Descubra Quais Uvas Realizam as Melhores Misturas (Assemblages)

Vila Vinífera

A elaboração do vinho é, por si só, uma arte. E, sim, admiro quem põe a mão na massa para criar verdadeiras alquimias com uvas. O resultado todos nós sabemos: caldos tão particulares em suas nuances que se tornam únicos e chegam a receber um nome específico. Sem dúvida, uma combinação especial!

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VAMOS À MAGIA 

Cada variedade de uva presente na mistura do vinho é responsável por adicionar uma determinada característica, que combinada a outras, cria um rótulo perfeitamente arredondado, rico e de suave degustação.

Vinhos de Bordeaux e Champagne, por exemplo, são mundialmente famosos em virtude de suas misturas, que resultam em fermentados excepcionais.

UMA TRADIÇÃO HISTÓRICA

A História desempenha um papel de liderança na criação das melhores misturas do mundo. Tradicionalmente, quando diferentes variedades de uvas cresciam lado a lado na vinha, os vinicultores as colhiam ao mesmo tempo, levando-as juntas para a fermentação. Hoje em dia esse estilo é chamado de…

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Ávidos Douro: História de Amor e Inspiração Para o Dia dos Namorados

Dica para o Dia dos Namorados! Vem ver!

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O Dia dos Namorados está chegando e nada melhor que celebrar com a nossa bebida favorita. Nessa hora, não importa se você tem ou não companhia. O que vale à pena mesmo é se cercar de gente querida e, sim, brindar ao amor em todas as suas expressões. 

COISA DO DESTINO

E quem me conhece sabe que acredito muito em destino. Realmente, nada acontece por acaso. Sendo assim, estava eu dando aquela olhadinha básica no Facebook até me deparar com um vinho de rótulo APAIXONADO. Desse jeito, em letras maiúsculas! Lindo e com um belo coração estilizado. Na mesma hora tive vontade de provar esse néctar romântico e ao mesmo tempo misterioso.

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Poucos minutos depois, eis que uma grande-recente-amiga me chama para dizer que poderia me colocar em contato com um dos casais que produz o vinho em Portugal, na região do Douro Superior. O mais curioso é que eles vivem no Rio de…

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Combinando Vinho e Culinária Asiática

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Hoje vou confessar para vocês: simplesmente amo comida chinesa! Imagino que talvez seja porque foi ela que me abriu as portas para a culinária asiática, numa época em que eu tinha receio de experimentar novos sabores. A partir dela, me encantei pelos pratos japoneses e, atualmente, tenho tido vontade de me arriscar nos temperos da cozinha Tailandesa.

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COMBINANDO COM VINHOS

É difícil pensar em um vinho quando o que está em cima da mesa é um belo de um Yakissoba ou um prato tailandês carregado de curry. Mesmo uma receita das mais comuns, como espetinhos de frango ao molho de amendoim, se mostra como um grande desafio quando se trata de combiná-la com o nosso néctar sagrado.

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Pratos asiáticos são, em sua maioria, preparados com soja, molho de peixe, pimentão, gengibre, capim-limão, além de especiarias como cardamomo, cominho, coentro, entre outras, cheias de potência. Sabores como esses podem achatar muitos vinhos, furtando-os de seu sabor frutado…

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Entenda os Diversos Estilos de Rosados (Rosé e Claret)

Até que enfim estou de volta com mais um artigo! Desta vez, cheguei com um assunto bem interessante sobre o qual andei lendo muito ultimamente. Quem me conhece sabe da minha paixão por néctares rosados e do quanto tenho me esforçado para quebrar paradigmas, sobretudo quando se trata daqueles seres preconceituosos, que dizem que “Rosé não é sinônimo de qualidade” ou, simplesmente, “Vinho de Mulherzinha”.

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Então, eu sempre ouvi falar de Vinho Rosé e Claret como se fossem dois estilos distintos e isso é a mais pura verdade, principalmente no diz respeito à forma com que ambos são elaborados.

VINHOS DE VERÃO

Sabemos que tanto o rosé quanto o claret atingem seu pico de consumo nas épocas mais quentes. Afinal, não é segredo que o calor faz com que o nosso corpo (e, sobretudo a nossa mente) peça vinhos próprios para serem servidos geladinhos. Nessas horas, um bom branco ou rosé são sempre perfeitos!

Mas não é só o frescor que nos atrai nesse tipo de vinho. Estudos de neuromarketing garantem que a cor da bebida atua como um importante gatilho para o consumo em determinadas épocas do ano (no verão, por exemplo). Assim como a luz e o calor, de certa forma, trazem mais felicidade, as cores vívidas e alegres desses vinhos despertam e ativam regiões do nosso cérebro que nos fazem optar por eles. Sim, em busca da felicidade!

Não bastasse tudo isso, a culinária mais leve dos dias de calor harmoniza superbem com os rosados. Enfim, Saladas e frutos do mar acabam caindo como uma luva em qualquer ocasião.

ROSÉ X CLARET

Quando se trata de rosés e claretes, tanto seu método de produção quanto a forma de comercialização são aspectos que devem ser levados em conta a hora de diferenciá-los.

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Portanto, não cabe a mim dizer se um ou outro é melhor. Afinal, são, apenas, diferentes. E nisso o que vale mesmo é a opinião de enólogos, vinhateiros e amantes desse estilo de vinho (tipo eu ou você).

VINHO CLARET

O que é claret?

O Claret é uma especialidade de Bordeaux que vem conquistando popularidade. Trata-se de uma homenagem ao vinho que era exportado ao Reino Unido na Idade Média e inspirou o termo em inglês claret, usado para descrever um bordeaux tinto. 

Possui mais personalidade e vigor que um vinho rosé. Porém, é menos tânico que um tinto. Sua coloração costuma ser rosa-escuro ou vermelho-claro, com tons de cereja. Frutado e fácil de beber, é ideal para ser apreciado como aperitivo ou entrada com grelhados.

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A casta preferida para a sua elaboração é a Merlot, mas podem ser usadas, ainda,  Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. As cascas das uvas são maceradas com o mosto por até dois dias, em vez das 4 ou 5 horas usadas num rosé. Vale destacar que, de vez em quando, o vinho é ligeiramente envelhecido em barricas. Vai bem se for consumido gelado no ano seguinte à safra.

* As legislações atuais proíbem a antiga prática de misturar vinho tinto com branco para obter o clarete. Portanto, o mesmo acaba sendo produzido por meio de uma maceração mais longa.

 VINHO ROSÉ

O termo rosa vem do francês “roseé” muito popular em Provence, uma região da França conhecida como uma das maiores produtoras do mundo em se tratando de rosados.

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No geral, o vinho rosé é um meio termo entre um tinto e um branco. São vinhos jovens, sem potencial de guarda. As cascas das uvas tintas utilizadas costumam ficar bem pouco tempo em contato com o mosto (tudo depende da estratégia do enólogo). O resultado é um vinho de cor rosa-claro, parecido com salmão ou casca de cebola, em que predominam os aromas de flores brancas, pêssegos, entre outros. Em boca possuem um ponto de acidez muito agradável, sendo, assim, frescos e superfáceis de beber.

MÉTODOS DE PRODUÇÃO

Rosés e claretes podem ser produzidos de diversas formas. Ou seja, não existe um único método ou uma receita única. Tudo vai depender da estratégia do enólogo e do que se pretende em relação ao vinho.

Maceração curta

Chamamos maceração todo o período em que as cascas das uvas permanece em contato com o mosto (suco). Esta define bem o que é um vinho rosé: um meio termo entre um vinho tinto (que passa por longa maceração, de dias ou semanas) e um vinho branco (no qual o contato das cascas com o mosto é mínimo e dura o exato tempo da prensagem). Os vinhos rosés produzidos por esse método costumam ter tempo de maceração entre 6 e 24 horas.

Compressão direta

Aqui, as uvas tintas são vinficadas da mesma forma que as uvas brancas, sendo prensadas assim que chegam à vinícola. Logo, o contato das cascas com o mosto é mínimo, assim como na produção de um vinho branco.

Sangria

Muito usada na Califórnia (EUA). O vinho rosé produzido por esse método é, na verdade, um subproduto da produção de vinho tinto. Durante a fermentação de um vinho tinto, pode-se drenar cerca de 10% do suco, de maneira a produzir um tinto com aromas e sabores mais concentrados. O líquido desta drenagem, ou sangria, é então fermentado, produzindo rosé. Os vinhos produzidos com o método de sangria costumam ser rosés tipicamente mais escuros e mais alcoólicos (ou seja, praticamente um clarete, entenderam?).

Corte de vinho

Nesse processo, misturam-se vinho tinto e vinho branco já vinificado, após a fermentação. Ao contrário do que é dito e repetido, o Champagne rosé não é produzido por esse método, e, sim, pela maceração curta (num limite de até 72 horas).

Mistura de uvas

Cada vez menos utilizado, esse método consiste na mistura de uvas brancas e tintas, antes da fermentação. É um método de difícil controle e o resultado dos vinhos, nesse caso, costuma ser duvidoso.

HARMONIZAÇÃO

Não importa se o rosé é mais claro, com menos corpo (estilo Provence) ou mais escuro e substancial (como um clarete). Em se tratando de combiná-los com a gastronomia, poucos estilos são tão versáteis.

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As harmonizações mais clássicas são com peixes mais gordurosos, como Atum e Salmão, sushi, entre outros pratos à base de frutos do mar. Porém, no caso do clarete, por ser mais intenso em taninos, considero perfeitamente possível combinar esse estilo com carnes pouco gordurosas, indo desde de frango a um belo bife de filé mignon, sem comprometer o resultado.

Nesse artigo AQUI eu dou várias outras sugestões de pratos que harmonizam com os nossos amados rosés.


E, claro, rosé combina com calor e com frio (por que não?). Com jantar formal e eventos descontraídos. Afinal, quando se trata de vinhos, o que vale é soltar a imaginação! Nada de se limitar, Ok?

Então é isso, amigos! Bons vinhos! Ótimas Combinações! Até a próxima! Tim-Tim!

 

 

Referências: Revista Adega, The Big Wine Theory, Tintos e Tantos, ABS-RJ

 

 

Wine Tour: Conheça 12 Vinícolas Incríveis ao Redor do Mundo

É cada lugar mais lindo que o outro!

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O que a princípio deveria ser uma simples visita, seguida por degustação de alguns rótulos, acaba se tornando uma verdadeira ostentação em determinadas vinícolas. Com arquitetura imponente e serviços de alta classe, sem dúvidas, elas fazem parte do imaginário de grande parte dos enófilos em todo o mundo.

Esses “templos de Baco” estão, em sua maioria, localizados em regiões vinícolas de grande tradição e suas instalações realmente impressionam. Sendo assim, compilamos uma lista de 12 vinícolas, algumas contruídas por nomes como Gehry e Calatrava, em locais como Napa, Rioja e Bordeaux. E se você é um autêntico apreciador de vinhos, certamente vai colocá-las em suas listas de futuros roteiros. Afinal, trata-se de lugares capazes de revirar os sentidos, tanto pelo que se vê quanto pelo que se prova.

1 – Bodegas Ysios

Esta vinícola, desenhada por Santiago Calatrava, na região espanhola de La Rioja foi concebida como um verdadeiro local…

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