Degustando com os Amigos: Ótimos Vinhos e Descontração no Espaço École Du Vin

E eis que o casal querido, Sommelier Marcelo Marques e Patrícia Pacheco, nos convidaram para uma degustação descontraída em seu aconchegante Espaço École Du Vin, em Copacabana. A missão: cada participante levaria um vinho e uma comidinha. Eu e o marido levamos o Espumante Brut da Batalha Vinhos & Vinhas e o Sagiovese Toscano Querciavalle, importado pela Vindame.

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A noite foi muito especial, repleta de risadas e boas histórias, como em qualquer animada confraria. Afinal, o grupo era nota 1000 e, além do Marcelo e da Patrícia, contava com Joana Rangel (do, Blog Divina e Vinho), Fernando Lima (do Blog Vinhos com Fernando Lima) e esposa, bem como mais 3 amigos do casal de anfitriões, todos muito simpáticos e empolgados.

OS VINHOS DA NOITE

E, como diria o amigo Fernando Lima, vamos à análise das ampolas degustadas!

1 – Espumante Casa Marques Pereira Extra Brut: Um bom Champenoise (com segunda fermentação em garrafa). Elaborado com a uva Trebbiano Toscano, possui cor Amarelo-palha, com perlage muito fina e elegante. Muito agradável e perfeito para iniciar os trabalhos e “fazer a boca” para os rótulos seguintes.

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2 – Vinho Verde Vila dos Ingleses: Logo de cara, a cor impressiona. É um rosé que tende para casca de cebola, porém, até mais alaranjado. Muito fresco, frutado e levemente frizante, com notas de pêssego. Geladinho, num dia de verão à beira da piscina…já imagino o sucesso!

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3 – Segredos da Adega Tannat Gran Reserva 2008: Sim, começamos com um Tannat 100% nacional e daquela safra que amacia qualquer potência. Sim, os taninos estavam perfeitos! Coloração rubi, com reflexos granada, a cara da evolução! No nariz, frutas do bosque, mais para compota (geleia), além de um toque de café e couro. Muito agradável e interessante!

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Agora, pausa para uma Vertical de Valmarino Reserva de Família! Sim, o amigo Fernando Lima levou essas duas preciosidades de sua adega para a gente curtir a experiência. Analisamos as safras 2008 e 2013. Vamos lá!

4- Valmarino Reserva de Família 2008: Trata-se de um corte de 30% Cabernet Sauvignon, 30% Tannat, 30% Cabernet Franc e 10% Merlot. Realmente, uma mistura que só tem a ganhar com a guarda. Coloração rubi-intensa, com reflexos granada e sinais claros de evolução em garrafa. Taninos sedosos, mas ainda bem presentes, com notas herbáceas e caráter mentolado. Depois de um tempo na taça, as especiarias tomam conta do nariz. Maravilhoso, sem dúvida, para mim, foi o grande destaque da noite. 13,5 de vol. alcoólico.

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5 – Valmarino Reserva de Família 2013: Logo na cor, a diferença foi bem clara com relação ao exemplar 2008. Era um vermelho-rubi sem reflexos. No nariz, como era de se esperar, bem mais frutado, com toques de café tostado e especiarias. Nesse caso, o corte é de 45% Cabernet Franc, 25% Merlot, 15% Tannat  e 15% Cabernet Sauvignon. Na boca, encorpado, com taninos bem presentes, porém, agradáveis. Um vinho que ainda aguenta uns bons anos de guarda e que ainda tem muito para mostrar. Excelente! 13,0% de vol.alcoólico.

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Depois desses dois espetáculos de tinto, mais uma vez, vamos a um espumante!

6 – Espumante Batalha Brut Método Tradicional (Champenoise): Então, esse espumante foi na minha bolsa de Niterói a Copa, sacolejando e previamente gelado (estava na minha cervejeira). Após a viagem, tudo podia acontecer! E eis que na minha taça a perlage não era numerosa, porém, bem fina. O nariz dele era ótimo, muito tostado, leveduras (aquele pão característico). Na boca também estava ótimo. Só a perlage que ora aparecia, ora não.

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7 – Santa Cristina Branco 2012: Ah, gente, eu amei esse branco italiano. E eu nem sabia que quem produzia era a Família Antinori, tá? Senão eu já chegaria sugestionada..rs. Sim, mas esse branquinho, produzido na Umbria, é elaborado com as uvas Grechetto e Procanico. Apesar de 2012 ainda estava muito vivo, agradável, com cor dourada. Muito fresco, com notas tropicais e geladinho! Delícia!
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8 – Querciavalle Toscano Rosso 2015: Esse foi mais uma das ampolas que eu levei. Da importadora Vindame, o Querciavalle é produzido na mesma região italiana do Chianti Clássico. Um vinho 100% Sangiovese, macio, frutado (eu já tinha provado), com 14% de vol. alcóolico, mas que foi assassinado com requintes de crueldade pelos poderosos tintos servidos anteriormente. Ou seja, enoamigos, em se tratando de degustação, uma regra básica é seguir a ordem dos vinhos. Logo que cheguei, eu já tinha que ter falado com o Marcelo que esse tinto era mais leve. Dei mole! Serve como aprendizado para a próxima 😉

Então é isso, galera da enofilia. Foi um encontro memorável que uniu amigos, vinhos e muitas experiências. Com relação às comidinhas, tenho que dar o merecido destaque ao “Dadinho de Tapioca” da Patrícia. Divino, maravilhoso com os molhinhos agridoces.

Até a próxima, pessoal! Bom vinhos! Ótimas companhias! Tim-Tim!

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Notas de Prova: (Tellus 2015): Toda a Personalidade de um Syrah Italiano

Sim, você leu certo! Syrah italiano! Aliás, quando se trata de vinhos do país da bota, a gente já espera logo por castas clássicas das regiões, como Sangiovese, Nebbiolo e por aí vai… Enfim, cepas francesas geralmente aparecem em cortes com uvas tipicamente italianas. Porém, não neste caso. O Tellus, que recebi da Winebrands Brasil, é um vinho 100% Syrah, produzido pela vinícola Falesco na região de Lazio, a 300 de altitude e amadurecimento de 5 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso. 

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GARRAFA LINDA, INSPIRADA NOS ROMANOS

Antes de tudo, vale citar que o nome Tellus remete à deusa romana da terra, tanto que sua ampola (linda, por sinal!) foi inspirada nas antigas garrafas do império romano, mais baixa e larga na lateral, do tipo que chama a atenção em qualquer prateleira.

Criado em 2009, seu rótulo é o quadro vencedor de um concurso com artistas, no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Agora que já falei um pouquinho sobre ele, vamos às notas de prova!

TELLUS

NOTAS DE PROVA

Achei o vinho elegante e com notas bem típicas da uva Syrah. Sabe aquela picância, própria dos fermentados da casta? Esse tem! É do tipo que acompanharia superbem com carne temperada com especiarias. Perfeito!

 

VISUAL:  Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos. Bem límpido, possui cor de vinho jovem mesmo e logo de cara a gente já imagina uma safra 2015 ou 2016 (neste caso, 2015).

OLFATIVO: Frutas do Bosque, ameixa e especiarias, com nuances de pimenta-do-reino.

BOCA: Picante em boca, com médio corpo e taninos presentes, afinal, trata-se de um vinho jovem. Mas nada que incomode o paladar. Deixa a boca enxuta e conta com média persistência (contém uns 6 segundos).

  • Recomendo aerar em Decanter, a fim de estimular a liberação de todos os aromas e amaciar os taninos.

  • É um vinho pronto, mas que pode esperar na adega por mais uns 3 anos e só tem a ganhar.

  • A presença da madeira é bem discreta, mal se nota. Provavelmente pelo fato de ter passado por barricas de segundo uso. Supercombinou com o estilo do vinho. Eu curto!


Então é isso, enoamigos! O Tellus Syrah 2015 está à venda no site da importadora Winebrands Brasil.

Até a próxima e ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

La Vie en Rosé: Saiba Tudo Sobre os Rosados, com Direito a Dicas de Vinhos Para Curtir na Primavera

O que é o que é: não é tinto, mas tem tanino. Não é branco, mas esbanja acidez. Sim, é ele! O meu queridinho Rosé, que me encanta, sobretudo, por sua versatilidade e variedade de estilos. 

Com a chegada oficial da Primavera, os rosados se apresentam como ótimas opções, seja para acompanhar o happy hour e as festinhas à beira da piscina ou simplesmente para apreciar um belo pôr-do-sol à beira mar.

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Liberte-se do preconceito e se abra ao Rosé, que foi a bebida oficial do último verão na França, onde cujas vendas já ultrapassaram as do vinho branco! Sem falar que é o favorito de celebridades como Madonna, Sting e Drew Barrymore. Mas, se você pensa que se trata de uma moda recente, saiba que o Rosé faz parte do mundo do vinho há séculos.

DE ONDE VEM O VINHO ROSÉ

Se o vinho tinto é feito com uvas tintas e o branco com uvas brancas, do que é feito o rosado? Uma vez que as uvas rosadas não existem (com exceção da Zinfandel, mas aí é outra história), a melhor forma de se produzir um bom Rosé é através do contato do suco da uva (mosto) com as cascas. Afinal, são elas que contém as antocianinas, substâncias que transmitem cor à bebida. E quanto maior for o contato do mosto com as cascas, mais cor terá o vinho!

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Ou seja, a cor do Vinho Rosé se dá pelo contato do suco (mosto) com as cascas, visto que, sem elas, o resultado será simplesmente o de um vinho branco. E esse contato dura o tempo necessário para um vinho mais claro, casca de cebola, ou mais escuro, em tom de cereja. Pode durar de 1 a 6 horas, de acordo com a preferência do enólogo.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Os vinhos mais claros sempre estiveram presentes ao longo da história do vinho. Evidentemente, o termo rosé não era empregado, mas o aspecto lembrava muito essas cores rosadas, alaranjadas e as várias tonalidades assumidas pelo rosé. Isso é mais ou menos intuitivo de conceber, pois em épocas remotas, a técnica de vinificação era rudimentar e pouco dominada. Portanto, as macerações eram relativamente curtas e os vinhos eram tomados normalmente jovens.

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Além disso, era muito comum fermentarem juntas, uvas brancas e tintas. Não havia o conceito de envelhecimento do vinho, sobretudo antes da existência da garrafa e da rolha. Este gosto antigo chamava esses vinhos como vinhos de prazer. Os vinhos de cores mais acentuadas, semelhantes ao que conhecemos hoje, eram denominados vinhos de alimentação, destinados aos trabalhadores braçais. Eram frutos de macerações longas, prensagens grosseiras, elaborados com pouco cuidado. Os termos usados para esses vinhos eram vin nourriture e vinum rubeum.

Na Idade Média, em vários quadros onde o vinho aparece, notamos uma cor que nos lembra os vinhos rosés. Na época, chamado de Vinum Clarum ou Claret. A foto abaixo ilustra este fato.

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4 RÓTULOS PARA DESCOBRIR OS ROSÉS

Agora que vocês já conhecem um pouco mais sobre os Rosados, que tal ir mais a fundo e degustar Rosés de países e estilos diferentes? Aqui eu indico 4 rótulos para começar a brincadeira:

  1. Rosé Francês:

    Falar de rosé no mundo é falar de França. E falar de França, é falar de Provence, seu grande vinho emblemático. 

L’Opale de la Presqu’Ile de St. Tropez é um vinho elegante, fresco e muito saboroso. O visual é de coloração casca de cebola, acobreado, é bem típico da região. Límpido e muito brilhante, possui aromas que lembram rosas, morango fresco, cereja e canela.

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2- Rosé Português:

Cor-de-rosa e refrescante, o estilo do Mateus, Rosé mais vendido em Portugal, conta com uma efervescência ligeira e extremamente versátil.

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Criado em 1942, o Mateus tem aquela garrafa linda e estilosa, cujo formato foi inicialmente inspirado nos cantis usados pelos soldados na Primeira Guerra Mundial. Era o preferido de Jimmy Hendrix e, até hoje, dizem que a Rainha Elizabeth II tem sempre uma garrafinha de Mateus em sua adega.

3- Rosé Argentino:

O estilo do Rosé Argentino, elaborado com a uva Malbec, costuma tender mais para a cor cereja. Em alguns casos chega a ser só um pouco mais claro que um tinto. O Crios, da Susana Balbo, na minha opinião, é o melhor em termos de cor, olfato e paladar. Possui nuances de frutas vermelhas e negras frescas, com notas florais. Ótimo Custo-benefício, da Importadora Cantu Wines.

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5 – Rosé Brasileiro:

Claro que eu não poderia deixar de sugerir um Rosé 100% nacional. Sou simplesmente APAIXONADA pelo Marie Gabi, da vinícola Routhier & Darricarrère, da Campanha gaúcha (RS). A cor dele é um casca de cebola bem clarinho, do tipo que fica macerando por, no máximo, 1 hora. Além do rótulo fofo, o Marie Gabi possui toques cítricos e herbáceos. No aroma, notas florais, de amêndoas e frutas vermelhas. Vale a pena!

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Então é isso, viníferos! Fico feliz em ver que mais e mais enófilos estão se rendendo ao néctar rosado, que ainda tem muito o que ser descoberto. Todos os rótulos listados acima foram provados e aprovados por mim e a maioria conta com um ótimo custo-benefício.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Vine Pair, Vinho Sem Segredo

Notas de Prova: Fácil de Beber, 1 Bottle of Red CS 2015 Harmoniza Com Amigos e um Bom Bate-Papo (BEST BUY)

Recebi uma amostra do 1 Bottle of Red, da Winebrands Brasil, e confesso: por se tratar de um chileno, demorei um pouquinho a degustá-lo. Afinal, eu tinha acabado de voltar do Chile e ainda teve a feira do Rio Wine and Food Festival… Ou seja, pensei, “Vou dar um tempinho nos chilenos e provar outras coisas”. Até que, numa sexta de friozinho, não resisti e coloquei a ampola  para jogo (esse lance de “ampola”, aprendi com meu amigo Fernando Lima. Muito chique).

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Sem dúvida, uma ótima companhia para a sua série favorita

Enfim, foi uma sábia decisão. Apesar de se tratar de um Cabernet Sauvignon, o 1 Bottle conta com taninos macios e muito agradáveis em boca. Sabe aquele vinho para beber acompanhado de petiscos, amigos e um bom bate-papo? É ele! Desce fácil, fácil e delicioso! Sem falar que o custo x benefício é ótimo (R$41,40) no site da marca.

Resultado: harmonizou perfeitamente bem com seleção de queijos, torradinhas e Outlander, minha série favorita. Curti mesmo! Porém, não espere por complexidade. É um vinho para beber sem compromisso, curtindo toda a expressão da Cabernet Sauvignon. 

NOTAS DE DEGUSTAÇÃO

VISUAL: Rubi-escuro, com reflexos rubi-claro. Cor linda e ótima limpidez.

OLFATO: No nariz, frutas do bosque, com destaque para morangos silvestres e frutas negras, como ameixa e amora.

GUSTATIVO: De médio corpo e taninos sedosos, é um vinho muito agradável em boca, com ótima estrutura entre àlcool, acidez e taninos.

HARMONIZAÇÃO: É um bom parceiro para queijos, patês, massas e pratos à base de carne vermelha.

FICHA TÉCNICA

ONE BOTTLE OF RED CABERNET SAUVIGNON

  • TINTO | SAFRA 2015

  • TEOR ALCOÓLICO: 13% | SERVIR À TEMPERATURA DE 16o C |

  • VARIEDADES: 87,5% Cabernet Sauvignon e 12,5 Merlot

  • AMADURECIMENTO: Não passa por amadurecimento em madeira.

  • PAÍS: CHILE

 

  • REGIÃO: VINHEDOS DO CHILE

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Acredito que, por se tratar de um corte de Cabernet Sauvignon, com um toque de Merlot, senti que esta última foi essencial para domar os jovens taninos da CS. Sim, é um “Best Buy”, ótima compra, sobretudo em virtude do fator qualidade x preço.

E o fim de semana pós-feriado? Animados? Aliás, sexta é aquele dia em que a gente já acorda pensando no vinho da noite. Convoque os amigos e curta em ótima companhia!

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se segurem e peguem suas taças, porque os vinhos do Uruguai estão com tudo! Por Joana Rangel

Eu e minha amiga Joana Rangel estivemos nos eventos do Rio Wine and Food Festival, realizados na semana passada, no Clube Piraquê, na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Foi bacana demais e o relato dela ficou tão informativo e bem-humorado, que resolvi postar aqui para vocês.

*Por Joana Rangel, do Blog Divina e Vinho

Quando, em 2013, a revista The Economist classificou o Uruguai como sendo o país de maiores “reformas inovadoras que poderiam beneficiar o mundo”, não estavam se referindo aos vinhos. Mas bem que poderiam. Os Tannats Uruguaios deveriam ser considerados patrimônios da humanidade.

E foi para mostrar esse valor, que nossos amigos vizinhos estiveram aqui como parte da Rio Wine & Food Festival. Um verdadeiro passeio de emoções, descobertas e experiências que contagiou todos que estiveram presentes no Clube Piraquê, Rio de Janeiro.

O evento dedicado ao Uruguai foi dividido em dois momentos: uma Master Class com degustação de 14 rótulos e o Tannat Tasting Tour – a Feira dos Vinhos Uruguaios.

Esperando a aula, minha amiga e gastrônoma Tita Moraes, tão ansiosa quanto eu.

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A Master Class foi de tirar o fôlego! Foram 14 vinhos degustados, cada um com particularidades e características próprias. Os vinhos foram apresentados pelos profissionais representantes das vinícolas. Todos muito simpáticos, falavam rapidamente sobre a missão da empresa e  sobre a proposta do vinho degustado.

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Amei ver a quantidade de mulheres presentes!
Os vinhos degustados foram:
  1. Favretto Dragone – Espumoso Natural Felicia 2016
  2. Castillo Viejo – Catamayor Pinot Noir 2015
  3. Nabune – Corte Barrica 2016
  4. Casa Grande – Super Blend 2015
  5. Familia Traversa – Viña Salort Syrah Tannat 2015
  6. Bouza – Monte Vide Eu 2015
  7. Finca Narbona – Luz de Luna Tannat 2013
  8. Pizzorno – Don Prospero Maceración Carbónica 2017
  9. Varela Zarranz – Tannat Crianza 2015
  10. Antigua Bodega – Prima Donna Tannat 2013
  11. Giménez Mendez – Alta Reserva Tannat 2015
  12. Viña Edén – Tannat Reserva 2015
  13. Montes Toscanini – Gran Tannat 2013
  14. Rodríguez Bidegain – Licor de Tannat Roble 2011

Achei todos de altíssimo nível, mas, claro, tive meus encantos favoritos. E desse grupo, fiquei muito impressionada com:

  • O Luz de Luna (corte de Tannat-Petit Verdot da Narbona que eu ainda não conhecia) – possui a audácia e uma força quase ancestral;
  • Com o Tannat Crianza da Varela Zarranz – de uma potência, de um tamanho e de um equilíbrio absurdo;
  • Com o Dom Prospero da Pizzorno – que trouze elementos inesperados de leveza e pluralidade à Tannat (creio eu, que devido à maceração carbônica);
  • E com o Licor de Tannat da Rodríguez Bidegain que, pra mim, foi uma das grandes descobertas do dia.

 

Que os vinhos uruguaios trazidos seriam ótimos, todo mundo já sabia. Mas as surpresas que os nossos amigos estavam guardando para a gente, olhaaaaaa…por essa ninguém esperava!

Depois de tanto vinho maravilhoso, os caras  fizeram um CHURRASCO pra gente!

Um chur-ras-co

os. caras. fizeram. um. churrasco. pra gente

de CORDEIRO!!!

Não merecemos tanto!

Aí é demais para o meu coração! Que povo lindo, meu deus! Me senti no Uruguai, sem sair do Rio. Se a intenção deles era fazer com que ficássemos apaixonados, eles conseguiram!

Harmonizar essas maravilhas com uma carne de cordeiro na brasa, não tem preço!

Após tanto comer – eu devo ter ido à churrasqueira umas 3 vezes, era hora de retornar aos salões do Piraque, pois ainda havia a Feira de Vinhos do Uruguai, o Tannat Tour.

E que feira, minha gente! Que feira!

Pensa que no Uruguai só tem Tannat? Rá! Aí é que você se engana.

Nossos vizinhos vieram com tudo.

Provei um Cabernet Franc da Braccobosca 2016 que estou até agora sonhando com ele. Algo de maravilhoso, de incrível, fiquei apaixonada!

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Agora pense comigo: quase não se planta Cabernet Franc no Uruguai (7% do plantio de uvas tintas)  e os caras me chegam com um vinho avassalador desses! Onde eles vão parar?

O Uruguai não está para brincadeiras.

Dos já aclamados, sabemos bem: Garzon, Bouza, Alto de la Ballena, Pisano, Varela Zarranz…são queridos mundialmente, sempre com vinhos de alta gama, sempre com senhores vinhos. Mas tem gente muito pequena vindo aí. Pequenos, micro produtores, gente que produz vinho quase como um desafio mesmo! Porque é teimoso, porque ama, porque é apaixonado! Tem sabores novos vindo aí e como isso é maravilhoso!

E foram inúmeros rótulos degustados, muita conversa e aprendizado. Lógico que a Tannat, uva ícone do país, é a senhora da casa, mas é bom a gente ver como os vinhos uruguaios estão se tornando algo que transcende isso.

Não tenho como falar de todos os rótulos, mas deixo aqui algumas imagens do que provei. Tem cortes inusitados, Chardonnays, Roses de Tannat, Sauvignon Blancs, Licor de Tannat (que depois vão ganhar um post só deles, porque foi muito amor) etc. Tem de tudo um pouco!

Preciso terminar dizendo que a produção do evento, pela Rio Wine & Food Festival, acertou em cheio, trazendo o que há de mais plural e diverso no mundo do vinho, mostrando que nossa bebida predileta pode (e deve!) ser apreciada por todos e a qualquer hora.

São essas iniciativas que fazem a diferença, parabéns!

*Joana Rangel é Engenheira, Gestora de Negócios e Blogueira de Vinhos superdedicada. 

 

(Notas de Prova) Arrogant Frog Tutti Frutti 2016: Divertido, Vegano e Descomplicado

Vocês pediram e cá estou eu com mais um post da série “Notas de Prova”. Desta vez, recebi uma amostra da Loja Divino Vinhos e tal, que fica no Centro do Rio, pertinho do burburinho da Lapa e da boemia carioca.

O ARROGANT FROG TUTTI FRUTTI 2016

O rótulo, francês, fez parte de uma das seleções de agosto do Clube de Vinhos da Divino Vinhos e Tal. É um esquema bem prático, através do qual o associado recebe rótulos em casa e tem a oportunidade de estar sempre degustando algo novo. São exemplares de qualidade, a maioria deles da Importadora Decanter, que, atualmente, é a maior do segmento no Brasil.

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Mas,  vamos falar do vinho…

O Arrogant Frog Tutti Frutti (Sapo Arrogante) possui um design bem descontraído, que tem tudo a ver com o estilo descomplicado da bebida, um corte de Cabernet Sauvignon (8%), Cabernet Franc (7%), Syrah (24%), Merlot, (25%) Grenache (28%) e Mourvèdre (8%). Essa mistura deu origem a uma bebida versátil, sobretudo no que diz respeito à harmonização. Aliás, o médio-corpo ajuda muito nesse sentido. 

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Com a linha Arrogant Frog, o enólogo Jean Paul Mas demonstra que, com criatividade e uma boa dose de bom humor, é possível desmisitificar a impressão esnobe que temos dos franceses. Afinal, são rótulos de ótimo custo-benefício, elaborados no sul da França, numa área de 20 hectares em Limoux Gran Cru (Languedoc), que chama a atenção pelo uso da agricultura sustentável, sem o uso de pesticidas e fertilizantes, o que faz de seus rótulos orgânicos e veganos, visto que nenhum produto de origem animal é empregado durante o processo de vinificação.  

VINHO VEGANO

 

Tenho vários amigos veganos que sempre me perguntam sobre vinhos. Sendo assim, após pesquisa encontrei um e-mail do próprio Domaine Jean Paul atestando que veganos podem consumi-los sem medo;

“Para os nossos vinhos brancos, apenas usamos bentonita, um produto natural para estabilização de proteínas e filtração de fluxo cruzado antes do engarrafamento. Em relação aos vinhos tintos, utilizamos apenas filtração de fluxo cruzado antes do engarrafamento. Nenhum produto animal é usado em nosso processo de produção de vinho. ” (Domaine Jean Paul Mas)

NOTAS DE PROVA

VISUAL: Vermelho-rubi intenso, com reflexos violáceos (bem límpido).

OLFATO: Frutinhas vermelhas, ameixa, alcaçuz, morango e especiarias.

GUSTATIVO: O frutado se confirma em boca. Possui médio corpo e muito equilíbrio entre álcool (13,5°) e taninos. Bom acabamento com notas de ameixa.

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HARMONIZAÇÃO: massas, carne vermelha, aves e queijos de massa mole. Por se tratar de um vinho não muito encorpado, acredito que possa ser servido um pouco mais gelado que o normal para um tinto, por volta de 14°C. 


Ultimamente tenho optado por vinhos mais naturais e gostado muito do que tenho provado. São exemplares com bem menos ou ausência de quimíca, sobretudo se comparados aos das vinícolas mais convencionais. Ou seja, a gente sente bastante o terroir na taça. Recomendo a iniciantes e iniciados como uma experiência superválida.

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A Divino Vinhos e tal é uma lojinha aconchegante, que fica na Av. Henrique Valadares, 17 – Loja 4, Centro do Rio de Janeiro.

Mais informações sobre os rótulos e Clube de Vinhos pelo telefone: (21)  2221-0514.

Então é isso, viníferos! Nos vemos em breve! Bons vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.

#RWFF: Feira de Vinhos do Chile Agita Meliá, em São Conrado

O Rio Wine Food And Festival é uma verdadeira celebração ao néctar de Baco, que engloba uma semana de feiras, wine outs, encontros e master classes pela cidade maravilhosa. Sem dúvida, o RWFF é um dos mais aguardados do gênero por aqui, na medida que reúne profissionais, apreciadores, confrarias, press e trade do vinho em cenários dignos de cartões-postais. Ou seja, acima de tudo, é um evento que valoriza o Rio de Janeiro.

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Joana Rangel, Marcelo Copello e eu nessa que foi uma superfesta do vinho.

Na última quarta-feira estive em mais um evento que integra o festival (na semana anterior assisti ao concurso que elegeu o melhor Sommelier do ano, cujo campeão foi Ramon Justino, do Restaurante Cantina da Praça). A Feira de Vinhos do Chile aconteceu no Hotel Gran Meliá Nacional, em São Conrado, e trouxe diversos stands de representantes de vinícolas chilenas, entre elas Montes Winery, Carmén, Perez Cruz, Viña Requingua, Santa Carolina, Cousiño Macul, Siegel, Casa Silva, Toro de Piedra, Cono Sur, entre outras. 

Por se tratar de um dos festivais mais importantes do vinho aqui no RJ, o RWFF, em parceria com a Wines of Chile, foi o responsável por receber o evento oficial da entidade, onde tivemos oportunidade de degustar alguns dos melhores rótulos do país que é líder de mercado no Brasil.

OS MEUS FAVORITOS 

Ok,  você deve estar aí se perguntando sobre os exemplares que me encantaram e me fizeram ter vontade de levar para a minha adega. Pois aí vai uma lista com aqueles que me mais conquistaram o meu paladar:

BRANCOS

Quem me conhece sabe que sou fã dos brancos chilenos, sobretudo dos oriundos do Vale de Casablanca. No entanto, houve alguns do Colchágua que não fizeram feio, hein. Vejamos os meus queridinhos:

  • Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc: esse vinho me conquistou com um toque mineral que dificilmente se vê nessa variedade.
  • Siegel Especial Reserve Viognier 2015: foi um dos brancos mais aguardados, vários conhecidos chegavam e diziam, “Você tem que provar esse!”. Realmente, esperar valeu a pena, pois o rótulo ganhou 93 pontos do crítico James Suckling e não foi à toa. Fresco e com uma complexidade de aromas que me fisgou logo de cara.

ROSÉS

Ahhh, a minha paixão pelos rosés não podia ficar de fora. E, entre os poucos que experimentei por lá, gostei mais do Montes Cherub, da Viña Montes (importado pela Mistral). Minha amiga e parceira Joana Rangel, do Blog Divina e Vinho logo me chamou para degustá-lo, já que bem sabe que tenho preferência por rosés mais “tutti-frutti”, totalmente diferente do que ela curte. E como é bacana esse gosto pessoal! Nos permite trocar muitas ideias e experiências.

 

 

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Tava um friozinho bom na quarta-feira, ou seja, o dia perfeito para degustar muitos tintos! E, como sempre, os brancos não estavam na tempratura correta logo que chegamos,  por volta das 15h30. Sendo assim, decidi optar por um bom Pinot Noir e, por sugestão do amigo Fernando, do Blog Vinhos com Fernando Lima, provei logo o melhor de todos. Veja os meus eleitos, por ordem de degustação, pois os estilos são bem diferentes:

  • Ocio Pinot Noir, Cono Sur: um Pinot Noir leve, com um estilo que lembra os do velho mundo.
  • Chaski, 100% Petit Verdot, Perez Cruz: Há uma tendência nos vinhos chilenos em adotar esse estilo mais moderno (lembra quando comentei sobre o da Santa Carolina?). Achei muito interessante!
  • Montes Alpha M, Viña Montes: Como sempre digo, nada na vida como ter amigos, hein? E a galera foi provando e me arrastando para o “M”, um verdadeiro ícone da vinícola Montes, que chega por aqui através da Importadora Mistral. O Montes Alpha M é uma mistura das uvas Cabernet Sauvignon (80%), Merlot (10%), Cabernet Franc (5%) e Petit Verdot (5%) e suas uvas são produzidas em La Finca de Apalta. Situada no Vale del Colchágua, é considerada por muitos o melhor terroir para produção de vinho tinto no Chile.

Eu simplesmente amei a feira da Wines of Chile, sobretudo porque, como sempre, pude encontrar os amigos do mundo do vinho, sendo uma oportunidade bacana de sair do virtual para o real.

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Entre eles, destaco Fabio Dobbs (do Blog Além da Taça), Eduardo (do Blog Botequim do Vinho, que mantém com a esposa Letícia), Marcelo Copello (superjornalista e formador de opinião do mundo dos vinhos, um dos respeonsáveis por essa beleza de Rio Wine and Food Festival), Chico Cineasta, do site Vinhos Pelo Mundo, além dos meus sommeliers favoritos, Wallace Neves, Laís Aoki e Efraim Moraes, Joana Rangel e Fernando Lima (blogueiros parceirássos, do tipo que somam e multiplicam) e mais um mar de gente bacana.

E o RWFF não ficou só nisso não. Tem muito mais e aguardem, pois em breve vou publicar sobre outros eventos em que estive presente, sendo os seus olhos, ouvidos e boca por lá, vinífero! E você sabe que pode contar comigo para narrar uma boa história…rsrsrs…

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim!