Notas de Prova: Um Verdejo Leve e Perfeito Para os Dias de Calor

Enoamigos, estamos na temporada dos brancos, rosés e espumantes. Pelo menos para mim, claro, pois sei de gente que não abre mão do tinto por nada no mundo. Vinho tinto no calor me dá mais calor ainda, sobretudo aqui no Rio, onde os termômetros já marcam de 30 graus para cima.

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Então, imaginem a minha alegria quando recebi da WineBrands esse Verdejo Espanhol da Real Compañía de Vinos? Degustei sem medo de ser feliz! Sem falar que me deu a maior vontade de falar para vocês sobre essa uva branca, menos comum por aqui. É leve e fresca, com ótima acidez. Harmoniza com verão e frutos do mar. Amei!

CONHEÇA A VERDEJO

A uva branca Verdejo possui grande notoriedade e é destaque nas regiões espanholas de cultivo e elaboração de bons vinhos. Os exemplares elaborados com a Verdejo são muito elegantes, frutados e frescos, apresentando, em geral, elevado teor alcoólico, além de possuir uma acentuada acidez.

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Usada com sucesso na elaboração de vinhos varietais, a Verdejo também apresenta ótima combinação com as castas Sauvignon Blanc e Viura. Os vinhos produzidos a partir da uva Verdejo costumam ser consumidos ainda jovens, entretanto, é possível encontrar excelentes rótulos com maturação prolongada, chegando a uma década.

A Verdejo confere aos vinhos uma coloração verde dourada, que pode variar de acordo com o método de vinificação utilizado por cada produtor. A uva produz vinhos conhecidos por seu caráter cítrico e herbáceo, além do peculiar toque de noz e nuances de mineralidade.


NOTAS DE PROVA

Visual: Amarelo-palha médio, com reflexos verdeais, é límpido e transparente. Fica lindo na taça.

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Olfato: Notas de frutas brancas, cítricas e um toque herbáceo bem particular.


Gustativo: Em boca, é leve, fresco e equilibrado. Pouco se sente os 14,5% de teor alcoólico. Tem um retrogosto meio-amargo, próprio da casta.


Harmonização: Frutos do mar, incluindo pratos da culinária oriental, sobretudo japonesa e tailandesa.


Enfim, amigos, certamente a partir de agora vocês verão mais comentários sobre vinhos brancos, rosés e espumantes. Isso não quer dizer que os tintos não serão consumidos até segunda ordem. Afinal, um Pinot Noir numa temperatura menor, assim como outras castas mais leves, como Pipeño e Gamay são sempre bem-vindas, inclusive no calor que tem feito por aqui. Mas tem sempre aquele dia em que a harmonização pede um tinto. Com ar-condicionado bombando, claro!

Ótima semana para vocês! Bons vinhos! Tim-Tim!

*Este post é um publieditorial.

Referência: Mistral.

Notas de Prova: Novo Moscatel RAR, Direto do Vale de São Francisco

Enoamigos, hoje cheguei com mais um post da série Notas de Prova. Desta vez com um Moscatel que recebi no kit do mês do Club RAR, empresa do lendário Raul Randon. Aliás, faz um tempo que sou fã da marca, sobretudo dos queijos e vinhos (em parceria com a Miolo Wine Group). A linha Gran Formaggio, por exemplo, é de alta qualidade e uma delícia!

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MOSCATEL DO VALE DE SÃO FRANCISCO

Então, vamos falar do vinho. Os moscatéis brasileiros estão superbadalados e têm conquistado medalhas pelo mundo afora. E um dos terroirs que vem chamando a atenção na produção de espumantes desse estilo no Brasil é o Vale de São Francisco, em Pernambuco, próximo de Petrolina. Sem dúvida, é um local que tenho muita vontade de conhecer e está no meu roteiro de Wine Tour.

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Vinhedos do Vale de São Francisco – Foto: Uol

Ok, nem todo mundo curte um vinho docinho. E, sim, o Espumante Moscatel da RAR é um Vinho de Sobremesa, mas que também pode ser apreciado como aperitivo, antes do início dos trabalhos. Eu sou do tipo que acha que existe um estilo de vinho para cada momento. E a uva moscatel, por sua doçura (pense na reputação dos moscatéis de Setúbal, por exemplo..) fica maravilhosa em rótulos que harmonizam perfeitamente com sorvetes, tortas e doces de frutas, em geral. Inclusive, a minha favorita é com torta de maça ou limão – e quem me conhece sabe que se trata dos meus doces favoritos.

Vale ressaltar, ainda, que o método de produção é o ASTI, com uma única fermentação em tanques de inox.

OPÇÃO REFRESCANTE PARA O VERÃO

Tenho vários amigos e amigas que são fãs dos espumantes moscatéis e que, sim, levam essa delícia para além da sobremesa. Geladinho, num dia quente de verão à beira da piscina, por exemplo. Ou até na praia! Por seu baixo teor alcóolicoe açúcar residual, acaba sendo uma opção mais leve para aqueles que não curtem vinhos secos e cerveja.

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ANÁLISE: NOTAS DE PROVA

VISUAL: Amarelo-palha claro, com nuances verdeais e perlage fina e persistente. Espuma muito cremosa! 

OLFATIVO: Além do cheiro característico da uva (o Moscatel é um dos poucos vinhos em que o aroma da uva se sobressai), também é possível perceber outras frutas, como pêra, abacaxi e maçã verde. Além disso, é bem “florido” e com um toque de mel irresistível. É realmente muito agradável no nariz!

GUSTATIVO: Na boca é doce, sem ser enjoativo. Possui uma boa acidez e equilíbrio. A gente sente a cremosidade na boca. É leve e um parcerio ideal para sobremesas à base de frutas.


COMPLEMENTO DO KIT DO CLUB RAR

O RAR é um Clube que vai além do vinho, tendo uma pegada mais gourmet. Tanto que recebi, além do Espumante Moscatel, uma bandeja do Queijo Gran Formaggio Grana Padano, que eu amo! Sem brincadeira: é um dos melhores granas que já degustei. Ele é salgado, cremoso em boca e, ao mesmo tempo, com um toque adocicado.

O kit vem, ainda, com um Molho Pesto Rosso Italiano, perfeito para combinar com o Spaghetti Al Nero Di Seppia, também uma iguaria do país da bota. Vale destacar que a massinha (que eu ainda não provei, mas o farei em breve) é elaborada com sêmola de trigo de grano duro e tintura de lula. Ou seja, deve ficar o máximo também com um molho à base de camarão ou frutos do mar. Curti tudo!

Ah, se você quiser receber um kit como esse todos os meses, é só acessar o site da RAR. Lá você encontra, além de um link para se associar ao Clube, várias sugestões de vinhos, presentes, enfim, tudo muito bacana e delicioso.


Então é isso, meus queridos! Amanhã é sexta e com certeza vou divulgar uma receitinha de Wine Drink aqui para vocês. Espero que tenham curtido o post.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-tim

*Este post é um publieditorial.

 

 

 

Conheça Rhodter Rosengarten, o Vinhedo Mais Antigo do Mundo em Produção

Sabemos que o vinho existe desde os tempos mais remotos. Mas, você já se perguntou qual a vinha mais antiga do mundo em produção até hoje? Pois o site Wines of Germany constatou que essas videiras estão na Alemanha, no vinhedo Rhodter Rosengarten.

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As uvas são produzidas de vinhas originais, que estão por lá desde antes da guerra dos 30 anos, que ocorreu entre 1618 e 1648, na região alemã do Palatinado.

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Há 400 videiras ao longo dos 900 m² de vinhedos, a maioria provenientes da uva Gewürztraminer, em meio a algumas da cepa Silvaner.

A viticultura, no entanto, tem uma longa história em Rhodter, uma vez que é dito que os romanos começaram a viticultura nesta área. Na Idade Média, a região já era conhecida por seu vinho Gewürztraminer. Em 1603, Margrave Ernst Friedrich de Baden comprou a cidade inteira. Em seu castelo de 1200, ele e seus sucessores governaram até o ano de 1801.

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Aliás, foi o Margrave que transformou completamente a cidade e instalou o comércio de vinho local. Em seguida, ergueram-se as mansões dos produtores, que podem ser vistas até hoje – 80% da aldeia é formada por construções históricas (belas casas com arcos antigos).

BELEZA E TRADIÇÃO

A beleza da região, apelidada de Toscana do Norte, não passou despercebida por governantes e reis: o rei Ludwig I. da Baviera teve seu palácio de verão construído em 1846, logo acima da aldeia, numa encosta romântica: a Villa Ludwigshöhe.

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Villa Ludwigshöh

A importância que a viticultura tem para a população traduz-se pela especialidade local: o vinho é servido não só no vidro palatinado tradicional “Schoppen”, que contém meio litro de vinho, mas também no “Rhodter Piff”: um copo de vinho que contém um litro inteiro de vinho.

Apesar dos séculos de idade, as videiras de Rosegarden produzem, ano após ano, cerca de 500 litros de vinhos. Entre os mais famosos está o Gewurztraminer da fazenda Arthur Oberhofer, em Edesheim. O vinho seduz não só pela idade, mas também pelo aroma de Rosas, tão típico da Gewurztraminer e que reflete perfeitamente o nome do lugar, “Rhodter Rosengarten”.


Gente, a Gewurztraminer é uma das minhas castas brancas favoritas, sobretudo pela aromaticidade (amo vinhos perfumados!). Com certeza é uma boa aposta para esses dias mais quentes. E, sem dúvida, os vinhedos alemães estão entre os que gostaria de conhecer, até porque adoro o país e toda sua cultura.

Então é isso, enoamigos! Até a próxima, com mais novidades! Ótimos vinhos! Tim-tim!

Referência: http://www.recetum.com

Terroir Nacional: Grande Prova de Vinhos do Brasil Bate Recorde de Vinícolas Participantes

Está rolando até quinta-feira (26/10), no Hotel Vila Galé, na Lapa (RJ), a maior avaliação às cegas de Vinho Brasileiros – a Grande Prova de Vinhos do Brasil. No time de jurados, nada mais nada menos do que alguns dos melhores profissionais do setor, entre eles jornalistas, professores, consultores e sommelieres.

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Sob a batuta de Marcelo Copello, jornalista e expert superinfluente e conhecido no Mundo do Vinho, o concurso tem tudo para revelar grandes rótulos brazucas. Outra presença ilustre fica por conta de Eugenio Lira, presidente da associação de enólogos do Chile. Agora, vamos deixar de rodeios e conferir as categorias que serão avaliadas:

CATEGORIAS AVALIADAS NA GRANDE PROVA

  1. Espumante Brut branco Champenoise
  2. Espumante Brut branco Charmat
  3. Espumante Brut rosé Champenoise
  4. Espumante Brut rosé Charmat
  5. Espumante extra-brut, nature branco
  6. Espumante extra-brut, nature rosé
  7. Espumante prosecco/glera
  8. Espumante moscatel branco
  9. Espumante demi-sec, branco
  10. Espumante moscatel e demi-sec rosé
  11. Branco Chardonnay
  12. Branco Sauvignon Blanc
  13. Branco Gewurztraminer
  14. Branco Riesling
  15. Branco Moscato
  16. Branco de outras castas e cortes brancos
  17. Tinto Cabernet Sauvignon
  18. Tinto Merlot
  19. Tinto Tannat
  20. Tinto Sangiovese
  21. Tinto Pinot Noir
  22. Tinto Syrah
  23. Tinto Tenpranillo
  24. Tinto Cabernet Franc
  25. Tinto Marselan
  26. Tinto de outras castas
  27. Tinto Cortes
  28. Tintos Super Premium (acima de R$ 120)
  29. Rosé
  30. Doces e Fortificados
  31. Suco de Uva Integral Branco
  32. Suco de Uva Integral Tinto
  33. Best Buys (até R$ 49,99)

*As categorias estreantes em 2016 ganham novos valores, corrigidos. Tintos Super Premium (acima de R$ 120) e Best Buys (os mais bem pontuados até R$ 49,99).


A Grande Prova de Vinhos do Brasil chega à sua sexta edição como um dos eventos mais badalados do setor, sendo que este ano alcançou a incrível marca de 122 vinícolas participantes, com mais de 821 amostras (1.642 garrafas) inscritas para serem organizadas durante quatro dias, em 33 categorias, das quais sairá a classificação dos melhores vinhos do Brasil, incluindo os campeões de cada categoria, que serão eleitos pelo jurí a seguir:

JURADOS PARTICIPANTES

  • 1.    Marcelo Copello, presidente do júri, Grupo BACO Multimídia
  • 2.    Sergio Queiroz, Grupo BACO Multimídia
  • 3.    Eugenio Lira, Presidente da Associação de Enólogos do Chile
  • 4.    Danio Braga – chef e sommelier, fundador da ABS Brasil
  • 5.    José Luiz Pagliari, professor do SENAC-SP e diretor da SBAV-SP
  • 6.    Luiz Cola – jornalista da Gazeta de Vitória
  • 7.    Ricardo Farias – Diretor da ABS-Rio
  • 8.    Celio Alzer – Professor da ABS-Rio
  • 9.    Deise Novakoski, jornalista e consultora em vinhos
  • 10. Maria Helena Tahuata, vice-presidente da ABS-Rio
  • 11. Homero Sodré, consultor de vinhos
  • 12. Jocelyn Sodré, professora de vinhos da Universidade Estácio de Sá
  • 13. Roberto Rodrigues, diretor da ABS Rio
  • 14. Ed Arruda, Sommelier chefe do Copacabana Palace
  • 15. Ramon Justino, Sommelier bi-campeão do RWFF 2015 e 2017
  • 16. Wallace Neves, Sommelier campeão do RWFF 2016
  • 17. João Pedro Lamonica, Sommelier campeão do RWFF 2013
  • 18. Giancarlo Pochettino, Gerente de A&B da Rede Windsor
  • 19. Marcelo dos Santos, Sommelier do Mr Lam
  • 20. Rodrigo Moura, Sommelier e diretor da ABS-Rio
  • 21. Joseph Morgan, diretor da ABS-Rio
  • 22. Paulo Decat, diretor da ABS-Rio
  • 23. Raphael Zanon, Sommelier do Satyricon
  • 24. Eduardo Ferreira, Sommelier do Fasano
  • 25. Gabliela Poletto – Ibravin

Os organizadores estão mais do que surpresos com a quantidade de vinhos que serão avaliados esse ano. Sem dúvida, uma prova do grande desenvolvimento do vinho nacional.

“Sempre destaco o quanto é fascinante acompanhar a evolução qualitativa dos nossos vinhos, mas agora tenho que destacar minha surpresa com esse novo número alcançado”, relata Sergio Queiroz, promotor do evento.

E o melhor de tudo é que o resultado já será divulgado na semana que vem. Por isso, enoamigos, segurem a ansiedade, pois vem coisa boa por aí! A cerimônia de entrega dos certificados e medalhas acontecerá num evento superfestivo, com direito à Feira de Vinhos, onde os enófilos poderão degustar algumas das grandes revelações da grande prova.

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Sérgio Queiroz é Sócio-Diretor do Grupo Baco Multimídia e um dos organizadores do evento.

Já o resultado consolidado de todas as categorias será publicado no Anuário Vinhos do Brasil 2018, junto com o panorama do setor, tradicionalmente divulgado no início do ano. Como novidade, a versão digital chega para facilitar ainda mais a consulta: “Do celular, tablet e PC, o consumidor poderá escolher seu vinho, contando com a avaliação deste seleto time de jurados, podendo ainda, se desejar, esticar a leitura para conhecer as regiões, nossas IG’s, DO’s  e etc”, destaca Queiroz

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O evento conta com o apoio do Ibravin, SEAPI (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul); e apoio institucionais das seguintes entidades: SindiVinho, Aprovale, Acavitis,  Agavi, Apromontes, Vinhos da Campanha, ABS-RJ  e Hotel Vila Galé.

 

Vinho & Saúde: Por que o Vinho Pode Ser Considerado um Alimento?

Logo de cara podemos dizer que um alimento é qualquer substância, comida ou bebida, que contribua para a nutrição dos seres vivos. Não só para fins nutricionais, como também sociais e psicológicos.

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O alimento é NUTRICIONAL porque fornece matéria e energia para o anabolismo e a manutenção das funções fisiológicas. SOCIAL, porque favorece a comunicação e o estabelecimento de laços afetivos, bem como as conexões sociais e culturais. E PSICOLÓGICO, porque melhora a saúde emocional, proporcionando alegria e satisfação.

Tendo em vista essa definição, não há dúvidas de que o VINHO É UM ALIMENTO, pois, se por um lado, contém macronutrientes (carboidratos e algumas proteínas), que fornecem energia, por outro dispõe de micronutrientes, como sais minerais, oligoelementos e até vitaminas. Isso porque eu ainda nem mencionei o fato de que o nosso néctar fomenta a comunicação, conexões, enfim, junta as pessoas! Ah, e ainda oferece prazer e satisfação. Ou seja, se existe um produto que atende totalmente a definição de alimento, esse com certeza é o VINHO!

BAIXO TEOR DE PROTEÍNAS

As proteínas geralmente são escassas o vinho (em torno de 1 a 2g por litro). Esse baixo teor no vinho, ao contrário do suco de uva, deve-se ao seu processo de produção. Ou seja, se tomarmos por base que a quentidade de proteína reocmendada é de 1g por quilo de peso corporal, chegamos a conclusão de que o vinho não pode ser considerado uma grande fonte de proteínas.

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SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR

Quanto aos carboidratos, estes podem ser encontrados em proporções variáveis, dependendo da forma com que o vinho é elaborado. Durante a fermentação alcoólica, a maior parte dos açúcares do mosto (suco da uva) é transformada em álcool, graças à ação das leveduras. No vinho tinto, os açúcares residuais, como glicose e frutose, representam apenas de 2 a 3 gramas por litro. Já no vinho branco, essa porcentagem pode ser maior.

Além dos citados acima, o vinho também pode conter outros açúcares, como aqueles naturais do álcool. Em todo caso, com exceção de vinhos doces (com açúcar residual), os de sobremesa e fortificados, a maioria dos presentes no mercado atual é de vinhos secos, com baixo teor de açúcar, sendo que, após a fermentação, este nunca é adicionado a esse tipo de bebida.

0% DE GORDURA

Lipídios (gorduras) são compostos químicos formados, principalmente, por misturas orgânicas de ácidos graxos. O vinho não contém lipídios e é essencial que essa susbtância não chegue nem perto da bebida dos deuses, afinal, certamente isso traria um gosto desagradável. O único risco é que as sementes de uvas, quando esmagadas, podem liberar uma espécie de óleo. Por isso, em algumas ocasiões, é possível visualizar algo gorduroso nas paredes da taça depois que se bebe o vinho, mas é raro, bem raro! Ou seja, em geral, o nosso néctar é 0% gordura.

ÁLCOOL E SAIS MINERAIS

O álcool é outra substância que, óbviamente, aparece no vinho. No entanto, é importante notar que o teor alcoólico de um vinho é determinado pela quantidade de açúcar das uvas durante a colheita. No vinho, o % de álcool indica a proporção deste na garrafa. Por exemplo, 14% contém 105ml de álcool por garrafa de 750ml ou cerca de 140ml por litro. O vinho contém, sobretudo, álcool etílico, mas também podemos encontrar outros tipos de álcool, como Glicerina, Metano, Eritritol, entre outros poli-álcoois.

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Com relação aos sais minerais, vale lembrar que o vinho contém de 2 a 4 gramas de sal por litro. Os minerais que podemos encontrar no vinho são: potássio, sódio, cálcio, cloro, enxofre, flúor, silício, iodo, bromo e boro. Alguns desses elementos são muito raros em alimentos mais comuns de serem consumidos.

O vinho possui, ainda, alguns elementos nutricionais ou oligoelementos, como ferro, cobre, zinco e manganês. Alguns vinhos são bem ricos em ferro, facilitando a boa absorção intestinal. Por outro lado,  o vinho pode conter elementos indesejáveis, como alumínio, chumbo e até mesmo arsênico, embora em proporções praticamente insignificantes.

No vinho também encontramos muitas VITAMINAS, como a B12, B6 e B2, porém, em baixas proporções. O fermentado não contém Vitamina C, apesar desta estar presente naturalmente nas uvas.

OS MARAVILHOSOS POLIFENÓIS

Um dos aspectos que mais é ressaltado nos vinhos fica por conta da quantidade de polifenóis. Isso porque estes são ótimos aliados para a saúde. Se por um lado o vinho branco possui apenas algumas miligramas, por outro, o vinho tinto contém de 1 a 3 gramas por litro de polifenóis que estão, a princípio, concentrados nas cascas, sementes e engaços das uvas.

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E por que se fala tanto em polifenóis? Essas substâncias são famosas por transformarem o vinho num poderoso aliado na prevenção cardiovascular. Entre os fenóis, distinguimos ácidos fenpolicos ou ácido fenólico, flavonóides (ou fator de vitamina P), antocianos, fleuma, taninos, quinonas e resveratrol.

No vinho  encontramos, ainda, ácidos minerais como tartárico, malico e salicílico, entre outros. Todos eles contribuem para tornar o vinho um líquido alcoólico acídico, cujo Ph está entre 2 e 3, ou seja, uma acidez próxima a do estômago. Desta forma, a bebida facilita a digestão de proteínas alimentares. Logo, a recomendação de se consuir o vinho durante as refeições não vem por acaso e também tem uma razão sob o ponto de vista químico-nutricional.


Depois de tudo isso, é impossível encarar o vinho apenas como bebida alcoólica. Não, não é! O vinho é SIM, um alimento que, se consumido com equilíbrio, faz muito bem paea a saúde. Por essas e outras que tantos países incentivam a produção e o consumo do vinho (infelizmente não é o caso do Brasil, mas isso já é história para outro post).

Então é isso, enoamigos! Uma semana repleta de ótimos vinhos para vocês. Até a próxima! Tim-Tim!

Referência: Vinetur

Olá, Muito Prazer! Chenin Blanc!

Acreditem, os vinhos brancos andam super na moda ao redor do mundo. E, embora as críticas tenham girado mais em torno dos tintos, é fato que os brancos vêm organizando uma revolução silenciosa nos últimos anos, quebrando preconceitos e encantando um número cada vez maior de apreciadores devido ao estilo seco e fresco de grande parte de seus rótulos. Ou seja, provocam o mesmo prazer de uma cerveja gelada, porém, sem aqueles quilos de carboidratos vilões da boa forma (rs).

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DÊ UMA CHANCE PARA OS VINHOS BRANCOS

São inúmeros os benefícios dos vinhos brancos, entre eles o fato de que são tipicamente mais leves em álcool, ao passo que combinam com uma variedade enorme de alimentos, além de serem bem mais acessíveis que o vinho tinto, em termos de qualidade. E, em meio a rótulos de Chardonnay e Sauvignon Blanc, superdisponíveis, um branquinho têm chamado a atenção de grande parte dos White Lovers ao redor do mundo: o Chenin Blanc!

MUITO PRAZER, CHENIN BLANC!

A casta Chenin Blanc é cultivada em todo o mundo, mais notavelmente na região francesa do Vale do Loire e na África do Sul. O que impressiona nessa variedade, sem dúvida, é a diversidade de estilos, sendo que vai desde espumantes até dourados néctares doces (de sobremesa) e conhaque.

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Na África do Sul, por exemplo, a Chenin Blanc é a uva branca mais plantada e, nos últimos anos, os produtores investiram um grande esforço para fazer com que o Chenin sul-africano possa competir de igual para a igual com os melhores do mundo. O bacana da história é que, embora a África do Sul esteja elaborando exemplares incríveis de Chenin Blanc, sobretudo de vinhedos antigos, os preços ainda são bastante competitivos. Ou seja, trata-se de rótulos com ótimo custo-benefício. 

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CHENIN BLANC NO VALE DO LOIRE

Na fria região do Vale do Loire, na França, o amadurecimento da Chenin Blanc pode ser tão desigual, que às uvas geralmente são selecionadas à mão em sucessivas passagens pelas vinhas.

As uvas menos maduras constituem uma ótima base para vinhos espumantes. Já as uvas mais maduras são utilizadas em estilos ricamente aromáticos, ao passo que aquelas retiradas no final da época da colheita estão muito maduras ou afetadas pela podridão nobre, fungo que desidrata e concentra os açúcares das uvas, dando origem a ricos sabores de geleia de laranja, gengibre e açafrão. Estas uvas de colheita tardia vão para os famosos vinhos doces da região, como os das DO’s Quarts de Chaume e Bonnezeaux.

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HARMONIZAÇÃO

Um bom Chenin Blanc, sobretudo os dos estilos espumante, seco e aromático, combina com Frutos do Mar, Frango ou Peru. Presunto e Bacon também são ótimas ideias para harmonizar com esses vinhos.

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BORA DEGUSTAR UM CHENIN BLANC!

Ficou curioso para conhecer o Chenin Blanc? Então, a sua lição de casa será escolher um estilo deste vinho e saboreá-lo em grande estilo. Veja algumas ideias:

  • ESPUMANTE: Brut (seco) ou Demi-Sec (frutado e seco) são os principais estilos. Você pode optar por um Methode Traditionelle Vouvray da França ou um Cap Classique da África do Sul.

  • SECOS: Em Vouvray, os estilos secos são rotulados como “Sec” e na África do Sul, você geralmente encontrará um indicador de doçura no rótulo traseiro. Esses vinhos costumam ser leves e minerais.

  • AROMÁTICOS: Eis um estilo exuberante de Chenin, que cheira a buquê de flores e pera recém-cortada. Sem dúvida, é o mais popular em todo o mundo. Em Vouvray, os produtores costumam usar as palavras “Tendre” para indicar esse estilo.

  • NÉCTAR DE OURO: Trata-se do mais doce estilo de vinho de sobremesa, que pode ser encontrado principalmente no Vale do Loire, na França, incluindo as regiões do Côteaux du Layon ou vinhos rotulados como “Moelleux” da Vouvray.


Então é isso, enoamigos! o mundo do vinho é muito vasto, por isso, permita-se sempre! Prove vários estilos e se entregue por completo. Afinal, a paixão pelo nosso néctar dos deuses vai muito além de uma taça de tinto.

Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

Consulta e referência: Wine Folly, Vinhos do Mundo Todo

Notas de Prova: Toda a Versatilidade do Château de Dracy Bourgogne Pinot Noir

Sabemos que a região francesa da Borgonha produz alguns dos melhores vinhos da casta Pinot Noir em todo mundo, incluindo, aí, alguns rótulos icônicos. Sem dúvida, é um dos meus estilos de vinho preferido, sobretudo aquele mais frutado, com toda a tipicidade da região e da varietal.

E foi aí que na semana passada recebi mais uma amostra da importadora WineBrands para analisar em minhas notas de prova, o Château de Dracy, da Família Bichot, que desde 1905 produz o rótulo, que já virou um clássico da vinícola. Delicado, jovial e elegante, é pura versatilidade quando se trata de harmonização, podendo ser facilmente combinado a pratos poucos condimentados, entre eles grelhados, aves e queijos. Por sua leveza, pode ser, inclusive apreciado sozinho numa temperatura em torno de 12ºC, mais baixa que o ponto de serviço de grande parte dos tintos.

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A FAMÍLIA BICHOT

A família Bichot escolheu a Borgonha como lar em 1350, antes mesmo de o Brasil ser descoberto! Eram comerciantes em Monthélie, mas foi a partir do século XIV que Albert Bichot imprimiu grande impulso aos negócios da família, transferindo-se para Beaune, onde desde então a família se dedica à produção de vinhos.

Atualmente Albéric Bichot, sexta geração dos Bichot, está no comando dos Domaines que se estendem por 100 hectares de vinhedos em Chablis, Côte de Nuits, Côte de Beaune e Côte Chalonnaise e em algumas parcelas produz vinhos orgânicos, o que mostra o respeito e os princípios deste produtor.

Merecem destaque alguns Domaines que deram o devido reconhecimento à Família Bichot e que estão presentes hoje nos melhores restaurantes da França e em mais de cem países:
• Domaine Long Depaquit, em Chablis (65 ha)
• Domaine du Clos Frantin em Nuits Saint Georges (13 ha), na Côte de Nuits
• Domaine du Pavillon em Pommard (17 ha), na Côte de Beaune
• Domaine Adélie em Mercurey (4,2 ha), na Côte Chalonnaise

Albert Bichot é um recordista de prêmios. Já recebeu mais de 1.200 prêmios por todo o mundo, desde os desconhecidos de grande parte dos consumidores, Burgundy Report, Weinwirtschaft ou Clive Coates, entre outros, até os mais conhecidos, como Decanter World Wine Awards, Wine Enthusiast, Guide Hachette, Guide Bettane Desseauve e Gaulte Millau, no qual o Grands Echezeaux Grand Cru obteve em 2006 99/100. A nota comprova a qualidade e o respeito que os mercados francês e mundial têm por esse excepcional produtor da Borgonha.

O CHÂTEAU DE DRACY

A propriedade do Château de Dracy está localizada no extremo sul da Côte de Beaune, margeando a Côte Chalonnaise. Seus 17 ha. de vinhedos estão em uma íngreme encosta, o que favorece a iluminação e a drenagem do solo. As técnicas de cultivo e produção favorecem a expressão do terroir e a autenticidade dos vinhos.

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Château de Dracy lès Couches

O Château de Dracy é um castelo que inicialmente era usado como fortaleza militar, construído em 1298, que pertencia à defesa do Ducado da Borgonha. O castelo passou por muitas modificações ao longo dos séculos. A vinícola e adega, um edifício de 75 metros, construído em 1728, ainda estão em uso. Hoje em dia o castelo pertence à Benoît
de Charette, gerente geral da Maison Albert Bichot.

VINIFICAÇÃO

Os vinhedos do Chateau de Dracy estão situados ao norte de Saone et Loire. Com solos formados por argila e calcário, bem como vinhas com exposição Sul e Suldeste. O manejo de cada lote  é monitorado pela equipe técnica da família Albert Bichot.

Château de Dracy Bourgogne Pinot Noir - 2010 (1)

A colheita é manual, feita em caixas de 25kg. Após a triagem, as uvas seguem por gravidade para tanques de fermentação sem prensagem. A maceração fermentativa é feita em tanques de carvalhoe em aço inox por um período de 18 a 25 dias.

Num primeiro momento, o vinho permanece a temperatura de 10°C a 14°C, a fim de extrair o caráter frutado da Pinot Noir. Em seguida, trabalha-se o corpo e o tanino da Pinot Noir, fermentando o mosto a temperatura entre 20 e 30°C, com remontagens diárias. O amadurecimento do vinho ocorre em tanques de aço inox e em carvalho por um período de 8 a 12 meses.

NOTAS DE PROVA

VISUAL: vermelho-rubi-claro, com reflexos púrpura e nuances atijoladas, típicas da uva Pinot Noir. 

OLFATIVO: no nariz, é frutado com notas herbáceas. Ressalto as frutas vermelhas maduras, chamando bastante a atenção para a cereja. 

GUSTATIVO: é leve e possui ótimo equilíbrio entre acidez e tanicidade. O final é curto, porém saboroso. As notas olfativas se confirmam em boca, com destaque para a sedosidade dos taninos. Um estilo jovial e envolvente. 

  • TEOR ALCOÓLICO: 12,5% 
  • SERVIR À TEMPERATURA DE 16ºC (aqui no Rio de Janeiro ficou ótimo a 12ºC)
  • VOLUME: 375ml/750ml
  • 100% elaborado com a casta Pinot Noir
  • Safra: 2013

HARMONIZAÇÃO

O Château de Dracy Pinot Noir é um ótimo parceiro para carnes vermelhas leves e não gordurosas, assim como para queijos de massa mole (brie, camembert..), massas,  pizzas vegetarianas, grelhados e aves cozidas no vinho. 


Você encontra o Château de Dracy Pinot Noir à venda AQUI no site da WineBrands. Se for degustá-lo, depois me manda uma mensagem dizendo que achou dele. Adoro contrapor as minhas opiniões com as de outras pessoas. Eu, particularmente, achei esse rótulo com uma perfeita tipicidade. Ou seja, se você nunca degustou um Pinot Noir da Borgonha, pode se jogar nele!

Então é isso, enoamigos! Até a próxima! Ótimos vinhos! Tim-Tim!

*Esse artigo expressa minha opinião sincera sobre o produto em questão.