Entenda os Rótulos de Espumante

Você está numa loja especializada em vinhos. Sua meta é escolher um espumante para uma comemoração ou simplesmente para bebericar com os amigos. São inúmeras as denominações nos rótulos: Brut, Extra-Brut, Nature, Doce, Demi-Sec… Impossível não se confundir nessa hora, certo? Então, prepare-se, pois hoje você vai aprender a optar pelo espumante que mais combina com o seu paladar.

Ah, e vale lembrar que os espumantes e champagnes ditos “Vintage” são aqueles cujas safras estão estampadas no rótulo. Geralmente esses exemplares são bem mais caros, visto que para um produtor incluir o ano da colheita no rótulo de um espumante, é sinal de que foi uma safra espetacular!

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UM POUCO DE HISTÓRIA

Séculos atrás, quando os primeiros champanhes foram criados, as bebidas adocicadas estavam na moda. Na época, era comum adicionar altas doses de açúcar ao espumante (cerca de 200g de açúcar por litro), praticamente as mesmas quantidades incluídas nos refrigerantes dos dias de hoje. Até que, no século XIX, as casas de champanhe tinham os ingleses entre seus maiores clientes.

Eles estavam cansados de tanta doçura. Queriam algo mais leve e que combinasse mais com seu estilo sóbrio. E eis que Madame Louise Pommery deu o que eles tanto queriam, o Champanhe Brut, que em francês, quer dizer “Bruto, grosseiro, em seu estado natural”. Mesmo assim, as primeiras garrafas que entraram no mercado ainda continham mais de 20 gramas de açúcar por litro.

O tempo passou, o paladar dos consumidores se apurou e essa quantidade foi caindo, até que se determinou que não poderia ultrapassar 12 gramas de açúcar por litro, de acordo com as leis francesas. Até hoje o Brut é, sem dúvida, o espumante mais vendido: preferência nacional e internacional!

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OUTRAS DENOMINAÇÕES

Logo que se criou o Brut, outras categorias surgiram no mercado, a fim de diferenciá-lo dos outros exemplares, cada uma de acordo com a quantidade de açúcar adicionada por litro. Os espumantes brasileiros possuem designações diferentes dos champanhes franceses. E, para você entender tudo “tim-tim por tim-tim” (literalmente), segue a tabela com as qualificações de acordo com a legislação dos dois países.

BRASIL
Nature 3g/l de açúcar, no máximo
Extra-Brut 3,1 a 8g/l de açúcar, no máximo
Brut 8,1 a 15g/l de açúcar, no máximo
Sec ou Seco 15,1 a 20g/l de açúcar, no máximo
Demi-Sec, Meio-Doce ou Meio-Seco 20,1 a 60g/l de açúcar, no máximo
Doce 60,1 a 80g/l de açúcar, no máximo
CHAMPAGNE, FRANÇA
Brut Nature, Pás Dosé ou Dosage Zéro 3g/l de açúcar, no máximo
Extra-Brut 0 a 6g/l de açúcar, no máximo
Brut 12g/l de açúcar, no máximo
Extra Dry 12 a 17g/l de açúcar, no máximo
Sec 17 a 32g/l de açúcar, no máximo
Demi-Sec 32 a 50g/l de açúcar, no máximo
Doux Acima de 50g/l de açúcar

Espero que tenha ajudado a acabar com essa dúvida muito comum, sobretudo para quem está começando a apreciar o espumante. Tenha em mente a importância de estar atento ao rótulo antes da compra. Só assim você saberá se está adquirindo uma bebida que atenda às suas expectativas. E, como não canso de falar, os exemplares brasileiros são maravilhosos, figurando, inclusive, entre os melhores do mundo.

Eu mesma, ultimamente, tenho optado mais por espumantes aqui em casa e nos fins de semana, visto que o calor insuportável já se instalou aqui no Rio de Janeiro. Geladinho, não há nada melhor!

Boas Festas, Ótimos vinhos e  Tim-Tim!

Referência: Revista Adega

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