Notas de Prova: Equilíbrio no Batalha Tannat 2015

Até que enfim, cheguei para dar o meu feedback sobre o vinho do fim de semana. Recebi uma amostra do Batalha Tannat 2015, um nacional produzido na Campanha Gaúcha. Faz tempo que ouvia falar dessa vinícola, através do amigo Luis Carlos Silva, da DiVino Vinhos, de SP. E, quando se trata de vinho nacional, certamente a vontade de provar triplica. Afinal, sei bem que os nossos rótulos têm se destacado não só no Brasil como pelo mundo afora.

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Sendo assim, aproveitei o sábado para desarrolhar o Batalha, sobretudo porque desta vez eu teria companhia para degustá-lo. Em meio a uma trupe de cervejeiros, eis que a Ana, amiga catarinense, chegou disposta a curtir o friozinho ao lado do nosso néctar dos deuses e dividiu a ampola comigo. Harmonizamos com pizzas de diversos sabores, preparadas pelo maridão e, sim, foi sucesso total!

DIFERENCIAL: POTÊNCIA E SUTILEZA 

O que a gente espera de um Tannat? Ainda mais um daqueles amadurecidos em carvalho? Potência e presença! E esse tinha muito, sobretudo porque o rótulo é bem-feito e equilibrado, do tipo que funciona bem tanto para acompanhar um belo churrasco quanto para harmonizar com as nossas delicadas pizzas. Tudo graças ao enólogo, que acertou na mão ao colocar apenas uma parte do vinho na madeira. Sem dúvida, isso trouxe equilíbrio na medida em que adicionou nuances do carvalho sem impedir que a fruta se expressasse.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Límpido, de coloração rubi, com reflexos violáceos. 

NARIZ: Frutas vermelhas e negras, com destaque para Ameixa e Mirtilo e Framboesas maduras, além de um discreto toque de caramelo, torrefação e especiarias. 

BOCA: Seco, com taninos elegantes e médias acidez e persistência (5 segundos). 

DICAS DE HARMONIZAÇÃO: Carne bovina e de caça, queijos de sabor forte, pizzas e massas recheadas. 

O vinho é elaborado com 11% Merlot e 89% Tannat. As uvas que originaram este vinho foram colhidas manualmente em parreirais na região da Campanha Gaúcha. Após cuidadosa seleção dos cachos, as uvas foram maceradas e passaram pelo processo de fermentação em tanques de aço inox. Uma parte do vinho maturou em barricas de carvalho francês por seis meses.

  • Servir entre 16º e 17ºC.
  • 12,5% de volume alcoólico.
  •   Lote de 4.000 garrafas

POR QUE O NOME BATALHA?

O nome da vinícola se refere à famosa Batalha do Seival,  ocorrida em 1836 onde hoje se localiza o município de Candiota (RS). Foi um conflito militar em que os revolucionários da revolução farroupilha venceram o exército do império brasileiro e ensejaram a República Riograndense.

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Com o objetivo original de derrubar o presidente da província, apenas, os revoltosos gaúchos enfrentaram as tropas imperiais. Sob a liderança do coronel Neto que deslocou-se à região da, hoje, Candiota, onde encontrava-se o comandante imperial João da Silva Tavares, vindo do Uruguai. O coronel legalista João da Silva Tavares tinha se refugiado no Uruguai, depois de reveses que sofreu em combates isolados. Voltou para a Província em Setembro de 1836, comandando uma força de 560 homens, a maior parte recrutada entre rio-grandenses no exílio. Bem armado, Tavares provocou os farroupilhas, passando pela região de Bagé, território guarnecido pela tropa do coronel Antônio de Souza Netto, formada por 430 soldados, muitos dos quais eram uruguaios.

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No dia 10 de setembro, os inimigos se encontraram nas margens do Arroio Seival. Apesar do menor número, os farrapos, investindo com espadas e lanças contra os inimigos, destroçaram a força legalista. O coronel Tavares teve uma perna ferida, mas o pior aconteceu com seus soldados: 180 mortos, 60 feridos e 116 presos. As perdas farroupilhas foram mínimas. Apesar da experiência e da valentia, Silva Tavares poucas vezes venceu um combate, embora sempre pronto para a luta. Derrotado, levou o que sobrou da tropa para a região do Rio Camaquã. A batalha do Seival proporcionou aos rebeldes um dos maiores feitos de toda a Guerra dos Farrapos.


Sem dúvida, o Batalha 2015 é um Tannat com estilo bem brasileiro, o que é ótimo, pois a cada dia sinto que os nossos vinhos são capazes de se expressar com uma personalidade única frente a exemplares de outros países mais tradicionais no cultivo da casta, como o Uruguai, por exemplo.

Clique e veja onde encontrar o vinhos da Batalha no Rio de Janeiro

Em São Paulo, você encontra os rótulos da Batalha Vinhos e Vinhas na DiVino Vinhos na Rua Madre de Deus, 370. Telefone: (11) 99390-9412 – Luis Carlos Silva. 

Então é isso, enoamigos! Espero que vocês tenham curtido mais um post desta série que a cada dia tem conquistado mais espaço aqui no Vila Vinífera. E que sirva de dica para vocês escolherem o próximo vinho.

Ahhhh, e aproveito para deixar claro que só escrevo sobre vinhos cujas amostras provei e aprovei! Se eu não curtir, podem ter certeza de que não mencionarei o rótulo por aqui. 

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

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WineChef: Sorbet de Framboesa com Vinho

Mais uma vez, após algumas horas zapeando a internet em busca de receitas elaboradas com o nosso néctar de Baco, me deparei com essa delícia de sorbet. Já quero!

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O QUE É SORBET?

Diferente do sorvete, o “sorbet” é elaborado com água e frutas, sendo, por si só bem mais simples e leve, com uma textura granulada bem característica. Não possui nenhum tipo de gordura, seja a vegetal ou a animal. Logo, o resultado é um “sorbet” com consistência bem mais fina, muito usado para limpar o paladar ao final de uma refeição.

Tanto o sorvete quanto o sorbet são compostos por pequenos cristais de gelo formados durante sua produção. Por isso, recomenda-se que seja armazenado de forma adequada, ou seja, mantenha-o no freezer numa temperatura média de -18ºC, tomando cuidado para nunca deixar que chegue ao estado liquido.  Só assim o sorbet manterá suas características.


SORBET DE FRAMBOESA COM VINHO

Agora, vamos à receita do Sorbet de Framboesa com Vinho. Para fazer essa delícia, você vai precisar de apenas quatro ingredientes (três, se contar que um deles é a água que a gente tem em casa).

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Para fazer essa delícia, é necessário ter uma máquina de sorbet, como a famosa Yonana. Sei de muita gente que tem e não sabe o que fazer com ela. Então, a hora é essa! Estou louca para testar aqui.

Anote a receita:


Ingredientes

1 xícara de açúcar
3/4 xícara de água
1 garrafa de vinho tinto frutado, como Merlot, Zinfandel ou Beaujolais
3 xícaras de framboesas (congeladas ou frescas)

Modo de Fazer

Numa panela média, leve o açúcar, a água, as framboesas e o vinho tinto e deixe ferver por 1 minuto, mexendo até dissolver o açúcar.
Retire do fogo, cubra e deixe repousar por 1 hora.
Para triturar as bagas e remover as sementes, despeje a mistura num processador de alimentos ou liquidificador até ficar homogêneo. Em seguida, usando uma espátula de silicone, pressione a mistura através de um coador, colocando-a numa tigela média. O ideal é que não reste nenhum vestígio de sementes das framboesas.
Cubra e refrigere até ficar completamente gelado.
Congele numa máquina de sorbet (do tipo Yonanas) de acordo com as instruções do fabricante.


Sem dúvida, é uma sobremesa fácil de fazer e ao mesmo tempo uma opção perfeita para encerrar um jantar romântico ou reunião com os amigos. Quero experimentar fazer sem o uso da Yonana (só colocando no Freezer), para ver como é que fica.

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Com certeza darei o feedback para vocês!

Então é isso, enoamigos! Até a próxima!

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência: Butterlustblog.com

 

 

 

Notas de Prova: Ribeiro Santo 2014 – O Dão Pelo Enólogo Carlos Lucas

Costumo dizer que, assim como as pessoas, os vinhos são organismos vivos, que se expressam de formas diferentes entre si. Ontem recebi da Winebrands o Ribeiro Santo, um menino da região portuguesa do Dão.  No início me pareceu um pouco tímido na taça, mas aos pouco, conforme fomos trocando ideias, enfim, ele foi se soltando.

Batemos um longo papo na companhia de uma irresistível pizza de cogumelos do Da Carmine, um dos meus restaurantes favoritos em Niterói. Digo que se trata de um menino, pois ainda pode evoluir muito em garrafa, como muitos dos seus irmãos lusitanos. Possui médio corpo, aroma e alma! Logo de cara, me levou por um bosque de frutos vermelhos maduros, flores  e especiarias.

Foi elaborado por Carlos Lucas com varietais bem típicas do Dão: Touriga Nacional,Tinta Roriz e Alfocheiro, sem passagem por madeira, preservando a expressão da fruta. Se é gastronômico? Muito! Quer saber o que mais achei dele?

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NOTAS DE PROVA

VISUAL: Límpido, de coloração vermelho-rubi intenso, com reflexos rubi-claro.

OLFATIVO: Frutas vermelhas, com destaque para Amora. Notas florais que lembram violetas e um toque de especiarias (imagino ser pimenta-do-reino).

GUSTATIVO: Em boca, possui médios corpo e tanicidade , mantendo a tipicidade dos rótulos portugueses. De boa acidez, termina de se expressar de um jeito fresco e redondo.

HARMONIZA COM… Entradas, queijos, carnes leves e, inclusive, um típico bacalhau.

SOBRE O ENÓLOGO CARLOS LUCAS

Carlos Lucas iniciou a sua carreira como enólogo em 1992 na Adega Cooperativa de Nelas, após ter concluído  a sua formação em enologia com um DAA em Viticultura e Enologia na Escola Superior Nacional de Agronomia de Montpellier.

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Ainda no Dão foi sócio fundador da empresa  Dão Sul onde foi Administrador e liderou a equipe de enologia desde 1994 até Agosto de 2011. Foi na década de 2000 que iniciou a produção de vinhos em outras regiões como o Douro, o Alentejo, a Bairrada e região de Lisboa. Ainda teve tempo para se dedicar a projetos além-fronteiras, com a produção de vinhos no Vale de São Francisco (Brasil), no Piemonte em Itália e ainda no Priorat, na vizinha Espanha.

Em todas estas regiões elabora vinhos para todos os gostos, desde entradas de gama a vinhos de topo reconhecidos pela imprensa nacional e internacional.

Seu trabalho foi reconhecido enquanto Administrador com vários prêmios entre os quais  “Empresa do Ano 2002”, “Empresa do Ano 2006” e “Enoturismo do ano 2008”.

Foi juri dos mais importantes concursos de vinhos mundiais  de onde se destaca a sua presença desde 1997 no Chalange Internacional du Vin em Bordeaux.


Quer conhecer o menino Ribeiro Santo 2014? No momento, ele se encontra à venda no site da WineBrands Brasil. A loja me enviou uma amostra para avaliar e contar o que achei para os meus leitores do Vila.

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Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Bom feriadão! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Winebrands Brasil, Magnum Carlos Lucas Vinhos. 

Ávidos Douro: História de Amor e Inspiração Para o Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados está chegando e nada melhor que celebrar com a nossa bebida favorita. Nessa hora, não importa se você tem ou não companhia. O que vale à pena mesmo é se cercar de gente querida e, sim, brindar ao amor em todas as suas expressões. 

COISA DO DESTINO

E quem me conhece sabe que acredito muito em destino. Realmente, nada acontece por acaso. Sendo assim, estava eu dando aquela olhadinha básica no Facebook até me deparar com um vinho de rótulo APAIXONADO. Desse jeito, em letras maiúsculas! Lindo e com um belo coração estilizado. Na mesma hora tive vontade de provar esse néctar romântico e ao mesmo tempo misterioso.

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Poucos minutos depois, eis que uma grande-recente-amiga me chama para dizer que poderia me colocar em contato com um dos casais que produz o vinho em Portugal, na região do Douro Superior. O mais curioso é que eles vivem no Rio de Janeiro. “Só podia ser coisa do destino”, pensei.

TUDO COMEÇOU COM UM CASAL APAIXONADO

O amor com que Christiane e Plínio falam de seus vinhos já declara o porquê do nome de seus rótulos principais. Amantes da bebida dos deuses, sempre acabavam visitando regiões vinícolas pelo mundo, ainda que este não fosse o motivo principal de suas viagens. 

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O casal Christiane e Plínio Simões

Até que um dia, no meio dessas andanças, se depararam com uma área no Douro, mais precisamente no Douro Superior, na margem direita do rio português. Trata-se da área mais seca e ensolarada do lugar, semi-árida, onde a videira chora e sofre para produzir poucos cachos de maravilhosas uvas. Sim, foi amor à primeira vista como visto nos melhores romances!

“É uma área de beleza pungente, sofrida, onde, de imediato, se é tomado por uma sensação diferente, inquietantemente agradável. Em 48 horas estávamos negociando a área, em 72 assinamos um compromisso e começamos a trabalhar nas vinhas, assistidos por um fabuloso enólogo, que nos ajudou em todos os passos do caminho.” contou Plínio

Após a paixão arrebatadora, o casal passou a pesquisar toda a história do lugar, tentando entender ao máximo de onde vinha a energia inusitada daquele terroir, bem como de suas sofridas videiras. Aos pouco, foram descobrindo as origens e  lendas daquela micro-região. Logo, se entregaram por completo, na companhia dos amigos Elsa e Marcos que, igualmente atraídos pelo local, compraram as terras vizinhas e , desde então, se tornaram sócios de Chris e Plínio na produção dos vinhos. 

GUIADOS POR UMA HISTÓRIA DE AMOR E INSPIRAÇÃO

Uma dessas lendas que até hoje inspira o casal trata da história de uma donzela lusa, dos tempos da Lusitânia, que se perdeu de paixão por um conquistador romano. Não aceitando o romance, os pais a esconderam fora dos limites da Lusitânia, atravessando o Rio Douro até a sua margem direita, mantendo-a em propriedades próximas ao rio, na Lousa, justamente onde se encontra o terroir da Ávidos Douro.

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Nesse local, a donzela passava dias e noites a chorar e a vagar perdida pelas encostas dos morros, com suas lágrimas impregnando as terras com seus sentimentos de amor, paixão, saudade e anseio pelo reencontro.

Estava explicada a energia que Christiane, Plínio, Elsa e Marcos sentiram e que é vivenciada por todos os que visitam os vinhedos, que relatam se sentir “diferentes”, embora sem saber explicar como ou por que.

A ÁVIDOS DOURO

Após esse turbilhão de sentimentos, não foi difícil concluírem que tanto a vinícola quanto seus quatro vinhos tintos (três ainda a serem lançados) deveriam orbitar em torno do amor sempre evocar essas emoções e desejos típicos de quem não se conforma e quer mais, tal qual os casais apaixonados.

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Logo, o nome Ávidos é uma  homenagem a quem anseia, a quem quer e não se contenta, sonha grande e corre atrás, de um amor, de uma conquista.

Apaixonado, para quem já alcançou o estágio seguinte, já sucumbiu à paixão, sendo esta realizada ou não, assim como o casal da lenda.

Anónimo, para não nos esquecermos do amor perdido que às vezes não mais se consegue sequer identificar, como o soldado da antiga lenda.

E, por fim, Amavio, palavra do português arcaico, quem sabe contemporânea dos  nossos apaixonados, usada para designar uma beberagem que favorece ao amor, ao entendimento, à sedução. Os dicionários antigos não esclarecem que beberagem era essa, mas, para nós, temos a certeza moral de que era o vinho!

NOTAS DE PROVA DO APAIXONADO

APAIXONADO 2016 ROSÉ 12,5% de volume alcoólico

O amor é cor-de-rosa, assim como esse Rosé, elaborado 100% com uvas da casta Touriga Nacional. A cor é linda, delicada e envolvente. Um rosa claro que não se parece com cereja e muito menos casca de cebola. Uma coloração única!

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No nariz é floral e frutado, com notas de morango e cerejas frescas. Possui boa acidez e final redondo de média persistência, pedindo mais um gole. Surpreendente para uma primeira safra! Realmente, apaixonante.

APAIXONADO TINTO 2014 – 13,7% de volume alcoólico

Segundo Plínio Simões, o ano de 2014, apesar de períodos de bastante calor e seca, teve na época da maturação das uvas, Agosto e Setembro, temperaturas amenas e alguma chuva, permitindo uma maturação dos açúcares e taninos bastante equilibrada. Estas condições permitiram fazer vinhos muito elegantes e equilibrados com boa acidez e taninos suaves.

O APAIXONADO TINTO 2014 possui coloração rubi intensa, com reflexos violáceos. Produzido com as castas Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinta Amarela, se expressa com aroma de frutas vermelhas maduras e um toque de especiarias. Apesar de ter estado por 16 meses em barrica de carvalho, o vinho é bem frutado e a madeira se apresenta de forma equilibrada, responsável por boa parte do “borogodó” do vinho que é, por si só, muito sedutor.

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De taninos sedosos, possui um final de boca persistente (contei mais de 8 segundos). Digo para vocês que até da minha parte foi amor à primeira vista, tendo sido inesquecível na comemoração do Dia do Sommelier, no último sábado, 3 de junho.


Enfim,  é muita inspiração junta para esse Dia dos Namorados! E se você quer conquistar alguém, trata-se de uma ótima motivação. Afinal, certamente vai impressionar o seu amor.

Por fim, como bem me disse o Plínio, da Ávidos Douro,

“Um conselho de amigo: se não queres terminar dona de vinhedos, não se aventure na região. No máximo, tome o Apaixonado, tinto ou rosé, ou o Ávidos, Anónimo e Amavio, quando chegarem. De preferência, junto com a cara metade.”

Pois é, Plínio. Esse conselho só me deu ainda mais vontade de visitar essa região tão mítica que somente os casais apaixonados compreendem. Quem sabe um dia não chego naquelas terras em companhia da minha cara metade numa viagem romântica, hein? Me aguardem!


ONDE COMPRAR NO RIO DE JANEIRO:

1) Casa Carandaí
Rua Lopes Quintas, 165 – Jardim Botânico

2) Candy da Barra
Av. Armando Lombardi, 800, Loja N – Barra

3) Delly Gil
Rua Gilberto Cardoso, 1, loja 8 – Leblon (Cobal do Leblon)

ONDE ENCONTRAR NO DOURO, EM PORTUGAL

1) DOC – Rui Paula
Estrada Nacional, 222
Armamar – Douro
Tel.: +351 25465-8123

2). Restaurante Papa Zaide
Provesende – Douro
Tel.: +351 254 731 899

3) Garrafeira Gato Preto
Av João Franco
5050-226 Peso da Régua – Douro
Tel.: +351 25431-3367

4) Doces da Puri
Beco do Jaime 30
5140-182 Parambos -Douro Superior
+351 278 685233
http://www.docesdapuri.com

5) Pousada Barão Forrester
Rua Comendador José Rufino
5070 031 Alijó – Douro
+351 25995-9215

6) Taberna da Helena
Av. Aquilino Ribeiro s/n
5140.058 Carrazeda de Ansiães – Douro Superior
+351 278 615 083

ONDE ENCONTRAR NO PORTO, EM PORTUGAL

1) DOP – Rui Paula
Palácio das Artes, Largo de S. Domingos 18
4050-545 Porto
+351 22 201 4313

2) Restaurante Casa da Foz – Antônio Guimarães
+351 226 177 636


ONDE DEGUSTAR NO RIO:

1) Laguiole
Av. Infante Dom Henrique, 85
Glória – Rio de Janeiro
+55 21 2517.3129 / 98744.8679
reserva@laguiole.com.br
http://www.bestfork.com.br/laguiole/adega.php

2) Giuseppe Grill Leblon
Av. Bartolomeu Mitre, 370
Leblon – Rio de Janeiro
contato@giuseppegrill.com.br
+55 21 2249.3055
http://www.bestfork.com.br/giuseppegrill/leblon/

3) Lorenzo Bistrô
Rua Visc. Carandaí, 2
Jardim Botânico – Rio de Janeiro
http://www.lorenzobistro.com.br
+5521 3114 0855


Um belo Dia dos Namorados com muito amor e vinhos! Tim-Tim!

10 Coisas Que Você Precisa Saber Sobre o Vinho Carménère

Fato que o vinho Carménère é mais um daqueles exemplares que você ou ama ou odeia. Conheço muitos apaixonados pela casta, do tipo que não podem ficar sem ela na adega. Afinal, um bom Carménère é capaz de fazer frente aos mais diversos pratos culinários. E, no que diz respeito à harmonização, sem dúvida, minha preferência fica com a gastronomia árabe. Trata-se de um fermentado que nasceu para acompanhar quibe, kafta, cordeiro, esfirras e afins.

Por outro lado, há aqueles enófilos que são totalmente fechados para a Carménère. Tenho um amigo que diz logo, “aquela uva que eu não gosto”. Pois é, vinho é gosto pessoal e nem sempre é possível agradar a todos. Mas, como tudo na vida, dá para mudar de ideia, não é mesmo?

E foi pensando nisso que hoje trouxe 10 fatos sobre a Carménère que vão te ajudar a tirar o máximo de proveito de cada gole:

  1. Marque no calendário! O Dia Mundial da Carménère é 24 de novembro!

Em 2018, a Carménère celebrará 20 anos como casta oficialmente reconhecida no Chile. Em 1996, a Viña Carmen foi a primeira Vinícola chilena a lançar um rótulo Carmenérè, mas o fez sob o nome “Grande Vidure”, visto que a variedade ainda não estava inscrita no Ministério da Agricultura. A cepa só foi oficializada no órgão em 1998.

2. A Carménère é conhecida por dar origem a vinhos com nuances de frutas vermelhas e uma nota de Pimentão inconfundível.

A Carménère contém níveis mais altos de compostos aromáticos chamados pirazinas, que dão a vinhos como Carménère, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon  sutis sabores de pimentão, pimenta-verde, eucalipto e até mesmo cacau em pó.

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3.Os Vinhos Carménère podem conter até 15% de outras castas.

No Chile, um vinho de uma única variedade pode ter até 15% de outras variedades de uvas misturadas com ela. Junto a Carménère, os enólogos costumam adicionar pequenas porcentagens de Syrah ou Petit Verdot, a fim de tornar o vinho ainda mais exuberante.

Vinhos conhecidos por ter amora, ameixa preta, blueberry (mirtilo) geralmente possuem outras uvas misturadas à casta primária varietal. 100% dos vinhos Carménère geralmente carregam sabores de frutas vermelhas, como framboesa e romã, juntamente com as notas clássicas de páprica e pimentão verde.

4.Os Vinhos Carménère mais bem-classificados envelhecem bem e custam entre 50 e 100 dólares a garrafa.

Os rótulos TOP de Carménère oferecem sabores densos, maduros e poderosos de ameixas, bagas e notas de cacau, juntamente com textura cremosa e taninos finos. Os vinhos mais bem-classificados possuem, no geral, porcentagem alcoólica entre 14,5% e 15%, assemelhando-se facilmente a um Bordeaux fino ou Cabernet Sauvignon (com taninos mais macios).

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Confira essa lista com Vinhos Carménère (de alguns dos maiores produtores chilenos), que de forma consistente, superam as listas da Wine Spectator, Wine Enthusiast e Wine Advocate.

  • “Herencia”, de Santa Carolina: um rótulo 100% Carménère de Peumo, do Vale de Cachapoal.
  • “Alka”, de François Lurton: 100% Carménère do Vale do Colchagua
  • “Carmín de Peumo”, de Concha Y Toro: 85% Carménère, misturado com Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, de Peumo, do Vale do Cachapoal.
  • “Kai”, de Viña Errazuriz: 95% Carménère e 5% Syrah, do Vale do Aconcágua.
  • “Purple Angel”, da Vinícola Montes: 92% Carménère e 8% Petit Verdot, das áreas de Marchigüe e Apalta, no Vale do Colchagua.

Tenha em mente que muitos produtores não chegam a ter seus vinhos classificados. Sendo assim, ainda há muito o que garimpar por aí.

5.Os Rótulos Carménère mais ousados vêm de Cachapoal e Vale do Colchagua.

A Carménère é conhecida por produzir exemplares mais ousados dos vales do Cachapoal e Colchagua. Essas duas 2 sub-regiões mais famosas dentro desses vales são Apalta e Peumo, em Colchagua e Cachapoal, respectivamente. Os vinhos elaborados com uvas de ambos os vales misturadas são geralmente rotulados como Vale do Rapel.

6.Carménère supercombina com pratos à base de carne de porco assada e cordeiro com hortelã.

Os taninos mais leves e maior acidez do vinho Carménère faz dele uma bebida versátil para harmonizar com a comida. Fica perfeito com carnes magras grelhadas, com molhos como o Chimichurri (à base de coentro), salsinha, hortelã ou pesto de salsa, que combinam muito com as notas vegetais do vinho, tornando-o mais frutado. O Carménère também faz bonito ao lado de carnes brancas escuras, como Peru e Pato.

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7.Carménère está quase extinta em sua terra natal. No entanto, é a 5ª casta mais importante do Chile.

A Carménère é originária da região de Boedeaux, na França. Antes de 1870, a Carménère era uma mistura predominante de uvas em Bordeaux, encontrada sobretudo em Graves, com a denominação de Pessac-Léognan.

No entanto, devido a infestação da Filoxera, quase todas as vinhas da casta Carménère – junto com a maioria dos vinhedos em Bordeaux- foram dizimadas.  Quando os vignerons de Bordeaux replantaram as cepas, optaram pelas mais adaptáveis ao terroir, como Cabernet Sauvignon e Merlot. Por isso, a Carménère, na França, está praticamente à beira da extinção.

8. A Carménère foi levada ao Chile em meados do século XIX, sendo que até 1994 pensou-se se tratar de Merlot.

Pois é! Quando a Carménère foi transportada pela primeira vez de Bordeaux para o Chile, todo mundo achava que se tratava da Merlot. Muitas vezes, a Carménère fora plantada em vinhedos ao lado de vinhas de Merlot de verdade, tendo sido misturada às mesmas.

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Por anos a fio pensou-se que eram uma mesma varietal, até que em 1994, o ampelógrafo francês Jean Michel Boursiquot observou como algumas das videiras “Merlot” levavam muito mais tempo para amadurecer. Boursiquot realizou pesquisas que constataram que cerca de 50% do que se pensou se tratar de Merlot, na verdade eram a Carménère originária de Bordeaux. Ufa! Finalmente, em 1998, o Chile oficializou a Carmenérè como uma variedade distinta.

9. Carménère é uma meia-irmã da Merlot, Hondarribi Beltza (do País Basco) e da Cabernet Sauvignon.

As quatro uvas, Carménère, Merlot, Hondarribi Beltza (do País Basco) e Cabernet Sauvignon possuem um mesmo “pai”, que é a Cabernet Franc. A Carménère é particularmente singular, porque tem a Cabernet Franc tanto como “pai”, quanto como “avô”. Talvez isso explique o porquê de ambas (Cabernet Franc e Carménère) terem o sabor tão semelhante.

10. Carménère é uma uva de maturação lenta, mais adequada para verões longos.

A Carménère amadurece normalmente cerca de 4 a 5 semanas após a Merlor, o que significa que a uva precisa de tempo de suspensão suficiente (um bom tempo), para maturar adequadamente. Quando isso ocorre, ela produz pequenos cachos de uvas pretas azuladas, tudo isso no outono, quando suas folhas ganham tonalidades vermelhas e alaranjadas.

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A produção global de uma videira de Carménère é relativamente muito baixa, o que pode ser considerado positivo para uvas de alta concentração e qualidade. Em geral, diz-se que a uva é moderadamente difícil de crescer bem, mas é notável que se desenvolve de forma promissora em solos arenosos (onde produz vinhos elegantes e aromáticos) e em solos argilosos (onde produz vinhos mais ricos e estruturados).


Então é isso, pessoal! Adoro pesquisar sobre as uvas e resolver algumas questões que volta e meia ficam martelando na cabecinha de quem é apaixonado por vinho.

Sem falar que os amigos sabem que adoro lançar algumas questões viníferas no Facebook e fico feliz quando a galera participa! Está aí uma forma de estudar e se abrir para o novo quando se trata do nosso néctar dos deuses.

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência:Wine Folly

Wine Drinks: Aprenda a Fazer um New York Sour

Sim, sexta-feira! Dia de receitinha de Wine Drink para alegrar o seu fim de semana! E hoje eu trago um coquetel que já se tornou um clássico, visto que reúne o que há de melhor na mixologia ao nosso amado néctar de Baco.

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HISTÓRIA

O drink foi criado  no século XIX, na cidade norte-americana de Chicago, sendo que no início do século XX o mesmo já era conhecido como New York Sour. Uma tremenda inovação para a época, que misturava o Whiskey Sour com um float de vinho tinto.

A rota percorrida  pelo coquetel de Chicago até se tornar “New York” é desconhecida, mas a revitalização da técnica pode ser atribuída a David Wondrich, que a descreve em seu livro Imbibe!. Trata-se do  “claret snap”.

O método do “snap” (toque) de Claret (vinho tinto) era tão forte em Chicago, que numa entrevista de 1883 um bartender diz: “Os homens que tomam sours esperam receber o toque de vinho em todos bares, e quando este não é colocado fazem questão de pedir.”.

CADA TIPO DE VINHO PODE CRIAR UM DRINK DIFERENTE

Sem dúvida, o bacana do Sour é que cada variedade de tinto pode dar origem a coquetéis com nuances diferentes. Por isso, é bem legal testar com diversos tipos, como Malbec, Carmenére, Merlot, Cabernet Sauvignon… a fim de descobrir o New York Sour que mais combina com o seu paladar.

Para preparar o Float de Vinho, o ideal é derramá-lo sobre as pedras de gelo que estiverem no copo, mas pode-se utilizar uma colher para auxiliá-lo a formar a camada de vinho. Trata-se de um efeito visual lindo para qualquer drink, que obviamente, só é possível graças ao nosso amado néctar e permanece durante toda a duração do coquetel, desde que se beba um gole que também pegue a camada que corresponde ao whiskey sour.

Ou seja, beber somente a parte de cima lhe trará apenas os sabores do vinho. Por isso, dê um grande gole e desfrute o máximo desta combinação. Se você preferir bater o vinho junto com o whiskey e o gelo, aí terá um New Yorker!

VAMOS À RECEITINHA

 Ingredientes:

60 ml de bourbon whiskey
30 ml de suco de limão siciliano
15 ml de xarope de açúcar (esse xarope meu irmão aprendeu a fazer com um barman, é super simples: só ferver um pouquinho de água com açúcar até dissolver. Ele usa muito em margaritas. Fica 10, pois quebra o azedo do limão). 
2 dashes de Angostura (Angostura é uma bebida amarga, aromática que é usada no preparo de coquetéis clássicos e em algumas receitas de cozinha, Vende aqui ).
15 ml de vinho tinto (para o float)

Modo de Fazer:

Bata vigorosamente os ingrediente com gelo e coe para um copo on the rocks (próprio para Whiskey) com gelo novo. Flutue o vinho e enfeite, se quiser, com uma casca de laranja.


Fico muito feliz em ajudar a resgatar os velhos clássicos da mixologia vinífera. Essa receita, em especial, é magnífica. Difícil ver alguém que não sorria logo no primeiro grande gole. Com gelo, então, vai super bem no verão e, nos dias de hoje, é superchique e diferente.

Que tal experimentar nesse fim de semana? Marque sua foto com a hashtag #vilavinifera que republicamos no nosso Instagram! É um drink lindo de viver! Apesar de não ser fã de whiskey, sou apaixonada por essa combinação.

Bom fim de semana! Bons Vinhos! Ótimos drinks! Tim-Tim!

Referência: Imbibe Magazine, Mixology News 

 

 

 

Descubra Como a Pinot Noir Pode Dar Origem Tanto a Vinhos Tintos Quanto Brancos, Espumantes e Rosés

A Pinot Noir é uma das cepas mais aclamadas da atualidade. Tudo porque, além de saborosa, é extremamente versátil. Afinal, não é todo dia que uma única uva tinta é capaz de dar origem a vinhos tintos, rosés e espumantes. Como isso é possível? A resposta está no método de produção e vinificação que a transformam em um dos néctares mais apreciados por enófilos de todo o mundo.

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PINOT NOIR BRANCO

Se você cortasse uma uva Pinot Noir você veria que sua polpa possui coloração amarela-esverdeada clara. Já a casca, que tinge o mosto, conta com uma bela e intensa cor vermelha.

Logo, se você quer produzir um vinho branco a partir da Pinot Noir, a primeira coisa a se fazer é separar as cascas do suco o mais rápido possível. Ou seja, esse é o segredo para se produzir um Pinot Noir branco. 

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As cascas vermelhas das uvas já começam a tingir o suco naturalmente. Por isso, é importante que o produtor já as direcione para a prensa logo após a colheita. Para tanto, utiliza-se uma prensa pneumática especial, própria para vinho branco, que esmaga as uvas ao mesmo tempo em que separa as cascas e as sementes do mosto. Após o processo, esse fica com uma cor tipicamente dourada, bonita e profunda.

PINOT NOIR TINTO

Para se produzir um Pinot Noir tinto, o processo já é diferente. As uvas são coletadas e colocadas em trituradores de uva. Em seguida, todo seu conteúdo é despejado num tanque (casca, polpa, sementes, tudo!). Como a Pinot Noir é uma variedade de casca muito fina, é comum que o mosto permaneça um pouco mais de tempo em contato com a mesma (tanto antes quanto depois da produção do vinho), a fim de absorver o máximo de pigmento possível.

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Esses dois métodos são chamados de imersão a frio (antes da fermentação) e maceração estendida (após a fermentação). Alguns vinicultores chegam a adicionar as hastes da Pinot Noir na fermentação com o intuito de extrair ainda mais cor (isso deixa o vinho mais tânico, mas, em compensação, ele ganha bem mais cor e potencial de envelhecimento). Após todo esse processo, você terá um vinho tinto, de coloração vermelho-rubi-média- pálida.

ROSÉ DE PINOT NOIR 

Com relação à produção do Rosé, tudo é questão de timing. Quanto mais tempo as cascas permanecerem em contato com o suco, mais cor terá o vinho.

Para o Pinot Noir, esse parece como uma espécie de combinação entre as vinificações em tinto e branco. As uvas são esmagadas em um tanque junto com as peles e sementes. Em seguida, o mosto (suco) é monitorado pelo produtor, que verifica amostras a cada hora, a fim de examinar o nível de extração da cor. A partir do momento em que o winemaker encontra a cor perfeita, o mesmo separa o mosto das cascas, colocando-o num tanque limpo onde o vinho completa sua fermentação.

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Grande parte dos produtores produzem seus rosados com menos de 7 horas de contato entre o mosto e as cascas. Mas é fato que varia muito. Podemos tanto ter um Rosé mais claro, casca de cebola ou salmão, como os da Provence, quanto um Rosé mais cereja. Este último eu digo que são uma espécie de tintos travestidos de rosés, pois carregam, junto a cor, muito mais taninos que outros exemplares mais claros.

ESPUMANTE DE PINOT NOIR (BLANC DE NOIR)

O Blanc de Noir nada mais é do que um vinho branco 100% Pinot Noir que fermentou duas vezes. Trata-se de uma especialidade muito aplicada entre os produtores da Champagne.

A segunda fermentação desse vinho especialmente formulado é realizada dentro da garrafa, a  fim de que o dióxido de carbono não escape e acabe por pressurizar a mesma, carbonatando o vinho.

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O Blanc de Noir pode ser encontrado em diversas regiões produtoras do mundo, inclusive no Brasil, e quase sempre a uva utilizada para sua fabricação é a Pinot Noir (em outros casos, sua variante, Pinot Meunier).


Espero ter conseguido solucionar as dúvidas de muitos iniciantes e iniciados, sobretudo com relação à produção em tinto, branco e rosé. Particularmente, eu adoro os espumantes rosés feitos 100% com uvas Pinot Noir (nesse caso, seria o vinho rosé fermentado duas vezes dentro da garrafa). Comecei a me interessar por vinhos, de forma geral, no momento em que procurei saber mais sobre a produção do espumante. É realmente fascinante!

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Em se tratando de espumante brasileiro Blanc de Noir, recomendo muito qualquer rótulo da Familia Geisse. Amo muito, todos eles! Sem dúvida ainda vamos ouvir falar muito dessa fábrica de borbulhas de Pinto Bandeiras. É tudo maravilhoso!

Boa quarta! Bons vinhos! Tim-Tim!