Degustando com os Amigos: Ótimos Vinhos e Descontração no Espaço École Du Vin

E eis que o casal querido, Sommelier Marcelo Marques e Patrícia Pacheco, nos convidaram para uma degustação descontraída em seu aconchegante Espaço École Du Vin, em Copacabana. A missão: cada participante levaria um vinho e uma comidinha. Eu e o marido levamos o Espumante Brut da Batalha Vinhos & Vinhas e o Sagiovese Toscano Querciavalle, importado pela Vindame.

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A noite foi muito especial, repleta de risadas e boas histórias, como em qualquer animada confraria. Afinal, o grupo era nota 1000 e, além do Marcelo e da Patrícia, contava com Joana Rangel (do, Blog Divina e Vinho), Fernando Lima (do Blog Vinhos com Fernando Lima) e esposa, bem como mais 3 amigos do casal de anfitriões, todos muito simpáticos e empolgados.

OS VINHOS DA NOITE

E, como diria o amigo Fernando Lima, vamos à análise das ampolas degustadas!

1 – Espumante Casa Marques Pereira Extra Brut: Um bom Champenoise (com segunda fermentação em garrafa). Elaborado com a uva Trebbiano Toscano, possui cor Amarelo-palha, com perlage muito fina e elegante. Muito agradável e perfeito para iniciar os trabalhos e “fazer a boca” para os rótulos seguintes.

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2 – Vinho Verde Vila dos Ingleses: Logo de cara, a cor impressiona. É um rosé que tende para casca de cebola, porém, até mais alaranjado. Muito fresco, frutado e levemente frizante, com notas de pêssego. Geladinho, num dia de verão à beira da piscina…já imagino o sucesso!

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3 – Segredos da Adega Tannat Gran Reserva 2008: Sim, começamos com um Tannat 100% nacional e daquela safra que amacia qualquer potência. Sim, os taninos estavam perfeitos! Coloração rubi, com reflexos granada, a cara da evolução! No nariz, frutas do bosque, mais para compota (geleia), além de um toque de café e couro. Muito agradável e interessante!

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Agora, pausa para uma Vertical de Valmarino Reserva de Família! Sim, o amigo Fernando Lima levou essas duas preciosidades de sua adega para a gente curtir a experiência. Analisamos as safras 2008 e 2013. Vamos lá!

4- Valmarino Reserva de Família 2008: Trata-se de um corte de 30% Cabernet Sauvignon, 30% Tannat, 30% Cabernet Franc e 10% Merlot. Realmente, uma mistura que só tem a ganhar com a guarda. Coloração rubi-intensa, com reflexos granada e sinais claros de evolução em garrafa. Taninos sedosos, mas ainda bem presentes, com notas herbáceas e caráter mentolado. Depois de um tempo na taça, as especiarias tomam conta do nariz. Maravilhoso, sem dúvida, para mim, foi o grande destaque da noite. 13,5 de vol. alcoólico.

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5 – Valmarino Reserva de Família 2013: Logo na cor, a diferença foi bem clara com relação ao exemplar 2008. Era um vermelho-rubi sem reflexos. No nariz, como era de se esperar, bem mais frutado, com toques de café tostado e especiarias. Nesse caso, o corte é de 45% Cabernet Franc, 25% Merlot, 15% Tannat  e 15% Cabernet Sauvignon. Na boca, encorpado, com taninos bem presentes, porém, agradáveis. Um vinho que ainda aguenta uns bons anos de guarda e que ainda tem muito para mostrar. Excelente! 13,0% de vol.alcoólico.

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Depois desses dois espetáculos de tinto, mais uma vez, vamos a um espumante!

6 – Espumante Batalha Brut Método Tradicional (Champenoise): Então, esse espumante foi na minha bolsa de Niterói a Copa, sacolejando e previamente gelado (estava na minha cervejeira). Após a viagem, tudo podia acontecer! E eis que na minha taça a perlage não era numerosa, porém, bem fina. O nariz dele era ótimo, muito tostado, leveduras (aquele pão característico). Na boca também estava ótimo. Só a perlage que ora aparecia, ora não.

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7 – Santa Cristina Branco 2012: Ah, gente, eu amei esse branco italiano. E eu nem sabia que quem produzia era a Família Antinori, tá? Senão eu já chegaria sugestionada..rs. Sim, mas esse branquinho, produzido na Umbria, é elaborado com as uvas Grechetto e Procanico. Apesar de 2012 ainda estava muito vivo, agradável, com cor dourada. Muito fresco, com notas tropicais e geladinho! Delícia!
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8 – Querciavalle Toscano Rosso 2015: Esse foi mais uma das ampolas que eu levei. Da importadora Vindame, o Querciavalle é produzido na mesma região italiana do Chianti Clássico. Um vinho 100% Sangiovese, macio, frutado (eu já tinha provado), com 14% de vol. alcóolico, mas que foi assassinado com requintes de crueldade pelos poderosos tintos servidos anteriormente. Ou seja, enoamigos, em se tratando de degustação, uma regra básica é seguir a ordem dos vinhos. Logo que cheguei, eu já tinha que ter falado com o Marcelo que esse tinto era mais leve. Dei mole! Serve como aprendizado para a próxima 😉

Então é isso, galera da enofilia. Foi um encontro memorável que uniu amigos, vinhos e muitas experiências. Com relação às comidinhas, tenho que dar o merecido destaque ao “Dadinho de Tapioca” da Patrícia. Divino, maravilhoso com os molhinhos agridoces.

Até a próxima, pessoal! Bom vinhos! Ótimas companhias! Tim-Tim!

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Notas de Prova: (Tellus 2015): Toda a Personalidade de um Syrah Italiano

Sim, você leu certo! Syrah italiano! Aliás, quando se trata de vinhos do país da bota, a gente já espera logo por castas clássicas das regiões, como Sangiovese, Nebbiolo e por aí vai… Enfim, cepas francesas geralmente aparecem em cortes com uvas tipicamente italianas. Porém, não neste caso. O Tellus, que recebi da Winebrands Brasil, é um vinho 100% Syrah, produzido pela vinícola Falesco na região de Lazio, a 300 de altitude e amadurecimento de 5 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso. 

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GARRAFA LINDA, INSPIRADA NOS ROMANOS

Antes de tudo, vale citar que o nome Tellus remete à deusa romana da terra, tanto que sua ampola (linda, por sinal!) foi inspirada nas antigas garrafas do império romano, mais baixa e larga na lateral, do tipo que chama a atenção em qualquer prateleira.

Criado em 2009, seu rótulo é o quadro vencedor de um concurso com artistas, no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Agora que já falei um pouquinho sobre ele, vamos às notas de prova!

TELLUS

NOTAS DE PROVA

Achei o vinho elegante e com notas bem típicas da uva Syrah. Sabe aquela picância, própria dos fermentados da casta? Esse tem! É do tipo que acompanharia superbem com carne temperada com especiarias. Perfeito!

 

VISUAL:  Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos. Bem límpido, possui cor de vinho jovem mesmo e logo de cara a gente já imagina uma safra 2015 ou 2016 (neste caso, 2015).

OLFATIVO: Frutas do Bosque, ameixa e especiarias, com nuances de pimenta-do-reino.

BOCA: Picante em boca, com médio corpo e taninos presentes, afinal, trata-se de um vinho jovem. Mas nada que incomode o paladar. Deixa a boca enxuta e conta com média persistência (contém uns 6 segundos).

  • Recomendo aerar em Decanter, a fim de estimular a liberação de todos os aromas e amaciar os taninos.

  • É um vinho pronto, mas que pode esperar na adega por mais uns 3 anos e só tem a ganhar.

  • A presença da madeira é bem discreta, mal se nota. Provavelmente pelo fato de ter passado por barricas de segundo uso. Supercombinou com o estilo do vinho. Eu curto!


Então é isso, enoamigos! O Tellus Syrah 2015 está à venda no site da importadora Winebrands Brasil.

Até a próxima e ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

Vinho & Saúde: Quem Bebe Vinho Durante as Refeições é Mais Feliz e Adoece Menos

Hoje cheguei com mais ótimas notícias relacionadas ao nosso amado néctar de Baco!

Segundo recente pesquisa, o hábito mediterrâneo de desfrutar de uma taça de vinho  durante as refeições pode ser a chave para uma vida saudável e feliz.

 

De acordo com o estudo, as pessoas que consomem um terço de uma garrafa de vinho ou até duas taças de vinho em cada refeição adoecem menos, além de possuírem uma visão mais otimista da vida.

O VINHO EVITA A COMPULSÃO E TRAZ FELICIDADE

E os benefícios não param por aí. Pesquisadores das universidades finlandesas de Tampere e Helsinki constataram que essas pessoas tendem, ainda, a serem menos propensas a beber compulsivamente, ao ponto embriargar-se. Ou seja, o estudo determina que tal grupo não deve ser incluído no de “risco de vício”, mas sim, exatamente  o oposto, no de “consumidores equilibrados”.

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Os cientistas estudaram os hábitos de aproximadamente 2.600 consumidores de bebidas alcoólicas entre 18 e 69 anos, por meio de questionários que avaliaram sua autoestima e saúde física e mental, tendo constatado que 12% das pessoas que bebem vinho regularmente tiveram maior pontuação nos três quesitos, mesmo levando em conta fatores como trabalho, educação e estado civil.

CONSUMA VINHO DURANTE AS REFEIÇÕES

Os pesquisadores constataram, ainda, a importância, tanto do momento de consumo quanto do tipo de bebida alcoólica consumida. Ou seja, aqueles que não consumiram vinho no almoço não tiveram os mesmos benefícios para a saúde e o bem-estar daqueles que o fizeram.

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Outro fator relevante é que 25% dos que misturavam o consumo de vinho e cerveja nas refeições eram alcoólatras, ao passo que aqueles que bebiam apenas vinho,  sempre acompanhado de alimentos, representavam apenas 8% em relação ao risco de alcoolismo. 

BEBA SEMPRE COM EQUILÍBRIO

Então, enoamigos, essa é, sem dúvida, outra prova de que o consumo moderado de vinho não representa nenhum risco para a saúde da maioria das pessoas, muito pelo contrário: produz uma série de benefícios. Sim, e volta e meia descubro um diferente. Afinal, são centenas de estudos que atestam a veracidade disso (sem exageros!). Porém, em todos eles, o padrão-chave passa pela moderação. Logo, só quem consome, de preferência 1 taça por dia durante uma das refeições pode usufruir de todos esses benefícios a longo prazo.

Enfim, o vinho faz bem para a pele, para a mente e o coração. 🙂

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

*Referência: The Big Wine Theory

 

 

 

 

Wine Drinks: Brinde à Vida com Pisco e Espumante Rosé (Morango Sparkler)

Como visitar o Chile e não trazer uma garrafa de pisco na mala? E, chegando em casa, claro, comecei a explorar a internet em busca de receitas de drinks diferentes, que saíssem do tradicional “Pisco Sour”. Até que, enfim, encontrei uma que une o destilado com nada mais nada menos que Espumante Rosé (uma das minhas paixões!). O resultado é mais um Wine Drink inédito aqui para vocês.

O diferencial dessa receita é o Xarope Simples de Morango, que serve, ainda, para saborizar outros drinks e soltar a criatividade. Por isso, primeiro vou te ensinar a fazer esse ingrediente. Anote aí:

Ingredientes:

1 kg de morangos lavados e cortados em pedaços
2 kg de açúcar
300 ml de água

Numa panela alta coloque o açúcar e a água, leve ao lume e deixe ferver 5 minutos. Junte os morangos e deixe ferver mais 8 minutos em lume baixo. Desligue o fogo e coe através de um passador de rede fina. Deixe arrefecer e engarrafe, rolhe bem. Guarde em local fresco.

 

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Sim, e agora vamos à receitinha do Morango Sparkler, para você curtir com os amigos no happy hour, no almoço, jantar e por aí vai… Satisfação garantida! Olha só:

MORANGO SPARKLER

Ingredientes:

  • 1 dose de Pisco
  • 1/2 dose de xarope simples de morango (o restante do xarope que  você preparou pode ser guardado numa garrafa e ir para a geladeira, para outros drinks)
  • 3 doses de espumante rosé de qualidade (de preferência seco, sem açúcar residual)

Modo de Preparo:

Junte o Pisco e o Xarope Simples de Morango no fundo de uma flute, tulipa ou copo long drink. Despeje o Espumante Rosé na taça ou copo.  Decore com um morango na borda, assim como na foto abaixo, e voilá!

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Então, viníferos, eu já estava com saudades de publicar um Wine Drink inédito para vocês. Afinal, nada como dividir uma paixão com os amigos. E, além do vinho, também gosto muito de mixologia e tudo o que envolve o assunto “Coquetéis”.

Sem falar que quem me conhece sabe o quanto sou entusiasta dos Vinhos Rosés e faço de tudo para divulgá-los por aqui e desmistificar alguns preconceitos.

Até a próxima! Bons Vinhos! Ótimos drinks! Tim-Tim!

 

*Referências: Vine Pair, Blog horta e cozinha, Petiscos. 

Champanhe: as 10 Frases Mais Famosas Sobre o Rei das Borbulhas

A aula de Espumantes do meu curso profissional da ABS-RJ me inspirou a buscar curiosidades sobre as borbulhas que vão além das técnicas de produção. E, sendo assim, hoje trouxe para vocês algumas célebres frases sobre o Champanhe, que, sem dúvida, é a mais efervescente e charmosa das bebidas:

1 – “Venham rápido, irmãos! Estou bebendo estrelas!”.

Dom Pérignon.

Descrição famosa do monge cego que, reza a lenda, foi o descobridor do champanhe. Não importa se essa frase é ou não verídica, mas vamos combinar que se você já provou um bom espumante a sensação é exatamente essa!

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Logo, foi isso mesmo que o monge beneditino gritou quando provou o champanhe pela primeira vez numa adega subterrânea da abadia de Hautvillers, na fria região francesa de Champagne. Afinal, seus anos de trabalho e paciência tinham produzido um milagre. E olha que dizem que essa descoberta se deu de forma totalmente acidental, visto que, naquela época, o gás-carbônico no interior das garrafas era considerado um defeito. Que bom que Dom Pérignon decidiu provar o resultado, pois, daí nasceu um dos melhores vinhos do mundo.

2 – “O Champanhe é o único vinho que permite à mulher conservar-se bela após tê-lo bebido”. 

Marquesa de Pompadour (Jeanne-Antoinette Poisson).

Esperta que só, a marquesa bem sabia que o champanhe faz bem para a pele e a alma, tanto que sua beleza conquistou um dos mais poderosos homens do mundo em sua época.

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A famosa cortesã francesa, amante do Rei Luís XV, foi uma das maiores promotoras do consumo de champanhe. Afinal, graças a ela, a mulherada de Versailles passou a acreditar na eficácia das borbulhas como produto de beleza. Ah, e como deve ser uma delícia se sentir mais bonita com champanhe!

Diz-se, ainda, que supostamente o rei tenha ordenado que as taças coupe fossem moldadas na forma perfeita de seus seios.

3- “Só bebo champanhe em duas ocasiões: quando estou apaixonada e quando não estou”.

 Coco Chanel.

Concordo com a elegante Coco. Asism como ela, também tento beber exclusivamente nessas duas ocasiões (rs).

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Enfim, a famosa e revolucionária estilista francesa queria deixar claro que beber champanhe era algo que sempre fazia, não importava o que acontecesse ao seu redor.

4 – “Champanhe! Na vitória você o merece, na derrota você precisa dele”.

Napoleón Bonaparte.

Bem sabia Napoleão que as vitórias ficam mais doces e as derrotas menos amargas com champanhe. Sem dúvida, uma frase sábia, tanto que até hoje é uma das primeiras que me vem à mente quando penso em frases sobre borbulhas.

A paixão de Napoleão pelo champanhe, sobretudo os da Maison Moët & Chandon, fez com que o imperador, inclusive, popularizasse a técnica de Sabrage (desarrolhar a garrafa com a espada) entre os militares franceses, que lançavam mão dela em simplesmente todas as festas da cavalaria. Cada vitória espetacular era motivo para uma comemoração com muito champanhe.

5 – “Lembrem-se, Senhores: Não é pela França que lutamos, é pelo champanhe!”.

 Winston Churchill.

Certamente, Churchill, um dos mais famosos primeiros-ministros ingleses, poderia ter sido nomeado o primeiro embaixador do espumante francês. O estadista era conhecido por sua paixão pelas borbulhas, tanto que seu café da manhã favorito era ostras com champanhe. Sua marca favorita era a Pol Roger, elaborada com as três varietais de champanhe (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay).

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6 – “O champanhe é o luxo dos amantes dos vinhos”.

Jancis Robinson.

Guru dos enófilos dos dias de hoje, Jancis Robinson sabe muito bem dos nossos desejos e sonhos de consumo. E qual o apaixonado pelo mundo de Baco que não gostaria de desfrutar de um bom champanhe gran cru sempre que possível? Porém, o champanhe é um artigo de luxo reservado a ocasiões muito especiais (ao menos que você tenha grana para ter várias garrafas na adega).

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Jancis é conhecida como uma das mais renomadas críticas e pensadoras do vasto universo do vinho. Uma das personalidades que mais admiro!

7 – “Só as pessoas pouco criativas não conseguem encontrar um motivo para beber champanhe”.

Oscar Wilde.

Um brinde à Oscar Wilde e todos os bebedores de champanhe criativos!

Um dos mais famosos escritores ingleses sempre foi conhecido por sua personalidade. Ou seja, falta de criatividade para “inventar” uma razão para beber champanhe nunca existiu em seu repertório.

8- “Você pode ter muito champanhe, mas nunca terá o suficiente”.

Elmer Rice.

Dramaturgo vencedor do American Prêmio Pulitzer, em 1929, Elmer Rice foi um dos membros do clube “Amantes de Champanhe”. Para ele, acima de tudo, a bebida representava infinitas emoções, entre elas a celebração e o prazer imediato que proporcionava esse néctar tão sedutor.

9 – “Qualquer coisa em excesso é prejudicial, mas champanhe demais é sempre bom”.

Scott Fitzgerald.

Quando o famoso escritor Scott Fitzgerald proferiu essa frase, obviamente não estava pensando no Grande Gatsby, mas sim em muitos amantes do champanhe.

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Fato que Fitzgerald sempre viveu entre o sucesso, a indolência, o talento literário e excessos. Em “O Grande Gatsby” isso é bem retratado, numa obra em que o glamour e os loucos anos 20 são sempre acompanhados pelo espumante mais famoso do mundo. Quem nunca quis estar em festas com fontes de champanhe por todos os cantos? Sem dúvida, trata-se de um excesso maravilhoso..rs.rsrs.

10 – “Chega o momento da vida de uma mulher em que a única coisa  que ajuda é uma taça de champanhe”.

Bette Davis.

A vida é feita de altos e baixos e todos nós em algum dia iremos nos deparar com maus momentos. Nessas horas, uma bela taça de champanhe realmente pode operar milagres. No entanto, o que Bette Davis não menciona nessa frase é que o champanhe estava sempre com ela, inclusive nos bons momentos.

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Essa atriz apaixonada, conhecida por suas performances melodramáticas em filmes históricos e românticos, aproveitava ao máximo cada momento da vida, com direito a muito glamour e champanhe, claro!


Enfim, enoamigos, o que não falta são motivos para desfrutar de uma taça de espumante, independente se é ou não champanhe. Até porque, uma coisa é certa: a vida deve ser sempre celebrada!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência: http://www.gourmandin.es/

Notas de Prova: Menegotto Mostra Que Um Espumante Moscatel Pode Ir Além da Sobremesa

Sou completamente fascinada por harmonização entre vinho e comida. E, desde que recebi uma amostra de espumante moscatel da Carpe Vinum, decidi que não iria testá-la com nada óbvio, como torta de maçã ou sorvete de creme.

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Lembra quando eu mencionei que no inverno acabo sempre com apenas uma garrafa de vinho branco na adega? Pois é, gosto de ter um rótulo do estilo para harmonizar com comida japonesa, fondue de queijo, entre outros pratos que, no meu entendimento, acompanham bem um branco. Contudo, ao retornar de viagem, minha adega estava carregada de tintos (sempre acabo me rendendo a eles, ainda mais no friozinho) e ao procurar por opções, lá estava a garrafa do Menegotto Moscatel, se oferecendo para mim.

MOSCATEL E COMIDA JAPONESA?

Peguei a garrafa e liguei para o Restaurante Japonês. Vamos testar algo nada óbvio. Voilá!

Sei que os espumantes moscatéis são doces e, portanto, combinam bem com sobremesas. Porém, o doce também pode contrastar, por exemplo, com o salgado do molho shoyo. Sem falar que o frescor das borbulhas pedem algo fresco, como sushi e sashimi. Por que não?

MENEGOTTO MOSCATEL 

Elaborado com as cepas Moscato Branco (80%), e Malvasia de Cândia (20%),  o Menegotto é elaborado pelo tradicional processo Asti italiano. A tomada de espuma acontece em autoclaves com controle de graduação alcoólica até atingir 7,5% de álcool.

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O espumante é produzido pela Vinícola Courmayeur, fundada em 1976 na região de Garibaldi, na Serra Gaúcha, que é, sem dúvida, uma das melhores para a produção de borbulhas. O nome Courmayeur provém de uma comuna italiana da região do Valle d’Aosta, na fronteira com o território francês, ou seja, já senti que de método italiano eles entendem.

O MÉTODO ASTI

Asti está ligado ao processo de elaboração e é o nome de uma cidade italiana, na região do Piemonte, onde esses espumantes são elaborados há muito tempo. O método Asti é uma variação do Charmat, através do qual a fermentação ocorre em cubas de aço inoxidável. Contudo, ao contrário do método Charmat, em que o vinho base é colocado para fermentar pela segunda vez, a fim de produzir álcool e gás carbônico, no método Asti ocorre apenas a fermentação.

Logo, o mosto é colocado nas cubas junto com leveduras que irão consumir o açúcar do líquido, transformando-o em álcool e gás carbônico. A fermentação é interrompida quando o teor de álcool atinge 7% ou 8%. Como as uvas são mais doces que outras variedades, o resultado é um espumante adocicado (com alto teor de açúcar), de baixo teor alcoólico, leve, refrescante e muito aromático.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha com nuances esverdeadas. Perlage fina e persistente.

OLFATIVO: Notas de mel e flores brancas. 

GUSTATIVO: Doce, sem ser enjoativo. As notas de nariz se confirmam em boca. Apesar de leve, possui boa cremosidade de frescor.

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HARMONIZAÇÃO: além de casar bem com sobremesas, também faz bonito ao lado de saladas e entradas mais leves. Minha experiência com sushi, sashimi e muito shoyo foi totalmente aprovada. 

TEMPERATURA DE SERVIÇO: entre 3 e 7ºC

7,5% de volume alcoólico. 


Então é isso, enoamigos. Nada como sair do lugar comum! Você encontra o Espumante Moscatel Menegotto na loja virtual da Carpe Vinum .

Até a próxima! Ótimos vinhos e combinações inusitadas! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

(Chile) Viña Emiliana: Linda, Orgânica e Biodinâmica

Em minhas andanças pelo Chile, acabei conhecendo uma bela vinícola no Valle de Casablanca. E não é qualquer uma! Essa possui uma proposta muito bacana e sustentável, que eu só tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto na prática.

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O dia bonito colaborou para o sucesso do passeio!

A Emiliana é orgânica, na medida em que produz seus vinhos com o mínimo de intervenções, como uso de pesticidas, fertilizantes, entre outros. Tudo na base da natureza! E biodinâmica, porque faz uso desses mesmos recursos naturais para driblar as dificuldades e tomar decisões a respeito da saúde das vinhas.

O TOUR PELA EMILIANA

Ao reservar a visita na vinícola, através do site, optei pelo Tour Orgânico, o mais simples que não tinha degustação do Gê, vinho-ícone da vinícola. Chegando lá, encontramos um grupo muito bacana, que incluía muitos brasileiros e alguns australianos.

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O lugar é lindo e tivemos a sorte de pegar um dia perfeito, de sol, apesar do frio intenso, típico do inverno. Como o tour foi pela manhã, havia, ainda, uma certa nebulosidade, mas nada que comprometesse o lugar e as fotos.

Nossa guia foi o Wilson, um chileno muito simpático e solícito, que falava um português ótimo. Logo de início, ele nos mostrou os vinhedos e todos os “personagens” que fazem parte desse grande ecossistema. Cada elemento tem sua função na saúde das videiras.

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Nosso guia, Wilson, tirando todas as dúvidas, em portuñol e inglês. 🙂

Os galos, as galinhas, a vegetação rasteira no entorno das vinhas (no centro das espaldeiras), os gansos e até as alpacas (da família das llamas) contribuem muito para o controle natural de pragas, de acordo com a proposta orgânica do vinhedo.

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Dando uma espiadinha do galinheiro: animais superimportantes para a sáude das vinhas.

E todo esse conceito se traduz de forma muito clara nos vinhos da Emiliana, que tivemos a oportunidade de degustar ao final do tour.

PROPOSTA ORGÂNICA E BIODINÂMICA 

Logo de cara, o Wilson nos explicou que a vinícola precisou de três anos para se adaptar totalmente ao estilo orgânico de produção. Tanto que durante esse tempo, a mesma não produziu vinhos. Tudo porque a legislação é muito criteriosa quando se trata de certificar vinhedos orgânicos, com um selo que atesta a sua autenticidade.

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Nesse momento “sabático”, é como se as vinhas, anteriormente tratadas da forma tradicional, se limpassem para deixar tudo o mais natural possível.

VINÍCOLA ORGÂNICA 

Sendo assim, atualmente cada um dos vinhedos da Emiliana é um fiel reflexo dessas práticas orgânicas, que se baseiam em fomentar a biodiversidade e a ausência de pesticidas, herbicidas e fertilizantes sintéticos, a fim de produzir alimentos mais saudáveis.

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As lindas alpacas (da família das llamas). Minha pequena amou!

Através desse tipo de agricultura, é possível cuidar da terra e evitar problemas ambientais a longo prazo, melhorando a qualidade das uvas e, por consequência, dos vinhos que delas se originam.

AGRICULTURA BIODINÂMICA 

A biodinâmica é uma forma integral e compreensiva de agricultura orgânica que zela pela saúde do planeta por meio do cultivo regenerativo. Trata-se de uma ideia meio diferente de se enxergar o processo e muita gente acha que é “coisa do outro mundo”. Mas a natureza é tão simples que vocês nem imaginam!

Na visão da Emiliana, é fundamental respeitar os princípios básicos da agricultura biodinâmica e, segundo o Wilson, até hoje isso tudo tem dado supercerto na vinícola. Entre esses preceitos, está o fato de que o campo é um ser vivo que tem seu próprio tempo. A intervenção do homem não deve de forma alguma alterar o equilíbrio biológico natural do campo, mas, sim, trabalhar para mantê-lo.

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Agricultura biodinâmica é natureza pura se refletindo nos vinhos.

Com isso, através da compreensão dos ciclos e ritmos do sol, da lua, dos planetas e suas influências, programa-se as diferentes atividades e trabalhos agrícolas através do calendário biodinâmico, resultando na obtenção de maior qualidade do produto final, ou seja, dos vinhos!

Para o sucesso de todo esse processo, deve-se fomentar a interligação entre os reinos mineral, vegetal e animal, através do uso de preparados homeopáticos biodinâmicos que são adicionados ao solo. O Wilson mostrou alguns para a gente e achei muito interessante. Ou seja, todo o cuidado com a saúde das vinhas é feito através dos recursos naturais e isso é muito bacana mesmo!

 A DEGUSTAÇÃO DOS VINHOS DA EMILIANA

Ao final do tour fomos em direção a uma sala de degustação com uma mesa enorme e uma bela vista para os vinhedos. Lá, o Wilson fez conosco uma degustação dirigida de quatro vinhos deles, incluindo um dos mais famosos, o blend Coyam. Vamos aos rótulos:

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Ótima seleção de vinhos na degustação final do tour

1- Novas Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014: como sempre, tudo começa com um leve e fresco Sauvignon Blanc. Notas cítricas e muito agradável, é perfeito para um dia quente na beira da piscina ou curtindo uma praiana. Ou seja, a cara do Rio! Combina com Ceviche e Queijo de Cabra. Os clássicos!

2- Adobe Chardonnay Reserva 2016: ótimo Chardonnay Reserva, como sempre, foi o preferido do marido, que é fã dos brancos dessa casta. Boa tipicidade! Versátil, vai superbem com um belo fondue de queijo ou geladinho num dia quente de verão. Esse é facilmente encontrado nos supermercados por aqui. Amei!

3- Novas Gran Reserva Carmenère e Cabernet Sauvignon 2014: esse blend me surpreendeu muito positivamente. Muita complexidade para um rótulo despretensioso. Aromas de cassis e frutas negras muito presentes. Taninos sedosos, muito agradável. Delícia para acompanhar pratos a base de carne bovina de cortes mais leves. Aliás, achei que ficaria ótimo com fondue de carne. Excelente!

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Vinhos da degustação, nas taças (da esquerda para a direita): Sauvignon Blanc, Chardonnay, Corte de Carménere e CS e o famoso Coyam.

4 – Coyam 2014: produzido no Valle do Colchágua, o Coyam é um dos carros-chefes da Emiliana e superconhecido pelos enófilos ao redor do mundo. Trata-se de um blend de Syrah(34%), Merlot(31%), Carménère(17%), Cabernet Sauvignon(12%), Malbec(3%) e Mouvédre(3%). Uma mistura rica em aromas e complexidade, com destaque para notas de frutas negras maduras, defumadas, de chocolate e toques minerais. Encorpado, mas de taninos sedosos, possui boa presença e persistência. Sem dúvida, foi o meu favorito para aquele dia superfrio. É um vinho que acompanha bem carnes de caça, como javali e cordeiro. Santé!


Para quem tem a curiosidade conhecer um vinhedo orgânico e biodinâmico, certamente esse passeio é obrigatório e tem tudo para agradar adultos e crianças. Minha pequena amou ver os bichinhos. Foi um dia muito especial!

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Belíssima vista da sala de degustação. Cenário perfeito!

Você também pode visitar a Emiliana em sua sede, no Valle de Casablanca, com agendamento prévio pelo site da vinícola. 

 

No Brasil, os vinhos da Emiliana se encontram à venda nos sites da Vino Mundi e World Wine

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Então é isso, enoamigos! Alguns viníferos estão me enviando mensagens pedindo dicas para o Chile. Estou respondendo aos poucos e, sim, adoro dar sugestões de passeios, ainda mais quando se trata de um lugar que eu curti tanto!

Bons vinhos! Ótimas viagens! Tim-Tim!