Rota Rosé: As Surpresas do Languedoc Roussillon

Quem me conhece sabe que eu não resisto a um bom vinho rosé. Sim, e tenho tentado difundir seu consumo, sobretudo entre os resistentes e preconceituosos.

Os néctares da Provence sempre foram os meus preferidos! E, embora os rosados estejam presentes em todos os lugares do mundo, o próprio cenário da Provence, com Saint Tropez, o sol, as lavandas, iates e muita gente bebendo rosé, sem dúvida, torna a região ainda mais irresistível.

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Porém, em se tratando dos pinks, ultimamente tenho me aberto ao novo, com grandes surpresas. Os rótulos do Languedoc, região do sul da França, por exemplo, são os destaques da vez.

LANGUEDOC ROUSSILLON E SUAS SURPRESAS

Situado a oeste da Provence, na costa do Mediterrâneo, o Languedoc Roussillon esbanja praias, parques de flamingos (<3), salinas, pesca de enguias, pontes romanas, fortalezas e muito mais. Porém, em se tratando de vinho, a região tem dividido opiniões.

Não faz muito tempo o Languedoc era famoso por ter muito vinho mal feito. Seus excelentes solos e invejáveis condições climáticas levaram a uma superprodução de vinho na era pós-industrial.

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“Enquanto outras áreas como Bordeaux, Borgonha, Champagne e Rhone recebem muita atenção e glória, o Languedoc fez o trabalho pesado, produzindo um terço do vinho da França.”

(Steve Prati, jornalista).

A produção maciça na região foi principalmente da variedade de vinhos a granel, fornecendo suco barato para um mercado global em expansão.

BOAS PERSPECTIVAS

Agora, felizmente o Languedoc tem tomado novos rumos, com o renascimento do vinho local. Suas terras nunca foram tão valorizadas, recebendo investimentos dos principais produtores da Borgonha e de Bordeaux, ao passo que vem se tornando um chamariz para jovens vignerons, ansiosos por lugares mais acessíveis. Tudo isso faz da região um celeiro para novos talentos, resultando em vinhos muito empolgantes!

VOCAÇÃO PARA O ROSÉ

Todas essas mudanças só confirmam a vocação do Languedoc para a produção de vinhos rosados, que já conquistou amantes da bebida em todo o mundo.

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De tão apaixonado por rosés, Jon Bon Jovi decidiu produzir seus próprios rótulos no Languedoc.

Vale lembrar que ninguém menos que Jon Bon Jovi começou a produzir seus rótulos na região, em parceria com Gerard Bertrand , enólogo biodinâmico francês, e seu filho, Jesse Bon Jovi. A preferência do trio para esse projeto? Rosés, sempre eles!

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O rosé do astro, Diving into, já faz sucesso entre os amantes da bebida.

O Rosé do intérprete de “Always” e “Blaze of Glory” segue o estilo dos queridinhos da Provence, tanto que utiliza a mesma mistura de uvas que se tornou célebre na região, como Grenache, Cinsault, Mourvèdre e Syrah. Sim, com direito à bela coloração salmão-claro típica, de impressionar os melhores produtores de Saint Tropez. Não vejo a hora dessa lindeza (o vinho, claro! rsrs) chegar ao Brasil. Afinal, também quero provar!


Então é isso, pessoal! Convido vocês a descobrirem novos estilos de franceses, sobretudo nessa região que traz custo-benefício e qualidade infinitos. Nas lojas virtuais, por exemplo, é possível encontrar não só rosés como belos tintos elaborados com Grenache, Syrah e Mourvèdre, bem típicos e cheios de personalidade.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: VinePair, Winepedia

 

 

Harmonização: Vinhos Que Combinam com as Nossas Amadas Pizzas!

Para curtir o dia internacional da pizza em grande estilo!

10 de julho é o Dia Internacional da Pizza! Sim, meus amigos, e poucas iguarias combinam tanto com vinhos quanto essas redondas deliciosas. Por isso, hoje trago alguns pares perfeitos para você comemorar a data em grande estilo!

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Esqueça a cerveja, pois existe um estilo de vinho para cada sabor de pizza. Para começar, aqui no Brasil praticamente todos os sabores acompanham uma “cama” de muçarela que serve como base para o recheio, inclusive em muitas das pizzas doces.

Veja as opções paras as mais tradicionais, aquelas que a gente gosta de pedir em casa, seja para curtir sozinho ou em ótima companhia.

PIZZAS À BASE DE PEPPERONI E CALABRESA

Se você é fã de pizzas recheadas com Pepperoni, Calabresa, Salaminho ou Lombinho Canadense, incluindo aí a tradicional Portuguesa, do tipo que vem com tudo isso e muito mais em cima, aposte nos vinhos tintos de médio corpo e…

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Wine Drinks: Um Chardonnay Aconchegante Para os Dias Frios

Já faz tempo que estava à procura de uma receitinha de coquetel com Chardonnay barricado, daquelas matadoras! Aliás, se você ainda acha que vinho branco não tem nada a ver com inverno, chegou a hora de mudar seus conceitos definitivamente.

Na minha opinião, esse estilo é perfeito para os dias mais frios do ano, quando se está a fim de desfrutar de uma bebida diferente, sobretudo se você é do tipo que não abre mão de um drink para celebrar com os amigos.

Essa delícia  pode vir antes ou depois dos vinhos escolhidos para a noite.

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Você quem sabe!

Ah, e transformar um Chardonnay com estágio em carvalho em um coquetel maravilhoso é mais fácil do que se imagina. Novamente, o nosso queridinho Aperol entra em cena para salvar a pátria. Anote a receitinha e prepare-se para os elogios!

INGREDIENTES

  • 120 ml de vinho branco, de preferência Chardonnay com estágio em barrica de carvalho.
  • 60…

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Descubra a Origem dos Nomes das Uvas Tintas

Entre os assuntos sobre os quais eu mais curto pesquisar, sem dúvida, estão as curiosidades sobre o mundo do vinho. Sim, adoro descobrir histórias sobre a origem das coisas, de preferência do tipo que me surpreendam. Afinal, não é à toa que sou Jornalista por formação.

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E se você se interessou por esse artigo, acredito que, como eu, você provavelmente já deve ter se perguntado a respeito do porquê dos nomes de determinadas castas viníferas.

Certamente, a origem dessas denominações tende a ser bastante controversa e muito pouco documentada. Por isso, quando a gente pesquisa sobre o assunto é comum encontrar uma, duas ou até três possíveis explicações sobre esses nomes. Aqui veremos algumas delas, referentes a algumas das cepas tintas mais conhecidas.

Antes de tudo, vale destacar que os nomes das uvas, entre outros dados sobre elas, são oficialmente estabelecidos por uma ciência chamada ampelografia, responsável pelo estudo de variedades de plantas, folhas e frutos da videira. 

MALBEC

Conta-se que um agricultor húngaro chamado Malbek (com K) foi o primeiro a identificar separadamente esta casta, tratando de espalhá-la na França, na área da Cahors, para depois ser levada até Bordeaux, onde também é conhecida como Auxerrois. Logo, o nome Malbek foi adaptado, substituindo o K pelo C, referindo-se a uma palavra similar em francês cujo significado quer dizer “gosto amargo”, fazendo alusão a forma àspera com que a Malbec passou a se expressar naquela região.

MERLOT

Os produtores de vinho franceses sempre se viram numa luta contra pragas mortíferas que ameaçavam seus vinhedos. Porém, uma delas sempre foi uma das mais difíceis de se combater: os pássaros. Tudo porque há frutas que agradam mais ao paladar desses bichinhos – nesse caso, as uvas! Logo, reza a lenda que os Merlis (os pássaros) sempre tiveram um fraco pela cepa que atualmente é denominada Merlot justamente em homenagem a eles.

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Merli significa “Pássaro Negro”

CABERNET SAUVIGNON

Esta uva é mais moderna do que se acredita. Trata-se do produto do cruzamento entre a Sauvignon Blanc branca e a tinta Cabernet Franc, antes de 1700. Como sabemos, a Cabernet Sauvignon é a rainha das uvas tintas, difícil de domar, mas que, ao mesmo tempo, cresce e se adapta a praticamente todos os climas.

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Uvas Cabernet Sauvignon

Logo, essa casta tomou para si os nomes de seus “pais”, ou seja, Cabernet ( de Cabernet Franc) e Sauvignon (de Sauvignon Blanc). Fala-se, ainda, que a origem do nome Cabernet (derivado de Homem das Cavernas) e  Sauvignon (Selvagem) seria, ainda, em outras palavras, “Homem Selvagem das Cavernas”.

TEMPRANILLO

A origem de seu nome vem da Espanha, onde é amplamente cultivada. É uma das primeiras castas a amadurecer. Ou seja, sua denominação refere-se à palavra “temprano”, que significa “cedo”, em português.

PINOT NOIR

Seu nome deve-se graças ao formato de seu cacho, que em francês se parece um “pinheiro preto”, só que de posicionado de maneira invertida.

TANNAT

É chamada assim devido a grande quantidade de taninos que possui. Logo, “tannat” oficialmente viria de “taninos”, substância responsável pela adstringência nos vinhos tintos.

PETIT VERDOT

Desmembrando o nome em duas partes, temos “Petit” (pequeno em francês) e “Verdot”, que se refere ao momento da maturação da cepa, que costuma se dar acompanhada de uma leve tonalidade verde. Tal uva é de amadurecimento tardio, ou seja, o contrário da Tempranillo.

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 SANGIOVESE

Cepa italiana. O nome vem do latim “Sanguis Jovis”, que significa “Sangue de Júpiter”. Estima-se que chamada desta forma pela primeira vez na época romana.

SYRAH

Reza a lenda que ela vem de “Darou é Shah” (o remédio do rei), uma qualificação dada ao vinho pelo rei-semideus persa Djemchid. Syrah é uma das uvas mais antigas do mundo. Estudos apontam, inclusive, que o vinho citado em diversas passagens da bíblia, como nas Bodas de Canãa e a Última Ceia, certamente teria sido originário da uva Syrah.

CARMENERE

Seu nome provém da palavra francesa “Carmín”, que se refere a cor da folhagem das plantas antes da caída das mesmas, no outono, por exemplo. Trata-se de um leve avermelhado.

Piemonte
Colinas envoltas de névoa no Piemonte

NEBBIOLO

Uva tinta do Piemonte, na Itália, que se qualifica dessa forma em virtude da palavra “nebbia”, que significa “névoa” e se refere a neblina comumente avistada nas colinas onde se situam as videiras durante seu período de colheita.


Então é isso, pessoal! Espero que tenham curtido e espalhem essas histórias para os amigos.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Referências: Big Wine Theory, Wikepedia, devinosyvides.