A colheita é manual, feita em caixas de 25kg. Após a triagem, as uvas seguem por gravidade para tanques de fermentação sem prensagem. A maceração fermentativa é feita em tanques de carvalhoe em aço inox por um período de 18 a 25 dias.

Num primeiro momento, o vinho permanece a temperatura de 10°C a 14°C, a fim de extrair o caráter frutado da Pinot Noir. Em seguida, trabalha-se o corpo e o tanino da Pinot Noir, fermentando o mosto a temperatura entre 20 e 30°C, com remontagens diárias. O amadurecimento do vinho ocorre em tanques de aço inox e em carvalho por um período de 8 a 12 meses.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: vermelho-rubi-claro, com reflexos púrpura e nuances atijoladas, típicas da uva Pinot Noir. 

OLFATIVO: no nariz, é frutado com notas herbáceas. Ressalto as frutas vermelhas maduras, chamando bastante a atenção para a cereja. 

GUSTATIVO: é leve e possui ótimo equilíbrio entre acidez e tanicidade. O final é curto, porém saboroso. As notas olfativas se confirmam em boca, com destaque para a sedosidade dos taninos. Um estilo jovial e envolvente. 

  • TEOR ALCOÓLICO: 12,5% 
  • SERVIR À TEMPERATURA DE 16ºC (aqui no Rio de Janeiro ficou ótimo a 12ºC)
  • VOLUME: 375ml/750ml
  • 100% elaborado com a casta Pinot Noir
  • Safra: 2013

HARMONIZAÇÃO

O Château de Dracy Pinot Noir é um ótimo parceiro para carnes vermelhas leves e não gordurosas, assim como para queijos de massa mole (brie, camembert..), massas,  pizzas vegetarianas, grelhados e aves cozidas no vinho. 


Você encontra o Château de Dracy Pinot Noir à venda AQUI no site da WineBrands. Se for degustá-lo, depois me manda uma mensagem dizendo que achou dele. Adoro contrapor as minhas opiniões com as de outras pessoas. Eu, particularmente, achei esse rótulo com uma perfeita tipicidade. Ou seja, se você nunca degustou um Pinot Noir da Borgonha, pode se jogar nele!

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

Harmonização: Vinhos Que Combinam com as Nossas Amadas Pizzas!

10 de julho é o Dia Internacional da Pizza! Sim, meus amigos, e poucas iguarias combinam tanto com vinhos quanto essas redondas deliciosas. Por isso, hoje trago alguns pares perfeitos para você comemorar a data em grande estilo!

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Esqueça a cerveja, pois existe um estilo de vinho para cada sabor de pizza. Para começar, aqui no Brasil praticamente todos os sabores acompanham uma “cama” de muçarela que serve como base para o recheio, inclusive em muitas das pizzas doces.

Veja as opções paras as mais tradicionais, aquelas que a gente gosta de pedir em casa, seja para curtir sozinho ou em ótima companhia.

PIZZAS À BASE DE PEPPERONI E CALABRESA

Se você é fã de pizzas recheadas com Pepperoni, Calabresa, Salaminho ou Lombinho Canadense, incluindo aí a tradicional Portuguesa, do tipo que vem com tudo isso e muito mais em cima, aposte nos vinhos tintos de médio corpo e acidez equilibrada, visto que casam superbem com o molho de tomate.

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Minhas sugestões são:

  • SYRAH
  • CHIANTI CLÁSSICO ITALIANO
  • CABERNET SAUVIGNON
  • ZINFANDEL CALIFORNIANO. 

PIZZA VEGETARIANA

Quando se trata de pizza vegetariana a gente já imagina uma profusão de pimentão, azeitonas, cebolas, cogumelos e legumes, como abobrinha e berinjela que, na minha opinião, são os que mais combinam com a tradicional receita italiana. Para ser feliz com ela, sugiro vinhos rosés e brancos de boa acidez, como:

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  • SAUVIGNON BLANC
  • ESPUMANTE BRUT OU DEMI-SEC
  • VINHO PORTUGUÊS DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES (TODAS AS CASTAS)
  • CHARDONNAY SEM PASSAGEM POR MADEIRA
  • ROSÉ FRANCÊS DA PROVENCE
  • ROSÉ NACIONAL (como, por exemplo, VILLA FRANCIONI e MARIE GABI (ROUTHIER E DARRICARRÈRE)

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Sem dúvida, a 4 Queijos é uma das pizzas favoritas dos brasileiros. O recheio nada mais é que uma combinação de 4 estilos de queijos diferentes, os mais comuns são Parmesão, Gorgonzola, Muçarela e Requeijão (tipo catupiry). Para essa mistura incrível, sugiro um bom CHARDONNAY, seja com ou sem passagem por madeira. Se preferir harmonizar por contraste, o salgado do gorgonzola vai superbem com um rótulo mais adocicado, seja PORTO ou BRANCO COLHEITA TARDIA.

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PIZZAS À BASE DE MUÇARELA E TOMATES (MARGHERITA)

Adoro todos os sabores de pizza, inclusive os denominados “gourmet” ou mais sofisticados. Mas sabe aquele dia que a gente prefere optar pela simplicidade? Nessas horas, a Margherita (Muçarela, Tomate e Manjericão) é meu sabor favorito. 

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Minhas sugestões para esse sabor, incluindo o mais simples de todos, só com MUÇARELA, são vinhos leves, tanto brancos quanto tintos.

  • CHIANTI ITALIANO, ENTRE OUTROS ESTILOS DE VINHOS SANGIOVESE
  • MERLOT
  • PINOT NOIR
  • BEAUJOLAIS NOVEAU
  • CARMENÈRE CHILENO

PIZZA DE ATUM

O atum é um dos peixes de sabor mais forte, de modo que não é tão leve quanto os demais. Acho que um vinho branco, para ele, fica muito leve, ao passo que um tinto pode se sobressair demais, passando por cima de seus sabores. Logo, fico com o meio-termo, ou seja, um belo VINHO ROSÉ. Neste caso, optaria por um Rosé mais encorpado, com corpo e estrutura de um tinto, mas com as notas frescas de um branco. Que tal um ROSÉ ARGENTINO, todo trabalhado no MALBEC, desses de coloração mais para o cereja? Vai nessa que você vai acertar!

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PIZZA DE RÚCULA COM TOMATE SECO

Trata-se de uma pizza leve e seus toques herbáceos se destacam bastante. Eu amo! Esse sabor fica perfeito com um bom SAUVIGNON BLANC, sobretudo aqueles com boa acidez e aquelas nuances de grama cortada, mato verde, frutas tropicais, ou seja, um rótulo bem típico dessa varietal. Hummm.. Delícia!

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PIZZA DE FRANGO COM CATUPIRY

Quando se trata desta combinação deliciosa, todo cuidado é pouco. Afinal, é necessário um vinho que faça frente à gordura do catupiry e que seja leve o suficiente para combinar com a delicadeza do frango. Com essa ideia em mente, sugiro todas as nuances de VINHOS ROSÉS, assim como a leveza de um belo PINOT NOIR. Se for um ROSÉ ELABORADO COM PINOT NOIR, então, é mais do que perfeito!

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PIZZA DE CHOCOLATE

Até que enfim, chegamos nos exemplares doces, que fecham com chave de ouro qualquer refeição. Pizzas com base de chocolate, seja com calda, brigadeiro, confeitos, enfim, são pares perfeitos para os Vinhos do Porto, seja no estilo RUBY ou TAWNY. Orgasmo gustativo garantido! Bom demais!

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PIZZA DE FRUTAS EM GERAL, INCLUINDO BANANA COM CANELA

Sabores nos quais as frutas são protagonistas, para mim, pedem um maravilhoso ESPUMANTE MOSCATEL, do tipo doce e delicado, mas nada enjoativo. Um que eu gostei demais e indico para todo mundo é o Aquarela, da Casa Perini. 


Então é isso, enófilos de plantão! Desfrutem do dia de hoje com uma bela pizza e um bom vinho. Aqui em casa o maridão tem uma receita superespecial, que não fica devendo a nenhuma pizzaria. Para nós, noite de pizza é sinônimo de amigos, risadas e, claro, muitos vinhos!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Harmonização: Combinando Vinho e Ceviche

Um bom ceviche combina com vinhos, sim senhor!

Vila Vinífera

Amigos, acordei com ideia de escrever sobre outro assunto. Porém, ao entrar em um grupo de entusiastas de Baco, logo dei de cara com uma foto de ceviche acompanhando vinho tinto (como boa enófila, sempre acho que é a comida que deve combinar com o vinho e nunca o contrário..rsrsrs.). Resultado: me enchi de inspiração e corri para dar dicas de ótimos pares para o seu ceviche. 

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CEVICHE

Primeiro de tudo, vamos a receitinha de um bom ceviche!

Ingredientes:

1kg de peixe (Meca ou Robalo)

1 limão siciliano

1 limão tahiti

1 cebola roxa

Pimenta rosa

Azeite

Sal

Modo de Preparo:

Corte o peixe em cubos e tempere com sal. Corte a cebola roxa em rodelas bem finas e acrescente ao peixe. Tempere com o suco dos limões, azeite e a pimenta rosa. Deixe marinando na geladeira por 30 minutos. Sirva frio.

Rendimento: 4 porções.


E aí? Anotaram direitinho?…

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