Descubra Qual o Vinho Mais Caro de Cada um dos Países Produtores

No mundo, existem mais de 70 nações produtoras de vinho. Porém, sabe-se que, historicamente, 90% do vinho mundial vem de apenas 15 países, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.

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Ficou curioso para saber quais os vinhos mais caros de cada um desses países? Pois um estudo analisou os dados da Wine-Seacher.com e descobriu tudinho. De famosos rótulos do Velho Mundo a um selo chinês da LVMH com menos de uma década, os resultados foram fascinantes.

Vale lembrar que, apesar da análise dos rótulos, eu não provei nenhum deles, Ok? Esses são dados da Wine-Searcher e servem expressamente para matar a nossa curiosidade. 

*Valores em dólares.

Bora conferir quais os vinhos mais caros em 8 de março de 2018. Se quiser ver a lista completa, basta acessar o site da Wine-Searcher.com.

FRANÇA: DOMAINE DE LA ROMANEE-CONTI ROMANEE-CONTI GRAND CRU, COTE DE NUITS

Também conhecido como o “Borgonha perfeito”, o vinho mais caro do mundo tem frutas ricas e especiarias exóticas no palato, aromas de cereja preta e equilíbrio elegante e acetinado. Um rótulo da safra de 1978 foi vendido por US $ 476.000 (ou US $ 39.000 por garrafa) em um leilão recorde na Christie’s Hong Kong em 2013.

Preço: US $ 18.052,00

ALEMANHA: EGON MULLER SCHARZHOFBERGER RIESLING TROCKENBEERENAUSLESE, MOSEL

Este reverenciado produtor alemão produz os melhores vinhos do Mosel numa propriedade familiar que já sobrevive há quatro gerações (embora suas raízes estejam na Roma Antiga).

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Com aromas de cal, notas florais e um final persistente, trata-se de um Riesling superequilibrado.

Preço: US $ 11.600,00

PORTUGAL: W & J GRAHAM’S ‘NE OUBLIE’ PORT *

Especiarias e nozes invadem o nariz desse Porto dourado do Duoro, que conta com notas equilibradas de frutas secas, mel e um toque de acidez de raspas de cítricos em boca. Vendido em quantidades limitadas, em garrafas decanter, esse é um dos vinhos doces mais conceituados do mundo.

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Preço: US $ 6.884,00

AUSTRÁLIA: SEPPELTSFIELD PARA VINTAGE TAWNY , BAROSSA VALLEY

Esse elegante fortificado “tipo porto tawny” do Barossa Valley, no sul da Austrália, chega com chocolate rico e café no nariz, seguido de especiarias, cedro e ácido equilibrados em boca. De acordo com o Wine-Searcher, trata-se de um rótulo que vem ganhando popularidade, com preços subindo na mesma proporção.

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Preço: US $ 6.081,00

EUA: SCREAMING EAGLE SAUVIGNON BLANC, OAKVILLE

O Sauvignon Blanc mais top de Napa vem de Oakville, uma área situada entre Rutherford e Yountville. Produzido em quantidades limitadas desde 2010, a garrafa da Screaming Eagle tem notas de ervas e frutas tropicais, com acidez no final.

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Preço: US $ 3.873,00

ESPANHA: TESO LA MONJA, TORO

Espere um nariz adocicado de carvalho, bem como sabores marcantes e equilibrados nesse Tempranillo, que chega com nuances que vão de cerejas, amoras e cassis a um toque de alcaçuz. Trata-se de um rótulo que desde o ano passado tem crescido exponencialmente em popularidade, estando bem adaptado ao envelhecimento em garrafa.

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Preço: US $ 1.104,00

ITÁLIA: MASSETO TOSCANA IGT, TOSCANA

O vinho toscano mais caro ($$$$) ganhou altos elogios de Jancis Robinson (que premiou a safra 18/20 de 1987) por sua delicada estrutura. Caracterizado por frutos negros maduros, esse vinho, elegante e redondo, conta com um excelente potencial de envelhecimento.

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Preço: US $ 767,00

ÁUSTRIA: WEINLAUBENHOF ALOIS KRACHER TROCKENBEERENAUSLESE KOLLEKTION, BURGENLAND

Nomeado “Enólogo do Ano” pelo menos seis vezes pelo Wine Journal de Londres, o lendário austríaco Alois Kracher produz garrafas ricas e vitoriosas. Esse vinho doce  apresenta notas de damasco, entre outras frutas secas.

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Preço: US $ 649,00

ARGENTINA: CATENA ZAPATA ESTIBA RESERVADA, AGRELO

De cor púrpura, esse elegante corte bordalês oriundo de uma das vinícolas mais prestigiadas da Argentina apresenta frutas vermelhas, como cerejas e cassis, bem como aromas de couro e defumado. Espere por taninos aveludados e final persistente.

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Preço: US $ 389,00

CHINA: AO YUN, YUNNAN

O primeiro vinho chinês da luxuosa grife LVMH, é nada mais nada menos que  um blend de Cabernet Franc-Cabernet Sauvignon, com  frutas vermelhas maduras e especiarias no nariz, bem como café e groselha negra em boca. O final é persistente e elegante.

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Preço: US $ 292,00

OUTROS PAÍSES (INCLUINDO BRASIL!)

Israel Golan Heights Winery Yarden Katzrin Red, Galilee Preço: $274.00
Nova Zelândia Destiny Bay ‘Magna Praemia’, Waiheke Island Preço: $264.00
Chile Vinedo Chadwick, Vale do Maipo Preço: $243.00
África do Sul De Toren ‘The Black Lion’ Shiraz, Stellenbosch Preço: $243.00
Suíça Weingut Daniel & Marta Gantenbein Chardonnay, Graubunden Preço: $197.00
Hungria Disznoko Kapi Vineyard Tokaji Aszu 6 Puttonyos, Tokaj-Hegyalja Preço: $183.00
Canadá Inniskillin Cabernet Franc Icewine, Península de Niagara Preço: $183.00
Grécia Estate Argyros Vin Santo 20 Years Barrel Aged, Santorini Preço: $122.00
Eslovenia Edi Simcic Kolos, Goriska Brda Preço: $111.00
Uruguai Familia Deicas ‘Massimo Deicas’ Tannat, Juanico Preço: $88.00
Croácia Bura Dingac, Peljesac Peninsula Preço: $70.00
Líbano Ixsir ‘El Ixsir’ Preço: $63.00
Brasil Pizzato ‘DNA 99’ Single Vineyard Merlot, Vale dos Vinhedos Preço: $63.00
Bolívia Rujero Bolivian Singani Preço: $39.00
Georgia Telavi Wine Cellar Marani ‘Satrapezo’ Saperavi, Kakheti Preço: $33.00
Bulgária Katarzyna Estate ‘Encore’ Syrah Preço: $25.00
Marrocos Thalvin – Domaine des Ouled Thaleb ‘Syrocco’ Syrah, Zenata Preço: $22.00

Como sempre digo por aqui, apesar de não ter a mínima perspectiva de provar algum dos rótulos acima (pelo menos não tão cedo), supervale a título de curiosidade. E, óbvio, para o caso de saber do que se trata e não deixar passar qualquer oportunidade.

Então é isso, galera do vinho!

Até a próxima! Tim-Tim!

*Referência: Vine Pair

 

 

 

Grupo Miolo: Safra 2018 Já é a Melhor da Década

Amigos, a safra 2018 em toda a região sul está uma coisa de louco. Eu já tinha constatado isso nas redes sociais das vinícolas que acompanho. No entanto, essa semana recebi da Assessoria de Imprensa do Grupo Miolo uma notícia que me deixou ainda mais otimista. Sim, a safra 2018 já é a melhor da década, superando as excelentes vindimas de 2011 e 2012.

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A Vinícola Miolo está próxima de finalizar a colheita 2018 com uma constatação: há pelo menos 6 anos não se via clima tão propício para a qualidade da vindima no Rio Grande do Sul. Até agora, nesta década, foram 2 safras de qualidade excepcional: 2011 e 2012, mas nenhuma superará a qualidade da de 2018. Nos 3 projetos da Miolo no RS foram colhidos 2/3 do total previsto, que é de 6,2 milhões de quilos de uvas. Desta forma, já é possível afirmar com segurança sua qualidade superior.

Comportamento climático x qualidade da uva da safra 2018

O inverno de 2017 foi um dos mais amenos registrados nos últimos anos, com baixo acúmulo de horas de frio (abaixo de 7,2 °C). Inicialmente isto causou muito temor, pois poderia gerar reflexos negativos na quebra da dormência das gemas das videiras, interferindo no volume de produção em 2018.

Entretanto, o bom estado fitossanitário da copa das videiras no pós-colheita de 2017 compensou a falta de frio e a brotação foi vigorosa e uniforme. O frio menos intenso do inverno e a primavera com temperaturas favoráveis desencadearam o início da brotação, com 15 a 20 dias de antecipação na maior parte das variedades.

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A primavera transcorreu dentro da normalidade, sem altos e baixos de temperatura, o que acarretou crescimento contínuo da vegetação e floração dentro do esperado. Por influência do frio reduzido do inverno, algumas variedades apresentaram menor número de flores por cacho, deixando-os um pouco mais “ralos”, o que influenciou em um peso médio menor. Em compensação, proporcionou uma maturação com ótima qualidade e sanidade nas uvas precoces, normalmente de cachos mais compactados e suscetíveis às podridões.

As chuvas da primavera e início do verão também ocorreram dentro da normalidade climatológica e apenas no mês de outubro houve uma semana com chuvas um pouco mais intensas, que não causaram danos nas variedades que ainda estavam em floração.

O verão vem transcorrendo com chuvas bem abaixo da média por influência do fenômeno “La Niña”, com reflexos muito positivos na qualidade e sanidade da uva. As temperaturas amenas noturnas estão sendo uma constante no período de maturação, com amplitude térmica média de 16 °C, chegando em alguns casos a ultrapassar 20 °C, favorecendo, assim, o acúmulo de matéria corante nas variedades tintas.

Grupo Miolo: considerações relevantes da safra 2018 nos 3 terroirs do RS

1) Miolo, Vale dos Vinhedos – a safra começou no dia 3 de janeiro com as variedades Pinot Noir e Chardonnay bases para espumantes, com ótimos resultados para a linha Miolo Cuvée Tradition e para o Miolo Millésime, produzido apenas nas melhores safras. Seguiu-se com a elaboração do Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay e, neste momento, estão sendo elaborados os tintos com a variedade Merlot, finalizando em março com a variedade Cabernet Sauvignon, utilizada para a produção dos vinhos Miolo Cuvée Giuseppe Merlot/Cabernet Sauvignon, Miolo Merlot Terroir e o ícone Miolo Lote 43, este elaborado somente nas safras excepcionais.

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No Vale dos Vinhedos o clima transcorreu de forma adequada, com chuvas limitadas e esparsas, acompanhado de temperaturas mais amenas em relação à média normal. A previsão total de colheita é de 700 mil quilos.

2) Seival, Campanha Meridional – a safra teve início no dia 8 de janeiro com as variedades Pinot Noir e Chardonnay bases para a produção do espumante Seival. Na sequência foram colhidas as variedades Pinot Grigio, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Viognier, utilizadas nos brancos das linhas Seival, Miolo Seleção e Miolo Reserva. Já a variedade Alvarinho, será colhida em março para o Quinta do Seival.

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Para os vinhos tintos a Pinot Noir colhida em janeiro tem agora sequência com as variedades Tempranillo, Touriga Nacional, Merlot e Tannat, finalizando em março com Cabernet Sauvignon e Petit Verdot para as linhas Seival, Miolo Seleção, Miolo Reserva e Quinta do Seival. Finalmente, após 7 anos será elaborada nova edição do Sesmarias.

No Seival o período de grande estiagem a partir de janeiro, surpreendeu pela característica de clima árido, com temperaturas que chegavam a 32 graus durante o dia e, em algumas noites, caíam a 9 graus, propiciando uvas com maturação excepcional – esse fenômeno foi raras vezes observado. Previsão total de colheita: 1 milhão e meio de quilos.

3) Almadén, Campanha Central – a colheita começou no dia 5 de janeiro pela variedade Gewürztraminer, seguindo-se com as brancas Chardonnay, Chenin Blanc, Semillon, Riesling Itálico, Riesling Renano e Sauvignon Blanc – utilizadas na elaboração dos vinhos base espumante e varietais Almadén -, finalizando com a Ugni Blanc. Já para os tintos, a colheita teve início com a Pinotage em meados de fevereiro, seguindo com Merlot e Tannat, com finalização em março com a Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon utilizadas para elaboração de todos os varietais Almadén. Também será elaborado o Vinhas Velhas Tannat, o que acontece somente nas melhores safras.

O clima na Campanha Central apresentou-se seco com precipitações muito limitadas, que, potencializadas por seu solo arenoso, propiciaram períodos de longa estiagem. Temperaturas amenas à noite favoreceram a maturação ideal das uvas. A previsão total de colheita é de 4 milhões de quilos.

“A safra 2018 para a Miolo ficará na história, pois produziremos todos os nossos grandes vinhos que são elaborados exclusivamente em safras excepcionais. Além disso, uma safra de qualidade como esta vem para coroar todo o trabalho de dedicação e inovação que foi realizado ao longo dos anos em prol da melhoria da qualidade. Agora, vamos ficar na expectativa de que o mercado reconheça isso e, desta forma, melhore a imagem e participação dos vinhos brasileiros na mesa dos brasileiros”, afirma Adriano Miolo, superintendente do Grupo Miolo.

Em meados de março está previsto o término da colheita nos três projetos da Miolo no Rio Grande do Sul (este ano a vindima foi precoce) e início da safra no projeto Terranova, no Vale do São Francisco (BA), que se estenderá até o final de 2018 com a previsão de que sejam colhidos aproximadamente 3 milhões de quilos de uvas, totalizando, assim, uma colheita de 9,2 milhões de quilos nos quatro projetos da empresa na safra 2018.

O Grupo Miolo

O Grupo Miolo possui projetos em 4 regiões do Brasil com vinhedos próprios: em Bento Gonçalves (RS), no Vale dos Vinhedos – Vinícola Miolo (100 hectares); em Candiota (RS), Campanha Meridional – Vinícola Seival (200 hectares); em Santana do Livramento (RS), Campanha Central – Vinícola Almadén (450 hectares); e em Casa Nova (BA), Vale do São Francisco – Vinícola Terranova (200 hectares).


Pois é, amigos, estou com uma expectativa enorme com essa safra. Não só com relação aos vinhos da Miolo, mas para as vinícolas de toda a região sul. Sem dúvida, promete vinhos de altíssima qualidade. Então é isso! Hoje teve post em caráter extraordinário por conta dessa notícia incrível do Grupo Miolo.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

 

Vinhos Perfeitos Para Harmonizar Com as Ceias de Fim de Ano

Enoamigos, eu simplesmente adoro o Natal, o Ano-Novo e tudo o que envolve essa época do ano (com exceção do calor, é claro!). No que se refere à gastronomia, por exemplo, alguns pratos já são supertradicionais, como Panetone, Chester, Pernil, Tender, e Rabanadas. E, sem dúvida, todas essas iguarias combinam muito mais com vinhos do que com qualquer outro tipo de bebida.

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Mas, aí, talvez você se pergunte: Com quais vinhos? Sim, quando se trata de tanta variedade de pratos, é normal a gente se confundir  na escolha!

Pensando nisso, abracei meus livros de harmonização e resolvi traçar esse pequeno guia para criarmos verdadeiros enlaces felizes entre as delícias de fim de ano e os nossos amados vinhos. Ah, e com dicas de rótulos para vocês! Curtiu? Então, Vamos lá!

PERU, FRANGO E CHESTER

Esses pratos são tão tradicionais que dificilmente você verá uma ceia sem, pelo menos, um deles. E eles estão presentes desde os tradicionais assados até o salpicão. São carnes de boa suculência e temperos marcantes, que pedem vinhos elegantes, leves e de taninos pouco acentuados. Vamos aos vinhos.

Latido de Sara Rosé, Navarra (BelleCave, 75,00):

Um Rosé espanhol 100% Granacha, de Navarra. No nariz, frutas suculentas e um frescor que combina demais com o verão e as festas de fim de ano.

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Wave Series Pinot Noir, Chile (Pão de Açúcar, 49,90):

Um tinto leve com ótima tipicidade de Leyda Valley, no Chile. Perfeito para ser servido fresco, com temperatura em torno de 12, 13 graus. Um excelente pinot sul-americano com ótimo custo-benefício.

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PERNIL E TENDER

Mais dois pratos clássicos e que marcam presença em muitas mesas brasileiras. O Tender é meu favorito! Com mel e cravo fica uma combinação agridoce diferente que eu amo! O pernil, na casa dos meus pais, por exemplo, demora mais de um dia para ser assado. Para essa dupla imbatível e suculenta, tintos mais potentes e incorpados costumam ser sucesso garantido.

Barone Montalto Acquerello Syrah Terre Siciliane IGT 2015 (Grand Cru, 64,00)

Um Syrah italiano que faz jus aos rótulos da Sicília, que têm surpreendido muito posivamente. Frutas vermelhas, alcaçuz e um mentolado que chama a atenção a cada girada de taça. Isso com o Tender..Hummm… salivei só de pensar.

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Eis um Tannat brazuca de responsa, perfeito para uma ocasião especial. O Corcéis, da Vinícola Helios, inclusive foi medalha de ouro na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2017. Um rótulo de presença, com estágio em barrica e que esbanja potência e fruta madura. Com o pernil é nota 1000!

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BACALHAU

Mais um super campeão de audiência das festas brasileiras! Herança dos portugueses, os pratos à base de bacalhau são tão variados que eu nem me arrisco em citar um mais específico. Ele está presente inteiro, em postas, ou desfiado em saladas, entre outras delícias de forno. Gosto de harmonizar bacalhau de duas formas, ambas sob o aspecto regional. Com branco e tinto. Eis os eleitos:

Vinho Verde Alvarinho Deu La Deu Branco (na facha de 100,00)

Esse Alvarinho é um de melhores custos-benefícios do mercado em se tratando de vinho verde. Elaborado com a casta Alvarinho, tem ótima acidez e elegância, com aromas de frutas tropicais, mel e um toque herbáceo.

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Monte Velho Escolha dos Enólogos 2016 (Wine.com, 49,00)

Tanto o do Rótulo Azul, vendido na Wine, quanto o clássico Monte Velho do rótulo preto, é sucesso garantido em termos de qualidade e preço. Muitas frutas vermelhas, com destaque para framboesas e amoras. É um corte de Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah que expressa de forma leve e elegante o terroir do Alentejo. Aproveita que a Wine está com frete grátis para as regiões sul e sudeste neste fim de ano e se joga!

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RABANADA E PANETONE

Enfim, chegou a hora de fechar a ceia com chave-de-ouro, com as saborosas rabanadas e o tradicional panetone de frutas. Para eles, indico vinhos de sobremesa que tenham o mesmo ou maior teor de doçura que o dos pratos em questão. 

Espumante RAR Moscatel (RAR, R$42,05)

O RAR Moscatel é produzido no Vale do São Francisco, região do Nordeste que demonstra dia após dia uma vocação nata para espumantes. Possui aroma intenso, fresco e típico, com notas de jasmim e outras flores brancas, guaraná, cítricos e mel. Perlage fino e elegante, além de uma doçura típica dos vinhos com esse estilo.

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De Martino Legado Sémillon Late Harvest 2005 (350ml) (Decanter, R$158,00)

Muita gente não daria R$158 num vinho de sobremesa. Mas, quem aprecia os doces botritizados (atacados pela podridão nobre) vai se encantar por esse chileno 100% Sémillon. É simplesmente o melhor que já provei do estilo em se tratando de Novo Mundo e, sem dúvida, apresenta-se como um opção mais em conta que os caríssimos Sauternes. De coloração âmbar opaca, chega intenso, com notas de damasco seco, mel, compota de laranja, marzipã e tabaco. Fresco e cheio de presença em boca, possui final muito persistente. Muito especial!

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Então é isso, enoamigos, adoro terminar um post inédito com sensação de dever cumprido. Sim, 2017 foi um ano de muitas descobertas profissionais e, em termos vinífetros, nem se fala! Conheci muita gente especial, fiz amizades queridas… enfim, estou pronta para recomeçar com ainda mais gás. Me aguardem!

E, claro, nessa brincadeira não podemos nos esquecer dos espumantes! Sim, as borbulhas são versáteis e os de estilo Brut, Extra-Brut e Nature, por exemplo, podem acompanhar uma refeição completa da entrada ao prato principal. Esses eu vou deixar para um próximo post, Ok? Me aguardem! 

Só na contagem regressiva para 2018!

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Até a próxima! Ótimos vinhos! Boas festas! Tim-Tim!

Wine Tour: Conheça 12 Vinícolas Incríveis ao Redor do Mundo

O que a princípio deveria ser uma simples visita, seguida por degustação de alguns rótulos, acaba se tornando uma verdadeira ostentação em determinadas vinícolas. Com arquitetura imponente e serviços de alta classe, sem dúvidas, elas fazem parte do imaginário de grande parte dos enófilos em todo o mundo.

Esses “templos de Baco” estão, em sua maioria, localizados em regiões vinícolas de grande tradição e suas instalações realmente impressionam. Sendo assim, compilamos uma lista de 12 vinícolas, algumas contruídas por nomes como Gehry e Calatrava, em locais como Napa, Rioja e Bordeaux. E se você é um autêntico apreciador de vinhos, certamente vai colocá-las em suas listas de futuros roteiros. Afinal, trata-se de lugares capazes de revirar os sentidos, tanto pelo que se vê quanto pelo que se prova.

 

1 – Bodegas Ysios

Esta vinícola, desenhada por Santiago Calatrava, na região espanhola de La Rioja foi concebida como um verdadeiro local de culto ao vinho.

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Chateau Margaux (França)

Simplesmente uma das vinícolas bordalesas mais famosas do mundo, cuja mansão é tão conhecida que estampa, inclusive, os rótulos de suas preciosas garrafas.

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3. Mission Hill Winery

O ponto alto desta vinícola canadense é o campanário de 12 andades, cujo propósito é o de acolher os convidados e despertar seus sentidos enquanto os sinos tocam.

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4. Darioush Winery

Toda a propriedade desta vinícola em Napa Valley assemelha-se a um palácio persa, em homenagem aos herdeiros do trono.

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5. Chateau Pichon Lalande

Um dos castelos mais fotografados em todo o mundo, esta vinícola de Bordeaux é, agora, propriedade da família Rouzaud, igualmente dona da Maison de Champagne Louis Roederer. Linda de viver!

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6. Marques de Riscal

Quando a vinícola espanhola Marques De Riscal decidiu que cada um dos seus visitantes deveria experimentar o espírito inovador e o mundo de sensações incorporadas pela vinícola, os proprietários se voltaram para o famoso arquiteto Frank Gehry. A construção tem algo futurista que impressiona. Maravilhosa!

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7. Dornier Winery

Projetada pelo fundador da vinícola, Christoph Dornier, esta vinícola sul-africana parece fazer parte da paisagem em sua volta.

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8. Castello di Amorosa Winery

Com ares medievais, esse castelo nem parece estar localizado na região californiana de Napa, nos EUA. Também pudera! Dario Sattui estava determinado a erguer o edifício mais belo e interessante da América do Norte e que, ainda por cima, produzisse vinhos incríveis.

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9. Opus One

Projeto conjunto entre o Baron Philippe de Rothschild e Robert Mondavi,  a vinícola Opus One foi criada para produzir o primeiro vinho ultra premium dos Estados Unidos. Tanto a vinícola quanto o rótulo em questão são verdadeiros ícones do mundo de Baco.

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10. Chateau DuCru Beaucaillou

Projetado pelo famoso arquiteto parisiense Paul Abadie, este castelo de Bordeaux é tão icônico que, como Chateau Margaux, também estampa o rótulo de seus vinhos.

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11. Ledson Winery

A construção francesa com ares da Normandia desta vinícola de Sonoma tornou-a famosa antes mesmo do vinho. E, graças a atenção que a família Ledson recebeu em virtude da propriedade que seus integrantes decidiram optar por produzir vinho antes de qualquer outra coisa.

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12. Bodegas Sommos

Uma das vinícolas mais modernas da Espanha, a Sommos tem sua construção superparecida com uma borboleta. Outro exemplo de arquitetura futurista nos vinhedos espanhóis.

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Então, enoamigos, espero que tenham curtido o post! Já fazia tempo que não pesquisava sobre lugares maravilhosos do mundo do vinho e curti muito! Afinal, esses são de tirar o fôlego!

Até a próxima! Bons vinhos! Tim-Tim!

Referência: VinePair Fotos: Shutterstock

Notas de Prova: Perdriel Series 2014, um Malbecão de Respeito

Atenção, Malbec Lovers, está aí um rótulo que me supreendeu superpositivamente. O Perdriel 2014, da Winebrands Brasil, é daquele tipo que chega chegando, com notas olfativas bem intensas. Perfeito para um churrasco ou simplesmente para harmonizar com aquele bate-papo descontraído.

Como sou daquelas que adora ler um contrarrótulo, logo de cara fui tomada por uma grande expectativa, sobretudo pelo mesmo mencionar que o vinho em questão provinha de um vinhedo centenário, com videiras que vão dos 50 aos 80 anos de idade. E não decepcionou!

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Vermelho-Rubi, com nuances violáceas. Límpido, com leve opacidade.

OLFATO: Forte presença de ameixas, frutas vermelhas maduras, defumado, tabaco, especiarias, canela, cravo, além de uma mineralidade intrigante, difícil de ser encontrada em outros malbecs da mesma região. 

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BOCA: De médio corpo, em boca é muito agradável, com taninos redondinhos, muito equilíbrio e persistência. 

HARMONIZA COM.. pratos à base de carnes vermelhas e queijos de massa mole. Pede gordura!

UM POUCO MAIS SOBRE A MALBEC

Malbec é uma variedade de uva tinta nativa do sudoeste da França (sobretudo da área em torno de Cahors). Porém, foi na Argentina que esta casta ganhou fama, mais especificamente em Mendoza, região responsável por qualificar a Malbec como uva mais representativa dos porteños, tendo-os colocado definitivamente no mapa do vinho mundial.

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A Malbec geralmente amadurece no meio da estação de crescimento e produz uvas pequenas e intensamente pigmentadas. Como é tão sensível ao seu ambiente crescente, o nível de amadurecimento tem um efeito considerável na estrutura do vinho. No geral o os Malbecs franceses tendem a ser mais carnudo, rústico e tânico, enquanto os exemplares argentinos são igualmente ricos, maduros, intensos e suculentos. Em ambos os lados do Atlântico, os vinhos Malbec geralmente são envelhecidos em carvalho para melhorar sua estrutura e potencial de envelhecimento.

FINCA PERDRIEL

Há mais de cem anos foi fundado em Mendoza o primeiro vinhedo da Bodega Norton, o Finca Perdriel. Este vinhedo se caracteriza por ter a superfície do solo mais fina que a média da região, o que diminui a capacidade de retenção da água. Por este motivo, as uvas do vinhedo Perdriel são altamente concentradas, produzindo vinhos encorpados de cor intensa, saborosos e com alta capacidade de guarda.

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O Perdriel Series 2014 é elaborado 100% com uvas Malbec, sendo amadurecido em barricas de carvalho de 1º e 2º uso, além de 10 meses em garrafa antes de ir para o mercado. Apesar do teor alcoólico de 14,3%, há um equilíbrio notório entre acidez, taninos e alcoolicidade.

Esse vinho está à venda aqui, no site da WineBrands Brasil. 


Então é isso, enoamigos, começando a semana a todo vapor. Semana curtinha, é verdade! Mas com muito estudo  e vinho pela frente!

Até a próxima! Ótima semana! Ótimos Vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.