PIPER-HEIDSIECK, O CHAMPAGNE OFICIAL DO OSCAR

Chega março e os olhos do mundo se voltam para a Cerimônia do Oscar®, prêmio concedido pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, em Hollywood. O big evento cinematográfico, que já está em sua 90ª edição, acontece no próximo domingo 4 e sim, já sabemos qual será o rótulo do champagne oficial que fará bonito nas taças de astros e estrelas do cinema americano.

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Mais uma vez, o escolhido para uma das noites mais badaladas do mundo é o champagne Piper-Heidsieck, uma das mais tradicionais e antigas Maisons de Champagne da França.

GARRAFA MAGNUM ESPECIAL

Champagne oficial do Oscar® desde 2015, a Piper-Heidsieck preparou para esta edição uma garrafa exclusiva, na versão Magnum, de 1,5 litro. A elegante garrafa, repleta de arcos dourados que representam a arquitetura Art Déco dos lendários prédios de Los Angeles, homenageia a Sétima Arte e seu grande poder de cativar os cinéfilos. O champagne servido no evento durante a cerimônia e também no Governors Ball, o after-party oficial da Academia, será o Piper-Heidsieck Cuvée Brut, vinho assinatura da Maison.

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MESTRE DE CERIMÔNIA E INDICADOS

Apresentada pelo segundo ano consecutivo pelo comediante e apresentador Jimmy Kimmel, a cerimônia já conta com os favoritos para o prêmio mais esperado da noite, o de melhor filme: “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, é a favorita ao Oscar® 2018 com 13 indicações. “Dunkirk”, com oito nomeações, e “Três anúncios para um crime”, com sete, são seus principais adversários. Veteranos como Meryl Streep e Daniel Day-Lewis, ambos vencedores de três Oscars e novatos como Saoirse Ronan, de “Lady Bird: É hora de voar” e Daniel Kaluuya, pelo “Corra!” figuram a lista dos indicados aos prêmios de melhor atriz e melhor ator. 

SOBRE PIPER-HEIDSIECK

Fundada por Florens-Louis Heidsieck diante do desejo em criar um vinho digno de rainha, a Piper existe desde 1785. Hoje, é um dos 10 champagnes mais vendidos em todo o mundo, símbolo de excelência e audácia. A Maison é estreitamente ligada ao mundo das Artes, do Cinema e da Moda: desde 1993, é o champagne oficial do Festival de Cannes. Além disso, estilistas mundialmente conceituados, como Jean-Paul Gaultier, Cristian Louboutin e Viktor & Rolf, tiveram participação na produção de artigos de luxo ligados à marca.

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No Brasil, os rótulos Piper são importados pela BEV GROUP, nova importadora de bebidas. Piper-Heidsieck Cuvée Brut, Piper-Heidsieck Rosé Sauvage e Piper-Heidsieck Cuvée Sublime Demi-Sec podem ser encontrados nas principais lojas especializadas do país. Além destes, Cuvée de Prestige Piper-Heidsieck Rare Millésime 2002 Brut, considerado o champagne da década, chegou por aqui em quantidade limitada: somente 300 unidades.


Então é isso, enoamigos. Domingo certamente estarei ligadinha no Oscar. Afinal, a curiosidade em torno dos indicados e vencedores é imensa! Ah, e com uma bela taça de vinho, é claro!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência: assessoria de imprensa.

Champanhe: as 10 Frases Mais Famosas Sobre o Rei das Borbulhas

A aula de Espumantes do meu curso profissional da ABS-RJ me inspirou a buscar curiosidades sobre as borbulhas que vão além das técnicas de produção. E, sendo assim, hoje trouxe para vocês algumas célebres frases sobre o Champanhe, que, sem dúvida, é a mais efervescente e charmosa das bebidas:

1 – “Venham rápido, irmãos! Estou bebendo estrelas!”.

Dom Pérignon.

Descrição famosa do monge cego que, reza a lenda, foi o descobridor do champanhe. Não importa se essa frase é ou não verídica, mas vamos combinar que se você já provou um bom espumante a sensação é exatamente essa!

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Logo, foi isso mesmo que o monge beneditino gritou quando provou o champanhe pela primeira vez numa adega subterrânea da abadia de Hautvillers, na fria região francesa de Champagne. Afinal, seus anos de trabalho e paciência tinham produzido um milagre. E olha que dizem que essa descoberta se deu de forma totalmente acidental, visto que, naquela época, o gás-carbônico no interior das garrafas era considerado um defeito. Que bom que Dom Pérignon decidiu provar o resultado, pois, daí nasceu um dos melhores vinhos do mundo.

2 – “O Champanhe é o único vinho que permite à mulher conservar-se bela após tê-lo bebido”. 

Marquesa de Pompadour (Jeanne-Antoinette Poisson).

Esperta que só, a marquesa bem sabia que o champanhe faz bem para a pele e a alma, tanto que sua beleza conquistou um dos mais poderosos homens do mundo em sua época.

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A famosa cortesã francesa, amante do Rei Luís XV, foi uma das maiores promotoras do consumo de champanhe. Afinal, graças a ela, a mulherada de Versailles passou a acreditar na eficácia das borbulhas como produto de beleza. Ah, e como deve ser uma delícia se sentir mais bonita com champanhe!

Diz-se, ainda, que supostamente o rei tenha ordenado que as taças coupe fossem moldadas na forma perfeita de seus seios.

3- “Só bebo champanhe em duas ocasiões: quando estou apaixonada e quando não estou”.

 Coco Chanel.

Concordo com a elegante Coco. Assim como ela, também tento beber exclusivamente nessas duas ocasiões (rs).

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Enfim, a famosa e revolucionária estilista francesa queria deixar claro que beber champanhe era algo que sempre fazia, não importava o que acontecesse ao seu redor.

4 – “Champanhe! Na vitória você o merece, na derrota você precisa dele”.

Napoleón Bonaparte.

Bem sabia Napoleão que as vitórias ficam mais doces e as derrotas menos amargas com champanhe. Sem dúvida, uma frase sábia, tanto que até hoje é uma das primeiras que me vem à mente quando penso em frases sobre borbulhas.

A paixão de Napoleão pelo champanhe, sobretudo os da Maison Moët & Chandon, fez com que o imperador, inclusive, popularizasse a técnica de Sabrage (desarrolhar a garrafa com a espada) entre os militares franceses, que lançavam mão dela em simplesmente todas as festas da cavalaria. Cada vitória espetacular era motivo para uma comemoração com muito champanhe.

5 – “Lembrem-se, Senhores: Não é pela França que lutamos, é pelo champanhe!”.

 Winston Churchill.

Certamente, Churchill, um dos mais famosos primeiros-ministros ingleses, poderia ter sido nomeado o primeiro embaixador do espumante francês. O estadista era conhecido por sua paixão pelas borbulhas, tanto que seu café da manhã favorito era ostras com champanhe. Sua marca favorita era a Pol Roger, elaborada com as três varietais de champanhe (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay).

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6 – “O champanhe é o luxo dos amantes dos vinhos”.

Jancis Robinson.

Guru dos enófilos dos dias de hoje, Jancis Robinson sabe muito bem dos nossos desejos e sonhos de consumo. E qual o apaixonado pelo mundo de Baco que não gostaria de desfrutar de um bom champanhe gran cru sempre que possível? Porém, o champanhe é um artigo de luxo reservado a ocasiões muito especiais (ao menos que você tenha grana para ter várias garrafas na adega).

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Jancis é conhecida como uma das mais renomadas críticas e pensadoras do vasto universo do vinho. Uma das personalidades que mais admiro!

7 – “Só as pessoas pouco criativas não conseguem encontrar um motivo para beber champanhe”.

Oscar Wilde.

Um brinde à Oscar Wilde e todos os bebedores de champanhe criativos!

Um dos mais famosos escritores ingleses sempre foi conhecido por sua personalidade. Ou seja, falta de criatividade para “inventar” uma razão para beber champanhe nunca existiu em seu repertório.

8- “Você pode ter muito champanhe, mas nunca terá o suficiente”.

Elmer Rice.

Dramaturgo vencedor do American Prêmio Pulitzer, em 1929, Elmer Rice foi um dos membros do clube “Amantes de Champanhe”. Para ele, acima de tudo, a bebida representava infinitas emoções, entre elas a celebração e o prazer imediato que proporcionava esse néctar tão sedutor.

9 – “Qualquer coisa em excesso é prejudicial, mas champanhe demais é sempre bom”.

Scott Fitzgerald.

Quando o famoso escritor Scott Fitzgerald proferiu essa frase, obviamente não estava pensando no Grande Gatsby, mas sim em muitos amantes do champanhe.

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Fato que Fitzgerald sempre viveu entre o sucesso, a indolência, o talento literário e excessos. Em “O Grande Gatsby” isso é bem retratado, numa obra em que o glamour e os loucos anos 20 são sempre acompanhados pelo espumante mais famoso do mundo. Quem nunca quis estar em festas com fontes de champanhe por todos os cantos? Sem dúvida, trata-se de um excesso maravilhoso..rs.rsrs.

10 – “Chega o momento da vida de uma mulher em que a única coisa  que ajuda é uma taça de champanhe”.

Bette Davis.

A vida é feita de altos e baixos e todos nós em algum dia iremos nos deparar com maus momentos. Nessas horas, uma bela taça de champanhe realmente pode operar milagres. No entanto, o que Bette Davis não menciona nessa frase é que o champanhe estava sempre com ela, inclusive nos bons momentos.

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Essa atriz apaixonada, conhecida por suas performances melodramáticas em filmes históricos e românticos, aproveitava ao máximo cada momento da vida, com direito a muito glamour e champanhe, claro!


Enfim, enoamigos, o que não falta são motivos para desfrutar de uma taça de espumante, independente se é ou não champanhe. Até porque, uma coisa é certa: a vida deve ser sempre celebrada!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência: http://www.gourmandin.es/

Vinho e História: Desvendamos a Relação Entre Napoleão Bonaparte e o Champagne Moët & Chandon

Quando lembro de Napoleão Bonaparte nem sempre Champagne Rosé é a primeira coisa que me vem à mente. Sim, logo de cara, penso no grande líder que empurrou seus exércitos em direção a vitórias em batalhas históricas. Porém, todo amante do vinho já ouviu falar sobre a mítica ligação entre Napoleão e o borbulhante champagne, mais precisamente os da Casa Moët & Chandon. 

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A AMIZADE COM JEAN-RÉMY MOËT

A conexão entre Bonaparte e a dinastia da famosa Casa de Champagne começou em 1782, quando o futuro imperador cursava a Escola Militar em Brienne Le Château. Foi lá que ele conheceu Jean-Rémy Moët, neto de Claude. O jovem herdeiro estava na escola resolvendo alguns dos negócios da família quando encontrou Napoleão.

Sabemos que a palavra “Champagne” sempre soou como música para os ouvidos de Napoleão. Logo, a afinidade entre os dois rapazes foi praticamente instantânea. A partir dali, uma amizade leal e duradoura se firmou, levando a luz da efervescente bebida a ocupar um papel de destaque na história francesa.

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E essa importância se deu porque antes de cada campanha militar Napoleão fazia questão de visitar a Maison Moët a fim de se abastecer com caixas e mais caixas de champanhe. E isso ocorreu em todas as batalhas, exceto em Waterloo, de acordo com o livro “Champanhe”, de Don and Petie Kladstrup (que recomendo fortemente a leitura!)

Talvez venha daí a célebre frase:
“Champanhe: na vitória é merecido, na derrota  é necessário!

A PRIMEIRA GRANDE DERROTA

Entretanto, mesmo nas derrotas de Napoleão a amizade com a família Moët seguia firme e forte. Vejam, por exemplo, o caso da Guerra da Sexta Coligação. Foi um terrível desastre para o imperador, bem como para a França e seu povo.

Afinal, essa derrota não só conduziu Napoleão ao seu primeiro exílio na Ilha de Elba como, na sequência, teve uma invasão de russos à região da Champagne, quando os mesmos esvaziaram praticamente todas as adegas. Ou seja, todas as casas foram saqueadas, sendo que a de Moët foi a que obteve maiores baixas e presenciou cerca de seiscentas mil garrafas serem esvaziadas por soldados acampados nas instalações.

A PREVISÃO DE JEAN-RÉMY

Porém, mesmo essa grande derrota não foi capaz de enfraquecer os laços que existiam entre Napoleão e Jean-Rémy Moët. Ao invés disso, Moët se lembrou de um antigo ditado francês, “Qui a bu, boira” ou em bom português, “Aquele que bebeu uma vez, vai beber novamente”. Ou seja, “Todos aqueles soldados que hoje estão me arruinando hoje farão minha fortuna amanhã”, disse Moët a todos os seus amigos. “Vou deixá-los beber o quanto quiserem. Eles serão fisgados e se tornarão meus melhores vendedores quando retornarem ao seu próprio país”

Como podemos ver, Jean-Rémy não estava apenas sendo leal a seu amigo Napoleão. “Ele estava totalmente certo”, escreveram os Kladstrups no livro que é uma verdadeira biografia do Champanhe. Os negócios de Moët cresceram vertiginosamente nos anos seguintes e, entre seus muitos novos clientes, estavam justamente alguns dos maiores adversários de Napoleão Bonaparte, incluindo o Primeiro Duque de Wellington e Frederick William III da Prússia.

PROVAS DE AMIZADE E LEALDADE

Se toda essa história não foi suficiente para te convencer da força dessa conexão Bonaparte-Moët, considere os presentes que foram trocados pelos amigos ao longo dos anos. Começamos com a réplica do Grand Trianon (sim, o castelo de Versalhes!) que Moët construiu em sua propriedade como quartos de hóspedes para Napoleão e a Imperatriz Josephine sempre que o visitavam.

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Não é grande coisa, certo? Apenas um belo gesto de gratidão. Naturalmente, Napoleão também estava à altura quando o assunto era presentes. Ele não apenas concedeu à família Moët o último de seus famosos chapéus bicorn, como também presenteou-os com sua cruz de oficiais da Legião de Honra – a mais alta condecoração francesa de mérito para realizações civis e militares, em virtude de todos os seus esforços para estabelecer a França como líder mundial na difusão da cultura do vinho.

Contudo, sem dúvida, o presente que mais representa essa amizade é a criação da Champagne Moët Imperial (branco e rosé), rótulos que compõem a maior parte da produção de Moët & Chadon. Na verdade, esses exemplares foram os responsáveis pelo fato de muitas vezes lembrarmos de Napoleão quando o Champagne Rosé nos vem à mente. Afinal, a garrafa “Imperial” foi nomeada desta forma logo após o falecimento do imperador, em 1869, e desde então a casa passou a produzir suas garrafas com essa denominação.


Definitivamente, fatos que serão lembrados na próxima vez em que você estiver degustando um belo e borbulhante champanhe. Então, acho que quem acompanha o blog sabe o quanto também sou apaixonada por história. E, se vinho é história engarrafada, sem dúvida, esse artigo me deixou muito feliz!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referências: Livro “Champanhe” (Don & Petie Kladstrup), editora JZE./ Vine Pair.

Por Que Brindamos com Champanhe e Outras Curiosidades

Já parou para pensar sobre a origem de certos costumes e tradições? Por exemplo,  por que brindamos às conquistas e ocasiões especiais com espumante?

No caso, o champanhe, desde o século XVII, foi considerado uma bebida de luxo. Entre as personalidades que popularizaram a preferência e o glamour por esse vinho, estão Marilyn Monroe e Napoleão Bonaparte. Ou seja, duas figuras históricas que eram conhecidas, respectivamente, pela beleza e inteligência. Fácil imaginar que tais qualidades foram facilmente associadas ao espumante, incluindo aí o poder, status e alegria de viver.

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F1 E CHAMPANHE

Só por curiosidade, a primeira competição automobilística onde se usou champanhe na festa dos vencedores foi em 1907, na Corrida de Peking – Paris. Porém,  foi Dan Gurney que em 1967 iniciou a tradição de molhar os pilotos e o público com a bebida, apesar de Grahan Hill ter feito o mesmo em 1966, só que com vinho espumante.

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Também é tradicional quebrar uma garrafa de champanhe no casco de um navio que está sendo inaugurado, a fim de provar sua força. Diz-se que a garrafa que não se quebra é indicação de um mau presságio. Por mais cético que se seja, duvido que até hoje alguém tenha arriscado pagar para ver.

EM VIA DE REGRA, A ROLHA DEVE SER ABERTA SILENCIOSAMENTE

Muitas vezes, ao abrir uma garrafa, é comum ouvir o estouro da rolha, ocasionado pela pressão interna. É o som da alegria, da comemoração! Porém, em lugares fechados, é de bom tom retirá-la de modo a não proferir som algum.

Essa regrinha é importantíssima, sobretudo por questões de segurança. Afinal, já pensou se a rolha voa em cima de alguém? Num restaurante, por exemplo, seria super desagradável se isso acontecesse. Portanto, o lance é sacar a rolha sem barulho, segurando a mesma e a gaiola com o polegar e ir retirando bem devagar. Do meio para metade, basta dar uma “reboladinha” (como diria Wesley, meu professor na ISG). Eu treinei e dá muito certo! Tudo lindo, sem estalos!

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Modo errado (e arriscado) de se sacar uma rolha de espumante

 POR QUE BRINDAMOS COM ESPUMANTE?

Como disse por aqui, o champanhe/espumante sempre foi considerado uma bebida de alta qualidade, sendo a preferida de reis e grandes governantes para celebrar suas vitórias.

E, claro, quanto maior fosse o poder e a riqueza dessas personalidades, maior o número de pessoas a fim de varrê-las do mapa. Por isso, era comum que as taças fossem envenenadas por seus inimigos. Logo, passou-se a ordenar que todos chocassem suas taças (com o brinde), a fim de que o líquido de uma passasse para a outra, provando não haver veneno em nenhuma delas.

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Curioso, não? Mas, independente se isso é ou não verdade, até hoje esse hábito permanece como uma tradição muito bonita. Uma forma de compartilhar nossos melhores momentos com os amigos e, sobretudo, celebrar a VIDA.

Então é isso, galera enófila de plantão. Ultimamente tenho estudado muito sobre o mundo do vinho e editado posts antigos, enriquecendo-os com minhas novas descobertas (vocês já devem ter percebido, né?). Vinho é assim mesmo. Quanto mais a gente lê, mais a gente se surpreende.

Bons Vinhos! Ótimas borbulhas! Tim-Tim!

Taça Viajante: a Efervescente Champagne

Finalmente, a série Terroir Francês chega à bela região vinícola da Champagne, famosa por produzir alguns dos melhores espumantes do mundo. Sou apaixonada, não só pelas lindas paisagens, como também pela trajetória das Maisons (Casas de Champagne), que há séculos figuram como algumas das mais importantes do mundo de Baco.

AGORA, ABRA UMA CHAMPAGNE E VIAJE NA TAÇA!

Então, que tal se agora nós abríssemos uma champagne e nos transportássemos para esse terroir carregado de essência e história? Prepare-se, pois a viagem tem tudo para ser inesquecível!

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Vinhedo em Reims, Champagne

Champagne é uma região vinícola da França, localizada a cerca de 150km de Paris. Antes da criação do Méthode Traditionnelle ou Champenoise, processo que produz o espumante por meio da fermentação na garrafa, o local fabricava vinhos tranquilos para suprir a grande população vizinha de Paris. Os habitantes da Champagne ou Champenois alegam que o monge Dom Pérignon foi o responsável pela criação do método champenoise, no século XVII. Sabemos que essa história é um tanto quanto controversa. Porém, é inegável que Pérignon contribuiu muito para  o sucesso e aperfeiçoamento desta técnica.

A região é conhecida como um terroir de solo calcário e clima mais frio do que o resto da França, ambos resultando em vinhos finos requintados e de forte caráter mineral.

SUB-REGIÕES

  • Montanha de Reims – região mais fria, onde reinam as uvas tintas, principalmente a Pinot Noir, com vários vinhedos Grands Crus e Premier Crus, nove, dos 17 Grands Crus, localizam-se aqui. Os mais famosos são Mailly, Verzenay, Verzy, Ambonnay e Bouzy;
  • Vale de Marne – Solo menos calcário, com predomínio de argila. Predomínio das duas Pinots (Noir e Meunier), com dois vilarejos Grand Crus (Aÿ e Tours-sur- Marne);
  • Côtes de Blancs – Como o nome diz, predomínio de Chardonnay. Clima ameno, solo calcário. Aqui se situam cinco Grands Crus (Cramant, Avize, Oger, Le Mesnil sur Oger e Chouilly);
  • Côte de Sézanne – Região recente, continuação da Côtes de Blancs, com vinhas plantadas em 1960, predomínio de Chardonnay;
  • Cote des Bar – no departamento de Aube, tem invernos frios e verões quentes, solos argilosos, predomínio de Pinot Noir, que nessa sub-região alcança mais corpo.

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Vale ressaltar que diferente de outras regiões francesas, como Bordeaux, o nome da sub-região na Champagne é menos importante, pois os espumantes são mais conhecidos pelas marcas das grandes casas, ou maisons. Nomes como Krug, Salon e Chandon contam mais do que o nome da sub-região.

DENOMINAÇÃO DE ORIGEM CONTROLADA (AOC)

Embora muita gente se refira a qualquer espumante como champagne, hoje em dia existe uma legislação que determina que o nome Champagne só pode ser usado em rótulos provenientes desta região vinícola. As únicas exceções são alguns produtores norte-americanos que utilizam há décadas a denominação California Champagne, bem como a Peterlongo, vinícola brasileira que conseguiu os direitos de uso do nome nos anos 70, por meio do Supremo Tribunal de Justiça. Todos esses produtores alegam que já produziam o “champagne” mesmo antes da AOC (Denominação de Origem Controlada) entrar em vigor, em 1927.

Porém, não canso de mencionar que esse tipo de coisa não faz nenhum sentido além do marketing. Champanhe de verdade, só aquele produzido na região francesa de Champagne.

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Cave Moët & Chandon 

PRINCIPAIS CASTAS DE UVA

O Champagne é feito sempre a partir de três castas (solo ou misturadas): As tintas Pinot Noir e Pinot Meunier (das quais se faz um vinho branco) e a branca Chardonnay. Geralmente as tintas emprestam à mistura caráter mais austero, mais corpo, aromas de frutas vermelhas, enquanto a Chardonnay dá mais cremosidade e elegância.

Mundialmente famosa, a Chardonnay encontrou uma de suas melhores expressões nos espumantes da Champagne. As melhores uvas e vinhos provém da sub-região de Cotês Des Blancs.

A Pinot Noir é usada na elaboração de espumantes brancos devido ao fato de não se extrair toda a cor da casca da uva durante a prensagem. Trata-se ainda, de um elemento importante na produção do champagne rosé.

Por fim, a Pinot Meunier é uma outra variedade de uva tinta utilizada na produção de champagnes brancos e rosés, contribuindo com nuances mais leves e frutadas.

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ESTILOS DE VINHOS

Champagne produz espumantes brancos e rosés de diversos estilos, sendo classificados de acordo com a seguinte escala, do mais seco para os mais doces. Aqui, o que manda é a quantidade de gramas por litro de açúcar da bebida.

  • Brut Nature (or brut zero, non-dosé, ultra brut, brut sauvage) : 0-2 g/L de açúcar
  • Extra Brut: 0-6 g/L de açúcar
  • Brut: 6-12 g/L de açúcar 
  • Extra Sec (Extra Dry, Extra Seco): 12-17 g/L de açúcar
  • Sec (Dry): 17-32 g/L de açúcar
  • Demi-Sec (Medium Dry, Meio-Doce): 32-50 g/L de açúcar
  • Doux (Sweet, Doce): more than 50 g/L de açúcar

Alguns vinhedos e vinhos são classificados de acordo com seu grau de qualidade Cru ou Premier Cru. 

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Champagnes elaborados 100% com uvas Chardonnay são denominados Blanc de Blancs, enquanto aqueles feitos 100% com uvas Pinot Noir são chamados Blanc de Noirs. Bem menos famosos são os vinhos tintos produzidos na região, rotulados como Coteaux Champenois.

ALGUNS RÓTULOS FAMOSOS

  • Dom Pérignon Champagne Brut
  • Louis Roederer Champagne Cristal Brut
  • Moët & Chandon Champagne Imperial Brut
  • Krug Champagne Grande Cuvée Brut
  • Salon Le Mesnil Blanc De Blancs Brut
  • Veuve Cliquot Champanhe Brut 

Espero que tenha gostado da nossa pequena aventura. Lugares lindos e alguns dos melhores espumantes do mundo. Se bem que os nossos rótulos brazucas não têm deixado nem um pouco a desejar, colocando-se em pé de igualdade com muitos desses vinhos. Porém, a tradição champenois é inegável, conquistada através dos séculos, em uma região que foi devastada por diversas guerras e conseguiu se reerguer. Sem dúvida, um orgulho para os franceses e todos os apreciadores dessa bebida mágica.

Referências: Vivino e Revista Adega.