Anakena Cabernet Sauvignon 2015: Esse tem presença!

Não sei se por obra do destino, mas ultimamente tenho degustado muitos vinhos da casta Cabernet Sauvignon. Sim, ela, que foi uma das minhas portas de entrada para o mundo do vinho, há uns 15 anos atrás. E não é por acaso. Afinal, a CS é a uva mais plantada no mundo, sendo, assim, considerada a Rainha das Tintas! Está presente numa gama enorme de vinhos, dos mais básicos aos mais ícones. Das potentes, sem dúvida, é a que eu mais curto!

ANAKENA

E, já que os vinhos dela têm me “perseguido” ultimamente, hoje trago para vocês um rewiew sobre o Anakena Tama Vineyard Selection Cabernet Sauvignon, que recebi da minha parceira WineBrands Brasil. Trata-se de um exemplar bem típico da casta no Chile, proveniente do Valle do Cachapoal, uma das subdivisões do Valle do Rapel.

Se curti? Muito! Por isso mesmo decidi contar tudinho aqui para vocês!

NOTAS DE PROVA

Visual: Vermelho-rubi intenso, sem reflexos.

Olfativo: Nariz com notas de frutas vermelhas maduras, com destaque para a groselha. Nota-se, ainda, presença de madeira, sobretudo nas nuances de chocolate e café. Sem falar numa nota herbácea de pimentão, bem característica. Logo se percebe que realmente se trata de um CS tipicamente chileno. 

Gustativo: Em boca é seco, sápido, intenso e com final persistente. Possui equilíbrio entre maciez, acidez e taninos. Combina com pratos à base de carne, em geral. 

Uva 100% Cabernet Sauvignon
Teor Alcoólico 13,5%
Amadurecimento Entre nove e 12 meses em barricas de carvalho.

Então é isso, pessoal!  Se você é fã da Rainha das Tintas, pode provar sem medo. E qual será o próximo CS a entrar na minha lista, hein? O friozinho vem aí e as possibilidades são infinitas. Me aguardem!

 

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Harmonização: RAR Collezione Gewurztraminer Semibotritizado com Queijo Tipo Grana Padano

Galera do vinho, cá estou de volta após um carnaval de muita animação. Esse mês recebi da RAR Gastronomia  um kit com alguns produtos disponíveis para os clientes do Club Queijos e Vinhos RAR. Trata-se de uma combinação interessante entre vinho e sabores, que nos permite harmonizar de diversas formas.

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VÁRIAS OPÇÕES DE HARMONIZAÇÃO

Por falar nisso, logo de cara o que me chamou a atenção foi o Gewruztraminer ser demi-sec (meio-seco). Sim, amigos, mas para o meu paladar, estava mais para um vinho doce. E, depois, lendo sobre ele, vi que o intuito é esse mesmo: combiná-lo com sobremesas e o queijo tipo Grana da marca, primeira a produzir essa iguaria em terras latino-americanas.

Aliás, o Gran Formaggio já virou um clássico. Tudo por conta do sabor marcante, típico de um produto que passou por um longo período de maturação (12 meses).

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Ao combiná-lo com o queijo, confesso que ficou MUITO perfeito! Afinal, o Grana também tem um adocicado inconfundível, resultado de seu teor de gordura (esbanja untuosidade!). Além do queijo, resolvi fazer uma combinação inusitada, com ceviche. Mas ficou péssima e não tenho nenhum pudor em citar.

Harmonização entre vinho e comida, antes de tudo é experimentação. Tentativa e erro. E eu estava louca para provar o vinho e muito a fim de um ceviche. Tentei juntar as duas coisas e não deu certo. Mas, fazer o que? Com o Queijo Grana ficou muito, muito bom!

O QUE VEIO NO KIT?

Esse mês, o kit do Club Queijos e Vinhos RAR veio com 4 itens:

  • Aceto Condimento RAR Importados: Sim, é um vinagre balsâmico, capaz de potencializar e realçar o sabor de diversos pratos. Em particular, adoro como tempero para salada.WhatsApp Image 2018-02-15 at 17.33.10 (1)
  • RAR Collezione Gewürztraminer Demi-Sec 2011: Um vinho branco doce, que mantém as características da casta em questão. Aromática, com ótima acidez e nuances de flores, lichia, frutas em compota, enfim, ficou ideal com o queijo grana padano. Sobre o vinho, vale destacar que suas uvas provém de Campos de Cima da Serra (RS) e foram parcialmente atacadas pelo botrytis cinerea ( responsável pela podridão nobre) mesmo fungo presente em alguns dos vinhos de sobremesa mais apreciados em todo o mundo.
  • Gran Formaggio Tipo Grana Padano (12 meses): Eu já falei por aqui que esse queijo é um espetáculo, né? Combinou muito com o Gewürztramniner Demi-Sec, sobretudo por seu sabor marcante e adocicado. Trata-se de um queijo que fica maturando por 12 meses, o que lhe dá uma personalidade única.
  • Arroz Carnaroli Paganini: Um arroz italiano gourmet, próprio para risotos. Confesso que ainda não o utilizei, pois queria uma receita bacana e nunca fiz risoto. Aliás, amigos, quem tiver uma receitinha bacana, pode me enviar que sou toda ouvidos.

Para saber mais sobre o Club de Queijos e Vinhos RAR, clique no banner abaixo:

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Amigos. Sinto que o ano começa para valer a partir de agora, não? Então, bora colocar os projetos em prática com direito a muitos vinhos e delícias!

Ótima semana! Vinhos memoráveis! Tim-Tim!

 

 

 

 

 

 

Notas de Prova: Um Verdejo Leve e Perfeito Para os Dias de Calor

Enoamigos, estamos na temporada dos brancos, rosés e espumantes. Pelo menos para mim, claro, pois sei de gente que não abre mão do tinto por nada no mundo. Vinho tinto no calor me dá mais calor ainda, sobretudo aqui no Rio, onde os termômetros já marcam de 30 graus para cima.

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Então, imaginem a minha alegria quando recebi da WineBrands esse Verdejo Espanhol da Real Compañía de Vinos? Degustei sem medo de ser feliz! Sem falar que me deu a maior vontade de falar para vocês sobre essa uva branca, menos comum por aqui. É leve e fresca, com ótima acidez. Harmoniza com verão e frutos do mar. Amei!

CONHEÇA A VERDEJO

A uva branca Verdejo possui grande notoriedade e é destaque nas regiões espanholas de cultivo e elaboração de bons vinhos. Os exemplares elaborados com a Verdejo são muito elegantes, frutados e frescos, apresentando, em geral, elevado teor alcoólico, além de possuir uma acentuada acidez.

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Usada com sucesso na elaboração de vinhos varietais, a Verdejo também apresenta ótima combinação com as castas Sauvignon Blanc e Viura. Os vinhos produzidos a partir da uva Verdejo costumam ser consumidos ainda jovens, entretanto, é possível encontrar excelentes rótulos com maturação prolongada, chegando a uma década.

A Verdejo confere aos vinhos uma coloração verde dourada, que pode variar de acordo com o método de vinificação utilizado por cada produtor. A uva produz vinhos conhecidos por seu caráter cítrico e herbáceo, além do peculiar toque de noz e nuances de mineralidade.


NOTAS DE PROVA

Visual: Amarelo-palha médio, com reflexos verdeais, é límpido e transparente. Fica lindo na taça.

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Olfato: Notas de frutas brancas, cítricas e um toque herbáceo bem particular.


Gustativo: Em boca, é leve, fresco e equilibrado. Pouco se sente os 14,5% de teor alcoólico. Tem um retrogosto meio-amargo, próprio da casta.


Harmonização: Frutos do mar, incluindo pratos da culinária oriental, sobretudo japonesa e tailandesa.


Enfim, amigos, certamente a partir de agora vocês verão mais comentários sobre vinhos brancos, rosés e espumantes. Isso não quer dizer que os tintos não serão consumidos até segunda ordem. Afinal, um Pinot Noir numa temperatura menor, assim como outras castas mais leves, como Pipeño e Gamay são sempre bem-vindas, inclusive no calor que tem feito por aqui. Mas tem sempre aquele dia em que a harmonização pede um tinto. Com ar-condicionado bombando, claro!

Ótima semana para vocês! Bons vinhos! Tim-Tim!

*Este post é um publieditorial.

Referência: Mistral.

Degustando com os Amigos: Ótimos Vinhos e Descontração no Espaço École Du Vin

E eis que o casal querido, Sommelier Marcelo Marques e Patrícia Pacheco, nos convidaram para uma degustação descontraída em seu aconchegante Espaço École Du Vin, em Copacabana. A missão: cada participante levaria um vinho e uma comidinha. Eu e o marido levamos o Espumante Brut da Batalha Vinhos & Vinhas e o Sagiovese Toscano Querciavalle, importado pela Vindame.

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A noite foi muito especial, repleta de risadas e boas histórias, como em qualquer animada confraria. Afinal, o grupo era nota 1000 e, além do Marcelo e da Patrícia, contava com Joana Rangel (do, Blog Divina e Vinho), Fernando Lima (do Blog Vinhos com Fernando Lima) e esposa, bem como mais 3 amigos do casal de anfitriões, todos muito simpáticos e empolgados.

OS VINHOS DA NOITE

E, como diria o amigo Fernando Lima, vamos à análise das ampolas degustadas!

1 – Espumante Casa Marques Pereira Extra Brut: Um bom Champenoise (com segunda fermentação em garrafa). Elaborado com a uva Trebbiano Toscano, possui cor Amarelo-palha, com perlage muito fina e elegante. Muito agradável e perfeito para iniciar os trabalhos e “fazer a boca” para os rótulos seguintes.

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2 – Vinho Verde Vila dos Ingleses: Logo de cara, a cor impressiona. É um rosé que tende para casca de cebola, porém, até mais alaranjado. Muito fresco, frutado e levemente frizante, com notas de pêssego. Geladinho, num dia de verão à beira da piscina…já imagino o sucesso!

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3 – Segredos da Adega Tannat Gran Reserva 2008: Sim, começamos com um Tannat 100% nacional e daquela safra que amacia qualquer potência. Sim, os taninos estavam perfeitos! Coloração rubi, com reflexos granada, a cara da evolução! No nariz, frutas do bosque, mais para compota (geleia), além de um toque de café e couro. Muito agradável e interessante!

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Agora, pausa para uma Vertical de Valmarino Reserva de Família! Sim, o amigo Fernando Lima levou essas duas preciosidades de sua adega para a gente curtir a experiência. Analisamos as safras 2008 e 2013. Vamos lá!

4- Valmarino Reserva de Família 2008: Trata-se de um corte de 30% Cabernet Sauvignon, 30% Tannat, 30% Cabernet Franc e 10% Merlot. Realmente, uma mistura que só tem a ganhar com a guarda. Coloração rubi-intensa, com reflexos granada e sinais claros de evolução em garrafa. Taninos sedosos, mas ainda bem presentes, com notas herbáceas e caráter mentolado. Depois de um tempo na taça, as especiarias tomam conta do nariz. Maravilhoso, sem dúvida, para mim, foi o grande destaque da noite. 13,5 de vol. alcoólico.

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5 – Valmarino Reserva de Família 2013: Logo na cor, a diferença foi bem clara com relação ao exemplar 2008. Era um vermelho-rubi sem reflexos. No nariz, como era de se esperar, bem mais frutado, com toques de café tostado e especiarias. Nesse caso, o corte é de 45% Cabernet Franc, 25% Merlot, 15% Tannat  e 15% Cabernet Sauvignon. Na boca, encorpado, com taninos bem presentes, porém, agradáveis. Um vinho que ainda aguenta uns bons anos de guarda e que ainda tem muito para mostrar. Excelente! 13,0% de vol.alcoólico.

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Depois desses dois espetáculos de tinto, mais uma vez, vamos a um espumante!

6 – Espumante Batalha Brut Método Tradicional (Champenoise): Então, esse espumante foi na minha bolsa de Niterói a Copa, sacolejando e previamente gelado (estava na minha cervejeira). Após a viagem, tudo podia acontecer! E eis que na minha taça a perlage não era numerosa, porém, bem fina. O nariz dele era ótimo, muito tostado, leveduras (aquele pão característico). Na boca também estava ótimo. Só a perlage que ora aparecia, ora não.

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7 – Santa Cristina Branco 2012: Ah, gente, eu amei esse branco italiano. E eu nem sabia que quem produzia era a Família Antinori, tá? Senão eu já chegaria sugestionada..rs. Sim, mas esse branquinho, produzido na Umbria, é elaborado com as uvas Grechetto e Procanico. Apesar de 2012 ainda estava muito vivo, agradável, com cor dourada. Muito fresco, com notas tropicais e geladinho! Delícia!
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8 – Querciavalle Toscano Rosso 2015: Esse foi mais uma das ampolas que eu levei. Da importadora Vindame, o Querciavalle é produzido na mesma região italiana do Chianti Clássico. Um vinho 100% Sangiovese, macio, frutado (eu já tinha provado), com 14% de vol. alcóolico, mas que foi assassinado com requintes de crueldade pelos poderosos tintos servidos anteriormente. Ou seja, enoamigos, em se tratando de degustação, uma regra básica é seguir a ordem dos vinhos. Logo que cheguei, eu já tinha que ter falado com o Marcelo que esse tinto era mais leve. Dei mole! Serve como aprendizado para a próxima 😉

Então é isso, galera da enofilia. Foi um encontro memorável que uniu amigos, vinhos e muitas experiências. Com relação às comidinhas, tenho que dar o merecido destaque ao “Dadinho de Tapioca” da Patrícia. Divino, maravilhoso com os molhinhos agridoces.

Até a próxima, pessoal! Bom vinhos! Ótimas companhias! Tim-Tim!

Notas de Prova: (Tellus 2015): Toda a Personalidade de um Syrah Italiano

Sim, você leu certo! Syrah italiano! Aliás, quando se trata de vinhos do país da bota, a gente já espera logo por castas clássicas das regiões, como Sangiovese, Nebbiolo e por aí vai… Enfim, cepas francesas geralmente aparecem em cortes com uvas tipicamente italianas. Porém, não neste caso. O Tellus, que recebi da Winebrands Brasil, é um vinho 100% Syrah, produzido pela vinícola Falesco na região de Lazio, a 300 de altitude e amadurecimento de 5 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso. 

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GARRAFA LINDA, INSPIRADA NOS ROMANOS

Antes de tudo, vale citar que o nome Tellus remete à deusa romana da terra, tanto que sua ampola (linda, por sinal!) foi inspirada nas antigas garrafas do império romano, mais baixa e larga na lateral, do tipo que chama a atenção em qualquer prateleira.

Criado em 2009, seu rótulo é o quadro vencedor de um concurso com artistas, no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Agora que já falei um pouquinho sobre ele, vamos às notas de prova!

TELLUS

NOTAS DE PROVA

Achei o vinho elegante e com notas bem típicas da uva Syrah. Sabe aquela picância, própria dos fermentados da casta? Esse tem! É do tipo que acompanharia superbem com carne temperada com especiarias. Perfeito!

 

VISUAL:  Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos. Bem límpido, possui cor de vinho jovem mesmo e logo de cara a gente já imagina uma safra 2015 ou 2016 (neste caso, 2015).

OLFATIVO: Frutas do Bosque, ameixa e especiarias, com nuances de pimenta-do-reino.

BOCA: Picante em boca, com médio corpo e taninos presentes, afinal, trata-se de um vinho jovem. Mas nada que incomode o paladar. Deixa a boca enxuta e conta com média persistência (contém uns 6 segundos).

  • Recomendo aerar em Decanter, a fim de estimular a liberação de todos os aromas e amaciar os taninos.

  • É um vinho pronto, mas que pode esperar na adega por mais uns 3 anos e só tem a ganhar.

  • A presença da madeira é bem discreta, mal se nota. Provavelmente pelo fato de ter passado por barricas de segundo uso. Supercombinou com o estilo do vinho. Eu curto!


Então é isso, enoamigos! O Tellus Syrah 2015 está à venda no site da importadora Winebrands Brasil.

Até a próxima e ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.