Olá, Muito Prazer! Chenin Blanc!

Acreditem, os vinhos brancos andam super na moda ao redor do mundo. E, embora as críticas tenham girado mais em torno dos tintos, é fato que os brancos vêm organizando uma revolução silenciosa nos últimos anos, quebrando preconceitos e encantando um número cada vez maior de apreciadores devido ao estilo seco e fresco de grande parte de seus rótulos. Ou seja, provocam o mesmo prazer de uma cerveja gelada, porém, sem aqueles quilos de carboidratos vilões da boa forma (rs).

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DÊ UMA CHANCE PARA OS VINHOS BRANCOS

São inúmeros os benefícios dos vinhos brancos, entre eles o fato de que são tipicamente mais leves em álcool, ao passo que combinam com uma variedade enorme de alimentos, além de serem bem mais acessíveis que o vinho tinto, em termos de qualidade. E, em meio a rótulos de Chardonnay e Sauvignon Blanc, superdisponíveis, um branquinho têm chamado a atenção de grande…

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Taça Viajante: a Efervescente Champagne

Finalmente, a sérieTerroir Francês chega à bela região vinícola da Champagne, famosa por produzir alguns dos melhores espumantes do mundo. Sou apaixonada, não só pelas lindas paisagens, como também pela trajetória das Maisons(Casas de Champagne), que há séculos figuram como algumas das mais importantes do mundo de Baco.

AGORA, ABRA UMA CHAMPAGNE E VIAJE NA TAÇA!

Então, que tal se agora nós abríssemos uma champagne e nos transportássemos para esse terroir carregado de essência e história? Prepare-se, pois a viagem tem tudo para ser inesquecível!

reims-1254782_640Vinhedo em Reims, Champagne

Champagne é uma região vinícola da França, localizada a cerca de 150km de Paris. Antes da criação do Méthode Traditionnelle ou Champenoise, processo que produz o espumante por meio da fermentação na garrafa, o local fabricava vinhos tranquilos para suprir a grande população vizinha de Paris. Os habitantes da Champagne ou Champenois alegam que o monge Dom Pérignon foi o responsável pela criação…

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Miolo Encanta em Lançamento de Sua Linha Single Vineyard

Na última terça, 7 de agosto, estive na Majórica, uma das churrascarias mais tradicionais do Rio de Janeiro, para o lançamento da linha Single Vineyard, do Grupo Miolo.

Foi um jantar harmonizado para 150 pessoas e que me surpreendeu muito positivamente, seja pelo serviço, organização, vinhos e pratos apresentados.

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Logo na entrada fomos recebidos com uma taça de Espumante Millésime, um dos meus queridinhos em se tratando de borbulhas genuinamente brasileiras (e olha que somos ótimos em efervescência!).

Em seguida, ninguém menos que Adriano Miolo, enólogo e Superintendente Geral do grupo, nos falou sobre a nova linha, a fim de nos preparar para o que viria: um verdadeiro show de caldos com personalidade para dar e vender (sim, o valor é bem acessível frente a qualidade que os rótulos entregam).

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SINGLE VINEYARD

O Single Vineyard é um vinho de um único vinhedo, onde se encontra a máxima expressão do Terroir. A linha conta com 4 rótulos, sendo que o Touriga Nacional, proveniente do projeto Seival, na Campanha Gaúcha, foi inclusive premiado com 93 pontos pelo Guia Descorchados, referência em fermentados sul-americanos, de autoria de Patricio Tappia.

MIOLO SINGLE VINEYARD RIESLING JOHANNISBERG 2018

Nada como iniciarmos com um branquinho. E, sem dúvida, o Riesling foi um dos meus preferidos. Com estilo alemão renano, é aromático, do tipo que vai abrindo na taça. Aliás, deixei um pouquinho para apreciar com o olfato no final do jantar e estava simplesmente incrível. Harmonizou superbem com bolinhos de bacalhau.

Segundo Adriano Miolo, trata-se de um vinho de safra 2018 com alguns bons anos pela frente, ou seja, ainda tem muito para evoluir. Sem dúvida, apresentou-se como a expressão máxima dessa variedade em solo brazuca.

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A uva Riesling Johannisberg, casta mais conhecida por Riesling Renano, deve o seu nome ao Scholoss (castelo) Johannisberg, vinícola alemã da Região do Rheingau que desde 1720 cultiva exclusivamente Riesling.

O Miolo Single Vineyard Riesling Johannisberg é oriundo da Região da Campanha Central, do micro-lote do Vinhedo da Toca do Tigre, Quadra 121, Parcela A, através de colheita manual e seletiva de 1,5 héctares.

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Visão: Límpio, de cor transparente com reflexos esverdeados.
Nariz: Flores e frutas brancas, pura alegria engarrafada.
Boca: Vinho jovem, muito agradável, vívida estrutura ácida, pontiagudo e fresco.

MIOLO SINGLE VINEYARD PINOT NOIR 2017

Continuamos com o Pinot Noir, que já chegou quebrando paradigmas. Afinal, acompanhou nada mais nada menos que Camarão ao Alho e Óleo com Rodelas de Palmito. Ou seja, se você acha que vinho tinto não vai bem com frutos do mar, saiba que esse rótulo leve, da Região da Campanha Meridional, fez muito bonito, viu?

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A Pinot Noir é sempre um dos maiores desafios para qualquer agrônomo e enólogo. Trata-se de uma casta sensível, difícil de cultivar e que se expressa muito bem em lugares frios. Talvez por isso tenha se encontrado no terroir da Quinta do Seival, região de baixas temperaturas, situada quase na fronteira com o Uruguai.

Visão: Vermelho-Rubí intenso, sem reflexos.
Nariz: Franco, com excelente intensidade frutada, bouquet fino e delicado.
Boca: Fresco, foi servido mais geladinho, revelando uma agradável acidez, com taninos delicados.

MIOLO SINGLE VINEYARD SYRAH 2017

Sem dúvida, o Syrah foi o meu queridinho da noite (e de todos os que dividiam a mesa comigo). Vinificado no ano de 2017 no Vale do São Francisco, essa lindeza estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês.

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Ficou divino com Carré de Cordeiro com aquela farofinha esperta da Majórica. Aliás, trata-se dos primeiros resultados da Miolo com a casta Syrah, na Vinícola TerraNova, às margens do Velho Chico.

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Visão: Púrpura com reflexos violáceos.
Nariz: Frutas vermelhas maduras (compota), com nuances defumadas e de especiarias, sobretudo pimenta preta.
Boca: redonda, com baixa acidez e marcante em taninos. Muita presença e persistência.

Um vinho que certamente ainda tem muito o que evoluir. Dá para guardar e degustar daqui a uns cinco anos que, provavelmente, estará em sua melhor forma. Quero uma garrafinha para mim! Fato!

MIOLO SINGLE VINEYARD TOURIGA NACIONAL 2017

Enfim, chegamos ao prato principal, que foi acompanhado pelo Touriga Nacional 93 pontos no Descorchados e que também fez o maior sucesso entre os convidados.

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E o que rolou no prato principal? Simplesmente o Bife de Chorizo da Majórica, com batatas chips e legumes grelhados. Casamento perfeito!

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O Miolo Single Vineyard Touriga Nacional é proveniente da Região da Campanha Meridional. Feito de uvas colhidas na safra 2017, no micro-lote do Vinhedo da Tapera, Quadra 15, Parcela B, através de colheita manual e seletiva de 1,3 hectares. Mais uma lindeza da Quinta do Seival.

Visão: vermelho-rubi com reflexos violáceos.
Nariz: Notas de flores, frutas vermelhas, baunilha e carvalho (amadurece 12 meses em barricas francesas)Boca: Corpo médio. Notas do nariz se confirmam em boca. Bom volume e persistência.


O gran finale ficou por conta da sobremesa – banana frita com canela e açúcar! Para acompanhar, Miolo Cuvvé Tradition Demi-Sec – um dos espumantes que, particularmente, acho que ficam perfeitos com doces, sobretudo por entregar dulçor e acidez sem se mostrar enjoativo.

E aí, amigos? Quais os rótulos que vocês tiveram mais vontade de provar? Se já degustou algum, conta para mim o que achou.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Rota Rosé: As Surpresas do Languedoc Roussillon

Quem me conhece sabe que eu não resisto a um bom vinho rosé. Sim, e tenho tentado difundir seu consumo, sobretudo entre os resistentes e preconceituosos.

Os néctares da Provence sempre foram os meus preferidos! E, embora os rosados estejam presentes em todos os lugares do mundo, o próprio cenário da Provence, com Saint Tropez, o sol, as lavandas, iates e muita gente bebendo rosé, sem dúvida, torna a região ainda mais irresistível.

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Porém, em se tratando dos pinks, ultimamente tenho me aberto ao novo, com grandes surpresas. Os rótulos do Languedoc, região do sul da França, por exemplo, são os destaques da vez.

LANGUEDOC ROUSSILLON E SUAS SURPRESAS

Situado a oeste da Provence, na costa do Mediterrâneo, o Languedoc Roussillon esbanja praias, parques de flamingos (<3), salinas, pesca de enguias, pontes romanas, fortalezas e muito mais. Porém, em se tratando de vinho, a região tem dividido opiniões.

Não faz muito tempo o Languedoc era famoso por ter muito vinho mal feito. Seus excelentes solos e invejáveis condições climáticas levaram a uma superprodução de vinho na era pós-industrial.

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“Enquanto outras áreas como Bordeaux, Borgonha, Champagne e Rhone recebem muita atenção e glória, o Languedoc fez o trabalho pesado, produzindo um terço do vinho da França.”

(Steve Prati, jornalista).

A produção maciça na região foi principalmente da variedade de vinhos a granel, fornecendo suco barato para um mercado global em expansão.

BOAS PERSPECTIVAS

Agora, felizmente o Languedoc tem tomado novos rumos, com o renascimento do vinho local. Suas terras nunca foram tão valorizadas, recebendo investimentos dos principais produtores da Borgonha e de Bordeaux, ao passo que vem se tornando um chamariz para jovens vignerons, ansiosos por lugares mais acessíveis. Tudo isso faz da região um celeiro para novos talentos, resultando em vinhos muito empolgantes!

VOCAÇÃO PARA O ROSÉ

Todas essas mudanças só confirmam a vocação do Languedoc para a produção de vinhos rosados, que já conquistou amantes da bebida em todo o mundo.

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De tão apaixonado por rosés, Jon Bon Jovi decidiu produzir seus próprios rótulos no Languedoc.

Vale lembrar que ninguém menos que Jon Bon Jovi começou a produzir seus rótulos na região, em parceria com Gerard Bertrand , enólogo biodinâmico francês, e seu filho, Jesse Bon Jovi. A preferência do trio para esse projeto? Rosés, sempre eles!

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O rosé do astro, Diving into, já faz sucesso entre os amantes da bebida.

O Rosé do intérprete de “Always” e “Blaze of Glory” segue o estilo dos queridinhos da Provence, tanto que utiliza a mesma mistura de uvas que se tornou célebre na região, como Grenache, Cinsault, Mourvèdre e Syrah. Sim, com direito à bela coloração salmão-claro típica, de impressionar os melhores produtores de Saint Tropez. Não vejo a hora dessa lindeza (o vinho, claro! rsrs) chegar ao Brasil. Afinal, também quero provar!


Então é isso, pessoal! Convido vocês a descobrirem novos estilos de franceses, sobretudo nessa região que traz custo-benefício e qualidade infinitos. Nas lojas virtuais, por exemplo, é possível encontrar não só rosés como belos tintos elaborados com Grenache, Syrah e Mourvèdre, bem típicos e cheios de personalidade.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: VinePair, Winepedia