Vinhos Perfeitos Para Harmonizar Com as Ceias de Fim de Ano

Enoamigos, eu simplesmente adoro o Natal, o Ano-Novo e tudo o que envolve essa época do ano (com exceção do calor, é claro!). No que se refere à gastronomia, por exemplo, alguns pratos já são supertradicionais, como Panetone, Chester, Pernil, Tender, e Rabanadas. E, sem dúvida, todas essas iguarias combinam muito mais com vinhos do que com qualquer outro tipo de bebida.

Christmas-Dinner

Mas, aí, talvez você se pergunte: Com quais vinhos? Sim, quando se trata de tanta variedade de pratos, é normal a gente se confundir  na escolha!

Pensando nisso, abracei meus livros de harmonização e resolvi traçar esse pequeno guia para criarmos verdadeiros enlaces felizes entre as delícias de fim de ano e os nossos amados vinhos. Ah, e com dicas de rótulos para vocês! Curtiu? Então, Vamos lá!

PERU, FRANGO E CHESTER

Esses pratos são tão tradicionais que dificilmente você verá uma ceia sem, pelo menos, um deles. E eles estão presentes desde os tradicionais assados até o salpicão. São carnes de boa suculência e temperos marcantes, que pedem vinhos elegantes, leves e de taninos pouco acentuados. Vamos aos vinhos.

Latido de Sara Rosé, Navarra (BelleCave, 75,00):

Um Rosé espanhol 100% Granacha, de Navarra. No nariz, frutas suculentas e um frescor que combina demais com o verão e as festas de fim de ano.

latido de sara

Wave Series Pinot Noir, Chile (Pão de Açúcar, 49,90):

Um tinto leve com ótima tipicidade de Leyda Valley, no Chile. Perfeito para ser servido fresco, com temperatura em torno de 12, 13 graus. Um excelente pinot sul-americano com ótimo custo-benefício.

wave series

PERNIL E TENDER

Mais dois pratos clássicos e que marcam presença em muitas mesas brasileiras. O Tender é meu favorito! Com mel e cravo fica uma combinação agridoce diferente que eu amo! O pernil, na casa dos meus pais, por exemplo, demora mais de um dia para ser assado. Para essa dupla imbatível e suculenta, tintos mais potentes e incorpados costumam ser sucesso garantido.

Barone Montalto Acquerello Syrah Terre Siciliane IGT 2015 (Grand Cru, 64,00)

Um Syrah italiano que faz jus aos rótulos da Sicília, que têm surpreendido muito posivamente. Frutas vermelhas, alcaçuz e um mentolado que chama a atenção a cada girada de taça. Isso com o Tender..Hummm… salivei só de pensar.

barone_montalto

Eis um Tannat brazuca de responsa, perfeito para uma ocasião especial. O Corcéis, da Vinícola Helios, inclusive foi medalha de ouro na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2017. Um rótulo de presença, com estágio em barrica e que esbanja potência e fruta madura. Com o pernil é nota 1000!

corcéis

BACALHAU

Mais um super campeão de audiência das festas brasileiras! Herança dos portugueses, os pratos à base de bacalhau são tão variados que eu nem me arrisco em citar um mais específico. Ele está presente inteiro, em postas, ou desfiado em saladas, entre outras delícias de forno. Gosto de harmonizar bacalhau de duas formas, ambas sob o aspecto regional. Com branco e tinto. Eis os eleitos:

Vinho Verde Alvarinho Deu La Deu Branco (na facha de 100,00)

Esse Alvarinho é um de melhores custos-benefícios do mercado em se tratando de vinho verde. Elaborado com a casta Alvarinho, tem ótima acidez e elegância, com aromas de frutas tropicais, mel e um toque herbáceo.

ALvarinho

Monte Velho Escolha dos Enólogos 2016 (Wine.com, 49,00)

Tanto o do Rótulo Azul, vendido na Wine, quanto o clássico Monte Velho do rótulo preto, é sucesso garantido em termos de qualidade e preço. Muitas frutas vermelhas, com destaque para framboesas e amoras. É um corte de Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah que expressa de forma leve e elegante o terroir do Alentejo. Aproveita que a Wine está com frete grátis para as regiões sul e sudeste neste fim de ano e se joga!

montevelho

 

RABANADA E PANETONE

Enfim, chegou a hora de fechar a ceia com chave-de-ouro, com as saborosas rabanadas e o tradicional panetone de frutas. Para eles, indico vinhos de sobremesa que tenham o mesmo ou maior teor de doçura que o dos pratos em questão. 

Espumante RAR Moscatel (RAR, R$42,05)

O RAR Moscatel é produzido no Vale do São Francisco, região do Nordeste que demonstra dia após dia uma vocação nata para espumantes. Possui aroma intenso, fresco e típico, com notas de jasmim e outras flores brancas, guaraná, cítricos e mel. Perlage fino e elegante, além de uma doçura típica dos vinhos com esse estilo.

rarmoscatel

De Martino Legado Sémillon Late Harvest 2005 (350ml) (Decanter, R$158,00)

Muita gente não daria R$158 num vinho de sobremesa. Mas, quem aprecia os doces botritizados (atacados pela podridão nobre) vai se encantar por esse chileno 100% Sémillon. É simplesmente o melhor que já provei do estilo em se tratando de Novo Mundo e, sem dúvida, apresenta-se como um opção mais em conta que os caríssimos Sauternes. De coloração âmbar opaca, chega intenso, com notas de damasco seco, mel, compota de laranja, marzipã e tabaco. Fresco e cheio de presença em boca, possui final muito persistente. Muito especial!

DeMartino


Então é isso, enoamigos, adoro terminar um post inédito com sensação de dever cumprido. Sim, 2017 foi um ano de muitas descobertas profissionais e, em termos vinífetros, nem se fala! Conheci muita gente especial, fiz amizades queridas… enfim, estou pronta para recomeçar com ainda mais gás. Me aguardem!

E, claro, nessa brincadeira não podemos nos esquecer dos espumantes! Sim, as borbulhas são versáteis e os de estilo Brut, Extra-Brut e Nature, por exemplo, podem acompanhar uma refeição completa da entrada ao prato principal. Esses eu vou deixar para um próximo post, Ok? Me aguardem! 

Só na contagem regressiva para 2018!

new-years-eve-2840098_640

Até a próxima! Ótimos vinhos! Boas festas! Tim-Tim!

Notas de Prova: Fácil de Beber, 1 Bottle of Red CS 2015 Harmoniza Com Amigos e um Bom Bate-Papo (BEST BUY)

Recebi uma amostra do 1 Bottle of Red, da Winebrands Brasil, e confesso: por se tratar de um chileno, demorei um pouquinho a degustá-lo. Afinal, eu tinha acabado de voltar do Chile e ainda teve a feira do Rio Wine and Food Festival… Ou seja, pensei, “Vou dar um tempinho nos chilenos e provar outras coisas”. Até que, numa sexta de friozinho, não resisti e coloquei a ampola  para jogo (esse lance de “ampola”, aprendi com meu amigo Fernando Lima. Muito chique).

WhatsApp Image 2017-09-08 at 09.39.43
Sem dúvida, uma ótima companhia para a sua série favorita

Enfim, foi uma sábia decisão. Apesar de se tratar de um Cabernet Sauvignon, o 1 Bottle conta com taninos macios e muito agradáveis em boca. Sabe aquele vinho para beber acompanhado de petiscos, amigos e um bom bate-papo? É ele! Desce fácil, fácil e delicioso! Sem falar que o custo x benefício é ótimo (R$41,40) no site da marca.

Resultado: harmonizou perfeitamente bem com seleção de queijos, torradinhas e Outlander, minha série favorita. Curti mesmo! Porém, não espere por complexidade. É um vinho para beber sem compromisso, curtindo toda a expressão da Cabernet Sauvignon. 

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO

VISUAL: Rubi-escuro, com reflexos rubi-claro. Cor linda e ótima limpidez.

OLFATO: No nariz, frutas do bosque, com destaque para morangos silvestres e frutas negras, como ameixa e amora.

GUSTATIVO: De médio corpo e taninos sedosos, é um vinho muito agradável em boca, com ótima estrutura entre àlcool, acidez e taninos.

HARMONIZAÇÃO: É um bom parceiro para queijos, patês, massas e pratos à base de carne vermelha.

FICHA TÉCNICA

ONE BOTTLE OF RED CABERNET SAUVIGNON

  • TINTO | SAFRA 2015

  • TEOR ALCOÓLICO: 13% | SERVIR À TEMPERATURA DE 16o C |

  • VARIEDADES: 87,5% Cabernet Sauvignon e 12,5 Merlot

  • AMADURECIMENTO: Não passa por amadurecimento em madeira.

  • PAÍS: CHILE

 

  • REGIÃO: VINHEDOS DO CHILE

one bottle of red


Acredito que, por se tratar de um corte de Cabernet Sauvignon, com um toque de Merlot, senti que esta última foi essencial para domar os jovens taninos da CS. Sim, é um “Best Buy”, ótima compra, sobretudo em virtude do fator qualidade x preço.

E o fim de semana pós-feriado? Animados? Aliás, sexta é aquele dia em que a gente já acorda pensando no vinho da noite. Convoque os amigos e curta em ótima companhia!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Notas de Prova: Equilíbrio no Batalha Tannat 2015

Até que enfim, cheguei para dar o meu feedback sobre o vinho do fim de semana. Recebi uma amostra do Batalha Tannat 2015, um nacional produzido na Campanha Gaúcha. Faz tempo que ouvia falar dessa vinícola, através do amigo Luis Carlos Silva, da DiVino Vinhos, de SP. E, quando se trata de vinho nacional, certamente a vontade de provar triplica. Afinal, sei bem que os nossos rótulos têm se destacado não só no Brasil como pelo mundo afora.

WhatsApp Image 2017-07-05 at 09.51.00

Sendo assim, aproveitei o sábado para desarrolhar o Batalha, sobretudo porque desta vez eu teria companhia para degustá-lo. Em meio a uma trupe de cervejeiros, eis que a Ana, amiga catarinense, chegou disposta a curtir o friozinho ao lado do nosso néctar dos deuses e dividiu a ampola comigo. Harmonizamos com pizzas de diversos sabores, preparadas pelo maridão e, sim, foi sucesso total!

DIFERENCIAL: POTÊNCIA E SUTILEZA 

O que a gente espera de um Tannat? Ainda mais um daqueles amadurecidos em carvalho? Potência e presença! E esse tinha muito, sobretudo porque o rótulo é bem-feito e equilibrado, do tipo que funciona bem tanto para acompanhar um belo churrasco quanto para harmonizar com as nossas delicadas pizzas. Tudo graças ao enólogo, que acertou na mão ao colocar apenas uma parte do vinho na madeira. Sem dúvida, isso trouxe equilíbrio na medida em que adicionou nuances do carvalho sem impedir que a fruta se expressasse.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Límpido, de coloração rubi, com reflexos violáceos. 

NARIZ: Frutas vermelhas e negras, com destaque para Ameixa e Mirtilo e Framboesas maduras, além de um discreto toque de caramelo, torrefação e especiarias. 

BOCA: Seco, com taninos elegantes e médias acidez e persistência (5 segundos). 

DICAS DE HARMONIZAÇÃO: Carne bovina e de caça, queijos de sabor forte, pizzas e massas recheadas. 

O vinho é elaborado com 11% Merlot e 89% Tannat. As uvas que originaram este vinho foram colhidas manualmente em parreirais na região da Campanha Gaúcha. Após cuidadosa seleção dos cachos, as uvas foram maceradas e passaram pelo processo de fermentação em tanques de aço inox. Uma parte do vinho maturou em barricas de carvalho francês por seis meses.

  • Servir entre 16º e 17ºC.
  • 12,5% de volume alcoólico.
  •   Lote de 4.000 garrafas

POR QUE O NOME BATALHA?

O nome da vinícola se refere à famosa Batalha do Seival,  ocorrida em 1836 onde hoje se localiza o município de Candiota (RS). Foi um conflito militar em que os revolucionários da revolução farroupilha venceram o exército do império brasileiro e ensejaram a República Riograndense.

Tannat_2015

Com o objetivo original de derrubar o presidente da província, apenas, os revoltosos gaúchos enfrentaram as tropas imperiais. Sob a liderança do coronel Neto que deslocou-se à região da, hoje, Candiota, onde encontrava-se o comandante imperial João da Silva Tavares, vindo do Uruguai. O coronel legalista João da Silva Tavares tinha se refugiado no Uruguai, depois de reveses que sofreu em combates isolados. Voltou para a Província em Setembro de 1836, comandando uma força de 560 homens, a maior parte recrutada entre rio-grandenses no exílio. Bem armado, Tavares provocou os farroupilhas, passando pela região de Bagé, território guarnecido pela tropa do coronel Antônio de Souza Netto, formada por 430 soldados, muitos dos quais eram uruguaios.

logo_batalha

No dia 10 de setembro, os inimigos se encontraram nas margens do Arroio Seival. Apesar do menor número, os farrapos, investindo com espadas e lanças contra os inimigos, destroçaram a força legalista. O coronel Tavares teve uma perna ferida, mas o pior aconteceu com seus soldados: 180 mortos, 60 feridos e 116 presos. As perdas farroupilhas foram mínimas. Apesar da experiência e da valentia, Silva Tavares poucas vezes venceu um combate, embora sempre pronto para a luta. Derrotado, levou o que sobrou da tropa para a região do Rio Camaquã. A batalha do Seival proporcionou aos rebeldes um dos maiores feitos de toda a Guerra dos Farrapos.


Sem dúvida, o Batalha 2015 é um Tannat com estilo bem brasileiro, o que é ótimo, pois a cada dia sinto que os nossos vinhos são capazes de se expressar com uma personalidade única frente a exemplares de outros países mais tradicionais no cultivo da casta, como o Uruguai, por exemplo.

Clique e veja onde encontrar o vinhos da Batalha no Rio de Janeiro

Em São Paulo, você encontra os rótulos da Batalha Vinhos e Vinhas na DiVino Vinhos na Rua Madre de Deus, 370. Telefone: (11) 99390-9412 – Luis Carlos Silva. 

Então é isso, enoamigos! Espero que vocês tenham curtido mais um post desta série que a cada dia tem conquistado mais espaço aqui no Vila Vinífera. E que sirva de dica para vocês escolherem o próximo vinho.

Ahhhh, e aproveito para deixar claro que só escrevo sobre vinhos cujas amostras provei e aprovei! Se eu não curtir, podem ter certeza de que não mencionarei o rótulo por aqui. 

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

 

WineChef: Sorbet de Framboesa com Vinho

Mais uma vez, após algumas horas zapeando a internet em busca de receitas elaboradas com o nosso néctar de Baco, me deparei com essa delícia de sorbet. Já quero!

zinfandel-chocolate

O QUE É SORBET?

Diferente do sorvete, o “sorbet” é elaborado com água e frutas, sendo, por si só bem mais simples e leve, com uma textura granulada bem característica. Não possui nenhum tipo de gordura, seja a vegetal ou a animal. Logo, o resultado é um “sorbet” com consistência bem mais fina, muito usado para limpar o paladar ao final de uma refeição.

Tanto o sorvete quanto o sorbet são compostos por pequenos cristais de gelo formados durante sua produção. Por isso, recomenda-se que seja armazenado de forma adequada, ou seja, mantenha-o no freezer numa temperatura média de -18ºC, tomando cuidado para nunca deixar que chegue ao estado liquido.  Só assim o sorbet manterá suas características.


SORBET DE FRAMBOESA COM VINHO

Agora, vamos à receita do Sorbet de Framboesa com Vinho. Para fazer essa delícia, você vai precisar de apenas quatro ingredientes (três, se contar que um deles é a água que a gente tem em casa).

IMG_6300

Para fazer essa delícia, é necessário ter uma máquina de sorbet, como a famosa Yonana. Sei de muita gente que tem e não sabe o que fazer com ela. Então, a hora é essa! Estou louca para testar aqui.

Anote a receita:


Ingredientes

1 xícara de açúcar
3/4 xícara de água
1 garrafa de vinho tinto frutado, como Merlot, Zinfandel ou Beaujolais
3 xícaras de framboesas (congeladas ou frescas)

Modo de Fazer

Numa panela média, leve o açúcar, a água, as framboesas e o vinho tinto e deixe ferver por 1 minuto, mexendo até dissolver o açúcar.
Retire do fogo, cubra e deixe repousar por 1 hora.
Para triturar as bagas e remover as sementes, despeje a mistura num processador de alimentos ou liquidificador até ficar homogêneo. Em seguida, usando uma espátula de silicone, pressione a mistura através de um coador, colocando-a numa tigela média. O ideal é que não reste nenhum vestígio de sementes das framboesas.
Cubra e refrigere até ficar completamente gelado.
Congele numa máquina de sorbet (do tipo Yonanas) de acordo com as instruções do fabricante.


Sem dúvida, é uma sobremesa fácil de fazer e ao mesmo tempo uma opção perfeita para encerrar um jantar romântico ou reunião com os amigos. Quero experimentar fazer sem o uso da Yonana (só colocando no Freezer), para ver como é que fica.

IMG_6266

Com certeza darei o feedback para vocês!

Então é isso, enoamigos! Até a próxima!

Boa semana! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referência: Butterlustblog.com

 

 

 

Notas de Prova: Ribeiro Santo 2014 – O Dão Pelo Enólogo Carlos Lucas

Costumo dizer que, assim como as pessoas, os vinhos são organismos vivos, que se expressam de formas diferentes entre si. Ontem recebi da Winebrands uma amostra do Ribeiro Santo, um menino da região portuguesa do Dão.  No início me pareceu um pouco tímido na taça, mas aos pouco, conforme fomos trocando ideias, enfim, ele foi se soltando.

Batemos um longo papo na companhia de uma irresistível pizza de cogumelos do Da Carmine, um dos meus restaurantes favoritos em Niterói. Digo que se trata de um menino, pois ainda pode evoluir muito em garrafa, como muitos dos seus irmãos lusitanos. Possui médio corpo, aroma e alma! Logo de cara, me levou por um bosque de frutos vermelhos maduros, flores  e especiarias.

Foi elaborado por Carlos Lucas com varietais bem típicas do Dão: Touriga Nacional,Tinta Roriz e Alfocheiro, sem passagem por madeira, preservando a expressão da fruta. Se é gastronômico? Muito! Quer saber o que mais achei dele?

WhatsApp Image 2017-06-15 at 12.02.35

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Límpido, de coloração vermelho-rubi intenso, com reflexos rubi-claro.

OLFATIVO: Frutas vermelhas, com destaque para Amora. Notas florais que lembram violetas e um toque de especiarias (imagino ser pimenta-do-reino).

GUSTATIVO: Em boca, possui médios corpo e tanicidade , mantendo a tipicidade dos rótulos portugueses. De boa acidez, termina de se expressar de um jeito fresco e redondo.

HARMONIZA COM… Entradas, queijos, carnes leves e, inclusive, um típico bacalhau.

SOBRE O ENÓLOGO CARLOS LUCAS

Carlos Lucas iniciou a sua carreira como enólogo em 1992 na Adega Cooperativa de Nelas, após ter concluído  a sua formação em enologia com um DAA em Viticultura e Enologia na Escola Superior Nacional de Agronomia de Montpellier.

0003D794F04344

Ainda no Dão foi sócio fundador da empresa  Dão Sul onde foi Administrador e liderou a equipe de enologia desde 1994 até Agosto de 2011. Foi na década de 2000 que iniciou a produção de vinhos em outras regiões como o Douro, o Alentejo, a Bairrada e região de Lisboa. Ainda teve tempo para se dedicar a projetos além-fronteiras, com a produção de vinhos no Vale de São Francisco (Brasil), no Piemonte em Itália e ainda no Priorat, na vizinha Espanha.

Em todas estas regiões elabora vinhos para todos os gostos, desde entradas de gama a vinhos de topo reconhecidos pela imprensa nacional e internacional.

Seu trabalho foi reconhecido enquanto Administrador com vários prêmios entre os quais  “Empresa do Ano 2002”, “Empresa do Ano 2006” e “Enoturismo do ano 2008”.

Foi juri dos mais importantes concursos de vinhos mundiais  de onde se destaca a sua presença desde 1997 no Chalange Internacional du Vin em Bordeaux.


Quer conhecer o menino Ribeiro Santo 2014? No momento, ele se encontra à venda no site da WineBrands Brasil. A loja me enviou uma amostra para avaliar e contar o que achei para os meus leitores do Vila.

ribeiro_horizontal

 

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Bom feriadão! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Winebrands Brasil, Magnum Carlos Lucas Vinhos. 

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.